sexta-feira, julho 3, 2026

Autor: Redação

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Fluxo cambial do Brasil fica positivo em US$ 9,3 bilhões em abril, diz Banco Central


primeiro turno - dólar - câmbio
Foto: Agência Brasil

O fluxo cambial total do Brasil ficou positivo em US$ 9,291 bilhões em abril de 2026, segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (6). Em março, o país havia registrado saída líquida de US$ 6,350 bilhões. O resultado de abril foi sustentado por entradas no canal financeiro e, principalmente, pelo superávit no comércio exterior.

No canal financeiro, houve entrada líquida de US$ 2,674 bilhões no mês. O saldo decorre de compras de US$ 61,961 bilhões e vendas de US$ 59,287 bilhões. Esse segmento reúne operações como investimentos estrangeiros diretos, investimentos em carteira, remessas de lucros e pagamento de juros.

No canal comercial, o saldo foi positivo em US$ 6,616 bilhões. As exportações somaram US$ 28,505 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 21,889 bilhões. Dentro das receitas de exportação, o Banco Central informou US$ 2,791 bilhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 7,658 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 18,057 bilhões em outras entradas.

No acumulado de 2026 até abril, o fluxo cambial está positivo em US$ 13,397 bilhões. Nesse intervalo, o canal financeiro registra saída líquida de US$ 2,284 bilhões, com compras de US$ 242,606 bilhões e vendas de US$ 244,890 bilhões. Já o fluxo comercial acumula superávit de US$ 15,682 bilhões, com exportações de US$ 95,632 bilhões e importações de US$ 79,950 bilhões.

Na semana de domingo (27) a quarta-feira (30) de abril, o fluxo cambial foi positivo em US$ 3,307 bilhões. O canal financeiro teve saída líquida de US$ 1,022 bilhão, enquanto o comércio exterior registrou saldo positivo de US$ 4,329 bilhões, com exportações de US$ 8,928 bilhões e importações de US$ 4,599 bilhões.

Os dados mostram que o desempenho do comércio exterior segue como principal fator de sustentação do fluxo cambial em 2026. O resultado mensal também indica recomposição frente ao dado de março, embora o canal financeiro ainda acumule saldo negativo no ano, segundo o Banco Central.

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BNDES anuncia novo ciclo de R$ 40 milhões para produção de bioinsumos


vespas soja biológicos, bioinsumos
Foto: Embrapa/Montagem: Canal Rural

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, nesta quarta-feira (6), um novo ciclo do programa BNDES Bioinsumos, com R$ 40 milhões em recursos não reembolsáveis para cooperativas e associações de agricultores familiares. O lançamento ocorreu durante a 3ª Plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), em Brasília.

Segundo o banco, a medida dá continuidade à política de fomento à produção própria de insumos biológicos e integra um conjunto de ações que somam mais de R$ 2,4 bilhões mobilizados entre 2023 e 2026 para segurança alimentar.

De acordo com o BNDES, o novo edital sucede a primeira chamada do programa, aberta em 2025. No ciclo inicial, quatro projetos foram selecionados em caráter preliminar, totalizando R$ 20 milhões, e seguem para nova etapa de avaliação antes da contratação. A iniciativa contou com apoio técnico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O programa financia a produção e a multiplicação de bioinsumos para uso próprio em unidades industriais ou semi-industriais. Entre os itens apoiáveis estão inoculantes à base de microrganismos, bioestimulantes, agentes biológicos para controle de pragas, biofertilizantes, compostos fermentados e compostagem de resíduos orgânicos, desde que associada a outra categoria prevista no edital.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o novo ciclo amplia o apoio à agricultura familiar e busca reduzir a dependência de insumos convencionais. Já a diretora Socioambiental do banco, Tereza Campello, afirmou que a proposta é estruturar uma política contínua de fomento, com foco em qualidade, biossegurança e escala produtiva.

No balanço apresentado ao Consea, o banco informou que os R$ 2,4 bilhões mobilizados desde 2023 reúnem R$ 1,2 bilhão do Fundo Amazônia, R$ 1 bilhão em recursos mistos com organismos internacionais e R$ 232 milhões do Fundo Socioambiental do BNDES. O montante está distribuído em programas voltados à produção, abastecimento, acesso e consumo de alimentos.

