quinta-feira, julho 2, 2026

Autor: Redação

News

SP exige atualização de rebanhos para transporte de animais; saiba como fazer


Foto: Divulgação/Governo de SP.
Foto: Divulgação/Governo de SP.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo iniciou o recebimento da atualização de rebanhos por meio do sistema de Gestão de Defesa Vegetal e Animal (GEDAVE). A medida passa a ser exigida para a movimentação de animais a partir desta segunda-feira (11).

A ação é conduzida pela Defesa Agropecuária e integra a campanha de atualização de rebanhos no estado.

Atualização passa a ser obrigatória

Segundo a secretaria, produtores já começaram a enviar as informações de forma antecipada. Mais de mil declarações foram registradas antes do início oficial da campanha.

A partir de segunda, a atualização cadastral será condição para o trânsito de animais, com impacto direto sobre bovinos e bubalinos.

Abrangência da declaração

Além de bovinos e búfalos, a exigência inclui rebanhos de equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos. Também devem ser declaradas colmeias de abelhas e criações de bicho-da-seda.

O procedimento pode ser feito pelo sistema GEDAVE ou presencialmente nas unidades da Defesa Agropecuária (confira os endereços).

Contribuição ao fundo sanitário

Em 2026, produtores de bovinos e bubalinos também passam a contribuir com o Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC). O valor previsto é de R$ 1,06 por animal.

Além da atualização, será necessário quitar o Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais (DARE) para manter a regularidade.

O post SP exige atualização de rebanhos para transporte de animais; saiba como fazer apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Código para mineração em alto-mar avança sob comando de brasileira


ISA avança em código para mineração em alto-mar sob comando de brasileira

A Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, na sigla em inglês), órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), está na fase final de elaboração do código que vai regular a mineração em águas profundas.

Presidida pela oceanógrafa brasileira Letícia Carvalho desde 2025, a entidade administra recursos minerais em áreas que correspondem a 54% dos oceanos e reúne 171 países-membros mais a União Europeia.

Segundo Letícia, em entrevista à Agência Brasil, o texto em negociação é a etapa final de um processo regulatório discutido há mais de dez anos. Até aqui, a ISA consolidou normas voltadas à prospecção e à pesquisa exploratória, com foco em viabilidade econômica, levantamento de dados e avaliação dos ecossistemas marinhos.

A próxima fase prevê a criação das regras para a explotação comercial, isto é, a extração de recursos minerais no leito oceânico. De acordo com a secretária-geral, os países voltarão a discutir o tema na segunda etapa da 31ª sessão da ISA, marcada para junho e julho, com o objetivo de concluir o código.

A dirigente afirmou que a regulação é necessária para permitir a atividade com exigências ambientais obrigatórias. Segundo ela, sem esse marco normativo, a autoridade não tem base completa para regular a mineração comercial em áreas sensíveis fora das jurisdições nacionais. Essas zonas incluem profundidades entre 2 mil metros e 11 mil metros abaixo do nível do mar.

Letícia também destacou que a governança do fundo do mar envolve usos simultâneos, como cabos submarinos, biodiversidade e recursos pesqueiros. Nesse contexto, a ISA criou um biobanco e ampliou o sistema Deep Data, repositório que reúne amostras e informações geradas por contratantes interessados em mineração. As amostras biológicas deverão começar a ser enviadas a partir do próximo ano, quando for inaugurado um laboratório na Coreia do Sul.

Se aprovado, o código deverá estabelecer os critérios técnicos, ambientais e operacionais para a transição da fase de pesquisa para a exploração comercial. O cronograma final de adoção, porém, ainda depende de consenso entre os membros da ISA.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

O post Código para mineração em alto-mar avança sob comando de brasileira apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Temperatura abaixo de 0°C e chuva de 100 mm; confira a previsão para a semana


frio, previsão do tempo, frente fria
Foto: Pixabay

O início da semana reserva temperaturas baixíssimas para o Sul do país e pouca chuva para as demais regiões, mas o tempo muda no decorrer dos dias. Confira a previsão:

Sul

A semana começa com tempo predominantemente firme em toda a região Sul devido à atuação da massa de ar polar associada a um sistema de alta pressão. O sol aparece entre poucas nuvens e o frio segue intenso pela manhã, com mínimas próximas ou abaixo de 0°C em algumas áreas e chance de geada no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no sul do Paraná. O ciclone extratropical continua afastado, mas ainda mantém o mar agitado no litoral da região. A partir de quinta-feira (14) a tendência é de que a temperatura volte a se elevar em toda a região. No geral, a semana será ensolarada e sem previsão de chuva significativa.

