sexta-feira, julho 3, 2026

Autor: Redação

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Aumento do diesel gera impacto bilionário no agronegócio brasileiro


O aumento do diesel já causa um impacto bilionário aos produtores rurais, afetando diretamente o agronegócio brasileiro. A alta no preço do combustível, que atualmente gira em torno de R$ 7,50 por litro, tem gerado preocupações sobre as margens de lucro dos agricultores e a possibilidade de repasse desse custo ao consumidor final.

Impactos do aumento do diesel

A alta no preço do diesel, que se intensificou nos últimos meses, pode trazer consequências significativas para o setor agrícola. Entre os efeitos observados estão:

  • Redução das margens de lucro dos produtores rurais;
  • Possibilidade de aumento nos preços dos produtos ao consumidor final;
  • Necessidade de ajustes financeiros no agronegócio.

Projeto de lei em discussão

Em resposta a essa situação, um projeto de lei está sendo discutido no Congresso com o objetivo de utilizar receitas extraordinárias para compensar a redução de arrecadação causada pela diminuição de tributos sobre combustíveis, como diesel, gasolina, biodiesel e etanol. A deputada Marussa Boldrin, relatora da proposta, destacou a importância do avanço do texto, que visa:

  • Reduzir o preço dos combustíveis sem aumento de impostos;
  • Utilizar a arrecadação extra proveniente da venda de petróleo no mercado internacional;
  • Ter vigência imediata enquanto durar a alta dos preços do petróleo.

Urgência na análise do projeto

A bancada do agronegócio expressou pressa na análise do projeto, que já teve a urgência aprovada pelos deputados. A proposta seguirá diretamente para o plenário da Câmara, sem passar pelas comissões, e a expectativa é que o texto seja votado nos próximos dias.

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Senado aprova criação da primeira universidade federal indígena do Brasil


O Senado aprovou o projeto que cria a primeira universidade federal indígena do Brasil. A proposta agora segue para sanção presidencial, e a expectativa do governo é que a instituição comece a funcionar a partir de 2027.

Objetivos da universidade

A proposta tem como objetivo ampliar o acesso ao ensino superior para indígenas e reduzir a evasão acadêmica, muitas vezes causada por preconceito e dificuldades de acesso.

Estrutura e cursos oferecidos

A universidade será vinculada ao Ministério da Educação, terá sede em Brasília e contará com um campus distribuído em diferentes regiões do Brasil, respeitando a diversidade cultural dos povos indígenas. Os cursos de graduação e pós-graduação devem priorizar áreas estratégicas, como:

  • Gestão ambiental e territorial
  • Sustentabilidade
  • Saúde
  • Direito
  • Agroecologia
  • Engenharias
  • Tecnologias
  • Formação de professores

Além da valorização e preservação das línguas indígenas.

Gestão indígena

O texto também determina que os cargos de reitor e vice-reitor sejam ocupados por docentes indígenas, reforçando o protagonismo dos povos originários na gestão da instituição.

Avanço histórico

Segundo o relator do projeto, a criação da universidade representa um avanço histórico na inclusão educacional e na valorização das culturas indígenas. Esta universidade não é apenas para ensinar novas práticas, mas para aprofundar o conhecimento de uma cultura milenar, de um povo que estava aqui antes de nós e que tem uma relação com a natureza absolutamente diferente.

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Ana Paula Repesa é a nova presidente da Crop Life Brasil


A Crop Life Brasil anunciou nesta semana a nomeação de Ana Paula Repesa como sua nova presidente. A executiva assume o cargo com o compromisso de ampliar o diálogo institucional e avançar em agendas regulatórias, além de projetar o setor em debates internacionais sobre inovação agrícola.

Trajetória profissional

Ana Paula Repesa é graduada em Administração, com pós-graduação em Comércio Exterior e mestrado em Gestão Internacional com foco em Sustentabilidade. Com 20 anos de experiência na Apex Brasil, ela acompanhou diversas iniciativas do agronegócio, incluindo a abertura de mercados e questões regulatórias.

