segunda-feira, junho 8, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Geadas podem ocorrer no Sul e Sudeste nesta semana


Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia indicam que as condições para chuva permanecem sobre áreas das regiões Norte e Nordeste entre quarta-feira (3) e quinta-feira (4). No Norte, as precipitações devem ocorrer principalmente em forma de pancadas isoladas durante a tarde, período de maior aquecimento. Já no Nordeste, a chuva ficará concentrada na faixa litorânea, com atenção especial para o leste da Bahia, incluindo Salvador e o litoral norte do estado. Distúrbios de leste também devem provocar chuva intensa entre Pernambuco e Rio Grande do Norte.

No leste da Região Sudeste, a previsão aponta possibilidade de chuvas fracas e localizadas, sobretudo em áreas próximas ao litoral. Nas demais regiões do país, o tempo tende a permanecer estável e sem previsão de precipitações. O boletim também destaca a possibilidade de geadas fracas e isoladas nas áreas mais elevadas das serras gaúcha e catarinense, além da Serra da Mantiqueira.

Na Região Norte, a previsão para quarta e quinta-feira mantém as condições favoráveis à ocorrência de pancadas de chuva no norte do Amazonas e do Pará, além de áreas do Amapá e de Roraima. Segundo o Inmet, as precipitações deverão ser acompanhadas de raios e rajadas de vento localizadas devido à combinação entre calor e elevada umidade. As temperaturas máximas devem variar entre 34°C e 36°C, enquanto a umidade relativa do ar pode ficar em torno de 30% em áreas de Rondônia, Tocantins e sudeste do Pará.

No Nordeste, o transporte de umidade do oceano para o continente, associado à atuação de perturbações atmosféricas, deve manter o tempo instável no leste da Bahia, abrangendo o Recôncavo Baiano e a capital Salvador. A previsão indica chuvas fortes entre Pernambuco e Rio Grande do Norte, com acumulados superiores a 60 milímetros em alguns pontos. No interior da região, as temperaturas permanecem elevadas, com mínimas próximas de 14°C no interior baiano e máximas de até 37°C em áreas do Sertão.

Para a Região Centro-Oeste, o Inmet prevê manutenção do tempo quente e seco, sem expectativa de chuva. As temperaturas mínimas devem oscilar entre 9°C e 11°C em áreas de Goiás e Mato Grosso do Sul, enquanto as máximas podem alcançar entre 34°C e 36°C em municípios de Mato Grosso e Goiás. Durante a tarde, a umidade relativa do ar deverá ficar próxima dos 30%.

No Sudeste, a circulação marítima continuará favorecendo maior nebulosidade e possibilidade de chuva fraca e isolada em áreas litorâneas. Em partes do Espírito Santo e no nordeste de Minas Gerais, há pequena chance de pancadas acompanhadas de trovoadas em razão da presença de ar frio em níveis mais elevados da atmosfera. O boletim também aponta condições favoráveis à formação de neblina e nevoeiro em áreas do leste paulista, Vale do Paraíba, Rio de Janeiro, sul e leste mineiro e pontos isolados do Espírito Santo.

As temperaturas continuam baixas durante as madrugadas e o início das manhãs na região. As mínimas podem chegar a 4°C no sul de Minas Gerais, na Serra da Mantiqueira e na Serra Fluminense, onde há possibilidade de geadas fracas e localizadas. Já as máximas podem variar entre 30°C e 32°C no norte mineiro. Em algumas áreas do norte de São Paulo, oeste de Minas Gerais e Triângulo Mineiro, a umidade relativa do ar poderá ficar abaixo dos 30%.

Na Região Sul, a previsão não indica mudanças significativas nas condições do tempo ao longo dos dois dias. As temperaturas mínimas devem variar entre 4°C e 7°C, principalmente nas áreas mais elevadas das serras gaúcha e catarinense, onde há possibilidade de geada fraca e isolada. Também permanece a condição para formação de neblina e nevoeiro em localidades da faixa leste, especialmente durante as primeiras horas da manhã. As máximas podem alcançar entre 25°C e 27°C no norte do Paraná.





