domingo, julho 26, 2026

Autor: Redação

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Senar lança trilha de aprendizagem gratuita sobre IA aplicada ao agro


Imagem gerada por IA

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) lançou a trilha de aprendizagem “IA aplicada ao agro”, composta por cinco cursos gratuitos disponíveis na plataforma Senar Play. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso ao conhecimento sobre inteligência artificial e incentivar a adoção da tecnologia no campo.

A trilha foi desenvolvida para capacitar produtores rurais, técnicos e profissionais do setor em diferentes níveis de conhecimento. O conteúdo aborda desde os conceitos básicos da inteligência artificial até aplicações práticas voltadas à agricultura e à pecuária de precisão, passando por análise de dados, automação de processos, gestão da produção e elaboração de planos de negócio.

Segundo a assessora técnica do Senar, Ana Clara Souza, a proposta é democratizar o acesso às tecnologias digitais e fortalecer a autonomia dos produtores na utilização de ferramentas baseadas em inteligência artificial.

De acordo com o Senar, a capacitação está estruturada em cinco módulos: Introdução à IA no Agro, Dados e Sensores no Campo, Ferramentas Digitais e Plataformas de IA para o Agro, Inteligência Artificial na Gestão da Produção e Projetos Práticos de IA no Agro.

A entidade destaca que a inteligência artificial tem potencial para aumentar a produtividade, reduzir custos, otimizar processos e apoiar a tomada de decisão nas propriedades rurais, contribuindo para ganhos de eficiência, sustentabilidade e competitividade no agronegócio brasileiro.

Os cursos estão disponíveis gratuitamente na plataforma Senar Play, que já soma mais de 800 mil matrículas em seus conteúdos de educação a distância.

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AgroNewsPolítica & Agro

Chicago registra alta da soja após 35 dias


Os contratos futuros da soja voltaram a superar a marca de US$ 12,00 por bushel na Bolsa de Chicago após 35 dias úteis negociados abaixo desse patamar. Segundo a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 10 a 16 de julho e publicada nesta quinta-feira (16), o primeiro contrato atingiu US$ 12,07 por bushel no dia 14 de julho. No encerramento desta quinta-feira, a cotação ficou em US$ 11,95, acima dos US$ 11,79 registrados uma semana antes. O farelo de soja chegou a US$ 323,10 por tonelada curta em 10 de julho e encerrou o período cotado a US$ 322,90. Já o óleo de soja voltou a operar acima de 70 centavos de dólar por libra-peso, alcançando 73,04 centavos nos dias 13 e 14 de julho e fechando o dia 16 a 72,43 centavos.

De acordo com a Ceema, a valorização foi sustentada pelo aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia, pela alta do petróleo após o fracasso das negociações de cessar-fogo no Oriente Médio e pelas condições mais quentes e secas registradas no Meio-Oeste dos Estados Unidos. A entidade observa, no entanto, que a situação climática na principal região produtora norte-americana apresentou melhora ao longo desta semana.

A análise destaca que o relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 10 de julho trazia elementos considerados baixistas para o mercado, mas que esse cenário não se confirmou nas negociações. O órgão elevou em um milhão de toneladas a estimativa da safra norte-americana de soja para o ciclo 2026/27, projetando uma produção de 121,8 milhões de toneladas, enquanto manteve os estoques finais em 8,4 milhões de toneladas. As estimativas de produção para Argentina e Brasil permaneceram em 50 milhões e 186 milhões de toneladas, respectivamente. No cenário global, a produção foi revisada para 441,7 milhões de toneladas, com estoques finais de 124,2 milhões. O USDA também aumentou a previsão das importações chinesas de soja para 115 milhões de toneladas, um milhão acima da estimativa de junho.

A Ceema também informa que as condições das lavouras de soja nos Estados Unidos apresentaram leve melhora. Até 12 de julho, 65% das áreas eram classificadas entre boas e excelentes, enquanto 27% estavam em condição regular e 8% entre ruins e muito ruins. Na mesma data, metade das lavouras havia alcançado a fase de florescimento, avanço em relação aos 34% registrados na semana anterior e acima da média histórica de 44% para o período. Já a formação de vagens atingia 19% das áreas cultivadas, também superando os índices da semana anterior, do mesmo período de 2025 e da média histórica.