Na prática, o novo edital amplia a possibilidade de reapresentação de propostas por organizações não contempladas no primeiro ciclo. As entidades que ficaram fora da etapa inicial, segundo o BNDES, poderão receber orientações técnicas para ajuste dos projetos, o que tende a elevar a capacidade de acesso a tecnologias de bioinsumos por cooperativas e associações da agricultura familiar.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de citros tem baixa demanda


A colheita de citros avança em regiões do Rio Grande do Sul, com variações na produtividade, incidência de pragas e oscilação nos preços, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Caxias do Sul, em Cotiporã, segue a colheita de cultivares precoces, como Satsuma e Harmonia, sendo que esta última apresenta frutos sem tamanho adequado devido à falta de chuvas no período de crescimento. Em Veranópolis, os pomares apresentam condições adequadas, mas há registros de pragas, como ácaros, tripes, pulgões, cochonilhas e larva-minadora. A bergamota Caí apresenta calibre abaixo do esperado, enquanto produtores realizam tratamentos fitossanitários e adubação. A comercialização da bergamota Montenegrina ocorreu por curto período, a R$ 0,55/kg, e atualmente não há compradores. A laranja de umbigo Bahia está em colheita, assim como variedades destinadas ao suco, como a Rubi, com preço médio de R$ 2,00/kg.

Na região de Erechim, algumas variedades de laranja iniciam o amadurecimento, com interesse de comercialização para cultivares como Salustiana, Iapar e Umbigo Navelina.

Na região de Lajeado, em Pareci Novo, o raleio das bergamoteiras foi concluído nas principais variedades comerciais, abrangendo 1.006 hectares, sendo 590 hectares de Montenegrina. Foram realizadas roçadas e manejo fitossanitário preventivo, com monitoramento de mosca-das-frutas, sem impacto significativo na produção. A colheita da Okitsu atinge 95% da área, com comercialização a R$ 30,00 por caixa de 25 kg. A colheita da bergamota Caí teve início, mas parte da produção ainda não atingiu o ponto ideal de maturação, sendo comercializada a R$ 60,00 por caixa de 25 kg. A lima ácida Tahiti é vendida a R$ 30,00 por caixa, com pressão sobre os preços devido à oferta de outras regiões.

Em São Sebastião do Caí, o raleio segue em variedades de ciclo médio e tardio, e alguns produtores evitam a venda de frutos verdes devido aos baixos preços. Em Bom Princípio, teve início a colheita da laranja do Céu, com preços entre R$ 25,00 e R$ 50,00 por caixa de 25 kg. As variedades precoces estão em maturação, com variações na produção devido a fatores de solo, clima e manejo. Há registros de queda prematura de frutos causada por mosca-das-frutas. A laranja de umbigo Bahia apresenta floração fora de época, associada à estiagem seguida de temperaturas elevadas. A colheita da lima ácida Tahiti segue retraída, com preços entre R$ 30,00 e R$ 35,00 por caixa. Em São José do Hortêncio, produtores comercializam bergamotinha verde a R$ 8,00 por caixa, embora parte opte pelo descarte devido ao baixo valor. A colheita da Okitsu atinge 50% da área, com preços entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por caixa, enquanto o limão Tahiti é vendido a R$ 40,00 por caixa.

No conjunto das regiões, há aumento de doenças como leprose e cancro-cítrico em pomares sem controle preventivo. Também são observados casos de floração fora de época e frutos fora de padrão, associados ao estresse hídrico. Na safra anterior, a variedade Ponkan deixou de ser colhida em algumas áreas devido a preços abaixo do custo operacional, levando produtores a avaliarem a substituição por outras culturas.





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Biocombustíveis podem adicionar R$ 403 bilhões ao PIB entre 2030 e 2035, aponta FGV


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

Os biocombustíveis podem ampliar o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em até R$ 403,2 bilhões entre 2030 e 2035, segundo estudo do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV). O levantamento analisa impactos econômicos, sociais e ambientais no contexto da transição energética.

A pesquisa, intitulada “Potencial Econômico das Práticas Sustentáveis na Agricultura e Pecuária”, foi realizada com apoio do Instituto Equilíbrio e da Agni. O estudo avalia sete tecnologias previstas no Plano ABC+ e considera efeitos integrados, além de possíveis sinergias e compensações.

Impacto econômico e geração de empregos

De acordo com o relatório, a produção de biocombustíveis pode alcançar 64 bilhões de litros no período analisado, incluindo etanol de cana-de-açúcar, etanol de milho, etanol de segunda geração e biodiesel.

“Os biocombustíveis podem gerar R$ 62 de retorno para cada R$ 1 investido, um dos resultados mais expressivos do estudo. Mais do que uma alternativa energética, a bioenergia se configura como um vetor de crescimento, com efeitos que se propagam por diferentes setores da economia”, afirma Cícero Lima, pesquisador responsável pelo estudo.