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China reconhece Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação



Conquista abre espaço para novos negócios



Foto: Divulgação

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o reconhecimento é resultado das negociações conduzidas durante a missão oficial do ministro André de Paula à China, realizada em maio deste ano. Durante encontros com autoridades chinesas das áreas de Agricultura e Comércio, foram apresentados os avanços do sistema brasileiro de defesa agropecuária e reforçado o pedido de reconhecimento do status sanitário nacional.

A decisão chinesa ocorre um ano após a Organização Mundial de Saúde Animal reconhecer o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. O marco consolidou décadas de ações conduzidas pelos serviços veterinários oficiais, produtores rurais e governos estaduais voltadas ao fortalecimento da sanidade animal.

Durante a missão presidencial à China, realizada em maio de 2025, Brasil e China também assinaram um Memorando de Entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e a Administração-Geral de Aduanas da China na área de medidas sanitárias e fitossanitárias. O acordo ampliou a cooperação bilateral e fortaleceu o diálogo entre os dois países em temas ligados à sanidade animal e vegetal.

Principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, a China respondeu por mais de US$ 50 bilhões em compras do setor em 2025. O reconhecimento do status sanitário brasileiro reforça a confiança nas cadeias produtivas nacionais e contribui para o fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países.

De acordo com o governo federal, a conquista é resultado do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores nas negociações sanitárias e comerciais com o mercado chinês.





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Durigan admite viagem aos EUA para discutir tarifa adicional sobre produtos brasileiros


Trump afirma que China comprará soja e aviões dos EUA e nega debate sobre tarifas com Xi

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (2) que não descarta viajar aos Estados Unidos ou fazer contato direto com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, para tratar da recomendação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi sugerida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), mas ainda não está confirmada, segundo o ministro.

Em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, Durigan disse que a possibilidade de deslocamento aos Estados Unidos segue em avaliação no âmbito do governo federal. Segundo ele, também há previsão de articulação diplomática por outras frentes.

O ministro informou que o chanceler Mauro Vieira participará nesta quarta-feira (3) de agenda na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), onde deverá se reunir com Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos e responsável pela recomendação tarifária.

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De acordo com Durigan, o aumento de 25% ainda depende de confirmação. Esse ponto é central para o acompanhamento do tema por exportadores brasileiros, já que a fase atual indicada pelo ministro é de tratativas e não de aplicação definitiva da medida.

O conteúdo disponível não informa quais produtos brasileiros seriam alcançados pela tarifa adicional nem apresenta calendário oficial de implementação. Também não há detalhamento, até o momento, sobre os setores potencialmente mais expostos.

Do ponto de vista técnico, a recomendação do USTR insere o tema no campo das negociações comerciais bilaterais. Para cadeias exportadoras, a definição sobre alcance setorial, prazo e formato da eventual cobrança será determinante para medir efeitos sobre competitividade, contratos e fluxo de embarques. Sem essas informações, ainda não é possível estimar impacto específico sobre o agronegócio ou outras áreas exportadoras.

O cenário imediato depende da confirmação ou não da recomendação tarifária pelas autoridades americanas e do resultado das conversas diplomáticas anunciadas pelo governo brasileiro. Até que haja definição oficial sobre produtos atingidos, prazo e regras de aplicação, a dimensão do efeito econômico permanece indefinida.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Lideranças defendem integração entre clima, biodiversidade e solo no Rio


Lideranças defendem integração entre clima, biodiversidade e solo no Rio

A integração entre as agendas globais de clima, biodiversidade e combate à desertificação foi o foco do primeiro dia da Rio Nature & Climate Week, nesta segunda-feira (2), no Rio de Janeiro. O encontro reuniu representantes do setor público, privado, da academia e da sociedade civil. Segundo os organizadores, a proposta é fortalecer, até esta sexta-feira (6), o papel do Brasil e do Sul Global nas discussões internacionais sobre sustentabilidade.

O debate central do dia reuniu a diretora-executiva da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), Ana Toni, a presidente do Instituto Talanoa, Natalie Unterstell, e o presidente da 15ª Convenção das Nações Unidas para Combate à Desertificação e à Seca, Alain-Richard Donwahi.

Os participantes defenderam maior coordenação entre os três acordos internacionais originados da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada em 1992, no Rio de Janeiro. Atualmente, as agendas de clima, biodiversidade e desertificação seguem estruturas e políticas separadas.

