terça-feira, junho 30, 2026

Autor: Redação

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GeoPantanal abre inscrições para quatro cursos presenciais em Bonito


GeoPantanal abre inscrições para quatro cursos presenciais em Bonito

Estão abertas, nesta terça-feira (12), as inscrições para quatro cursos que integram a programação do 9º Simpósio de Geotecnologias no Pantanal (GeoPantanal), marcado para o período de 7 a 11 de novembro, em Bonito (MS). As capacitações ocorrerão presencialmente nos dias 7 e 8 de novembro, com carga horária entre 12 horas e 16 horas. Para participar dos cursos, é obrigatório estar inscrito no simpósio.

Segundo a organização, cada curso custa R$ 700 e as vagas são limitadas, com preenchimento por ordem de confirmação do pagamento. Dois cursos terão atividades de campo, e um deles contará com parte teórica antecipada em aulas on-line assíncronas.

A programação inclui o curso “Introdução aos Drones”, ministrado por Rafael Silva de Barros, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O curso “Introdução ao Google Earth Engine e aplicações em mapeamento de áreas úmidas e análise de série temporal de mapas” será conduzido por Mariana Dias e Eduardo Rosa, da ArcPlan/MapBiomas.

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Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) também participarão da formação. Karine Reis Ferreira, Rennan Marujo e Gabriel Sansigolo ministrarão “Cubos de Dados de Observação da Terra e Análise de Séries Temporais de Imagens”. Já Mateus de Souza Miranda será responsável por “Inteligência Artificial para análise de dados geoespaciais baseadas em Redes Neurais Convolucionais (CNNs)”.

A organização do simpósio é da Embrapa Agricultura Digital, do Inpe, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). O evento é voltado à difusão de geotecnologias aplicadas ao Pantanal e à bacia do alto Paraguai, com foco em monitoramento integrado, compartilhamento de dados e desenvolvimento metodológico.

Também está aberta a submissão de trabalhos, em formato de artigo entre 7 e 10 páginas, até sábado (2 de agosto). Os 15 melhores textos serão publicados na revista RA’EGA – O Espaço Geográfico em Análise. O primeiro lote de inscrições no evento varia de R$ 150 a R$ 700, conforme perfil profissional ou nível de graduação. As ementas e demais informações estão disponíveis no site oficial do GeoPantanal.

A abertura simultânea das inscrições para cursos e da submissão de artigos antecipa a etapa técnica do simpósio e permite que pesquisadores, estudantes e profissionais organizem participação em atividades de capacitação e apresentação de resultados com antecedência.

Fonte: embrapa.br

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Senado dos EUA aprova Kevin Warsh para o conselho do Fed e prepara votação para a presidência


Senado dos EUA aprova Kevin Warsh para o conselho do Fed e prepara votação para a presidência

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (12) a nomeação de Kevin Warsh para integrar o Conselho de Diretores do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano. Segundo uma fonte ouvida pelo Politico, os senadores devem votar na quarta-feira (13) a indicação de Warsh para a presidência da autoridade monetária. O mandato do atual presidente do Fed, Jerome Powell, termina na sexta-feira (15).

Com a decisão desta terça-feira (12), Warsh foi oficializado para um mandato de 14 anos como diretor do Federal Reserve. Paralelamente, o Senado se prepara para avaliar um mandato adicional de quatro anos na presidência da instituição, cargo responsável por conduzir a política monetária dos Estados Unidos.

A presidência do Fed é acompanhada de perto pelo mercado global porque o banco central define a taxa básica de juros da maior economia do mundo e sinaliza os rumos da liquidez internacional. Mudanças no comando da instituição costumam ser monitoradas por investidores, exportadores e agentes financeiros, já que podem alterar expectativas sobre inflação, crédito, dólar e custo de capital.

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Warsh já teve passagem pelo Fed no passado, mas o conteúdo enviado não detalha o placar da aprovação no Senado nem apresenta declarações formais do indicado ou de parlamentares após a votação. Também não há, até o momento, informação oficial divulgada no material fornecido sobre eventuais diretrizes de política monetária defendidas por Warsh para o curto prazo.

