domingo, julho 5, 2026

Autor: Redação

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Como o mercado de soja fechou o mês de abril? Ritmo lento dita negócios; saiba mais


vagens de soja no campo
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou o mês de abril com preços estáveis e baixo volume de negociações, refletindo um período de cautela por parte dos produtores. Ao longo do mês, as vendas foram pontuais, com foco no encerramento da colheita e na expectativa por condições mais favoráveis de comercialização.

Entre os principais fatores que influenciam a formação de preços, o cenário foi misto. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros apresentaram leve valorização, enquanto no Brasil o câmbio atuou de forma negativa, com a queda do dólar frente ao real pressionando os preços internos.

Preços no Brasil

No mercado físico, houve pequenas variações nas cotações. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00. Já em Cascavel (PR), o avanço foi de R$ 120,00 para R$ 121,00, enquanto em Rondonópolis (MT) os preços passaram de R$ 108,00 para R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), a cotação saiu de R$ 130,00 para R$ 131,00.

Contratos futuros de soja

Os contratos futuros com vencimento em julho, os mais negociados em Chicago, acumularam alta de 0,75% no mês, sendo cotados a US$ 11,95 por bushel no dia 30. O suporte veio, principalmente, da valorização do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio e de sinais de retomada na demanda norte-americana.

Soja em Chicago

No cenário internacional, o mercado acompanha expectativas envolvendo os Estados Unidos e a China, com possíveis acordos comerciais que possam impulsionar as exportações da oleaginosa. Ainda assim, o ambiente segue pressionado pela ampla oferta global, com destaque para a safra recorde brasileira, boa produção na Argentina e perspectivas positivas para o plantio americano.

Câmbio

Internamente, o câmbio segue como fator limitante. O dólar operou abaixo de R$ 5,00 no fim de abril, sendo cotado a R$ 4,997 no dia 30, acumulando queda de 3,5% no mês. A entrada de capital estrangeiro, atraído pelos juros elevados no Brasil, contribuiu para a valorização do real e impactou negativamente a competitividade das exportações.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do milho foca na safrinha


Os preços do milho se mantiveram estáveis no mercado brasileiro na última semana de abril, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, referente ao período de 24 a 30 de abril. No Rio Grande do Sul, as principais praças seguiram com valores de R$ 57,00 por saca, enquanto nas demais regiões do país as cotações variaram entre R$ 52,00 e R$ 63,00.

Com o avanço da colheita da safra de verão, que atingiu 62% da área, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento, o mercado passa a concentrar atenção na segunda safra, cujo plantio já foi concluído. Nesse cenário, as condições climáticas têm gerado preocupação, com registro de tempo quente e seco em diferentes regiões produtoras, o que pode resultar em uma colheita inferior à do ciclo anterior.

No lado da demanda, o ritmo segue moderado. Consumidores têm priorizado o uso de estoques, o que reduz a pressão por novas compras. A expectativa de estoques de passagem mais elevados para o próximo ano também contribui para a postura cautelosa, com agentes aguardando possíveis recuos nos preços nas próximas semanas.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, a safrinha apresentava, no fim de abril, 26,1% das lavouras em desenvolvimento vegetativo, 44,4% em floração, 29,2% em enchimento de grãos e 0,3% em maturação.

No comércio exterior, os embarques brasileiros registraram avanço no período. Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam que, nos primeiros 16 dias úteis de abril, foram exportadas 443.081 toneladas de milho, com aumento de 210,5% na média diária em relação a abril do ano anterior. Apesar do crescimento no volume, o preço médio recuou 6,5%, passando de US$ 272,00 por tonelada em abril de 2025 para US$ 254,30 em abril de 2026.





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91ª Expozebu consagra 44 campeões em 12 raças zebuínas


Expozebu 2026 define grandes campeões de 12 raças zebuínas
Foto: Divulgação/ABCZ

A 91ª Expozebu definiu, na manhã deste sábado (2), os grandes campeões das principais raças zebuínas do país. Ao todo, 44 animais foram consagrados entre campeões e reservados, em um dos momentos mais aguardados da programação do evento, realizado em Uberaba (MG).

Os resultados abrangem raças de corte e leite, com destaque para nelore, gir, guzerá, brahman e tabapuã, entre outras. A avaliação leva em conta critérios como padrão racial, conformação, funcionalidade e características produtivas.