Outro dado destacado pela entidade refere-se ao processamento de soja nos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas nesta semana pela Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas, o esmagamento em junho alcançou 5,83 milhões de toneladas, volume 16% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Ao mesmo tempo, os estoques norte-americanos de óleo de soja recuaram para 1,5 bilhão de libras, atingindo o menor nível dos últimos oito meses.





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Consultor aponta avanço da área de soja, algodão e feijão, enquanto trigo, arroz e milho de verão devem perder espaço


plantio-de-soja
Foto: Jonathan Campos/AEN

A intenção de plantio para a safra 2026/27 aponta crescimento da área destinada à soja, algodão e feijão no Brasil, enquanto culturas como trigo, arroz e milho de verão devem perder espaço. As projeções fazem parte do levantamento divulgado pela Safras & Mercado, que destaca o impacto dos custos de produção, do acesso ao crédito e das incertezas climáticas nas decisões dos produtores.

Para a soja, a consultoria estima aumento de 1,2% na área cultivada, alcançando 49,107 milhões de hectares. A expansão deve ser puxada principalmente pelo Centro-Oeste, com destaque para Mato Grosso. A produção é projetada em 180,089 milhões de toneladas, desde que o clima permaneça favorável.

No milho, o cenário é misto. A área da safra de verão no Centro-Sul deve recuar 1,3%, pressionada pela maior competitividade da soja e pelas dificuldades de crédito. Em contrapartida, a segunda safra deve crescer 0,3%, elevando a produção nacional para um potencial de 144,956 milhões de toneladas.

O algodão apresenta perspectiva positiva, com expansão estimada de 2,5% na área plantada, para 2,05 milhões de hectares. A melhora da rentabilidade, impulsionada pela recuperação das cotações internacionais, favorece o interesse dos produtores, especialmente na Bahia.

Já o trigo deve registrar a maior retração entre as principais culturas. A área plantada pode cair 20%, para 1,905 milhão de hectares, refletindo o aumento dos custos, a piora da relação de troca e as dificuldades de acesso ao crédito. A produção potencial foi estimada em 5,855 milhões de toneladas.

No feijão, a área cultivada deve avançar 5,36%, chegando a 2,656 milhões de hectares. Apesar da expansão, a produção pode recuar 3,55%, devido à expectativa de menor produtividade provocada por riscos climáticos e restrições no investimento em tecnologia.

Para o arroz, a Safras & Mercado projeta redução de 5% na área plantada, para 1,429 milhão de hectares, com produção estimada em 9,95 milhões de toneladas. Segundo a consultoria, a cautela dos produtores diante dos custos elevados e das incertezas climáticas deve limitar a expansão da cultura na próxima temporada.

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AgroNewsPolítica & Agro

Centro amplia pesquisas em automação e tecnologia no campo



A unidade completa 56 anos neste mês


A unidade completa 56 anos neste mês
A unidade completa 56 anos neste mês – Foto: Divulgação

A incorporação de profissionais com experiência técnica em diferentes segmentos do agronegócio amplia a capacidade de pesquisa aplicada em áreas estratégicas para o setor. A movimentação reforça trabalhos ligados à mecanização, à validação de tecnologias e ao desenvolvimento de projetos voltados à inovação no campo.

O engenheiro agrônomo André Campos Melo assumiu o cargo de pesquisador científico na Divisão Avançada de Engenharia e Automação, do Instituto Agronômico, em Jundiaí, no interior paulista. Mestre e doutorando em engenharia agrícola, ele atuará principalmente em estudos de mecanização agrícola, validação de tecnologias e apoio à estruturação de projetos institucionais.

Antes de ingressar na DEA-IAC, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Melo construiu carreira na iniciativa privada. Em sua trajetória profissional, passou por empresas como Bunge Brasil, John Deere, Nempatech e Raízen, acumulando experiência em diferentes áreas do agronegócio.

Dirigida pelo pesquisador científico Hamilton Ramos, a divisão desenvolve ações de pesquisa, inovação e transferência de tecnologia. O trabalho está concentrado em mecanização, agricultura regenerativa, agricultura por imagem, meio ambiente e segurança no manuseio de agroquímicos. Atualmente, o centro conduz mais de 30 projetos de relevância para o setor.

