O mercado do boi gordo iniciou a semana com baixa liquidez e ritmo lento de negociações em diversas regiões do país, segundo análise do Cepea divulgada nesta segunda-feira (28).
De acordo com o levantamento, a menor atuação dos frigoríficos foi o principal fator para o enfraquecimento das negociações, com compradores mais retraídos e, em alguns casos, fora do mercado.
São Paulo tem menor liquidez e escalas mais longas
No estado de São Paulo, a liquidez foi ainda mais reduzida. O destaque ficou para o alongamento das escalas de abate, que variaram entre 10 e 14 dias.
O indicador do boi gordo do Cepea fechou o dia com média de R$ 360,70 por arroba à vista.
Segundo pesquisadores, houve relatos de frigoríficos que não abriram preços ao longo do dia, enquanto outros ofertaram valores abaixo dos praticados na semana anterior, sem fechamento de negócios.
Mato Grosso registra queda em Cáceres
Em Cáceres (MT), os compradores voltaram ao mercado com preços mais baixos. As cotações recuaram entre R$ 5 e R$ 10 por arroba, com média de R$ 344,68 à vista.
Já na região de Colíder (MT), os preços se mantiveram estáveis, variando entre R$ 345 e R$ 355, com negócios pontuais chegando a R$ 360. As escalas de abate na região giram em torno de uma semana.
Goiás também tem ritmo lento
Em Goiás, o mercado seguiu com negociações travadas, reflexo das escalas alongadas dos frigoríficos e da menor saída de carne no mercado interno.
Os preços do boi gordo variaram entre R$ 335 e R$ 345 por arroba, com escalas de abate entre 9 e 15 dias.
Pecuaristas resistem, mas vendas acontecem
Apesar da pressão dos compradores, os pecuaristas tentam segurar as vendas diante dos preços mais baixos. No entanto, a necessidade de caixa e a oferta de animais prontos para abate levam à concretização de negócios nos valores propostos pela indústria.
O cenário reforça o momento de cautela no mercado pecuário, com a dinâmica de preços ainda influenciada pela postura dos frigoríficos e pela demanda doméstica.
A prévia da inflação oficial de abril ficou em 0,89%, acima dos 0,44% registrados em março, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (28). O resultado foi puxado principalmente pelos grupos Alimentação e bebidas e Transportes. No acumulado de 12 meses, o indicador avançou 4,37%.
O grupo Alimentação e bebidas subiu 1,46% em abril e respondeu pelo maior impacto positivo no índice geral, com 0,31 ponto percentual. Dentro desse grupo, a alimentação no domicílio acelerou de 1,10% em março para 1,77% em abril. Entre os produtos com maior alta, o IBGE destacou cenoura (25,43%), cebola (16,54%), leite longa vida (16,33%), tomate (13,76%) e carnes (1,14%).
A alimentação fora do domicílio também ganhou força. O segmento passou de 0,35% em março para 0,70% em abril, com avanço do lanche, de 0,50% para 0,87%, e da refeição, de 0,31% para 0,65%.
Transportes registrou alta de 1,34% e teve o segundo maior impacto no IPCA-15, com 0,27 ponto percentual. O movimento foi influenciado pelos combustíveis, que saíram de queda de 0,03% em março para alta de 6,06% em abril. A gasolina subiu 6,23% e foi o principal impacto individual do mês, com 0,32 ponto percentual.
Saúde e cuidados pessoais avançou 0,93%, com impacto de 0,13 ponto percentual. O grupo refletiu altas em higiene pessoal (1,32%), produtos farmacêuticos (1,16%) e plano de saúde (0,49%). Segundo o IBGE, o resultado dos medicamentos considera a autorização de reajuste de até 3,81% a partir de terça-feira (1º).
Regionalmente, Belém teve a maior variação, de 1,46%, influenciada pelo açaí (12,79%) e pela gasolina (9,33%). Brasília registrou a menor taxa, de 0,41%, com recuo de passagem aérea (-10,88%) e produtos farmacêuticos (-0,61%).
