domingo, julho 26, 2026

Autor: Redação

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O papel do sojicultor além de proteger a lavoura: o combate aos incêndios é essencial para preservar as florestas


Imagem gerada por IA

Na última sexta-feira (17), quando foi celebrado o Dia de Proteção às Florestas, produtores rurais reforçaram a importância das medidas preventivas para evitar incêndios durante o período de estiagem. Em estados como Mato Grosso, onde a produção agrícola convive com áreas de vegetação nativa dos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, o combate ao fogo começa antes mesmo do surgimento das chamas.

Além dos impactos ambientais, os incêndios representam um risco direto para as lavouras de soja. O fogo pode destruir a palhada que protege o solo, comprometer sua fertilidade, danificar máquinas, cercas e outras estruturas, além de reduzir o potencial produtivo da safra seguinte. A fumaça e o avanço das chamas também colocam em risco propriedades rurais e comunidades próximas.

Segundo o vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da Aprosoja Mato Grosso (Aprosoja MT), Nathan Belusso, cerca de 60% do território mato-grossense permanece coberto por vegetação nativa e aproximadamente metade dessa área está localizada dentro de propriedades privadas. De acordo com ele, os produtores realizam monitoramento constante, manutenção de aceiros e mantêm equipamentos preparados para responder rapidamente a focos de incêndio.

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Ele afirma que, durante os quatro ou cinco meses de seca, caracterizados por baixa umidade e temperaturas elevadas, os produtores costumam ser os primeiros a atuar no combate ao fogo, protegendo tanto as áreas de preservação quanto às lavouras de soja e milho.

A produtora rural e delegada coordenadora do núcleo da Aprosoja MT em Sorriso, Aline Beledelli, destacou que a preservação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e das Reservas Legais faz parte da rotina das propriedades. Segundo ela, durante a estiagem, produtores mantêm caminhões-pipa abastecidos, equipamentos prontos para uso e grupos de comunicação entre vizinhos para agilizar o combate aos incêndios sempre que um foco é identificado.

A Aprosoja MT destaca que a preservação ambiental está diretamente ligada à sustentabilidade da produção agrícola. A manutenção das florestas contribui para a conservação dos recursos hídricos, do equilíbrio climático, da biodiversidade e das condições necessárias para o desenvolvimento das lavouras de soja.

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) também reforça que a prevenção é a principal ferramenta para reduzir a ocorrência de incêndios florestais durante a estação seca. A corporação orienta produtores e a população a evitar queimadas irregulares, manterem aceiros em boas condições e comunicar imediatamente qualquer foco de incêndio, permitindo uma resposta mais rápida e reduzindo os riscos para as florestas, propriedades rurais e áreas agrícolas.

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a trajetória de Darci Hartmann à frente do Sistema Ocergs


Reeleito para o mandato 2026–2030, presidente conta como foi de associado, aos 18 anos, a dirigente de um sistema que hoje responde por mais de 14% do PIB gaúcho

Advogado, produtor rural e dirigente cooperativista, Darci Pedro Hartmann nasceu em Selbach, no norte do Rio Grande do Sul, e cresceu em uma família de produtores rurais. Segundo perfil divulgado pelo próprio Sistema Ocergs, começou a trabalhar na lavoura ainda criança e, pouco antes dos 18 anos, assumiu a presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Selbach. Tornou-se cooperado por volta dos 20 anos — em relato pessoal, ele próprio situa essa entrada no cooperativismo aos 18 anos — e segue atuando como produtor rural até hoje. É formado em Direito pela Universidade de Cruz Alta (Unicruz).

Ao longo da carreira, acumulou passagens por diferentes frentes de liderança no cooperativismo: presidiu a Cotrisoja, entre 1991 e 2000 e a Cooperjacuí. Assumiu a presidência do Sistema Ocergs em maio de 2022 e, em abril de 2026, foi reconduzido ao cargo para a gestão 2026–2030, tendo Márcio Port como vice-presidente. Também integra o Conselho de Administração da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), representando a Região Sul.

Na vida política, foi prefeito de Selbach e em janeiro de 2024, Hartmann recebeu a Medalha da 56ª Legislatura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, homenagem concedida por sua trajetória e por sua contribuição ao cooperativismo e ao agronegócio gaúcho. À frente da Ocergs, tem defendido a profissionalização e a melhoria da gestão das cooperativas, a disciplina financeira diante das dificuldades do agronegócio, a ampliação de mercados para produtos e serviços cooperativos, a integração entre os diferentes ramos do cooperativismo e a meta de elevar o faturamento das cooperativas gaúchas a R$ 150 bilhões até 2030.

