quarta-feira, julho 1, 2026

Autor: Redação

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Crédito de carbono ainda desafia produtores


O crédito de carbono ainda avança de forma gradual entre produtores rurais brasileiros. Segundo dados divulgados pela 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural, 34% dos entrevistados afirmam conhecer o tema, enquanto 24% desse grupo participam de iniciativas relacionadas à agenda, principalmente por meio da conservação de áreas naturais.

De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), um terço dos produtores rurais brasileiros afirma conhecer o crédito de carbono. A fatia representa 34% dos entrevistados e indica que o assunto ainda está em processo de evolução no campo.

Dentro desse grupo, 33% declaram possuir algum nível de conhecimento sobre o tema. Já a participação em iniciativas relacionadas ao crédito de carbono alcança 24% dos produtores que conhecem a pauta.

Para o presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, os dados mostram uma oportunidade para ampliar a comunicação sobre sustentabilidade no agro. “Há uma oportunidade clara para as marcas ampliarem a comunicação e levarem conhecimento para o produtor sobre o que já é feito e como essas práticas se conectam a novas agendas, como o crédito de carbono. Tornar essa relação mais visível pode contribuir para acelerar o entendimento e a adoção no campo”, afirma.

Entre os produtores rurais inseridos em iniciativas relacionadas ao crédito de carbono, a principal frente é a conservação de áreas naturais, mencionada por 66%, segundo dados divulgados. Outras práticas também aparecem no levantamento. A adoção de técnicas agrícolas sustentáveis foi citada por 42% dos produtores que participam dessas iniciativas, enquanto ações de reflorestamento foram mencionadas por 34%.

Nesse contexto, Nicodemos avalia que a comunicação pode ajudar a valorizar práticas que já fazem parte da realidade de parte do setor. “A conservação de áreas naturais aparece como principal iniciativa entre os produtores que já estão inseridos nesse contexto. Comunicar esse dado de forma mais consistente é fundamental para dar visibilidade à atuação do produtor rural e qualificar a percepção sobre o setor”, destaca.

Mudanças climáticas preocupam 86% dos produtores

O levantamento também aponta que 86% dos produtores rurais dizem acreditar que as mudanças climáticas irão interferir na produção agrícola. Ao mesmo tempo, de acordo com a pesquisa, apenas 31% classificam como altas ou muito altas as barreiras para adoção de técnicas sustentáveis. Entre as dificuldades mencionadas estão a falta de informação clara e de apoio técnico, o acesso limitado a recursos e o receio de que a adoção de novas práticas não traga benefícios suficientes.

O resultado indica um cenário em que a percepção sobre os impactos climáticos convive com desafios práticos para avançar na implementação de soluções sustentáveis no campo.

A Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural é considerada o maior levantamento sobre o perfil do produtor rural brasileiro. Nesta edição, foram realizadas 3.100 entrevistas presenciais em 16 estados. O estudo abrangeu 14 culturas agrícolas, quatro tipos de rebanhos e um questionário com 280 perguntas.

 





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IBGE inicia prova piloto do 12º Censo Agro e destaca criação ao ar livre em Irati


IBGE inicia prova piloto do 12º Censo Agro e destaca criação ao ar livre em Irati

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou nesta segunda-feira (11) a 2ª prova piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Em Irati, no Paraná, o primeiro dia de atividades teve foco em comunidades e povos tradicionais, com destaque para sistemas de criação de rebanhos ao ar livre. A etapa faz parte da preparação técnica do levantamento nacional.

Segundo o IBGE, a prova piloto tem função operacional e metodológica. O objetivo é testar instrumentos de coleta, rotinas de campo e procedimentos de abordagem antes da realização do censo em escala nacional. Pela manhã, a superintendência estadual do instituto reuniu os agentes de pesquisa para repassar orientações técnicas e alinhar o início das visitas.

No período da tarde, a coleta avançou sobre áreas com presença de comunidades tradicionais. Em Irati, os faxinalenses aparecem como referência local. Trata-se de comunidades com sistema agrossilvipastoril próprio, marcado pelo uso coletivo de áreas e pela criação de animais em regime ao ar livre.

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De acordo com o instituto, a presença dessas comunidades foi um dos fatores que levaram à escolha do município para a segunda prova piloto. A seleção busca verificar se o questionário e a operação de campo conseguem captar, com precisão, formas produtivas que fogem dos modelos convencionais de exploração agropecuária.

