sexta-feira, julho 3, 2026

Autor: Redação

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Safra de soja do Brasil deve atingir 181 milhões de toneladas em 2025/26


A consultoria Headpoint Global Markets elevou a estimativa da safra brasileira de soja, que pode atingir 181 milhões de toneladas na temporada 2025-2026. Apesar do recorde, o aumento da oferta já pressiona os preços no mercado interno.

Projeção de safra

A nova projeção representa um aumento de 1,5 milhão de toneladas em relação à estimativa anterior. O avanço foi impulsionado pela alta produtividade no centro e norte do país, que compensou as perdas no Rio Grande do Sul, onde a safra deve ficar em cerca de 19,5 milhões de toneladas.

Impacto das condições climáticas

  • As perdas no Rio Grande do Sul foram causadas por problemas climáticos.
  • A safra deste ano é melhor que a registrada no ano passado, quando as perdas foram maiores.
  • Produtividades em estados como Mato Grosso, Goiás e Bahia surpreenderam e compensaram as perdas no Sul.

Pressão nos preços

Com a colheita praticamente concluída, a oferta elevada pressiona o mercado, com soja já sendo negociada abaixo de R$ 100 por saca em algumas regiões. O cenário é influenciado também pelo dólar mais fraco.

Expectativas para o futuro

Para a próxima safra, o clima entra no radar, com possível impacto do fenômeno El Niño no centro-norte do Brasil. A consultoria alerta que os preços devem continuar pressionados por um tempo, sem espaço para grandes valorizações no mercado brasileiro de soja.

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AgroNewsPolítica & Agro

Visitantes podem participar de dias de campo na Exporural até sexta-feira


A realização de dias de campo é mais uma das atrações que a Emater/RS-Ascar proporciona ao público da Fenasoja 2026, em Santa Rosa. As atividades acontecem na Exporural, até a próxima sexta-feira (08/05), sempre no período da manhã, reunindo agricultores familiares que participam das excursões organizadas pela Instituição, em parceria com a Ouro e Prata e a Fenasoja.  Além disso, os dias de campo são abertos aos demais visitantes da feira.

Estruturados em estações temáticas, os dias de campo apresentam diferentes alternativas voltadas ao desenvolvimento das propriedades rurais e ao bem-estar das famílias. Um dos espaços é dedicado às plantas forrageiras, com parcelas demonstrativas de espécies de verão e de inverno, resultado de parceria com a Embrapa de Passo Fundo. Também há destaque para o manejo fitossanitário e nutrição do gado de corte e de leite.

Outra estação aborda o uso de plantas de cobertura, também chamadas de plantas de serviço, destacando sua importância na recuperação e conservação dos solos. Ainda na Exporural, é orientado o manejo do solo relacionado a resultados obtidos na Caravana da Infiltração da Água no Solo. A campo, o trabalho é resultado de um arranjo institucional entre Emater/RS-Ascar, Embrapa, Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – campus Cerro Largo, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) – campus São Luiz Gonzaga e Sociedade Educacional Três de Maio (Setrem). A iniciativa busca apoiar decisões mais assertivas no manejo de solos, alinhada a políticas públicas como a Operação Terra Forte, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR).

A produção de alimentos também ganha espaço, com uma horta diversificada que reúne diversas culturas, além de plantas bioativas, incluindo espécies medicinais, aromáticas e condimentares, voltadas tanto ao consumo das famílias quanto à comercialização.

Como alternativa de diversificação de renda, os visitantes conhecem ainda o cultivo de flores de corte, com destaque para o girassol, em uma ação realizada em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Os dias de campo contemplam ainda práticas relacionadas ao saneamento básico e à gestão ambiental nas propriedades, com demonstrações de estruturas como fossa séptica, sumidouro e caixa de gordura, além de sistemas de proteção de nascentes, armazenamento de água por meio de cisternas e esterqueiras revestidas para o manejo de dejetos de bovinos e suínos, que podem ser reaproveitados como fertilizantes.

“Estamos mostrando aqui um conjunto que pega a parte econômica, através da bovinocultura de leite, a ambiental, com a questão da preservação e recuperação de solos, e a parte social, abrangendo a produção de alimentos, as plantas bioativas e o saneamento básico. Então, convidamos todos e todas para conhecerem o nosso espaço da Emater na Exporural durante a Fenasoja”, enfatiza o assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar Gilmar Francisco Vione, que coordena o espaço.

