terça-feira, junho 9, 2026

Autor: Redação

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Frio no centro-sul e calor acima de 30ºC na Região Norte do Brasil


O mês de junho inicia com temperaturas baixas no centro-sul do Brasil, sem risco de geadas nas áreas produtoras, enquanto a metade norte do país registra máximas acima de 30ºC. A massa de ar polar que atua na região central do Brasil mantém as temperaturas amenas, mas não traz riscos para as lavouras.

Temperaturas no centro-sul

A massa de ar polar está presente no centro-sul, resultando em temperaturas que variam entre 6ºC e 9ºC. Apesar do frio, não há risco para as lavouras de milho da segunda safra e café. A previsão indica que até o dia 6 de junho, as temperaturas permanecerão dentro da normalidade.

Calor na Região Norte

Enquanto isso, a Região Norte do Brasil enfrenta calor intenso, com temperaturas superando os 30ºC. A zona de convergência intertropical provoca chuvas significativas, com registros de até 90 mm em 24 horas em algumas cidades do Amazonas e Pará.

Previsão para os próximos dias

  • Entre 7 e 11 de junho, a previsão indica uma leve queda nas temperaturas no sul do Brasil.
  • Uma nova frente fria pode trazer chuvas para o Brasil central e uma onda de frio mais intensa.
  • As regiões de Mato Grosso do Sul e Triângulo Mineiro devem receber entre 80 a 100 mm de chuva, benéfica para as pastagens e o desenvolvimento das lavouras.

Os meteorologistas alertam que, embora o frio continue, é importante monitorar as condições climáticas, especialmente em relação à umidade e chuvas nas próximas semanas.

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Inadimplência rural atinge 8,2% em 2025, maior patamar da série


A inadimplência no agronegócio brasileiro encerrou 2025 no maior patamar da série trimestral apresentada pela Serasa Experian. O índice atingiu 8,2% da população rural no quarto trimestre, uma alta de 1 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024, quando estava em 7,2%.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, o avanço foi de 0,2 ponto percentual, indicando uma desaceleração no ritmo de piora, mas ainda sem reversão do quadro de pressão financeira no campo.

Decisão sobre espécies exóticas

A Comissão Nacional de Biodiversidade decidiu adiar por 90 dias a deliberação sobre a inclusão da tilápia e outras espécies acícolas na lista nacional de espécies exóticas invasoras. A medida foi tomada após forte reação do setor produtivo e de órgãos ligados à pesca e à aquicultura, abrindo espaço para novas discussões técnicas entre governo, pesquisadores e representantes da cadeia produtiva.

Preços do milho

Os preços do milho voltaram a recuar na maior parte das regiões acompanhadas pelo CPEIA, com o início da colheita da segunda safra 2025/2026. A colheita se concentra apenas nos estados do Paraná e de Mato Grosso, e os preços estão em patamares inferiores aos do início da temporada anterior. Nas regiões de Sorriso, Mato Grosso e Norte do Paraná, as médias parciais de maio estão 11,8% inferiores às de maio de 2025.

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AgroNewsPolítica & Agro

Ureia cai pela sexta semana seguida no Brasil



Mercado global pressiona preços da ureia



Foto: Canva

Os preços da ureia nos portos brasileiros registraram a sexta semana consecutiva de queda. A avaliação é de Tomás Pernías, que atribui o movimento a um cenário global.

Segundo o analista da StoneX, compradores seguem adotando uma postura cautelosa diante dos preços ainda considerados elevados e das relações de troca pouco atrativas para o produtor, fatores que têm reduzido o ritmo das negociações. “Os preços da ureia no Brasil acumularam queda de cerca de 25% nos portos nas últimas seis semanas, refletindo um cenário global de demanda enfraquecida”, afirma Pernías.

Apesar da trajetória de baixa observada nas últimas semanas, as cotações permanecem acima dos níveis registrados antes do conflito no Oriente Médio. De acordo com o especialista, a principal explicação está nas restrições logísticas provocadas pela paralisação da navegação no Estreito de Ormuz, um dos principais corredores do comércio global de fertilizantes.

A interrupção das operações na região continua limitando a oferta internacional de produtos nitrogenados, como ureia, amônia e enxofre, o que impede uma queda mais acentuada dos preços.

Outro fator acompanhado pelo mercado foi a nova licitação promovida pela Índia, tradicionalmente considerada um elemento de sustentação para as cotações globais. No entanto, segundo Pernías, a medida não foi suficiente para alterar o comportamento recente do mercado. “Nem mesmo a nova licitação da Índia, tradicionalmente vista como fator de suporte para o mercado, foi suficiente para reverter a tendência recente, reforçando a percepção de fragilidade da demanda global”, destaca o analista.

O cenário indica que, embora os problemas de oferta ainda sustentem parte dos preços internacionais, a demanda segue sendo o principal fator de influência sobre o mercado de ureia no curto prazo.