Destaques entre as principais raças

Na raça brahman, MS Terra Verde 1911 FIV foi eleita Grande Campeã, enquanto MR Assu 1737 levou o título entre os machos.

No nelore, principal raça de corte do país, Courchevel FIV CBA conquistou o título de Grande Campeã. Já Stallone FIV Sausalito foi o Grande Campeão.

Entre os animais de aptidão leiteira, o gir leiteiro teve como campeões Betina FIV Irmãos Chiari (fêmea) e Teórico FIV (macho). No guzerá, os títulos principais ficaram com Patna FIV El Giza e Oriente FIV LBN.

Seleção genética e diversidade

O indubrasil teve domínio de um único expositor, com todos os títulos principais conquistados por animais da Fazenda Induberaba.

Na raça tabapuã, Origem FIV TJG foi a Grande Campeã, e Getúlio FIV de Tabapuã venceu entre os machos.

Os julgamentos também premiaram animais das raças gir dupla aptidão, guzerá leiteiro, sindi, nelore mocho e nelore pelagens, reforçando a diversidade genética e o avanço da seleção no rebanho brasileiro.

Onde consultar os resultados

A lista completa dos campeões e dos julgamentos da 91ª Expozebu está disponível no site oficial do evento.

A feira é realizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), com apoio de instituições públicas e privadas ligadas ao agronegócio.

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Arara-vermelha-grande volta a se reproduzir na Mata Atlântica quase 200 anos após extinção no bioma


Arara-vermelha-grande
Foto: Cetas Porto Seguro/Ibama

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) registrou, neste mês de abril, o primeiro nascimento de filhotes de arara-vermelha-grande (Ara chloropterus) na Mata Atlântica, quase duzentos anos após a extinção da espécie nesse bioma.

O resultado foi alcançado pelo Projeto de Reintrodução da Arara-vermelha-grande na Mata Atlântica, iniciado em 2022, por meio do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama em Porto Seguro, no sul da Bahia.

Trata-se da primeira reintrodução documentada da espécie no bioma, com registro de filhotes nascidos na natureza após a sua extinção no litoral brasileiro, configurando um marco para a conservação da Mata Atlântica.

Originalmente, a arara-vermelha-grande possuía ampla distribuição geográfica, ocorrendo em quase todo o Brasil, exceto em alguns estados do Nordeste e do Sul. A espécie foi registrada na Mata Atlântica desde o ano de 1500, na Carta de Pero Vaz de Caminha, que a descreveu como “papagaios vermelhos, muito grandes e formosos”.

A presença dessas aves na Mata Atlântica baiana também foi descrita por viajantes como o príncipe Maximiliano de Wied-Neuwied, que registrou sua ocorrência entre o Rio Mucuri e Salvador.

Causas da extinção

Apesar de sua ampla distribuição histórica, o desmatamento e a captura ilegal levaram à extinção da arara-vermelha-grande em todo o litoral brasileiro.

Atualmente, as populações selvagens da espécie estão concentradas no interior do país, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Norte. O projeto do Ibama busca reverter esse cenário, promovendo o retorno da espécie ao litoral brasileiro.

Ação realizada

Como não existem mais populações selvagens da espécie na Mata Atlântica, os indivíduos utilizados no projeto são oriundos de cativeiro, provenientes de doações de particulares ou apreensões realizadas em ações de combate ao tráfico de animais silvestres.

Ao chegarem ao Cetas Porto Seguro, as aves passam por identificação com microchips e anilhas metálicas, quarentena, avaliação clínica e comportamental e testes sanitários.

Arara-vermelha-grande
Foto: Cetas Porto Seguro/Ibama

Em seguida, são inseridas em viveiros de voo, onde passam por treinamento que inclui condicionamento físico, socialização e adaptação ao ambiente natural, com oferta de frutos nativos e instalação de caixas-ninho artificiais.

A área escolhida para a soltura do primeiro grupo de aves foi um fragmento de Mata Atlântica com cerca de 7 mil hectares em estágio avançado de regeneração, que inclui a Estação Veracel, maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) de Mata Atlântica no Nordeste, localizada em Porto Seguro. No local, foram instalados comedouros e caixas-ninho artificiais para facilitar a adaptação das aves.

Primeira soltura

O primeiro lote de araras foi solto em 2024. Embora estudos indiquem que o período para reprodução possa chegar a cinco anos, foi observado que algumas caixas-ninho já estavam ocupadas no primeiro ano após a soltura. Em 2026, casais passaram a defender essas estruturas, indicando comportamento reprodutivo.

