domingo, junho 7, 2026

Autor: Redação

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Agenda de concessões rodoviárias concentra 85% dos leilões no segundo semestre


TCU orienta DNIT a separar manutenção de rodovias de investimentos

A agenda federal de concessões rodoviárias prevê 13 leilões em 2026, mas apenas dois certames foram realizados até esta sexta-feira (6). Com isso, cerca de 85% das disputas previstas para o ano ficaram concentradas no segundo semestre. O cronograma reúne novos projetos e repactuações em um cenário de restrição orçamentária para os órgãos responsáveis pela estruturação e regulação dos contratos.

Até o momento, foram a mercado as concessões Rotas Gerais, em Minas Gerais, e Rota dos Sertões, em Pernambuco e Bahia. Sem leilões federais programados para junho até esta sexta-feira (6), a agenda deve ser retomada em julho com a concessão da Régis Bittencourt, na BR-116 entre São Paulo e Paraná, único certame com data já definida.

Se a carteira for integralmente executada, o Ministério dos Transportes repetirá o recorde de 13 leilões alcançado em 2025. Segundo o ministro dos Transportes, George Santoro, a atual gestão realizou 24 leilões rodoviários federais desde 2023, com mais de R$ 260 bilhões em investimentos previstos.

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Após a Régis Bittencourt, a programação inclui projetos como Rota 2 de Julho, ViaBahia, Rota Vale do Café e os lotes 1 e 3 das Rodovias Integradas de Santa Catarina. A carteira também contempla repactuações de contratos, entre eles Arco Norte e Transbrasiliana. Das 11 concessões rodoviárias previstas para este ano, cinco envolvem contratos já existentes.

O diretor-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Marco Aurélio Barcelos, afirmou que ainda há espaço para cumprimento da meta, embora o ritmo precise acelerar. Já Luís Felipe Valerim, sócio do VLR Advogados, avaliou que a consistência dos projetos é fator mais relevante que o número de leilões, porque a pressão sobre estudos e modelagens pode elevar o risco de problemas nos primeiros anos dos contratos.

Para o agronegócio, o avanço dessa agenda é acompanhado por seu efeito potencial sobre corredores de transporte, circulação de cargas e conexão entre áreas produtoras, indústrias e portos. Esse impacto, porém, depende da execução dos projetos, da qualidade regulatória e da capacidade institucional de levar os certames adiante.

O cenário segue condicionado a fatores operacionais e fiscais. O bloqueio de R$ 8,3 bilhões nas pastas de infraestrutura, com contingenciamento de R$ 1,7 bilhão no Ministério dos Transportes e perda de R$ 56 milhões na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), mantém pressão sobre a estruturação dos projetos. Sem novas datas oficiais para a maior parte da carteira, a execução da meta ainda dependerá do andamento técnico e regulatório dos processos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Projeções indicam pressão sobre custos do agro


O avanço das tensões geopolíticas no Oriente Médio passou a influenciar de forma mais intensa as projeções para energia, custos agropecuários e inflação de alimentos no Brasil. Segundo análise do Rabobank, os cenários para o Índice de Commodities do Banco Central, o IC-Br Energia e Agropecuário, o IPA-M agropecuário e a inflação de Alimentação no domicílio foram condicionados às estimativas de energia, insumos e commodities elaboradas pelas áreas de pesquisa do banco, considerando o conflito e o fechamento do Estreito de Ormuz.

A principal mudança aparece no mercado de energia. O conflito elevou os prêmios de risco em petróleo e gás e impulsionou rapidamente o IC-Br Energia no início de 2026. Com o Brent em torno de US$ 107 por barril no segundo trimestre de 2026, a projeção é de nova alta do índice ao longo do ano, em um cenário no qual o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado durante todo o verão do hemisfério norte. A reabertura considerada mais provável ocorreria em setembro, seguida de normalização gradual em 2027.

O movimento já aparece nos números do IC-Br Energia. O índice saiu de queda de 22,9% em janeiro, na comparação anual, para alta de 7,1% em março, refletindo a disparada de petróleo e gás após o fechamento da rota. Para o fim de 2026, a estimativa é de crescimento de 41,6% na comparação anual. Em 2027, com a normalização esperada após a reabertura do Estreito, a projeção indica queda de 7,4% no fim do ano.

A pressão também se espalha pelos custos de produção agropecuária. Energia, frete e fertilizantes tendem a ficar mais caros, em um ambiente de maior risco geopolítico e petróleo em alta. Com isso, a análise antecipa reversão do IPA-M Agrícola, com avanço de 1,7% em 2026 e de 1,6% em 2027.

