sábado, julho 4, 2026

Autor: Redação

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Pulgão-da-raiz deixa produtores de morango em alerta; saiba mais sobre a praga


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale) tem deixado os produtores de morango no Brasil em alerta. A praga atua no solo, o que dificulta a identificação nas lavouras, aponta o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

O inseto suga a seiva das raízes, comprometendo o desenvolvimento das plantas. Entre os efeitos estão amarelamento, redução do crescimento e perda de plantas.

A infestação tende a aumentar em períodos de seca, quando o campo já se encontra sob estresse hídrico. A população é formada, em sua maioria, por fêmeas, e tanto as formas jovens quanto adultas se alimentam de forma contínua, liberando toxinas que afetam o sistema radicular.

O pulgão-da-raiz também pode atuar como vetor do vírus mosqueado-do-morangueiro, o que amplia os impactos na produção.

“O enfrentamento da praga exige uma estratégia integrada, que combine o uso de inimigos naturais com a nutrição equilibrada do solo, evitando o excesso de nitrogênio, que favorece a infestação”, diz Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Sindiveg.

“O controle químico deve ser criterioso e baseado no monitoramento, com uso de inseticidas durante a frutificação e a colheita, enquanto outros defensivos podem ser aplicados em diferentes momentos do ciclo, desde que respeitadas as recomendações técnicas e o período adequado”, acrescenta.

Ainda de acordo com Kagi, o crescimento da produtividade precisa vir acompanhado de um controle fitossanitário eficiente. “O monitoramento constante e o uso integrado de ferramentas de defesa vegetal são fundamentais para evitar perdas e garantir a qualidade da produção”.

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Milho inicia semana com alerta climático, dólar forte e demanda aquecida


preços do milho
Imagem gerada por IA com base em foto de arquivo do Canal Rural

O estresse hídrico no Centro-Sul e Matopiba trouxe preocupações para o mercado do milho. O calor excessivo e a irregularidade das chuvas, especialmente nas áreas plantadas fora da janela ideal, passaram a gerar expectativas de corte no potencial produtivo do cereal segunda safra, oferecendo suporte aos preços regionais.

Enquanto isso, a disparada nos preços globais do petróleo impulsionou a competitividade do etanol de milho nas bombas, estimulando as usinas do Centro-Oeste do Brasil a atuarem com força na originação do grão, o que ajudou a limitar quedas adicionais nas praças de negociação de Mato Grosso e Goiás.

De acordo com a plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, o milho spot em Chicago encerrou a semana com alta expressiva de US$ 2,86 no período. No Brasil, o contrato da B3 com mesma referência seguiu em direção contrária, fechando a R$ 67,88 por saca (-1,05%) na semana.

O que esperar do mercado do milho

A análise Grainsights, da Grão Direto, indica os pontos que merecem atenção no mercado do milho para a semana que se inicia:

  • Clima no radar: a instabilidade climática segue como principal fator de preço para o milho safrinha, com o avanço de uma massa de ar polar elevando o risco de geadas no Sul e a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicando continuidade do tempo seco em regiões como Goiás e Mato Grosso do Sul. Esse cenário aumenta o risco de perdas, especialmente nas áreas plantadas mais tarde, e tende a elevar os prêmios nos contratos futuros da B3.
  • Safra norte-americana: o mercado global do cereal ajustará suas posições de médio prazo com base no relatório Crop Progress, do USDA, previsto para esta segunda-feira (4). O plantio do milho norte-americano tem andado dentro das margens projetadas pelo mercado. “Se o avanço das plantadeiras nos Estados Unidos confirmar um ritmo forte nesta próxima semana, isso poderá atuar como um fator de pressão baixista para as cotações em Chicago”, destaca o Grainsights.
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  • Demanda interna aquecida: no mercado interno, a crescente demanda das indústrias de bioenergia atuará como o principal contrapeso de sustentação das cotações. O etanol de milho manteve excelente rentabilidade e competitividade devido à escalada internacional do petróleo, forçando as usinas do Centro-Oeste a atuarem agressivamente na originação do grão físico para garantir a robusta moagem do segundo semestre.
  • Exportações ameaçadas: o setor exportador nacional continuará avaliando a forte ameaça geopolítica à demanda, fruto da guerra no Oriente Médio. O Irã é um dos principais e mais fiéis importadores do milho brasileiro. “Com as tensões crescentes e as interrupções frequentes do trânsito marítimo no Estreito de Ormuz, o mercado teme que milhões de toneladas de milho nacional percam a segurança logística e sejam represadas, sobrecarregando ainda mais os estoques do mercado interno”, ressalta o Grainsights.