Sudeste

A frente fria continua atuando no Espírito Santo e no litoral de todo o Sudeste, favorecendo chuva de moderada a forte intensidade em grande parte do território capixaba, no litoral norte paulista, Rio de Janeiro e na Zona da Mata mineira. Ao longo de segunda-feira (11), as instabilidades aumentam também no interior e oeste de Minas Gerais. A massa de ar polar
favorece o amanhecer mais frio, inclusive com chance de geada fraca no oeste paulista. No decorrer de terça-feira (12) a tendência é que a temperatura volte a se elevar em todas as áreas do Sudeste, com a máximas de até 35°C em Minas. Porém, o avanço da frente fria traz chuvas irregulares sobre o estado de São Paulo, sul mineiro, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com volumes entre 10 mm e 15 mm.

Centro-Oeste

As instabilidades diminuem bastante na região. Há apenas chuva fraca no extremo norte e noroeste de Mato Grosso. Nas demais áreas, o tempo segue firme. A massa de ar polar favorece amanhecer mais frio em Mato Grosso do Sul, sudoeste de Mato Grosso e sul de Goiás na segunda, com mínimas entre 10°C e 12°C. A partir de quarta-feira (13) a temperatura volta a subir em todas as regiões com a máxima voltando para cerca de 35°C em territórios mato-grossense e goiano. Com o avanço da frente fria a chuva na semana se
concentra em Mato Grosso do Sul e noroeste mato-grossense, com previsão de 15 mm a 20mm.

Nordeste

A circulação marítima mantém chuva fraca a moderada nesta segunda entre Rio Grande do Norte e Sergipe, além da região de Salvador (BA). A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continua atuando no litoral norte. Ao longo do dia, as instabilidades aumentam no Maranhão, Piauí, Ceará e litoral do Nordeste, com chuva moderada a forte e risco de temporais. No restante da região, o tempo segue firme e quente. Ondas de leste atuam levando chuvas de 20 mm a 30 mm em toda faixa litorânea leste. Chuvas mais volumosas continuam na porção norte maranhense, norte piauiense, no Ceará e Rio Grande do Norte, com volumes de 50 mm a 60 mm. Atenção para o risco de focos de incêndio no sul do Maranhão, centro-sul do Piauí e centro-oeste de Bahia, localidades sem previsão de chuva significativa, com temperaturas acima dos 36ºC e umidade do ar em torno de apenas 30%.

Norte

A alta umidade mantém pancadas de chuva desde cedo no Amazonas, Pará, Roraima e norte do Tocantins, enquanto a ZCIT continua atuando no Amapá e litoral do Pará. Ao longo do dia, as instabilidades aumentam em grande parte da região, com chuva moderada a forte e risco de temporais. No Acre, Rondônia e sul do Amazonas, o tempo fica mais firme devido à
influência do ar frio. De forma geral, o abafamento segue predominando. As chuvas seguem intensas na faixa norte da região com os acumulados em torno dos 100 mm em Roraima, Amapá, centro-norte do Pará e centro-norte do Amazonas. Tempo quente e seco deve predominar no Acre, em Rondônia, no extremo-sul do Pará e centro-sul do Tocantins, o que potencializa o risco para focos de incêndio.

O post Temperatura abaixo de 0°C e chuva de 100 mm; confira a previsão para a semana apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Cidade do interior de SP se destaca como polo produtor de goiaba


goiaba
Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN

A produção de goiaba segue em expansão em São Paulo e consolida o estado como principal polo nacional da fruta. Dados do levantamento de safra 2025 do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) mostram avanço tanto no cultivo destinado à indústria quanto na produção de goiaba de mesa, com destaque para a região de Jaboticabal, no interior paulista.

Segundo o levantamento, a goiaba voltada para a indústria soma 953,4 mil pés em produção no estado, além de 215,2 mil novos pés plantados. A estimativa é de uma colheia de 83 mil toneladas.

Já a goiaba de mesa contabiliza 579,5 mil pés produtivos e 28,9 mil novos pés, com previsão de produção de 45,5 mil toneladas.

