terça-feira, junho 30, 2026

Autor: Redação

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Alimentação e bebidas acumulam alta de 3,44% no primeiro quadrimestre de 2026, diz IBGE


Alimentação e bebidas acumulam alta de 3,44% no primeiro quadrimestre de 2026, diz IBGE

O grupo Alimentação e Bebidas acumulou alta de 3,44% entre janeiro e abril de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira (12). Em abril, a variação foi de 1,34%, abaixo do 1,56% registrado em março, com contribuição de 0,29 ponto porcentual para a taxa de 0,67% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Dentro do grupo, a alimentação no domicílio subiu 1,64% em abril. Foi o quinto avanço consecutivo nessa categoria. Os principais aumentos vieram de itens básicos do consumo diário, como cenoura, com alta de 26,63%, leite longa vida, com 13,66%, cebola, com 11,76%, tomate, com 6,13%, e carnes, com 1,59%.

Na direção oposta, alguns produtos registraram recuo no mês. O café moído caiu 2,30%, enquanto o frango em pedaços recuou 2,14%. Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE, a queda do café está associada à perspectiva de oferta maior. “A expectativa de boa safra traz uma pressão para queda de preços”, explicou.

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O IBGE informou ainda que o café acumula redução de 5,99% em 12 meses. É o primeiro resultado negativo nesse intervalo desde abril de 2024, quando a queda havia sido de 1,58%.

Já a alimentação fora do domicílio teve alta de 0,59% em abril. O lanche avançou 0,71%, e a refeição, 0,54%. O comportamento mostra que a pressão inflacionária no grupo permaneceu disseminada, tanto no consumo em casa quanto nos gastos com alimentação em serviços.

Os dados de abril indicam desaceleração na variação mensal de Alimentação e Bebidas, mas ainda com pressão relevante sobre o IPCA. A trajetória dos próximos meses dependerá do comportamento da oferta de alimentos, especialmente de itens sensíveis à safra e à sazonalidade, conforme o acompanhamento do IBGE.

Fonte: Estadão Conteúdo

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ICVA aponta queda de 3% nas vendas do varejo em abril


ICVA aponta queda de 3% nas vendas do varejo em abril

As vendas do varejo brasileiro recuaram 3% em termos reais em abril de 2026, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), divulgado nesta segunda-feira (12). O indicador desconta a inflação e aponta perda de ritmo do consumo em um cenário de maior pressão sobre a renda das famílias e de efeito calendário menos favorável.

De acordo com a Cielo, parte do resultado foi influenciada pela Páscoa. Em 2026, a data ocorreu no início de abril, o que antecipou compras sazonais para março. Em 2025, a Páscoa caiu mais tarde e ainda houve emenda com o feriado de Tiradentes, fator que favoreceu segmentos ligados a lazer, alimentação fora do lar e turismo. Essa diferença elevou a base de comparação para abril deste ano.

Segundo Carlos Alves, vice-presidente de Negócios da Cielo, o resultado indica um consumidor mais seletivo. “Em um ambiente de inflação mais elevada em itens essenciais, o varejo tende a sentir primeiro a desaceleração nas categorias discricionárias”, afirmou.

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Regionalmente, todas as regiões registraram retração real. O Nordeste teve o pior desempenho, com queda de 4,7%, seguido por Norte (-3,8%), Sudeste (-3,4%) e Sul (-2,7%). O Centro-Oeste recuou 1,4%, a menor baixa entre as regiões. Entre os estados, o Amapá avançou 2,7%, Rondônia teve alta de 0,2% e Minas Gerais recuou 0,6%. Na outra ponta, Piauí (-7,7%), Rio Grande do Norte (-6,6%) e Pernambuco (-5,5%) tiveram as maiores quedas.

Nos canais de venda, o comércio eletrônico cresceu 6,5% em termos nominais na comparação anual, enquanto o varejo físico avançou 0,2%. Para a Cielo, o ambiente de inflação mais alta em alimentos e combustíveis favoreceu compras com maior comparação de preços e busca por conveniência.

Entre os macrossetores, Serviços caiu 5,5% em termos reais, com pressão sobre alimentação fora do lar, recreação, lazer e turismo. Bens Duráveis e Semiduráveis recuou 4,9%, com destaque negativo para vestuário, artigos esportivos, móveis e eletro. Já Bens Não Duráveis teve retração menor, de 1,6%, com drogarias e farmácias mostrando maior resiliência.

O ICVA acompanha mensalmente as vendas em 18 setores do varejo brasileiro, de pequenos lojistas a grandes redes. Pelos dados de abril, o consumo segue mais concentrado em itens essenciais e em canais com maior eficiência de preço, enquanto segmentos discricionários permanecem mais sensíveis ao custo de vida e ao calendário comercial.