Hoje, Hartmann preside o Sistema Ocergs, entidade que representa e apoia as cooperativas do Rio Grande do Sul nos setores de agricultura, crédito, saúde, transporte e energia, à frente de um sistema que reúne 375 cooperativas distribuídas pelos sete ramos do cooperativismo gaúcho. Sua gestão à frente da Cotrisoja é lembrada por ele como um período decisivo de aprendizado, marcado pela necessidade de reorganizar a cooperativa com transparência junto aos associados. Já a experiência na prefeitura de Selbach, cidade onde também presidiu o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e a Juventude Rural, reforçou em Hartmann a visão de que a liderança se constrói em equipe e a partir do diálogo com a comunidade.

Em entrevista ao Portal Agrolink, o presidente do Sistema Ocergs fala sobre as origens de sua ligação com o cooperativismo, os desafios enfrentados ao longo de mais de três décadas de gestão, os números recentes do cooperativismo gaúcho e os planos para o futuro do setor diante de desafios como as mudanças climáticas e a transformação tecnológica.

Portal Agrolink: O senhor é advogado por formação e também produtor rural. Como nasceu a sua ligação com o cooperativismo?

Darci Pedro Hartmann:
A gente entendia que sozinho não conseguia resolver os problemas econômicos, que precisava se juntar em cooperação. Meu pai foi cooperativista, e esse trabalho foi continuado por mim: fui ser associado com 18 anos, trabalhando junto com a cooperativa. E foi se construindo essa vocação cooperativista, entendendo cada vez melhor essa filosofia econômica e social que gera a cooperação e que gera desenvolvimento social não só da comunidade, mas também de todos os associados. A partir daí, me interessei muito e comecei a trabalhar, construindo cada vez mais a minha carreira no cooperativismo.

Portal Agrolink: Qual experiência o senhor considera que mais ajudou a formar essa liderança cooperativista que se tornou ao longo dos anos?

Darci Pedro Hartmann:
Acho que o primeiro passo foi ser cooperativista: trabalhei anos como associado de cooperativa. O segundo passo foi quando entrei direto para ser presidente da cooperativa — foi um aprendizado, um impacto bastante forte, um impacto duro, mas que também forjou em mim uma visão muito voltada ao trabalho em equipe. Ninguém faz nada sozinho, ninguém constrói uma gestão sozinho, e desde o início eu tinha essa visão muito clara de que a construção da gestão cooperativista é uma construção em equipe, em que é preciso valorizar os times para que o nosso sucesso possa acontecer.

Portal Agrolink: Em 1990, o senhor assumiu a presidência da Cotrisoja, iniciando uma longa trajetória em cargos de liderança. Qual foi o maior desafio enfrentado no começo dessa atuação como dirigente?

Darci Pedro Hartmann:
Assumimos a Cotrisoja em um momento de dificuldades, e acho que o primeiro desafio foi fazer um trabalho de gestão com muita transparência junto aos associados. Havia uma série de atividades que a cooperativa exercia que não eram atividades-fim, e tivemos que fechá-las. Fomos a reuniões no interior para explicar aos associados, mostrando aquilo que era fundamental e demonstrando que precisávamos encerrar atividades que não eram essenciais para podermos investir naquilo que realmente importava. Entendemos que a transparência é uma das grandes virtudes do cooperativismo, e isso foi compreendido por todos. Conseguimos recuperar a cooperativa e fazer uma gestão muito importante de recuperação nos dez anos em que participei da presidência.

Portal Agrolink: Esse espírito de liderança também rendeu uma experiência como prefeito de Selbach. Como o senhor avalia essa passagem pela administração pública dentro da sua trajetória de liderança?

Darci Pedro Hartmann: 
Sempre gostei da participação comunitária. Desde os 12 anos, participava da Juventude Rural da nossa região, e aos 16 anos já era presidente da Juventude Rural de Silva. Gostava muito dos envolvimentos sociais e comunitários, e isso também me levou a ser presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais com 18 anos. Depois de todo esse envolvimento comunitário, veio uma indicação natural para ser prefeito. Fui eleito duas vezes, não seguidas — tinha 27 anos no primeiro mandato, e depois governei novamente entre 2000 e 2004. Foi uma gestão comunitária muito importante, porque a prefeitura tem essa peculiaridade de você prestar serviço à comunidade, e a retribuição é a satisfação dela. Trabalhar para entender as demandas da comunidade e atendê-las é um desafio muito grande, porque muitas vezes as necessidades são maiores do que a capacidade financeira dos municípios. Mas chegamos a bom termo e fizemos uma bela administração, tanto que fomos reconduzidos novamente à prefeitura.