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CNA busca reverter suspensão de medidas antidumping no setor leiteiro


O setor leiteiro brasileiro enfrenta uma das piores crises de sua história, impulsionada por altos custos de produção e concorrência desleal das importações de leite em pó do Mercosul. Essa situação tem provocado uma drástica redução nas margens de lucro dos produtores, levando muitos pequenos agricultores a abandonarem a atividade.

Decisão do governo e reações do setor

A decisão do governo de adiar medidas contra o dumping na importação de leite em pó da Argentina e Uruguai gerou forte reação do setor produtivo. De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária, a suspensão das tarifas antidumping causa insegurança e afeta diretamente a cadeia produtiva, resultando em:

  • Fechamento de propriedades
  • Aumento do abate de vacas leiteiras
  • Saída de famílias da atividade, especialmente entre pequenos e médios produtores

Impacto das importações

Argentina e Uruguai foram responsáveis por 90% dos 604 milhões de litros de leite equivalentes importados pelo Brasil. Os produtores enfrentam concorrência com preços até 60% mais baixos, o que compromete a rentabilidade do setor. Atualmente, muitos produtores recebem menos de R$ 2 por litro de leite, enquanto os custos de produção superam R$ 2,40.

Mobilização da CNA

As entidades ligadas ao setor prometem intensificar as pressões políticas no Congresso Nacional e dialogar com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para reverter a suspensão da medida antidumping. A próxima reunião do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior está prevista para o dia 25 de junho, quando a questão do leite será rediscutida.

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Área de canola no Rio Grande do Sul deve dobrar devido à crise do trigo


A área cultivada com canola no Rio Grande do Sul deve praticamente dobrar nesta safra, passando de 215.000 hectares para 380.000 hectares. A expansão da cultura se deve a diversos fatores, incluindo a baixa no plantio de trigo, a melhor precificação da canola e o menor custo de implantação.

Fatores da expansão

  • Baixa no plantio de trigo
  • Melhores preços da canola
  • Menor custo de implantação

De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Brascanola), a maior parte da área cultivada está concentrada no Rio Grande do Sul, que é o maior produtor nacional da oleaginosa. Além disso, cerca de 20.000 hectares estão distribuídos entre os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Expectativas dos produtores

A expectativa dos produtores é positiva, uma vez que a canola tem se mostrado uma boa opção de rotação de culturas. O custo de implantação da canola é significativamente menor em comparação ao trigo, com uma média de 15 a 18 sacas por hectare, enquanto o trigo apresenta um custo médio de 45 sacas por hectare.

Preços e mercado

Atualmente, o preço da canola está em média R$ 130 por saca de 60 kg, enquanto o trigo é negociado a cerca de R$ 70 por saca. Essa diferença de preços tem incentivado os produtores a optarem pela canola, que oferece uma garantia de mercado mais estável.

Desafios e novas culturas

Apesar da expansão, os produtores enfrentam desafios, como o excesso de umidade no campo, que tem dificultado o avanço dos trabalhos de semeadura. Além da canola, a cultura de carinata, utilizada para a produção de combustível de aviação, também deve expandir no estado, passando de 9.000 hectares na safra passada para cerca de 20.000 hectares nesta safra.

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Fiscais agropecuários participam do 18º Simpósio Internacional de Suinocultura em Porto Alegre


Fiscais estaduais agropecuários participaram do 18º Simpósio Internacional de Suinocultura, realizado em Porto Alegre, com o objetivo de ampliar a qualificação técnica na defesa sanitária animal. O evento abordou temas cruciais para a excelência da carne produzida no Brasil, destacando a importância da biosseguridade no campo.

Temas debatidos no simpósio

  • Produção e reprodução de suínos
  • Bem-estar animal
  • Biosseguridade dos rebanhos
  • Mudanças na legislação sobre antimicrobianos
  • Novas exigências para grandes reprodutores

Participação da SEAP e Fundesa

Nesta edição, a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAP) participou com o apoio do Fundesa, enviando sete técnicos de diferentes regionais do estado. O foco foi a qualificação técnica dos profissionais, visando atender às demandas dos criadores de suínos.

Importância da biosseguridade

A biosseguridade das granjas suínas foi um dos temas mais abordados nas palestras, sendo considerado de extrema relevância para a saúde dos rebanhos no Rio Grande do Sul e no Brasil.

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Boi gordo inicia semana com leve alta dos preços; veja as cotações


preços do boi
preço do boi

O mercado físico do boi gordo abriu a semana com manutenção do padrão de negócios. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias aponta que, no geral, os frigoríficos ainda encontram dificuldade na composição de suas escalas de abate, que na média nacional atendem entre cinco e sete dias úteis.