Jaboticabal lidera os dois segmentos e se mantém como principal polo produtor paulista da fruta. Na produção de goiaba de mesa, a região registrou mais de 24 mil toneladas neste ano. Já na produção destinada à indústria, usada na fabricação de doces, sucos e polpas, o volume ultrapassou 75 mil toneladas.

O desempenho coloca Jaboticabal em posição de destaque no estado, com produção até 15 vezes superior à da segunda regional mais forte na goiaba para indústria, Araraquara.

De acordo com o técnico da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) em Jaboticabal, Francisco Maruca, a combinação entre condições climáticas favoráveis, estrutura agroindustrial e agricultura familiar ajuda a explicar a força da cultura na região.

“Jaboticabal e região consolidam-se como referência na produção de goiaba, unindo condições naturais privilegiadas a um parque industrial moderno e idôneo”, afirmou.

A CATI realiza acompanhamento técnico das propriedades, com orientação sobre manejo do solo, adubação, irrigação, poda e controle de pragas e doenças. Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, o suporte técnico tem contribuído para elevar a produtividade e a qualidade dos frutos.

Dados do Levantamento Censitário das Unidades de Produção Agropecuária (Lupa) apontam que a regional de Jaboticabal possui 549 propriedades dedicadas ao cultivo de goiaba.

Produtor da fruta há mais de 30 anos em Cândido Rodrigues, José Donizete de Grande afirma que a cultura se tornou uma importante fonte de renda na região.

“Sempre vi nessa cultura uma boa fonte de renda, pois frutos de qualidade sempre encontram mercado”, disse.

Ele destacou ainda a importância da assistência técnica para o desenvolvimento da produção. Segundo o produtor, a introdução da variedade tailandesa Suprema, apresentada pela CATI em 2009, ajudou a ampliar a qualidade e a competitividade da lavoura.

Com o avanço da produção e da estrutura de apoio técnico, o setor segue fortalecendo a cadeia da goiaba paulista, que ganha espaço tanto no mercado in natura quanto na indústria de alimentos.

O post Cidade do interior de SP se destaca como polo produtor de goiaba apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Fenasul Expoleite 2026 reúne mais de mil animais inscritos


Ovinos vão estar pela primeira vez na Fenasul Expoleite
Foto: Fernando Dias/Seapi

A Fenasul Expoleite 2026 terá 1.453 animais inscritos, entre bovinos leiteiros, bubalinos, equinos, coelhos, chinchilas, pássaros, caprinos e ovinos. O total representa alta de 4,76% em relação à edição de 2025, quando participaram 1.387 exemplares. A feira ocorre de terça-feira (13) a sábado (17), em Esteio (RS), no Parque de Exposições Assis Brasil.

Segundo o zootecnista da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e comissário-geral da feira, Pablo Charão, a principal novidade desta edição é a presença dos ovinos. Pela primeira vez na história do evento, a exposição contará com 483 exemplares da espécie.

De acordo com Charão, a inclusão dos ovinos está ligada à realização da Feira Nacional dos Ovinos (Fenovinos) dentro da programação da Fenasul Expoleite. “A realização da Feira Nacional dos Ovinos (Fenovinos) este ano dentro da Fenasul Expoleite é a grande novidade que engrandece o evento”, afirmou.

A distribuição dos animais inscritos inclui 310 bovinos leiteiros, sendo 121 da raça Holandesa, 124 Jersey, 44 Gir Leiteiro e 21 Girolando. A feira também terá 10 bubalinos, 235 equinos — 25 Mangalarga, 60 Árabe e 150 Crioulo —, 335 coelhos, com 167 adultos e 168 filhotes, além de 45 caprinos, 10 chinchilas e 25 pássaros de exposição.

Na programação técnica, os cavalos Árabes e Mangalarga participarão de provas, enquanto os Crioulos terão uma classificatória para a próxima Expointer. No segmento leiteiro, as raças Holandesa e Jersey terão competições nacionais. Charão também informou aumento no número de animais das raças Girolando e Gir Leiteiro em relação ao ano passado.

A programação inclui ainda um curso de inseminação artificial em caprinos, promovido pela Associação dos Caprinocultores do Rio Grande do Sul (Caprisul), voltado a produtores e inscritos. Segundo Charão, a entidade informa que o estado não recebe um curso dessa área há pelo menos 30 anos.

