segunda-feira, julho 6, 2026

Autor: Redação

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Boi gordo recua nas principais praças, com pressão maior em Goiás e Minas Gerais


boi gordo mercado
Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

O mercado físico do boi gordo volta a registrar tentativas de compra em níveis mais baixos. Ao longo da semana, o movimento ganha caráter uniforme, com recuos sendo observados nas principais praças pecuárias do país

Em estados como Goiás e Minas Gerais o movimento pode ser mais intenso, dada a pior
condição das pastagens após um mês de abril de estresse hídrico, acelerando o desgaste.

As pastagens estão mais vigorosas no Mato Grosso e no restante da região Norte, o que oferece uma expectativa de quedas menos acentuadas em um primeiro momento, considerando a maior capacidade de retenção entre os pecuaristas.

O mercado também está atento em relação a progressão da cota chinesa, com expectativa de esgotamento em meados de junho, o que tem sido precificado de maneira contundente no mercado futuro, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Referência média da arroba do boi gordo

Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 357,83, na modalidade à prazo. Em Goiás, a indicação média foi de R$ 341,43 para a arroba do boi gordo. Em Minas Gerais, a arroba teve preço médio de R$ 340,29. No Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada em R$ 350,80 No Mato Grosso, a arroba ficou indicada em R$ 356,42.

Atacado

O mercado atacadista ainda se depara com preços em predominante acomodação ao longo desta terça-feira. O ambiente de negócios ainda sugere por menor espaço para reajustes no decorrer do restante do mês, considerando o menor apelo ao consumo durante a segunda quinzena do mês.

Além disso, os preços da carne bovina ainda perdem competitividade na comparação com as proteínas concorrentes, em especial na comparação com os preços da carne de frango.

  • Quarto traseiro: R$ 28,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: R$ 23,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 21,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,01%, sendo negociado a R$ 4,9815 para venda e a R$ 4,9795 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9728 e a máxima de R$ 5,0158

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O que são sementes peletizadas e quando usar no pasto? Especialista responde


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

Nesta terça-feira (28), o programa Giro do Boi respondeu a uma dúvida de Estanislau Giori, de Alfredo Chaves (ES), sobre o uso de sementes peletizadas para renovação de pastagens. A zootecnista e professora da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), Janaina Martuscello, afirmou que essa tecnologia não é um erro, mas requer que o produtor compreenda a “matemática do saco de sementes”.

De acordo com Martuscello, o principal objetivo é garantir que o investimento em tecnologia de revestimento se converta em um estande de plantas ideal, e não apenas em um custo elevado por quilo. O processo de peletização envolve envolver a semente pura com uma camada protetora que pode conter calcário, gesso, fungicidas, inseticidas e até micronutrientes.

Confira:

Vantagens do revestimento

O revestimento protege as sementes contra ataques de formigas e o consumo por pássaros, problemas comuns em plantios a lanço. A zootecnista destacou que as sementes se tornam maiores e mais pesadas, melhorando o escoamento na plantadeira e garantindo uma distribuição mais uniforme no solo. Os micronutrientes presentes no revestimento proporcionam um impulso inicial no desenvolvimento da plântula.

A coloração e o tamanho das pelotas facilitam a conferência da regulagem da máquina, permitindo o monitoramento preciso da semeadura.

Considerações importantes

Janaina Martuscello fez um alerta sobre o Peso de Mil Sementes (PMS). O pecuarista deve estar ciente de que, ao adquirir sementes peletizadas, uma parte significativa do peso do saco é composta por material de revestimento. Em Braquiárias, o peso pode dobrar; em Panicums, como Mombaça ou Zuri, o peso pode até triplicar.

Além disso, a taxa de semeadura (kg/ha) da semente peletizada tende a ser maior do que a da semente nua, uma vez que é necessário atingir o mesmo número de plantas por metro quadrado. O sucesso da reforma do pasto também depende do Valor Cultural (VC), que determina a quantidade de sementes puras com potencial de germinação.