Expectativas e desafios

Em sua nova função, Repesa destaca a importância de potencializar as forças da Crop Life e ampliar o diálogo com o governo e outras associações do setor. Ela enfatiza a necessidade de melhorar o ambiente regulatório para garantir a competitividade do agronegócio brasileiro.

Foco em sustentabilidade

A nova presidente acredita que a união entre bioinsumos, biotecnologia e defensivos químicos é essencial para a preservação ambiental e a produtividade agrícola. Ela também menciona a importância da regulamentação da nova lei dos bioinsumos, que deve ocorrer ainda este ano, para garantir a qualidade e a segurança dos produtos utilizados pelos agricultores.

Crescimento do setor

  • Em 2024, o setor de bioinsumos no Brasil teve um crescimento de 28% na área tratada.
  • O mercado movimentou cerca de R$ 6,2 bilhões, abrangendo mais de 190 milhões de hectares.
  • A relevância dos bioinsumos como parte do cardápio tecnológico disponível para os produtores está em ascensão.

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AgroNewsPolítica & Agro

Negócios com boi gordo seguem lentos


Os negócios no mercado do boi gordo em São Paulo seguem sem força, segundo análise divulgada nesta terça-feira (5) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria.

De acordo com o relatório, “com escalas de bom tamanho e as vendas de carne devagar, as negociações estavam sem força”. O levantamento aponta que parte da indústria frigorífica não atuava ativamente nas compras, enquanto as que permaneciam no mercado mantiveram as ordens inalteradas em relação ao dia anterior.

As escalas de abate estavam, em média, para 10 dias. Ainda segundo a análise, “as cotações vigentes não agradavam à ponta vendedora”, e o comportamento do mercado nos próximos dias dependeria do volume de negócios e da retomada das vendas de carne no mercado interno.

No Pará, a oferta maior contribuiu para o avanço das negociações e das escalas, que passaram a atender, em média, entre nove e 11 dias. Nesse cenário, houve recuo nas cotações nas principais praças pecuárias do estado.

Na região de Marabá, “a cotação do boi gordo e a da novilha caiu R$3,00/@”, enquanto a vaca permaneceu estável. Já em Redenção, “a cotação da vaca caiu R$3,00/@”, com estabilidade para boi gordo e novilha, além de manutenção no preço do “boi China”.

Em Paragominas, o levantamento indica que “a cotação do boi gordo e do ‘boi China’ caiu R$2,00/@, e a da vaca e a da novilha não mudou”.

No Espírito Santo, o mercado apresentou estabilidade, com manutenção das cotações. As escalas de abate estavam, em média, para nove dias.





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Nova frente fria traz chuvas e queda acentuada de temperatura no Brasil


A partir desta quinta-feira, uma nova frente fria começa a atuar no Brasil, trazendo chuvas e uma queda acentuada de temperatura em várias regiões, especialmente no centro-sul do país. O fenômeno deve se intensificar durante o primeiro fim de semana de maio, com previsões de temporais e até granizo em algumas áreas.

Impactos nas regiões afetadas

De acordo com o meteorologista Artur Miller, a frente fria já está avançando sobre o Uruguai e áreas de fronteira com o Rio Grande do Sul. As chuvas são esperadas para:

  • Rio Grande do Sul: temporais localizados e possibilidade de granizo.
  • Santa Catarina e sul do Paraná: umidade do solo adequada, mas com previsão de calor e secura antes da chegada da frente fria.
  • Paraná: acumulados de chuva que podem ultrapassar 100 mm em cinco dias, beneficiando a agricultura local.

Queda de temperatura e geadas

A expectativa é que a temperatura caia significativamente, com mínimas chegando a:

  • 5ºC a 4ºC no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
  • 15ºC a 10ºC em São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Além disso, há risco de geadas, especialmente em áreas produtoras de milho na segunda safra, o que pode impactar a produção agrícola. A previsão é de uma sequência de dias frios, com mínimas abaixo de 10ºC em várias regiões do centro-sul do Brasil.

Expectativas para o futuro

O clima deve continuar instável, com a possibilidade de novas massas de ar polar se aproximando, o que pode resultar em mais frio e chuvas nos próximos dias. Os produtores rurais devem estar atentos às condições climáticas, especialmente em relação à proteção de suas lavouras e rebanhos.