Portal Agrolink: Hoje o senhor preside o Sistema Ocergs, que reúne cooperativas de diferentes setores e regiões do Estado. Como define a importância do sistema cooperativo para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul?

Darci Pedro Hartmann: 
Hoje é uma das atividades mais importantes do Rio Grande do Sul. Temos 375 cooperativas ligadas ao Sistema Ocergs, distribuídas nos sete ramos do cooperativismo. Cada ramo tem seus desafios e suas peculiaridades, e esses desafios se acentuaram muito nos últimos anos, principalmente por causa das enchentes e das secas — os impactos climáticos têm desafiado muito o cooperativismo. Mas também é preciso destacar que temos saído muito bem apesar de todos esses desafios, porque, nos últimos três anos, crescemos em dois dígitos, mais de 10%. Um dos exemplos mais marcantes foi o ano de 2025: crescemos 10%, enquanto o Estado cresceu 1%. Foram ganhos muito grandes, substanciais, robustos, que mostram a importância do cooperativismo como atividade econômica e social. Independentemente do ramo, o cooperativismo está aí para gerar renda para o associado, e esse modelo em que você se junta, coopera em conjunto para depois dividir o resultado dessa cooperação com os associados é um dos princípios mais democráticos e fundamentais para o desenvolvimento da comunidade. Evidentemente, as cooperativas precisam ter capacidade econômica e gestão profissionalizada para competir com as melhores empresas nacionais e mundiais, mas também precisam manter essa visão de pertencimento e de importância do associado. O cooperativismo tem feito muito bem esse trabalho de unir gestão profissional e pertencimento, e estamos crescendo a olhos vistos: faturamos 103 bilhões de reais em 2025, chegando a mais de 14% do PIB do Rio Grande do Sul.

Portal Agrolink: E qual é o futuro que o senhor projeta para as cooperativas do Estado?

Darci Pedro Hartmann:  
Entendemos que temos um futuro promissor, mas estamos muito atentos e alertas aos desafios que temos pela frente. Uma das frentes em que temos trabalhado com mais força é a representação política: precisamos estar sempre atentos para que o cooperativismo tenha seus direitos preservados e possa continuar competindo. Trabalhamos muito forte também na gestão da profissionalização, preparando as cooperativas para que tenham uma gestão absolutamente profissional e possam competir com as melhores empresas nacionais e internacionais. Também estamos trabalhando agora em um novo hub de negócios, que aproxima o produtor do consumidor, com participação em feiras nacionais e internacionais, dando às cooperativas singulares — que muitas vezes, individualmente, não teriam condições — a oportunidade de comercializar produtos diretamente com o mercado consumidor. Temos uma visão estratégica de que precisamos preparar o cooperativismo para este novo modelo, com os desafios da inteligência artificial, da tecnologia, da mudança nas relações entre associados e cooperativas, e também o desafio climático, que exige que preparemos o associado para uma resiliência climática muito grande, principalmente na área da agropecuária. O produtor precisa começar a fazer as coisas de forma diferente, preparando o solo para que tenha mais resiliência climática. Precisamos pensar em irrigação, em indústria, em transformação, porque o clima mudou e as atividades agropecuárias mudaram junto — e isso vale também para o crédito, para a saúde, para todos os setores, que mudaram com uma velocidade muito grande. Temos que preparar as cooperativas para que possam competir, mas tenho absoluta convicção de que, com os investimentos que o Sistema Ocergs está fazendo junto com o Sescoop, vamos ter as cooperativas preparadas para crescer e competir cada vez melhor no futuro.

Portal Agrolink: Para encerrar, gostaria de um depoimento seu: como o cooperativismo mudou desde o início da sua carreira e qual é a sua mensagem final, depois de tantos anos de liderança — qual valor pessoal considera essencial para liderar uma cooperativa?**

