quinta-feira, julho 2, 2026

Autor: Redação

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Exportações de carne suína crescem 8,3% em abril e mantêm forte alta no quadrimestre


carne suína, proteína animal
Foto: Pixabay

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 140 mil toneladas em abril. O volume supera em 8,3% o registrado no mesmo período do ano passado, com 129,2 mil toneladas.

A receita das exportações alcançou US$ 328,2 milhões no quarto mês deste ano, resultado 8,8% superior ao obtido em abril de 2025, com US$ 301,5 milhões.

No acumulado do primeiro quadrimestre, os embarques brasileiros de carne suína chegaram a 532,2 mil toneladas, número 14,2% maior em relação ao mesmo período de 2025, com 466 mil toneladas.

Em receita, o crescimento acumulado alcança 14,1%, com US$ 1,244 bilhão entre janeiro e abril deste ano, contra US$ 1,090 bilhão registrados no primeiro quadrimestre do ano passado.

Principais destinos das exportações

Entre os principais destinos das exportações brasileiras em abril, as Filipinas seguem na liderança, com 35,9 mil toneladas embarcadas, volume 20,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Em seguida aparecem Japão, com 16,6 mil toneladas (+131,9%), China, com 11,8 mil toneladas (-21,6%), Chile, com 11,1 mil toneladas (+22,8%), Hong Kong, com 8 mil toneladas (-34,3%), Vietnã, com 5,5 mil toneladas (+44,6%), Argentina, com 5,3 mil toneladas (-8,7%), Singapura, com 5,1 mil toneladas (-24,3%), Uruguai, com 4,6 mil toneladas (+12,7%) e México, com 4,4 mil toneladas (-40,3%).

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o fluxo internacional da carne suína brasileira segue bastante positivo em 2026, especialmente em mercados da Ásia, que continuam ampliando sua demanda por proteína animal.

Além disso, segundo Santin, foi observado um avanço importante em destinos de maior valor agregado, como o Japão, além da ampliação das Filipinas como principal mercado para o setor brasileiro. 

“O comportamento positivo em praticamente todos os mercados importadores reforçam as perspectivas positivas projetadas pela ABPA para este ano”, avalia o Santin.

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Preço da soja: Chicago se recupera, mas queda do dólar impede altas relevantes


preço soja cotação - preços ao produtor agropecuário
Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com poucas ofertas e ritmo moderado de comercialização. De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, os melhores momentos para preços e volumes ocorreram na segunda-feira (4).

"Depois disso, o mercado ficou mais travado, embora algumas regiões tenham mostrado melhor ritmo de comercialização", afirma o analista. Segundo ele, no geral, não houve volumes muito relevantes reportados ao longo da semana.

“Nesta sexta-feira, a Bolsa de Chicago registrou recuperação, mas o dólar caiu, o que limitou mudanças mais expressivas nas cotações internas. Os preços oscilaram de maneira mista”, resume.

O mercado também segue atento aos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previstos para terça-feira (12).

Preços médios da soja no mercado físico

  • Passo Fundo (RS): avançou de R$ 122,50 para R$ 123
  • Santa Rosa (RS): passou de R$ 123,50 para R$ 124
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 118 para R$ 118,50
  • Rondonópolis (MT): cresceu de R$ 107,50 para R$ 108,50
  • Dourados (MS): foi de R$ 110,50 para R$ 111,50
  • Rio Verde (GO): elevou de R$ 109 para R$ 110
  • Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 128 para R$ 128,50
  • Rio Grande (RS): passaram de R$ 128,50 para R$ 129

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado acompanhou o comportamento das cotações do petróleo, ainda em função das dúvidas sobre o futuro do conflito no Oriente Médio. Na semana, a posição julho/26 registrou avanço acumulado de 0,39%.