 





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Irrigação pode aumentar produtividade e renda no campo brasileiro


A agricultura irrigada é considerada uma das chaves para o futuro do agronegócio brasileiro, promovendo um aumento significativo na produtividade, sustentabilidade e desenvolvimento regional. Um estudo inédito da ABMAC, em parceria com a ESALC, aponta que a expansão da irrigação pode aumentar a produção, gerar empregos e reduzir desigualdades no campo.

Resultados do estudo

O estudo revelou que a irrigação tecnificada é um diferencial estratégico na agricultura, proporcionando ganhos de rentabilidade e desenvolvimento regional. Os principais resultados incluem:

  • 20% da produção nacional de café é irrigada, representando 40% da produção total de café no Brasil.
  • A irrigação na soja pode incrementar a produção em até 30%.
  • O aumento da irrigação está associado a melhorias em indicadores como IDH e PIB nas regiões afetadas.

Desafios para a irrigação no Brasil

Luiz Paulo, vice-presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação da ABMAC, destacou que o avanço da irrigação depende de vários fatores, incluindo:

  • Infraestrutura hídrica e reservação de água.
  • Acesso à energia.
  • Conectividade para tecnologias de monitoramento.

Esses elementos são cruciais para a implementação eficaz da irrigação e para garantir a sustentabilidade das práticas agrícolas.

Potencial de expansão da irrigação

Atualmente, o Brasil possui cerca de 8 milhões de hectares irrigados, com potencial para expandir essa área em até cinco vezes, sem a necessidade de desmatamento. A irrigação pode ser aplicada em áreas degradadas e não cultiváveis, promovendo uma agricultura mais sustentável e eficiente.

O estudo enfatiza a importância de um acompanhamento adequado para a implementação de tecnologias de irrigação, visando minimizar impactos ambientais e maximizar os benefícios sociais e econômicos no campo.

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El Niño deve influenciar eventos climáticos extremos no Brasil


O fenômeno climático conhecido como El Niño deve se desenvolver a partir de junho de 2023, impactando os padrões de temperatura e precipitação em várias regiões do Brasil. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, o El Niño e a La Niña são fases opostas da oscilação sul do El Niño-Oscilação Sul (ENSO), um dos padrões climáticos mais poderosos do planeta.

Impactos esperados do El Niño

Os eventos relacionados ao El Niño remodelam o clima global, influenciando chuvas, secas e eventos extremos. As previsões indicam que:

  • O fenômeno deve ser classificado como forte a moderado, especialmente entre o inverno e a primavera de 2023.
  • Entre novembro e janeiro, há risco de um super El Niño, quando a temperatura média do Pacífico Equatorial pode ultrapassar 2ºC.
  • Isso pode resultar em temperaturas elevadas e ondas de calor intensas, além de chuvas volumosas na região sul e secas no norte e nordeste do país.

Recomendações para agricultores

Os produtores rurais devem estar atentos às condições climáticas e considerar:

  • Atrasar o plantio da safra 2026/2027 devido à previsão de chuvas tardias e ondas de calor intensas.
  • Monitorar as anomalias de temperatura do mar e do ar, que indicam um aquecimento global crescente.
  • Preparar-se para um possível aumento na frequência de eventos climáticos extremos, como ondas de calor e chuvas intensas.

Histórico recente e previsões futuras

Os últimos três anos foram os mais quentes já registrados, e a continuidade do fenômeno El Niño pode resultar em mais recordes de temperatura até 2027. Em junho de 2023, o Brasil já enfrentou ondas de calor intensas, o que pode se repetir nos próximos meses.

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Milho da 2ª safra em Mato Grosso enfrenta desafios e custos elevados


A 2ª safra de milho em Mato Grosso entra na reta final de desenvolvimento em meio a um cenário de pressão no campo. O aumento no preço do diesel e a queda no valor do grão têm gerado preocupações entre os produtores, que enfrentam custos elevados e margens de lucro reduzidas.

Impacto do aumento do diesel

O preço do diesel no estado subiu quase 30%, passando de R$ 5,80 para cerca de R$ 7,50 por litro. Esse aumento encarece as operações de colheita e transporte da produção, elevando os custos para os agricultores. Segundo o levantamento do IMEA, essa situação já influencia diretamente as decisões no campo.