Darci Pedro Hartmann:  
Quando comecei, no início, as cooperativas foram concebidas para que o produtor pudesse entregar sua produção, basicamente trigo e depois soja — por isso as primeiras cooperativas agropecuárias se denominavam trigueiras. Isso também vale para as cooperativas de crédito: o desafio inicial foi trabalhar no meio rural, para que os produtores tivessem uma entidade financeira que respondesse mais de perto às suas necessidades. Vale também para as cooperativas de energia, que fizeram um belíssimo trabalho de levar energia ao campo e hoje trabalham para levar conectividade, um dos grandes desafios atuais. E vale para a saúde, para o transporte, para a educação, para o trabalho — todas as cooperativas surgiram a partir das necessidades da população. Acho que esse é um ponto muito importante: o desafio do cooperativismo hoje está muito ligado ao seu desconhecimento. Precisamos trabalhar cada vez mais para que as pessoas conheçam o cooperativismo, porque quem conhece a cooperativa se associa, se desenvolve e entende que esse é o modelo que melhor responde às suas necessidades e às da população. Temos que nos preparar muito para os novos desafios — a velocidade das mudanças tem impactado fortemente as empresas, e o cooperativismo precisa estar muito preparado para isso. Mas, acima de tudo, o cooperativismo tem um dogma fundamental para nós: ele gosta de pessoas, gosta das relações com as pessoas, gosta do olho no olho, gosta de construir soluções coletivas em cima de necessidades individuais. Diante desses desafios, tenho certeza de que teremos muitas oportunidades no futuro. Vai ser um trabalho grande, mas também teremos soluções muito profícuas, e o cooperativismo vai crescer muito nos próximos anos. Temos uma convicção muito grande nisso.





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Fungo benéfico reduz impacto da principal doença da pupunheira, aponta pesquisa


palmito
Foto: divulgação/Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Pesquisadores brasileiros demonstraram o potencial de fungos do gênero Trichoderma para combater uma das doenças mais devastadoras da pupunheira, cultura estratégica para a produção de palmito no país.

O estudo demonstrou que espécies como Trichoderma harzianum e Trichoderma asperellum conseguiram reduzir significativamente o avanço de Phytophthora palmivora, fungo responsável pela podridão da base do caule da pupunheira, considerada a pior ameaça à cultura.

Avanço metodológico

Para o pesquisador da Apta Regional de Pariquera-Açu, Eduardo Jun Fuzitani, a pesquisa também trouxe um avanço metodológico importante: pela primeira vez, cientistas desenvolveram um sistema eficiente de inoculação, ou seja, de introdução controlada do fungo causador da doença e dos agentes de controle biológico em pedaços do caule da pupunheira para a realização dos testes.

“A técnica permite simular a infecção em condições controladas de laboratório, reduzindo custos e acelerando estudos sobre o manejo da doença”, diz Fuzitani.

A pupunheira, identificada cientificamente como Bactris gasipaes, ganhou espaço no mercado brasileiro após a exploração predatória da juçara reduzir drasticamente os estoques naturais na Mata Atlântica.

Desde então, o cultivo se expandiu principalmente nos estados de São Paulo e Bahia, além de áreas do Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A espécie apresenta vantagens econômicas importantes, como crescimento rápido, perfilhamento intenso e menor oxidação do palmito, permitindo inclusive a comercialização do produto in natura.

No entanto, como explica Álvaro Figueredo dos Santos, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a expansão das áreas cultivadas resultou no aumento de doenças associadas ao monocultivo. Entre elas, destaca-se a podridão da base do caule, provocada por Phytophthora palmivora.

Os sintomas começam com o amarelecimento das folhas e evoluem para a morte dos brotos. Nos casos mais graves, a doença pode destruir toda a planta.

Controle biológico: solução racional e sustentável

Santos destaca que ainda existem poucas opções de controle efetivo da doença, seja por fungicidas ou por variedades resistentes. Além disso, o uso intensivo de produtos químicos levanta preocupações ambientais e sanitárias, especialmente porque o palmito pode ser consumido cru. Nesse contexto, o controle biológico surge como alternativa sustentável e economicamente viável.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (SP), Wagner Bettiol, os fungos do gênero Trichoderma são conhecidos por diferentes mecanismos de ação contra organismos causadores de doenças em plantas.

“Eles competem por nutrientes, produzem substâncias antifúngicas, degradam a parede celular de agentes invasores e ainda estimulam mecanismos naturais de defesa das plantas. Algumas espécies também promovem crescimento vegetal e conseguem colonizar tecidos internos da planta sem causar danos, comportamento conhecido como endofitismo”, conta.

Estratégias preventivas mostram melhores resultados

No estudo, quatro isolados comerciais foram avaliados: dois de Trichoderma harzianum e dois de Trichoderma asperellum. Os testes in vitro mostraram forte capacidade de inibição do crescimento do patógeno. Os isolados TH2 e TH1 de Trichoderma harzianum reduziram o crescimento de Phytophthora palmivora em 94% e 91%, respectivamente. Já os isolados TA2 e TA1 de Trichoderma asperellum apresentaram reduções de 80% e 61%.

Os resultados mais expressivos ocorreram quando os fungos antagonistas foram aplicados antes da inoculação do patógeno e conseguiram reduzir significativamente a severidade da doença. O isolado TH2 de Trichoderma harzianum apresentou os melhores índices de proteção, especialmente nos testes realizados 48 horas antes.