Essa expansão pode aumentar o tamanho do setor em até 70%, com impactos nos segmentos de transporte, indústria de transformação, agropecuária e agroindústria. Isso também impulsionaria a produção de cana-de-açúcar em 31,34%.

O estudo da FGV também estima a criação de 225,5 mil novos empregos, com concentração na agropecuária e na agroindústria, mas com efeito positivo nos comércios, serviços e economias locais, especialmente no interior do Brasil.

Redução de emissões e uso da terra

O levantamento aponta potencial de redução de 27,6 milhões de toneladas de CO₂ equivalente (Mt CO₂e) com a substituição de combustíveis fósseis. O etanol de cana pode reduzir emissões entre 70% e 90% em comparação à gasolina.

No uso da terra, a ampliação da produção pode evitar o desmatamento de 480 mil hectares, principalmente no Cerrado e na Amazônia.

“O Brasil reúne vantagens competitivas únicas em biocombustíveis, com escala, base produtiva e tecnologia já consolidadas. O avanço do setor mostra que não há contradição entre produzir e descarbonizar. Com incentivos e previsibilidade adequados, o País pode transformar esse potencial em liderança global e consolidar a bioenergia como um dos principais motores da transição energética”, diz Eduardo Bastos, CEO do Instituto Equilíbrio.

Integração entre produção e sustentabilidade

Ainda segundo o estudo, tecnologias de baixo carbono permitem ampliar a produção de alimentos e biocombustíveis sem disputa por área agrícola. O modelo considera ganhos de produtividade e melhor uso da terra.

A análise indica que a bioenergia pode integrar estratégias de produção e redução de emissões no setor agropecuário.

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Área de soja deve crescer na safra 2026/27, com avanço limitado por custos e risco climático


planta de soja
Foto: Divulgação

A área plantada de soja no Brasil deve voltar a crescer na safra 2026/27, mas em ritmo marginal. A avaliação foi apresentada nesta quarta-feira (6), em São Paulo, por Nathalia Giannetti, responsável pela precificação de grãos do Brasil na Argus. Segundo a analista, a combinação entre margens apertadas, custo elevado de fertilizantes e risco climático reduz o espaço para uma expansão mais ampla.

Como sinal inicial desse movimento, Giannetti citou a primeira projeção do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) para Mato Grosso, que aponta avanço inferior a 0,3% na área de soja. O estado responde por cerca de 30% da produção brasileira da oleaginosa e, por isso, é visto pelo mercado como referência para a tendência nacional.

Pelo lado da demanda, a soja segue sustentada pelo consumo chinês e pelo processamento interno ligado ao biodiesel.

Ainda assim, segundo a Argus, o produtor enfrenta pressão de custos. Os preços da soja são influenciados pelo excesso de oferta global, enquanto os fertilizantes permanecem em patamares elevados, sobretudo os fosfatados, mais usados na cultura.

Fertilizantes

A consultoria apontou dificuldades simultâneas na oferta desses insumos, com problemas logísticos na Arábia Saudita, queda de produção no Marrocos, suspensão de exportações pela China e alta do enxofre, matéria-prima importante para a fabricação de adubos fosfatados. Esse quadro piorou a relação de troca no Brasil.

De acordo com a Argus, o indicador está no nível mais desfavorável ao produtor desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022.

O reflexo já aparece nas compras. Até o fim de abril, menos de 50% do volume planejado de fertilizantes para a safra 2026/27 havia sido adquirido, ante cerca de 60% no mesmo período do ano passado. Segundo Giannetti, o mercado já discute redução média de 15% nas entregas ao Brasil em 2026, principalmente em fosfatados.

Clima

No clima, a analista citou dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), que indicam mais de 90% de chance de El Niño na segunda metade do ano. O fenômeno costuma reduzir chuvas no Centro-Oeste e aumentar precipitações no Sul, justamente durante o período de plantio.

Segundo a Argus, a tendência ainda é de crescimento de área no país, mas a definição do ritmo dependerá da evolução dos custos dos insumos, do calendário de entrega dos fertilizantes e do comportamento climático nos próximos meses. Sem melhora nesses fatores, o avanço deve seguir restrito, com maior risco para a produtividade em Mato Grosso.

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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas deixam mortos e desalojados em Paraíba e Pernambuco


As fortes chuvas registradas nos últimos dias deixaram cerca de 12,8 mil pessoas fora de suas casas, entre desabrigados e desalojados, além de oito mortos, nos estados de Paraíba e Pernambuco, segundo informações das Defesas Civis estaduais .

