sexta-feira, julho 3, 2026

Autor: Redação

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Cotações da soja: mercado físico não resiste à nova queda expressiva de Chicago


soja preço baixo guerra comercial
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural

O mercado brasileiro de soja ficou praticamente paralisado nesta quarta-feira (6), com poucos negócios reportados ao longo do dia.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Thiago Oleto, os players permaneceram afastados diante da queda em Chicago e das poucas oportunidades geradas pelo câmbio.

“O produtor segue retraído, aguardando melhores condições de comercialização”, afirma. Segundo ele, mesmo com uma leve melhora nos prêmios dos portos, o cenário não foi suficiente para destravar o mercado. “O spread ainda elevado limitou a formação de negócios”, comenta.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 124 para R$ 122,50
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 125 para R$ 123,50
  • Cascavel (PR): passou de R$ 120 para R$ 118,50
  • Rondonópolis (MT): reduziu de R$ 109 para R$ 107,50
  • Dourados (MS): foi de R$ 112 para R$ 110,50
  • Rio Verde (GO): diminuiu de R$ 111 para R$ 109,50
  • Porto de Paranaguá (PR): recuou de R$ 130 para R$ 128,50
  • Porto de Rio Grande (RS): passou de R$ 130 para R$ 128,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa acentuada nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado acompanhou a forte desvalorização dos preços do petróleo diante da possibilidade de Estados Unidos e Irã chegarem a um acordo para por fim ao conflito no Oriente Médio.

Segundo Oleto, os agentes voltam as suas atenções também para outro dois pontos. O primeiro deles é o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, nas próximas semanas.

“A aposta é de um acordo que envolva a compra de soja estadunisense pela China, mas também pairam dúvidas sobre as discussões comerciais”, ressalta o analista.

Segundo a Reuters, a Associação Americana de Soja afirmou estar preocupada que a China possa voltar a impor tarifas mais altas sobre a soja norte-americana em resposta a uma investigação comercial dos Estados Unidos.

Outro foco do mercado está no relatório de oferta e demanda de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trará os primeiros números para a temporada 2026/27. Com isso, os traders já começam a posicionar suas carteira.

Contratos futuros

cotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 16,75 centavos de dólar, ou 1,38%, a US$ 11,94 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,89 por bushel, com retração de 16,00 centavos de dólar ou 1,32%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 3,10 ou 0,96% a US$ 317,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 75,02 centavos de dólar, com perda de 1,89 centavo ou 2,45%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,14%, sendo negociado a R$ 4,9195 para venda e a R$ 4,9175 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8877 e a máxima de R$ 4,9347.

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AgroNewsPolítica & Agro

El Niño eleva risco para produção de cacau


O mercado global de cacau segue pressionado em meio ao ambiente macroeconômico marcado pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, com impactos diretos sobre os custos de energia, fretes e seguros. Nesse cenário, o aumento do prêmio de risco global tem influenciado a dinâmica da commodity, ao mesmo tempo em que fatores climáticos e o balanço entre oferta e demanda permanecem no radar dos agentes de mercado.

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, a safra 2025/26 deve registrar superávit de cerca de 356 mil toneladas, volume levemente inferior à estimativa anterior. O resultado reflete uma recuperação parcial da produção combinada com retração da demanda, mantendo o mercado sensível a mudanças nos fundamentos, especialmente diante da maior probabilidade de ocorrência do El Niño.

Segundo Carolina França, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets, o cenário macroeconômico tem exercido influência direta sobre o setor. “As interrupções no Estreito de Ormuz e a maior insegurança no Mar Vermelho reduziram o tráfego por rotas estratégicas como o Canal de Suez, encarecendo fretes, seguros e afetando a logística global”, afirma.

Esse contexto também pressiona os custos de energia e fertilizantes, especialmente os nitrogenados, ampliando riscos inflacionários e adicionando volatilidade ao mercado de cacau.

