sábado, julho 25, 2026

Autor: Redação

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Ganhos em Chicago impulsionam preços da soja no mercado brasileiro; confira os números do dia


preço soja cotação saca
Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja registrou cotações mais firmes nesta segunda-feira (20), acompanhando a forte valorização dos contratos futuros na Bolsa de Chicago. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a alta na bolsa norte-americana compensou os leves recuos do dólar e dos prêmios de exportação, garantindo melhora nos preços internos.

De acordo com Silveira, Chicago chegou a operar com valorização superior a 2% nos principais vencimentos. Com isso, as cotações da soja avançaram entre R$ 2,00 e R$ 3,00 por saca, dependendo da região. Nos portos, as indicações permaneceram firmes, embora com prazos de pagamento mais alongados.

O movimento favoreceu a realização de negócios por parte dos produtores, ainda que sem grandes volumes negociados. Para a safra nova, também houve comercialização, mas em ritmo mais cauteloso, já que os produtores seguem apostando em cotações ainda mais firmes.

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Cotações de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 140,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 141,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 133,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 125,00 para R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 125,00 para R$ 128,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 126,00 para R$ 129,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 146,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram a sessão em alta, sustentados por sinais de demanda aquecida da China pela soja norte-americana e pelas preocupações com a previsão de clima seco e temperaturas elevadas em áreas produtoras dos Estados Unidos.

Os exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 264 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27. Também foi anunciada a venda de outras 110 mil toneladas para destinos não revelados, igualmente destinadas à safra 2026/27.

As inspeções de exportação de soja dos Estados Unidos totalizaram 296.972 toneladas na semana encerrada em 16 de julho, abaixo das 447.990 toneladas registradas na semana anterior.

As importações chinesas de soja dos Estados Unidos cresceram 20,6% em junho na comparação anual. O país importou 1,27 milhão de toneladas do produto norte-americano no mês. No acumulado do ano, porém, as compras somam 9,31 milhões de toneladas, volume 42,4% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Já as importações de soja brasileira pela China alcançaram 12,08 milhões de toneladas em junho, alta de 13,7% sobre o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, o volume chega a 34,75 milhões de toneladas, avanço de 9,1% na comparação anual.

No fim da tarde, o mercado voltou as atenções para o relatório do USDA sobre as condições das lavouras norte-americanas. Os agentes avaliam se o recente comportamento do clima provocou impactos no desenvolvimento da soja no cinturão produtor dos Estados Unidos.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja para agosto fecharam cotados a US$ 12,26 por bushel, alta de 21,50 centavos de dólar, ou 1,78%. O vencimento novembro encerrou a US$ 12,26 1/4 por bushel, com ganho de 23,25 centavos, ou 1,93%.

Entre os subprodutos, o farelo de soja para agosto subiu US$ 3,30, ou 1,03%, para US$ 323,50 por tonelada. Já o óleo de soja para agosto recuou 0,13 centavo de dólar, ou 0,17%, encerrando a 74,68 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em baixa de 0,41%, cotado a R$ 5,0886 para venda e R$ 5,0866 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0816 e a máxima de R$ 5,1146.

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USDA divulga condições das lavouras de soja, milho, trigo e algodão dos EUA


soja, EUA
Foto: Pixabay

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta segunda-feira (20) dados sobre as condições das lavouras norte-americanas de milho, soja, algodão e trigo primavera. Confira os números levantados até domingo (19):

Milho

O órgão aponta que 67% estão entre boas e excelentes, 24% em situação regular e 9% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, eram 68%, 24% e 8%, respectivamente.

Soja

Dados apontam que 66% estão entre boas e excelentes condições, 26% em situação regular e 8% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 65%, 27% e 8%, respectivamente.

Algodão

O USDA aponta que 45% das lavouras se encontram entre boas e excelentes condições, 37% em situação regular e 18% entre ruins e muito ruins. Uma semana atrás esses índices eram de 44%, 40% e 16%, respectivamente.

Trigo primavera

Em relação ao trigo primavera, 53% se mostram entre boas e excelentes condições, 35% em situação regular e 12% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, as condições se dividiam em 58%, 32% e 10%, respectivamente.

Em relação ao trigo de inverno, o USDA divulgou a evolução da colheita do cereal nos Estados Unidos: a ceifa está em 74% da área. Em igual período do ano passado, o número era de 72%, com a média dos últimos cinco anos em 71%. Na semana passada, eram 67%.