A unidade completa 56 anos neste mês e ganhou destaque, nos últimos anos, por programas voltados ao desenvolvimento de tecnologias para aplicação de defensivos agrícolas e proteção ao trabalhador rural. Entre as iniciativas estão Adjuvantes da Pulverização, Aplique Bem, IAC-Quepia, Drones SP e Unidade de Referência em Produtos Químicos e Biológicos, financiadas com recursos privados e reconhecidas no Brasil e no exterior.


 





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Embrapa orienta sojicultores a reduzir impactos do El Niño nas lavouras do Sul


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A Embrapa publicou uma nota técnica com orientações para ajudar produtores de soja e outras culturas da região Sul a reduzir os impactos do El Niño, cuja permanência é estimada entre 97% e 99% até o início de 2027. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há ainda 63% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. O cenário prevê aumento das chuvas, maior nebulosidade e temperaturas acima da média, condições que podem comprometer o desenvolvimento das lavouras.

Elaborado por sete unidades da Embrapa, o documento destaca que o planejamento é a principal ferramenta para evitar prejuízos. Para a cultura da soja, as recomendações incluem melhorar a drenagem das áreas de cultivo, adotar práticas de conservação do solo para reduzir a erosão, intensificar o monitoramento de doenças favorecidas pela umidade e ajustar o manejo conforme as previsões climáticas.

A publicação também reforça a importância de seguir o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), acompanhar os boletins meteorológicos oficiais e adequar investimentos ao potencial produtivo esperado em anos de El Niño. A Embrapa orienta que decisões sobre o uso de insumos e expectativa de produtividade sejam compatíveis com as condições climáticas previstas, reduzindo os riscos econômicos da atividade.

De acordo com o pesquisador Gilberto Cunha, da Embrapa Trigo, os conhecimentos acumulados sobre eventos anteriores permitem que produtores adotem medidas preventivas capazes de minimizar perdas e, em alguns casos, até aproveitar condições favoráveis para determinadas culturas. A estratégia proposta combina prevenção, mitigação e instrumentos de transferência de risco, como o seguro rural.

Além das recomendações voltadas às propriedades, a nota técnica incentiva ações de conservação do solo e da água, fortalecimento da infraestrutura natural e adoção de sistemas produtivos mais resilientes. Para a Embrapa, o El Niño não deve ser visto como um problema inevitável, mas como um evento climático que exige planejamento, monitoramento constante e adoção de boas práticas para preservar a produtividade das lavouras de soja.

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Colheita de café no Brasil atinge 64%, mas segue atrasada em relação ao ano passado


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

A colheita da safra brasileira de café 2026/27 alcançou 64% da área até o dia 15 de julho, de acordo com levantamento da Safras & Mercado. O percentual representa um avanço de seis pontos percentuais em relação à semana anterior, mas ainda indica atraso frente ao mesmo período do ano passado e à média histórica.

Segundo a consultoria, os trabalhos foram parcialmente interrompidos em algumas regiões devido à ocorrência de chuvas isoladas, o que limitou o avanço das máquinas no campo.

Na comparação anual, a colheita está abaixo dos 77% registrados no mesmo período de 2025. O ritmo também fica inferior à média dos últimos cinco anos (2021-2025), de 70%.

Entre as variedades, a colheita do café canéfora (conilon/robusta) avançou para 84% da produção. Apesar da aceleração observada na última semana, o percentual permanece abaixo dos 93% registrados no mesmo período do ano passado e da média de 87% dos últimos cinco anos.

Já a colheita do café arábica chegou a 54% da produção. Mesmo com bom ritmo de avanço, os trabalhos seguem significativamente atrasados em relação aos 67% registrados em igual período de 2025 e abaixo da média histórica de 61%.

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AgroNewsPolítica & Agro

arroz sobe e café arábica recua


Os preços agrícolas encerraram o período entre 10 e 16 de julho com predominância de altas, mas sem um movimento uniforme entre as commodities.

O arroz apresentou a maior valorização entre os indicadores analisados. soja e milho também avançaram, enquanto o café arábica recuou e o robusta fechou o intervalo com pequena alta.

As variações foram calculadas pela comparação direta entre os valores de 10 e 16 de julho. Os preços e as especificações de cada indicador são do Cepea/Esalq.