No lado da demanda, a Ásia apresentou desempenho positivo no primeiro trimestre de 2026, com destaque para a Malásia, onde a moagem cresceu 8,7% no período. O avanço contribuiu para um crescimento de 5,2% na moagem asiática, região responsável por cerca de 23% do processamento global. Em sentido oposto, a Europa registrou queda de 7,8% na moagem, pressionada por importações líquidas reduzidas, enquanto os Estados Unidos também apresentaram retração no processamento.

No Brasil, a indústria enfrenta desafios adicionais, como restrições às importações, alterações no regime de drawback e incertezas regulatórias, em um cenário de leve queda na moagem no primeiro trimestre.

No campo da oferta, os principais países produtores atravessam uma fase do calendário agrícola entre a safra intermediária e o florescimento que dará origem à safra principal 2026/27, o que mantém o mercado atento às condições climáticas.

No médio e longo prazo, a maior probabilidade de ocorrência do El Niño surge como um dos principais pontos de atenção. “As projeções indicam que o evento pode se estender até o fim de 2026 e início de 2027, elevando os riscos para as commodities agrícolas em um contexto de possíveis temperaturas recordes. A análise de safras passadas indica que o El Niño não apresenta uma relação direta e homogênea com volumes de chuva ou níveis de produção, gerando efeitos distintos entre origens e muitas vezes defasados no tempo. Esses impactos refletem o caráter perene do cacau e a interação com condições climáticas regionais, podendo resultar tanto em perdas pontuais quanto em ajustes positivos posteriores. De forma geral, o fenômeno aumenta o risco produtivo e exige acompanhamento contínuo.”, destaca Carolina França.

Apesar da projeção de superávit para a safra 2025/26, o mercado segue suscetível a oscilações no curto prazo. Segundo a Hedgepoint Global Markets, o saldo positivo não elimina a volatilidade, já que mudanças em fatores como clima, demanda ou custos podem alterar rapidamente o equilíbrio global. “Mudanças em qualquer fundamento podem alterar significativamente esse equilíbrio”, conclui a especialista.





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Venda de equipamento agrícola termina em golpe milionário com uso de dados falsos


Máquina agrícola
Foto: Polícia Civil do Tocantins (PCTO)

Uma máquina agrícola que era objeto de investigação criminal foi recuperada na manhã desta quarta-feira (6), durante uma operação realizada no Maranhão.

A ação foi conduzida pela Polícia Civil do Tocantins (PCTO), por meio da 3ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (3ª DEIC – Araguaína). A ação foi nomeada como Operação Renorcrim.

Conforme explica o delegado Márcio Lopes da Silva, titular da 3ª Deic e responsável pelo caso, a ação é decorrente de inquérito policial que apura a prática de fraude eletrônica, crime previsto no artigo 171 do Código Penal.

Golpe

Segundo as investigações, a vítima foi induzida ao erro durante uma negociação realizada remotamente, que envolvia a suposta compra e venda de um pulverizador agrícola de alto valor. De acordo com a polícia, os suspeitos utilizaram meios digitais e contatos telefônicos para formalizar um contrato aparentemente regular.

Máquina agrícola
Foto: Polícia Civil do Tocantins (PCTO)

No entanto, há indícios de que a negociação foi simulada com o objetivo de obter vantagem ilícita, incluindo a utilização de cheques posteriormente devolvidos por inconsistência de assinatura. Além disso, foi constatado o possível uso de dados e informações falsas para dar aparência de legalidade ao negócio. 

As diligências também apontaram inconsistências quanto à existência e funcionamento da empresa envolvida na negociação, reforçando a hipótese de fraude estruturada para enganar a vítima.

Próximos passos

A Polícia Civil destaca que as investigações seguem em andamento, com o objetivo de identificar todos os responsáveis e esclarecer integralmente os fatos.

O delegado Márcio Lopes, destaca a importância da ação realizada pelas equipes da polícia. “A recuperação do maquinário representa um avanço significativo nas investigações, possibilitando não apenas a restituição do bem à vítima, mas também o fortalecimento das provas quanto à materialidade do crime e à autoria dos envolvidos”, concluiu. 