Com maior número de inscritos e ampliação das espécies expostas, a edição de 2026 reforça o foco da feira em genética, competições técnicas e capacitação de produtores, com integração entre diferentes cadeias da pecuária.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

O post Fenasul Expoleite 2026 reúne mais de mil animais inscritos apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

CNA e FAESC orientam setor produtivo sobre Contratos Rurais durante evento on-line


“Contratos Rurais” foi o tema do evento on-line promovido, nesta quinta-feira (07), pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc). A iniciativa reuniu profissionais e representantes da federação catarinense e de outras federações do País, dos Sindicatos Patronais Rurais, empregadores rurais, contadores e advogados para atualização sobre aspectos essenciais das relações de trabalho no campo.

A programação foi coordenada pela Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social (CNRTPS) da CNA e contou com a participação do presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo. A palestra foi ministrada pela advogada Dra. Vitória Garcia Cavalcante Leite, e contou com mediação das advogadas Dra. Carolina Melo e Dra. Jéssica Nascimento.

Durante a abertura, o presidente Pedrozo destacou a importância da iniciativa para fortalecer a atuação sindical patronal no meio rural. Segundo ele, a iniciativa é essencial para disseminar informações precisas entre federações, Sindicatos e produtores rurais, além de ampliar a segurança jurídica nas relações de trabalho no campo. Pedrozo também agradeceu à palestrante, às moderadoras, ao departamento jurídico da CNA e a todos os profissionais envolvidos na organização da iniciativa.

As mediadoras ressaltaram a expressiva participação do público, com 148 pessoas presentes durante a transmissão. Elas enfatizaram o empenho da federação na divulgação de eventos como esse e reconheceram que Santa Catarina sempre prestigia de forma expressiva os eventos organizados pela Confederação. 

PALESTRA CONTRATOS RURAIS 

Na palestra, a Dra. Vitória alertou para os riscos de contratos elaborados sem orientação especializada. Segundo ela, muitos produtores recorrem a modelos genéricos encontrados na internet ou produzidos sem respaldo jurídico, o que pode comprometer a proteção legal das atividades rurais. A advogada também citou o uso indiscriminado de ferramentas de inteligência artificial na elaboração contratual como um desafio atual.

A especialista explicou que com “Contratos inteligência”, àqueles elaborados de maneira estratégica e personalizada, o produtor está protegido. Explicou que um contrato bem estruturado garante segurança jurídica, clareza nas informações e proteção patrimonial. Segundo ela, os problemas costumam surgir quando há divergências entre as partes e o documento não oferece respaldo suficiente para solucionar conflitos. Ela observou, ainda, que a cultura do “fio do bigode” (acordo baseado na confiança), comum no meio rural, leva muitos produtores a negligenciarem cláusulas importantes, o que pode resultar em prejuízos futuros.

Outro ponto enfatizado foi a necessidade entender que um contrato não é uma burocracia e sim uma estratégia. De acordo com a palestrante, o agronegócio exige cada vez mais precisão administrativa diante da redução das margens de lucro e das constantes imprevisibilidades climáticas e econômicas. Ela ressaltou que contratos bem elaborados ajudam a prevenir conflitos, proteger patrimônios, planejar decisões e fortalecer a sustentabilidade dos negócios rurais.

“Planejar um bom contrato ajuda a tomar decisões mais coerentes e, consequentemente, a alcançar o crescimento e a prosperidade. Para que uma fazenda se transforme em uma produção realmente eficiente e se consolide como uma potência no setor, é fundamental que esteja devidamente amparada e estruturada”, reforçou Dra.Vitória.

A palestra também abordou os diferentes tipos de contratos ligados ao uso da terra, como o arrendamento, a parceria e o comodato, além de mencionar a importância do Estatuto da Terra na proteção da produção rural. A advogada ressaltou, ainda, que a finalidade da terra é a produção e que toda a legislação agrária busca assegurar condições para a continuidade das atividades produtivas.

Ao longo do evento, foram destacados outros aspectos relacionados aos Contratos Rurais, além de orientações, especialmente, nas relações de natureza trabalhista, com foco nas frequentes atualizações na legislação e das transformações no setor agropecuário.

Evento reuniu profissionais e representantes de federações, dos Sindicatos Patronais Rurais, empregadores rurais, contadores e advogados. 

Evento abordou informações precisas sobre Contratos Rurais. 





