quinta-feira, julho 2, 2026

Autor: Redação

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Guerra no Oriente Médio vira choque inflacionário global


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta segunda-feira (11), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a semana será decisiva para medir o contágio da guerra no Oriente Médio sobre a inflação global. O petróleo segue acima de US$ 100 e o CPI dos EUA e o IPCA de abril no Brasil são os destaques da agenda.

O dólar fechou abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024, favorecido pelo diferencial de juros e superávit comercial recorde. A Brazil Week em Nova York ocorre em meio às negociações comerciais entre Lula e Trump.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Custos e logística pressionam mercado da soja


O mercado brasileiro de soja encerrou o período com movimentos distintos entre os principais estados produtores, em meio à pressão de custos, limitações logísticas e avanço da colheita em diferentes ritmos. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, o cenário combina preços portuários firmes em algumas praças, retração no interior e preocupação crescente com diesel, frete, armazenagem e insumos.

No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 85% da área, favorecida pelo tempo seco, enquanto o porto de Rio Grande subiu 0,78%, para R$ 129,00 por saca. No interior, Ijuí, Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa permaneceram em R$ 122,00. Apesar do avanço dos trabalhos, a produtividade média estimada em 2.871 kg por hectare esconde perdas severas em regiões atingidas por estiagem e compactação do solo, especialmente na Fronteira Noroeste e nas Missões.

Em Santa Catarina, o comportamento foi divergente. Palma Sola avançou 0,89%, para R$ 113,00, enquanto Campos Novos recuou 0,40%, a R$ 123,00 no FOB. A demanda das cadeias de suinocultura e avicultura segue dando sustentação ao mercado, ao mesmo tempo em que o vazio sanitário, definido para começar em 13 de junho na maior parte do estado, aumenta a urgência no manejo pós-colheita.

No Paraná, as cotações de balcão ficaram estáveis após quedas anteriores, com a colheita praticamente finalizada e 90% das lavouras em boas condições. O frete segue como fator de pressão, com a rota Cascavel-Paranaguá consumindo R$ 11,40 por saca. A retenção de grãos por produtores ocorre em um ambiente de déficit de armazenagem, o que torna a espera mais cara e arriscada.

Em Mato Grosso do Sul, a colheita atingiu 98,1% da área, com produção estimada em 15 milhões de toneladas. A disputa por espaço nos silos com o milho safrinha pressiona a comercialização. Já em Mato Grosso, a colheita foi concluída, mas os preços recuaram de forma generalizada. Sorriso ficou em R$ 102,60, enquanto Rondonópolis marcou R$ 110,40. A projeção de alta de até 15% no custo da próxima safra reforça a preocupação com margens apertadas.

 





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Embrapa amplia programação técnica e lança publicações durante a Agrotins


Embrapa amplia programação técnica e lança publicações durante a Agrotins
Imagem gerada por IA

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) participará da Agrotins entre terça-feira (12) e sexta-feira (16), no Centro Agrotecnológico de Palmas, no Tocantins, com uma agenda voltada à transferência de tecnologia.

A programação inclui debates técnicos, exposição de cultivares, demonstração de soluções para a aquicultura e lançamento de duas publicações no estande institucional da empresa.

Confira a programação dia a dia

Na programação técnica, a Embrapa informou que estará em quatro discussões. Na quarta-feira (13), o foco será a piscicultura familiar na região de Porto Nacional, com temas como caracterização da atividade, preparo de viveiros, fases de criação, comercialização e boas práticas no processamento do pescado.

O debate será realizado das 13h45 às 17h15, no auditório do Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins (Ruraltins), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o próprio Ruraltins.

Na quinta-feira (14), a empresa participará da sétima reunião técnica sobre produção de peixes em tanques-rede nos reservatórios tocantinenses e do segundo encontro dos aquicultores do Tocantins, no Pavilhão da Pesca e da Aquicultura.

Pela manhã, os pesquisadores Flávia Tavares e Giovanni Moro apresentarão tecnologias para produção em tanques-rede. Na ocasião, será lançada uma tabela de alimentação para engorda de tilápia-do-Nilo nas condições do estado.

Na sexta-feira (15), a pecuária será tema de dois eventos. O zootecnista Cláudio Barbosa tratará do programa Balde Cheio, voltado à pecuária de leite. No mesmo dia, Pedro Alcântara apresentará, em simpósio sobre eficiência pecuária, o uso de pastagem em propriedades atendidas pelo programa ABC Corte.