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Segundo Ana Toni, uma frente concreta para unificar esforços é a recuperação de áreas produtivas e ecossistemas degradados. De acordo com a diretora da COP30, são 250 milhões de hectares de terras degradadas que precisam ser recuperadas até 2030. Ela afirmou que essa agenda é comum às três convenções por envolver clima, conservação da biodiversidade e restauração do solo.

Natalie Unterstell afirmou que o Rio de Janeiro pode voltar a invadir posição de articulação internacional ao sediar debates sobre a convergência dessas agendas. Já Donwahi disse que desertificação e restauração de terras estão no centro das três convenções, por sua relação com água, solo e habitat da biodiversidade.

Para o setor agropecuário, o tema tem relação direta com uso da terra, resiliência produtiva e conservação de recursos naturais em áreas cultivadas e pastagens. A recuperação de terras degradadas também pode influenciar políticas de sustentabilidade, metas ambientais e instrumentos voltados ao manejo e à produção rural. No evento, porém, não foram detalhadas medidas operacionais, prazos nacionais ou instrumentos específicos de implementação para o campo.

A discussão apresentada no evento indica convergência conceitual entre as convenções ambientais, mas a transformação desse alinhamento em ação prática ainda depende de coordenação entre países e definição de políticas executáveis. Sem esse detalhamento, não há base para projetar efeitos imediatos sobre produtores ou cadeias agropecuárias.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Feriado prolongado: baixas temperaturas e chuva fraca abrem espaço para nova frente fria


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Foto: Pixabay

O primeiro fim de semana de junho será marcado pelo feriado de Corpus Christi, permitindo que muitos trabalhadores possam “emendar” a quinta-feira com o domingo e usufruindo de quatro dias de descanso. Confira como o tempo pode te ajudar a curtir ou a se resguardar em casa:

Sul

O clima será típico de outono, com o sol predominando durante quase todo o feriadão. As noites e inícios de manhã serão frios, mas as tardes tendem a ser mais agradáveis. Na maior parte da região, as temperaturas ficam amenas. Segundo a Climatempo, no norte e no oeste do Paraná deve fazer, inclusive, um pouco de calor durante a tarde.

Pontos de atenção:

  • Risco de nevoeiro no início da manhã, especialmente nas serras e vales, o que pode comprometer a visibilidade nas estradas durante algumas horas;
  • Regiões serranas ficam frias o dia todo, mesmo com o sol, exigindo casacos mais pesados para a noite;
  • A chegada de uma nova frente fria no domingo (7), traz chuva para algumas áreas do Rio Grande do Sul;
  • Na grande Curitiba, no litoral do Paraná e no Vale do Itajaí, há possibilidade de chuviscos na quinta-feira (4);

Sudeste

Os quatro dias do fim de semana prolongado devem ser marcados por bastante sol em quase todo o Sudeste brasileiro. A Climatempo aponta que na maior parte da região, as temperaturas ficam amenas durante a noite e no início da manhã, com sensação de “friozinho”. Contudo, as tardes serão relativamente quentes no interior de São Paulo, em todo o centro-oeste e norte de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

Pontos de atenção:

  • Durante o feriado da quinta-feira, o sul e o leste de São Paulo, incluindo a Grande São Paulo e o litoral paulista, terão chuvas fracas e chuviscos, mas o tempo começa a firmar durante a sexta-feira;
  • O estado do Rio de Janeiro deve ter muitas nuvens e chuva fraca durante a quinta-feira, na madrugada e manhã da sexta-feira, mas o sol retorna a partir da tarde de sexta-feira;
  • No leste de Minas Gerais, o tempo fica úmido, com risco de chuva leve na quinta e na sexta-feira; a partir do sábado, o sol já começa a predominar;
  • Regiões serranas, como Campos do Jordão (SP), sul de Minas, cidade serranas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, o feriado prolongado será com a sensação de leve frio, mesmo com a presença do sol; atenção com risco de nevoeiro nos trechos de serras e vales;

Centro-Oeste

O sol e o tempo seco vão predominar na região Centro-Oeste do Brasil durante todo o fim de semana prolongado de Corpus Christi. A Climatempo indica que as temperaturas ficam amenas durante a noite e ao amanhecer, mas as tardes serão bem quentes, em geral com temperaturas acima dos 30°C.