Na alimentação no domicílio, os impactos devem variar conforme o tipo de produto. Itens in natura tendem a apresentar maior volatilidade e sensibilidade a choques de custo. Já semi-elaborados e industrializados devem ter repasse mais gradual, amortecido por estoques, contratos e maior diversificação de custos. Esse comportamento indica efeitos diferenciados sobre o índice cheio nos próximos trimestres.

 





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Capobianco cita reforço contra El Niño e redução do desmatamento


Capobianco cita reforço contra El Niño e redução do desmatamento

João Paulo Capobianco, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, afirmou nesta sexta-feira (5), em pronunciamento em rede nacional, que o país ampliou ações de prevenção a incêndios diante da previsão de um novo El Niño para este ano. Na fala, ele também apresentou dados de redução do desmatamento, recuperação de áreas degradadas e investimentos voltados ao desenvolvimento sustentável.

Segundo Capobianco, o ministério reforçou o monitoramento e mobilizou o maior contingente de brigadistas já registrado pela pasta para enfrentar o risco de queimadas. Ele informou ainda que houve ampliação do número de aeronaves e equipamentos de prevenção e combate, além de apoio superior a R$ 500 milhões aos corpos de Bombeiros de estados com maior incidência de incêndios florestais.

No balanço apresentado, Capobianco disse que o desmatamento caiu 50% na Amazônia nos últimos três anos, 32% no Cerrado e 65% no Pantanal. Também afirmou que foram criadas mais de dez novas reservas ambientais, com reconhecimento de terras indígenas e territórios quilombolas. De acordo com o pronunciamento, o país alcançou 3,4 milhões de hectares recuperados em ações de restauração e retomou a cooperação internacional com a reativação do Fundo Amazônia, hoje com nove países financiadores.

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Capobianco também citou R$ 204 bilhões em recursos públicos e privados, nacionais e internacionais, destinados ao desenvolvimento sustentável. Na área de energia, afirmou que o país voltou a estimular a substituição de combustíveis fósseis por alternativas como biocombustíveis e eletrificação, com incentivos à renovação de frotas privadas e do transporte público.

Para o setor agropecuário, o conjunto de medidas se relaciona principalmente ao risco climático, ao controle de incêndios em regiões produtoras, à preservação de recursos naturais usados pela produção e às exigências ambientais que influenciam acordos comerciais e acesso a mercados. O pronunciamento, porém, não detalhou impactos por cadeia produtiva nem apresentou cronograma operacional adicional para produtores rurais.

O anúncio reforça que clima, prevenção a queimadas e exigências ambientais seguem no centro das políticas públicas com efeito sobre produção, logística e comércio. Sem detalhamento adicional por região ou atividade, a dimensão prática para cada segmento do agro dependerá de normas complementares e da evolução das condições climáticas ao longo de 2026.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Shell apoia plano de recuperação extrajudicial da Raízen


Mato Grosso projeta alta de 16,08% na produção de etanol em 2026/27

A Shell declarou apoio ao plano de recuperação extrajudicial da Raízen, formalizado nesta sexta-feira (6). Em nota, a companhia informou que a reestruturação deve proporcionar maior estabilidade financeira e uma trajetória mais clara para o futuro. Segundo a petroleira, o plano também preserva a presença da marca Shell nos mercados brasileiros de postos de combustíveis, lubrificantes e aviação.

No comunicado, a Shell afirmou ainda que manterá sua participação no conselho de administração da Raízen. A empresa informou que seguirá trabalhando com a equipe de gestão da companhia, credores e demais partes interessadas para apoiar a implementação do plano e a sustentabilidade de longo prazo do negócio.

O conteúdo divulgado não detalha valores envolvidos, prazos da reestruturação, condições negociadas com credores nem o alcance operacional do plano de recuperação extrajudicial. Também não foram informadas, no material disponível, medidas específicas sobre ativos, endividamento ou eventuais ajustes financeiros.

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A manifestação da Shell ocorre em um momento de reorganização da Raízen, companhia com atuação relevante nos segmentos de combustíveis, logística e bioenergia. No caso do público do agronegócio, o tema tem conexão com a cadeia sucroenergética, já que a empresa participa de atividades relacionadas à produção de etanol e à oferta de energia associada ao setor.

Do ponto de vista técnico, o apoio de uma acionista estratégica e parceira comercial sinaliza continuidade institucional durante a execução do plano. Esse fator é acompanhado pelo mercado porque pode influenciar a condução da reestruturação, a relação com credores e a manutenção das operações nos segmentos citados pela empresa.