O Indicador do arroz em Casca Cepea/Irga-RS, referente ao produto com 58% de grãos inteiros, passou de R$62,10 para R$64,30 por saca de 50 quilos.

Na média oficial calculada pelo Cepea, o indicador ficou em R$63,37 entre 13 e 16 de julho, avanço de 2,87% diante da média da semana anterior.

A valorização foi mais intensa do que a observada nas demais commodities analisadas. Para produtores e compradores, o movimento aumenta a importância do acompanhamento dos estoques, do ritmo de comercialização e da disponibilidade regional.

No Paraná, o indicador da soja avançou 1,03%, para R$133,94 por saca. Em Paranaguá, a variação foi de apenas 0,10%, com fechamento em R$140,58.

A diferença mostra que os mercados do interior e do porto podem responder de maneiras distintas às condições regionais de oferta, demanda, frete, câmbio e prêmio de exportação.

Para o produtor, isso significa que a cotação de referência não deve ser analisada isoladamente. O preço efetivamente recebido depende da localização, do custo logístico, da qualidade e das condições comerciais de cada negócio.

O milho terminou 16 de julho cotado a R$ 64,87 por saca, alta calculada de 0,56% em relação ao dia 10. No acumulado de julho até o dia 16, o indicador do Cepea registrava valorização de 2,03%.

O movimento semanal foi moderado, indicando um mercado menos acelerado do que o observado no arroz.

O café arábica recuou 0,91% entre os dois fechamentos, apesar de ainda acumular alta de 8,11% em julho até o dia 16.

O robusta avançou 0,44% na comparação semanal e acumulava valorização mensal de 2,90%.

Essa divergência reforça que “preço do café” não deve ser tratado como uma cotação única. Arábica e robusta possuem mercados, qualidades, regiões produtoras e demandas industriais diferentes.

Entre os principais fatores de atenção estão o câmbio, a evolução das lavouras nos Estados Unidos, o ritmo das exportações brasileiras, os custos de frete e a disposição de venda dos produtores.

Nota: a tabela compara os fechamentos de 10 e 16 de julho de 2026. Não representa uma média ponderada de todos os negócios realizados no Brasil.





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Brasil terá semana dividida entre frente fria e calor extremo; risco de incêndios cresce em diferentes regiões


ciclone dará a origem a frente fria e chuvas
Foto: Pixabay

A semana entre os dias 20 e 24 de julho será marcada por diferentes condições climáticas no Brasil. Enquanto uma frente fria provoca chuva persistente e temporais no Sul, um bloqueio atmosférico mantém o tempo quente e seco em grande parte do Sudeste e Centro-Oeste, aumentando o risco de incêndios.

Já no Norte e no Nordeste, as chuvas seguem concentradas em áreas específicas, enquanto outras localidades continuam sob calor intenso e baixa umidade do ar.

Região Sul

A atuação de uma frente fria, associada a um sistema de baixa pressão que deve evoluir para um ciclone extratropical próximo à costa do Uruguai, mantém o tempo instável na Região Sul. O Rio Grande do Sul será o estado mais afetado, com chuva persistente e volumosa, principalmente na metade Sul, Missões, Oeste, Vales, região central e região Metropolitana de Porto Alegre.

Há risco de alagamentos, enxurradas e elevação dos níveis dos rios. Em Santa Catarina e no Paraná, a chuva avança ao longo da semana, especialmente no oeste catarinense e sudoeste paranaense. Os temporais podem ser acompanhados de granizo e rajadas de vento superiores a 100 km/h até quarta-feira.

Os acumulados podem alcançar entre 100 e 150 milímetros no centro-norte do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná, dificultando os trabalhos no campo e aumentando o risco de deslizamentos de terra.

Tempo firme no Sudeste

O bloqueio atmosférico, associado a uma massa de ar seco e a um sistema de alta pressão sobre o Atlântico Sul, mantém o tempo firme na maior parte da região. O veranico continua sobre São Paulo, Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais e centro-sul do Rio de Janeiro, favorecendo dias ensolarados, temperaturas acima da média e baixos índices de umidade relativa do ar.

Apenas o litoral do Espírito Santo e o nordeste de Minas Gerais têm previsão de chuva fraca e isolada. A partir de quarta-feira, no entanto, o tempo muda em São Paulo, com previsão de tempestades e acumulados entre 60 e 70 milímetros até sexta-feira, o que pode prejudicar os trabalhos em campo.