Geralmente, as sementes destinadas à peletização passam por processos de limpeza rigorosos, resultando em lotes de alta pureza e germinação, minimizando a entrada de plantas invasoras na propriedade. A semente peletizada é uma boa opção para garantir um estande homogêneo, especialmente em áreas com histórico de ataque de formigas.

Por fim, é essencial ajustar a regulagem da plantadeira para o peso adicional do revestimento e comprar sementes apenas de empresas idôneas com certificado de garantia.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Mercado de soja tem terça-feira de pouca movimentação e preços estáveis no Brasil


O mercado brasileiro de soja teve uma terça-feira (28) de ritmo lento, com poucas novidades e oscilações nas cotações da oleaginosa. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dólar apresentou melhora ao longo do dia, enquanto os preços seguiram voláteis, mas dentro de uma faixa estreita.

”As variações giraram ao redor de R$1,00, ou seja, movimentos pequenos”, afirma Silveira. O porto operou de forma mais lenta, assim como o mercado interno, sem mudanças relevantes no quadro geral.

Silveira destaca que as melhores indicações seguem atreladas a prazos mais longos de
pagamento. "Ainda há alguma janela de exportação para maio, mas já bastante curta", explica. Os prêmios permaneceram praticamente estáveis, enquanto as indicações mais firmes começam a aparecer para setembro.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): os preços ficaram em R$ 124,00
  • Santa Rosa (RS): cotações em R$ 125,00
  • Cascavel (PR): as cotações permaneceram em R$ 120,00.
  • Rondonópolis (MT): os preços seguiram em R$ 111,00
  • Dourados (MS): avançaram de R$ 111,00 para R$ 112,00
  • Rio Verde (GO): a saca recuou de R$ 111,00 para R$ 110,00
  • Paranaguá (PR): manteve-se em R$ 130,00 por saca
  • Rio Grande (RS): as cotações permaneceram em R$ 130,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam  mistos nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de
Chicago (CBOT). As cotações oscilaram em uma estreita margem. De um lado, a boa alta do petróleo deu sustentação a alguns contratos, estendendo o movimento deflagrado na segunda-feira.
Em contrapartida, o cenário fundamental segue limitando qualquer reação mais consistente nas cotações. A ampla oferta da oleaginosa, com o mercado convivendo com safras cheias no Brasil e na Argentina, e a perspectiva favorável para a produção norte-americana evitaram a consolidação do movimento de recuperação.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou na segunda-feira (27) o
relatório indicando que o plantio das lavouras de soja atingiu 23% da área prevista no país. Em igual período do ano passado, o índice era de 17%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 12%. Na semana anterior (20 de abril), o número era de 12%.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 4,25 centavos de dólar, ou 0,36%, a US$ 11,73 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,89 1/4 por bushel, com retração de 2,75 centavos de dólar ou 0,23%. As posições mais distantes tiveram pequenas altas.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 0,40 ou 0,12% a US$ 327,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,38 centavos de dólar, com ganho de 1,12 centavo ou 1,54%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,01%, sendo negociado a R$ 4,9815 para venda e a R$ 4,9795 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9728 e a máxima de R$ 5,0158.

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Carga de larvas de camarão avaliada em R$ 33 mil é retida por fiscais


larvas de camarão
Foto: divulgação/Sefa

Uma carga de 5 toneladas de larvas de camarão, avaliada em mais de R$ 33.264,00, foi apreendida nesta segunda-feira (27) durante fiscalização no nordeste do Pará, levantando suspeitas sobre a regularidade da operação e o destino final do produto.

A abordagem ocorreu na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Gurupi, em Cachoeira do Piriá, região de divisa com o Maranhão.

“Na análise da operação, foi feita a verificação em sistemas, sendo encontradas várias inscrições estaduais vinculadas ao CPF do destinatário, várias delas suspensas, outras inaptas e somente uma ativa com atividade de cultivo de açaí, que não corresponde ao produto transportado”, relatou o coordenador Gustavo Bozola.