Pontos de atenção:

  • Em quase toda a região, o ar fica seco, com níveis de umidade do ar em torno dos 30% nas horas mais quentes da tarde;
  • O oeste e o sul de Mato Grosso do Sul, áreas de fronteira com o Paraguai e com a Bolívia, podem ter algumas pancadas de chuva na noite de domingo (7) por causa da aproximação de uma nova frente fria;

Nordeste

O feriado prolongado será marcado por sol forte e muito calor em praticamente todo interior do Nordeste brasileiro. Porém, as áreas próximas ao litoral vão continuar tendo pancadas de chuva frequentes e muita nebulosidade.

Pontos de atenção:

  • Calor intenso e níveis de umidade do ar em torno dos 30% no centro-oeste e norte da Bahia, nas áreas de sertão, no sul do Maranhão e do Piauí;
  • Em Salvador, no litoral norte da Bahia e no litoral de Sergipe, o maior risco de chuva moderada a forte é na quinta e na sexta-feira;
  • Em Alagoas, o maior risco de chuvas moderadas a fortes é durante a sexta-feira;
  • No litoral de Pernambuco e da Paraíba, incluindo a região de Recife e João Pessoa, pode chover com moderada a forte intensidade nos quatro dias do fim de semana prolongado;
  • Há condições para pancadas de chuva no agreste, com risco de atrapalhar as festas juninas;
  • No litoral do Rio Grande do Norte, o maior risco de chuvas moderadas a fortes entre sexta-feira e o domingo;
  • Na faixa litorânea entre o Rio Grande do Norte e o Maranhão, podem ocorrer pancadas de chuva moderadas a fortes durante todo o fim de semana prolongado;

Norte

Durante o fim de semana prolongado, o sol e o tempo seco devem predominar no Tocantins, no sul e leste do Pará, na maioria das áreas de Rondônia e do Acre. A Climatempo aponta que no centro-norte e oeste do Amazonas, no norte do Pará, no Amapá e em Roraima, o fim de semana prolongado será marcado por tempo instável, com muitas nuvens e pancadas de chuva frequentes, que podem ser com moderada a forte e intensidade.

Pontos de atenção:

  • Níveis de umidade do ar em torno dos 30% e calor intenso devem ser observados no Tocantins, no extremo sul e no leste do Pará;
  • Risco de temporais no Amapá, em Roraima e no litoral do Pará;
  • No Acre, em Rondônia e no sul do Amazonas, as condições para pancadas de chuva aumentam durante o domingo.

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Previsão do tempo em Realeza (PR) e colheita de feijão em junho e julho


Produtores de feijão em Realeza, no sudoeste do Paraná, estão atentos à previsão do tempo para os meses de junho e julho, que pode impactar a colheita da lavoura. A expectativa é de que as chuvas não sejam intensas, permitindo que a colheita ocorra sem grandes problemas.

Previsão para os próximos dias

Nos próximos cinco dias, a previsão indica ausência de chuvas significativas no estado do Paraná, com exceção da faixa litorânea. A partir da próxima semana, algumas pancadas de chuva devem começar a avançar sobre a região, com a influência de uma baixa pressão vinda do Paraguai.

Expectativa de chuvas

  • Na virada da quinzena de junho, espera-se a chegada de chuvas mais volumosas, somando cerca de 30 mm em cinco dias.
  • O clima deve ser intercalado com períodos de tempo firme e chuvas moderadas, sem grandes volumes que comprometam a colheita.
  • Até o dia 17 de junho, os produtores devem aproveitar as janelas de tempo firme para realizar a colheita.

Impacto do fenômeno El Niño

O retorno do fenômeno El Niño deve influenciar o clima na América do Sul a partir de junho, aumentando a probabilidade de chuvas no Paraná. Historicamente, junho e julho apresentam precipitações médias de 100 a 115 mm e 150 a 170 mm, respectivamente.

Temperaturas e riscos

A previsão também aponta quedas nas temperaturas mínimas, que podem ficar abaixo dos 10ºC, mas sem risco de geadas que possam prejudicar a lavoura de feijão. Portanto, o clima não deve impactar significativamente a colheita, mas os produtores devem estar atentos às condições climáticas para otimizar o trabalho no campo.