"A demanda permanece aquecida, com exportações em forte ritmo, com destaque para os embarques remanescentes para a China e com a expectativa de término da cota de 1,106 milhão de toneladas entre os meses de junho e julho", ressalta.

O especialista pontua que o mercado aguarda pelo anúncio chinês de que 80% da cota brasileira foi preenchida, movimento que deve fazer com que as indústrias no Brasil adotem um comportamento diferente, reduzindo a capacidade de abate.

“Já as exportações para os Estados Unidos também estão aquecidas neste momento. Além disso, às vésperas dos jogos do Brasil na Copa do Mundo, haverá melhora do consumo doméstico, atuando como mais um elemento de alta dos preços da arroba”, concluiu.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 352,45 — na sexta: R$ 352,25
  • Goiás: R$ 332,68 — na sexta: R$ 332,86
  • Minas Gerais: R$ 326,76 — na sexta: R$ 327,35
  • Mato Grosso do Sul: R$ 352,70 — na sexta: R$ 352,50
  • Mato Grosso: R$ 354,05 — na sexta: R$ 353,24

Mercado atacadista

O mercado atacadista, por sua vez, abriu a semana contando com preços acomodados, ainda com expectativa de alta durante a primeira semana do mês.

“Para o mês de junho é grande a expectativa em torno da Copa do Mundo, com bom potencial de demanda com o evento. A carne bovina segue menos competitiva na comparação com as proteínas concorrentes, em especial em relação à de frango”, diz Iglesias.

  • Quarto dianteiro: R$ 21,50 por quilo
  • Quarto traseiro: R$ 27,00 por quilo
  • Ponta de agulha: R$ 19,50 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,47%, sendo negociado a R$ 5,0211 para venda e a R$ 5,0191 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0120 e a máxima de R$ 5,0455.

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Alta ou queda? Saiba como ficaram as cotações de soja no Brasil na abertura de junho


Monte de soja em grão formando mapa do Brasil. Sobre ele, três notas de 50 reais. Ao redor, moedas de diversos valores
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana em ritmo lento, com preços entre estáveis e mais fracos e sem registro de volumes relevantes negociados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão foi marcada pela combinação da queda do dólar e pela reversão das cotações na Bolsa de Chicago ao longo do dia.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Durante a manhã, os contratos da soja chegaram a operar em alta na CBOT, mas perderam força durante a tarde. Ao mesmo tempo, o dólar voltou a se aproximar do patamar de R$ 5,00, fator que reduziu a competitividade dos preços internos e afastou os vendedores do mercado.

“Isso afastou o produtor das ofertas e levou à retenção de negócios”, afirmou Silveira.

Com menor interesse de venda e ausência de estímulos mais consistentes para a comercialização, a sessão foi marcada por pouca movimentação e negociações pontuais.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,50
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 127,00 para R$ 126,50
  • Cascavel (PR): queda de R$ 121,00 para R$ 120,50
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 110,00 para R$ 109,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 115,00 para R$ 114,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 113,00 para R$ 112,00
  • Paranaguá (PR): desceu de R$ 132,00 para R$ 131,50
  • Rio Grande (RS): queda de R$ 132,00 para R$ 131,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a segunda-feira com comportamento misto na Bolsa de Chicago. As posições mais próximas foram pressionadas pelas boas condições climáticas no cinturão produtor dos Estados Unidos, enquanto os vencimentos mais distantes encontraram suporte na valorização do petróleo.

As chuvas registradas durante o final de semana favoreceram o desenvolvimento inicial das lavouras norte-americanas. O mercado também aguardou a divulgação dos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre as condições das lavouras e os números de esmagamento referentes ao mês de maio.

As inspeções de exportação dos Estados Unidos somaram 494.286 toneladas na semana encerrada em 28 de maio. Na semana anterior, o volume havia alcançado 588.897 toneladas. No mesmo período do ano passado, o total foi de 301.459 toneladas.

Outro fator acompanhado pelos investidores foi a forte alta do petróleo no mercado internacional. Os preços da commodity dispararam após notícias de que o Irã interrompeu negociações com os Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito entre os países.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja com entrega em julho fecharam cotados a US$ 11,80 3/4 por bushel, com queda de 6 centavos de dólar ou 0,50%. O contrato agosto encerrou a US$ 11,85 por bushel, recuo de 5,25 centavos ou 0,44%.

No farelo de soja, o vencimento julho fechou em US$ 326,50 por tonelada, baixa de US$ 3,30 ou 1,00%. Já o óleo de soja para julho encerrou a 79,09 centavos de dólar por libra-peso, alta de 1,37 centavo ou 1,76%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sessão em baixa de 0,47%, cotado a R$ 5,0211 para venda e R$ 5,0191 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0120 e a máxima de R$ 5,0455.