A carga foi retida e lavrado o Termo de Apreensão e Depósito (TAD), no valor de R$ 11.376,29 correspondente ao ICMS e multa.

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‘Sem emoção, não se é fazendeiro’, diz Zé Luiz Niemeyer ao falar de 60 anos com o nelore


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O Giro do Boi prestou homenagens a Zé Luiz Niemeyer, reconhecido como uma lenda do agronegócio brasileiro. Titular da Fazenda Terra Boa, localizada em Guararapes (SP), Niemeyer é considerado um dos pilares do melhoramento genético no país, dedicando mais de sessenta anos de sua vida à seleção da raça nelore.

Para Niemeyer, a pecuária vai além de números e planilhas. Ele afirma que o sucesso no campo exige uma conexão profunda com a terra e os ciclos da vida, resumindo sua visão em sua frase icônica: “Sem emoção, não se é fazendeiro”.

Confira:

A trajetória de Niemeyer

A trajetória de Zé Luiz Niemeyer está entrelaçada com a história da profissionalização do nelore no Brasil. Sua visão transformou uma fazenda de gado comercial em uma referência global em genética. Sob sua liderança, a Fazenda Terra Boa se destacou como a primeira do Brasil a conquistar os três selos de excelência da Associação Nacional de Criadores de Zebu (ANCP), incluindo o selo de Sustentabilidade.

Niemeyer destaca que a preservação da natureza é um ato de inteligência estratégica e não apenas uma obrigação. Ele defende que o lucro real provém da longevidade da terra, enfatizando a importância de selecionar animais adaptados ao clima do Brasil Central.

Legado e visão do futuro

Aos 87 anos, o pecuarista celebra a evolução do Brasil, que se transformou no maior exportador de carne do mundo. Ele acredita que o nelore é a “raça mãe” do país e aconselha os jovens a manterem a sensibilidade necessária para apreciar o nascimento de um bezerro ou o vigor de uma lavoura, pois essa sensibilidade é crucial para a eficiência na pecuária.

O Brasil progrediu na pecuária porque os fazendeiros aprenderam a ouvir a ciência, mantendo a essência do negócio. O legado de Zé Luiz Niemeyer reafirma que a pecuária de alta performance se constrói com técnica rigorosa, mas sobrevive e prospera através da emoção e do compromisso com a evolução da raça nelore.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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O campo acumula dívidas e ascende como ponto relevante na disputa eleitoral


Calculadora ao lado de notas em reais
Foto: Pixabay

Enquanto os produtores enfrentam uma “tempestade perfeita” com financiamentos elevados e commodities em queda, o campo político entra em cena para angariar apoio para as eleições de outubro.

O agronegócio responde por 25% do PIB brasileiro e quase metade das exportações nacionais, no entanto, sofre com o crescente endividamento e outros problemas estruturais ao longo dos últimos anos. É claro que, em ano de eleição, essas questões começam a ser capitalizadas em uma batalha eleitoral.

Um momento emblemático dessa disputa aconteceu recentemente em Ribeirão Preto, na abertura da 31ª edição da Agrishow. O vice-presidente Geraldo Alckmin subiu ao palco para representar o governo federal, anunciou R$ 10 bilhões em crédito para máquinas agrícolas e prometeu avanços no seguro rural e na renegociação de dívidas para inadimplentes e adimplentes.

Do outro lado, representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e o secretário de Agricultura de São Paulo demonstram insatisfação com a lentidão para avançar com propostas concretas. Alguns nomearam o dia como “não anúncio”, alusão ao fato de que o Move Agrícola chegou sem detalhamento suficiente sobre a taxa de juros e os prazos.

O presidente Lula não compareceu ao evento, ausência que pode ser relacionada ao histórico de rusgas entre a organização e o governo federal nos anos anteriores. Com isso, deixou espaço livre para os opositores, que já possuem maior aceitação no meio.