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Ministério da Agricultura aprova protocolo de exportação de bovinos livres de antimicrobianos


O Ministério da Agricultura aprovou um protocolo de exportação de bovinos e búfalos livres de antimicrobianos, que será de adesão voluntária. A proposta foi apresentada pela Associação Brasileira das Empresas de Certificação por Auditoria e Rastreabilidade.

Objetivo do protocolo

A portaria tem como finalidade subsidiar a emissão da certificação oficial brasileira para a exportação de bovinos e búfalos que não foram submetidos a manejo com uso de antimicrobianos.

Impacto no mercado

O protocolo busca garantir a qualidade e a rastreabilidade dos produtos, aumentando a competitividade no mercado internacional.

Dados do mercado de açúcar e trigo

  • O mercado Spot Paulista de Açúcar Cristal apresenta baixa movimentação e preços em queda, com um recuo de 5% no indicador CP Exalc em maio.
  • A moagem da safra 2026/27 avança, aumentando a oferta e mantendo compradores retraídos.
  • As cotações do trigo subiram em maio, com o preço médio no Paraná alcançando R$ 2.600, um avanço de 2,6% em relação a abril, mas 14,1% inferior ao registrado em maio de 2025.

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Inadimplência no agro atinge 8,2% entre produtores, revela Serasa Experian


Uma pesquisa da Serasa Experian revelou que a inadimplência no setor agropecuário brasileiro alcançou 8,2% entre pequenos, médios e grandes produtores. O estudo, que compara dados com o mesmo período de 2024, mostra um aumento de 1 ponto percentual em relação ao ano anterior.

Perfil dos devedores

O levantamento indica que os produtores sem registro rural, como arrendatários ou membros de grupos familiares, apresentam a maior taxa de inadimplência, quase 10%. Em seguida, estão os grandes proprietários, seguidos pelos médios e pequenos produtores.

Principais credores

  • A maior parte das dívidas está concentrada em instituições financeiras, com uma dívida média de R$ 115,5 mil.
  • Débitos relacionados a credores do próprio agro representam 0,3%, com uma dívida média de R$ 138 mil.

Causas da inadimplência

Os principais fatores que contribuem para o aumento da inadimplência incluem:

  • Custos mais altos de produção.
  • Preços voláteis dos produtos agrícolas.
  • Crédito mais restrito.

Análise por estados

A região Sul do Brasil se destaca com a menor taxa de inadimplência, de 5,7%, mesmo enfrentando desafios como a falta de acesso a crédito e perdas sucessivas de safra. No Rio Grande do Sul, a inadimplência ficou em 5,3% no último trimestre de 2025, devido a financiamentos com juros controlados.

Renegociações e PL5122

Produtores gaúchos estão lutando pela aprovação do PL5122, que visa facilitar a renegociação de dívidas com juros mais acessíveis. A proposta é vista como essencial para manter a saúde financeira dos produtores e evitar um colapso maior no setor.

Os produtores destacam a necessidade de prazos mais longos para honrar seus compromissos, enfatizando que a situação atual é crítica e pode levar a um aumento significativo da inadimplência se não forem tomadas medidas adequadas.

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Qual é a tendência econômica dos produtores rurais no Brasil? Daoud analisa


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Em um cenário de recordes de produção agrícola, os produtores rurais do Brasil enfrentam um aumento significativo no endividamento, gerando preocupações sobre a sustentabilidade do setor. A análise de Daúd destaca que a situação não é atribuída apenas a fatores climáticos, mas também a uma série de desafios econômicos.

O efeito tesoura

Daúd explica que muitos produtores, ao planejarem suas safras, contrataram insumos em um período de preços elevados. No entanto, ao longo do ciclo agrícola, os preços caíram drasticamente, resultando em perdas significativas de rentabilidade. Os principais pontos incluem:

  • Aumento da inadimplência, que chega a 13% na média geral do país.
  • Produtores sem arrendamento enfrentam quase 9% de inadimplência.
  • Os altos custos de produção e a queda nos preços impactaram a rentabilidade.

