sexta-feira, julho 3, 2026

Autor: Redação

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Noz-pecã ganha valor com alimentos e cosméticos


Noz-pecã ganha valor com alimentos e cosméticos
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A abertura da colheita da noz-pecã, marcada para a próxima sexta-feira (8) em Nova Pádua (RS), deve ir além da produção in natura. O foco deste ano está nos produtos derivados, que ganham espaço como alternativa de agregação de valor à cultura.

Entre os destaques da programação estão alimentos e cosméticos desenvolvidos a partir da noz-pecã. A proposta é mostrar, na prática, como a matéria-prima pode ser aproveitada em diferentes segmentos.

Salame com noz-pecã

Um dos exemplos vem da agroindústria local, com a produção de salame com noz-pecã. O produto foi desenvolvido após meses de testes pela Salumeria Smiderle, que já atua no segmento de embutidos.

Segundo o sócio-proprietário, Samoel Smiderle, a ideia surgiu da combinação entre a tradição da charcutaria e a presença da pecanicultura na região. A formulação buscou equilíbrio entre sabor e textura. “A gente teve a ideia de testar a noz-pecã no embutido e chegou a um resultado com boa aceitação”, afirma.

O salame leva temperos naturais e passa por processo de maturação. A noz-pecã entra como diferencial, trazendo crocância ao produto. De acordo com Smiderle, a proposta foi manter um perfil mais suave, sem uso de realçadores de sabor.

A aceitação inicial já reflete na produção. “Quem prova costuma aprovar e até substituir o tradicional”, diz.

Cosméticos à base de pecã

Outro destaque vem do setor de cosméticos. A empresa Nozes Pitol, de Anta Gorda (RS), apresenta uma nova fase da marca, agora chamada Fiorenoz, com foco em produtos de skincare.

A linha utiliza óleo e casca da noz-pecã como base das formulações. Segundo a representante da empresa, Victoria Pitol, a proposta é conectar o uso da matéria-prima ao bem-estar. “São ativos que trazem naturalidade para a pele”, explica.

A reformulação também busca ampliar a percepção sobre o uso da noz-pecã. “A ideia é mostrar que ela vai além do consumo alimentar e pode estar presente também no cuidado pessoal”, afirma.

Programação do evento

Além da apresentação dos produtos, a programação inclui visitação a estandes, painel temático e colheita simbólica.

O evento será realizado no Salão Comunitário da Capela Sagrado Coração de Jesus, na Comunidade Travessão Bonito, e em propriedade rural do município. A abertura da colheita é promovida pelo Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), com apoio de entidades do setor.

*Com informações da assessoria de imprensa

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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de uva supera expectativa



Safra de uva tem boa qualidade



Foto: Divulgação

Os trabalhos pós-safra da uva avançam na região administrativa de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar.

Segundo o levantamento, “ocorre, na maioria dos vinhedos, o plantio de plantas de cobertura de solo, a recuperação de estruturas, como postes internos e externos, a manutenção e a readequação dos arames de condução e sistematização do solo”. Também continuam os tratamentos fitossanitários após a colheita.

O informativo destaca que, na safra 2025/2026, “a quantidade colhida ficou acima do normal, além de apresentar excelente qualidade”. Ainda de acordo com o relatório, os dados consolidados de produção e qualidade deverão ser divulgados nas próximas semanas por entidades do setor.

As uvas de mesa seguem em colheita, com preços recebidos pelos produtores variando entre R$ 7,50 e R$ 12,00 por quilo.





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Preço do arroz atinge maior média desde setembro de 2025, apesar de mercado lento no RS


Arroz Embrapa
Foto: Paulo Lanzetta

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul encerrou abril com a maior média mensal de preços desde setembro de 2025, mesmo diante de negociações travadas e baixa liquidez. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a média do cereal ficou em R$ 62,66 por saca no mês.

De acordo com os pesquisadores, o avanço nos preços ocorre em um cenário ainda marcado por cautela entre compradores e vendedores. Os leilões de apoio à comercialização, as diferenças regionais nas cotações e as margens apertadas da indústria seguem limitando o ritmo dos negócios.

A demanda pontual por lotes de melhor qualidade também não foi suficiente para impulsionar as negociações ao longo de abril.