O secretário de São Paulo, Geraldo Melo Filho, foi direto ao tecer críticas e apontar que o produtor opera com margem mínima, quando não negativa, e que os juros cobrados “beiram a extorsão”. Sua conclusão mais grave aponta para uma espécie de reforma agrária silenciosa e às avessas, por expulsão financeira, onde os produtores endividados poderiam perder suas propriedades para bancos e credores.

Esse quadro chega com força total para o cenário das eleições. Afinal, o agro não é apenas um setor econômico, é representativo de um eleitorado forte.

Concentrado justamente onde Lula tem maior dificuldade de conquistar votos, esse público possui poder econômico e capacidade de mobilização, além de historicamente estar distante do PT.

Enquanto o Executivo busca equacionar um caminho entre as demandas, a FPA tem pressionado dentro do Congresso o avanço de pautas vistas como esforço concreto para apaziguar o cenário dos produtores.

PL 5122/2023 propõe o uso do Fundo Social para criar uma linha de crédito emergencial de renegociação de dívidas rurais, com potencial de mobilizar cerca de R$ 30 bilhões. Nas reuniões da frente, esse valor já é tido como insuficiente, mas representaria um primeiro alento para produtores em dificuldade.

O PL 2951/2024, por sua vez, atualiza o marco do seguro rural com a criação de um fundo de catástrofes e tramita em regime de urgência na Câmara.

Para a questão do crédito, os PLs 2564/2025 e 205/2025, buscam garantir o devido processo legal antes de qualquer bloqueio por razões ambientais, preservando o combate ao desmatamento ilegal sem punir quem está regular, já que se tem levantado bastante o debate acerca das resoluções do Conselho Monetário Nacional, que passaram a condicionar o crédito rural à consulta ao sistema Prodes de monitoramento de desmatamento.

Fato é que a crise de endividamento rural não será um problema que se resolverá com os discursos na disputa eleitoral. Exige medidas estruturantes, crédito com juros compatíveis, seguro rural com cobertura real e renegociação de dívidas com regras claras. Mas, em meio ao ano eleitoral, o agronegócio se torna um campo de batalha política relevante e elevará as discussões acerca do tema.

Fernanda César, cosultora da BMJ

*Fernanda César é gerente de Análise Política Federal e de Bens de Consumo. Atua desde 2017 na BMJ Consultores Associados. É bacharel em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduada em Direito e Relações Governamentais pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB).


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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O fim do cartel: por que os Emirados Árabes abandonaram a Opep?


Petróleo - opep
Foto: Pixabay

O anúncio da saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep para 2026 é um marco: o país cansou de pagar a conta da estabilidade alheia. Após investir bilhões para aumentar sua capacidade de extração, Abu Dhabi não aceita mais produzir menos do que pode apenas para manter o preço do barril elevado conforme os interesses da Arábia Saudita.

O motivo

A lógica é simples: os Emirados querem vender cada gota possível enquanto o petróleo ainda domina a economia global. Estar na Opep significava manter máquinas paradas por imposição de um “clube” que já não garantia a segurança do país diante das tensões com o Irã.

O fator Trump e o mercado livre

Essa decisão realiza o desejo antigo de Donald Trump: desmantelar o cartel. Sem a união do bloco, o preço do combustível tende a ser ditado pelo mercado, e não por reuniões a portas fechadas. Para Trump, quanto mais petróleo no mercado, melhor para a economia global e menor a inflação.

Brasil: o gigante solitário

Nesse novo cenário, o Brasil brilha. Já produzimos mais que os próprios Emirados e nunca aceitamos as amarras da Opep. Com a fragmentação do grupo, o Brasil se consolida como um porto seguro para investimentos, mostrando que a estratégia de independência , agora adotada pelos árabes, sempre foi o caminho mais lucrativo.