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Mercosul-UE: CNA lança simulador que mostra redução de tarifas para exportações do agro


Acordo Mercosul e Ue União Europeia
Foto: Pixabay

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) disponibilizou uma nova ferramenta para facilitar o acesso dos produtores rurais às informações sobre o cronograma de redução tarifária negociado entre o Mercosul e a União Europeia.

O “BI Simulador do Acordo” foi desenvolvido para orientar o setor produtivo sobre as tarifas de importação aplicadas pela União Europeia aos produtos comercializados entre os dois blocos. O acordo comercial começou a valer de forma provisória em 1º de maio, após mais de duas décadas de negociações.

Por meio da plataforma, o produtor pode selecionar produtos de interesse e acompanhar como as tarifas europeias serão reduzidas ao longo do período de desgravação tarifária previsto no acordo.

A ferramenta contempla todas as mercadorias com base nas linhas tarifárias da União Europeia, permitindo consultas detalhadas sobre as condições estabelecidas no capítulo de comércio bilateral.

O sistema também permite pesquisar pelo nome do produto ou pelo código tarifário. Além disso, o usuário consegue identificar o regime de desgravação aplicado a cada item e verificar se o produto está incluído em quotas tarifárias.

Segundo a CNA, o simulador integra uma série de materiais técnicos, guias e análises produzidos pela entidade para traduzir os impactos do acordo comercial para a realidade do campo brasileiro.

A entidade ressalta que a plataforma serve como ferramenta de orientação e não substitui o contato com parceiros comerciais no país de destino nem consultas às autoridades aduaneiras antes do início de operações de exportação.

Além do simulador, a CNA também disponibilizou em seu site uma área de “Perguntas e Respostas” com esclarecimentos sobre as novas regras comerciais entre Mercosul e União Europeia.

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China pode reduzir importação de carne brasileira em até 10%


O esgotamento da cota de importação de carne bovina pela China, previsto para o fim de maio e início de junho, pode reduzir em até 10% as exportações brasileiras no segundo semestre. A informação é da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), que destaca que a China é o principal destino das exportações de carne do Brasil, absorvendo quase a metade da proteína brasileira.

Impacto no setor

O setor está preocupado com a situação, uma vez que o Brasil está prestes a atingir o limite de um contrato que sustenta boa parte do agronegócio. Até o fim de abril, o país já havia utilizado 65% da cota de importação. A partir do esgotamento dessa cota, a expectativa é de menos abates e, consequentemente, menor abastecimento interno.

Alternativas para o mercado

Diante do cenário, o setor busca alternativas para compensar a redução nas exportações para a China. Entre as estratégias estão:

  • Aumento do consumo interno no segundo semestre.
  • Ampliação das exportações para os Estados Unidos.
  • Abertura de novos mercados, como Coreia do Sul, Japão e Turquia.

O presidente da BIEC, Roberto Perosa, destacou que o crescimento das apostas online no Brasil tem limitado o consumo de carne. Ele também mencionou a necessidade de uma cota específica para o Brasil nos Estados Unidos, compatível com a capacidade de produção brasileira.

Viagem do presidente da BIEC

Roberto Perosa embarca ainda hoje para a China, com o objetivo de resolver questões comerciais e buscar aumentar as exportações para o país. O presidente Lula também embarca hoje para os Estados Unidos, onde se encontrará com o presidente Donald Trump, em um encontro que pode ajudar a normalizar as relações comerciais entre os dois países.

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Agro brasileiro registra recorde de 28,4 milhões de empregos em 2025


O agronegócio brasileiro encerrou o ano de 2025 com um recorde na geração de empregos, atingindo 28,4 milhões de trabalhadores registrados, conforme levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Dados do setor

  • População ocupada no agronegócio: 28,4 milhões de pessoas.
  • Aumento de 2,2% em relação a 2024.
  • Destaque para o segmento de agrerviços e aumento da presença feminina no mercado de trabalho, que cresceu 2,6% em 2025.

Importância do agronegócio

O agronegócio se destaca como o maior gerador de empregos no Brasil, sendo responsável por um em cada quatro empregos no país. A tecnologia e a qualificação da mão de obra têm sido fundamentais para o crescimento do setor.