Além de Irati, a operação também ocorre em Barcarena (PA), Uruçuí (PI), Rio Verde (GO), Corumbá (MS) e Viamão (RS). Ao todo, são seis cidades distribuídas em quatro regiões do país, o que permite ao IBGE testar o levantamento em diferentes realidades territoriais e produtivas.

A etapa piloto deve subsidiar ajustes técnicos no questionário e na coleta, especialmente em áreas com sistemas produtivos específicos. O IBGE não informou, até o momento, balanço numérico do primeiro dia nem prazo detalhado para conclusão desta fase em cada município.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Petrobras aprova R$ 9,03 bilhões em remuneração aos acionistas


Petrobras aprova R$ 9,03 bilhões em remuneração aos acionistas

A Petrobras informou nesta segunda-feira (11) que seu conselho de administração aprovou o pagamento de R$ 9,03 bilhões em remuneração aos acionistas. Segundo a companhia, o valor equivale a R$ 0,70097272 por ação ordinária e preferencial em circulação e representa uma antecipação da remuneração referente ao exercício de 2026, declarada com base no balanço de 31 de março deste ano.

De acordo com o comunicado da Petrobras, os pagamentos serão feitos em duas parcelas, ambas na forma de juros sobre capital próprio (JCP). Cada parcela será de R$ 0,35048636 por ação ordinária e preferencial.

Para os investidores com ações negociadas na B3, a data-base para ter direito ao provento será na segunda-feira (1º de junho). A partir da terça-feira (2), os papéis passam a ser negociados na condição “ex-direitos”. A primeira parcela será paga na quinta-feira (20 de agosto) e a segunda, na segunda-feira (21 de setembro).

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No caso dos detentores de American Depositary Receipts (ADRs) negociados na New York Stock Exchange (NYSE), a record date foi definida para a quarta-feira (3 de junho de 2026). Os pagamentos ocorrerão a partir da quinta-feira (27 de agosto) e da segunda-feira (28 de setembro), respectivamente.

A estatal informou ainda que os valores distribuídos serão descontados da remuneração aos acionistas que vier a ser submetida à Assembleia Geral Ordinária de 2027, relativa ao exercício de 2026. Para esse desconto, cada parcela será corrigida pela taxa Selic desde a data do pagamento até o encerramento do exercício social atual.

Segundo a Petrobras, a distribuição está em linha com a Política de Remuneração aos Acionistas vigente. A regra prevê pagamento de 45% do fluxo de caixa livre quando o endividamento bruto estiver igual ou abaixo do limite máximo definido no plano estratégico, observadas as demais condições da política.

Na prática, a aprovação define calendário, valor por ação e critério de elegibilidade para os investidores. Os próximos desdobramentos dependem da execução do cronograma anunciado e da deliberação futura da Assembleia Geral Ordinária de 2027 sobre a remuneração total do exercício de 2026.

Fonte: Estadão Conteúdo

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TIM integra soluções digitais para gigantes do agro controlarem pragas e incêndios no campo


TIM na Agrishow 2026
Estande da TIM na Agrishow 2026. Foto: Divulgação

A operadora TIM soma 26,2 milhões de hectares cobertos com 4G e 53 milhões de hectares com NB-IoT, tecnologia de rede voltada para Internet das Coisas (IoT). Agora, foca no conceito de inteligência de dados para transformar toda essa conectividade em decisões automatizadas que gerem rentabilidade ao produtor.

Para isso, anunciou durante a 31ª Agrishow, em abril, a aquição da V8.Tech, empresa de tecnologia especializada em integração de soluções digitais, em um negócio estimado em R$ 140 milhões.

Assim, visa juntar em um pacote soluções que unam nuvem, analytics e visão computacional para ajudar o agricultor brasileiro a identificar perdas por pragas, a ganhar eficiência logística e a controlar a ameaça crescente de incêndios.

“Ao integrar rede, cloud, dados e inteligência artificial, queremos apoiar produtores e empresas com mais eficiência, previsibilidade e competitividade em suas operações”, afirma o diretor de Negócios e Soluções B2B da TIM Brasil, Alexandre Dal Forno.

A proposta da operadora é oferecer projetos personalizados de analytics e inteligência artificial para grandes grupos do agronegócio, como BP Bioenergy, SLC Agrícola, Citrosuco e Amaggi, companhias que já contam com serviços da operadora. As soluções envolvem automação de processos em nuvem, modelos preditivos para logística, planejamento de safra, roteirização e otimização de colheita.