Desafios na colheita

Os milharais estão na fase final do ciclo e seguem para colheita nas principais regiões produtoras. Os produtores, como a família Estrapaçon, que cultivou 1.440 hectares de milho, se preparam para custos mais elevados. A expectativa é de que o preço do combustível impacte significativamente o custo total da colheita.

Expectativas para a próxima safra

Além dos desafios atuais, os dados do IMEA indicam que o custo de produção da próxima safra de soja pode subir cerca de 15%, pressionado pelo aumento nos preços dos insumos e pela desvalorização das principais culturas. A situação atual gera incertezas sobre a viabilidade econômica das próximas safras.

  • Aumento de 30% no preço do diesel em Mato Grosso
  • Colheita da 2ª safra de milho em fase final
  • Expectativa de custos mais altos para a próxima safra
  • Desvalorização do milho impacta a margem de lucro
  • Produtores adotam cautela nas decisões de investimento

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Cecafé e MTE encerram ciclo de encontros sobre boas práticas trabalhistas antes da colheita


Cecafé e MTE encerram ciclo de encontros sobre boas práticas trabalhistas antes da colheita

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) concluíram, nesta segunda-feira (5), em Araguari (MG), a série de encontros presenciais do programa “Fortalecendo o Trabalho Digno”.

A ação, voltada ao período pré-colheita da safra 2026 de café, teve foco na transferência de conhecimento sobre boas práticas trabalhistas nas propriedades rurais.

A iniciativa foi realizada em parceria com o Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG), a Coocacer Araguari, a Starbucks e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). Segundo as entidades, o objetivo foi ampliar a orientação técnica aos agentes da cadeia cafeeira com base no diálogo social e na conformidade legal.

Durante o encontro, o chefe do Setor de Fiscalização da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Uberlândia, Marco Antônio Ferreira Costa, apresentou os instrumentos legais disponíveis para contratação de mão de obra no meio rural, considerando as características de cada atividade desenvolvida nas fazendas.

A programação também incluiu explicações sobre prevenção ao trabalho análogo ao de escravo e ao trabalho infantil.

Outro eixo técnico foi a saúde e segurança do trabalho, com destaque para a implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) no campo. A ferramenta é usada para identificar, avaliar e controlar riscos ocupacionais, com o objetivo de reduzir acidentes e organizar medidas preventivas antes do início das atividades mais intensas da colheita.

De acordo com o Cecafé, a devida diligência em direitos humanos foi tratada como elemento de gestão e de acesso a mercados, especialmente em cadeias exportadoras submetidas a exigências de rastreabilidade, conformidade e sustentabilidade.

As entidades não divulgaram o número total de encontros realizados nem a quantidade de participantes desta edição.

O encerramento da série ocorre às vésperas da colheita e reforça a preparação técnica do setor para a safra 2026. A tendência, segundo os organizadores, é de continuidade das ações de orientação para reduzir riscos trabalhistas e fortalecer a adequação das propriedades às exigências legais e comerciais.

Fonte: cecafe.com.br

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Precisamos de no mínimo R$ 180 bilhões para renegociar dívidas rurais, diz Tereza Cristina


Tereza Cristina
Foto: FPA

A vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), senadora Tereza Cristina (PP-MS), afirmou que são necessários ao menos R$ 180 bilhões para renegociação das dívidas rurais.

“O governo ofereceu cerca de R$ 80 bilhões, do dinheiro que sobrou do Plano Safra que não conseguiram aplicar. Mas precisamos de no mínimo R$ 180 bilhões para começar a resolver o problema, já que as dívidas estressadas passam de R$ 800 bilhões”, disse a parlamentares da bancada durante reunião-almoço semanal.

O Ministério da Fazenda negocia com o Senado novas medidas para repactuação das dívidas rurais, dado o crescente endividamento do setor.

A ex-ministra afirmou que o “dilema” atual é buscar as fontes de recursos para as linhas de crédito para renegociação. “Apresentamos no projeto de lei 5122/2023 R$ 30 bilhões de recursos do Fundo Social do Pré-Sal, que seriam insuficientes, mas o governo sinaliza não concordar com o uso dos recursos”, esclareceu a senadora.