Desafios e perspectivas

Apesar dos desafios enfrentados, como custos e preços, o Brasil é visto como um parceiro confiável para a segurança alimentar global. A necessidade de priorização do agronegócio pelo governo é enfatizada, com a expectativa de que políticas agrícolas adequadas sejam implementadas para sustentar esse crescimento.

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Cooperativa promove encontro de caminhoneiros para reforçar segurança no transporte do café


caminhão em estrada fazendo transporte de grãos para silo ou armazém de cooperativa
Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

A Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec) promoverá um encontro de caminhoneiros nesta quinta-feira (7), a partir das 8h, em Franca, São Paulo, voltado à segurança e à saúde dos motoristas durante o transporte de café na região de Alta Mogiana.

A ação pretende fomentar a segurança nas estradas durante o transporte do grão no período mais crítico do calendário do setor. “Em um cenário onde o café se destaca como uma commodity de alto valor agregado, a segurança no transporte dos grãos passa a ser uma prioridade estratégica. Mais do que logística, trata-se de proteger um patrimônio do produtor e preservar vidas”, destaca a entidade, em nota.

Os caminhoneiros são os responsáveis por conduzir cargas, muitas vezes em longas distâncias, enfrentando jornadas intensas e condições adversas, fator que se agrava no Brasil, onde o escoamento pelo modal rodoviário representa até 75% da matriz logística nacional.

Além de conduzir a carga, o motorista de caminhão também precisa estar alinhado aos procedimentos operacionais da cooperativa, respeitando horários, locais de descarga e normas de segurança.

De acordo com o gerente de Comercialização de Café da Cocapec, Willian Cesar Freiria, o objetivo é garantir que o café chegue com qualidade aos armazéns e que o motorista retorne para casa em segurança.

“Eles transportam o bem mais valioso do cooperado, exigindo atenção redobrada a procedimentos como horários de funcionamento, locais de descarga e normas de transporte. Estar bem informado é, portanto, uma medida de segurança, tanto para evitar transtornos operacionais quanto para reduzir riscos durante o trajeto”, reforça.

O encontro busca preparar os motoristas para a rotina da safra, evitando situações como deslocamentos desnecessários, espera prolongada ou pernoites inesperados, condições que podem aumentar a exposição a riscos.

Saúde dos caminhoneiros

Encontro de motoristas - saúde dos caminhoneiros
Foto: Divulgação Cocapec

Além da segurança operacional, a cooperativa também promoverá ações como aferição de pressão arterial e testes de glicemia, com foco em um público majoritariamente acima dos 40 anos, faixa etária que exige maior atenção a doenças silenciosas.

Segundo a técnica de segurança da Cocapec, Márcia Helena Borges Bevilacqua, a iniciativa reforça um cuidado essencial que muitas vezes é negligenciado pelos próprios motoristas. “Eles estão muito focados no trabalho, em cumprir as viagens, e acabam deixando a saúde de lado. Mas a nossa preocupação é que eles estejam bem para dirigir e, principalmente, que voltem para casa com segurança”, afirmou ela.

De acordo com ela, a ação é realizada anualmente pela cooperativa e reforça que proteger o transporte do café e quem está ao volante é garantir não apenas a qualidade do produto, mas a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva.

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Aumento do diesel gera impacto bilionário no agronegócio brasileiro


O aumento do diesel já causa um impacto bilionário aos produtores rurais, afetando diretamente o agronegócio brasileiro. A alta no preço do combustível, que atualmente gira em torno de R$ 7,50 por litro, tem gerado preocupações sobre as margens de lucro dos agricultores e a possibilidade de repasse desse custo ao consumidor final.

Impactos do aumento do diesel

A alta no preço do diesel, que se intensificou nos últimos meses, pode trazer consequências significativas para o setor agrícola. Entre os efeitos observados estão:

  • Redução das margens de lucro dos produtores rurais;
  • Possibilidade de aumento nos preços dos produtos ao consumidor final;
  • Necessidade de ajustes financeiros no agronegócio.