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,39%. Em abril de 2025, a taxa havia sido de 0,43%. O IBGE informou que a coleta de preços ocorreu entre terça-feira (18 de março) e terça-feira (15 de abril). A próxima divulgação do IPCA-15 está prevista para quarta-feira (27 de maio).
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira (27), que o governo espera a adesão de “dezenas de milhões de pessoas” ao programa de renegociação de dívidas, conhecido como Desenrola 2.0, cujo lançamento está previsto para esta semana. Conforme Durigan, houve compromisso dos bancos não só com a oferta de crédito, mas também com a educação financeira.
Haverá restrições, por exemplo, para a realização de apostas pelos beneficiários do programa. Em entrevista coletiva no gabinete do ministério em São Paulo, Durigan afirmou que famílias endividadas receberão um chamado para que procurem os bancos e façam a renegociação. A ação, informou o ministro, acontecerá de forma “muito tranquila, direta e didática”.
O público-alvo serão pessoas com dívidas em três modalidades de crédito: cartão de crédito, crédito pessoal e cheque especial, em que as taxas de juros, pontuou o ministro, variam entre 6% e 10% ao mês.
“O governo está exigindo que haja uma taxa de juros muito menor do que a praticada nesses três segmentos”, disse Durigan, após antecipar que os bancos vão oferecer descontos de até 90%.
Segundo Durigan, o programa vai permitir que as famílias “se desenrolem” e ganhem fôlego financeiro. “Não vou entrar em detalhes das medidas, porque o presidente Lula vai anunciar isso em breve. Cabe ao presidente bater o martelo e anunciar as medidas com todos os detalhes. Mas pactuamos com os bancos uma taxa de juros menor”, disse o ministro.
FGTS
Aos jornalistas, Durigan confirmou que haverá a possibilidade também de saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a quitação de dívidas, negando que o governo tenha desistido de oferecer essa opção aos endividados.
O ministro informou, sem abrir detalhes, que haverá uma limitação aos saques, que também serão vinculados aos pagamentos das dívidas do programa.
Conforme Durigan, a permissão para o uso de recursos do FGTS está condicionada agora ao pagamento de dívidas, ao contrário do que aconteceu no passado, quando o saque-aniversário era usado por trabalhadores para conseguir crédito.
“Agora, a possibilidade de uso do FGTS é para quitar a sua dívida. Então, você saca, limitado, para fazer uma quitação e prontamente estar em outra situação. Então, você não está se endividando a partir do FGTS, ao contrário, você está pagando a sua dívida com o seu FGTS”, explicou o ministro.
Alerta sobre recorrência
Durigan ainda alertou à população para que não conte com recorrência de renegociação de dívidas. De acordo com ele, que passou o dia em reuniões com banqueiros para acertar os detalhes da renegociação de dívidas no chamado Desenrola Brasil, o programa não se trata de um “Refis” (programa de regularização de débitos) periódico e tampouco de um pacote de bondades.
Ele fez o alerta ao ser questionado pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) se havia sido tratado com os bancos o receio do mercado de que, com essa nova renegociação das dívidas, se estabeleça o que se chama em economia de “moral hazard”, risco moral, que é a tendência de indivíduos ou instituições assumirem riscos maiores quando estão protegidos das consequências negativas de suas ações. Nesse cenário, os endividados ficam sempre na expectativa de uma nova renegociação.
“Veja, aqui é importante comunicar, inclusive para quem nos assiste, que isso não se trata de um Refis periódico. As medidas, tanto as que aconteceram no Desenrola de 2023 quanto agora são pontuais. As pessoas não devem contar com a recorrência deste tipo de medida. Nós estamos vivendo uma situação excepcional, as famílias têm um problema que ocorre pela guerra, tem alguns impactos que, muitas, fogem ao nosso controle, mas isso é importante dizer que não se trata de um refiz recorrente”, reforçou o ministro.