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Dólar fecha abaixo de R$ 5,09 com apoio do petróleo e do carry trade


Dólar cai 1,37% e fecha abaixo de R$ 5,00

O dólar seguiu em queda e fechou abaixo de R$ 5,09 nesta segunda-feira (20), em um pregão marcado pela desvalorização da moeda americana frente a divisas de países emergentes. A leitura de mercado foi influenciada pela sinalização de espaço para arrefecimento das tensões entre Estados Unidos e Irã, além do suporte dado pelos juros elevados no Brasil e pela alta do petróleo.

No mercado à vista, o dólar caiu 0,42%, a R$ 5,0896. O contrato futuro para agosto recuava 0,50%, a R$ 5,1045, por volta das 17h. No mesmo período, o índice DXY, que mede a moeda americana ante pares fortes, subia 0,18%. No mês, a divisa acumula queda de 1,42% e, no ano, de 7,28%.

A sessão foi influenciada pelo noticiário do Oriente Médio. Apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter endurecido o discurso contra o Irã durante a tarde, prevaleceu a interpretação de que ainda há espaço para redução das tensões. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que mediadores atuam para evitar uma escalada.

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Segundo o gerente da Tesouraria do banco Daycoval, Otávio Oliveira, houve enfraquecimento do dólar principalmente contra moedas emergentes em reação à não escalada do conflito. Ele observou que o movimento entre agravamento e arrefecimento das tensões entre Washington e Teerã já se repetiu outras vezes.

Outro fator de suporte ao real foi a alta do petróleo. O Brent para setembro, referência para a Petrobras, subiu 1,27%, a US$ 89,22. Para o especialista em câmbio e sócio da One Investimentos, Matheus Massote, o real é favorecido pela condição do Brasil de exportador líquido de petróleo.

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 526,3 milhões na terceira semana de julho. No acumulado do mês, as exportações cresceram 6,7% ante o mesmo período de 2025, puxadas pela Indústria Extrativa.

Massote e Oliveira também citaram o carry trade com o real, favorecido pelo diferencial elevado de juros do Brasil em relação a outros países. A curva de juros abriu a partir dos vértices intermediários após o Boletim Focus mostrar alta da mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2028, de 3,70% para 3,78%.

Com menor pressão sobre moedas emergentes, alta do petróleo e manutenção do diferencial de juros, o dólar encerrou a segunda-feira (20) abaixo de R$ 5,09, enquanto o mercado acompanhou o noticiário geopolítico e os sinais da economia brasileira.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Chuvas que ultrapassam 150 mm e temperaturas de até 40°C: como fica o tempo no fim de julho e começo de agosto?


Pexels | Branden Stephenson

A atuação de um rio atmosférico entre esta segunda-feira (20) e terça-feira (21) mantém o alerta para temporais no Sul do Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul. A previsão indica chuva intensa e persistente, com acumulados que podem ultrapassar 150 milímetros em diversas áreas produtoras de soja do estado, além de atingir Santa Catarina e o centro-sul do Paraná.

A tendência é que as chuvas continuem acima da média até o fim de julho. Após uma breve redução da instabilidade entre quinta-feira e o próximo fim de semana, uma nova frente de chuva deve atingir o Rio Grande do Sul na semana do dia 26, novamente com volumes expressivos. Além da precipitação intensa, há previsão de rajadas de vento que podem superar 100 km/h em algumas localidades.

Enquanto isso, o bloqueio atmosférico segue predominando sobre o Brasil Central, favorecendo o tempo firme e permitindo o avanço dos trabalhos agrícolas. As temperaturas permanecem elevadas, enquanto as chuvas seguem irregulares nas regiões Norte e Nordeste.

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Entre quarta-feira e quinta-feira, a atenção se volta para áreas de Mato Grosso do Sul e São Paulo, onde são esperados acumulados entre 30 e 40 milímetros. As precipitações devem contribuir para reduzir o calor e recompor a umidade do solo, mas podem provocar interrupções temporárias nas operações em campo.

No início de agosto, a previsão indica o retorno do tempo seco em grande parte do Brasil Central. As temperaturas voltam a subir e as máximas podem superar 38°C em áreas do interior de São Paulo e da região do Matopiba, com municípios registrando valores próximos de 40°C.

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Mapa estuda ampliar acesso de compradores à plataforma Agro Brasil+Sustentável


Crédito rural somou R$ 92,4 bilhões em imóveis com alertas ambientais, diz MapBiomas

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estuda criar um mecanismo para permitir que compradores, tradings e outros agentes autorizados consultem diretamente os relatórios emitidos pela plataforma Agro Brasil+Sustentável (AB+S). A ferramenta foi desenvolvida para comprovar a conformidade ambiental das propriedades rurais brasileiras. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (20) pela coordenadora-geral de Sustentabilidade e Regulação da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Adriane Cruvinel, durante webinar promovido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável.