Na prática, a votação prevista para quarta-feira (13) será o passo decisivo para confirmar a transição no comando da autoridade monetária. Para o agronegócio e para setores exportadores, a definição é relevante porque decisões do Fed influenciam o comportamento do dólar, o fluxo de capital para mercados emergentes e o custo de financiamento internacional.

O foco do mercado agora se volta para a votação da presidência e para eventuais sinalizações sobre juros nos Estados Unidos. Sem manifestações oficiais adicionais no material disponível, a leitura sobre possíveis mudanças de condução monetária permanece em aberto.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Ceagesp registra abacate fortuna a R$ 2,24/kg no atacado entre 11 e 15 de maio


Ceagesp registra abacate fortuna a R$ 2,24/kg no atacado entre 11 e 15 de maio

O abacate fortuna é o destaque da semana de domingo (11) a quinta-feira (15) no atacado da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). Segundo a central, a fruta foi cotada a R$ 2,24 por quilo, no menor patamar de preços da série monitorada. O dado foi atualizado nesta terça-feira (12), às 13h29.

A referência informada pela Ceagesp coloca o abacate fortuna entre os principais movimentos de preço observados nesta semana no entreposto atacadista. O valor de R$ 2,24/kg serve como base para negociações no mercado paulista e para o acompanhamento de agentes da cadeia de hortifrúti.

No material consultado, a Ceagesp informa que se trata do menor nível da série de preços, mas não detalha o período completo dessa série nem os fatores técnicos que levaram à cotação atual. Também não foram divulgados, no conteúdo de referência, dados complementares sobre volume ofertado, origem da mercadoria ou comparação com semanas anteriores.

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Em mercados atacadistas, movimentos de baixa costumam ser analisados a partir da relação entre entrada de produto, ritmo de compra e padrão de qualidade da fruta. No caso do abacate fortuna nesta semana, porém, esses elementos não foram discriminados pela central no informe disponível.

Com isso, o preço de R$ 2,24/kg passa a ser o principal indicador objetivo para atacadistas, varejistas e produtores que acompanham a formação de preços no entreposto. A referência também ajuda a balizar negociações de curto prazo, especialmente em compras com entrega imediata.

Fonte: ceagesp1-my.sharepoint.com

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AgroNewsPolítica & Agro

Pesquisa da UEM transforma cascas de beterraba em corante natural para balas de gelatina


No Restaurante Universitário da Universidade Estadual de Maringá (RU/UEM), as cascas de beterraba se tornaram um corante natural aplicado na produção de balas de gelatina, uma alternativa mais saudável aos corantes sintéticos. A iniciativa integra uma pesquisa conduzida pela mestranda Larissa Lira Delariça Navarro, sob orientação do professor Oscar de Oliveira Santos Jr, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Ciência de Alimentos do Centro de Ciências Agrárias (CCA).

O trajeto da casca até o subproduto envolve etapas acessíveis e de baixo custo. Após a coleta no RU, as cascas de beterraba são higienizadas e levadas à estufa, onde permanecem por cerca de 20 horas a uma temperatura de 50º C. O objetivo é retirar a umidade sem degradar os compostos bioativos.

Depois da secagem, o material é triturado até se transformar em uma farinha. Esse pó concentra substâncias importantes, como compostos fenólicos, minerais e antioxidantes, especialmente presentes na casca, que possui maior densidade nutricional em comparação ao interior do alimento. “Esse processo foi otimizado pensando na aplicabilidade prática. A técnica pode ser reproduzida tanto em ambiente industrial quanto em escala doméstica, utilizando equipamentos simples como fornos convencionais”, detalha Larissa.

A farinha de beterraba é utilizada como corante natural em balas de gelatina. Essa é uma das principais finalidades do estudo. Enquanto os corantes sintéticos têm função basicamente estética, o produto desenvolvido pelos pesquisadores também contribui para tornar os alimentos mais nutritivos. “Além de colorir, ele agrega valor nutricional, com compostos antioxidantes, que ajudam a combater os radicais livres gerados pelo organismo, além de propriedades anti-inflamatórias e antienvelhecimento”, afirma a pesquisadora.

Outro ponto relevante é a aceitação sensorial. Testes indicaram que o sabor da beterraba não interfere no produto final. “Não houve percepção de sabor residual, o que é fundamental para a adesão do consumidor”, completa.