Em alguns casos, a colonização do patógeno foi totalmente bloqueada. Os pesquisadores observaram que o fungo benéfico ocupava rapidamente os tecidos internos da pupunheira, dificultando o estabelecimento de Phytophthora palmivora. Essa ocupação prévia parece ser determinante para o sucesso do controle biológico.

Os testes revelaram ainda diferenças importantes entre estratégias preventivas e curativas. Quando o Trichoderma foi aplicado após a infecção já estabelecida, os resultados foram menos eficientes. Embora tenha havido alguma redução nas lesões, o controle não foi comparável ao obtido nas aplicações preventivas.

Segundo Fuzitani, isso reforça a necessidade de programas de manejo antecipado da doença, priorizando aplicações preventivas em vez de intervenções tardias. O comportamento observado indica que, uma vez instalado no tecido vegetal, o patógeno se torna mais difícil de ser combatido.

Fungo mostra eficiência

Outro resultado considerado inédito foi a comprovação da colonização endofítica dos tecidos da pupunheira pelos fungos antagonistas. Todos os isolados avaliados conseguiram penetrar internamente no caule da planta e crescer sem provocar sintomas negativos.

Diferentemente das amostras infectadas por Phytophthora palmivora, que apresentaram tecidos escurecidos e podridão mole, os tecidos colonizados por Trichoderma permaneceram claros, firmes e saudáveis.

Os pesquisadores acreditam que essa capacidade pode representar um diferencial importante no manejo da cultura em campo. Como o fungo permanece dentro da planta, ele pode funcionar como uma espécie de barreira biológica contínua contra futuros ataques do patógeno.

Além do potencial de controle da doença, os autores destacam que produtos comerciais à base de Trichoderma já estão amplamente disponíveis no mercado brasileiro, o que facilitaria a adoção da tecnologia pelos produtores rurais. “Espécies como Trichoderma harzianum e Trichoderma asperellum estão entre os biofungicidas mais utilizados no mundo, especialmente por apresentarem múltiplos mecanismos de ação e baixo impacto ambiental”, afirma Bettiol.

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AgroNewsPolítica & Agro

Trigo sobe forte com tensão no Mar Negro


As cotações do trigo registraram forte valorização na Bolsa de Chicago ao longo da semana entre 10 e 16 de julho, impulsionadas por problemas climáticos em importantes regiões produtoras e pelo agravamento do conflito entre Rússia e Ucrânia. Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (16), o contrato de primeiro vencimento atingiu US$ 6,77 por bushel no dia 15 de julho, maior nível desde 31 de maio de 2024. No encerramento desta quinta-feira, o cereal foi negociado a US$ 6,74 por bushel, ante US$ 6,11 na semana anterior. No fim de junho, a cotação estava em US$ 5,69, o que representa uma valorização superior a um dólar por bushel em cerca de 15 dias úteis.

De acordo com a Ceema, além das preocupações com o clima em diferentes regiões produtoras, o mercado reagiu à expectativa de uma safra menor nos Estados Unidos, estimada em apenas 41,8 milhões de toneladas, a menor desde a temporada 1970/71. A escalada das tensões entre Rússia e Ucrânia também voltou a influenciar os preços, já que a região do Mar Negro é uma das principais produtoras e exportadoras mundiais de trigo.

O relatório de oferta e demanda divulgado em 10 de julho reduziu novamente a projeção para a produção norte-americana, fixando-a em 41,8 milhões de toneladas. Os estoques finais dos Estados Unidos para o ciclo 2026/27 também foram revisados para baixo, passando para 19,7 milhões de toneladas. A produção mundial foi mantida em 820 milhões de toneladas, enquanto os estoques globais recuaram para 272,8 milhões de toneladas, cerca de três milhões abaixo da estimativa de junho. O documento projeta ainda uma safra de 21 milhões de toneladas na Argentina e de 6,7 milhões de toneladas no Brasil, cenário que deverá levar o mercado brasileiro a importar aproximadamente 7,2 milhões de toneladas no novo ano comercial.

Na Argentina, a comercialização da nova safra segue em ritmo reduzido, mesmo com o plantio avançando rapidamente. Conforme destacou a Ceema, com base em informações da Bolsa de Grãos de Rosário, os produtores têm evitado fechar novos contratos diante da queda dos preços e das incertezas em relação à oferta futura.