Segundo a analista ambiental do Ibama e coordenadora do projeto, Ligia Ilg, o monitoramento identificou um casal permanecendo por longos períodos em uma das caixas-ninho. A equipe optou por acompanhamento à distância para não interferir no processo.

Arara-vermelha-grande
Foto: Cetas Porto Seguro/Ibama

Em seguida, foi confirmado o nascimento de dois filhotes, que já foram observados voando, sendo alimentados pelos pais e iniciando a exploração de alimentos de forma independente.

A experiência também contribui para desfazer a ideia de que aves mantidas em cativeiro não conseguem retornar à natureza.

Segundo Ligia Ilg, registros anteriores já haviam demonstrado a reprodução de papagaios-do-mangue e periquitos-rei na natureza, mesmo sendo oriundos de cativeiro. O comportamento natural pode ser recuperado por meio de treinamento e convivência com outros indivíduos da mesma espécie.

Sobre a espécie

A arara-vermelha-grande desempenha importante papel ecológico, alimentando-se de frutos e sementes e contribuindo para sua dispersão. Devido ao seu porte, a espécie é capaz de transportar sementes por longas distâncias, favorecendo a regeneração florestal e atuando como “engenheira de ecossistemas”, influenciando a biodiversidade e a dinâmica ambiental.

Soltura de aves

Os proprietários de aves adquiridas legalmente, os zoológicos, os centros de triagem e reabilitação animal e demais entidades de proteção ambiental que desejarem contribuir com o Projeto de Reintrodução da Arara-vermelha-grande na Mata Atlântica podem disponibilizar aves dessa espécie para o Cetas do Ibama em Porto Seguro.

Dessa maneira, os animais poderão integrar os novos grupos de aves que estão sendo treinados para soltura. Para isso, basta entrar em contato pelo e-mailligia.ilg@ibama.gov.br

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Inmet emite alertas para temporais em duas regiões do país; frente fria avança no Sul


Inmet emite alertas laranja para temporais e ventos costeiros no Sul e Nordeste

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, neste sábado (2), dois alertas laranja de perigo para chuvas intensas em áreas do Nordeste e da Região Sul, além de um terceiro aviso para ventos costeiros no Sul e no litoral sul de São Paulo.

Os avisos abrangem estados com previsão de elevados acumulados de chuva, ventos fortes e mudança nas condições do tempo ao longo do fim de semana.

No Nordeste, o alerta vale durante todo este sábado (2) e atinge áreas do Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. Segundo o Inmet, os volumes podem chegar a 100 milímetros (mm) por dia, com ventos entre 60 e 100 quilômetros por hora (km/h).

Na Região Sul, o aviso começou às 10h deste sábado (2) e tem vigência de 24 horas. As áreas sob alerta estão no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Um terceiro aviso laranja, também iniciado às 10h, trata de ventos costeiros e alcança faixas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e o litoral sul paulista.

De acordo com o instituto, a instabilidade no Sul está associada à atuação de uma frente fria. No Rio Grande do Sul, há previsão de temporais, rajadas de vento e possibilidade de granizo até este sábado (2). No domingo (3), com o avanço do sistema, uma massa de ar seco deve ingressar no estado, derrubando as temperaturas mínimas para valores entre 0 grau Celsius (°C) e 4°C.

O Inmet informa ainda que as chuvas devem avançar para Santa Catarina, Paraná e o litoral de São Paulo e Rio de Janeiro, com acumulados de 60 mm por dia e pontos acima de 100 mm no Rio Grande do Sul.

No Norte e no Nordeste, os maiores volumes previstos ficam entre Rio Grande do Norte e Pernambuco e entre Amapá e Pará, em torno de 70 mm/dia. Na Paraíba, cidades como Campina Grande, Sapé e Areia podem registrar até 80 mm/dia. O governo do estado já decretou situação de emergência nas áreas afetadas.

Para as áreas centrais do país, que incluem Centro-Oeste e parte do Sudeste, o cenário é oposto. O Inmet não prevê chuva nos próximos dias e indica umidade relativa do ar entre 30% e 40% no período da tarde, com temperaturas máximas entre 34°C e 36°C, especialmente em Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Brasil e Canadá avançam em rodada técnica do acordo Mercosul-Canadá


Brasil e Canadá avançam em rodada técnica do acordo Mercosul-Canadá

Brasil e Canadá realizaram uma nova rodada de negociações do acordo comercial entre o Mercosul e o governo canadense, com reuniões técnicas presenciais e híbridas, que ocorreram entre 27 e 30 de abril.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o ciclo mais recente ampliou o debate sobre temas centrais do tratado e deixou três capítulos próximos da conclusão. Novos encontros estão previstos para maio.