Apesar da lentidão no curto prazo, o Cepea destaca que os fundamentos continuam apontando para uma recomposição gradual dos preços no mercado de arroz.

Mercado ainda busca maior equilíbrio

Segundo o Centro de Pesquisas, o setor atravessa um estágio intermediário, em que há sinais de recuperação nos preços, mas ainda persistem entraves relacionados à liquidez e à diferença de expectativa entre os agentes do mercado.

Para o Cepea, uma tendência mais firme de alta dependerá do avanço no escoamento do produto ao longo da cadeia e de uma maior convergência entre compradores e vendedores sobre os níveis de preços.

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Maior oferta global e expectativa de boa safra provocam queda nos preços do café


grãos de café torrado
Foto: Pixabay

Os preços do café arábica e do robusta encerraram abril em queda nos mercados interno e externo, pressionados pelas expectativas de maior oferta global no ciclo 2026/27 e pelas projeções de uma boa safra brasileira. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo os pesquisadores, o avanço da colheita no Brasil ao longo de maio também contribuiu para pressionar as cotações futuras na Bolsa de Nova York (ICE Futures). Apesar disso, as baixas foram limitadas pelo baixo nível dos estoques certificados da bolsa e pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, que seguem gerando incertezas sobre o fluxo global da commodity.

Arábica acumula queda de mais de 26% em um ano

O Indicador Cepea/Esalq do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, registrou média de R$ 1.811,87 por saca de 60 quilos em abril. O valor representa recuo de 5,3% em relação à média de março, quando a cotação ficou em R$ 1.913,89 por saca.

Na comparação anual, a queda é ainda mais intensa. Em relação a abril de 2025, quando o indicador teve média de R$ 2.476,40 por saca, o recuo chega a 26,8% em termos reais, considerando os valores corrigidos pelo IGP-DI de março de 2026.

Robusta cai mais de 40% frente ao ano passado

Para o café robusta, o Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, teve média de R$ 917,15 por saca em abril.

O valor representa queda de 10,3% frente à média de março, de R$ 1.021,92 por saca. Já na comparação com abril do ano passado, quando a média foi de R$ 1.549,59, a baixa acumulada chega a 40,1% em termos reais.

Bolsa de Nova York também registra baixa

Na ICE Futures, o contrato julho/2026 do café arábica encerrou abril cotado a 285,55 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 525 pontos em relação ao fechamento de março.
Segundo o Cepea, as perspectivas de maior oferta global e o avanço da colheita brasileira foram os principais fatores de pressão sobre os contratos futuros ao longo do mês.

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Mercado do boi gordo opera em ritmo lento e registra quedas pontuais na arroba


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar maior movimentação nesta terça-feira (5), com frigoríficos retomando as negociações após parte das indústrias ficar fora das compras no início da semana. Apesar disso, o ritmo dos negócios ainda segue lento e marcado por lotes pequenos, segundo análise do Cepea.

De acordo com o levantamento, os frigoríficos que estiveram ativos mantiveram os preços ofertados ou reduziram as propostas de compra. Mesmo com a pressão baixista, muitos pecuaristas ainda resistem a vender em valores menores, acreditando que as quedas não devem se sustentar por muito tempo.

O predomínio continua sendo de vendas pontuais para geração de caixa no curto prazo. As escalas de abate seguem entre sete e dez dias na maior parte das regiões monitoradas, embora algumas praças apresentem programações mais alongadas.

Queda pontual em Mato Grosso e Goiás

Em diversas regiões, os preços permaneceram estáveis, como em Cassilândia e Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, além de Colíder, em Mato Grosso, e Rio Verde, em Goiás.

Já em Rondonópolis (MT), houve queda pontual de R$ 5 na arroba, com negociações entre R$ 345 e R$ 355 para o boi gordo. Em Goiânia (GO), a arroba também recuou R$ 5, com negócios ocorrendo entre R$ 330 e R$ 335.

Segundo o Cepea, em Goiás parte das indústrias já se afastou das compras devido à melhora da oferta de animais e ao alongamento das escalas, que variam entre sete e 14 dias.

No Mato Grosso do Sul, alguns negócios foram fechados em valores menores, mas grande parte do mercado segue sustentando os preços. Na média, a arroba tem sido negociada entre R$ 340 e R$ 345.