Na formulação das balas, são utilizados suco natural de maçã, gelatina, ácido cítrico e o pó de beterraba. O suco proporciona o sabor adocicado, enquanto o ácido cítrico equilibra a acidez, resultando em um produto com perfil semelhante ao das balas industrializadas, mas com composição mais natural.

Para o professor Oscar o mercado já acompanha uma tendência de enriquecimento nutricional. “Hoje já encontramos opções enriquecidas com linhaça ou ômega-3. A ideia é avançar para alimentos com antioxidantes naturais, atendendo a um consumidor cada vez mais atento à qualidade do que consome”, afirma. “Além disso, o consumo de antioxidantes é essencial para a manutenção da saúde, pois essas substâncias ajudam a combater os radicais livres no organismo”.

A pesquisa com a beterraba abriu caminho para novas investigações. A equipe já iniciou testes com cascas de cenoura e cebola, utilizando o mesmo processo de secagem e transformação em farinha. “O próximo passo é identificar os compostos presentes nesses materiais e avaliar em quais alimentos eles podem ser aplicados, seja para enriquecer com antioxidantes ou minerais”, explica o professor.

A proposta da pesquisa é incorporar esses compostos de forma natural em alimentos do cotidiano, como pães, bolos, massas e preparações salgadas, diversificando o aproveitamento dos resíduos e aumentando o valor nutricional dos alimentos.

IMPACTO ECONÔMICO– Além do impacto nutricional e ambiental, o estudo também se destaca pela viabilidade econômica. O processo utiliza técnicas simples, já disponíveis tanto na indústria quanto em residências, sem necessidade de novos equipamentos. “São métodos conhecidos, como secagem em estufa ou forno convencional. O consumo de energia é baixo e o custo de produção é reduzido, transformando algo que seria descartado em um ingrediente de valor agregado”, detalha o orientador.

A implantação do modelo começa dentro do próprio RU. O local serve mais de três mil refeições diariamente e é uma fonte rica de insumos para pesquisas. As receitas aprovadas devem ser ofertadas no restaurante antes de serem disponibilizadas à comunidade externa.

NOVOS PASSOS– Com cerca de seis meses de desenvolvimento, o estudo avança para novas etapas, incluindo testes de aplicação e definição das concentrações ideais dos ingredientes. A expectativa é que as formulações possam, em breve, ser disponibilizadas para o mercado e também incorporadas ao cardápio do próprio Restaurante Universitário.





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Alimentação e bebidas acumulam alta de 3,44% no primeiro quadrimestre de 2026, diz IBGE


Alimentação e bebidas acumulam alta de 3,44% no primeiro quadrimestre de 2026, diz IBGE

O grupo Alimentação e Bebidas acumulou alta de 3,44% entre janeiro e abril de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira (12). Em abril, a variação foi de 1,34%, abaixo do 1,56% registrado em março, com contribuição de 0,29 ponto porcentual para a taxa de 0,67% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Dentro do grupo, a alimentação no domicílio subiu 1,64% em abril. Foi o quinto avanço consecutivo nessa categoria. Os principais aumentos vieram de itens básicos do consumo diário, como cenoura, com alta de 26,63%, leite longa vida, com 13,66%, cebola, com 11,76%, tomate, com 6,13%, e carnes, com 1,59%.

Na direção oposta, alguns produtos registraram recuo no mês. O café moído caiu 2,30%, enquanto o frango em pedaços recuou 2,14%. Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE, a queda do café está associada à perspectiva de oferta maior. “A expectativa de boa safra traz uma pressão para queda de preços”, explicou.

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O IBGE informou ainda que o café acumula redução de 5,99% em 12 meses. É o primeiro resultado negativo nesse intervalo desde abril de 2024, quando a queda havia sido de 1,58%.

Já a alimentação fora do domicílio teve alta de 0,59% em abril. O lanche avançou 0,71%, e a refeição, 0,54%. O comportamento mostra que a pressão inflacionária no grupo permaneceu disseminada, tanto no consumo em casa quanto nos gastos com alimentação em serviços.

Os dados de abril indicam desaceleração na variação mensal de Alimentação e Bebidas, mas ainda com pressão relevante sobre o IPCA. A trajetória dos próximos meses dependerá do comportamento da oferta de alimentos, especialmente de itens sensíveis à safra e à sazonalidade, conforme o acompanhamento do IBGE.