Segundo nota divulgada pelo Mapa nesta sexta-feira (1º), os grupos técnicos se reuniram para discutir comércio de bens, serviços e serviços financeiros, regras de origem, propriedade intelectual, barreiras sanitárias e fitossanitárias, além de comércio e desenvolvimento sustentável.

Também houve reuniões em formato híbrido sobre compras governamentais, barreiras técnicas ao comércio e comércio e trabalho. Esse conjunto de temas é considerado estruturante em acordos comerciais porque define as condições de acesso a mercado, critérios de certificação, exigências regulatórias e parâmetros para circulação de produtos e serviços entre os países.

O ministério informou ainda que, ao fim da rodada, três capítulos do acordo comercial se encaminharam para o encerramento. No entanto, a pasta não detalhou, na nota oficial, quais capítulos avançaram nem o estágio exato de consolidação de cada um.

A retomada das tratativas ocorre em um momento de ampliação da agenda externa do bloco. Na terça-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a promulgação do acordo entre Mercosul e União Europeia, que passou a valer nesta sexta-feira (1º). Na ocasião, o presidente citou o Canadá como parceiro estratégico em futuras negociações.

No caso do agronegócio, o avanço técnico tende a ser acompanhado com atenção porque capítulos sobre barreiras sanitárias e fitossanitárias, regras de origem e comércio de bens influenciam diretamente requisitos de exportação, certificações e previsibilidade regulatória.

Os impactos práticos, porém, dependem da conclusão formal do acordo e da divulgação de seus termos finais.

A próxima etapa será a rodada prevista para maio. Até lá, o ponto central será verificar se os capítulos em fase final serão efetivamente concluídos e se haverá definição sobre temas sensíveis para exportações, compras governamentais e exigências técnicas.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Entidades do setor produtivo cobram cortes maiores da Selic


A redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), foi considerada insuficiente por entidades do setor produtivo e por representantes sindicais, que apontam efeitos negativos sobre investimentos, consumo e renda.

A Selic foi reduzida de 14,75% para 14,50% ao ano, mas, na avaliação dessas instituições, o nível ainda elevado dos juros continua pressionando a economia.

Indústria

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o corte foi tímido e mantém o custo do crédito em patamar elevado. Para a entidade, isso compromete investimentos e a competitividade do setor produtivo.

“O custo do capital continuará em um nível proibitivo, inviabilizando projetos e investimentos que poderiam ampliar a competitividade industrial”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A entidade também aponta deterioração financeira de empresas e famílias. “O endividamento das empresas e das famílias bate recorde mês a mês, fragilizando a saúde financeira de toda a economia”, completou.

Comércio

A Associação Paulista de Supermercados (APAS) também considera que o Banco Central poderia ter adotado uma redução mais significativa da taxa de juros.

“O Banco Central, desde a última reunião, já poderia ter ampliado o afrouxamento monetário”, afirmou o economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz.

Segundo Queiroz, o atual patamar da Selic penaliza a atividade econômica. “Estamos vendo muitas empresas entrando em recuperação judicial, endividamento das famílias aumentando e o custo com o serviço da dívida também”, disse.

A entidade também destaca o efeito dos juros sobre os investimentos. “Há um estímulo muito grande ao capital especulativo, em detrimento do setor produtivo”, avaliou.

Centrais sindicais

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT) critica o ritmo de queda da Selic e afirma que a política monetária tem impacto direto sobre a renda da população.

“A redução de 0,25% é muito pouco. O nível de endividamento das famílias está enorme”, afirmou a presidenta da entidade, Juvandia Moreira.

Ela ressalta que a taxa básica influencia todo o sistema financeiro. “Quando a Selic sobe, os bancos cobram mais caro no crédito. Quando cai, o crédito fica mais barato, mas essa redução ainda é insuficiente”, disse.

A Força Sindical também classificou a decisão como insuficiente e destacou impactos negativos sobre a economia.

“A redução foi tímida e mantém os juros em patamar elevado”, afirmou a entidade em nota.

