Uma onda de ar seco atinge diversas regiões do Brasil, incluindo áreas de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Piauí e o interior da Bahia, onde a umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 30% nesta quarta-feira. O meteorologista Artur Miller, do Canal Rural, alerta para os riscos associados a essa condição climática.
Impactos da baixa umidade
A baixa umidade do ar potencializa o risco de incêndios e aumenta o déficit hídrico, especialmente nas lavouras de milho da segunda safra. As manchas amarelas já começam a aparecer nas plantações, indicando a necessidade de atenção redobrada.
Previsão para os próximos dias
Os próximos 10 dias devem ser marcados por tempo quente e seco nas áreas afetadas.
O sul do Brasil, especialmente o Rio Grande do Sul, deve receber chuvas mais volumosas, com previsão de até 50 mm nos próximos cinco dias.
A virada da quinzena de maio pode trazer um último pulso de chuvas para partes de São Paulo e Brasil Central.
Possíveis mudanças climáticas
Após o dia 10 de maio, as temperaturas devem cair, com mínimas podendo ficar abaixo dos 15ºC no Triângulo Mineiro. A expectativa é de que uma nova frente fria avance, trazendo riscos de geadas em várias regiões, incluindo o sul de Mato Grosso do Sul e partes de São Paulo.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou ao governo um pacote de propostas para o plano Safra 2026/2027, com foco em aumentar o crédito, garantir previsibilidade e oferecer apoio ao produtor rural.
Propostas principais
Alterações no orçamento para garantir recursos ao longo da safra.
Redução da burocracia no acesso ao crédito.
Solicitação de R$ 4 bilhões para recomposição do seguro rural.
Aumento do valor total do plano para R$ 623 bilhões, 53% a mais que o anterior.
Seguro rural e riscos climáticos
A CNA destacou a necessidade de reforçar o seguro rural, especialmente diante de um cenário de riscos climáticos e pressão de custos. A última safra registrou apenas 3 milhões de hectares segurados, uma queda significativa em relação aos 14 milhões do ano anterior.
Alterações na legislação
Além do plano, a CNA propôs alterações na renda bruta da agricultura familiar e do médio produtor, assim como a aprovação da lei do agro 3, que busca melhorar o fundo privado do setor agropecuário e modernizar os registros de transações.
O desenvolvimento inicial das lavouras de milho tem sido acompanhado pelo surgimento de focos de pulgão-do-milho, praga que pode comprometer a produtividade em curto prazo. Embora as plantas apresentem bom aspecto geral, a presença de pequenos pontos nas folhas indica o início da infestação, que tende a evoluir rapidamente sob condições de temperaturas elevadas e irregularidade de chuvas.
De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o ambiente climático favorece a multiplicação do inseto, cuja população pode crescer de forma acelerada e causar perdas de até 60% da produção, sobretudo quando o ataque ocorre na fase vegetativa da cultura.
“O início do ataque quase não chama atenção. Os pulgões se concentram nas folhas e passam a sugar a seiva, retirando nutrientes importantes para o crescimento da planta. Com o tempo, o milho vai perdendo força, o desenvolvimento desacelera e o impacto começa a aparecer na lavoura”, afirmou Bruno Vilarino, gerente de produto da ORÍGEO.
Com a evolução da infestação, os sintomas tornam-se mais visíveis, incluindo clorose nas folhas, que passam a apresentar coloração amarelada e sinais de murcha. Também pode ocorrer a formação de uma camada pegajosa, que favorece o desenvolvimento de fumagina, substância escura que recobre a folha e reduz a capacidade de absorção de luz pela planta.
Segundo especialistas, o monitoramento frequente das lavouras é determinante para a identificação precoce do problema. A adoção de medidas de controle no início da infestação pode limitar o avanço da praga e reduzir os impactos sobre o desenvolvimento das plantas.
“O produtor precisa agir no início da infestação, antes de o pulgão comprometer o desenvolvimento da planta. Sperto, com ação por contato, ingestão e efeito sistêmico, controla a praga com rapidez, principalmente em regiões de alta pressão”, destacou Vilarino.
O<a href="http://<iframe width="1334" height="750" src="https://www.youtube.com/embed/m_mGnmfqfqI" title="Atraso do plantio do milho em MT já começa a ter reflexos no campo | Mais Milho" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen> atraso no plantio do milho em Mato Grosso já começa a mostrar reflexos nas lavouras. Em diferentes regiões do estado, a falta de chuva compromete o desenvolvimento das plantas, enquanto o aumento dos custos de produção e a queda nos preços ampliam a preocupação dos produtores. A combinação desses fatores acende um alerta para a produtividade e reforça um desafio cada vez mais presente no agro, que é produzir com eficiência, reduzir riscos e manter a sustentabilidade.
Em áreas cultivadas fora da janela considerada ideal, o cenário é preocupante. Talhões desuniformes, falhas no estande de plantas e um grande número de espigas mal desenvolvidas refletem a falta de umidade. Em Nova Mutum, no médio-norte do estado, produtores relatam que entre 35% e 40% das áreas foram plantadas fora do período adequado.
