quarta-feira, julho 1, 2026

Autor: Redação

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Peão morre após ser pisoteado por touro durante rodeio no interior de SP


Foto: Reprodução redes sociais

Morreu neste domingo (10) o peão Rafael Silvio Oliveira, após ser pisoteado por um touro durante participação no Votu International Rodeo, em Votuporanga (SP).

A organização do evento publicou uma nota de pesar e informou que Rafael foi atendido por uma equipe médica ainda na arena. Em seguida, ele foi transferido para a UTI da Santa Casa de Votuporanga, mas não resistiu aos ferimentos.

Rafael tinha 32 anos e era campeão nacional da Associação de Campeões de Rodeio. Há cerca de duas semanas, ele também havia conquistado o título do rodeio de Carneirinho. O peão deixa esposa e dois filhos pequenos.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Anna Correa, esposa de Rafael, informou que o corpo deve chegar nesta segunda-feira (11) a Pedra Preta (MT), cidade natal do peão, onde será realizado o velório.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

A Casa do Agro Brasileiro atrai mais de 4 mil visitantes durante exposição…


O estande interativo recebeu crianças e adultos ao longo dos quatro dias da feira agropecuária

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) apresentou a Casa do Agro Brasileiro no Parecis SuperAgro. Durante o evento, mais de 4 mil pessoas visitaram o espaço e conheceram diversos produtos que contêm soja ou milho na composição. Com a estrutura da casa, a entidade atingiu o objetivo de mostrar à população que os grãos vão além da exportação.

A Casa do Agro Brasileiro foi planejada e executada para ser apresentada na feira agropecuária. O vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, destacou a oportunidade de os visitantes conhecerem mais sobre o uso da soja e do milho.

“A Casa do Agro Brasileiro foi feita para toda a população do Oeste de Mato Grosso. Por aqui passaram muitas pessoas que tiveram a oportunidade de conhecer tudo que leva soja e milho na composição, não só em alimentos, mas também em cosméticos que são usados no dia a dia e em muitos outros produtos. Quem passou por aqui teve a oportunidade de ver isso e compartilhar com amigos e familiares”, disse.

A delegada do núcleo de Campo Novo do Parecis, Karine Martelli, também visitou a casa e se impressionou com a nova proposta do estande da Aprosoja MT. Para ela, a visitação valoriza o produto dos produtores rurais, já que mostra que a soja e o milho estão em todos os cômodos da casa.

“A Casa do Agro trouxe para a população uma imersão dentro dos nossos próprios lares. Então, até para mim, que faço parte do sindicato, da Aprosoja Mato Grosso e sou produtora rural, foi uma visita repleta de surpresas. Neste ano, a entidade nos trouxe essa imersão e pudemos descobrir vários lugares em que a soja e o milho estão inseridos e que nós nem imaginávamos. Para a população como um todo, assim como para nós, produtores rurais, isso trouxe uma valorização do nosso produto, porque conseguimos perceber o quanto somos dependentes de tudo isso que é produzido aqui”, relatou.

Ao longo das visitas, muitos produtos chamam a atenção dos visitantes, principalmente os não convencionais, como itens de higiene e de beleza, que contêm glicerina de soja na composição. A delegada coordenadora do núcleo de Sapezal, Marlise Marafon, se impressionou com o uso do amido de milho na produção de remédios.

“Eu fiquei encantada conhecendo a Casa da Aprosoja Mato Grosso hoje, porque não fazia ideia da dimensão do esclarecimento que esse espaço traz para a população em geral. Eu, que sou produtora e conheço os produtos que contêm soja e milho, fiquei surpresa ao saber que a cápsula do comprimido também é composta por amido de milho. Então, estão de parabéns quem pensou essa casa e, principalmente, quem a idealizou”, destacou.

Durante os quatro dias de portas abertas no Parecis SuperAgro, a casa recebeu diversas autoridades e figuras públicas. Houve também a presença do biólogo e apresentador Richard Rasmussen, que provou e elogiou o cappuccino de soja servido durante a visitação.