Pela proposta em análise, o produtor poderá autorizar o compartilhamento das informações da plataforma com terceiros interessados, como empresas exportadoras e importadores. Segundo Adriane Cruvinel, está em verificação a possibilidade de, com autorização do proprietário, disponibilizar a consulta da área específica para emissão de diferentes relatórios.

Atualmente, o acesso à AB+S é feito por meio do Gov.br e está vinculado ao CPF do proprietário do imóvel rural. A plataforma já contempla casos de áreas arrendadas por meio do cruzamento de informações da Receita Federal.

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A iniciativa, segundo a coordenadora, busca facilitar o acesso às informações da plataforma ao longo da cadeia produtiva. Em declaração durante o webinar, ela afirmou que o processo está em verificação e que a mudança seria uma melhoria para facilitar esse fluxo de consulta.

A AB+S é utilizada para comprovar a conformidade ambiental das propriedades rurais brasileiras, e o mecanismo em estudo poderá ampliar o uso dos relatórios por agentes autorizados nas relações comerciais ligadas ao setor.

O estudo em andamento no Mapa prevê uma solução para que relatórios da Agro Brasil+Sustentável possam ser consultados por terceiros autorizados pelo proprietário, ampliando o acesso às informações dentro da cadeia produtiva.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Exportadores correm o risco de assumir sozinhos a tarifa de 25% dos EUA, alerta advogada


alimentos, exportação
Foto: Portos do Paraná

Com a entrada em vigor nesta quarta-feira (22) da sobretaxa adicional de 25% imposta pelo governo de Donald Trump, empresas brasileiras do agronegócio com contratos de exportação, fornecimento, armazenagem, transporte e financiamento atrelados aos EUA estão sem prazo para revisar cláusulas contratuais de preço, prazo de entrega e força maior.

O alerta é da advogada e coordenadora da área de Agronegócios do CSA Advogados, Ieda Queiroz. Segundo ela, os exportadores estão correndo o risco de assumir sozinhas o custo extra da medida.

“As tarifas exigem atenção redobrada na gestão dos contratos. A adequada alocação de riscos passa a ser determinante para preservar a viabilidade das operações em um ambiente internacional mais volátil”, afirma.

De acordo com a especialista, o setor precisa agir rapidamente em cinco frentes contratuais:

  • Cláusulas de preço, para incorporar o custo adicional da tarifa sem inviabilizar a operação;
  • Volumes e prazos de entrega, especialmente em contratos já fechados antes de 22/07;
  • Mecanismos de recomposição do equilíbrio econômico, para redistribuir o impacto entre as partes;
  • Dispositivos de hardship e força maior, testando se cobrem um aumento tarifário desta natureza; e
  • Cláusulas de alteração superveniente das circunstâncias, que podem justificar renegociação mesmo em contratos já assinados.

Segundo Ieda, a urgência é maior para cadeias diretamente atingidas, como carne bovina, algodão e celulose. Mesmo com a exclusão de itens estratégicos (carne bovina in natura, café, petróleo bruto, celulose e aeronaves civis), a advogada avalia que os efeitos sobre o setor são amplos, com tendência de redirecionamento de fluxos comerciais, aumento da oferta em outros mercados e maior volatilidade na formação de preços das commodities.

“Mais do que um impacto pontual sobre as exportações, as tarifas norte-americanas reforçam a necessidade de uma gestão integrada dos riscos comerciais, regulatórios e jurídicos”, diz.

Para ela, diversificação de mercados, revisão da matriz contratual e monitoramento constante das medidas geopolíticas são essenciais para preservar a competitividade do agronegócio brasileiro nos próximos meses.

‘Medida juridicamente frágil’

A tarifa de 25% aos produtos brasileiros foi formalizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) em 15 de julho após determinação do presidente norte-americano Donald Trump.

Para o sócio da área de Agronegócios do Santos Neto Advogados e advogado especialista em contratos internacionais, Frederico Favacho, o processo carece de base fática consistente. Segundo ele, mesmo no tema ambiental — um dos pilares da investigação — a acusação de que o Brasil não aplicaria suas próprias leis “não resiste ao exame da realidade”, já que o país possui uma das legislações florestais mais exigentes do mundo.