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Projeto Santa Catarina e o Agro 5.0 inicia temporada 2026 com debates sobre o futuro do agronegócio


O projeto Santa Catarina e o Agro 5.0 deu início à temporada 2026, promovendo debates sobre o futuro do agronegócio catarinense. A iniciativa, em parceria com o Canal Rural, busca definir os temas que nortearão as discussões ao longo do ano.

Temas em Debate

A pauta de 2026 inclui questões estratégicas que impactam diretamente o setor, tais como:

  • Logística
  • Tecnologia
  • Sucessão familiar
  • Abastecimento de milho

Esses tópicos são considerados essenciais, especialmente em um ano eleitoral, onde as políticas públicas para o setor serão discutidas com maior intensidade.

Objetivos do Projeto

O projeto visa garantir que as discussões atendam às demandas de toda a cadeia produtiva, desde a indústria até as entidades representativas, focando nos desafios diários dos produtores rurais. A proposta é:

  • Oferecer visibilidade às questões do agronegócio
  • Combater a desinformação com informações corretas
  • Contribuir para o desenvolvimento sustentável do setor

O público poderá acompanhar os debates na programação do Canal Rural ao longo de 2026. O projeto é realizado em parceria com diversas entidades, incluindo a FECOAR, Sistema Sesc, Faesc, Senar, Sindicarne e Icasa, além do apoio da Secretaria de Agricultura e Pecuária de Santa Catarina.

Importância do Agronegócio

O agronegócio é fundamental para a economia catarinense, gerando recursos que são essenciais para áreas como saúde e educação. A discussão sobre o futuro do setor é vital para garantir a qualidade de vida dos produtores e a sustentabilidade econômica e ambiental.

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Exportações de carne suína disparam, mas preços no mercado interno recuam


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Foto: Prefeitura de Capão Bonito

Os suinocultores brasileiros enfrentam desvalorização no preço do animal e um aperto na margem de lucro no início deste segundo trimestre de 2026.

Apesar das exportações de carne suína terem atingido volume recorde entre janeiro e março, a demanda externa não foi suficiente para enxugar a oferta no mercado interno, derrubando as cotações e piorando o poder de compra dos produtores frente aos insumos de nutrição.

Os dados compõem o balanço de mercado divulgado pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS).

Avanço nas vendas externas

Os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pela associação, mostram que as exportações brasileiras de carne suína in natura cresceram 15,3% no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O percentual equivale a um acréscimo de 44,5 mil toneladas do produto despachadas para o mercado internacional. O principal destino comercial no período foram as Filipinas. O país asiático absorveu mais de 30% de todo o volume exportado pelo Brasil na categoria.

Cotações em baixa e relação de troca

Apesar do forte ritmo nos portos, os preços pagos ao produtor no Brasil recuaram. Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) apontaram queda contínua para os indicadores do suíno vivo e da carcaça especial nas principais praças de comercialização até o dia 20 de abril de 2026.

Esse movimento de desvalorização corroeu o poder de compra do criador frente ao custo da ração animal. Segundo a ABCS, a relação de troca (indicador de mercado que mede a quantidade de insumos que pode ser adquirida com a venda do suíno) operou em patamar abaixo de 5,0. O índice não atingia um nível tão desfavorável para a atividade desde dezembro de 2023.

Preço do milho e fatores climáticos

No âmbito dos custos de produção, a atenção do setor está voltada para o desenvolvimento da segunda safra de milho, grão que é a base da alimentação nas granjas. Com o plantio finalizado, a irregularidade das chuvas em abril elevou o risco de perdas nas lavouras.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou a projeção da safra total de milho 2025/2026 para 139,6 milhões de toneladas. No curto prazo, as cotações do grão seguem em queda sob a perspectiva de uma colheita volumosa. Contudo, análises da consultoria Mbagro citadas no relatório indicam que não se descarta uma elevação nos preços dos grãos caso as condições climáticas causem piora na qualidade das lavouras nas próximas semanas.