“É importante que a gente eduque as pessoas para que elas entendam que dívida é positivo em muitas vezes, desde que seja sustentável o orçamento da família. Parte da educação financeira que vai vir acompanhada de restrição com os jovens, por exemplo, parte desse princípio. Nós temos que entender a dívida como, como algo que é positivo, desde que seja sustentável”, explicou Durigan.
De acordo com ele, o diagnóstico com as instituições financeiras foi fundamental para se olhar os dados do Banco Central sobre endividamento das famílias e cruzar com os dados dos próprios bancos, para os quais há créditos sendo tomado sem educação financeira. “Isso acaba enrolando as famílias que não conseguem sair da dívida”, reforçou.
O governo de São Paulo deve anunciar nesta terça-feira (28), durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), um pacote de investimentos voltado ao agronegócio do estado.
Entre os destaques está a liberação de R$ 40 milhões em subvenção para a aquisição de máquinas agrícolas, com a expectativa de viabilizar até mil operações por meio do programa Protrator.
Outra frente envolve o seguro rural. Agricultores paulistas devem contar com um aporte de R$ 100 milhões. De acordo com a Secretaria de Agricultura, o programa pode alcançar milhares de apólices e bilhões de reais em produção protegida.
A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento do agronegócio paulista e eleva para cerca de R$ 400 milhões o total investido em seguro rural durante a atual gestão.
Tarcísio cobra mudanças no Plano Safra
Durante coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (27), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, destacou a importância da previsibilidade para o setor e defendeu mudanças no modelo atual do Plano Safra.
“A gente tem falado que não pode todo ano entrar numa discussão interminável sobre o Plano Safra. A gente tem que dar perenidade ao Plano Safra. O produtor precisa saber exatamente que esse ano vai ter, que no ano que vem vai ter e em que condições ele vai ter.”
O governador também criticou as condições atuais de crédito.
“O Plano Safra muda todo ano, e o juro que está sendo cobrado hoje acaba sendo impraticável. O produtor já não tem como oferecer mais garantia.”
Segundo ele, é necessário reestruturar o sistema e dar maior estabilidade às políticas de financiamento.
“A gente precisa resolver o problema das dívidas passadas e estabelecer uma perenidade para o Plano Safra, como a gente está fazendo com o Feap aqui em São Paulo. Todo ano a gente tem manutenção de condições e de valores.”
Tarcísio reforçou ainda o papel do seguro rural e da previsibilidade para o desenvolvimento do setor.
“Não tem aquela situação de você reduzir o valor do seguro rural. Isso é muito importante, porque a gente sabe o peso que o agronegócio tem. A previsibilidade é a palavra-chave.”
O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 12,20% em 2025 na comparação com o ano anterior, segundo levantamento do Cepea, da Esalq/USP, em parceria com a CNA.
Com o resultado, o setor alcançou R$ 3,20 trilhões, consolidando sua relevância na economia brasileira.
De acordo com os dados, o agronegócio respondeu por 25,13% do PIB do Brasil em 2025, avanço em relação aos 22,9% registrados em 2024.
Do total gerado pelo setor, cerca de R$ 2,06 trilhões vieram do ramo agrícola, enquanto R$ 1,14 trilhão foram originados na pecuária, considerando preços do quarto trimestre.
Produção e preços sustentam crescimento
Segundo os pesquisadores, o desempenho positivo reflete a continuidade da recuperação iniciada no segundo semestre de 2024, com forte expansão da produção agropecuária.
Esse movimento também impulsionou os agrosserviços e elevou o volume agregado do setor, que cresceu 6,76% em 2025.
Além da maior oferta, houve aumento dos preços reais ao longo do período, o que reforçou o crescimento do PIB. Apesar disso, o ritmo de expansão perdeu força ao longo dos trimestres, influenciado por quedas sucessivas nos preços em parte do ano.
Entre os segmentos do agronegócio, o destaque foi o setor primário, com crescimento de 17,06% no acumulado de 2025.