Segundo a central, a política de juros altos afeta diretamente o crescimento do país. “Os juros restringem investimentos, freiam a produção e comprometem a geração de empregos e renda”, destacou.

A entidade também relaciona o cenário ao endividamento das famílias. “O alto nível de endividamento está diretamente ligado ao custo elevado do crédito”, concluiu.

Pressão por novos cortes

Apesar de representarem setores diferentes, as entidades convergem na avaliação de que há espaço para uma redução mais acelerada da taxa básica de juros.

O ponto em comum entre indústria, comércio e representantes dos trabalhadores é o diagnóstico de que o atual nível da Selic ainda impõe restrições relevantes ao crescimento econômico, ao crédito e ao consumo no país.





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Acordo Mercosul-UE, inflação e Plano Safra: veja os destaques do Radar Rural


Radar Rural
Os jornalistas Beatriz Gunther e João Nogueira comandam o videocast semanal do Canal Rural

O novo episódio do Radar Rural detalha os primeiros impactos do acordo entre Mercosul e União Europeia, os itens que mais pressionam a inflação no Brasil e as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para o próximo Plano Safra.

O videocast também mostra os bastidores da cobertura das principais feiras do agro. Confira o episísódio completo:

Pensado primeiro para o ambiente digital, o Radar Rural é publicado no Youtube do Canal Rural às sextas-feiras, a partir das 15h. Nesta semana, será exibido na programação do Canal Rural no domingo (3), às 07h30, com reprise na segunda-feira (4), a partir de 11h30.

Mercosul-UE: quem ganha no curto prazo

Após 26 anos de negociação, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entra em vigor e já traz mudanças para alguns setores do agro brasileiro. No curto prazo, café solúvel e frutas aparecem entre os mais beneficiados.

No caso do café solúvel, a redução de tarifas será gradual. A alíquota atual de 9% começa a cair agora e será zerada em até quatro anos. Já para as frutas, o cenário é mais heterogêneo: produtos como a uva terão tarifa zerada imediatamente, enquanto outros seguirão cronogramas específicos.

A avaliação inicial de entidades do setor é positiva, mas há alertas. A exigência europeia de comprovação de origem livre de desmatamento deve pesar, principalmente para o café. A regra passa a valer a partir do fim de 2026 para médios e grandes produtores, e em 2027 para pequenos, o que exige adaptação e organização documental.

Inflação: alimentos e combustíveis lideram alta

Outro destaque do Radar Rural é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,89% entre meados de março e abril, puxado principalmente por alimentação, bebidas e combustíveis.

Entre os alimentos, itens como cenoura, cebola, leite longa vida e tomate registraram altas expressivas. Apesar disso, o maior impacto individual no índice veio da gasolina, com alta de 6%.

O diesel também chama atenção, com avanço de cerca de 16% no período, influenciado pelo cenário internacional e pelos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado de petróleo.

Outro destaque é o açaí, que teve forte variação de preços, especialmente no Norte do país. O produto enfrenta pressão da seca na Amazônia, aumento da demanda global e desafios logísticos, o que amplia a diferença de preços entre regiões.

Plano Safra 2026/27: CNA pede R$ 623 bilhões

A CNA entregou ao governo federal suas propostas para o Plano Safra 2026/27, com pedido de R$ 623 bilhões em recursos para financiar a produção agropecuária.

Além do crédito, a entidade reforça a necessidade de ampliar o seguro rural, com solicitação de R$ 4 bilhões para subvenção. O objetivo é proteger o produtor diante de eventos climáticos cada vez mais frequentes.

Outro ponto defendido é a adoção de um planejamento plurianual, inspirado no modelo adotado pelos Estados Unidos, para dar mais previsibilidade ao setor.

Cobertura no campo: Agrishow e Expozebu

O episódio também traz relatos sobre a cobertura das principais feiras do agro. A Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), se destaca pela dimensão e volume de informações, com intensa agenda de coletivas e lançamentos tecnológicos.

Já a Expozebu, em Uberaba (MG), é referência na pecuária, com foco em genética, julgamentos de animais e leilões. Em poucos dias, o volume de negócios pode ultrapassar centenas de milhões de reais.

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Petróleo recua no fechamento com sinalização de nova rodada de negociações entre Irã e EUA


Petróleo recua no fechamento com sinalização de nova rodada de negociações entre Irã e EUA

Os contratos futuros do petróleo fecharam em baixa nesta sexta-feira (1º) após relatos de que o Irã apresentou uma nova proposta de acordo ao Paquistão, apontado como mediador de conversas com os Estados Unidos.