Fonte: Estadão Conteúdo

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O ‘recado’ da Europa para a carne brasileira


União Europeia barra carne bovina brasileira
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Nesta terça-feira (12), o setor agropecuário recebeu uma notícia que, à primeira vista, chama a atenção. A União Europeia nos tirou da lista de exportadores autorizados.

O bloqueio não atinge apenas a carne bovina. Ele é amplo e inclui também frango, ovos, mel, peixes e até produtos como tripas. Ou seja: quase tudo que vem da nossa pecuária está sob a lupa de Bruxelas.

O bloqueio europeu vai muito além do bife no prato: atinge de aves a ovos e mel, exigindo uma resposta rápida de toda a nossa cadeia produtiva.

O motivo oficial? O uso de antimicrobianos, aqueles produtos usados para o animal crescer mais rápido. Mas, antes de acharmos que a porteira fechou de vez, precisamos separar o que é política do que é técnica.

O que a Europa está questionando não é a qualidade da nossa carne. O foco está no nosso controle sobre substâncias que, segundo eles, criam bactérias super-resistentes. É um tema sério de saúde pública.

Mas não sejamos ingênuos: há muita pressão de fazendeiros franceses por trás disso. Eles tentam criar barreiras agora que o acordo com o Mercosul saiu do papel. O veto é, acima de tudo, um recado diplomático.

A boa notícia, é que muita gente esquece de mencionar, é que o dever de casa já começou. Em abril, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) já proibiu o uso dos cinco principais aditivos que incomodavam os europeus, como a virginiamicina.

Ou seja, a regra no Brasil já mudou. O que falta agora é mostrar para Bruxelas que a nossa fiscalização é séria e funciona na prática.

A data marcada para o bloqueio é 3 de setembro. Mas, como a própria representante da União Europeia, Eva Hrncirova, já sinalizou, essa lista é viva. Ela deixou claro que é perfeitamente possível reverter a situação e retomar as exportações antes mesmo de setembro, assim que o cumprimento das regras for comprovado.

Se o governo brasileiro apertar o passo na diplomacia e provar que as novas proibições já estão valendo no campo, temos todas as chances de resolver esse impasse rapidamente.

O Brasil é gigante no agro. Não vai cair por um entrave burocrático que já estamos resolvendo. É hora de pragmatismo, transparência e, claro, de defender o que produzimos de melhor.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Deputado cobra cumprimento do piso da enfermagem e defende PEC sobre jornada


Deputado cobra cumprimento do piso da enfermagem e defende PEC sobre jornada

O deputado federal Bruno Farias (Republicanos-MG) voltou a cobrar, nesta terça-feira (12), a aplicação do piso salarial nacional da enfermagem, instituído em 2022. Em entrevista ao programa Painel Eletrônico, da Rádio Câmara, o parlamentar afirmou que o pagamento continua travado por decisões judiciais e por divergências sobre a jornada de trabalho considerada para o cálculo dos valores.

O piso da enfermagem foi criado pela Lei 14.434/22. A norma estabeleceu salário mínimo de R$ 4.750 para enfermeiros, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem e R$ 2.375 para auxiliares e parteiras.

Na sequência, a Emenda Constitucional 127 previu assistência financeira da União para ajudar no pagamento do piso a entes federativos, entidades filantrópicas e prestadores de serviços que atendam ao menos 60% dos pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esse modelo, porém, segue sob questionamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

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De forma provisória, o STF definiu que o piso deve ser calculado com base em jornada de 44 horas semanais, com pagamento proporcional para cargas menores. No setor privado, a Corte também admitiu a possibilidade de regionalização por meio de negociação coletiva.

Segundo Bruno Farias, esse conjunto de decisões tem limitado o cumprimento integral da medida. Em audiência pública da Comissão de Saúde, realizada nesta terça-feira (12) a pedido do parlamentar, o tema voltou a ser discutido. “Se o governo federal, os estados e os municípios não ajudarem a categoria, nós vamos ter que fazer uma greve nacional”, disse.

Como alternativa, o deputado defende a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 19/24, em tramitação no Senado. O texto prevê vincular o piso da enfermagem a uma jornada de 36 horas semanais, além de reajuste anual.