Na vitrine tecnológica, a Embrapa exibirá cultivares de amendoim, gergelim, mandioca e forrageiras, além de plantas alimentícias não convencionais. No estande, também serão apresentados conteúdos sobre nutrição, sanidade, melhoramento genético, processamento de peixes e edição genômica de tambaqui.

Segundo a Embrapa, os lançamentos previstos para sexta-feira (15), às 8h30, incluem o livro O peixe vai à aula: receitas para a inserção do pescado na alimentação escolar e a tabela de alimentação para tilápia-do-Nilo em tanques-rede.

De acordo com Pedro Alcântara, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pesca e Aquicultura, a diversidade de atividades busca atender diferentes perfis de produtores e ampliar a difusão de soluções técnicas no Tocantins.

Fonte: embrapa.br

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Rápida evolução dos bioinsumos pressiona governo por célere regulamentação, diz Abinbio


lavoura com bandeira do brasil agricultura
Foto: Canal Rural

O avanço acelerado do mercado de bioinsumos no Brasil elevou a pressão sobre o governo federal para concluir a regulamentação do Novo Marco Regulatório do setor. A avaliação predominou entre lideranças da indústria e pesquisadores reunidos no BioSummit 2026, realizado em 6 e 7 de maio, em Campinas, São Paulo.

O consenso foi da necessidade de regulamentação célere da nova legislação como condição estratégica para garantir segurança jurídica, continuidade operacional e expansão dos investimentos em bioinsumos no país.

O debate ocorre em meio a um cenário de forte crescimento do segmento. Segundo levantamento da CropLife Brasil, o mercado brasileiro de bioinsumos atingiu R$ 6,2 bilhões em 2025, alta de 15% em relação ao ano anterior e o maior avanço desde o início da série histórica, em 2022.

No plano internacional, a consultoria DunhamTrimmer projeta crescimento global de 10% entre 2025 e 2030, levando o setor a US$ 25 bilhões até o fim da década. A América Latina deverá superar essa média, com expansão estimada em 14%, puxada principalmente pelo Brasil, hoje considerado líder mundial em adoção de insumos biológicos.

Foi nesse contexto que o assessor jurídico da Associação Brasileira de Indústrias de Bioinsumos (Abinbio), Rodrigo Souza, defendeu rapidez na consolidação das normas infralegais da nova Lei dos Bioinsumos, uma vez que o tempo de entusiasmo com a aprovação da matéria já passou.

Segundo ele, o próprio processo legislativo demonstrou maturidade institucional e alinhamento entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

“É importante destacar que durante o processo legislativo existiu bastante consenso, mesmo com a participação dos diferentes setores envolvidos, o que demonstra o amadurecimento do debate e o entendimento de que neste momento a finalização do processo é a prioridade para todos, produtor rural, governo, pesquisa, investimento e indústria”, destacou.

Segurança jurídica

Souza ressalta que, entretanto, o cenário atual vai além de mera expectativa regulatória. “Mais do que ansiedade com a finalização da regulamentação, existe urgência real, especialmente por parte da indústria, que aguarda a finalização da regulamentação para ter segurança jurídica sobre uma área extremamente regulada”, declarou.

De acordo com ele, a ausência das regulamentações complementares já provoca impactos concretos sobre a operação das empresas. “Em muitos casos a falta de regulamentação impacta diretamente em processos de registro de produtos, fiscalizações e demais rotinas da cadeia de produção”, afirmou.

O assessor jurídico da Abinbio ressaltou ainda que diversos pontos previstos no novo marco continuam exigindo aprofundamento técnico e alinhamento institucional. Entre eles, citou a necessidade de definição sobre a atuação prévia do Ibama e da Anvisa nos processos de registro, além de temas considerados estratégicos para a competitividade do setor.

“Nesse contexto de urgência, é necessário destacar pontos importantes para a rotina da indústria, trazidos pela Lei dos Bioinsumos, que ainda necessitam de debate, especialmente atinentes à necessidade de atuação prévia do Ibama e Anvisa em processos de registro de produtos, proteção de dados regulatórios, proteção contra biopirataria, possibilidade de acreditação de laboratórios privados e ampliação do escopo da titularidade de registro de bioinsumos”, pontuou.