Até o momento, porém, não há informações suficientes no conteúdo disponível para medir efeitos práticos sobre fornecedores, produtores de cana, distribuição de combustíveis ou investimentos futuros da companhia.

A evolução do processo dependerá da implementação do plano e da divulgação de informações adicionais sobre condições financeiras, cronograma e alcance da reestruturação. Sem esses dados, a extensão dos desdobramentos para a cadeia de energia e bioenergia ainda não pode ser dimensionada de forma objetiva.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Chuva, vento forte e queda de granizo são previstos para 3 estados; saiba onde e quando


Chuva forte tempestade
Foto: Wikimedia Commons

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou aviso amarelo (perigo potencial) para chuva de até 50 mm e ventos intensos que podem chegar a 60 km/h para quase todo o estado do Rio Grande do Sul, faixa oeste de Santa Catarina e sudoeste paranaense.

O órgão também alerta para risco de queda de granizo, além de chances de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos nas áreas afetadas. O aviso é válido para toda a segunda-feira (8).

De acordo com o Inmet, as áreas que podem ser mais afetadas são as seguintes, conforme o mapa abaixo: região metropolitana de Porto Alegre, sudoeste, noroeste, nordeste, centro e sudeste rio-grandense, oeste catarinense e sudoeste paranaense.

áreas do Sul com perigo potencial de chuva e vento intensos
Foto: Reprodução

Ao todo, mais de 520 municípios ficam na rota da chuva e dos ventos intensos (veja aqui a lista completa).

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Alunos de escola pública vivenciam experiência rural em ação de educação ambiental


experiência rural
Foto: divulgação/Agência Pará

Na última segunda-feira (1°), crianças de nove a doze anos da periferia do município de Marabá participaram de uma excursão ao campus rural do Instituto Federal do Pará (IFPA). A área, com mais de 350 hectares, está localizada ao lado do Assentamento 26 de Março, às margens da BR-155, no sudeste do Pará.

A ação foi conduzida pelo escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater).

Vivência

A programação proporcionou aos alunos do 5º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Teresa de Castro Aquino Silva, uma manhã inteira de passeios, experiências sensoriais e troca de conhecimento dentro de áreas com plantio de café, criação de abelhas e reflorestamento. 

Um dos destaques foi a caminhada guiada pela Trilha das Castanheiras: 750 metros recuperados com novas árvores de castanha-do-pará. 

O grupo coroou o momento com o plantio, pelas próprias mãos, de 20 mudas de açaí, cacau, cupuaçu e pau-preto. “Muito legal a gente ver que a floresta é viva e entender que as plantas servem até pra alimentação dos animais da floresta e dos pets”, disse uma das crianças, entusiasmada. 

Importância

A gestora escolar Rosiane Silva destacou a importância da parceria entre instituições públicas na promoção de educação ambiental e interação com a comunidade.

“É o tipo de evento que fortalece a conscientização das nossas crianças sobre a necessidade de cuidar e de preservar a natureza. Juntar diferentes equipes que atuam com políticas públicas contribui para aproximar teoria e prática, o que incentiva atitudes de proteção ao meio ambiente e formação de cidadãos”, disse.

Para o chefe do escritório local da Emater em Marabá, Antônio Edielson Melo, desenvolvimento sustentável é uma diretriz de atuação da Emater, inclusive em ações de divulgação.

“Pensar em desenvolvimento humano obriga a se pensar em meio ambiente: garante sustentabilidade dos sistemas, produção saudável de alimentos, perpetuação de todas as espécies e defesa do planeta Terra”, afirmou. 

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O apagão do Ministério da Agricultura: a burocracia colocou o agro em xeque na Europa


carne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

O produtor rural brasileiro faz a sua parte. Investe em genética, cumpre protocolos rígidos e gasta milhões para entregar a melhor proteína do mundo. Mas, da porteira para fora, o esforço do campo esbarra na lentidão de quem deveria defendê-lo.

A exclusão do Brasil da lista de exportadores da União Europeia é o reflexo disso. A partir de 3 de setembro de 2026, o bloqueio legal entra em vigor. O problema não está na qualidade da carne brasileira, mas na incapacidade de demonstrar à União Europeia, dentro dos critérios exigidos, as garantias regulatórias e de rastreabilidade solicitadas.

Dizer que fomos pegos de surpresa é inaceitável. A janela para enviar os documentos sobre o controle de antibióticos abriu em outubro de 2024. Países como Argentina e Uruguai entregaram tudo no prazo e seguem autorizados.