“Trata-se de um desafio, pois seriam necessários pelo menos mais 15 dias de chuva para recuperar parte dessas lavouras. Há regiões em que as precipitações ocorreram de forma irregular, com áreas onde choveu e outras onde a estiagem se antecipou”, explica Paulo Zen, presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum (MT).
As perdas já começam a ser contabilizadas, embora ainda dependam das condições climáticas nos próximos dias. “As estimativas iniciais indicam perdas de seis a sete sacas por hectare em função do atraso no plantio. A evolução da produtividade dependerá diretamente do volume de chuvas nas próximas semanas”, relata. Segundo o sindicato rural, o atraso foi provocado pelo excesso de chuvas durante a colheita de soja, o que comprometeu o calendário do milho.
A irregularidade das lavouras também chama atenção. Em uma mesma propriedade, é possível observar diferentes estágios de desenvolvimento das plantas. “Há áreas com colheita prevista para 35 a 40 dias, enquanto outras ainda apresentam milho em estágio inicial de desenvolvimento. Trata-se de um cenário bastante heterogêneo”, explica Zen.
Produtores já contabilizam prejuízos. Em uma fazenda com 1.600 hectares, cerca de 30% a 40% da área foi plantada fora da janela ideal. “As perdas já se aproximam de 5% e podem atingir ao menos 10%, caso não ocorram chuvas regulares até oa mwel fim de abril”, pontua Marcos Beber.
Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária indicam que mais de 1 milhão de hectares de milho foram plantados fora da janela ideal na safra 2025/26, o que eleva o risco para o desenvolvimento da cultura. Além disso, o cenário de mercado agrava a situação. Com a saca do milho em torno de R$ 43 para os próximos meses, os preços são considerados pouco atrativos.
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram sua saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), uma decisão que pode ter repercussões significativas no mercado global de energia. A medida visa aumentar a liberdade de produção do país, que atualmente possui uma capacidade de 4,8 milhões de barris por dia.
Impactos no mercado global
A saída dos Emirados da Opep pode reduzir a coordenação entre os países produtores de petróleo, resultando em:
Aumento da produção de petróleo pelos Emirados
Impacto nos preços do petróleo
Maior volatilidade no mercado energético
Contradições na transição energética
Embora os Emirados estejam ampliando seus planos de produção de petróleo, o país também investe em fontes renováveis e diversificação econômica. Atualmente, setores não petrolíferos representam cerca de 75% do PIB dos Emirados. Essa dualidade levanta questões sobre os rumos da transição energética global.
Justificativas para a saída
Os Emirados Árabes consideram que a participação na Opep limita suas oportunidades econômicas, especialmente em um momento em que os preços do petróleo estão em alta. A decisão reflete uma busca por maior autonomia na produção e a necessidade de equilibrar a sustentabilidade com a demanda global por energia.
O Sicredi anunciou na 31ª edição da Agrishow que nos primeiros nove meses do atual ciclo liberou R$ 52,8 bilhões em crédito rural, crescimento de 16,5% em relação ao período anterior.
As linhas em moedas estrangeiras tiveram aumento de 68%, o maior incremento entre as modalidades ofertadas pela instituição, atingindo R$ 4,2 bilhões.
O superintendente de Negócios Agro do banco, Vitor Hugo de Moraes, acredita que a tendência é de continuidade desse movimento nas próximas temporadas por conta da elevação do contingente de produtores com maiores receitas em dólar e que fazem contratos de proteção cambial para exportação.
Ao mesmo tempo, as operações com Cédula de Produto Rural (CPR) tiveram queda de 9,5%, fator atribuído pelo Sicredi à concorrência de mercado em relação à taxa, que parte do atual patamar da Selic, de 14,75%, e atinge cerca de 21% com os encargos administrativos da instituição.
Outro número trazido pelo Sicredi foi o crescimento de 23% nas assinaturas de consórcios, com mais de R$ 3 bilhões em novas vendas para o segmento agro em 2025. Ao todo, a carteira do banco na modalidade chega a R$ 61,8 bilhões.
Da mesma forma que as linhas de crédito crescem, a inadimplência também mostra elevação: cerca de 3% dos adquirentes de produtos agro do banco não estão conseguindo saldar suas dívidas, conforme balanço fechado em março deste ano, ao passo que há dois anos esse índice girava em torno de 0,9%.
“Se não houver uma redução da taxa de juros em uma proporção muito superior a 0,25% ou 0,5% [na Selic], não haverá condições de termos melhora na capacidade de pagamento [do produtor] ou de margens para o agronegócio que é o que faz a produção ser comercializada e o agricultor ter receita para honrar os seus compromissos. Ainda que esse nível de inadimplência nos preocupe, temos um índice de adimplência muito grande, de mais de 97%, o que nos tranquiliza para continuar acreditando no setor”, enfatiza Moraes.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou um conjunto de propostas para o plano safra 2026/2027, solicitando a redução da burocracia no crédito rural e mudanças nas regras ambientais que, segundo a entidade, têm dificultado o acesso dos produtores ao financiamento.