Outro aspecto levantado por Souza foi a coexistência temporária entre dispositivos antigos e as novas diretrizes legais, situação que, segundo ele, amplia a insegurança jurídica no setor. “Existem pontos de sombra entre a nova lei e o regramento anterior, que continuam impactando o dia a dia e inclusive gerando insegurança nas rotinas produtivas, em processos administrativos e fiscalizações”, explicou.

Ao encerrar sua participação, o representante da Abinbio reforçou que a consolidação do ambiente regulatório será determinante para o futuro da indústria brasileira de bioinsumos.

“A expectativa do setor é enorme, todavia a atividade da indústria não pode parar, pois existe toda a cadeia produtiva, de suprimentos e empregos envolvidos, pelo que a consolidação e aumento de investimentos e crescimento dependem de clareza e segurança jurídica no ambiente regulatório, o que somente ocorrerá com a finalização da regulamentação”, concluiu.

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Carne processada em maio já pode ser sobretaxada pela China; o que esperar da arroba?


carne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

O boi gordo comprado pelos frigoríficos ao longo do mês de maio e a ser processado em carne, embalado e despachado em contêineres já será sobretaxado em 55% por conta do tempo de viagem, entre 45 e 50 dias, para chegar à China. A avaliação é do coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri.

Isso porque diante da cota imposta pelo país asiático em 2026, de 1,1 milhão de toneladas, importadores se apressaram a garantir volumes da proteína, escapando de cobranças adicionais. “Então, agora, o comprador já está mais desacelerado em relação a essa demanda”, contextualiza.

Fabbri também pondera que no mercado interno, os preços do frango e do suíno caíram nas últimas semanas, o que deixa o boi menos competitivo no atacado, levando o mercado a reduzir aquisições.

“Diante desses fatores, a expectativa é de queda para a arroba do boi em maio, um mês que, historicamente, é desfavorável, já que desde 2003, em apenas dois anos tivemos um mês de maio com preços da arroba maiores do que os registrados em abril. Acreditamos que os preços girem entre R$ 340 e R$ 345 na praça-base São Paulo ao longo do mês”, conclui.

Dia das mães não atendeu expectativas

Mesmo diante dos preparativos para o Dia das Mães, data que, historicamente, eleva o consumo interno de carne bovina, o mercado físico do boi gordo registrou uma semana de preços acomodados.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias, houve tentativas de compra em patamares mais baixos em estados como Goiás, Minas Gerais e São Paulo. “Por outro lado, em Mato Grosso observou-se um encurtamento das escalas de abate, levando a indústria local a elevar os preços pagos ao pecuarista”, contextualiza.

Variação de preços do boi na semana

Os valores da arroba do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 7 de maio:

  • São Paulo (Capital): R$ 350, baixa de 2,78% frente aos R$ 360 praticados na
    semana passada;
  • Goiás (Goiânia): R$ 340, queda de 1,45% ante aos R$ 345 registrados no final
    da semana anterior;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 340, inalterado frente ao fechamento da semana passada;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350, sem mudanças em relação ao encerramento da última semana;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360, sem modificações ante ao fechamento da semana passada;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 330, estável perante o fechamento do mês anterior.

Mercado atacadista

No mercado atacadista, o analista de Safras & Mercado ressalta que os preços sinalizaram alguma acomodação, mesmo em meio à entrada de salários na economia e a comemoração do Dia das Mães.

O analista acrescenta que o mercado não oferece espaço para altas contundentes, considerando que o atual nível de preços já assume patamares proibitivos para boa parcela da população.

“A competitividade da carne bovina é menor na comparação com as proteínas concorrentes, em especial em relação com a carne de frango”, pontua.

  • Quarto do dianteiro: precificado a R$ 23 por quilo na semana, recuo de 2,13% frente aos R$ 23,50 no final da semana passada;
  • Cortes do traseiro bovino: cotados a R$ 28,00 por quilo, queda de 1,75% frente aos R$ 28,50 encerrados no final da semana anterior.

Exportações de carne bovina

Carne bovina embalada
Foto: Divulgação Iagro

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,572 bilhão em abril (20 dias úteis), com média diária de US$ 78,625 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 251,944 mil toneladas, com média diária de 12,597 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.241,50.

Em relação a abril de 2025, houve alta de 29,4% no valor médio diário da exportação, ganho de 4,3% na quantidade média diária exportada e avanço de 24,1% no preço médio.