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Brasil soma mais de 200 invasões de propriedades rurais nos últimos três anos


Em 2026, já foram registradas 33 ocorrências. Em 2025, o país teve o maior número de invasões da última década

De janeiro até meados de abril deste ano, o país já registrou 33 invasões a propriedades rurais, de acordo com dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Desse total, 14 ocorreram apenas em abril, o que reforça a escalada recente dos casos. Ao todo, 32 episódios foram promovidos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para o 2º vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Senado, senador Jaime Bagattoli (PL-RO), as invasões afetam todo o setor, independentemente do porte da propriedade. Segundo ele, na Amazônia, até mesmo pequenas áreas já foram alvo de ocupações.

“Esse é um problema muito sério no Brasil, especialmente na produção primária, e nós precisamos garantir segurança jurídica aos proprietários de terra, independentemente de serem pequenos, médios ou grandes produtores”, destacou.

O levantamento da CNA também mostra que 2025 foi o ano com maior número de invasões da última década. Ao todo, foram 90 ocorrências no ano passado, das quais 81 foram promovidas ou vinculadas ao MST. Os dados ainda apontam concentração dos casos no mês de abril, quando foram registradas 43 invasões.

Ainda conforme a entidade, os últimos três anos indicam uma tendência de alta nas invasões. De 2023 até 15 de abril de 2026, foram contabilizados 241 casos em todo o país.

FPA - Invasões

Projetos miram prevenção
Com o número crescente de invasões, algumas medidas podem servir como prevenção contra esses atos. É o caso do Projeto de Lei 4.432/2023, de autoria do coordenador da Comissão de Seguro Rural da FPA, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS). A proposta cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP).

Esse cadastro seria integrado ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e teria registro de ocorrências de invasões de propriedades, tanto públicas como privadas. Também seriam registradas as ações realizadas pelas forças de segurança, bem como apontamentos se houve participação de menores ou de pessoas com armas. 

O texto tem o intuito de facilitar a identificação e responsabilização dos invasores. O projeto tem apreciação conclusiva nas comissões, no entanto, há um recurso pedindo a revisão da tramitação para que a matéria seja analisada também no Plenário da Câmara. O recurso aguarda deliberação da Mesa Diretora.

“O governo Lula trouxe o MST para dentro do governo desde o início do mandato, contribuindo para as invasões no campo todos os anos aqui no Brasil. A FPA está hoje em uma ofensiva no Congresso Nacional e tem apresentado projetos para combater o esbulho possessório e, especialmente, penalizar criminosos. Quem invade propriedade privada é criminoso e tem que ser tratado assim”, afirmou Nogueira.

Há ainda o Projeto de Lei 1.198/2023, apresentado pelo deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO). A matéria altera o Código Penal brasileiro para dar mais peso ao crime de esbulho possessório —  que é quando o dono de imóvel fica impossibilitado de controlar e usar o seu bem por causa de uma invasão. 

Atualmente, a legislação prevê uma pena de um a seis meses de detenção e multa. A proposta amplia a punição para quatro a oito anos de prisão, além da multa. O texto está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara e ainda deve passar pelo Plenário da Casa. 

Na mesma linha, o Projeto de Lei 6.612/2025 também modifica o Código Penal, porém para criar uma tipificação penal própria para invasão de propriedades rurais. Neste caso, a proposição do deputado Rodolfo Nogueira, diferencia os tipos de ocupação:

– aquela que ocorre para reivindicar políticas públicas;
– aquela que acontece em área já designada para desapropriação, porém o proprietário ainda não recebeu a indenização.

O projeto também pune quem patrocina e financia essas invasões. Em todos os casos, a pena proposta é de quatro a dez anos de reclusão e multa. Caso a ocupação seja em terra produtiva, a pena é dobrada, e se for cometido por mais de duas pessoas há o aumento de um terço.

A matéria aguarda análise na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados. Depois, a proposta ainda deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e pelo Plenário.