Segundo a Bolsa de Grãos de Rosário, cerca de 82% da área prevista para a safra de trigo 2026/27 já foi semeada. Apesar disso, apenas dois milhões de toneladas da nova produção haviam sido comercializadas até o momento, um dos menores volumes registrados para o período na última década. Esse montante representa 10,5% da produção estimada, abaixo da média de 16,6% observada nos últimos cinco anos para esta fase da temporada. Além disso, aproximadamente 690 mil toneladas já negociadas ainda aguardam definição de preço.

A retração nas vendas está diretamente ligada à queda das cotações futuras. O contrato para entrega em dezembro recuou de cerca de US$ 231 por tonelada no fim de abril e em meados de maio para aproximadamente US$ 206 no início de julho. Diante desse movimento, muitos produtores optaram por adiar as negociações, evitando fechar contratos em níveis considerados pouco atrativos.

Esse comportamento pode resultar em um aumento dos estoques argentinos caso o ritmo das exportações não seja mantido. A Bolsa de Grãos de Rosário estima que os estoques finais da temporada 2025/26 alcancem cerca de 4,5 milhões de toneladas, o maior volume desde 2014/15, mesmo com uma demanda interna prevista em 9,2 milhões de toneladas e exportações estimadas em um recorde de 19 milhões de toneladas.

Além da retenção por parte dos produtores, a Argentina enfrenta um ambiente de maior concorrência no mercado internacional. O preço de exportação do trigo argentino gira atualmente em torno de US$ 227 por tonelada, próximo ao praticado por outros grandes fornecedores, enquanto a entrada das safras do Hemisfério Norte segue pressionando as cotações globais do cereal.





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Mercado do boi registra alta em São Paulo



Boi China acompanha alta em São Paulo



Foto: Divulgação

A arroba do boi gordo voltou a registrar valorização no mercado paulista nesta sexta-feira (17). Segundo a análise diária, a cotação do boi gordo e do chamado “boi China” avançou R$ 2,00 por arroba em relação ao dia anterior, enquanto os preços das fêmeas permaneceram estáveis.

De acordo com a análise, a alta foi sustentada pela oferta reduzida de animais para abate, cenário que deu suporte às cotações mesmo diante da tentativa dos frigoríficos de negociar valores menores pela arroba. O mercado também segue influenciado pelo ritmo lento das vendas de carne bovina no mercado interno. A análise destaca que a movimentação comercial permaneceu limitada e que frigoríficos voltados à exportação anunciaram férias coletivas.

As escalas de abate atendiam, em média, seis dias de operação.

Em Minas Gerais, o mercado permaneceu estável. A lentidão nas vendas de carne e o baixo volume de ofertas de compra e venda de bovinos mantiveram as cotações inalteradas nas quatro principais praças pecuárias do estado. O preço da arroba do “boi China” também não apresentou variação.

No Rio de Janeiro, o mercado apresentou comportamento de estável a firme. A cotação do boi gordo avançou R$ 3,00 por arroba na comparação diária, enquanto os preços das fêmeas permaneceram sem alterações.





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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores intensificam cuidados com pêssegos



Manejo de inverno segue nos pomares gaúchos



Foto: Pixabay

Os pomares de pêssego no Rio Grande do Sul avançam para diferentes fases do ciclo produtivo, enquanto os produtores mantêm os manejos de inverno e os tratamentos preventivos para garantir o desenvolvimento das plantas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (16), as atividades variam conforme a região e o estágio fenológico das cultivares.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, as cultivares precoces, como PS do Cedo e BRS Kampaii, encontram-se, em sua maioria, nas fases de queda de sépalas e início da frutificação, com bom pegamento inicial dos frutos. As variedades de ciclo médio, entre elas Chimarrita e BRS Fascínio, estão iniciando a floração. Já nas cultivares tardias, como PS do Tarde, Barbosa e Eragil, seguem os trabalhos de poda de inverno e a aplicação de calda sulfocálcica para reduzir o inóculo de patógenos e auxiliar no manejo de pragas durante a dormência. Paralelamente, os produtores realizam tratamentos fitossanitários preventivos voltados ao controle da podridão-parda e da crespeira no início do ciclo.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, o manejo de inverno continua sendo a principal atividade nos pomares. Os trabalhos concentram-se na poda e na aplicação preventiva de caldas sulfocálcica e bordalesa. Também está em andamento o manejo das plantas de cobertura do solo, com o objetivo de preparar as áreas para o próximo ciclo de produção.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Soledade, começou a poda de inverno nas culturas de pêssego, ameixa e pera. Os pessegueiros de ciclo precoce já apresentam os primeiros sinais de pré-floração. Nesse período, os produtores intensificam os tratamentos fitossanitários de inverno, com foco no controle da podridão-parda, considerada a principal doença da cultura e cuja infecção ocorre principalmente na primavera e no verão, além do manejo da cochonilha.