Macroeconomia e oportunidades

O cenário econômico abriu o mês de maio precificando as contundentes decisões da “Superquarta”, realizada na semana passada (29).

A manutenção das taxas de juros estadunidenses (entre 3,5% e 3,75%) pelo Fed, justificada pela pressão de custos advinda da guerra no Oriente Médio, combinada ao corte brando da Selic para 14,50% pelo Copom, firmaram um contexto propício à valorização constante do dólar frente ao real.

“Esse câmbio forte é a principal alavanca atual do produtor para compensar a queda dos prêmios portuários. É fundamental que o produtor esteja atento às oscilações do mercado e, principalmente, aos seus custos de produção”, reforça o Grainsights.

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Fiscais apreendem 33 mil garrafas de cachaça avaliadas em mais de 350 mil


cachaça
Foto: divulgação/Sefa

Fiscais de receitas estaduais da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) apreenderam 33.600 garrafas de cachaça, destinadas a uma empresa regularmente cadastrada no Pará, na sexta-feira (1º). A carga foi avaliada em R$ 354.359,09.

A apreensão foi realizada por fiscais vinculados à Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito de Serra do Cachimbo, no KM-785 da Rodovia BR-163 (Cuiabá-Santarém), no município de Novo Progresso, sudoeste do Pará.

A documentação fiscal apresentada pelo condutor da carreta informa que a carga havia saído de São Paulo com destino ao Pará.

“De acordo com a legislação vigente, o imposto incidente sobre bebidas alcoólicas deve ser recolhido no momento da entrada da mercadoria em território paraense. Entretanto, em verificação no sistema da Secretaria da Fazenda, não foi encontrado o pagamento do tributo referente à carga fiscalizada”, informou o coordenador da unidade fazendária, Maycon Freitas.

Cachaça
Foto: divulgação/Sefa

O transporte da bebida estava sendo acompanhado pelo sistema de análise de risco da carga, utilizado pela Sefa desde o início de 2026.

Diante da irregularidade, foi lavrado Auto de Infração e Notificação Fiscal (Ainf) de trânsito, totalizando R$ 225.918,32, valor que engloba o imposto devido e a multa aplicada.

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Após forte alta, preço da ureia começa a cair, mostra levantamento


ureia
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Após dois meses de forte valorização, os preços da ureia começaram a recuar no mercado internacional, movimento que já se reflete no Brasil. Segundo relatório da StoneX, as cotações acumulam a segunda semana consecutiva de queda, com negócios fechados ligeiramente abaixo de US$ 770 por tonelada.

A retração ocorre após os preços atingirem patamares considerados elevados para a demanda, que passou a exercer maior influência na formação das cotações.

Demanda mais fraca muda dinâmica do mercado

De acordo com a StoneX, o mercado global entra em uma fase de ajuste, com o enfraquecimento do consumo ganhando protagonismo, mesmo diante de limitações na oferta.

O movimento de queda não é isolado. Recuos também foram registrados em mercados relevantes como Estados Unidos, China, Oriente Médio e Egito, indicando uma tendência mais ampla de perda de força nos preços.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, o cenário atual marca uma mudança no vetor de formação das cotações.

“Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter um peso maior, pressionando os preços após um período de alta intensa”, afirma.

Apesar do recuo recente, a expectativa é de que novas quedas ocorram de forma limitada no curto prazo.

Isso porque persistem gargalos logísticos no Oriente Médio, região responsável por parcela significativa das exportações globais de ureia e amônia, o que restringe a oferta internacional.

Mercado mais cauteloso

Nesse ambiente, os preços tendem a se manter relativamente sustentados, mesmo com a demanda enfraquecida.

A avaliação da StoneX aponta que fatores como o período de menor consumo em países-chave, relações de troca menos atrativas ao produtor e a postura mais cautelosa dos compradores têm reduzido o ritmo de novas negociações.