Fonte: Estadão Conteúdo

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ICVA aponta queda de 3% nas vendas do varejo em abril


ICVA aponta queda de 3% nas vendas do varejo em abril

As vendas do varejo brasileiro recuaram 3% em termos reais em abril de 2026, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), divulgado nesta segunda-feira (12). O indicador desconta a inflação e aponta perda de ritmo do consumo em um cenário de maior pressão sobre a renda das famílias e de efeito calendário menos favorável.

De acordo com a Cielo, parte do resultado foi influenciada pela Páscoa. Em 2026, a data ocorreu no início de abril, o que antecipou compras sazonais para março. Em 2025, a Páscoa caiu mais tarde e ainda houve emenda com o feriado de Tiradentes, fator que favoreceu segmentos ligados a lazer, alimentação fora do lar e turismo. Essa diferença elevou a base de comparação para abril deste ano.

Segundo Carlos Alves, vice-presidente de Negócios da Cielo, o resultado indica um consumidor mais seletivo. “Em um ambiente de inflação mais elevada em itens essenciais, o varejo tende a sentir primeiro a desaceleração nas categorias discricionárias”, afirmou.

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Regionalmente, todas as regiões registraram retração real. O Nordeste teve o pior desempenho, com queda de 4,7%, seguido por Norte (-3,8%), Sudeste (-3,4%) e Sul (-2,7%). O Centro-Oeste recuou 1,4%, a menor baixa entre as regiões. Entre os estados, o Amapá avançou 2,7%, Rondônia teve alta de 0,2% e Minas Gerais recuou 0,6%. Na outra ponta, Piauí (-7,7%), Rio Grande do Norte (-6,6%) e Pernambuco (-5,5%) tiveram as maiores quedas.

Nos canais de venda, o comércio eletrônico cresceu 6,5% em termos nominais na comparação anual, enquanto o varejo físico avançou 0,2%. Para a Cielo, o ambiente de inflação mais alta em alimentos e combustíveis favoreceu compras com maior comparação de preços e busca por conveniência.

Entre os macrossetores, Serviços caiu 5,5% em termos reais, com pressão sobre alimentação fora do lar, recreação, lazer e turismo. Bens Duráveis e Semiduráveis recuou 4,9%, com destaque negativo para vestuário, artigos esportivos, móveis e eletro. Já Bens Não Duráveis teve retração menor, de 1,6%, com drogarias e farmácias mostrando maior resiliência.

O ICVA acompanha mensalmente as vendas em 18 setores do varejo brasileiro, de pequenos lojistas a grandes redes. Pelos dados de abril, o consumo segue mais concentrado em itens essenciais e em canais com maior eficiência de preço, enquanto segmentos discricionários permanecem mais sensíveis ao custo de vida e ao calendário comercial.

Fonte: Estadão Conteúdo

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O ‘recado’ da Europa para a carne brasileira


União Europeia barra carne bovina brasileira
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Nesta terça-feira (12), o setor agropecuário recebeu uma notícia que, à primeira vista, chama a atenção. A União Europeia nos tirou da lista de exportadores autorizados.

O bloqueio não atinge apenas a carne bovina. Ele é amplo e inclui também frango, ovos, mel, peixes e até produtos como tripas. Ou seja: quase tudo que vem da nossa pecuária está sob a lupa de Bruxelas.

O bloqueio europeu vai muito além do bife no prato: atinge de aves a ovos e mel, exigindo uma resposta rápida de toda a nossa cadeia produtiva.

O motivo oficial? O uso de antimicrobianos, aqueles produtos usados para o animal crescer mais rápido. Mas, antes de acharmos que a porteira fechou de vez, precisamos separar o que é política do que é técnica.

O que a Europa está questionando não é a qualidade da nossa carne. O foco está no nosso controle sobre substâncias que, segundo eles, criam bactérias super-resistentes. É um tema sério de saúde pública.

Mas não sejamos ingênuos: há muita pressão de fazendeiros franceses por trás disso. Eles tentam criar barreiras agora que o acordo com o Mercosul saiu do papel. O veto é, acima de tudo, um recado diplomático.