Indicador Cepea recua em São Paulo

Em São Paulo, o mercado continua em ritmo lento. O Indicador do boi gordo Cepea fechou a terça-feira cotado a R$ 353,80 por arroba, com queda diária de 0,11%.

Apesar da pressão sobre os preços do boi gordo, o mercado de reposição segue firme. O Indicador Cepea do bezerro em Mato Grosso do Sul registrou média à vista de R$ 3.419,59, alta de 0,32% no acumulado do mês.

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AgroNewsPolítica & Agro

Alta do enxofre pressiona uso de fosfatado no país


A alta recente do Enxofre no mercado internacional colocou sob pressão a competitividade do Superfosfato Simples, fertilizante fosfatado de ampla adoção no Brasil. Segundo Antonio Prado G. B. Neto, consultor do agronegócio, o avanço do insumo para níveis próximos de US$ 1.000 por tonelada muda de forma significativa a conta de produção do SSP.

Historicamente, o produto se consolidou entre os produtores brasileiros por reunir fósforo solúvel, cálcio e enxofre, além de apresentar baixo custo por hectare e boa adaptação a sistemas extensivos. Em períodos de enxofre barato, essa combinação sustentava a lógica econômica do fertilizante. O cenário atual, porém, impõe uma revisão dessa vantagem.

Para produzir uma tonelada de SSP, são necessários cerca de 300 a 350 quilos de enxofre. Com o insumo cotado a US$ 1.000 por tonelada, apenas esse componente passa a representar entre US$ 300 e US$ 350 no custo de produção de cada tonelada do fertilizante. Nesse patamar, a viabilidade industrial fica mais pressionada, com possibilidade de redução ou paralisação de plantas, como indicado no caso da Mosaic, e consequente perda de oferta no mercado.

O movimento também remete ao choque de 2008, quando o enxofre disparou durante o pico das commodities. Naquele período, a indústria, incluindo a Bunge Fertilizantes, enfrentou estoques caros, enquanto o mercado mudou rapidamente, deixando prejuízos nos balanços por meses. A principal lição apontada é que o risco não está apenas na alta dos preços, mas também na volatilidade.

Entre 2000 e 2007, o enxofre ficou em torno de US$ 20 a US$ 50 por tonelada, em um mercado equilibrado. Em 2008, saltou para US$ 600 a US$ 800. De 2009 a 2019, voltou a uma faixa mais previsível, entre US$ 50 e US$ 150. No ciclo de 2020 a 2022, avançou de US$ 80 para US$ 400, influenciado por Covid, ruptura logística e guerra na Ucrânia. Após oscilar entre US$ 100 e US$ 180 em 2023 e 2024, chegou em 2025 a até US$ 1.000 por tonelada.

Com a mudança de cenário, agrônomos e agricultores tendem a buscar fontes mais concentradas e alternativas de fósforo, como MAP, fosfatos reativos e fosfatos naturais. O manejo também deve exigir maior eficiência agronômica, solos bem corrigidos e uso mais relevante de calcário. O SSP não desaparece, mas perde parte da lógica histórica de competitividade que o tornou acessível no passado.

 





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Produtores rurais poderão aderir à renegociação de dívidas pelo Desenrola Rural até dezembro


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O governo federal prorrogou até 20 de dezembro o prazo para agricultores familiares para aderirem ás condições especiais de regularização de dívidas A medida permite que pequenos produtores rurais renegociem ou quitem débitos com condições facilitadas, incluindo descontos para liquidação de dívidas em atraso.

Os dois decretos referentes a prorrogação foram publicado em edição extra do Diário Oficial da União nesta terça-feira (5). O principal deles reinstitui e amplia o Programa de Regularização de Dívidas e Facilitação de Acesso ao Crédito Rural da Agricultura Familiar, conhecido como Desenrola Rural.

Com o novo decreto, o prazo para adesão às condições especiais de regularização de dívidas foi prorrogado até 20 de dezembro de 2026. A medida permite que agricultores familiares renegociem ou quitem débitos com condições facilitadas, incluindo descontos para liquidação de dívidas em atraso.