De acordo com Silveira, no radar dos participantes para a próxima semana, além do relatório do USDA, o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, em Pequim, também merece atenção. “A expectativa é que seja fechado um acordo de compra do produto norte-americano por parte da China”, ressalta.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 15,75 centavos de dólar, ou 1,32%, a US$ 12,08 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,02 3/4 por bushel, com avanço de 16,00 centavos de dólar ou 1,34%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 0,8 ou 0,25% a US$ 319,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,32 centavos de dólar, com ganho de 0,17 centavo ou 0,22%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,54%, sendo negociado a R$ 4,8952 para venda e a R$ 4,8932 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8902 e a máxima de R$ 4,9142. Na semana, a desvalorização chegou a 1,16%.

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Dia das Mães deve impulsionar vendas de flores e plantas ornamentais em 10%


Orquídea
Foto: Pixabay

O mercado de flores e plantas ornamentais projeta crescimento de 10% nas vendas para o Dia das Mães deste ano, considerada a principal data para o setor.

A expectativa positiva é resultado de um planejamento antecipado dos produtores, aliado às condições climáticas favoráveis e ao avanço da profissionalização da cadeia produtiva.

Os produtores começaram a se organizar com meses de antecedência para atender à demanda da data comemorativa, que representa cerca de 18% de tudo o que é comercializado pelo mercado de flores ao longo do ano.

Além da boa qualidade das flores, as pré-vendas ajudaram a equilibrar oferta e demanda, reduzindo perdas e trazendo mais previsibilidade para os produtores e comerciantes.

“A produção veio com boa qualidade, o tempo ajudou e as pré-vendas já foram feitas para justamente facilitar e abastecer esse mercado”, destaca o diretor da Ibraflor, Renato Optiz.

O setor também investiu em melhorias logísticas e no uso mais eficiente de insumos, buscando aumentar a competitividade e otimizar a produção.

Diferencial e expectativas

De acordo com Optiz, outra aposta para impulsionar as vendas foi o investimento em embalagens personalizadas para a data. Muitos produtores prepararam materiais com informações, dicas e curiosidades sobre as flores, agregando valor aos produtos oferecidos aos consumidores.

Entre as espécies mais procuradas para presentear no Dia das Mães estão rosas, orquídeas, antúrios, lírios, calanchoês e crisântemos.

A expectativa é de que o movimento nas floriculturas e centros de distribuição se intensifique nos próximos dias, impulsionando as vendas em todo o país.

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Governo federal lança nova etapa do programa Desenrola Rural para renegociação de dívidas


O governo federal anunciou uma nova etapa do programa Desenrola Rural, que amplia as condições para a renegociação de dívidas no campo. A medida tem como objetivo aliviar o endividamento dos produtores e facilitar o acesso ao crédito em um momento desafiador para o agronegócio.

Objetivos do programa

A nova fase do Desenrola Rural busca:

  • Reduzir o endividamento dos produtores rurais.
  • Facilitar o acesso ao crédito.
  • Suspender a negativação de dívidas.

Impactos para os produtores

Com a adesão ao programa, os produtores poderão:

  • Emitir certidões negativas de débito.
  • Acessar linhas de crédito mesmo com dívidas pendentes.
  • Renegociar dívidas com bancos públicos.

Cuidados na renegociação

Os produtores devem estar atentos a alguns cuidados antes de iniciar a renegociação:

  • Manter controle rigoroso do fluxo de caixa.
  • Buscar suporte na análise contratual para evitar riscos de venda casada.
  • Estar ciente das implicações tributárias da redução da dívida.

Essa nova etapa do Desenrola Rural é uma oportunidade para os pequenos e médios produtores, que enfrentam dificuldades financeiras, se reestruturarem e voltarem a operar no mercado.

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Dia das Mães deve impulsionar vendas de flores em 10% neste ano


O mercado de flores e plantas ornamentais está otimista para o Dia das Mães, com previsão de crescimento de 10% nas vendas. Esse aumento é atribuído a um planejamento estratégico dos produtores, que se organizaram com meses de antecedência para atender à demanda.