Com isso, o mercado entra em uma fase de ajuste, com menor liquidez e maior seletividade nas compras.

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Produção de soja e milho no Paraná deve alcançar 39,1 milhões de toneladas


Deral projeta soja em 21,7 milhões de toneladas e milho em 21,3 milhões no Paraná

A produção de grãos no Paraná deve atingir 39,1 milhões de toneladas, segundo a Previsão Subjetiva de Safra (PSS), divulgada pelo Departamento de Economia Rural (Deral).

A soja tem estimativa de 21,7 milhões de toneladas, enquanto a área plantada chega a 5,75 milhões de hectares. O volume supera o ciclo anterior, mesmo com ajuste em relação ao mês passado.

“A primeira safra de milho e de soja está consolidada. Eventualmente, teremos pequenos ajustes de área e de produção, principalmente do milho, por causa das condições de clima, mas não haverá grandes mudanças desses números que já estão postos”, disse Edmar Gervasio, analista do Deral.

“No caso da soja, as 21,7 milhões de toneladas já é uma pequena alta se a gente comparar ao ciclo anterior, mesmo com uma redução de área de plantio. Podemos considerar uma produção excelente”, acrescentou.

Milho mantém projeção

A primeira safra de milho foi encerrada com 3,9 milhões de toneladas. Já a segunda safra tem estimativa de 17,4 milhões de toneladas, com área de 2,9 milhões de hectares.

A falta de chuva nas últimas semanas afetou o desenvolvimento das lavouras, mas a retomada das precipitações mantém a projeção de produção.

Batata e tomate

A batata da primeira safra foi colhida. A segunda safra tem 97% da área plantada e 33% colhida. A colheita deve seguir pelos próximos dois meses.

O tomate da primeira safra tem 85% da colheita concluída. Na segunda safra, 36% da área foi colhida e 14% ainda será semeada. “A qualidade dos tomates é em torno de 90% boa. E as áreas de plantio estão estáveis”, descreve Andrade.

Fruticultura e mercado

O boletim do Deral também apresenta dados da fruticultura. O kiwi registrou Valor Bruto de Produção de R$ 20,7 milhões, com destaque para municípios do Sul do estado.

O preço médio ao produtor em 2025 foi de R$ 11,89 por quilo, acima do registrado no ciclo anterior.

Proteínas animais

O Paraná mantém participação nas exportações de carne de frango. No primeiro trimestre de 2026, o estado exportou US$ 1,088 bilhão, com aumento de 7,7% em volume e 5% em faturamento.

A produção de ovos férteis para incubação chegou a 270,4 milhões de dúzias em 2025, alta de 5,5%.

Na pecuária leiteira, o cenário é de queda de margens devido à alta nos custos de nutrição e ao aumento das importações. A relação de troca com insumos, como milho e farelo de soja, impacta a atividade. Em março de 2025, com o litro do leite sendo comercializado a R$ 2,81, o produtor precisava de 27,7 litros para adquirir uma saca de milho (R$ 77,90), sinalizando maior custo de produção.

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AgroNewsPolítica & Agro

Consultoria vê risco em esperar alta forte da soja


O mercado de soja atravessa um momento de equilíbrio delicado, com forças de sustentação ligadas à demanda industrial e pressões vindas da ampla oferta física. Segundo análise da TF Agroeconômica, a recomendação de curto prazo ao produtor é aproveitar repiques para vender, evitando manter 100% da produção à espera de uma alta mais forte.

A leitura da consultoria indica que o mercado brasileiro segue lateralizado, com suporte próximo de R$ 120 por saca e resistência na faixa de R$ 123 a R$ 124. A alta recente perdeu força, e o cenário atual sugere risco de perda de oportunidade para quem posterga vendas esperando um rompimento mais consistente. Por isso, a estratégia indicada é negociar em lotes, de forma escalonada, principalmente quando os preços se aproximarem da região de resistência.

No mercado internacional, Chicago tenta retomar uma tendência de alta após romper o canal de baixa e lateralidade, mas ainda sem confirmação forte. O contrato julho trabalha com suporte ao redor de 1.160 cents por bushel e resistência entre 1.200 e 1.220 cents. A movimentação segue congestionada, refletindo um ambiente de transição, sem excesso de oferta global, mas com estoques confortáveis no curto prazo.