O texto também prevê a renegociação de operações contratadas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) entre 2012 e 2022, desde que os financiamentos tenham sido feitos com recursos dos fundos constitucionais. Os prazos para pagamento podem chegar a até dez anos, com início das parcelas previsto a partir de 2027, conforme o valor da dívida.

Outra mudança amplia as condições de regularização para beneficiários da reforma agrária. O decreto inclui medidas voltadas à resolução de passivos históricos ligados ao antigo Programa Especial de Crédito para Reforma Agrária (Procera), permitindo que produtores voltem a acessar linhas de crédito e políticas públicas.

Além disso, o governo autorizou a contratação de novas operações de crédito rural no âmbito do Pronaf, inclusive para produtores com financiamentos anteriores em atraso, desde que não possuam débitos inscritos em Dívida Ativa da União.

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Dólar em queda: alívio para a inflação, pressão para exportadores


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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A recente valorização do real frente ao dólar reacende um debate clássico da economia brasileira: afinal, um dólar mais baixo é bom ou ruim para o país?

A resposta, como quase tudo em economia, depende do ponto de observação. De um lado, a queda da moeda norte-americana representa um alívio importante para diversos segmentos da economia.

O Brasil possui elevada dependência de produtos, insumos e componentes importados. Combustíveis, fertilizantes, defensivos agrícolas, medicamentos, equipamentos eletrônicos, peças industriais e uma ampla gama de bens de consumo têm seus preços direta ou indiretamente influenciados pelo dólar.

Quando a moeda americana recua, o custo dessas importações tende a cair.

Isso reduz pressões inflacionárias, ajuda no controle de preços internos e melhora o poder de compra da população.

Também abre espaço para uma atuação mais confortável da política monetária, já que uma inflação mais comportada pode favorecer, no médio prazo, a redução da taxa básica de juros.

Para o consumidor, os efeitos podem aparecer na forma de produtos mais baratos, menor pressão sobre combustíveis e custos industriais reduzidos.

Há também um impacto direto sobre o turismo internacional.

Com o dólar mais barato, viagens ao exterior se tornam mais acessíveis para os brasileiros. Destinos tradicionalmente dolarizados, como os Estados Unidos, passam a exigir menos esforço financeiro.

Como se diz popularmente, com o dólar mais baixo, a Disney fica um pouco mais perto do Brasil.

Passagens, hospedagens, alimentação e compras feitas fora do país tendem a pesar menos no orçamento, ampliando o poder de consumo das famílias que planejam viajar.

Mas há o outro lado da balança.

Para o setor exportador, especialmente o agronegócio, mineração e indústria de base, a valorização do real reduz a chamada paridade de exportação.

Na prática, isso significa que cada dólar obtido nas vendas externas se converte em menos reais.

E como grande parte dos custos de produção está internalizada em moeda local — salários, logística, energia, tributos e serviços — a margem operacional tende a ficar mais apertada.

Esse cenário se torna ainda mais delicado quando combinado com juros elevados, crédito restrito e custos financeiros pressionados.

No agronegócio, por exemplo, a equação é bastante sensível.

O produtor muitas vezes enfrenta custos elevados de financiamento, aumento de despesas operacionais e volatilidade internacional de preços.

Se, ao mesmo tempo, o dólar recua, a receita em reais diminui, comprimindo a rentabilidade.

É justamente aí que aparece o paradoxo cambial brasileiro.

O mesmo dólar mais baixo que ajuda a conter a inflação, favorece o consumo interno e estimula viagens internacionais pode retirar competitividade de setores fortemente exportadores, afetando investimentos, geração de renda e expansão produtiva.

Por isso, o desafio não está em defender simplesmente um dólar alto ou baixo, mas em buscar estabilidade cambial.

Oscilações abruptas, para qualquer direção, dificultam planejamento, travam decisões de investimento e aumentam a incerteza econômica.

No fim das contas, o câmbio ideal é aquele que permite equilíbrio: suficientemente competitivo para sustentar exportações e, ao mesmo tempo, suficientemente estável para evitar pressões inflacionárias e preservar o ambiente de negócios.

No câmbio, como em quase tudo na economia, não existe almoço grátis: quando um lado comemora, outro inevitavelmente faz as contas.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Frente fria provoca chuva forte e deixa região do país em alerta


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Foto: Pixabay

A quarta-feira (6) será marcada por temporais no Sul do Brasil, chuva forte em áreas do Nordeste e instabilidades persistentes na região Norte. A passagem de uma frente fria pelo oceano, combinada à formação de uma área de baixa pressão na Argentina, aumenta o risco de ventania, trovoadas e acumulados elevados principalmente no Rio Grande do Sul.