Condições favoráveis

As condições climáticas têm favorecido a qualidade das flores, além de pré-vendas que garantiram previsibilidade, reduzindo perdas e equilibrando oferta e demanda. Os produtores também investiram em:

  • Qualidade das flores
  • Embalagens informativas e atrativas
  • Gestão logística eficiente

Expectativas de vendas

O Dia das Mães representa cerca de 18% de tudo que é vendido no mercado de flores. As principais flores presentes nas vendas incluem:

  • Rosas
  • Orquídeas
  • Antúrios
  • Lírios
  • Crisântimos

As flores são vistas como símbolos de emoção e carinho, o que as torna uma escolha popular entre os consumidores nesta data especial.

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Massa de ar polar traz primeira onda de frio de 2026 ao Brasil


Uma massa de ar polar intensa deve avançar pelo Brasil entre esta sexta-feira e o dia 13 de maio, trazendo temperaturas até 5ºC abaixo da média na região Centro-Sul do país. Este fenômeno pode resultar na primeira onda de frio de 2026.

Impactos nas Temperaturas

Com a chegada da frente fria, as temperaturas já começaram a cair no Rio Grande do Sul e a tendência é que o frio ganhe intensidade nos próximos dias, com risco de geada em áreas de cultivo.

Riscos de Temporais

  • Os temporais devem ganhar força na tarde desta sexta-feira, especialmente no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
  • Rajadas de vento podem atingir até 90 km/h em algumas regiões.
  • Possibilidade de queda de granizo em áreas do Oeste de Santa Catarina e Paraná.

Previsão para o Fim de Semana

No domingo, Dia das Mães, as mínimas devem ficar abaixo dos 10ºC, com risco de geada em áreas de baixada no Sul do Brasil. O frio também deve avançar para o Sudeste e Centro-Oeste, com mínimas abaixo dos 10ºC.

Condições no Nordeste e Norte

Enquanto isso, no Nordeste e Norte do Brasil, as temperaturas permanecerão elevadas, com máximas chegando a 34ºC em algumas regiões. A previsão é de chuvas volumosas no agreste nordestino, com acumulados de 40 a 50 mm nos próximos dias.

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Produção de aves e suínos no Brasil se destaca no mercado global


A produção de aves e suínos no Brasil tem ganhado destaque no mercado global, impulsionada pela criação do selo Frutas Brasil ESG, que visa certificar a qualidade e a sustentabilidade dos produtos. O selo é uma resposta às exigências dos compradores internacionais, especialmente na Europa, e busca garantir que as empresas cumpram as normas de responsabilidade social e ambiental.

Certificação e adesão ao selo

Os produtores interessados em obter o selo Frutas Brasil ESG devem seguir um processo que inclui:

  • Acesso ao site www.abrafutas.org para informações sobre adesão.
  • Preenchimento de um questionário sobre compliance ESG.
  • Passagem por uma auditoria que avaliará a conformidade com as normas.
  • Acompanhamento das cargas exportadas após a concessão do selo.

Desafios enfrentados pelo setor

O setor agropecuário brasileiro, incluindo a fruticultura, enfrenta desafios significativos, especialmente devido ao conflito no Oriente Médio, que impacta a disponibilidade de fertilizantes. A escassez desses insumos tem gerado preocupação entre os produtores, pois qualquer aumento nos preços pode afetar as margens de lucro.

Expectativas para o futuro

Apesar das dificuldades, as expectativas para o segundo semestre são otimistas. O primeiro trimestre de 2023 já registrou um aumento de mais de 20% nas exportações em comparação ao mesmo período do ano anterior. O setor espera que a produção e as exportações continuem a crescer, especialmente com a aproximação do pico de exportação no segundo semestre.

O diretor executivo da Abrafutas, Eduardo Brandão, destacou que a associação está atenta às necessidades dos produtores e busca orientá-los em meio à crise, visando um futuro promissor para a fruticultura brasileira.