Entre os fatores positivos, a demanda por óleo de soja aparece como principal driver. O uso do óleo para biodiesel nos Estados Unidos atingiu o maior nível desde julho de 2025 e representa 44% da matriz de biocombustíveis, sustentando grão, farelo e óleo. As margens elevadas de esmagamento também dão suporte, com expectativa de forte processamento nos EUA e a melhor média mensal no Brasil desde agosto de 2024.

Do lado negativo, a safra brasileira acima de 180 milhões de toneladas limita altas mais agressivas. A queda dos prêmios na América do Sul pressiona o preço interno, enquanto o clima favorável nos EUA e na Argentina reduz riscos produtivos. A demanda chinesa, embora presente, segue moderada.

Para hedge, a orientação é avaliar travas em Chicago, dólar e prêmio. Entre os sinais de alerta estão queda do petróleo, aumento forte do plantio nos EUA, continuidade da pressão nos prêmios e redução no ritmo de compras da China. O resultado é um mercado lateral, com leve viés de baixa no Brasil, em que vender nas altas tende a ser mais prudente do que apostar em rompimento.

 





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Frente fria provoca temporais e chuva de até 100 mm em regiões do país, diz Inmet


A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica que os maiores volumes de chuva no Brasil devem se concentrar entre os dias 4 e 11 de maio nas regiões Norte, Nordeste e Sul. Já a faixa central do país deve manter padrão de tempo seco ao longo da semana.

Norte

Na região Norte, Amazonas, Pará e Amapá concentram os maiores acumulados. Em pontos dessas áreas, a chuva pode ultrapassar 100 mm em sete dias.

Os maiores volumes são esperados no centro e sul do Amazonas, no sul do Amapá e em áreas do Pará, com destaque para o norte do arquipélago do Marajó e o sudoeste do estado.

Nas demais localidades da região, a chuva ocorre de forma mais irregular, com acumulados abaixo de 60 mm.

Nordeste

No Nordeste, o destaque é para o norte do Maranhão e do Piauí, além do litoral do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

Nessas áreas, os acumulados podem superar 80 mm ao longo da semana. Já nas demais faixas do litoral norte e leste, a previsão indica chuvas mais fracas, com volumes abaixo de 40 mm.

No interior da região, o tempo segue firme, sem previsão de chuva e com baixos índices de umidade.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a chuva deve ocorrer de forma irregular, com acumulados de até 40 mm no noroeste de Mato Grosso e no sul de Mato Grosso do Sul.

Nas demais áreas, incluindo Goiás e Distrito Federal, o predomínio será de tempo estável, com pouca chance de chuva ao longo da semana.

Sudeste

No Sudeste, a semana será marcada por tempo estável e pouca nebulosidade na maior parte dos estados.

Há possibilidade de chuvas fracas e isoladas apenas no sul de São Paulo e em áreas do litoral da região, com baixos acumulados.

Sul

Na região Sul, a passagem de uma frente fria deve provocar mudança no tempo, principalmente nos últimos dias da semana.

Há previsão de temporais, com chuva intensa, rajadas de vento, descargas elétricas e possibilidade de granizo.

Em Santa Catarina, os acumulados podem chegar a 80 mm em sete dias. No Rio Grande do Sul e no Paraná, os volumes não devem ultrapassar 60 mm, com exceção do extremo sul gaúcho, onde a chuva pode atingir até 100 mm.

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AgroNewsPolítica & Agro

Milho segue sem tendência forte no curto prazo



A principal orientação da TF Agroeconômica para produtores é aproveitar repiques


A principal orientação da TF Agroeconômica para produtores é aproveitar repiques
A principal orientação da TF Agroeconômica para produtores é aproveitar repiques – Foto: Nadia Borges

O mercado de milho mantém comportamento indefinido, com sinais distintos entre as cotações internacionais e o ambiente doméstico. Segundo análise da TF Agroeconômica, Chicago segue lateralizado, com viés levemente altista, enquanto no Brasil a pressão de oferta ainda limita uma reação mais consistente dos preços.