O ex-ministro da Agricultura, Antônio Cabrera, visitou a casa no último dia da feira e afirmou que o espaço contribui para o entendimento da população sobre onde os grãos produzidos em Mato Grosso são consumidos.

“Cada um desses produtos aqui da casa tem um pouco de soja. A gente pensa que a soja é só para exportação, mas ela está na maionese, no refrigerante. Isso aqui é um trabalho da Aprosoja Mato Grosso. Bolacha, achocolatados, Nescau, Toddynho, todos contêm soja. Hoje, ela faz parte da rotina da alimentação do brasileiro. Parabéns à Aprosoja Mato Grosso pelo trabalho”, explicou.

O jornalista e escritor Leandro Narloch destacou a experiência que teve ao acompanhar pela segunda vez o estande da Aprosoja MT. Narloch palestrou na feira e afirmou que também aprende muito em contato com o produtor rural.

“É um prazer para mim não só dar palestra e expor meus pontos de vista em um evento como esse, mas também aprender. Quando a gente vem para cá, especialmente quem mora em São Paulo e tem pouco contato com o campo, aprende muito sobre a realidade do agro brasileiro”, disse.

Com o evento, a Aprosoja MT fecha a terceira participação em feiras agropecuárias de Mato Grosso e alcança o objetivo de levar informações sobre a agricultura à sociedade. Na próxima semana, com participação na Norte Show, de 21 a 24 de abril, a entidade leva a Casa do Agro Brasileiro e encerra o calendário de participação nas principais feiras do estado.





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Canetas emagrecedoras: o impacto no frango e na demanda por grãos


Uso de canetas emagrecedoras deve aumentar a demanda por ração animal e elevar as exportações brasileiras de carne de frango
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O número de usuários de canetas emagrecedoras no mundo pode ultrapassar os 100 milhões até 2030, segundo relatório da Cogo Inteligência em Agronegócio. Esse resultado deve-se à quebra de patentes de marcas como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, fazendo com que os preços caiam exponencialmente e o consumo aumente.

Com a demanda crescente, aumenta também a preocupação com a possível redução do consumo de alimentos, uma vez que esse tipo de medicamento diminui o apetite de quem usa. Embora essa seja a lógica imediata, o estudo indica o oposto para o setor de grãos e para o consumo de proteína animal, com destaque para a carne de frango e os ovos.

Em um contexto em que o consumidor procura saciedade prolongada, as chamadas “proteínas magras” tendem a ser impactadas com maior intensidade. Segundo o relatório, as exportações brasileiras de carne de frango podem ter um incremento de 12% a 15% no médio prazo.

Mudança na dieta e no comportamento

Em relatório lançado em abril deste ano, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) já indica uma mudança estrutural no perfil do consumo global de proteínas.

O setor de ovos, por exemplo, atingiu a produção recorde de 62,3 bilhões de unidades em 2025. Segundo a ABPA, esse crescimento decorre da desmistificação do produto, que agora se consolida como essencial e saudável para o consumidor.

Em relação à carne de frango, a entidade aponta que o consumo per capita se manteve elevado no ano passado, com 46,7 kg por habitante.

Oportunidades estratégicas para o Brasil

Diante desse cenário, surgem oportunidades estratégicas para o setor exportador de grãos. Isso porque o aumento do consumo dessas proteínas eleva a demanda por ração, que é composta majoritariamente por milho e farelo de soja, com cerca de 60% e 25%, respectivamente.

As projeções da consultoria indicam que em um cenário otimista de 5 a 7 anos, a demanda para uso em ração pode crescer até 10% para o cereal e 12% para o derivado da soja.

Além dos impactos nos embarques brasileiros, outro ponto destacado no relatório é a ascensão dos Smart Foods — alimentos formulados para maximizar a saciedade e a densidade nutricional. Com isso, abrem-se oportunidades para frigoríficos investirem nesse mercado.

Por outro lado, não são todos os setores que deverão ser beneficiados. Para ultraprocessados, carboidratos e açúcares, a perspectiva é de queda significativa no consumo, o que indica uma virada nos hábitos alimentares que irá demandar cada vez mais resiliência e mudança nas estratégias.