Para Favacho, a lista de produtos isentos da tarifa reforça a fragilidade jurídica da medida: ao excluir insumos dos quais os EUA não podem prescindir, a lista deixa claro que o objetivo é “criar alavancagem”, e não corrigir as práticas que a investigação alegou combater.

Na avaliação do advogado, a ação viola pilares da ordem jurídica multilateral do comércio, como o princípio da nação mais favorecida e as consolidações tarifárias assumidas pelos Estados Unidos no Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT, na sigla em inglês).

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AgroNewsPolítica & Agro

Crédito rural exige mais planejamento


As novas regras do crédito rural ampliam os recursos disponíveis, mas exigem planejamento financeiro para sustentar o crescimento das empresas do campo. Segundo Cleiby Kurak, diretor de Pesados na Âncora Consórcios, o Plano Safra 26/27 entrou em vigor em 1º de julho com R$ 610 bilhões, sendo R$ 525,1 bilhões destinados à agricultura empresarial.

Do total, R$ 384 bilhões serão usados em custeio e comercialização, enquanto R$ 140 bilhões irão para armazenagem, irrigação, inovação, máquinas e equipamentos. No ciclo anterior, os valores foram de R$ 414,7 bilhões e R$ 101,5 bilhões.

Com critérios mais rigorosos para juros, prazos, garantias e contratação, o produtor precisa financiar a safra sem comprometer o capital de giro. O desafio aumenta diante da inadimplência rural, que atingiu 8,2% dos produtores ao fim de 2025, segundo o Serasa Experian.

Parte do setor enfrenta descasamento no fluxo de caixa e adia investimentos. Dados da Frente Parlamentar da Agropecuária mostram que as linhas de investimento do Plano Safra 25/26 recuaram 20%, enquanto a modernização caiu quase 50%.

Nesse cenário, o consórcio ganhou espaço. Conforme a ABAC, o número de participantes interessados em máquinas agrícolas cresceu 149% entre 2020 e 2025. Entre 2024 e 2025, o avanço foi de 7,7%, com procura por caminhões, tratores, colheitadeiras e pulverizadores.

A tendência reforça a importância de diversificar as fontes de crédito e organizar investimentos de longo prazo. A competitividade dependerá de eficiência, produtividade e renovação de estruturas sem prejudicar a saúde financeira.





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El Niño reforça necessidade de planejamento na formação de pastagens, alerta especialista


NOAA eleva para 81% a chance de El Niño muito forte no fim de 2026
Foto: Reprodução.

A confirmação de um fenômeno El Niño atípico e agressivo, com previsão de seca severa, reforça a necessidade urgente de planejamento integrado para evitar prejuízos na formação de pastagens.

Em entrevista ao Giro do Boi, a zootecnista Lara Moura, mestranda em forragicultura e pastagens e coordenadora de pesquisa e desenvolvimento da SBS Green Seeds, destacou que o pecuarista precisa agir no auge da seca, já que a previsão de retorno consistente das chuvas na maior parte do país é apenas para setembro, outubro e novembro.

Confira a entrevista completa:

Segundo Moura, deixar para adquirir sementes e corretivos na última hora inflaciona os custos e compromete o estabelecimento uniforme do capim. “O erro do produtor tradicional é esperar a chuva firmar em outubro para ir ao balcão de revenda”, afirmou. Isso gera um pico de demanda que inflaciona os preços e provoca falta de cultivares de alta qualidade no mercado.

Importância da compra antecipada de insumos

O comando correto, segundo a zootecnista, é comprar sementes e corretivos agora, em julho. Com insumos armazenados na fazenda, assim que as primeiras chuvas de primavera estabilizarem a umidade do solo, o plantio pode ser feito imediatamente. Isso garante que a forragem nasça limpa e aproveite ao máximo a janela de luz e calor.

Um dos principais alertas técnicos aos pecuaristas foca na mentalidade de custo ao avaliar o saco de sementes. Em todo o processo de formação de pasto, a semente representa menos de 10% do custo total por hectare. Sementes informais ou sem certificação possuem preço por quilo baixo, mas entregam um Valor Cultural (VC) baixíssimo, resultando em custos elevados ao longo do tempo.

Diagnóstico técnico e escolha de cultivares

A análise química e física do solo determina a necessidade de calagem e fosfatagem. A escolha da forrageira deve levar em conta dados de solo, índice de chuvas regionais e a finalidade do sistema. Errar a cultivar em solos de baixada pode resultar na morte do capim por asfixia radicular em menos de dois anos.