O resultado foi sustentado pela maior produção agrícola, com ênfase em culturas como milho e café, além da combinação de preços mais altos e expansão da produção pecuária.
O segmento de insumos registrou alta de 5,37%, puxado principalmente pelos insumos agrícolas, como fertilizantes, defensivos e máquinas. Já os insumos ligados à pecuária recuaram, refletindo a queda no valor da produção da indústria de rações.
Os agrosserviços cresceram 13,76%, acompanhando o dinamismo do setor produtivo, especialmente da pecuária.
Agroindústria tem desempenho misto
Na agroindústria, o desempenho foi heterogêneo em 2025. As atividades de base agrícola recuaram 3,33%, pressionadas pela queda nos preços industriais. Por outro lado, a agroindústria de base pecuária avançou 36,54%, impulsionada pela valorização dos preços e pelo aumento da produção.
O resultado reforça o papel da pecuária como um dos principais motores de crescimento do agronegócio brasileiro ao longo do ano.
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Os biocombustíveis foram apontados como uma alternativa – Foto: Pixabay
A segurança energética voltou ao centro das discussões na Europa diante das incertezas no fornecimento de combustíveis e da volatilidade dos preços internacionais do petróleo. Nesse cenário, o Brasil aparece como um possível parceiro para ampliar o acesso a fontes renováveis, biocombustíveis e matérias-primas essenciais à transição para uma economia de baixo carbono.
Em entrevista à agência Lusa, em Bruxelas, Pedro Miguel da Costa e Silva defendeu que a cooperação com o Brasil pode avançar em diferentes frentes. O embaixador brasileiro destacou o crescimento da produção nacional de energia limpa, com participação de fontes como solar, eólica e biomassa, além do potencial do país para o desenvolvimento do hidrogênio verde.
Os biocombustíveis foram apontados como uma alternativa relevante para o momento europeu. O Brasil tem ampla experiência no uso do etanol, especialmente por causa da frota de veículos flex, capaz de operar com gasolina ou etanol. Na avaliação apresentada, esse modelo poderia contribuir para reduzir a dependência de combustíveis fósseis também na Europa.
O combustível sustentável de aviação, conhecido como SAF, é outro segmento citado como oportunidade de aproximação, em meio às preocupações com o abastecimento do setor aéreo. Apesar do potencial, o etanol brasileiro, sobretudo o produzido a partir da cana, ainda enfrenta barreiras no mercado europeu por critérios ambientais, exigências regulatórias, certificações e disputas com produtores locais.
A proposta brasileira não se limita ao aumento das exportações. O país também sinaliza disposição para desenvolver projetos conjuntos com empresas europeias, inclusive com produção de biocombustíveis no próprio continente.
A terça-feira (28) será marcada por instabilidade em boa parte do Brasil, com destaque para o Sul e o Sudeste, onde a combinação de sistemas meteorológicos favorece a ocorrência de chuva moderada a forte e até temporais isolados. Ao mesmo tempo, uma massa de ar polar mantém o tempo firme e mais frio no Rio Grande do Sul, com possibilidade de geada em algumas áreas.
Sul
No Sul do país, ventos marítimos e a presença de um cavado em níveis médios da atmosfera mantêm o tempo instável, principalmente no Paraná e em Santa Catarina.
Desde o início do dia, há registro de chuva fraca no litoral paranaense, mas as instabilidades ganham intensidade ao longo da manhã, avançando por diversas regiões do estado. São esperadas pancadas moderadas a fortes no norte, nordeste, oeste, noroeste, interior e leste do Paraná, com risco de temporais isolados, especialmente no litoral e no leste do estado.
Em Santa Catarina, a chuva também se espalha, com maior intensidade na metade oeste e no norte. Na região de Florianópolis, as precipitações ocorrem de forma moderada.
Até a noite, o tempo segue instável nessas áreas. Já no Rio Grande do Sul, a atuação de uma massa de ar polar mantém o tempo firme. Há previsão de geada no interior, na serra e na campanha gaúcha durante a manhã, com temperaturas mais amenas ao longo do dia. O mar permanece agitado no litoral gaúcho e no sul catarinense.