Mesmo com uma trégua momentânea, moradores ainda enfrentam dificuldades para retornar às residências. A previsão indica a retomada de chuvas intensas e temporais a partir desta terça-feira (5), mantendo o risco de novos transtornos.

Os governos estaduais reconheceram a situação de emergência e atuam na elaboração de planos para repasse de recursos destinados a ações emergenciais em municípios afetados.

Na Paraíba, conforme boletim do Gabinete de Crise Interinstitucional, mais de 37,4 mil pessoas foram impactadas pelas chuvas. O levantamento aponta 2.400 famílias desalojadas e 895 desabrigadas. Também foram registradas duas mortes na cidade de Guarabira, na última sexta-feira (1º), em decorrência de choque elétrico.

As operações de resgate mobilizaram o Corpo de Bombeiros, que realizou 478 atendimentos e retirou 349 pessoas de áreas de risco, com a atuação de cerca de 1.500 militares, além de viaturas, embarcações, aeronave e drones.

O estado contabiliza 31 municípios em situação de emergência, incluindo a capital João Pessoa, onde, em dois dias, o volume de chuva se aproximou de 70% da média climatológica prevista para todo o mês de maio.

Em Pernambuco, a Defesa Civil registra 9.540 pessoas fora de suas casas, sendo 7.908 desalojadas e 1.632 desabrigadas. Foram confirmadas seis mortes nas cidades de Olinda e São Lourenço da Mata, relacionadas a deslizamentos e inundações.

Na Região Metropolitana do Recife, persistem pontos de alagamento nesta terça-feira (5), dificultando o deslocamento de moradores e levando à suspensão de aulas em instituições de ensino.

De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima, os rios Capibaribe e Dois Unas atingiram a cota de alerta, com risco de inundação em cidades como Recife, Camaragibe, Jaboatão dos Guararapes e São Lourenço da Mata.

O governo pernambucano decretou situação de emergência em 27 municípios, medida que facilita a liberação de recursos e a ampliação das ações de assistência.

Com a previsão de continuidade das chuvas, autoridades alertam para a possibilidade de novos alagamentos e deslizamentos, recomendando que moradores de áreas de risco busquem locais seguros e acompanhem os avisos oficiais.

Com informações do Meteored*





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Preços do algodão avançam nesta 6ª feira e encerram semana com ganhos em…


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Mesmo com baixas expressivas nas cotações do petróleo nesta sexta-feira (17), os preços do açúcar subiram até 2,24% na Bolsa de Nova York, encerrando a semana com ganhos em torno de 5% entre os principais contratos.

Na sessão desta sexta, o vencimento maio/26 avançou 1,70 cent (+2,24%), fechando a 77,40 cents/lbp. O julho/26 subiu 1,69 cent (+2,16%), para 79,82 cents/lbp. O outubro/26 registrou ganho de 1,61 cent (+2,02%), encerrando a 81,12 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 também apresentou valorização de 1,51 cent (+1,91%), terminando o dia cotado a 80,50 cents/lbp.

Na comparação semanal, o maio/26 passou de 73,22 para 77,40 cents/lbp, com alta de 4,18 cents (+5,71%). O julho/26 avançou de 75,33 para 79,82 cents/lbp, registrando ganho de 4,49 cents (+5,96%). O outubro/26 subiu de 76,99 para 81,12 cents/lbp, com valorização de 4,13 cents (+5,36%). Já o dezembro/26 saiu de 76,89 para 80,50 cents/lbp, acumulando aumento de 3,61 cents (+4,70%).

Conforme o que explicou o consultor Pery Passotti Pedro, as altas sucessivas se devem a dois fatores: Petróleo e, principalmente, a maior seca no Texas dos últimos dez, talvez vinte anos. “Ainda temos apenas 7% do algodão plantado, mas a condição vai precisar de muita água para ser revertida”, afirmou.

O consultor reforçou que a situação ainda não está resolvida no Oriente Médio, por isso não é possível afirmar que os preços do petróleo seguirão mais baixos, mas certamente, neste momento, a seca é um suporte mais forte do que o do combustível fóssil.

Os preços da energia caíram na sexta-feira depois que o Irã afirmou que o Estreito de Ormuz agora está “completamente aberto” à navegação comercial, abrindo caminho para um acordo de paz para encerrar a guerra e potencialmente liberar milhões de barris de petróleo bruto e combustível retidos no Golfo Pérsico. As perspectivas de um acordo de paz formal também se consolidaram quando Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de 10 dias na quinta-feira (16). 