Propostas da CNA
Redução da burocracia no crédito rural.
Ajustes nas regras ambientais que impactam o financiamento.
Facilitação do acesso ao crédito para os produtores.
Implicações das regras ambientais
A CNA destacou que as exigências ambientais não devem ser transferidas dos órgãos responsáveis para as instituições financeiras, pois isso tem gerado obstáculos adicionais para os agricultores.
Endividamento dos produtores
Além disso, a entidade mencionou um projeto de lei em tramitação que requer adequações para ajudar os produtores a recuperarem sua saúde financeira, permitindo que possam usufruir dos benefícios do plano SFR.
A Embrapa realiza até amanhã em Brasília a nona reunião da rede Isaac, que celebra três décadas do zoneamento agrícola de risco climático. Esta ferramenta é fundamental para auxiliar os produtores no planejamento da produção, indicando as melhores épocas de plantio com menores chances de perdas devido a eventos climáticos extremos.
Importância do zoneamento agrícola
O zoneamento agrícola de risco climático (ZARC) é uma ferramenta essencial para o planejamento estratégico e financeiro dos produtores rurais. Durante o evento, José Eduardo Monteiro, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, destacou a relevância do ZARC para a gestão de riscos na agricultura.
Atualizações e desafios
O ZARC está passando por atualizações para incorporar novos dados meteorológicos e acompanhar a evolução da agricultura. Monteiro ressaltou que a agricultura é uma atividade a céu aberto, altamente afetada pelas condições climáticas, e que os produtores devem estar preparados para essas variáveis.
Acesso e utilização
As informações do ZARC estão disponíveis publicamente no site do Ministério da Agricultura e no aplicativo Z Plantil, permitindo que os agricultores consultem dados sobre as melhores épocas de plantio para diversas culturas no Brasil.
O ZARC é obrigatório para contratações do Proagro e do seguro rural.
Atualmente, abrange 49 culturas, com previsão de expansão para 52 até o final do ano.
As informações são atualizadas a cada quatro anos para garantir precisão e relevância.
Um novo projeto em discussão no Congresso visa instituir um plano nacional para a construção e manutenção de estradas vicinais, consideradas fundamentais para o agronegócio e para a vida no campo. Essas vias garantem o escoamento da produção agrícola, o acesso de estudantes às escolas e de pacientes aos serviços de saúde, além de conectar comunidades rurais às cidades.
Importância das estradas vicinais
As estradas vicinais vão além de simples caminhos de terra, desempenhando um papel crucial na ligação entre o campo e as cidades. O senador Fernando Doeiri destacou a relevância dessas vias, que são essenciais para:
O escoamento da produção agrícola.
O deslocamento de alunos para as escolas.
O acesso de pacientes a hospitais e serviços de saúde.
Andamento do projeto
O projeto já foi distribuído pelo presidente do Senado para a Comissão de Assuntos Econômicos, onde a relatoria deverá ocorrer em breve. A aprovação na comissão é um passo necessário para que a proposta seja levada ao plenário, onde contará com a contribuição dos demais senadores antes de ser remetida à Câmara dos Deputados.
Impacto no desenvolvimento regional
Com a implementação desse plano, espera-se um impacto direto no desenvolvimento e na sustentabilidade das regiões atendidas. A construção e manutenção de estradas vicinais são vistas como essenciais para garantir dignidade e condições adequadas de vida para os brasileiros que vivem no campo.
A Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (29), o parecer do deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT) ao projeto de lei 690/2026. A proposta autoriza restrições temporárias à importação de arroz em situações nas quais o preço de mercado esteja abaixo do custo de produção nacional. Pelo texto, a medida só poderá ser adotada se houver estoque suficiente para garantir o abastecimento interno.
De autoria da deputada Geovania de Sá (PSDB-SC), o projeto cria um instrumento de defesa comercial voltado ao setor orizícola. A lógica da proposta é condicionar a suspensão temporária das importações a um cenário de desequilíbrio de mercado, com preservação da oferta doméstica.
No parecer aprovado, Rodrigo da Zaeli afirma que o mecanismo busca assegurar condições de concorrência para o produtor brasileiro. Segundo o deputado, a proposta “contribui para a estabilidade do setor agrícola” ao evitar desorganização da cadeia produtiva em momentos de preços abaixo do custo.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
A tramitação ocorre em caráter conclusivo nas comissões. Antes de seguir ao Senado, a matéria ainda será analisada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
O projeto já recebeu aval em outros colegiados. Na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS), o relator Junio Amaral (PL-MG) classificou a proposta como necessária para aperfeiçoar a legislação agrícola. Na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços (CICS), o relator Daniel Agrobom (PL-GO) defendeu medidas de fortalecimento da produção nacional e de estímulo à competitividade do agro.
Na prática, o texto busca criar uma salvaguarda para momentos em que o arroz importado entre no mercado brasileiro com preços inferiores aos custos internos. O conteúdo apresentado, no entanto, não detalha critérios operacionais como prazo máximo de restrição, metodologia de cálculo do custo de produção ou órgão responsável pela eventual execução da medida.