Sudeste
No Sudeste, a frente fria atua na altura do litoral do Rio de Janeiro e influencia as condições do tempo em parte da região.
Em São Paulo, há previsão de pancadas de chuva desde cedo no sul e no litoral, com intensidade variando de fraca a moderada. No oeste paulista, a chuva ganha força ao longo da manhã, podendo ocorrer de forma mais intensa e com trovoadas.
Durante o dia, as instabilidades se intensificam e se espalham por grande parte do estado, incluindo o centro-sul, litoral, leste e oeste paulista, com alerta para temporais no sul de São Paulo.
No Rio de Janeiro, há chance de pancadas moderadas a fortes no sul e em áreas do interior. Em Minas Gerais, chove de forma mais fraca e isolada no sul do estado.
Nas demais áreas do Sudeste, o tempo segue firme, com predomínio de sol e elevação das temperaturas. A umidade relativa do ar entra em atenção no extremo norte paulista e em áreas do Triângulo Mineiro e do interior de Minas Gerais, com índices abaixo dos 30%. As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h no sul e no litoral paulista.
Centro-Oeste
No Centro-Oeste, o fluxo de umidade mantém a formação de pancadas de chuva, principalmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
As precipitações começam ainda pela manhã em áreas do nordeste de Mato Grosso e no sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul. Ao longo do dia, ganham força e se espalham, com intensidade moderada a forte, especialmente na faixa norte e oeste de Mato Grosso e em grande parte do território sul-mato-grossense.
Já em Goiás e no Distrito Federal, o tempo permanece firme, com predomínio de calor. A umidade do ar fica em níveis de atenção no sudeste goiano, podendo cair abaixo dos 30%.
Nordeste
No Nordeste, a chuva atua desde cedo no litoral entre o Rio Grande do Norte e Sergipe, influenciada pela umidade marítima. Na faixa norte, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) reforça as instabilidades.
Ao longo do dia, as chuvas se intensificam em grande parte do Maranhão, norte do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe e leste de Pernambuco, com volumes moderados a fortes e risco de temporais isolados.
O alerta é maior entre o litoral de Pernambuco e Aracaju, onde há possibilidade de acumulados mais elevados.
Nas demais áreas, o tempo varia entre períodos de sol e pancadas mais fracas. A umidade do ar fica em níveis críticos em partes do interior da Bahia, com índices abaixo dos 30%. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h são esperadas no interior da Bahia, oeste de Pernambuco e sul do Piauí.
Norte
Na Região Norte, a alta umidade mantém o padrão típico de pancadas de chuva ao longo do dia.
A ZCIT influencia o tempo no Amapá e no litoral e nordeste do Pará. As instabilidades se intensificam no decorrer do dia, com chuva moderada a forte em praticamente toda a região, incluindo o sul de Roraima e o norte do Tocantins.
Há risco de temporais, principalmente no Amazonas, Acre e no nordeste e litoral paraense. Em partes do Tocantins e de Roraima, a chuva ocorre de forma mais irregular, intercalando com períodos de sol.
As temperaturas seguem elevadas, com sensação de abafamento em toda a região.
No morning call desta terça-feira (28), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o petróleo voltou a superar US$ 100 com o impasse no Oriente Médio, elevando o prêmio de risco inflacionário nos mercados.
No Brasil, o Ibovespa caiu 0,61% aos 189 mil pontos e os juros futuros subiram, enquanto o dólar recuou a R$ 4,98. Hoje, o IPCA-15 será o principal teste antes do Copom e pode redefinir as apostas sobre o ciclo da Selic.