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Noz-pecã ganha valor com alimentos e cosméticos


Noz-pecã ganha valor com alimentos e cosméticos
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A abertura da colheita da noz-pecã, marcada para a próxima sexta-feira (8) em Nova Pádua (RS), deve ir além da produção in natura. O foco deste ano está nos produtos derivados, que ganham espaço como alternativa de agregação de valor à cultura.

Entre os destaques da programação estão alimentos e cosméticos desenvolvidos a partir da noz-pecã. A proposta é mostrar, na prática, como a matéria-prima pode ser aproveitada em diferentes segmentos.

Salame com noz-pecã

Um dos exemplos vem da agroindústria local, com a produção de salame com noz-pecã. O produto foi desenvolvido após meses de testes pela Salumeria Smiderle, que já atua no segmento de embutidos.

Segundo o sócio-proprietário, Samoel Smiderle, a ideia surgiu da combinação entre a tradição da charcutaria e a presença da pecanicultura na região. A formulação buscou equilíbrio entre sabor e textura. “A gente teve a ideia de testar a noz-pecã no embutido e chegou a um resultado com boa aceitação”, afirma.

O salame leva temperos naturais e passa por processo de maturação. A noz-pecã entra como diferencial, trazendo crocância ao produto. De acordo com Smiderle, a proposta foi manter um perfil mais suave, sem uso de realçadores de sabor.

A aceitação inicial já reflete na produção. “Quem prova costuma aprovar e até substituir o tradicional”, diz.

Cosméticos à base de pecã

Outro destaque vem do setor de cosméticos. A empresa Nozes Pitol, de Anta Gorda (RS), apresenta uma nova fase da marca, agora chamada Fiorenoz, com foco em produtos de skincare.

A linha utiliza óleo e casca da noz-pecã como base das formulações. Segundo a representante da empresa, Victoria Pitol, a proposta é conectar o uso da matéria-prima ao bem-estar. “São ativos que trazem naturalidade para a pele”, explica.

A reformulação também busca ampliar a percepção sobre o uso da noz-pecã. “A ideia é mostrar que ela vai além do consumo alimentar e pode estar presente também no cuidado pessoal”, afirma.

Programação do evento

Além da apresentação dos produtos, a programação inclui visitação a estandes, painel temático e colheita simbólica.

O evento será realizado no Salão Comunitário da Capela Sagrado Coração de Jesus, na Comunidade Travessão Bonito, e em propriedade rural do município. A abertura da colheita é promovida pelo Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), com apoio de entidades do setor.

*Com informações da assessoria de imprensa

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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de uva supera expectativa



Safra de uva tem boa qualidade



Foto: Divulgação

Os trabalhos pós-safra da uva avançam na região administrativa de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar.

Segundo o levantamento, “ocorre, na maioria dos vinhedos, o plantio de plantas de cobertura de solo, a recuperação de estruturas, como postes internos e externos, a manutenção e a readequação dos arames de condução e sistematização do solo”. Também continuam os tratamentos fitossanitários após a colheita.

O informativo destaca que, na safra 2025/2026, “a quantidade colhida ficou acima do normal, além de apresentar excelente qualidade”. Ainda de acordo com o relatório, os dados consolidados de produção e qualidade deverão ser divulgados nas próximas semanas por entidades do setor.

As uvas de mesa seguem em colheita, com preços recebidos pelos produtores variando entre R$ 7,50 e R$ 12,00 por quilo.





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Preço do arroz atinge maior média desde setembro de 2025, apesar de mercado lento no RS


Arroz Embrapa
Foto: Paulo Lanzetta

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul encerrou abril com a maior média mensal de preços desde setembro de 2025, mesmo diante de negociações travadas e baixa liquidez. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a média do cereal ficou em R$ 62,66 por saca no mês.

De acordo com os pesquisadores, o avanço nos preços ocorre em um cenário ainda marcado por cautela entre compradores e vendedores. Os leilões de apoio à comercialização, as diferenças regionais nas cotações e as margens apertadas da indústria seguem limitando o ritmo dos negócios.

A demanda pontual por lotes de melhor qualidade também não foi suficiente para impulsionar as negociações ao longo de abril.

Apesar da lentidão no curto prazo, o Cepea destaca que os fundamentos continuam apontando para uma recomposição gradual dos preços no mercado de arroz.

Mercado ainda busca maior equilíbrio

Segundo o Centro de Pesquisas, o setor atravessa um estágio intermediário, em que há sinais de recuperação nos preços, mas ainda persistem entraves relacionados à liquidez e à diferença de expectativa entre os agentes do mercado.

Para o Cepea, uma tendência mais firme de alta dependerá do avanço no escoamento do produto ao longo da cadeia e de uma maior convergência entre compradores e vendedores sobre os níveis de preços.

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