Fonte: camara.leg.br

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Senado dos EUA adia votação final sobre Kevin Warsh para a presidência do Fed


Senado dos EUA adia votação final sobre Kevin Warsh para a presidência do Fed

O Senado dos Estados Unidos adiou nesta terça-feira (12) a votação final da nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano. O mandato do atual presidente da instituição, Jerome Powell, termina na sexta-feira (15). Na etapa anterior do processo, realizada na segunda-feira (11), a indicação de Warsh avançou por 49 votos a 44.

A votação de segunda-feira (11) teve caráter processual. Nessa fase, era exigida apenas maioria simples dos senadores presentes para que a indicação seguisse para deliberação final no plenário. Com o placar de 49 a 44, o nome de Warsh permaneceu apto para a etapa definitiva de confirmação.

De acordo com uma fonte ouvida pelo site Politico, sob condição de anonimato por tratar de detalhes ainda não públicos do trâmite legislativo, a votação final deve ocorrer nesta quarta-feira (13). Até o momento, não foram divulgados novos detalhes oficiais sobre a razão do adiamento.

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O processo é acompanhado pelo mercado porque a presidência do Federal Reserve tem influência direta na condução da política monetária dos Estados Unidos, incluindo a definição da taxa básica de juros do país. Essa taxa serve de referência para o custo do crédito, para os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e para o fluxo global de capital.

Por isso, a confirmação do próximo presidente do Fed é observada por agentes financeiros, exportadores, importadores e formuladores de política econômica em diferentes países. Mudanças no comando da autoridade monetária podem alterar a leitura do mercado sobre juros, inflação e ritmo da atividade econômica. No entanto, ainda não há sinalização formal do Senado sobre o resultado final da votação, nem detalhes adicionais sobre a agenda de transição entre Powell e Warsh.

Com o mandato de Jerome Powell previsto para terminar na sexta-feira (15), a definição do Senado nesta quarta-feira (13) deve concluir a etapa legislativa da nomeação. Até lá, não há informações oficiais adicionais divulgadas pelas principais autoridades envolvidas no processo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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SEMC realiza 4º workshop técnico sobre MRV na indústria com foco na siderurgia


SEMC realiza 4º workshop técnico sobre MRV na indústria com foco na siderurgia

A Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono (SEMC), do Ministério da Fazenda, realizou na segunda-feira (11) o 4º Workshop Técnico de Monitoramento, Relato e Verificação (MRV) na Indústria, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. A rodada foi dedicada ao setor siderúrgico e integra a agenda de regulamentação e implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE).

Segundo a SEMC, o workshop discutiu instrumentos de mensuração, reporte e verificação de emissões de gases de efeito estufa, considerados base técnica para a operação do mercado regulado de carbono. A etapa de MRV é tratada pelo governo como um dos pilares para dar segurança regulatória, transparência e credibilidade ao sistema.

O secretário adjunto da SEMC, José Pedro Neves, afirmou que a regulamentação do mercado de carbono está sendo conduzida de forma “transparente, participativa e inclusiva possível”, com apoio de instâncias como o Comitê Técnico Consultivo Permanente e os Grupos de Trabalho Temáticos. De acordo com ele, o MRV é estratégico para demonstrar, inclusive no plano internacional, a consistência técnica das soluções climáticas brasileiras.

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Na sessão setorial voltada à siderurgia, o subsecretário de Implementação da SEMC, Thiago Barral, destacou que o processo depende de diálogo, previsibilidade e construção gradual com os setores produtivos. Segundo Barral, as propostas em elaboração ainda passarão por consultas públicas e novas rodadas de debates técnicos.

Esta foi a quarta rodada setorial promovida pela secretaria. Antes, já haviam sido realizados encontros com segmentos como papel e celulose, alumínio, vidro, cerâmica, cimento e química.

No modelo do SBCE, o governo define um limite total de emissões e distribui cotas para grandes emissores, permitindo a negociação desses direitos no mercado. De acordo com o Ministério da Fazenda, o universo de empresas reguladas não deve ultrapassar 0,05% das empresas ativas no país. A agropecuária ficará fora do teto obrigatório, mas poderá participar por meio da geração de créditos de carbono a partir de práticas sustentáveis.

A previsão da SEMC é manter novos encontros técnicos nos próximos meses. A continuidade das discussões deve subsidiar a regulamentação do SBCE e a definição das regras operacionais de monitoramento e verificação para os setores cobertos pelo sistema.

Fonte: gov.br

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CMA aprova projeto que cria novo marco regulatório para a pesca no Brasil


CMA aprova projeto que cria novo marco regulatório para a pesca no Brasil

A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovou, nesta terça-feira (12), o parecer favorável ao Projeto de Lei nº 4.789/2024, que propõe um novo marco regulatório para a pesca brasileira. De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e relatado pelo senador Marcos Rogério (PL-RO), o texto cria a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Pesca e estabelece instrumentos permanentes de governança, fiscalização e monitoramento da atividade.