*Com informações de Safras News

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Carne processada em maio já será sobretaxada pela China; o que esperar do preço da arroba?


boi, China
Foto: Arquivo/Canal Rural

O boi gordo comprado pelos frigoríficos ao longo do mês de maio e a ser processado, embalado e despachado em contêineres já será sobretaxado em 55% por conta do tempo de viagem, entre 45 e 50 dias, para chegar à China. A avaliação é do coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri.

Isso porque diante da cota imposta pelo país asiático em 2026, de 1,1 milhão de toneladas, importadores se apressaram a garantir volumes da proteína, escapando de cobranças adicionais. “Então, agora, o comprador já está mais desacelerado em relação a essa demanda”, contextualiza.

Fabbri também pondera que no mercado interno, os preços do frango e do suíno caíram nas últimas semanas, o que deixa o boi menos competitivo no atacado, levando o mercado a reduzir aquisições.

“Diante desses fatores, a expectativa é de queda para a arroba do boi em maio, um mês que, historicamente, é desfavorável, já que desde 2003, em apenas dois anos tivemos um mês de maio com preços da arroba maiores do que os registrados em abril. Acreditamos que os preços girem entre R$ 340 e R$ 345 na praça-base São Paulo ao longo do mês”, conclui.

Dia das mães não atendeu expectativas

Mesmo diante dos preparativos para o Dia das Mães, data que, historicamente, eleva o consumo interno de carne bovina, o mercado físico do boi gordo registrou uma semana de preços acomodados.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias, houve tentativas de compra em patamares mais baixos em estados como Goiás, Minas Gerais e São Paulo. “Por outro lado, em Mato Grosso observou-se um encurtamento das escalas de abate, levando a indústria local a elevar os preços pagos ao pecuarista”, contextualiza.

Variação de preços do boi na semana

Os valores da arroba do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 7 de maio:

  • São Paulo (Capital): R$ 350, baixa de 2,78% frente aos R$ 360 praticados na
    semana passada;
  • Goiás (Goiânia): R$ 340, queda de 1,45% ante aos R$ 345 registrados no final
    da semana anterior;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 340, inalterado frente ao fechamento da semana passada;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350, sem mudanças em relação ao encerramento da última semana;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360, sem modificações ante ao fechamento da semana passada;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 330, estável perante o fechamento do mês anterior.

Mercado atacadista

No mercado atacadista, o analista de Safras & Mercado ressalta que os preços sinalizaram alguma acomodação, mesmo em meio à entrada de salários na economia e a comemoração do Dia das Mães.

O analista acrescenta que o mercado não oferece espaço para altas contundentes, considerando que o atual nível de preços já assume patamares proibitivos para boa parcela da população.

“A competitividade da carne bovina é menor na comparação com as proteínas concorrentes, em especial em relação com a carne de frango”, pontua.

  • Quarto do dianteiro: precificado a R$ 23 por quilo na semana, recuo de 2,13% frente aos R$ 23,50 no final da semana passada;
  • Cortes do traseiro bovino: cotados a R$ 28,00 por quilo, queda de 1,75% frente aos R$ 28,50 encerrados no final da semana anterior.

Exportações de carne bovina

Carne bovina embalada
Foto: Divulgação Iagro

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,572 bilhão em abril (20 dias úteis), com média diária de US$ 78,625 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 251,944 mil toneladas, com média diária de 12,597 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.241,50.

Em relação a abril de 2025, houve alta de 29,4% no valor médio diário da exportação, ganho de 4,3% na quantidade média diária exportada e avanço de 24,1% no preço médio.

*Com informações de Safras News

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‘Cruzamento industrial com nelore é a grande alavanca para venda de sêmen da raça angus’, diz liderança do setor 


Mateus Pivato, diretor executivo da Associação Brasileira de Angus (Foto: Lucas Nunes).
Mateus Pivato, diretor executivo da Associação Brasileira de Angus (Foto: Lucas Nunes).

As vendas de sêmen da raça angus cresceram 31,2% em 2025, segundo dados apresentados pela Associação Brasileira de Angus. O cenário é bem diferente do observado entre os anos de 2021 e 2023, quando apresentaram uma retração de 38%. Em 2024, o mercado reagiu, subindo 1,5%.