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Canal Rural inaugura espaço em Chapecó e lança o Agropocket Grande Oeste


Um espaço para conectar pessoas e desenvolver o agro. Na próxima terça-feira (12/maio) o Canal Rural inaugura em Chapecó, Santa Catarina, o seu mais novo endereço. Através da Afiliada Sul, a multiplataforma de comunicação líder em audiência quando o assunto é agronegócio, reforça sua presença em uma das regiões de maior expressão agrícola e pecuária do país, o Oeste catarinense.

A inauguração ocorre em paralelo à Pollen Week, a semana que celebra os cinco anos de operação do Pollen Parque Tecnológico e Científico, um ecossistema de inovação mantido pela Unochapecó. O Canal Rural é uma das mais de 40 empresas residentes nesse espaço, que tem como objetivo de ampliar o envolvimento da universidade com a comunidade e transformar a região numa referência em desenvolvimento econômico e científico.

A inauguração do espaço contempla uma agenda institucional, de conteúdo e confraternização. Na ocasião será lançado um novo produto de informação e debate do Canal Rural, o Agropocket Grande Oeste. A proposta é estabelecer um diálogo que envolve, interessa e impacta campo e cidade, sob a perspectiva de uma economia sustentada em uma vocação natural, onde apontar caminhos, construir e compartilhar soluções não é mais opção, mas condição a um futuro mais eficiente e competitivo.

“A iniciativa surge com o propósito de criar um espaço dinâmico, interativo e plural, um palco periódico com uma pauta permanente sobre tendências, tecnologia, inovação e informação de interesse do agro e, por consequência, da sociedade organizada, do público ao privado, do urbano ao rural, do cidadão”, explica Giovani Ferreira, do Canal Rural. “O Agropocket traz uma contribuição singular ao desenvolvimento econômico, social e sustentável da Região Oeste, do estado de Santa Catarina e do Brasil.

Agenda 12/05 – Terça-feira
17h30 Abertura/Recepção
17h45 Agropocket Grande Oeste – Desenvolvimento econômico e social que integra campo e cidade
18h30 Coquetel Confraternização / Network
19h00 Encerramento
Local: Pollen Parque Tecnológico (3º Andar) – Unochapecó | Rua Eduardo Pedroso da Silva, 195. Bairro Efapi.

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Mercado eleva previsão de inflação para 2026 pela nona semana seguida


inflação, IPCA - selic - deflação - ministério da economia - IPCA-15 - IBC-Br - agenda econômica - ipca-15
Foto: Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,89% para 4,91% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (11), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela nona semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2027, a projeção da inflação permaneceu em 4%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,64% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, na semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.

Em ata, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. No documento o BC informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de junho.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 13% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11,25% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 10% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio
Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) variou de 1,75% para 1,76%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.

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Exportações de carne de frango somam 486,5 mil toneladas em abril, diz ABPA


Exportações de carne de frango somam 486,5 mil toneladas em abril, diz ABPA
Imagem gerada por inteligência artificial

As exportações brasileiras de carne de frango in natura e processada totalizaram 486,5 mil toneladas em abril, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta segunda-feira (11). O volume representa alta de 2,2% em relação a abril de 2025, quando os embarques somaram 475,9 mil toneladas. A receita cambial avançou 3,8% no mesmo intervalo, de US$ 906,1 milhões para US$ 940,5 milhões.

De acordo com a ABPA, o resultado de abril foi recorde para o mês. No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, os embarques alcançaram 1,943 milhão de toneladas, crescimento de 4,3% frente ao mesmo período de 2025. A receita no intervalo entre janeiro e abril somou US$ 3,704 bilhões, alta de 6,1% na comparação anual.

Entre os principais destinos de abril, a China permaneceu na liderança, com 52,2 mil toneladas embarcadas, avanço de 0,6% sobre igual mês do ano passado. Também houve aumento das compras por Japão, com alta de 13,1%, União Europeia, com avanço de 23,1%, e México, com expansão de 50,2%.

Na direção oposta, os Emirados Árabes Unidos registraram recuo de 52,7% nos volumes importados. Filipinas e Coreia do Sul também reduziram as compras no período. Esse movimento indica uma recomposição regional da demanda, com maior participação de mercados asiáticos, europeus e latino-americanos e retração pontual em parte do Oriente Médio.