O Brasil não conseguiu atender plenamente às exigências técnicas estabelecidas pela União Europeia dentro do cronograma previsto. O governo não conseguiu apresentar, de forma considerada suficiente pelas autoridades europeias, a documentação necessária para comprovar a rastreabilidade exigida pelo bloco.

Prejuízo além das cifras

A União Europeia pode não ser o nosso maior comprador em volume. No entanto, o bloco funciona como a maior vitrine regulatória do planeta. Ser barrado por Bruxelas arranha gravemente a nossa imagem internacional.

A decisão fortalece argumentos de grupos protecionistas europeus que defendem restrições adicionais às importações agropecuárias, ameaçando até o acordo Mercosul-UE. O prejuízo potencial passa de US$ 1,8 bilhão ao ano, afetando a carne bovina, de frango e o mel.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) agora corre contra o tempo com novas portarias e protocolos de última hora. Mas o setor produtivo não aceita mais desculpas genéricas e exige que a Secretaria de Defesa Agropecuária responda diretamente:

— Secretário, por que o Mapa não apresentou a documentação exigida pela UE dentro dos prazos estabelecidos? Sabendo que os europeus exigiam garantias irredutíveis contra promotores de crescimento como a virginiamicina, a voparcina e bacitracina?

E as perguntas não param por aí! Se o ministério publicou às pressas uma portaria proibindo substâncias como a tilosina, espiramicina e avilamicina, por que a pasta não organizou antes os relatórios técnicos oficiais exigidos desde 2024?

Por que a diplomacia agrícola insistiu em propor um “remendo” de transição de nove meses, quando Bruxelas já havia avisado que exigiria o controle dessas moléculas durante todo o ciclo de vida do animal?

E ainda: como o ministério pretende restabelecer nossa credibilidade internacional antes de setembro se o sistema público não conseguiu apresentar as garantias sanitárias e de rastreabilidade exigidas pela União Europeia?

O agronegócio carrega a economia do país nas costas e não pode pagar a conta da inércia administrativa. Os responsáveis precisam se manifestar já. O produtor investiu, cumpriu protocolos e produziu. Quem ficou devendo foi o Estado. E quando a burocracia falha, não é Brasília que paga a conta. É o campo.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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AgroNewsPolítica & Agro

Parasita acende alerta na pecuária dos EUA



A detecção ocorre em fase sensível para frigoríficos e produtores


A detecção ocorre em fase sensível para frigoríficos e produtores
A detecção ocorre em fase sensível para frigoríficos e produtores – Foto: Bing

A confirmação de um caso de verme-da-bicheira-do-novo-mundo nos Estados Unidos colocou a pecuária em alerta em um momento de oferta restrita e preços elevados da carne bovina. A ocorrência, a primeira em quase uma década no país, surge quando o rebanho americano está no menor nível em 75 anos.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos informou que o parasita foi detectado em um bezerro de três semanas no condado de Zavala, no sul do Texas. As larvas estavam na região do umbigo. A doença é causada pela mosca Cochliomyia hominivorax e é considerada uma das mais prejudiciais à pecuária, por poder matar bovinos em poucos dias.

Segundo o USDA, este é o único caso monitorado até agora. A agência adotou quarentenas, controle de movimentação de animais e vigilância em um raio de 20 quilômetros do foco. Também acelerou a liberação de moscas estéreis para impedir a reprodução do parasita.

A detecção ocorre em fase sensível para frigoríficos e produtores. A escassez de animais já vinha elevando custos e pressionando margens, enquanto os preços ao consumidor atingiam recordes. A situação foi agravada pelo avanço da praga no México, que levou os Estados Unidos a suspenderem importações de gado vivo mexicano.

O mercado reagiu aos relatos sobre o caso. As ações da Tyson Foods recuaram 4,2%, e os papéis da JBS NV fecharam no menor valor desde o início de suas negociações nos Estados Unidos. Já empresas de tratamentos veterinários tiveram valorização.

A Federação de Exportação de Carne dos EUA informou que não espera interrupções nas vendas externas. O último registro da praga no país ocorreu em 2016, entre cervos nas ilhas Florida Keys, e foi erradicado no início de 2017.

 





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União Europeia confirma veto a carnes e produtos animais do Brasil a partir de setembro


União Europeia confirma veto a carnes e produtos animais do Brasil a partir de setembro

A União Europeia (UE) confirmou na sexta-feira (5) que deixará de autorizar, a partir de 3 de setembro de 2026, a importação de carnes e outros produtos de origem animal do Brasil em categorias específicas. A decisão foi publicada em comunicado da Comissão Europeia e está vinculada à exigência de garantias adicionais sobre o cumprimento das regras do bloco para o uso de antimicrobianos na produção animal. Segundo o texto, o Brasil ainda não apresentou informações suficientes para comprovar a adoção das medidas requeridas.