Para o diretor executivo da entidade, Mateus Pivato, o avanço foi impulsionado pelo ciclo pecuário e pela demanda por carne de qualidade. “Quando analisamos os dados, observamos que quando há um aumento no preço do bezerro e do boi gordo, a comercialização de sêmen também sobe”, afirmou.

O desempenho, segundo ele, também acompanha o crescimento do Programa Carne Angus Certificada, que registrou mais de 612 mil animais abatidos em 2025. Há mais de 20 anos, técnicos da entidade, em parceria com a indústria, varejos e restaurantes, acompanham todo o processo de produção dos cortes que levam o selo de certificação da associação, conforme critérios públicos.

Recuperação após retração

Pivato afirmou que o momento atual difere do cenário observado em 2020, ano recorde para a raça. “O mercado de corte como um todo cresceu na casa dos 8%, enquanto o angus cresceu 31,2%”, afirmou.

Além disso, neste período, a associação observou um aumento na absorção de animais meio-sangue angus pelo mercado. “A gente vê um momento diferente, com muito mais absorção desse animal, tanto pelo Programa Carne Angus Certificada – que praticamente dobrou o abate quando comparado aquela época.”, disse.

Mercado externo amplia demanda

De acordo com o executivo, a redução de rebanhos em países produtores abriu espaço para a carne bovina brasileira. “A própria Europa vem reduzindo seus rebanhos nos últimos anos e isso vem sendo visto como algumas lacunas de oportunidade que o Brasil pode assumir”, afirmou.

Pivato citou ainda Estados Unidos, Austrália e Argentina como mercados relevantes no segmento de carne de qualidade. Para ele, o cenário internacional cria demanda para animais oriundos do cruzamento industrial com angus.

Reprodutor da raça Angus. Foto: ABA
Reprodutor da raça Angus. Foto: ABA.

Cruzamento com nelore lidera demanda

O diretor da associação afirmou que o cruzamento entre angus e nelore segue como principal vetor para o avanço da genética da raça no Brasil. Segundo ele, a combinação entre as duas raças reúne características ligadas à adaptação, qualidade de carne e desempenho produtivo.

“O cruzamento industrial com nelore é a grande alavanca para venda de sêmen da raça angus. É uma dádiva que a gente tem aqui no Brasil, produção em clima tropical de carne de qualidade. Eu acho que a gente tem um diamante na mão. São duas raças que vêm fazendo trabalhos fantásticos”, afirmou.

Pivato também destacou a evolução genética do nelore. “O nelore também vem evoluindo muito em qualidade de carcaça, precocidade. Então cada vez mais esse casamento de interesses vem produzindo um produto melhor”, disse.

Genética ganha espaço na pecuária

Na avaliação de Pivato, a genética tende a ganhar participação nos sistemas de produção voltados à carne de qualidade, e que ela precisa atuar em conjunto com outros pilares da produção pecuária. “Não podemos esquecer dos outros pilares da zootecnia, nutrição, sanidade, manejo, mas a genética se consolida como algo extremamente importante”, disse.

Ele citou o programa de melhoramento genético da associação, o Promebo, como ferramenta para seleção de animais voltados ao mercado de carne premium. “Temos uma seleção do angus Nacional muito bem definida e que tem tudo para entregar o que o mercado deseja”, afirmou.

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Embrapa desenvolve insumo à base de resíduos suínos para substituir fertilizantes fosfatados


Estruvita
Estruvita

A Embrapa Agrobiologia (RJ) realizou uma pesquisa quanto ao uso da estruvita como fertlizante nas plantações de soja e trigo. Cientistas envolvidos no estudo apontam que o uso desse insumo, produzido a partir de resíduos da suinocultura, é uma opção viável para reduzir a utilização e dependência fosfatados importados.

Experimentos realizados mostram que o produto teve capacidade de suprir até 50% da demanda por fósforo, mantendo a quantidade de produção equivalente a realizada com o fertilizante convencional.

Pesquisador da Embrapa, Caio de Teves Inácio, ressalta que a idéia não é apenas substituir fertilizantes. “Estamos criando uma nova rota tecnológica para o campo brasileiro, alinhada à sustentabilidade, à autonomia e à inovação”, afirma o coordenador do estudo.