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AgroNewsPolítica & Agro

O dado escondido que expõe a força das cultivares



A leitura trata a semente salva como indicador de retenção agronômica


A leitura trata a semente salva como indicador de retenção agronômica
A leitura trata a semente salva como indicador de retenção agronômica – Foto: Canva

A semente reservada para uso próprio revela mais do que uma saída do mercado certificado, pois indica quais cultivares continuam relevantes depois do teste no campo. Segundo análise de Alexandre Garcia, baseada em dados públicos do Anexo 33 do Ministério da Agricultura, a safra 2025/26 reúne mais de 21 mil registros e 2,1 milhões de hectares declarados, ante 3,35 milhões de hectares inscritos para sementes certificadas.

A leitura trata a semente salva como indicador de retenção agronômica. Diferentemente de uma compra influenciada por crédito, prazo ou campanha comercial, a decisão de reservar sementes tende a refletir a aprovação do produtor sobre desempenho, adaptação e resultado da genética utilizada.

Na distribuição por biotecnologia, IPRO e I2X somam 78% da área analisada, em linha com a participação nas classes comerciais certificadas. A base inicial de sementes Básica e Genética mostra transição acelerada, com redução de Intacta RR2 PRO® e avanço de Intacta 2 Xtend®.

O levantamento também relaciona participação à profundidade de portfólio. Intacta RR2 PRO® aparece com 213 cultivares na base salva, seguida por Intacta 2 Xtend®, com 168. Plataformas com menos opções mostram maior concentração. Na Enlist E3®, duas cultivares representam mais de 82% da área salva, enquanto na Xtend® uma cultivar responde por 64%.

A distribuição regional reforça que a vida agronômica pode superar a vida comercial. O Rio Grande do Sul lidera em volume absoluto e concentra quase toda a área de RR1, além de grande parte de Enlist E3® e Xtend®. Mato Grosso apresenta participação reduzida. Os dados podem apoiar decisões sobre renovação de portfólio, posicionamento regional e dependência de poucas cultivares, mas não representam projeção de vendas nem capturam o mercado informal.


 





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AgroNewsPolítica & Agro

Por que tanta gente ainda está fora da bolsa?


A participação da população no mercado de ações varia de forma expressiva entre os países e revela diferenças no modo como cada sociedade lida com poupança, investimento e formação de patrimônio. Segundo infográfico publicado pelo IB na Prática, 55% dos norte-americanos investem em ações, enquanto no Brasil esse percentual é de apenas 8%.

Os Estados Unidos aparecem na liderança, com 185,4 milhões de investidores. Em seguida vêm o Canadá, onde 49% da população participa do mercado, e a Austrália, com 37%. Reino Unido e Nova Zelândia registram, respectivamente, 33% e 31%. Entre os demais países listados estão Suécia, com 22%, Rússia, com 21%, Finlândia e Suíça, ambas com 19%, além da Irlanda, com 17%.

O Brasil ocupa a 22ª posição, com 17,1 milhões de investidores. Embora o número absoluto seja relevante, a baixa proporção em relação à população mostra que a presença no mercado acionário ainda é restrita na comparação com economias de maior adesão.

Na avaliação de Adriano Leite, diretor de relações com investidores, a diferença vai além dos indicadores e reflete uma questão cultural. Em países mais desenvolvidos, o investimento integra com maior frequência a educação financeira, com a compreensão de que a construção de patrimônio depende não apenas do trabalho, mas também de decisões consistentes ao longo do tempo.

Leite observa que o acesso ao mercado brasileiro se tornou mais fácil, mas o conhecimento ainda precisa avançar para que mais pessoas transformem renda em patrimônio. Educação, disciplina e visão de longo prazo são apontadas como essenciais para ampliar essa participação. Nesse cenário, a mudança ganha força quando investir deixa de ser visto como privilégio e passa a integrar os hábitos financeiros da população.

 





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NOPA: Esmagamento de soja dos EUA de junho supera expectativas e aumento de…


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O esmagamento de soja dos Estados Unidos foi de 5,83 milhões de toneladas em junho, segundo informou a NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA) nesta quarta-feira (15). O volume superou largamente a expectativa do mercado de 5,55 milhões de toneladas, e em relação a junho de 2025, o aumento foi de 16%. 

O gráfico abaixo mostra o comportamento do processamento norte-americano da oleaginosa – indicando 2025/26 na linha preta, mais grossa – confirmando os números bem acima do intervalo e a demanda interna por soja nos EUA bastante fortalecida. 