Projeto de lei em discussão

Em resposta a essa situação, um projeto de lei está sendo discutido no Congresso com o objetivo de utilizar receitas extraordinárias para compensar a redução de arrecadação causada pela diminuição de tributos sobre combustíveis, como diesel, gasolina, biodiesel e etanol. A deputada Marussa Boldrin, relatora da proposta, destacou a importância do avanço do texto, que visa:

  • Reduzir o preço dos combustíveis sem aumento de impostos;
  • Utilizar a arrecadação extra proveniente da venda de petróleo no mercado internacional;
  • Ter vigência imediata enquanto durar a alta dos preços do petróleo.

Urgência na análise do projeto

A bancada do agronegócio expressou pressa na análise do projeto, que já teve a urgência aprovada pelos deputados. A proposta seguirá diretamente para o plenário da Câmara, sem passar pelas comissões, e a expectativa é que o texto seja votado nos próximos dias.

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Senado aprova criação da primeira universidade federal indígena do Brasil


O Senado aprovou o projeto que cria a primeira universidade federal indígena do Brasil. A proposta agora segue para sanção presidencial, e a expectativa do governo é que a instituição comece a funcionar a partir de 2027.

Objetivos da universidade

A proposta tem como objetivo ampliar o acesso ao ensino superior para indígenas e reduzir a evasão acadêmica, muitas vezes causada por preconceito e dificuldades de acesso.

Estrutura e cursos oferecidos

A universidade será vinculada ao Ministério da Educação, terá sede em Brasília e contará com um campus distribuído em diferentes regiões do Brasil, respeitando a diversidade cultural dos povos indígenas. Os cursos de graduação e pós-graduação devem priorizar áreas estratégicas, como:

  • Gestão ambiental e territorial
  • Sustentabilidade
  • Saúde
  • Direito
  • Agroecologia
  • Engenharias
  • Tecnologias
  • Formação de professores

Além da valorização e preservação das línguas indígenas.

Gestão indígena

O texto também determina que os cargos de reitor e vice-reitor sejam ocupados por docentes indígenas, reforçando o protagonismo dos povos originários na gestão da instituição.

Avanço histórico

Segundo o relator do projeto, a criação da universidade representa um avanço histórico na inclusão educacional e na valorização das culturas indígenas. Esta universidade não é apenas para ensinar novas práticas, mas para aprofundar o conhecimento de uma cultura milenar, de um povo que estava aqui antes de nós e que tem uma relação com a natureza absolutamente diferente.

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Ana Paula Repesa é a nova presidente da Crop Life Brasil


A Crop Life Brasil anunciou nesta semana a nomeação de Ana Paula Repesa como sua nova presidente. A executiva assume o cargo com o compromisso de ampliar o diálogo institucional e avançar em agendas regulatórias, além de projetar o setor em debates internacionais sobre inovação agrícola.

Trajetória profissional

Ana Paula Repesa é graduada em Administração, com pós-graduação em Comércio Exterior e mestrado em Gestão Internacional com foco em Sustentabilidade. Com 20 anos de experiência na Apex Brasil, ela acompanhou diversas iniciativas do agronegócio, incluindo a abertura de mercados e questões regulatórias.

Expectativas e desafios

Em sua nova função, Repesa destaca a importância de potencializar as forças da Crop Life e ampliar o diálogo com o governo e outras associações do setor. Ela enfatiza a necessidade de melhorar o ambiente regulatório para garantir a competitividade do agronegócio brasileiro.

Foco em sustentabilidade

A nova presidente acredita que a união entre bioinsumos, biotecnologia e defensivos químicos é essencial para a preservação ambiental e a produtividade agrícola. Ela também menciona a importância da regulamentação da nova lei dos bioinsumos, que deve ocorrer ainda este ano, para garantir a qualidade e a segurança dos produtos utilizados pelos agricultores.

Crescimento do setor

  • Em 2024, o setor de bioinsumos no Brasil teve um crescimento de 28% na área tratada.
  • O mercado movimentou cerca de R$ 6,2 bilhões, abrangendo mais de 190 milhões de hectares.
  • A relevância dos bioinsumos como parte do cardápio tecnológico disponível para os produtores está em ascensão.

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