A estruvita, material usado no novo tipo de fertilização, tem formação feita por cristais de fosfato de magnésio e amônio, além de ser produzido a partir da precipitação química de nutrientes de resíduos da suínocultura. Caio intera que o produto representa o conceito de economia circular na agropecuaria, “Transformamos um passivo ambiental, que são os efluentes animais, em um insumo agrícola de alto valor agregado”, explica.

Outro fator fundamental para ser considerado um sucesso o estudo, são resultados que mostram a eficiência desse tipo de fertilizante, se mostrando superior em termos de recuperação do fósforo aplicado no solo.

O solo brasileiro tropical, desgastados pelo clima, costuma fixar o fósforo de forma rápida, o que limita a eficácia do fertilizante convencional. Visto que a liberação do novo tipo de fertlização é feita de forma lenta e gradual, seu aproveitamento é maior.

A recomendação preliminar indica que a estruvita pode ser aplicada sozinha ou em combinação com outros fertilizantes solúveis. As doses podem variar de 50% a 100%, a depender da cultura e do solo.

Através disso, pesquisadores desenvolveram um tipo de fertilização organomineral, combinando nutrientes minerais com matéria orgânica. Em testes, a formulação combinada obteve resultados 50% maiores nos primeiros 28 dias, comparadas com a estruvita pura.

Além dos pontos positivos relacionados a agronomia, outros fatores econômicos e ambientais reforçam o beneficio desse fertilizante.

“Estamos falando de uma tecnologia nacional, que reduz a dependência de insumos importados, reaproveita os nutrientes de resíduos agropecuários e melhora a eficiência do uso do fósforo, um recurso natural não renovável”, comenta Caio.

O uso da estruvita soluciona um problema de reposição inadequada de dejetos animais. Locais com produção suína intensiva, como no Sul e no Centro-Oeste, a precipitação da estruvita da permissão de retirar o excesso de nutrientes antes de aplicar no solo, o que reduz o risco de contaminação de águas subterrâneas. A característica ainda colabora com a ampliação da produção de granjas, limitada pela quantidade de nutrientes (fósforo e nitrogênio) que podem ser despejados no solo.

Outro ponto positivo, é o lado econômico em relação aos produtores, que a partir dos resíduos, passariam a gerar um insumo comercializável dos resíduos. Projeções da Embrapa indicam que o uso dessa tecnologia em propriedades com mais de 5 mil suínos pode gerar cerca de 340 mil toneladas de estruvita por ano no país.

Cenário da estruvita no Brasil ainda é pouco conhecido

A produção de estruvita vinda através da recuperação de nutrientes efluentes é vista como uma tecnologia sustentável na economia circular. A abordagem não só evita a poluição por excesso de nutrientes em cursos d’água, como também gera o fertilizante.

Falando do cenário global, o interesse pela estruvita cresceu exponencialmente na última década. Mais de 80 instalações desse tipo de produção operavam em 2019, principalmente em países mais desenvolvidos que enfrentam excedentes de fósforo oriundos da pecuária intensiva ou da alta densidade populacional. A liderança de países em relação a esse tipo de pesquisa fica entre China, EUA e Alemanha, que são referencia nesse campo.

Caio ainda ressaltou como o produto ainda é desconhecido no Brasil, “É um paradoxo: temos um recurso promissor, mas pouco se sabe sobre seu comportamento nas nossas condições de solo, que são predominantemente ácidas e com alta capacidade de adsorção de fósforo”, completou o pesquisador.

*Com informações da Embrapa Agrobiologia

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Sementes de tamarindo podem ajudar no controle do açúcar no sangue, revela estudo


tamarindo
Foto: Agecom/UFRN

Os alimentos ricos em carboidratos fazem parte do dia a dia da maioria dos brasileiros. No entanto, para pessoas com diabetes mellitus, eles representam um desafio constante: o aumento rápido da glicose no sangue após as refeições.

É nesse contexto que um estudo, desenvolvido na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), apresenta um composto natural extraído da semente de tamarindo como possível aliado no controle da hiperglicemia.

A pesquisa, produto de mestrado da aluna Larissa Souza, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (Ppgnut/UFRN), demonstrou que o inibidor de tripsina (TTI) é capaz de reduzir a atividade da α-amilase, enzima responsável pela quebra de carboidratos em açúcares simples.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores combinaram ensaios laboratoriais com simulações computacionais de alta complexidade, realizadas com apoio do Núcleo de Processamento de Alto Desempenho (NPAD) da UFRN, fundamental para a modelagem molecular envolvida no estudo.