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Brasil avança na produção de aves e suínos com foco em bem-estar animal


A produção de aves e suínos no Brasil passa por uma transformação significativa, impactando o mercado global. O bem-estar animal deixou de ser apenas uma exigência sanitária e agora influencia toda a cadeia produtiva. Em São Paulo, lideranças do setor agropecuário, especialistas e representantes do governo discutiram os desafios e oportunidades para uma produção mais sustentável e alinhada às exigências globais.

Fórum sobre bem-estar animal

O evento, organizado pela certificadora Produtor do Bem e pela COBEA, abordou temas como:

  • Rastreabilidade
  • Abertura de mercados
  • Competitividade internacional

Os participantes destacaram a importância da ciência na produção, que traz benefícios aos animais e melhora indicadores produtivos. Além disso, as práticas de bem-estar animal tornaram-se requisitos para acesso a mercados e manutenção da competitividade.

Novas exigências do mercado

O mercado atual exige não apenas produtos de qualidade e seguros, mas também informações sobre como são produzidos. Os produtores precisam se adaptar a essas novas exigências, que incluem:

  • Uso responsável de antibióticos
  • Melhoria na viabilidade dos plantéis
  • Adaptação às exigências do mercado internacional

A competitividade agora é baseada em múltiplos aspectos, incluindo sustentabilidade e bem-estar animal, além do preço.

Novas oportunidades de exportação

Durante o evento, foi anunciada a autorização da Coreia do Sul para importar ovos brasileiros, além do pré-listing obtido para a União Europeia e Estados Unidos. Essas conquistas ampliam as exportações do Brasil e abrem novas oportunidades de mercado.

A Associação Brasileira de Proteína Animal destaca a necessidade de alinhar produtividade, sustentabilidade e rentabilidade, sem perder o acesso ao consumidor. Os produtores devem buscar soluções inovadoras e comunicar seus diferenciais para garantir o reconhecimento e valorização de seus produtos no mercado.

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Safra de soja avança no país entre perdas climáticas e preocupação com crédito rural


Descarregamento de Soja
Foto: Antonio Neto/Arquivo Embrapa

A colheita da soja da safra 2025/26 se aproxima do fim no Brasil, mas o encerramento do ciclo ocorre em meio a desafios climáticos, aumento do endividamento no campo e expectativa sobre os impactos do acordo entre Mercosul e União Europeia no setor da oleaginosa.

De acordo com dados apresentados no programa Soja Brasil, Mato Grosso, São Paulo, Goiás, Tocantins e Mato Grosso do Sul já concluíram os trabalhos no campo. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), cerca de 94,7% da área cultivada no país já havia sido colhida.

Em diferentes regiões produtoras, o comportamento irregular do clima marcou a temporada. No Rio Grande do Sul, produtores enfrentaram excesso de chuva no plantio e falta de precipitações durante o desenvolvimento das lavouras. A expectativa da Aprosoja-RS é de uma produção de 19 milhões de toneladas, volume cerca de 10% abaixo do inicialmente esperado, embora superior ao registrado na safra passada.

No Paraná, a estiagem e as altas temperaturas durante janeiro comprometeram o enchimento de grãos. Enquanto o Departamento de Economia Rural (Deral) projeta produção próxima de 22 milhões de toneladas, representantes do setor avaliam que a colheita deve ficar em torno de 19 milhões de toneladas.

Já no Maranhão, o excesso de chuva durante a colheita reduziu a produtividade das lavouras. A estimativa é de produção pouco acima de 5,3 milhões de toneladas, abaixo da expectativa inicial da Aprosoja local, que trabalhava com rendimento de 60 sacas por hectare.

Em Mato Grosso, principal produtor nacional da oleaginosa, veranicos no início do ciclo obrigaram produtores a replantar áreas, enquanto o excesso de umidade em outras regiões prejudicou a qualidade dos grãos. Ainda assim, a Conab estima produção acima de 51 milhões de toneladas no estado.