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‘Preparação para eventos extremos ainda é desafio’, diz Iagro sobre casos de morte de animais por hipotermia em MS


gado morto por onda de frio no Pantanal
Foto: reprodução/redes sociais/imagem de arquivo

A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) de Mato Grosso do Sul confirmou nesta segunda-feira (1º) que, até o momento, 83 bovinos morreram por hipotermia em propriedades rurais do estado.

Segundo a entidade, os óbitos decorrem da combinação de temperaturas muito baixas e da exposição prolongada dos animais ao frio intenso. A Iagro recebeu comunicações de cinco propriedades, sendo quatro na região de Nova Andradina, com 74 animais mortos, e uma propriedade em Angélica, com 9 mortos.

Marco Aurélio Guimarães, gerente de Controle e Operações da entidade, explica que parte das perdas poderia ser reduzida com medidas preventivas, como suplementação alimentar, oferta de abrigos e manejo antecipado dos animais em áreas menos expostas ao frio.

“No entanto, a preparação para eventos extremos ainda é um desafio. Muitos produtores não dispõem de estrutura suficiente para enfrentar ondas de frio tão intensas”, destaca.

A Iagro lembra que animais debilitados ou mais jovens tendem a ser os mais suscetíveis aos efeitos do frio intenso. “Não há indícios de falha generalizada no manejo, mas sim de que a mudança climática foi intensa em curto espaço de tempo e a dificuldade de resposta imediata em algumas propriedades”, aponta Guimarães.

Impacto econômico

Segundo a Iagro, as mortes por hipotermia não apresentam risco sanitário relacionado à disseminação de doenças ou à qualidade da carne.

“Não há relação direta com disseminação de doenças ou comprometimento da qualidade da carne. O impacto é essencialmente econômico, afetando diretamente o pecuarista e, indiretamente, a cadeia produtiva pela redução de oferta e perdas financeiras”, explica Guimarães.

O que fazer para evitar mortes no rebanho?

Para minimizar os impactos causados pelo frio no rebanho, a Iagro recomenda que os produtores adotem algumas medidas de manejo preventivo, como evitar manter os rebanhos em áreas próximas a corpos d’água e oferecer abrigo aos animais mais sensíveis, facilitando a assistência e o acompanhamento do manejo.

A entidade recomenda ainda reforçar a alimentação do rebanho durante os períodos de frio, com suplementação de forragens, volumosos ou concentrados, além de comunicar imediatamente à Iagro mortalidades acima dos índices considerados normais.

O que fazer em caso de mortes de animais?

Em caso de constatação de óbito, o Serviço Veterinário Oficial (SVO), executado pela Iagro, realiza inspeção para verificar a situação e efetuar a baixa do estoque dos animais mortos. Nos casos em que a visita técnica não for possível, o produtor deverá apresentar laudo veterinário particular.

Além disso, a remoção rápida das carcaças é considerada essencial para evitar riscos sanitários, como a ocorrência de botulismo e outras enfermidades associadas à putrefação.

Em caso de dúvidas ou necessidade de orientação adicional, os produtores podem entrar em contato com a Iagro pelo WhatsApp: (67) 99961-9205.

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Junho chega e ‘abre as portas’ para o El Niño: mês será de frio, calor ou chuva?


massa de ar frio
Foto: Pixabay

O mês de junho chega com a presença do El Niño e a manutenção da área de alta pressão, que nada mais é do que o ar polar atuando em grande parte do Centro-Sul do Brasil. Esse cenário mantém as temperaturas mais baixas, mas sem risco de geadas para as lavouras.

A ocorrência do El Niño não impede a atuação de massas de ar de origem polar. Embora as temperaturas possam ficar acima da média em alguns períodos, ainda haverá episódios de frio ao longo do mês.

As chuvas mais fortes devem se concentrar na região Norte, enquanto o tempo permanece aberto em grande parte do país. Nas próximas 24 horas, não há previsão de chuva, apenas pancadas mais leves no Norte, em áreas do Nordeste e em trechos da costa do Sudeste.

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7 a 11 de junho

O frio, sem potencial para causar prejuízos às lavouras, deve persistir até o dia 6. Entre os dias 7 e 11, no entanto, as temperaturas poderão cair de forma mais acentuada na Serra Catarinense, na Serra Gaúcha e no sul do Paraná, com registros abaixo dos 6°C.

O alerta é que, entre os dias 9 e 10, uma frente fria de maior intensidade deve avançar pelo país, levando umidade para a região Sul. Até lá, esse cenário não deve se concretizar. Na sequência, a umidade tende a avançar para áreas que necessitam de chuva, como as regiões produtoras de milho segunda safra.

A previsão é considerada positiva para o setor agrícola, já que a chuva deve beneficiar áreas que precisam de reposição hídrica. Neste ano, os volumes de precipitação têm sido menos expressivos em diversas regiões produtoras, tornando esse retorno da umidade especialmente importante para o desenvolvimento das lavouras.

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