A leitura do mercado foi de que uma eventual retomada das negociações pode reduzir, no curto prazo, os riscos de restrição no Estreito de Ormuz, rota central para o comércio global de petróleo.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para junho caiu 2,98%, ou US$ 3,13, e encerrou o pregão a US$ 101,94 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para julho recuou 2,02%, ou US$ 2,23, para US$ 108,17 por barril.

Apesar da queda diária, o movimento da semana seguiu positivo. O WTI acumulou ganho de 7,99%, enquanto o Brent avançou 9,12%. Em abril, o Brent encerrou o mês acima de US$ 110 por barril, depois de atingir na quinta-feira (30) o maior nível desde 2022.

Segundo a CNN, uma fonte iraniana afirmou que Teerã pode retomar as negociações se os Estados Unidos suspenderem o bloqueio aos portos iranianos e houver reabertura completa do Estreito de Ormuz. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, declarou que o encerramento da guerra e a construção de uma paz sustentável seguem como prioridade.

Do lado americano, o presidente Donald Trump disse não estar satisfeito com o Irã após conversas recentes. De acordo com a Axios, Washington tenta recolocar a questão nuclear no centro da proposta, ponto que segue como principal impasse. Para Samer Hasn, analista sênior de mercado da XS.com, os EUA tendem a priorizar o programa nuclear iraniano antes de uma reabertura total da rota marítima.

Esse quadro mantém a volatilidade elevada. Para importadores de combustíveis e cadeias dependentes de frete marítimo, a queda desta sessão alivia parte da pressão imediata, mas a alta acumulada na semana indica que o risco geopolítico ainda segue embutido nos preços.

O comportamento dos contratos nas próximas sessões deve continuar condicionado ao avanço efetivo das negociações e a sinais concretos sobre a operação no Estreito de Ormuz. Sem definição diplomática, o mercado tende a manter prêmio de risco nas cotações, segundo a leitura de analistas internacionais e bancos que acompanham o setor.

Fonte: ftp.ae.com.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Banco Central reduz reduz Selic para 14,5% ao ano


O Banco Central do Brasil anunciou a redução da taxa básica de juros pela segunda reunião consecutiva, em decisão unânime do Comitê de Política Monetária. A taxa Selic foi cortada em 0,25 ponto percentual, passando a 14,5% ao ano, em um movimento já esperado pelo mercado financeiro.

Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic permaneceu em 15% ao ano, maior patamar em quase duas décadas. A retomada do ciclo de cortes ocorre em um ambiente de desaceleração inflacionária, mas ainda pressionado por fatores externos, como a guerra no Oriente Médio, que impacta os preços de combustíveis e alimentos.

Em nota, o Copom destacou as incertezas no cenário inflacionário. “Nesse momento, as projeções de inflação apresentam distanciamento adicional em relação à meta no horizonte relevante para a política monetária. Ao mesmo tempo, a incerteza acerca dessas projeções foi elevada consideravelmente, em função da falta de clareza sobre a duração dos conflitos e de seus efeitos sobre os condicionantes dos modelos de projeção analisados”, informou o colegiado.

O comitê também opera com quadro incompleto. Os mandatos dos diretores Renato Gomes e Paulo Pichetti foram encerrados no fim de 2025, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não encaminhou novos nomes ao Congresso Nacional. Além disso, o diretor Rodrigo Teixeira se ausentou da reunião por motivo pessoal.

A decisão ocorre em meio à aceleração da inflação medida pelo IPCA-15, que registrou alta de 0,89% em abril. No acumulado de 12 meses, o índice chegou a 4,37%, aproximando-se do limite superior da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5%.

O sistema de meta contínua, em vigor desde 2025, estabelece objetivo central de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, sendo apurado com base na inflação acumulada em 12 meses.

No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central elevou a projeção de inflação para 2026 de 3,5% para 3,6%. Já o mercado financeiro, segundo o boletim Focus, estima inflação de 4,86% no período, acima do teto da meta.

A redução da Selic tende a estimular a atividade econômica ao baratear o crédito e incentivar consumo e produção. Por outro lado, o movimento reduz a intensidade do controle inflacionário, exigindo cautela da autoridade monetária diante das incertezas externas e da trajetória dos preços.

Com informações da Agência Brasil*

 





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