O integrante da FPA, deputado Dilceu Sperafico (PP-PR), destacou a preocupação dos produtores diante do aumento das invasões e defendeu o avanço de matérias que garantam mais segurança no campo. “O direito de propriedade é constitucional, mas hoje não há segurança jurídica para o proprietário rural. Tivemos muitas invasões de terras nos últimos anos, e isso tem gerado intranquilidade e até o risco de queda na produção nacional. Muitos produtores acabam se afastando da atividade por medo”, disse. 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Simulador de chuva chama atenção na Exporural


Um simulador de chuva instalado no espaço da Emater/RS-Ascar na Exporural tem chamado a atenção dos visitantes da Fenasoja 2026, em Santa Rosa. O equipamento, levado pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) – Campus São Luiz Gonzaga, demonstra como diferentes formas de manejo influenciam na infiltração da água no solo, nas perdas por erosão e na conservação da umidade necessária para as lavouras.

A atividade integra a parceria entre a Emater/RS-Ascar e a Universidade durante a feira, que segue até domingo (10), no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson. Além do simulador de chuva, a Uergs também trouxe um infiltrômetro de Cornell, equipamento utilizado para medir as taxas de infiltração de água no solo.

Segundo a professora Rosicler Alonso Backes, do curso de Agronomia da Uergs de São Luiz Gonzaga, os equipamentos ajudam a aproximar os produtores de conceitos ligados às práticas conservacionistas. “Contribui para entender a necessidade dessas práticas de conservação do solo e de manejo em relação à infiltração de água no solo”, explica.

Durante as demonstrações, o simulador reproduz chuvas e compara diferentes sistemas de manejo. Em uma das situações apresentadas, o solo possui cobertura vegetal e práticas conservacionistas, como o plantio em nível. Na outra, as técnicas de conservação são insuficientes, favorecendo perdas de água e de solo.

“A gente consegue ver, com o simulador de chuva a perda de água, a perda de solo, e no outro momento que a gente tem um manejo mais bem feito, conseguimos observar então a infiltração dessa água no solo”, destaca a professora.

Rosicler ressalta que armazenar água no solo é fundamental em uma região fortemente voltada à produção de grãos e que enfrenta eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. “Nós precisamos que essas águas, essas chuvas que ocorrem, elas penetrem, infiltrem, fiquem guardadas dentro do solo”, afirma.

Conforme a professora, períodos de excesso e concentração de chuvas, alternados com estiagens prolongadas, evidenciam ainda mais a necessidade de recuperar a estrutura do solo e combater processos de degradação, como a compactação. Ela explica que essas camadas compactadas dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam o deslocamento de nutrientes para camadas mais profundas.

Entre as orientações compartilhadas com o público durante a Fenasoja estão práticas como o uso de plantas de cobertura, a manutenção de raízes no solo e o aumento da matéria orgânica. “Nós precisamos estruturar solo, nós precisamos colocar raiz no solo, nós precisamos quebrar aquela camada de compactação”, enfatiza a professora.

Segundo ela, esse processo deve ocorrer também de forma biológica, por meio de sistemas de manejo adequados. “Nós precisamos fazer isso biologicamente, não só mecanicamente”, observa.

As demonstrações têm sido realizadas para grupos de visitantes, durante os dias de campo realizados entre segunda e sexta-feira (04 a 08/05) que passam pelo espaço da Emater/RS-Ascar na Exporural ao longo da programação da feira. Em poucos minutos, os participantes conseguem visualizar os impactos do manejo sobre o comportamento da água no solo e as alternativas para melhorar a conservação e a produtividade nas propriedades rurais.





Source link

News

Dia das Mães: após nascimento da filha, empresária encontrou no campo um novo propósito


Dia das Mães; produtora rural Miriam Santiago Krindges
Foto: reprodução/Mercado&Cia

No campo, a maternidade também transforma trajetórias. No Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, a história da produtora rural e empresária Miriam Santiago Krindges reúne coragem, mudança de vida e valorização das origens em uma propriedade que une vinho, cultura e turismo.

Advogada de formação, Miriam Santiago deixou a carreira na cidade para se dedicar à vida no campo ao lado do marido, Irani, descendente de alemães. A decisão ganhou ainda mais força após o nascimento da filha, Dandara, que motivou a produtora a buscar uma rotina mais próxima da família e da criação da criança.

Hoje, a pequena propriedade localizada em Poço das Antas, no Vale do Taquari, produz uvas e outras frutas utilizadas na fabricação artesanal de bebidas. O espaço também se tornou referência em experiências ligadas ao vinho e ao afroturismo, promovendo atividades culturais como rodas de samba e eventos gastronômicos.

Segundo Miriam Santiago, o empreendedorismo surgiu de forma gradual, a partir da necessidade de agregar valor à produção da família. Para isso, ela buscou qualificação em cursos voltados ao turismo e ao desenvolvimento do negócio.