Segundo Dal Forno, a iniciativa tem como objetivo converter o grande volume de dados gerado por máquinas, sensores e sistemas agrícolas em inteligência de negócio capaz de apoiar decisões estratégicas em tempo real.

Ancorado nesta ideia de utilizar a inteligência artificial para prever pragas e reduzir desperdícios, a TIM também destacou no evento o SmartBio Pragas, que utiliza modelos de machine learning e big data para cruzar milhões de registros climáticos, históricos agronômicos e dados operacionais.

A partir dessa análise, a plataforma identifica padrões de risco e prevê surtos de pragas com até 30 dias de antecedência. Desta forma, a tecnologia permite ao produtor planejar ações, otimizar a aplicação de defensivos, reduzir custos operacionais e minimizar impactos ambientais.

Em relação à prevenção de incêndios no campo, que chegaram a 136 mil focos de ocorrências em áreas florestais em 2025, a operadora propõe a solução da Um Grau e Meio, que combina câmeras de alta resolução conectadas via 4G e 5G com inteligência artificial para monitoramento contínuo de áreas agrícolas.

Dal Forno detalha que por meio de visão computacional, o sistema diferencia automaticamente fumaça, poeira e outras interferências visuais, emitindo alertas em tempo real diante de indícios de incêndio, reduzindo a dependência de monitoramento manual.

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Petrobras aprova pagamento de R$ 9,03 bilhões em remuneração aos acionistas


Petrobras aprova pagamento de R$ 9,03 bilhões em remuneração aos acionistas

A Petrobras informou, nesta segunda-feira (11), que seu Conselho de Administração aprovou o pagamento de R$ 9,03 bilhões em remuneração aos acionistas, com base no balanço de 31 de março de 2026. Segundo a companhia, a distribuição equivale a R$ 0,70097272 por ação ordinária e preferencial em circulação e será feita como antecipação da remuneração relativa ao exercício de 2026.

De acordo com o fato relevante divulgado nos termos da Resolução nº 44/21 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a proposta segue a Política de Remuneração aos Acionistas da estatal. Essa política prevê a distribuição de 45% do fluxo de caixa livre quando o endividamento bruto estiver igual ou abaixo do limite máximo definido no plano estratégico vigente, observadas as demais condições internas.

A Petrobras informou que a distribuição é compatível com a sustentabilidade financeira da companhia. O comunicado, no entanto, não detalha os valores do endividamento bruto e do fluxo de caixa livre considerados nessa aprovação.

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Para os investidores com ações negociadas na B3, a data-base para ter direito aos proventos será na segunda-feira (1º). Os papéis passarão a ser negociados na condição de ex-direitos a partir de terça-feira (2).

O pagamento será dividido em duas parcelas iguais, ambas na forma de juros sobre capital próprio. A primeira, de R$ 0,35048636 por ação, será paga na quinta-feira (20 de agosto). A segunda, no mesmo valor por ação, será depositada na segunda-feira (21 de setembro).

No caso dos American Depositary Receipts (ADRs) negociados na New York Stock Exchange (NYSE), a record date será na quarta-feira (3 de junho). Os pagamentos ocorrerão a partir de quinta-feira (27 de agosto) e de segunda-feira (28 de setembro).

A companhia também informou que esses proventos serão descontados da remuneração aos acionistas a ser submetida à Assembleia Geral Ordinária de 2027, referente ao exercício de 2026. Para esse cálculo, cada parcela será atualizada pela taxa Selic entre a data de pagamento e o encerramento do exercício social corrente.

Fonte: agencia.petrobras.com.br

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Consulta Popular 2026/2027 recebe propostas até domingo (17)


Consulta Popular 2026/2027 recebe propostas até domingo (17)

A Consulta Popular 2026/2027 segue com prazo aberto para envio de propostas até domingo (17), exclusivamente em formato digital, pelo portal oficial do processo. Coordenada pela Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), a iniciativa permite que a população indique projetos e ações para definição de prioridades regionais no orçamento estadual.

Até o momento, foram registradas 1.326 propostas encaminhadas por moradores de diferentes regiões do Estado. As áreas com maior número de sugestões são Meio Ambiente, com 164 propostas, Defesa Civil (153), Agricultura (140), Desenvolvimento Rural (133) e Turismo (112).

Segundo o governo do Estado, as contribuições passam por análise técnica antes de serem habilitadas para as etapas seguintes. Também houve envio de propostas em áreas como Transportes, Desenvolvimento Urbano, Desenvolvimento Social, Esporte e Lazer, Inovação, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Desenvolvimento Profissional, Justiça e Direitos Humanos, Cultura, Habitação e políticas voltadas à Secretaria da Mulher.