Segundo o parecer aprovado, a proposta busca consolidar regras para acesso à atividade pesqueira, definir planos de gestão por pescarias, ampliar a fiscalização integrada e estabelecer mecanismos de rastreabilidade do pescado. Entre os principais pontos está a criação do Sistema Nacional de Gestão da Pesca (SNGP), além da revisão periódica das normas de ordenamento e de medidas de prevenção à sobrepesca.

Marcos Rogério, relator da matéria, afirmou que o projeto foi estruturado para combinar critérios ambientais, regulatórios e produtivos. “Estamos construindo um marco moderno para a pesca nacional, que alia preservação ambiental, previsibilidade regulatória e desenvolvimento econômico”, disse o senador.

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O texto também prevê maior participação de comunidades tradicionais e do setor produtivo nas decisões sobre gestão pesqueira. De acordo com Alessandro Vieira, autor da proposta, a legislação atual está fragmentada e não atende mais às necessidades do setor. “O Brasil precisava de uma política moderna para a pesca, capaz de integrar sustentabilidade ambiental, inclusão social e desenvolvimento econômico”, afirmou.

Outro eixo do projeto é a separação entre os marcos regulatórios da pesca e da aquicultura. A proposta reorganiza dispositivos da Lei nº 11.959/2009 para estabelecer regras específicas para a aquicultura, com diretrizes próprias para licenciamento ambiental, manejo e desenvolvimento sustentável.

Após a definição das bases técnicas e regulatórias, o texto aponta efeitos práticos para a cadeia produtiva, como redução da informalidade, maior controle sobre a origem do pescado e padronização das penalidades administrativas. Não foram divulgadas, até o momento, estimativas oficiais de impacto econômico ou de alcance operacional das novas medidas.

Com a aprovação na CMA, a proposta avança na tramitação do Senado com foco em segurança jurídica, fiscalização e organização da atividade pesqueira. A expectativa apresentada pelos autores é de alinhamento da gestão brasileira a práticas internacionais de monitoramento e sustentabilidade, ponto que ainda dependerá da implementação dos instrumentos previstos no projeto.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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Banco Central comunica vazamento de dados cadastrais de 46 chaves Pix na Credifit SCD


Banco Central comunica vazamento de dados cadastrais de 46 chaves Pix na Credifit SCD

O Banco Central (BC) informou, nesta terça-feira (12), o vazamento de dados cadastrais vinculados a 46 chaves Pix sob guarda da Credifit Sociedade de Crédito Direto S.A. (Credifit SCD). Segundo a autoridade monetária, o caso foi provocado por falhas pontuais nos sistemas da instituição. O BC afirmou que os dados expostos não permitem movimentação de recursos nem acesso a contas.

Em nota oficial, o Banco Central declarou que não foram comprometidos dados sensíveis, como senhas, informações de saldo, extratos, movimentações financeiras ou quaisquer elementos protegidos por sigilo bancário. De acordo com o órgão, as informações obtidas têm natureza exclusivamente cadastral.

O BC não detalhou, até o momento, quais dados cadastrais específicos foram expostos no incidente. Também não informou o período exato em que ocorreu a falha, além de atribuí-la a problemas pontuais nos sistemas da Credifit SCD.

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Pelo regramento do Pix, incidentes de segurança com dados pessoais e cadastrais devem ser comunicados pelo participante ao Banco Central, que avalia a relevância do caso e faz a divulgação quando considera necessário. A autoridade monetária informou ainda que adotará as medidas para apuração detalhada da ocorrência e poderá aplicar as sanções previstas na regulação vigente.

Em termos práticos, o episódio exige atenção dos usuários atingidos, embora o BC tenha ressaltado que não houve comprometimento de dados que permitam transações financeiras. As pessoas afetadas serão avisadas exclusivamente por meio do aplicativo ou do internet banking da instituição de relacionamento. Segundo o órgão, não haverá contato por chamadas telefônicas, SMS, e-mail ou aplicativos de mensagens.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Lei cria Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 em 12 de março


Lei cria Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 em 12 de março

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou sem vetos a Lei 15.406/26, que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, a ser celebrado anualmente em 12 de março. A norma foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (12) e decorre do Projeto de Lei 2120/22, de autoria do deputado Pedro Uczai (PT-SC).

A nova lei cria uma data oficial no calendário nacional para lembrar as vítimas da pandemia de Covid-19 no Brasil. Segundo a tramitação legislativa informada no texto-base, a proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal antes da sanção presidencial.