Alternativas naturais

O interesse por alternativas naturais no controle da glicemia cresce à medida que a diabetes se consolida como um dos principais problemas de saúde pública no país e no mundo.

Nesse sentido, compostos bioativos de origem vegetal ganham espaço por apresentarem potencial terapêutico associado a menor agressividade ao organismo, além de possibilidades de aplicação preventiva e complementar às terapias convencionais.

“Esses resultados revelam o potencial funcional de compostos naturais aplicados à nutrição e à saúde”, afirma a professora Ana Heloneida de Araujo Morais, líder do grupo de pesquisa Nutrição e Substâncias Bioativas (NutriSBioativoS), da UFRN.

Além disso, nos testes realizados, tanto a proteína original extraída da semente de tamarindo quanto os pequenos fragmentos dela apresentaram capacidade de se ligar à α-amilase, reduzindo sua atividade em mais de 37%.

A interação entre as moléculas foi observada por meio de modelagem molecular in silico — simulações feitas por meio de computadores —, que permitiu visualizar, em nível detalhado, como esses compostos se “encaixam” na enzima, interferindo em sua função digestiva.

Essas análises computacionais foram complementadas por ensaios in vitro — realizados fora de um organismo vivo — de atividade enzimática, reforçando a confiabilidade dos resultados.

De acordo com a pesquisadora, os dados obtidos dialogam com estudos anteriores do grupo, que já indicavam efeitos sacietogênicos, anti-inflamatórios e impactos positivos sobre parâmetros metabólicos, como a glicemia, em modelos experimentais animais.

Implicações do estudo

Sendo assim, as implicações do estudo são amplas. Do ponto de vista social, a pesquisa contribui para o desenvolvimento de estratégias voltadas à prevenção e ao controle de distúrbios metabólicos, como obesidade e diabetes.

No campo científico, fortalece o conhecimento sobre a bioatividade de proteínas vegetais. Já sob a perspectiva tecnológica, os resultados abrem caminho para o desenvolvimento futuro de alimentos funcionais, nutracêuticos e aplicações biotecnológicas, ainda que não existam produtos consolidados no mercado.

O suporte do NPAD permitiu acelerar as análises, ampliar a robustez dos resultados e fortalecer parcerias com pesquisadores de outras áreas, como a química.

Para os próximos anos, o estudo aponta novos caminhos. Entre eles, estão a investigação mais aprofundada dos mecanismos moleculares de ação, a avaliação de segurança e eficácia em modelos mais complexos, o desenvolvimento de sistemas de nanoencapsulação e a exploração de possíveis aplicações clínicas e tecnológicas dos compostos estudados.

Com a pesquisa, a semente de tamarindo amplamente conhecida na cultura alimentar brasileira ganha protagonismo no campo científico, revelando como a combinação entre biodiversidade, ciência e tecnologia pode gerar soluções promissoras para desafios contemporâneos da saúde pública.

*Sob supervisão de Victor Faverin

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SP exige atualização de rebanhos para transporte de animais; saiba como fazer


Foto: Divulgação/Governo de SP.
Foto: Divulgação/Governo de SP.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo iniciou o recebimento da atualização de rebanhos por meio do sistema de Gestão de Defesa Vegetal e Animal (GEDAVE). A medida passa a ser exigida para a movimentação de animais a partir desta segunda-feira (11).

A ação é conduzida pela Defesa Agropecuária e integra a campanha de atualização de rebanhos no estado.

Atualização passa a ser obrigatória

Segundo a secretaria, produtores já começaram a enviar as informações de forma antecipada. Mais de mil declarações foram registradas antes do início oficial da campanha.

A partir de segunda, a atualização cadastral será condição para o trânsito de animais, com impacto direto sobre bovinos e bubalinos.

Abrangência da declaração

Além de bovinos e búfalos, a exigência inclui rebanhos de equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos. Também devem ser declaradas colmeias de abelhas e criações de bicho-da-seda.

O procedimento pode ser feito pelo sistema GEDAVE ou presencialmente nas unidades da Defesa Agropecuária (confira os endereços).

Contribuição ao fundo sanitário

Em 2026, produtores de bovinos e bubalinos também passam a contribuir com o Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC). O valor previsto é de R$ 1,06 por animal.

Além da atualização, será necessário quitar o Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais (DARE) para manter a regularidade.

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