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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 3,93 bilhões no primeiro trimestre do ano, entre janeiro e março, respondendo por 38,5% da receita total do estado. O setor manteve a liderança na pauta exportadora, mesmo com retração de 13,6% no valor em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O volume embarcado também apresentou queda, de 11,2%, totalizando 2,84 milhões de toneladas no período. Segundo a assessora técnica da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Manoela Teixeira, o resultado reflete uma combinação de fatores ligados à oferta, aos preços internacionais e à composição da pauta exportadora. Ela afirma que a análise conjunta entre valor e volume ajuda a explicar o desempenho das cadeias produtivas. “No café, por exemplo, a retração do volume foi proporcionalmente maior que a da receita, refletindo a permanência de preços médios elevados. Já no setor sucroalcooleiro aconteceu o inverso. Houve expansão do volume exportado combinada ao recuo da receita, indicando redução de preços médios”, exemplifica a assessora Manoela Teixeira.
No período, os produtos do agronegócio mineiro foram destinados a 155 países. China liderou como principal destino, com US$ 713,1 milhões, seguida por Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão.
De acordo com a assessora da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, houve mudanças na composição geográfica das exportações. “A comparação deste trimestre com o do ano anterior mostra mudanças relevantes na composição geográfica das exportações. Mercados como Itália, Índia, Taiwan, Tailândia, Filipinas e Suíça ampliaram sua participação”, detalha.
No recorte do Oriente Médio, considerando países como Emirados Árabes Unidos, Turquia e Arábia Saudita, as exportações somaram US$ 219,1 milhões, o equivalente a 5,6% do total exportado pelo estado no trimestre.
O café manteve a liderança entre os produtos exportados, com US$ 2,4 bilhões e volume de 5,4 milhões de sacas, registrando recuo de 18,5% em valor e de 31,5% em volume na comparação anual.
O complexo soja, que inclui grão, farelo e óleo, ocupou a segunda posição, com US$ 510,4 milhões e 1,2 milhão de toneladas exportadas, com retrações de 11,2% e 16,7%, respectivamente. A redução nas vendas do grão ocorreu ao mesmo tempo em que houve avanço do farelo e do óleo, alterando a composição interna do grupo.
O segmento de carnes, que engloba bovina, suína e de frango, registrou crescimento no período, com recorde nas exportações de carne bovina para um primeiro trimestre. O grupo somou US$ 419 milhões e 117,6 mil toneladas, com aumento de 8,7% em valor e 2% em volume frente ao mesmo período de 2025.
Os produtos florestais alcançaram US$ 240,7 milhões, com leve recuo de 1% no valor e aumento de 3,4% no volume, totalizando 419,1 mil toneladas, com destaque para o crescimento nas vendas de papel.
Além desses segmentos, Minas Gerais também liderou, no trimestre, as exportações brasileiras de milho para semeadura, mel natural, batatas preparadas ou conservadas, leites concentrados adocicados e doce de leite.
Instabilidade pode provocar chuvas entre 20 e 30 mm por hora, com acumulados que podem chegar a até 50 mm no dia
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo, de perigo potencial, para tempestade em áreas do estado de São Paulo e regiões vizinhas neste final de semana. O aviso tem início ao meio-dia de sábado (18) e segue até as 23h59 do mesmo dia.
De acordo com o órgão, a instabilidade pode provocar chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora, com acumulados que podem chegar a até 50 milímetros ao longo do dia. Também são esperados ventos intensos, com velocidades entre 40 e 60 km/h, além da possibilidade de queda de granizo em pontos isolados.
O alerta é classificado com grau de severidade de perigo potencial (amarelo), indicando baixo risco para ocorrências mais graves, mas com possibilidade de impactos localizados. Entre os transtornos previstos estão corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos pontuais e eventuais danos em plantações.
As áreas sob aviso incluem diversas regiões do interior e da faixa leste paulista, como Campinas, Bauru, Piracicaba, Itapetininga, Ribeirão Preto, Araçatuba, Marília, Araraquara, Assis, Vale do Paraíba e a Região Metropolitana de São Paulo, além do litoral sul paulista. O alerta também abrange localidades de estados vizinhos, incluindo partes do Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.
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