Competitividade no varejo

Diante do descompasso entre custos e o preço de venda do suíno vivo, o principal alento da cadeia produtiva se encontra nos supermercados. A ABCS ressalta que a carne suína mantém forte competitividade nas gôndolas em relação às carnes bovina e de frango para o consumidor final.

Essa diferença de preços é vista pelo setor produtivo como a principal oportunidade para expandir o consumo doméstico, viabilizando o reequilíbrio da oferta interna e, consequentemente, a estabilização das cotações na ponta produtora.

Fonte: com informações da ABCS

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Fluxo cambial do Brasil fica positivo em US$ 9,3 bilhões em abril, diz Banco Central


primeiro turno - dólar - câmbio
Foto: Agência Brasil

O fluxo cambial total do Brasil ficou positivo em US$ 9,291 bilhões em abril de 2026, segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (6). Em março, o país havia registrado saída líquida de US$ 6,350 bilhões. O resultado de abril foi sustentado por entradas no canal financeiro e, principalmente, pelo superávit no comércio exterior.

No canal financeiro, houve entrada líquida de US$ 2,674 bilhões no mês. O saldo decorre de compras de US$ 61,961 bilhões e vendas de US$ 59,287 bilhões. Esse segmento reúne operações como investimentos estrangeiros diretos, investimentos em carteira, remessas de lucros e pagamento de juros.

No canal comercial, o saldo foi positivo em US$ 6,616 bilhões. As exportações somaram US$ 28,505 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 21,889 bilhões. Dentro das receitas de exportação, o Banco Central informou US$ 2,791 bilhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 7,658 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 18,057 bilhões em outras entradas.

No acumulado de 2026 até abril, o fluxo cambial está positivo em US$ 13,397 bilhões. Nesse intervalo, o canal financeiro registra saída líquida de US$ 2,284 bilhões, com compras de US$ 242,606 bilhões e vendas de US$ 244,890 bilhões. Já o fluxo comercial acumula superávit de US$ 15,682 bilhões, com exportações de US$ 95,632 bilhões e importações de US$ 79,950 bilhões.

Na semana de domingo (27) a quarta-feira (30) de abril, o fluxo cambial foi positivo em US$ 3,307 bilhões. O canal financeiro teve saída líquida de US$ 1,022 bilhão, enquanto o comércio exterior registrou saldo positivo de US$ 4,329 bilhões, com exportações de US$ 8,928 bilhões e importações de US$ 4,599 bilhões.

Os dados mostram que o desempenho do comércio exterior segue como principal fator de sustentação do fluxo cambial em 2026. O resultado mensal também indica recomposição frente ao dado de março, embora o canal financeiro ainda acumule saldo negativo no ano, segundo o Banco Central.

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BNDES anuncia novo ciclo de R$ 40 milhões para produção de bioinsumos


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Foto: Embrapa/Montagem: Canal Rural

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, nesta quarta-feira (6), um novo ciclo do programa BNDES Bioinsumos, com R$ 40 milhões em recursos não reembolsáveis para cooperativas e associações de agricultores familiares. O lançamento ocorreu durante a 3ª Plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), em Brasília.

Segundo o banco, a medida dá continuidade à política de fomento à produção própria de insumos biológicos e integra um conjunto de ações que somam mais de R$ 2,4 bilhões mobilizados entre 2023 e 2026 para segurança alimentar.

De acordo com o BNDES, o novo edital sucede a primeira chamada do programa, aberta em 2025. No ciclo inicial, quatro projetos foram selecionados em caráter preliminar, totalizando R$ 20 milhões, e seguem para nova etapa de avaliação antes da contratação. A iniciativa contou com apoio técnico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O programa financia a produção e a multiplicação de bioinsumos para uso próprio em unidades industriais ou semi-industriais. Entre os itens apoiáveis estão inoculantes à base de microrganismos, bioestimulantes, agentes biológicos para controle de pragas, biofertilizantes, compostos fermentados e compostagem de resíduos orgânicos, desde que associada a outra categoria prevista no edital.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o novo ciclo amplia o apoio à agricultura familiar e busca reduzir a dependência de insumos convencionais. Já a diretora Socioambiental do banco, Tereza Campello, afirmou que a proposta é estruturar uma política contínua de fomento, com foco em qualidade, biossegurança e escala produtiva.