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Na distribuição regional, os Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) com mais registros até agora são Metropolitano Delta do Jacuí, com 153 propostas, Litoral (123), Vale do Rio dos Sinos (84), Central (78) e Vale do Taquari (67). Entre os municípios, os maiores volumes de encaminhamentos foram apurados em Osório (68), Porto Alegre (57), Santo Ângelo (47), Itaara (43) e Cachoeira do Sul (40).

As Assembleias Iniciais seguem até 21 de maio nos 28 Coredes, com organização do Departamento de Articulação Regional e Participação (Darp), vinculado à SPGG. Nesta segunda-feira (11), há reunião em Porto Alegre, na Assembleia Legislativa. Na terça-feira (12), o encontro será realizado em Osório, no Centro Universitário Cenecista (Unicnec).

Após o encerramento do prazo, os projetos habilitados avançam para etapas regionais de definição de prioridades e, depois, para votação popular, prevista para começar em 20 de julho. Neste ciclo, serão destinados R$ 60 milhões à execução das propostas escolhidas.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Petrobras registra lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026


Petrobras registra lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026

A Petrobras informou nesta segunda-feira (11) lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 110% ante o quarto trimestre de 2025. O EBITDA ajustado somou R$ 59,6 bilhões, enquanto o fluxo de caixa operacional chegou a R$ 44 bilhões. Segundo a estatal, o desempenho foi sustentado pelo aumento da produção própria, maior venda de derivados e valorização do petróleo no mercado internacional.

De acordo com a companhia, a produção total própria cresceu 16% na comparação com o primeiro trimestre de 2025, alcançando recorde de 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). No pré-sal, a produção própria chegou a 2,66 milhões de boed. A produção de derivados ficou em 1,81 milhão de barris por dia (bpd), avanço de 6,7% sobre o quarto trimestre de 2025.

No refino, o fator de utilização (FUT) atingiu 95% no trimestre e 97,4% em março, maior nível mensal desde dezembro de 2014. A Petrobras também informou recorde mensal de produção de diesel S-10, com 512 mil bpd em março, e menor volume de importação de GLP, de 26 mil bpd.

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Na comparação com o quarto trimestre de 2025, a companhia destacou ainda a valorização de 27% do Brent e a apreciação do real frente ao dólar como fatores positivos para o resultado. Excluindo eventos exclusivos, o EBITDA ajustado foi de R$ 61,7 bilhões, alta de 4,5%, enquanto o lucro líquido ajustado ficou em R$ 23,8 bilhões, queda de 7,2%.

Segundo Fernando Melgarejo, diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras, os investimentos têm sido convertidos em aumento de produção e maior eficiência no refino. No trimestre, os investimentos totalizaram R$ 26,8 bilhões, alta de 25,6% na comparação anual.

Após esse desempenho operacional e financeiro, a estatal informou retorno de R$ 72,4 bilhões à sociedade em tributos, royalties e participações especiais, além da aprovação de R$ 9 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio.

A dívida bruta encerrou o trimestre em US$ 71,2 bilhões, abaixo do limite de US$ 75 bilhões previsto no Plano de Negócios 2026-2030. A Petrobras manteve a expectativa de convergência para US$ 67 bilhões ainda em 2026 e de US$ 65 bilhões no horizonte do plano, o que sinaliza continuidade da estratégia de controle financeiro combinada à expansão operacional.

Fonte: agencia.petrobras.com.br

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Comissão da Câmara aprova projeto que define foro em ações sobre crianças e adolescentes


Comissão da Câmara aprova projeto que define foro em ações sobre crianças e adolescentes

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (11), o Projeto de Lei 139/26, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para definir qual juízo será competente em ações de interesse de menores de 18 anos quando pais ou responsáveis moram em municípios distintos. A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Pelo texto apresentado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), a definição do foro passa a seguir a modalidade de guarda. Nos casos de guarda unilateral, a competência será do domicílio de quem detém a guarda. Quando houver guarda compartilhada, valerá o local da residência principal da criança ou do adolescente. Se não existir uma residência principal definida, o processo poderá tramitar em qualquer dos locais em que o menor resida com os pais ou com o responsável.