Conclusão

A saída dos Emirados é o início do fim de uma era de monopólios. O mundo caminha para um mercado de “torneiras abertas”, onde quem produz mais e melhor, como Brasil e agora os EAU, dita as regras do jogo.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


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CNA apresenta propostas para o Plano Safra 2026/27 com foco em crédito, seguro e previsibilidade


Plano Safra BNDES crédito de carbono
Plano Safra. Foto: Governo Federal

A CNA apresentou ao governo federal um conjunto de propostas para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027, com foco em ampliar o acesso ao crédito, fortalecer o seguro rural e garantir maior previsibilidade orçamentária.

O documento foi entregue pelo presidente da entidade, João Martins, ao ministro da Agricultura, André de Paula, e reúne dez medidas consideradas prioritárias para o próximo ciclo da política agrícola.

Entre os principais pontos defendidos pela CNA estão a necessidade de planejamento plurianual do Plano Safra e a compatibilização entre o orçamento público e o calendário agrícola.

Segundo a entidade, o atual modelo, baseado em previsões anuais, dificulta o planejamento de produtores, cooperativas e instituições financeiras, além de gerar incertezas ao longo do ciclo produtivo.

A CNA também destaca a insuficiência de recursos no Orçamento Geral da União, especialmente em um cenário de juros elevados, que aumenta o custo do crédito subsidiado.

Endividamento e custo de produção preocupam

No documento, a entidade afirma que o setor enfrenta pressão de custos, restrições financeiras e instabilidade climática, o que tem levado produtores a operar com maior endividamento e margens mais reduzidas.

Diante desse cenário, o Plano Safra 2026/27 é apontado como decisivo não apenas para ampliar recursos, mas para reestruturar os instrumentos de política agrícola, com foco em gestão de riscos e acesso efetivo ao crédito.

Seguro rural e orçamento plurianual

A CNA propõe a destinação de R$ 4 bilhões ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), além da modernização da legislação do setor.

Outro destaque é a defesa de um modelo plurianual para o Plano Safra, com previsão de recursos ao longo de vários anos. A medida, segundo a entidade, permitiria maior previsibilidade, continuidade das políticas e melhor planejamento das atividades produtivas.

Volume de crédito e apoio ao produtor

Entre as propostas, a CNA sugere que o Plano Safra 2026/27 conte com R$ 623 bilhões em crédito rural, sendo R$ 104,9 bilhões destinados à agricultura familiar e R$ 518,2 bilhões à agricultura empresarial.

A entidade também defende medidas para apoiar a saúde financeira do produtor, incluindo mecanismos de renegociação de dívidas e ajustes nas regras de enquadramento em programas como Pronaf e Pronamp.

Veja as 10 propostas da CNA para o próximo Plano Safra:

  • 1 – Possibilitar a construção de um novo modelo de Plano Agrícola e Pecuário Plurianual, com direcionamentos para programas prioritários;
  • 2 – Garantir R$ 4 bilhões no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e a aprovação do Projeto de Lei nº 2.951/2024, que prevê a modernização do seguro rural;
  • 3 – Assegurar efetivos R$ 623 bilhões no Plano Agrícola e Pecuário 2026/2027, sendo R$ 104,9 bilhões destinados à agricultura familiar e R$ 518,2 bilhões à agricultura empresarial, com recursos exclusivos do crédito rural tradicional;
  • 4 – Promover medidas de apoio à saúde financeira do produtor rural e apoiar a aprovação do Projeto de Lei nº 5.122/2023;
  • 5 – Atualizar e ampliar os limites de Renda Bruta Agropecuária (RBA) para enquadramento no Pronaf, no Pronamp e nas demais categorias de produtores;
  • 6 – Apoiar e assegurar a aprovação da proposta de nova Lei do Agro (“Lei do Agro 3”);
  • 7 – Promover ajustes no ambiente de negócios do crédito rural, reduzindo burocracias, eliminando extrapolações infralegais e fortalecendo o combate à venda casada;
  • 8 – Nos programas de investimento agropecuário, priorizar o RenovAgro, o PCA e o Proirriga;
  • 9 – Ampliar os fundos garantidores para operações de custeio e investimento agropecuário;
  • 10 – Ampliar os mecanismos de financiamento privado do agro no mercado de capitais.