Nas demais áreas, o calor permanece intenso, com máximas acima de 37°C no noroeste de Minas Gerais, elevando o risco de focos de incêndio.

O tempo no Centro-Oeste

O tempo firme predomina em praticamente toda a região devido à atuação de uma massa de ar seco reforçada pelo bloqueio atmosférico. O veranico continua em Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e sul de Mato Grosso, mantendo temperaturas acima da média e baixa umidade do ar.

Apenas o extremo norte e noroeste de Mato Grosso podem registrar pancadas isoladas de chuva. A partir de quarta-feira, áreas de Mato Grosso do Sul voltam a receber chuva, com risco de temporais e acumulados entre 60 e 70 milímetros no centro-sul do estado até sexta-feira.

Nos demais estados, as temperaturas podem superar os 40°C no norte de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, aumentando o potencial para focos de incêndio.

Nordeste

A circulação de umidade do oceano mantém chuva persistente entre o litoral da Bahia e a faixa litorânea entre Sergipe e o Rio Grande do Norte. Também há previsão de pancadas mais intensas no litoral do Maranhão, Piauí e Ceará.

No interior da região, predomina o tempo seco, com temperaturas elevadas, baixa umidade e rajadas de vento moderadas. Os acumulados mais significativos ficam restritos ao litoral, entre 20 e 30 milímetros.

Já o oeste da Bahia, centro-sul do Maranhão e centro-sul do Piauí permanecem em atenção para o aumento do risco de incêndios, devido à umidade relativa do ar abaixo de 30% e temperaturas entre 39°C e 40°C.

Calor no Norte

O calor e a elevada umidade continuam favorecendo pancadas de chuva e temporais isolados no Amazonas, Roraima, Amapá e no norte, noroeste e litoral do Pará.

No Acre e em Rondônia, as chuvas devem ocorrer de forma fraca, com acumulados entre 10 e 15 milímetros, suficientes apenas para elevar a umidade do ar. Já no sudeste do Amazonas, sul do Pará e Tocantins, o tempo permanece firme, com temperaturas elevadas e baixa umidade.

No sul do Pará e no Tocantins, onde não há previsão de chuva significativa, as temperaturas podem superar os 39°C e 40°C, mantendo elevado o risco de focos de incêndio ao longo da semana

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Irrigação de pastagens: quando o investimento traz retorno ao pecuarista?


Foto: Reprodução.

O novo episódio da série “No Pasto é Mais Barato”, no programa Giro do Boi, trouxe o tema da irrigação de pastagens e seu impacto na alta performance forrageira. Com base nas análises dos professores e zootecnistas Janaína Martuscello e Manoel Santos, a produção questiona a ideia de que o pivô central ou a aspersão possam resolver sozinhos os problemas de seca nas pastagens.

Segundo Martuscello, o investimento em irrigação de pastagens só traz retorno financeiro real ao pecuarista quando elimina gargalos produtivos, como no Nordeste, ou é associado a tecnologias como a sobressemeadura no Centro-Sul. Ela afirma que “ligar canhões de água sem planejamento estratégico queima margem de lucro”, uma vez que a planta forrageira depende de fatores climáticos e biológicos.

Confira:

Impacto da irrigação no nordeste

No Nordeste e no Semiárido brasileiro, a irrigação pode entregar 100% de seu potencial biológico, garantindo retorno imediato. Nesses locais, a falta de água é o único fator limitante para a produção de massa foliar. Ao instalar sistemas de irrigação, o produtor pode eliminar esse gargalo e manter uma produção de forragem linear durante todo o ano.

Entretanto, no Centro-Sul, o contexto é diferente. Martuscello destaca que a água não resolve a estacionalidade, pois o crescimento das plantas também depende de temperatura, luminosidade e nutrientes. O uso de irrigação em dias frios e com pouca luz, como em julho, não traz os resultados esperados.

A importância do planejamento estratégico

Para que o investimento em irrigação seja eficaz, Martuscello orienta que o produtor deve considerar a sobressemeadura de espécies adaptadas ao frio, como aveia e azevém, que podem prosperar mesmo em períodos de temperaturas mais baixas. A irrigação, portanto, deve ser vista como uma ferramenta para otimizar o uso do pasto e não como uma solução única.