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Tereza Cristina afirmou ainda que a proposta apresentada pelo Ministério da Fazenda necessita de ajustes. “Precisamos de uma coisa mais estruturante. Estamos conversando sobre outras receitas novas. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto na CAE [Comissão de Assuntos Econômicos], e o ministro da Agricultura, André de Paula, entenderam que o problema não é pontual”, defendeu a senadora.

A ex-ministra também lembrou que o enfrentamento das dívidas rurais depende de medidas do governo federal. “Não adianta ficar batendo no governo”, alertou aos seus colegas parlamentares. “Precisamos que o governo tenha vontade e abra caminho para usar fundos constitucionais”, apontou, citando a possibilidade de utilizar R$ 18 bilhões do Fundo Constitucional para o Nordeste.

“R$ 2 bilhões que tínhamos pensado já foram usados ontem”, pontuou. “O governo terá receita extraordinária de R$ 128 bilhões adicionais por aumento do petróleo. Há receitas, é preciso ver o caminho que o governo vai apontar”, pontuou .

Caso governo e Senado não avancem no tema, o PL 5122 pode ser votado na próxima semana na CAE.

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Fim da cota da China pode reduzir exportações de carne e pressionar mercado do boi gordo, diz Abiec


Foto: Canal Rural/ Hildeberto Jr.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) projeta que, mantido o ritmo atual, a cota de exportação de carne bovina brasileira para a China deve se esgotar entre o fim de maio e meados de junho. A avaliação foi feita pelo presidente da entidade, Roberto Perosa, nesta terça-feira (5), durante encontro com jornalistas na sede da associação.

Diante desse cenário, o setor busca alternativas para absorver o volume que deixaria de ser embarcado ao mercado chinês. Uma das apostas é o aumento do consumo interno no segundo semestre. No entanto, segundo Perosa, um fator tem limitado esse avanço: o crescimento das apostas online no Brasil.

De acordo com o dirigente, representantes do setor de carnes e da Associação Brasileira dos Atacadistas de Autosserviço (Abaas) se reuniram na segunda-feira (4) com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para apresentar dados de um estudo da Nielsen. A pesquisa indica que o consumo de alimentos entre famílias de menor renda caiu 10%, em parte devido ao aumento dos gastos com apostas.

Apesar de o consumo de carne bovina ainda não ter sido diretamente afetado, e até apresentar crescimento, Perosa avalia que esse avanço poderia ser maior sem esse fator. Por isso, o setor solicitou ao governo medidas para restringir as apostas online, incluindo o combate a plataformas ilegais e a limitação de publicidade nas redes sociais.

Caso o excedente não seja direcionado a outros mercados, a Abiec estima que as exportações brasileiras de carne bovina podem recuar cerca de 10% em 2026. Esse movimento tende a pressionar o mercado do boi gordo, com possível redução no ritmo de abates e queda nos preço da arroba nos próximos meses.

Alternativas

Além do mercado interno, os Estados Unidos aparecem como alternativa para ampliar as exportações. No entanto, o Brasil já esgotou a cota de exportação para o país e, atualmente, os embarques ocorrem fora desse limite, o que reduz a competitividade. Segundo Perosa, seria necessário ampliar a cota norte-americana para viabilizar esse aumento.

A abertura de novos mercados também é considerada estratégica. Países como Coreia do Sul, Japão e Turquia são vistos como potenciais destinos capazes de compensar uma eventual redução nas compras chinesas. Entre eles, o Japão é o que apresenta negociações mais avançadas. Uma missão técnica japonesa esteve na região Sul no mês de abril para avaliar o sistema sanitário brasileiro para uma possível abertura de mercado.

Acordo Mercosul-UE e guerra no Oriente Médio

Em relação ao acordo entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigência na última sexta-feira (1º), Perosa avalia que o impacto inicial tende a ser limitado. Segundo ele, ainda é necessário avançar na definição da divisão das cotas entre os países do bloco.

Outro ponto de atenção é o conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 15% das exportações brasileiras de carne bovina. Segundo a entidade, os embarques para o destino caíram 20% em março e 10% em abril. Além da redução no volume, o setor enfrenta aumento nos custos de frete e restrições logísticas.

Apesar disso, a expectativa é de que os impactos do conflito se diluam nos próximos meses, com gradual normalização do fluxo comercial.

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FMI orienta bancos centrais a evitar alta apressada de juros por guerra no Irã


FMI orienta bancos centrais a evitar alta apressada de juros por guerra no Irã

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou nesta terça-feira (5) que os bancos centrais não devem acelerar mudanças na política monetária, especialmente altas de juros, em resposta aos efeitos da guerra no Irã.