Hoje, o ECA prevê como foro competente o domicílio dos pais ou do representante legal ou, na ausência deles, o lugar onde a criança se encontra. Segundo a autora do projeto, essa regra não contempla de forma suficiente situações em que os pais vivem em cidades diferentes.

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A relatora da proposta, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), recomendou a aprovação. De acordo com ela, a redação “atende ao interesse da criança ou do adolescente” e busca compatibilizar a norma com as modalidades de guarda unilateral e compartilhada, além de disciplinar cenários com mais de um domicílio ou residência.

As novas regras, se confirmadas, valerão para ações relativas a interesses de crianças e adolescentes, mas não se aplicarão a processos ligados a atos infracionais.

Fonte: camara.leg.br

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Secex aprova 14 licenças no acordo entre Mercosul e União Europeia


Secex aprova 14 licenças no acordo entre Mercosul e União Europeia

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), aprovou oito licenças de exportação de produtos brasileiros para a União Europeia e seis licenças de importação de itens europeus para o Brasil no âmbito do acordo entre Mercosul e União Europeia. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (11) e abrangem operações realizadas entre 1º de maio de 2026, início da vigência do tratado, e sábado (10).

Segundo a Secex, as autorizações de exportação incluem carne bovina fresca, carne bovina congelada, carne de aves desossada e cachaça, entre outros produtos contemplados pelas cotas tarifárias negociadas no acordo. No caso da carne de aves desossada e da cachaça, o ingresso no mercado europeu ocorre com tarifa zero dentro das cotas estabelecidas.

Para a carne bovina, o acordo alterou duas frentes de acesso. A Cota Hilton, mecanismo já existente antes do tratado, aplicava tarifa de 20% sobre cortes nobres brasileiros. Com a entrada em vigor do acordo, essa alíquota foi reduzida a zero. Além disso, foi criada uma nova cota de 99 mil toneladas, compartilhada entre os países do Mercosul. Antes do tratado, os embarques fora da Cota Hilton pagavam 12,8% mais € 304,10 por 100 quilos. Agora, dentro da nova cota, passam a recolher tarifa de 7,5%.

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No fluxo de importação, as seis licenças emitidas abrangem chocolates, tomates e queijos originários da União Europeia. Para os queijos, a tarifa caiu de 28% para 25,2% dentro da preferência negociada. Já tomate e chocolate terão redução progressiva a partir de 2027. Em 2026, definido como “ano zero”, permanecem as alíquotas atuais.

De acordo com o MDIC, desde quinta-feira (1º), mais de 5 mil linhas tarifárias, equivalentes a 54,3% do universo tarifário, passaram a ter tarifa zero para entrada na União Europeia. No Mercosul, 1.152 linhas tarifárias, ou 11% do total, também já operam com tarifa zero para produtos europeus.

Os números iniciais indicam o começo da operacionalização das cotas e preferências tarifárias do acordo. O efeito prático sobre o fluxo comercial dependerá da invasão dessas cotas nas próximas semanas e da adesão das empresas aos novos mecanismos. Não há, até o momento, detalhamento oficial sobre volume financeiro ou tonelagem efetivamente licenciada nessas 14 operações.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Aceleração da inflação no Brasil e seus impactos no setor agropecuário


A inflação no Brasil registrou sua nona alta consecutiva, gerando preocupações sobre os impactos na economia e no setor agropecuário. O boletim Focus desta semana trouxe previsões alarmantes, incluindo uma possível elevação da taxa Selic para 12% até 2027.

Previsões de alta da taxa Selic

O mercado financeiro já está antecipando uma alta na taxa de juros, com uma expectativa de aumento de 0,25%. Essa situação reflete um pessimismo crescente em relação à inflação, que pode levar a uma reversão nas quedas anteriores da taxa de juros.

Impactos no setor agropecuário

  • Valorização do real, que pode beneficiar as exportações.
  • Expectativa de pagamento de juros que pode chegar a 1 trilhão de reais em 12 meses.
  • Aumento da dívida pública, que pode alcançar 100% do PIB até 2026.

Desafios do governo

O governo enfrenta críticas por seus altos gastos, que contribuem para o aumento da dívida pública. A falta de controle nos gastos governamentais é apontada como uma das principais causas da situação atual. A responsabilidade dos deputados e senadores em cuidar da economia do país também é questionada, especialmente em tempos de crise.

Conclusão

Os produtores rurais estão enfrentando dificuldades em um cenário de inflação crescente e alta da taxa de juros. A situação exige atenção e ações efetivas por parte dos governantes para evitar que a crise se agrave ainda mais.

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