Além disso, a engenharia radicular de forrageiras modernas atua como uma ferramenta natural de descompactação. Hoje, o mercado disponibiliza cultivares selecionadas que quebram de setenta a oitenta por cento da compactação física causada pelo pisoteio do gado, reestruturando a porosidade do solo a médio prazo.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Petróleo sobe com escalada de tensão entre EUA e Irã


Petróleo sobe com impasse entre EUA e Irã e repercussão de cúpula entre Xi e Trump

Os preços do petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira (20), em meio ao endurecimento do discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a posição americana no conflito com o Irã. Ao longo da sessão, os contratos ganharam força com declarações de autoridades e novos desdobramentos na região.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro subiu 0,85%, com avanço de US$ 0,70, e fechou cotado a US$ 82,48 por barril.

Em Londres, o Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), encerrou o dia em alta de 1,27%, com ganho de US$ 1,12, a US$ 89,22 o barril.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Durante o pregão, o Brent chegou a superar US$ 91 após os Estados Unidos confirmarem a morte de pelo menos três militares americanos em confrontos recentes com o Irã.

A reação do mercado também ocorreu depois de uma publicação de Trump na rede Truth Social. “Cada vez que o Irã matar um soldado americano, pagará por essa morte muitas vezes!”, escreveu o presidente. Na mesma mensagem, ele afirmou que a diretriz havia sido repassada ao secretário da Guerra, Pete Hegseth, ao chefe do Estado-Maior Conjunto, Daniel Caine, e a líderes militares.

Mais tarde, os preços perderam parte da força depois que o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que novas propostas chegaram ao governo iraniano por meio de mediadores, embora sem detalhar uma provável trégua.

O mercado também acompanhou o anúncio das Forças Armadas do Iêmen, controladas pelos houthis, de bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita. Segundo o comunicado, a medida entrou em vigor imediatamente sob o princípio de “bloqueio por bloqueio”.

No encerramento da sessão, o avanço do petróleo refletiu a combinação entre a escalada verbal dos Estados Unidos contra o Irã, os confrontos recentes na região e as novas ameaças à circulação marítima no entorno do Mar Vermelho.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Semana terá chuva de 150 mm e tempestades mudando de endereço


chuva frente fria
Foto: Pixabay

A região Sul do Brasil, especialmente o território gaúcho, vem sofrendo com muita chuva ao longo dos dias. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), essa condição deve permanecer ao menos até quarta-feira (22). Confira a previsão da semana para todo o país:

Sul

A semana inicia com predomínio de tempo instável em grande parte da região devido à atuação de sistemas frontais, com previsão de acumulados expressivos de chuva ao longo do período. O Inmet destaca que no Rio Grande do Sul são esperados os maiores volumes, com cerca de 150 mm até quarta-feira (22), gerando transtornos em algumas localidades. Em Santa Catarina e no Paraná também há previsão de chuva, porém, com acumulados menores, variando entre 30 mm e 70 mm.

Sudeste

O início da semana será marcado por condições de estabilidade, com a atuação de um sistema de alta pressão que contribuirá para a manutenção do tempo firme. A partir da metade da semana, o avanço de um sistema frontal oceânico que atuava no Sul “muda de endereço” e favorecerá o aumento das instabilidades no Sudeste, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde os acumulados podem atingir 50 mm em algumas localidades.

Centro-Oeste

O tempo firme deve predominar ao longo da semana na maior parte da região, abrangendo o Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso. No entanto, o Inmet avisa que há previsão de pancadas de chuva em Mato Grosso do Sul, com destaque para o centro-sul do estado, onde, a partir de quarta-feira, são esperados, pontualmente, acumulados mais expressivos, que podem atingir cerca de 40 mm.

Nordeste

A chuva deve se concentrar ao longo da faixa litorânea, com destaque para a área que se estende entre os estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte, onde os acumulados podem atingir até 80 mm ao longo da semana. Nas demais localidades do litoral nordestino, os volumes variam entre 5 mm e 40 mm. Por outro lado, em grande parte da região, especialmente no Sertão Nordestino, não há previsão de chuva.

Norte

Os maiores acumulados de precipitação devem ocorrer no centro-oeste do Amazonas e em Roraima, com volumes que, pontualmente, podem ultrapassar 60 mm ao longo da semana. De acordo com o Inmet, no litoral do Pará, no Amapá e no Acre, os acumulados devem ficar em torno de 30 mm. Nas demais áreas da região, são previstas precipitações pouco significativas, com volumes de até 5 mm ao longo da semana.

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