Além disso, o manejo estratégico, incluindo pastejo rotacionado e adubação, pode resultar em altas taxas de lotação sem a necessidade de grandes investimentos em irrigação. O produtor, segundo os especialistas, deve avaliar cuidadosamente a viabilidade econômica antes de realizar grandes investimentos em equipamentos de irrigação.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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AgroNewsPolítica & Agro

Por que os EUA não taxaram café, carne bovina e suco de laranja do Brasil


A tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos para produtos brasileiros começa a valer em 22 de julho de 2026. Apesar do alcance amplo da medida, o governo norte-americano preservou uma extensa relação de produtos, entre eles diferentes categorias de cafe, carne bovina e suco de laranja.

A existência dessas exceções ajuda a explicar uma regra básica das disputas comerciais: um país pode querer pressionar seu parceiro, mas procura evitar medidas que também provocam escassez, inflação ou aumento de custos dentro de sua própria economia.

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o USTR, apresentou quatro critérios gerais para preservar determinados produtos da tarifa, foram considerados os itens cuja taxação poderia:

  • provocar falta de matérias-primas no mercado doméstico;
  • causar perturbações mais amplas na economia norte-americana;
  • atingir produtos que os Estados Unidos não conseguem produzir em volume suficiente ou a preços razoáveis;
  • gerar pouco efeito sobre os objetivos políticos e comerciais da investigação contra o Brasil.

O documento oficial não associa publicamente cada código tarifário a apenas um desses motivos. Portanto, a análise por produto deve ser entendida como uma interpretação econômica baseada nos critérios divulgados pelo próprio governo norte-americano.

O café é um dos exemplos mais claros. A produção norte-americana é pequena diante do consumo do país, o que faz com que a maior parte do produto seja importada. Em levantamento estrutural, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos apontou que a produção doméstica representava menos de 1% do consumo e que Brasil e Colômbia eram os principais fornecedores.

O anexo da nova medida exclui café não torrado, café torrado, versões descafeinadas, cascas e outras apresentações.

Nesse caso, uma tarifa de 25% poderia ser repassada para torrefadores, cafeterias, supermercados e consumidores dos Estados Unidos. Além de elevar preços, a cobrança atingiria uma cadeia que tem poucas condições de substituir o produto importado por produção doméstica.

A carne bovina também aparece em diversas posições da lista de exceções. O USDA estima que os Estados Unidos importarão 6,059 bilhões de libras de carne bovina em 2026, enquanto a previsão para a produção doméstica foi reduzida.

As importações têm papel relevante principalmente no fornecimento de carne magra utilizada pela indústria norte-americana em misturas com carne de maior teor de gordura.

Assim, taxar indiscriminadamente a carne brasileira poderia aumentar o custo de processadores e redes de alimentação. A exclusão reduz esse risco, embora aspectos sanitários, cotas e tarifas já existentes continuem influenciando o acesso ao mercado.

O anexo também preserva diferentes formas de suco de laranja, incluindo produto congelado, concentrado, não concentrado e versões enriquecidas.

O Brasil tem forte presença na cadeia global de suco de laranja. Para a indústria dos Estados Unidos, reduzir abruptamente o acesso ao produto brasileiro poderia afetar a disponibilidade de matéria-prima e elevar preços ao consumidor.

A mesma lógica aparece em outros grupos preservados pela medida, como aeronaves, componentes aeronáuticos, produtos minerais e insumos industriais.

Do ponto de vista econômico, a lista de exceções funciona principalmente como uma proteção para os próprios Estados Unidos.

Uma tarifa é paga inicialmente pelo importador norte-americano. Dependendo da capacidade de negociação entre compradores e vendedores, parte do custo pode ser absorvida pelo exportador, mas outra parte tende a chegar à indústria ou ao consumidor final.

Por isso, os Estados Unidos procuraram concentrar a pressão nos produtos em que consideram haver fornecedores alternativos ou menor risco de desorganização econômica.

Para o agronegócio brasileiro, as exceções reduzem parte do impacto imediato da medida. Entretanto, empresas exportadoras ainda precisarão verificar o código tarifário exato de cada produto, as limitações descritas no anexo e as regras aplicáveis às mercadorias que estiverem em trânsito.





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