A restrição atinge bovinos, equídeos, aves, aquicultura, mel e tripas. Em maio, a UE já havia retirado o Brasil da lista de países aptos a exportar essas categorias ao bloco. Agora, a medida foi confirmada com vigência a partir de setembro.

De acordo com o documento publicado no Jornal Oficial da União Europeia, a Comissão Europeia informou que não recebeu dados que assegurem que o Brasil aplicou, até o prazo estabelecido, as medidas necessárias para atender ao artigo 3º do Regulamento Delegado (UE) 2023/905. Esse regulamento trata de exigências relativas ao uso de determinados antimicrobianos, incluindo antibióticos, na produção animal destinada ao mercado europeu.

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O ponto central da exigência é a capacidade de o país exportador comprovar, com base em fiscalização oficial e rastreabilidade, que os produtos enviados ao bloco não foram obtidos com o uso de substâncias vedadas pela norma europeia. As tratativas envolveram também a segregação da produção e a verificação de protocolos privados adotados por produtores e indústrias.

Segundo as informações disponíveis, o Brasil apresentou dados adicionais no fim de maio e realizou reunião técnica com a Direção-Geral da Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia. Parte da documentação foi entregue, e outra remessa ainda estava em preparação, sem prazo informado para envio.

O mercado europeu representa cerca de US$ 1,8 bilhão por ano em exportações brasileiras de proteínas, segundo os dados citados no material de origem. Até a publicação do texto-base, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores não haviam se manifestado oficialmente.

O desdobramento da medida dependerá da capacidade de o Brasil apresentar garantias sanitárias aceitas pela UE dentro dos critérios do regulamento europeu. Sem manifestação oficial adicional até o momento, não há base técnica suficiente para projetar eventual revisão do veto ou prazo para retomada dessas exportações.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Parlamentares governistas foram aos EUA apresentar contraponto à direita


Câmara dos Deputados sessão vetos licenciamento
Foto: Kayo Magalhães/ Câmara dos Deputados

Um grupo de parlamentares brasileiros esteve em Washington, de 3 a 5 de junho, com o objetivo de apresentar um contraponto aos argumentos da direita brasileira junto a instituições estadunidenses.

Formado pelos deputados federais Pedro Uczai (PT/SC), Jandira Feghalli (PcdoB/RJ), Pedro Campos (PSB/PE) e André Janones (Rede/MG), o grupo governista representa 114 deputados de suas bancadas.

Segundo Feghalli, a delegação focou em três pontos principais: reafirmar a soberania brasileira em sua economia, democracia e política; entregar três documentos a parlamentares e instituições norte-americanas; e discutir as tarifas impostas ao Brasil, como o PIX, que, segundo os parlamentares, não possuem base técnica jurídica.

A deputada federal explicou que um desses documentos solicita cooperação, e não intervenção, no combate ao crime organizado, abrangendo tráfico de armas, tráfico de drogas, monitoramento de recursos e outras pautas de cooperação já solicitadas pelo governo brasileiro.

Em outro texto, os deputados contestam, com contribuições de especialistas em economia, as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, argumentando que elas têm um sentido político e não se justificam.

“A questão do PIX foi abordada com a declaração de que não será aceita qualquer intervenção que inviabilize, fragilize ou dificulte o uso do PIX, considerado uma soberania financeira do povo brasileiro e uma ferramenta moderna para transações financeiras gratuitas, transparentes e lícitas”.

Segundo a deputada, na Organização dos Estados Americanos (OEA), a missão abordou o aspecto democrático do ano eleitoral, alertando sobre possíveis intervenções diretas dos Estados Unidos, crimes no ambiente digital e violência política física, de gênero e geral.

“Foi solicitado o acompanhamento e observação da OEA, não apenas da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, mas também da Secretaria de Fortalecimento da Democracia, cujo observatório eleitoral já teve o acompanhamento solicitado pelo governo brasileiro para as eleições”, informou Feghalli.

De acordo com a deputada, parlamentares americanos demonstraram sensibilidade e muitos se comprometeram a tomar iniciativas em relação aos temas apresentados.

“A missão considerou sua atuação produtiva e válida na conjuntura atual. A missão foi concluída com a sensação de dever cumprido e vamos acompanhar os desdobramentos”, finalizou.

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