Enquanto isso, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e dos Distúrbios Ondulatórios de Leste mantém alerta para chuva intensa entre o litoral do Maranhão e da Bahia.

Sul

A passagem de uma frente fria pelo oceano e a formação de uma área de baixa pressão na Argentina mantêm o tempo instável nesta quarta-feira (6) em parte do Sul do Brasil. Segundo a Climatempo, há risco de temporais, trovoadas e acumulados elevados de chuva no sul e sudeste do Rio Grande do Sul, incluindo áreas da Campanha gaúcha.

As instabilidades atuam desde as primeiras horas do dia e devem perder força entre o fim da tarde e a noite. Mesmo assim, a previsão indica chuva moderada a forte em pontos do litoral sul e médio do estado. As rajadas de vento podem variar entre 40 km/h e 50 km/h em diversas áreas do Rio Grande do Sul e do Paraná, com possibilidade de atingir até 70 km/h no sul gaúcho e na Campanha.

Nas demais áreas da Região Sul, o tempo segue mais estável, com predomínio de sol e pouca nebulosidade. Há possibilidade de chuva isolada no interior e nordeste do Rio Grande do Sul, além do leste de Santa Catarina e do Paraná.

Sudeste

No Sudeste, a umidade vinda do oceano favorece chuva no Espírito Santo ao longo do dia, especialmente no litoral norte capixaba, onde há risco de pancadas moderadas a fortes e temporais isolados. Em Vitória, a previsão é de chuva moderada.

Também pode chover de forma fraca em áreas do interior de Minas Gerais, no sul e litoral de São Paulo e no norte do Rio de Janeiro. Já no restante da região, o tempo firme predomina devido à atuação de uma massa de ar seco.

A umidade relativa do ar continua baixa em parte do interior paulista e no Triângulo Mineiro, com índices abaixo dos 30%. As rajadas de vento podem chegar a 50 km/h em áreas do interior de São Paulo.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a previsão é de chuva isolada apenas no extremo norte e noroeste de Mato Grosso, com possibilidade de pancadas moderadas a fortes no extremo noroeste do estado.

Nas demais áreas da região, o tempo permanece firme por causa da atuação de uma massa de ar seco. A umidade relativa do ar deve ficar abaixo dos 30% em áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Nordeste

No Nordeste, a combinação entre umidade marítima, Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOLs) e a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém a previsão de chuva forte em diferentes áreas da costa.

Os maiores volumes devem ocorrer entre o litoral do Maranhão e o Ceará, além do litoral da Bahia, com risco de temporais. Na faixa litorânea maranhense, a situação é considerada de perigo para acumulados elevados de chuva.

Também há previsão de chuva moderada a forte no norte do Piauí e em áreas do Rio Grande do Norte até o sul da Bahia. Já no interior nordestino, o tempo segue mais firme.

Norte

Na Região Norte, a alta disponibilidade de umidade continua favorecendo pancadas de chuva intensas no Amazonas, Pará, Roraima, Amapá, Acre e Rondônia.

A previsão indica risco de temporais e acumulados elevados principalmente no norte do Amazonas, sul de Roraima e em áreas do litoral, nordeste e noroeste do Pará, onde a situação também é de perigo.

No Tocantins, a chuva se concentra no extremo norte do estado, enquanto o restante da região segue com tempo mais firme e sensação de abafamento. A umidade relativa do ar permanece baixa no Tocantins e no sudeste do Pará.

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Dólar cai e atinge menor valor do ano


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quarta-feira (6), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o recuo de 4% do petróleo trouxe alívio aos mercados, mas a commodity acima de US$ 100 segue pressionando inflação global.

O dólar caiu 1,12% a R$ 4,91, menor nível desde janeiro, e o Ibovespa subiu 0,62% aos 186 mil pontos. A ata do Copom reforçou tom cauteloso diante da desancoragem das expectativas de inflação. Hoje, foco nos estoques de petróleo nos EUA e no IC-Br no Brasil.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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