Desafios futuros

O especialista alerta que a saída para os produtores será difícil, com um “funil” que muitos não conseguirão atravessar. Entre os fatores que complicam a situação estão:

  • Taxas de juros elevadas, que podem ultrapassar 20% em média.
  • Previsões de um El Niño que podem afetar a produção agrícola.
  • Expectativas de aumento da inflação, conforme indicado pelo Banco Central.

Perspectivas do governo

Embora o governo tenha anunciado planos para oferecer taxas de juros mais baixas, a eficácia dessas medidas dependerá da concessão de empréstimos e da capacidade de os produtores se adaptarem às novas condições de mercado. Daúd ressalta que, apesar das tentativas de socorro, o impacto das condições climáticas e das altas taxas de juros ainda representam grandes desafios para o setor agrícola.


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Geadas reduzem oferta de pastagens no RS


As geadas registradas nas últimas semanas reduziram a capacidade de suporte das pastagens em diversas regiões do Rio Grande do Sul e afetaram principalmente áreas de maior altitude. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, as baixas temperaturas provocaram danos ao campo nativo, diminuíram a rebrota das forrageiras e reduziram a oferta de volumoso, cenário considerado típico para esta época do ano. Em contrapartida, produtores seguem investindo na sobressemeadura e no plantio direto de espécies de inverno, com destaque para azevém e aveia.

O levantamento aponta que áreas cultivadas com braquiária, tifton, capim capiaçu e kurumi praticamente interromperam o crescimento em razão do frio. As pastagens de verão também apresentaram redução no desenvolvimento, especialmente nas regiões mais elevadas. Conforme a Emater/RS-Ascar, os produtores mantêm estratégias como manejo rotativo, produção de feno e pré-secado, além da implantação de espécies forrageiras de inverno para garantir alimentação ao rebanho.

Na região administrativa de Bagé, as áreas de aveia apresentam sinais de estresse provocados pelas geadas e pela falta de chuva. Em algumas localidades, a ausência de precipitações por quase três semanas reduziu o crescimento das plantas e provocou amarelecimento das folhas. Em Hulha Negra, lavouras de trevo implantadas em maio registraram população abaixo do esperado devido à escassez hídrica. Já em áreas de várzea, o desenvolvimento dos trevos permanece adequado. Em Caçapava do Sul, áreas cultivadas com aveia e azevém já estão sendo utilizadas para pastejo, com resultados considerados positivos.

Nas regiões de Caxias do Sul, Passo Fundo e Soledade, as pastagens anuais de inverno apresentam desenvolvimento entre regular e bom, permitindo o início do pastejo em áreas mais avançadas. Em Erechim, as forrageiras de inverno tiveram boa germinação e estabelecimento, embora o crescimento esteja mais lento em algumas localidades devido aos baixos volumes de chuva acumulados.

Na região de Frederico Westphalen, o desenvolvimento das espécies de inverno segue dentro do esperado, enquanto a semeadura de trigo, aveia e azevém continua em andamento. Em Ijuí, a implantação das pastagens de inverno está em fase final e apresenta bom estabelecimento. Em algumas propriedades, a produção de massa verde já permite o uso das áreas para pastejo.

Na região de Pelotas, municípios como Pinheiro Machado, Jaguarão e Santana da Boa Vista registram oferta de pastagem nativa variando entre regular e satisfatória. Entretanto, em algumas áreas, as geadas causaram queimaduras que reduziram a qualidade das forrageiras. Em São Lourenço do Sul, foi observado aumento gradual do uso de pastagens cultivadas de inverno em substituição às áreas de verão e aos campos nativos.

Nas regiões de Porto Alegre e Santa Maria, poucas áreas de forrageiras de inverno estão aptas ao pastejo, já que a maioria ainda se encontra em fase de implantação ou desenvolvimento inicial. Diante da possibilidade de novas chuvas, produtores têm intensificado a sobressemeadura de azevém nos campos nativos para ampliar a oferta de alimento ao rebanho.

Em Santa Rosa, técnicos observaram a presença de pulgões e de manchas foliares em áreas de aveia. Apesar da redução das chuvas, a emergência do azevém em áreas de ressemeadura natural e de semeadura a lanço é considerada satisfatória. A região já conta com áreas aptas ao pastejo em cultivos de trigo para duplo propósito e em consórcios de aveia e azevém, enquanto os produtores seguem realizando a implantação escalonada das pastagens de inverno.





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