Na CBOT, o contrato julho de 2026 trabalha dentro de uma faixa técnica entre 460 e 480 cents por bushel. O teste da resistência próxima de 480 cents é considerado um ponto decisivo. Um rompimento desse nível poderia abrir espaço para novas altas, enquanto uma falha tende a devolver o mercado ao movimento de consolidação. O suporte de curto prazo permanece ao redor de 460 cents por bushel, reforçando a leitura de um mercado sem tendência forte neste momento.

Entre os fatores de sustentação estão as chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos, que podem atrasar o plantio em três a quatro dias, a compra de cerca de 6 mil contratos por fundos e o risco de estresse hídrico em regiões importantes da safrinha brasileira. A queda dos estoques de etanol nos Estados Unidos, mesmo com produção levemente menor, também indica demanda ainda consistente. Além disso, riscos geopolíticos seguem adicionando prêmio ao mercado global de grãos.

No sentido contrário, a queda das primas FOB argentinas sinaliza maior agressividade exportadora, em um contexto de boa oferta na América do Sul. No Brasil, o avanço da colheita da safra de verão, estoques elevados em algumas regiões e maior presença de produtores nas vendas reforçam a pressão baixista. A demanda por etanol nos Estados Unidos tem leitura neutra a levemente negativa, diante da queda na produção.

A principal orientação da TF Agroeconômica para produtores é aproveitar repiques, especialmente em caso de rompimento da resistência em Chicago, para fixar preços. A consultoria recomenda evitar a retenção de grandes volumes, já que o risco predominante no Brasil ainda é de baixa, com a safrinha como principal fator de atenção. Para compradores e indústrias, as quedas podem abrir oportunidades, mas compras agressivas no topo do canal em Chicago exigem cautela.

 





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Com compradores retraídos, milho tem negociações limitadas


milho
Foto: Sandra Brito/Embrapa

O mercado do milho brasileiro segue com aquisições apenas pontuais nas principais regiões do país, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Pesquisadores ainda relatam que, compradores priorizam utilizar quantidades em estoque enquanto vendedores seguram parte das vendas, preocupados com a irregularidade do clima. Esses fatores tem travado as negociações.

As cotações do cereal em maior parte tem tido ajustes leves, apesar de ocorrer variações conforme a região:

  • São Paulo: valorização sustentada pela restrição de vendedores
  • Sul e Centro-Oeste: quedas nos preços foram registradas, impactados pelo avanço de colheita no Sul e os trabalhos de campo voltados para a soja no Centro-Oeste.

Apesar desse cenário, há pressão por parte dos produtores para avançar com as vendas nas próximas semanas, diante do progresso da colheita em algumas regiões.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Preço da soja se mantém no final de abril, aponta Cepea


Soja brasileira

As últimas semanas no mercado da soja foram marcadas por preços firmes. Apesar da safra recorde, estimada em 180 milhões de toneladas, as cotações se mantiveram sustentadas pela forte demanda, tanto no mercado interno quanto externo.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os conflitos no Oriente Médio e a valorização do petróleo tem reforçado essa constância no mercado. Com os preços do diesel em alta, a procura pelo biodiesel tem aumentado e consequentemente o interesse pelo óleo de soja também.

Em relação às lavouras, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que a colheita atingiu 92,1% da área, com variações entre regiões. No Sul do país, o ritmo é mais lento: Santa Catarina registra 71% e o Rio Grande do Sul, 69%, ambos abaixo dos índices observados no ano passado.

Enquanto isso, no Matopiba o ritmo é heterogêneo e em Tocantis a colheita está próxima ao fim, com 98% da área colhida. Maranhão (65%) e Bahia (90%) apresentam atraso em relação à safra anterior. No Piauí, os trabalhos alcançam 96%, desempenho próximo ao do mesmo período de 2025.

Colheita internacional

Na Argentina, chuvas tem atrapalhado a colheita, o que forçou uma pausa por período indeterminado na região.

Enquanto nos EUA, a chuva chegou como notícia boa e trouxe alívio, apesar de limitar as atividades. Mesmo dessa forma, a semeadura chegou a 23% da área projetada para a safra 2026/27, até 26 de abril, quantidade superior ao ano passado e da média dos últimos 5 anos.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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