 

NOPA Julho 2026 (1)
Gráfico: Karen Braun

O boletim apontou ainda os estoques de óleo de soja norte-americanos em 1,501 bilhão de libras, abaixo da média esperada pelo mercado de 1,650 bilhão. Assim, o volume testou suas mínimas em oito meses. 

NOPA Julho 2026 (2)
Gráfico: Karen Braun
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Por:

Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes

Fonte:

Notícias Agrícolas





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AgroNewsPolítica & Agro

Sul em alerta para chuvas e tempestades intensas


A atuação de um padrão atmosférico favorável à formação de temporais deve manter o Sul do Brasil em alerta ao longo dos próximos dias. De acordo com informações do Meteored, o Rio Grande do Sul seguirá como a área mais afetada durante o fim de semana, enquanto Santa Catarina e Paraná passam a enfrentar maior risco de tempestades severas a partir de terça-feira (21).

Segundo o Meteored, o alerta para tempo severo permanece em vigor desde esta sexta-feira (17). A configuração atmosférica é influenciada pelo fortalecimento do fenômeno El Niño, que favorece a combinação de sistemas capazes de intensificar a formação de tempestades e volumes elevados de chuva sobre o Cone Sul da América do Sul.

Entre sábado (18) e domingo (19), a previsão indica que os temporais devem atingir diversas regiões do Rio Grande do Sul. A partir de segunda-feira (20), as instabilidades começam a avançar em direção à divisa com Santa Catarina, mas ganham força principalmente na terça-feira (21), quando também passam a atingir áreas do Paraná.

Na segunda-feira (20), as primeiras tempestades isoladas podem alcançar municípios catarinenses próximos à fronteira com o Rio Grande do Sul, com intensificação prevista durante a noite, especialmente no Oeste e no Sul do estado. Na terça-feira (21), enquanto o Rio Grande do Sul ainda deve registrar temporais, Santa Catarina e o Oeste do Paraná passam a concentrar as áreas de maior instabilidade.

Ainda conforme o Meteored, a tendência é de que as tempestades persistam sobre Santa Catarina e, principalmente, na metade Oeste do Paraná até, pelo menos, quinta-feira (23). Embora todo o território dos dois estados possa registrar temporais, o Oeste reúne maior potencial para ocorrência de granizo, rajadas intensas de vento e eventos extremos, como microexplosões e tornados isolados.

Os maiores acumulados de chuva seguem previstos para o Rio Grande do Sul, onde os volumes podem se aproximar de 300 milímetros. Em Santa Catarina e no Paraná, entretanto, há possibilidade de precipitações superiores a 120 milímetros em apenas 24 horas, principalmente na terça-feira (21) em território catarinense e na quarta-feira (22) no Paraná. Até o fim da semana, os acumulados podem chegar ou ultrapassar 200 milímetros.

O Meteored destaca que esses volumes são considerados incomuns para o período e ressalta que o Índice de Previsão Extrema (EFI), utilizado pelo modelo ECMWF, indica elevada probabilidade de ocorrência de precipitações próximas ou superiores aos maiores registros históricos esperados para esta época do ano.

Diante desse cenário, a previsão aponta risco de granizo, ventos intensos, alagamentos e enxurradas. O Meteored orienta que a população acompanhe as atualizações da previsão do tempo e os alertas da Defesa Civil. Em caso de tempestades, a recomendação é procurar abrigo em local seguro, evitar a travessia de áreas alagadas e, em regiões suscetíveis a enchentes ou deslizamentos, manter um plano de evacuação. Em situações de emergência, os contatos são a Defesa Civil (199) e o Corpo de Bombeiros (193).

Segundo o Meteored, o fortalecimento do El Niño tem papel importante na configuração atmosférica atual. Embora sua influência direta ocorra sobre o Pacífico Central, o fenômeno altera a circulação global da atmosfera, modificando a posição de jatos de vento, sistemas de alta e baixa pressão e os padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do planeta.

O Meteored explica que, sobre a América do Sul, um Jato de Baixos Níveis excepcionalmente fortalecido, com ventos superiores a 150 km/h, transporta calor e umidade da Amazônia para a Região Sul. Ao mesmo tempo, um jato subtropical em altos níveis favorece a ascensão do ar, criando condições para a manutenção das tempestades.

Ainda de acordo com o Meteored, a interação entre esses sistemas intensifica os movimentos ascendentes da atmosfera e fortalece a organização das áreas de instabilidade. A passagem de frentes frias contribui para ampliar os volumes de chuva, enquanto um bloqueio atmosférico sobre o Sudeste do Brasil dificulta o deslocamento desses sistemas, mantendo as tempestades sobre as mesmas áreas por mais tempo.





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