Em entrevista à CNBC, rede de televisão norte-americana, ela disse que as expectativas de inflação seguem ancoradas, apesar da pressão recente dos custos de energia.

Segundo Georgieva, a orientação é que autoridades monetárias avaliem com calma os indicadores disponíveis antes de qualquer ajuste. A avaliação do FMI é que o choque sobre energia precisa ser observado dentro de um quadro mais amplo, já que a inflação vinha afetando diferentes economias antes mesmo da escalada do conflito.

A diretora do Fundo ressaltou que os efeitos da guerra não tendem a desaparecer imediatamente após um eventual encerramento do confronto. De acordo com ela, a transmissão para preços de energia pode continuar por alguns meses, o que mantém a necessidade de acompanhamento técnico por parte dos bancos centrais.

Na prática, o recado do FMI é que a resposta monetária não deve ser automática diante de um aumento de custos. Isso porque uma alta de juros sem confirmação de contaminação mais persistente sobre a inflação pode ampliar restrições ao crédito, ao consumo e ao investimento, sem atacar diretamente a origem do choque, concentrada na energia.

Georgieva também informou que vários países procuraram o FMI em busca de empréstimos para compra de energia. Os nomes, no entanto, não foram divulgados. Também não foram apresentados, na entrevista, números sobre volume de crédito, patamar de juros ou estimativas atualizadas de inflação.

Ao comentar inteligência artificial, a diretora afirmou que a adaptação à tecnologia é inevitável e que o efeito sobre a economia tende a ser positivo pela via da produtividade, ainda que com mudanças na estrutura do mercado de trabalho e nas habilidades demandadas pelas empresas.

A sinalização do FMI aponta para manutenção de cautela na condução monetária no curto prazo, com decisões condicionadas à evolução dos dados de inflação e energia nos próximos meses.

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Uso de capim Miyagi com sorgo pode afetar colheita e dieta do gado, diz especialista


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O programa Giro do Boi desta terça-feira (5) trouxe um alerta técnico fundamental para um produtor de Guiratinga (MT). O engenheiro agrônomo e embaixador de conteúdos sobre pastagens, Wagner Pires, esclareceu os riscos de tentar produzir silagem consorciando o capim Miyagi com o sorgo.

Segundo o especialista, embora o Miyagi seja uma potência em produtividade, suas características morfológicas podem transformar o que seria uma reserva estratégica em um pesadelo operacional e nutricional, especialmente em um ano marcado pelo rigor do El Niño.

O Miyagi é uma cultivar de Panicum maximum conhecida pelo crescimento explosivo, mas que exige manejo de “pulso firme”. Para a produção de silagem consorciada, essa característica torna-se um gargalo.

Confira:

Riscos do consórcio

O Miyagi “passa” do ponto com muita facilidade. Seus talos tornam-se grossos e extremamente duros (lignificados) em pouco tempo. Esses talos duros e compridos representam um perigo para as ensiladeiras. O risco de “embuchar” a máquina é alto, o que gera paradas constantes, custos de manutenção e atrasos na colheita.

O excesso de fibra dura proveniente dos talos do capim, quando misturado ao sorgo, reduz a densidade energética da silagem, resultando em um alimento de menor qualidade para o rebanho.

Plantar o Miyagi simultaneamente com o sorgo cria uma competição indesejada na lavoura, prejudicando o aproveitamento de nutrientes e água. Por crescer muito rápido, o Miyagi pode “abafar” o sorgo se o manejo não for milimétrico. Em anos de seca severa, como o previsto para 2026, a competição por umidade residual entre as duas culturas pode comprometer o desenvolvimento de ambas, diminuindo o volume final de massa colhida.

Sugestões para o produtor

Para garantir o lucro e a segurança alimentar do gado, Wagner Pires sugere que o produtor abandone o consórcio em favor da sucessão de culturas no sistema de integração. “Não comprometa sua silagem de sorgo tentando um consórcio arriscado com o Miyagi”, alerta.

Ele recomenda garantir o estoque de cocho primeiro e usar o capim como sua “safrinha” de pasto, destacando que ter um pasto de Miyagi bem estabelecido após a colheita será o grande diferencial para atravessar a seca com tranquilidade.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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