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‘Dívida rural passa de R$ 100 bilhões’, afirma FPA, que articula plano de renegociação no Senado


dívida do produtor rural
Imagem gerada por inteligência aritifical

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) definiu nesta terça-feira (28), em reunião na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, uma estratégia para viabilizar a renegociação de dívidas de produtores rurais. O eixo central da proposta é o projeto de lei 5.122/2023, com previsão de uso de fundos constitucionais, recursos do Fundo Social do Pré-Sal e eventual aporte do governo federal.

Segundo o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), o passivo do setor superou o patamar inicialmente estimado. “Hoje, infelizmente, a nossa dívida já não é mais de R$ 30 bilhões. A dívida do produtor passa dos R$ 100 bilhões”, afirmou.

O texto em tramitação no Senado prevê cerca de R$ 30 bilhões do Fundo Social para uma linha especial de renegociação, com juros entre 3,5% e 7,5%. Já a proposta em discussão no governo, de acordo com parlamentares da bancada, gira em torno de R$ 80 bilhões, mas com taxas entre 6% e 12% e parcela relevante dos recursos a juros livres.

Na avaliação da FPA, a diferença entre as duas modelagens está no custo final, no prazo de pagamento e no alcance regional. Os fundos constitucionais tendem a atender produtores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, mas não resolvem, sozinhos, a situação de estados do Sul e Sudeste. Parlamentares também citaram que a medida provisória editada em 2025, com R$ 12 bilhões para renegociações, teve acesso restrito por exigências elevadas de enquadramento.

O coordenador institucional da FPA, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), afirmou que a prioridade é restabelecer a capacidade de financiamento do produtor. “Não há por que lançar Plano Safra se o produtor rural não tem como acessar crédito”, disse. Segundo ele, há casos em que o prazo necessário para quitação pode chegar a 15 ou 20 anos, o que exigiria fundo garantidor e regras compatíveis com a renda da atividade.

As conclusões da reunião serão apresentadas ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, ainda nesta terça-feira (28), em Brasília. A bancada pretende discutir se haverá apoio do governo à inclusão do Fundo Social na solução. Sem esse mecanismo, segundo os parlamentares, a renegociação pode ter alcance menor e manter parte dos produtores fora do crédito oficial.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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Governo de SP investe R$ 400 milhões para fortalecer o agro paulista


O governo de São Paulo anunciou um pacote robusto de investimentos no valor de R$ 400 milhões, com foco no fortalecimento do setor agropecuário do estado. As medidas visam apoiar a compra de máquinas, reforçar o seguro rural e ampliar a participação das mulheres no campo.

Detalhes do investimento

O pacote inclui novas linhas de crédito, totalizando o maior volume já destinado ao Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), que agora soma R$ 1 bilhão em recursos liberados nesta gestão.

  • R$ 40 milhões em subvenção para a compra de máquinas agrícolas, com expectativa de viabilizar até 1.000 operações através do programa Protrator.
  • O produtor terá apoio de até 50% da taxa Selic, com limite de R$ 50.000 por operação.
  • R$ 100 milhões destinados à subvenção do seguro rural, com expectativa de proteger cerca de R$ 1 bilhão em produção.
  • O estado cobrirá 30% do valor do seguro, com limite de R$ 25.000 por produtor.

Iniciativas para as mulheres no agro

Outra importante medida é a criação da Câmara Temática das Mulheres do Agro, que visa ampliar a participação feminina no setor, com foco em capacitação, empreendedorismo e sucessão familiar.

  • O FEAP Mulher receberá um aporte de R$ 25 milhões, o maior desde a criação da linha.
  • Mais de R$ 50 milhões já foram investidos nessa frente ao longo da gestão.

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