De acordo com a justificativa do projeto, a escolha de 12 de março faz referência à primeira vítima fatal da Covid-19 no país, Rosana Aparecida Urbano, falecida em 2020. O deputado Pedro Uczai afirmou, na apresentação da proposta, que a definição da data busca registrar institucionalmente a memória das perdas causadas pela pandemia.

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Na justificativa legislativa, o parlamentar também relatou que Rosana Urbano havia sido internada em um hospital de São Paulo na véspera de sua morte e que, em menos de 50 dias, morreram também a mãe, o pai, uma irmã e um irmão. No texto, Uczai definiu a pandemia como “um fenômeno social que impactou de forma direta e indelével a vida de milhões de brasileiros e brasileiras”.

Do ponto de vista regulatório, a lei tem efeito simbólico e de calendário cívico. O texto disponível não prevê criação de feriado, ponto facultativo, obrigações administrativas adicionais ou destinação de recursos públicos específicos. Também não há, no conteúdo divulgado, detalhamento sobre ações complementares de órgãos federais para a data.

Com a publicação da Lei 15.406/26, o 12 de março passa a integrar oficialmente o calendário nacional como data de memória. Eventuais regulamentações ou ações institucionais associadas à celebração não foram detalhadas no texto publicado até o momento.

Fonte: camara.leg.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Novo Itacolomi é destaque na produção de banana


A região administrativa do núcleo regional da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (SEAB) de Apucarana, os municípios de Borrazópolis e Mandaguari formam o segundo maior polo produtor de banana do Paraná, só ficando atrás do litoral paranaense. A região concentra uma área de 714 hectares e o município de Novo Itacolomi responde por 68% da produção. Justamente pela relevância do município para a cadeia da banana, no próximo dia 15, produtores e técnicos vão se reunir no 13º Encontro Regional de Produtores de Banana de Novo Itacolomi, promovido pela prefeitura do município, Cooperativa dos Agricultores Familiares de Novo Itacolomi (COFAI) e IDR-Paraná.

O Encontro é uma oportunidade para a capacitação de técnicos e produtores de vinte municípios. Uma série de palestras técnicas serão realizadas no pátio da Cooperativa COFAI e também em uma propriedade acompanhada pelo IDR-Paraná. Na pauta, estão assuntos como os cuidados pós-colheita, o plantio de mudas de qualidade, o manejo nutricional, a irrigação e o manejo de solo no cultivo de banana. Além das palestras, a organização do evento realiza todo ano o Concurso de Cachos. Essa metodologia tem por objetivo mostrar aos agricultores que é possível produzir um cacho com um número de frutas que não prejudique o padrão de qualidade.

A cultura da banana tem importância tanto na geração de renda, quanto de empregos para a região. Isso faz com que faz com que lideranças, instituições públicas e privadas trabalhem para melhorar a produção e a produtividade da cultura por meio da implantação de um sistema de cultivo que garanta a sustentabilidade dos cultivos. Segundo o Presidente da COFAI, João Rodrigues, o encontro anual tem contribuído para melhorar a fama da banana produzida na região. “Antigamente ninguém queria comprar nossa banana porque era muito ruim. Hoje não temos mais esse problema e conseguimos competir em igualdade com a banana de Santa Catarina”, afirmou Rodrigues.

O município de Novo Itacolomi tem 90 produtores que lidam com a cultura da banana que ocupa 415 hectares. A maior parte da área é cultivada com o grupo caturra, variedade nanica. Toda a produção é comercializada no mercado regional e nas Ceasas de Londrina e Maringá. Para o extensionista Ovídio Cesar Barbosa, do IDR-Paraná, as questões agronômicas são facilmente resolvidas, já que existem tecnologias que podem ser implementadas. No entanto, ele alerta que o grande gargalo para a cultura da banana é a mão-de-obra. “A população rural está envelhecendo e há práticas penosas no cultivo de banana. Acho que vamos evoluir para o que está acontecendo em Santa Catarina, onde os produtores contratam mão de obra para  execução de certas atividades específicas, como a colheita que é um trabalho mais pesado”, afirmou. Os extensionistas do IDR-Paraná também levam aos produtores o debate sobre a importância da sucessão familiar, fator crucial para o futuro da cadeia da banana. O 13º Encontro Regional de Produtores de Banana de Novo Itacolomi tem início previsto para as 8h, do dia 15, na sede da Cooperativa Cofai, na Rodovia do Milho, km 149.  Informações (43) 3420-4100 ou pelo WhatsApp (43) 99806-1520. Inscrições no link .   





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