“Eu precisei me qualificar. Entrei num programa para acelerar o turismo e comecei a fazer cursos. Conforme fomos empreendendo, eu fui sentindo a necessidade do mercado. Já fazíamos vinho de forma artesanal e eu criei uma experiência ligada ao vinho para agregar valor ao que produzíamos”, conta Miriam Santiago.

Amor de mãe e filha

Paulista, Miriam Santiago construiu a família no Rio Grande do Sul ao lado do marido, Irani, descendente de alemães. Desse amor nasceu Dandara, filha do casal e principal inspiração para a mudança de vida da empreendedora.

“Eu acredito que a maternidade tem um poder muito transformador na vida da mulher. E depois que a minha filha nasceu, eu queria estar próxima a ela, acompanhar o crescimento dela”, conta Miriam Santiago.

Segundo ela, foi a maternidade que levou Miriam Santiago a trocar a carreira na cidade pela rotina no campo. “Trabalhando na propriedade junto com o meu marido, eu entendia que eu estaria mais próxima da minha filha e poderia acompanhar o crescimento dela”, destaca.

A troca entre mãe e filha que também envolve o campo. Esse amor é ensinado no dia a dia, nas brincadeiras e no contato com a terra.

Referência

Hoje, além da produção de uvas e outras frutas utilizadas na fabricação das bebidas, a família também se tornou referência em iniciativas voltadas ao afroturismo, com visitas na propriedade e atividades culturais como a pisa e rodas de samba.

A empresária, que já levou o projeto da vinícola para fora do país, diz que o maior aprendizado está justamente em construir exemplos para o futuro da filha, mostrando que dedicação, identidade cultural e afeto também fazem parte da vida no campo.

“Eu acho que passar esses valores de trabalho, de honestidade, de fazer as coisas corretamente e de que é importante a gente manter as nossas raízes, as nossas origens. A nossa dedicação é um exemplo para os nossos filhos de como a gente sempre faz tudo pensando no que é melhor para eles e no futuro deles”, completa Miriam Santiago.

O post Dia das Mães: após nascimento da filha, empresária encontrou no campo um novo propósito apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Relatório do USDA deve mudar panorama da soja; confira as apostas do mercado


índices de preços - soja cotação - preços agrícolas
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileira de soja esboçou recuperação no início da semana, mas com o passar dos dias perdeu força. No encerramento da semana, poucos negócios foram registrados e os preços mantiveram-se sob pressão.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.

“Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. O ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a ser divulgado na próxima terça-feira, dia 12”, resume.

Preços da soja no mercado físico

  • Passo Fundo (RS): R$ 122,50
  • Cascavel (PR): R$ 118
  • Rondonópolis (MT): R$ 107,50
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 128
  • Porto de Rio Grande: R$ 128,50

Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros estiveram ligados a comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo.

“Os preços praticamente surfaram nas altas e baixas da commodity, em meio às dúvidas sobre o futuro da situação no Oriente Médio”, pontua Silveira.

Segundo ele, também merece atenção o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, na próxima semana, diante da possibilidade de um acordo para a compra de soja norte-americana por parte dos asiáticos.

Apostas para o relatório do USDA

cotação soja

O analista de Safras & Mercado ressalta que o relatório de maio do USDA deverá indicar produção e estoques de passagem de soja norte-americanos em 2026/27 maiores que os relatados na temporada anterior.

Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos Estados Unidos em 2026/27 deverá ficar em 4,450 bilhões de bushels (cerca de 121,1 milhões de toneladas). No ano anterior, a produção foi de 4,262 bilhões, segundo a mais recente projeção do USDA.

Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 353 milhões de bushels. Para 2025/26, a previsão de de que o Departamento reduza seu número de 350 milhões para 347 milhões de bushels.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 126,3 milhões de toneladas. Para 2025/26, o USDA deverá aumentar sua estimativa de 124,8 milhões para 125,6 milhões de toneladas.

Para a safra brasileira, a avaliação do mercado é que o órgão eleve suas projeções de 180
milhões para 180,4 milhões de toneladas em 2025/26. Já a previsão para a produção argentina em deverá ter aumento de 48 para 48,5 milhões de toneladas.

O post Relatório do USDA deve mudar panorama da soja; confira as apostas do mercado apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link