No balanço apresentado ao Consea, o banco informou que os R$ 2,4 bilhões mobilizados desde 2023 reúnem R$ 1,2 bilhão do Fundo Amazônia, R$ 1 bilhão em recursos mistos com organismos internacionais e R$ 232 milhões do Fundo Socioambiental do BNDES. O montante está distribuído em programas voltados à produção, abastecimento, acesso e consumo de alimentos.

Na prática, o novo edital amplia a possibilidade de reapresentação de propostas por organizações não contempladas no primeiro ciclo. As entidades que ficaram fora da etapa inicial, segundo o BNDES, poderão receber orientações técnicas para ajuste dos projetos, o que tende a elevar a capacidade de acesso a tecnologias de bioinsumos por cooperativas e associações da agricultura familiar.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de citros tem baixa demanda


A colheita de citros avança em regiões do Rio Grande do Sul, com variações na produtividade, incidência de pragas e oscilação nos preços, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Caxias do Sul, em Cotiporã, segue a colheita de cultivares precoces, como Satsuma e Harmonia, sendo que esta última apresenta frutos sem tamanho adequado devido à falta de chuvas no período de crescimento. Em Veranópolis, os pomares apresentam condições adequadas, mas há registros de pragas, como ácaros, tripes, pulgões, cochonilhas e larva-minadora. A bergamota Caí apresenta calibre abaixo do esperado, enquanto produtores realizam tratamentos fitossanitários e adubação. A comercialização da bergamota Montenegrina ocorreu por curto período, a R$ 0,55/kg, e atualmente não há compradores. A laranja de umbigo Bahia está em colheita, assim como variedades destinadas ao suco, como a Rubi, com preço médio de R$ 2,00/kg.

Na região de Erechim, algumas variedades de laranja iniciam o amadurecimento, com interesse de comercialização para cultivares como Salustiana, Iapar e Umbigo Navelina.

Na região de Lajeado, em Pareci Novo, o raleio das bergamoteiras foi concluído nas principais variedades comerciais, abrangendo 1.006 hectares, sendo 590 hectares de Montenegrina. Foram realizadas roçadas e manejo fitossanitário preventivo, com monitoramento de mosca-das-frutas, sem impacto significativo na produção. A colheita da Okitsu atinge 95% da área, com comercialização a R$ 30,00 por caixa de 25 kg. A colheita da bergamota Caí teve início, mas parte da produção ainda não atingiu o ponto ideal de maturação, sendo comercializada a R$ 60,00 por caixa de 25 kg. A lima ácida Tahiti é vendida a R$ 30,00 por caixa, com pressão sobre os preços devido à oferta de outras regiões.

Em São Sebastião do Caí, o raleio segue em variedades de ciclo médio e tardio, e alguns produtores evitam a venda de frutos verdes devido aos baixos preços. Em Bom Princípio, teve início a colheita da laranja do Céu, com preços entre R$ 25,00 e R$ 50,00 por caixa de 25 kg. As variedades precoces estão em maturação, com variações na produção devido a fatores de solo, clima e manejo. Há registros de queda prematura de frutos causada por mosca-das-frutas. A laranja de umbigo Bahia apresenta floração fora de época, associada à estiagem seguida de temperaturas elevadas. A colheita da lima ácida Tahiti segue retraída, com preços entre R$ 30,00 e R$ 35,00 por caixa. Em São José do Hortêncio, produtores comercializam bergamotinha verde a R$ 8,00 por caixa, embora parte opte pelo descarte devido ao baixo valor. A colheita da Okitsu atinge 50% da área, com preços entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por caixa, enquanto o limão Tahiti é vendido a R$ 40,00 por caixa.

No conjunto das regiões, há aumento de doenças como leprose e cancro-cítrico em pomares sem controle preventivo. Também são observados casos de floração fora de época e frutos fora de padrão, associados ao estresse hídrico. Na safra anterior, a variedade Ponkan deixou de ser colhida em algumas áreas devido a preços abaixo do custo operacional, levando produtores a avaliarem a substituição por outras culturas.





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