Clima mantém alerta para o milho safrinha

A previsão climática para maio indica chuva acima da média nos estados do Sul e em parte do Norte e Nordeste do país. Por outro lado, meteorologistas alertam para temperaturas elevadas no Centro-Oeste, Triângulo Mineiro, São Paulo e áreas do Matopiba, cenário que pode agravar o déficit hídrico em lavouras de milho segunda safra.

Também há previsão de avanço de ar frio com risco de geadas nos estados do Sul durante os próximos dias.

Mercosul-UE pode favorecer processamento da soja no Brasil

Outro tema acompanhado pelo setor é a entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Especialistas avaliam que o principal impacto para o complexo soja será o fim da chamada escalada tarifária sobre produtos processados, como farelo e óleo.

Com a redução das tarifas, a expectativa é de estímulo ao esmagamento da soja dentro do Brasil, ampliando a competitividade da indústria nacional no mercado europeu. Representantes do setor destacam ainda que o farelo brasileiro possui teor de proteína superior ao de concorrentes internacionais, fator considerado estratégico para a demanda europeia.

Dívidas no campo ultrapassam R$ 100 bilhões

O aumento do custo do crédito rural também preocupa produtores e entidades do agronegócio. Segundo representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o endividamento rural já supera R$ 100 bilhões e pode chegar a R$ 120 bilhões.

Com juros elevados, lideranças do setor afirmam que o custo real dos financiamentos ultrapassa 20% ao ano em alguns casos, dificultando investimentos em máquinas e tecnologia no campo.

Agrishow apresenta soluções para produtividade

Durante a 31ª edição da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), produtores tiveram acesso a novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência no campo. Entre os destaques estavam ferramentas de inteligência artificial, plataformas digitais para definição de estratégias de plantio, produtos para manejo de plantas daninhas e avanços em agricultura regenerativa.

A feira também apresentou soluções ligadas ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), desenvolvido pela Embrapa, utilizado como referência para financiamentos e seguros rurais.

Além disso, especialistas reforçaram a importância do manejo integrado de nematoides, combinando controle biológico, cultivares resistentes e, em casos específicos, uso de defensivos químicos para reduzir perdas de produtividade nas lavouras de soja.

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Miriam é a primeira mulher negra a ser dona de vinícolas no Brasil


Miriam, advogada de formação, se destaca como a primeira mulher negra a ser proprietária de vinícolas no Brasil. Localizada em Posto das Antas, no Vale do Taquari, sua vinícola é um reflexo da mistura cultural entre as raízes africanas e a imigração alemã da região.

Trajetória e Empreendedorismo

Após uma transição de carreira, Miriam decidiu deixar a vida urbana para se dedicar ao campo e à sua família. Ela buscou qualificação e entrou em um programa para acelerar o turismo, o que a levou a criar experiências ligadas ao vinho, agregando valor ao que produzia. Sua abordagem não se limitou a transformar a vinícola em uma grande indústria, mas sim em um espaço que valoriza a cultura local.

Valores e Representatividade

A história de Miriam é marcada por valores de representatividade e lições que são passadas de mãe para filha. Ela é mãe de Dandara, que simboliza a força e a coragem, e acredita que a maternidade tem um poder transformador na vida da mulher. A relação entre mãe e filha é fortalecida pelo trabalho no campo, onde o amor e o aprendizado se entrelaçam.

Afroturismo e Cultura Local

  • A vinícola de Miriam é precursora do afroturismo na região.
  • Oferece visitas e atividades culturais, como rodas de samba e pizza.
  • O sucesso de sua vinícola já ultrapassou fronteiras, levando a cultura brasileira para fora do país.

Miriam enfatiza a importância de manter as raízes e origens, tanto da descendência africana quanto da alemã, e busca passar esses valores de trabalho e honestidade para sua filha, sempre pensando no futuro dela.

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