Segundo Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o comércio internacional segue favorável para a proteína animal brasileira, mesmo com mudanças geopolíticas em alguns mercados. Em nota, ele afirmou que houve crescimento em destinos estratégicos da Ásia, da União Europeia e da América Latina, além da ampliação de mercados de maior valor agregado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil abre mercado de ovos na Coreia do Sul



Brasil chega a 602 aberturas de mercado



Foto: Divulgação

O governo brasileiro concluiu as negociações para exportação de ovos e produtos derivados à Coreia do Sul, ampliando o acesso da avicultura nacional ao mercado asiático. A abertura permitirá o envio de produtos destinados tanto ao consumo direto quanto à indústria alimentícia.

Segundo o governo, a medida amplia as oportunidades para o setor avícola brasileiro em um dos principais mercados da Ásia. Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro para a Coreia do Sul somaram US$ 2,4 bilhões, com destaque para farelo de soja, carne de aves, café, soja em grão, milho, fumo, algodão e couro.

O avanço nas negociações ocorre após a missão presidencial realizada à República da Coreia em fevereiro de 2026. Durante a agenda, os dois países assinaram memorandos de entendimento voltados à cooperação em agricultura, medidas sanitárias e fitossanitárias, bioinsumos, inovação e desenvolvimento rural.

De acordo com o governo brasileiro, a missão contribuiu para fortalecer o diálogo sanitário entre os países e acelerar tratativas de interesse do setor agrícola nacional.

Com a nova autorização, o agronegócio brasileiro alcança 602 aberturas de mercado desde o início de 2023. O resultado, segundo o comunicado, é fruto da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores.

A expectativa é de que a abertura fortaleça a presença dos produtos brasileiros no mercado sul-coreano e amplie as oportunidades comerciais para a cadeia de proteína animal.





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Focus reduz projeção do dólar para R$ 5,20 no fim de 2026


Focus reduz projeção do dólar para R$ 5,20 no fim de 2026

A mediana das projeções do mercado financeiro para a cotação do dólar no fim de 2026 caiu de R$ 5,25 para R$ 5,20, segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (11). Há um mês, a estimativa era mais alta, em R$ 5,37. O levantamento consolida previsões de instituições financeiras e consultorias para os principais indicadores da economia.

No recorte das estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, considerado mais sensível a mudanças recentes de cenário, a mediana para o dólar no fim de 2026 passou de R$ 5,24 para R$ 5,19. Nesse grupo, foram consideradas 48 projeções.

Para os anos seguintes, o relatório indicou estabilidade ou recuos mais moderados. A mediana para o dólar no fim de 2027 permaneceu em R$ 5,30, abaixo dos R$ 5,40 observados quatro semanas antes. Para 2028, a estimativa intermediária recuou de R$ 5,39 para R$ 5,35. Há um mês, estava em R$ 5,46. Já para 2029, a projeção continuou em R$ 5,40, contra R$ 5,50 há quatro semanas.

O Banco Central informa que a projeção anual de câmbio no Focus é calculada com base na média da taxa no mês de dezembro, e não no valor esperado para o último dia útil do ano. Esse critério está em vigor desde 2021.

Na prática, a revisão para baixo nas expectativas de câmbio altera referências usadas por agentes do agronegócio, da indústria e do comércio exterior para formação de preço, planejamento financeiro e cálculo de receita de exportação ou custo de insumos dolarizados. O efeito, porém, depende da trajetória efetiva do câmbio ao longo do ano e das condições de mercado.

O Focus funciona como termômetro das expectativas do mercado, mas não representa meta oficial para o câmbio. Novas revisões dependerão da evolução do cenário doméstico e externo nas próximas semanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Pesquisadores defendem bioinsumos e controle biológico diante de riscos climáticos no campo


Pesquisadores defendem bioinsumos e controle biológico diante de riscos climáticos no campo

O avanço das mudanças climáticas tem ampliado a pressão sobre os sistemas produtivos, com aumento de temperatura, secas mais prolongadas e eventos extremos. Durante o BioSummit 2026, realizado entre terça-feira (6) e quarta-feira (7), em Campinas (SP), pesquisadores defenderam o uso de bioinsumos e do controle biológico como ferramentas para elevar a resiliência da agricultura e reduzir a dependência de insumos químicos.

Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Meio Ambiente (Embrapa Meio Ambiente), Wagner Bettiol afirmou que a preservação da biodiversidade microbiana é parte central desse processo. Segundo ele, microrganismos benéficos contribuem para o equilíbrio dos sistemas agrícolas, melhoram o aproveitamento de água pelas plantas e reduzem impactos ambientais.

Bettiol também destacou que o aquecimento global pode intensificar doenças causadas por vírus e molicutes transmitidos por vetores. De acordo com o pesquisador, temperaturas mais altas tendem a encurtar o ciclo de vida desses organismos, elevar sua atividade e aumentar a disseminação de patógenos, como já observado em casos de enfezamento do milho.

No aspecto ambiental, o pesquisador apresentou uma comparação entre insumos. Segundo ele, a produção de 1 quilo de defensivo químico pode emitir de 20 a 25 quilos de CO2 equivalente, enquanto 1 quilo de bioinsumo gera de 3 a 5 quilos de CO2 equivalente. Bettiol acrescentou que o Brasil tem 277 produtos biológicos registrados com uso de apenas duas cepas de microrganismos, o que, segundo ele, indica espaço para ampliar o uso da biodiversidade microbiana nacional.

Professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Carlos Alexandre Cruciol afirmou que agentes de biocontrole atuam além do combate a doenças. Segundo ele, bactérias como Bacillus ajudam plantas a enfrentar estresses abióticos, enquanto fungos do gênero Trichoderma apresentam melhor resposta em condições de déficit hírico.

No evento, a jornalista especializada em agro Renata Maron informou que a área potencial tratada com bioinsumos no Brasil alcançou cerca de 194 milhões de hectares em 2025. No mesmo período, a taxa de adoção passou de 22% para 47% em cinco anos.

Fonte: embrapa.br

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Paraná anuncia R$ 53,8 milhões para modernização do Parque de Exposições de Maringá


Ratinho Junior anuncia R$ 53,8 milhões para modernização do Parque de Exposições de Maringá

O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta sexta-feira (8), durante a abertura da 52ª Expoingá, o repasse de R$ 53,8 milhões para a ampliação e modernização do Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro, em Maringá, no Noroeste do Paraná. Segundo o governo estadual, o investimento total chegará a R$ 56,6 milhões, com participação da prefeitura, e será destinado à construção de um estacionamento público de três pavimentos.

O parque pertence ao município e abriga uma das principais feiras agropecuárias do país. A Expoingá reúne atividades de negócios, difusão de tecnologia e integração entre o setor rural e o urbano. Na edição anterior, o evento recebeu mais de 500 mil visitantes e movimentou mais de R$ 1 bilhão em negócios, de acordo com os organizadores.

Ao anunciar o aporte, Ratinho Junior afirmou que a feira tem papel na difusão de implementos, tecnologias e soluções voltadas ao aumento de produtividade no campo. O governador também relacionou a modernização do parque à atividade econômica local, ao turismo e à realização de eventos.

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O prefeito de Maringá, Silvio Barros, disse que a Expoingá funciona como vitrine para o agronegócio, a indústria e os serviços do município. Já o presidente da Sociedade Rural de Maringá, Henrique Pinto, informou que o projeto busca melhorar a estrutura para receber o público, diante do volume de visitantes registrado anualmente.

Além do anúncio de investimento, o governo estadual destacou participação institucional na feira. O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) organiza seminários, oficinas, simpósios e rodadas de negócios, além da Feira Sabores, voltada à agroindústria familiar, e da Fazendinha, com 12 unidades didáticas. Também participam órgãos como Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa Paraná), Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e Fomento Paraná.

A modernização do parque foi apresentada como medida de infraestrutura para ampliar a capacidade de atendimento do espaço em grandes eventos. Até o momento, não foram detalhados publicamente o cronograma de execução da obra nem as etapas operacionais do investimento.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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