A boa notícia, é que muita gente esquece de mencionar, é que o dever de casa já começou. Em abril, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) já proibiu o uso dos cinco principais aditivos que incomodavam os europeus, como a virginiamicina.

Ou seja, a regra no Brasil já mudou. O que falta agora é mostrar para Bruxelas que a nossa fiscalização é séria e funciona na prática.

A data marcada para o bloqueio é 3 de setembro. Mas, como a própria representante da União Europeia, Eva Hrncirova, já sinalizou, essa lista é viva. Ela deixou claro que é perfeitamente possível reverter a situação e retomar as exportações antes mesmo de setembro, assim que o cumprimento das regras for comprovado.

Se o governo brasileiro apertar o passo na diplomacia e provar que as novas proibições já estão valendo no campo, temos todas as chances de resolver esse impasse rapidamente.

O Brasil é gigante no agro. Não vai cair por um entrave burocrático que já estamos resolvendo. É hora de pragmatismo, transparência e, claro, de defender o que produzimos de melhor.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Deputado cobra cumprimento do piso da enfermagem e defende PEC sobre jornada


Deputado cobra cumprimento do piso da enfermagem e defende PEC sobre jornada

O deputado federal Bruno Farias (Republicanos-MG) voltou a cobrar, nesta terça-feira (12), a aplicação do piso salarial nacional da enfermagem, instituído em 2022. Em entrevista ao programa Painel Eletrônico, da Rádio Câmara, o parlamentar afirmou que o pagamento continua travado por decisões judiciais e por divergências sobre a jornada de trabalho considerada para o cálculo dos valores.

O piso da enfermagem foi criado pela Lei 14.434/22. A norma estabeleceu salário mínimo de R$ 4.750 para enfermeiros, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem e R$ 2.375 para auxiliares e parteiras.

Na sequência, a Emenda Constitucional 127 previu assistência financeira da União para ajudar no pagamento do piso a entes federativos, entidades filantrópicas e prestadores de serviços que atendam ao menos 60% dos pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esse modelo, porém, segue sob questionamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

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De forma provisória, o STF definiu que o piso deve ser calculado com base em jornada de 44 horas semanais, com pagamento proporcional para cargas menores. No setor privado, a Corte também admitiu a possibilidade de regionalização por meio de negociação coletiva.

Segundo Bruno Farias, esse conjunto de decisões tem limitado o cumprimento integral da medida. Em audiência pública da Comissão de Saúde, realizada nesta terça-feira (12) a pedido do parlamentar, o tema voltou a ser discutido. “Se o governo federal, os estados e os municípios não ajudarem a categoria, nós vamos ter que fazer uma greve nacional”, disse.

Como alternativa, o deputado defende a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 19/24, em tramitação no Senado. O texto prevê vincular o piso da enfermagem a uma jornada de 36 horas semanais, além de reajuste anual.

Fonte: camara.leg.br

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Senado dos EUA adia votação final sobre Kevin Warsh para a presidência do Fed


Senado dos EUA adia votação final sobre Kevin Warsh para a presidência do Fed

O Senado dos Estados Unidos adiou nesta terça-feira (12) a votação final da nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano. O mandato do atual presidente da instituição, Jerome Powell, termina na sexta-feira (15). Na etapa anterior do processo, realizada na segunda-feira (11), a indicação de Warsh avançou por 49 votos a 44.

A votação de segunda-feira (11) teve caráter processual. Nessa fase, era exigida apenas maioria simples dos senadores presentes para que a indicação seguisse para deliberação final no plenário. Com o placar de 49 a 44, o nome de Warsh permaneceu apto para a etapa definitiva de confirmação.

De acordo com uma fonte ouvida pelo site Politico, sob condição de anonimato por tratar de detalhes ainda não públicos do trâmite legislativo, a votação final deve ocorrer nesta quarta-feira (13). Até o momento, não foram divulgados novos detalhes oficiais sobre a razão do adiamento.

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O processo é acompanhado pelo mercado porque a presidência do Federal Reserve tem influência direta na condução da política monetária dos Estados Unidos, incluindo a definição da taxa básica de juros do país. Essa taxa serve de referência para o custo do crédito, para os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e para o fluxo global de capital.

Por isso, a confirmação do próximo presidente do Fed é observada por agentes financeiros, exportadores, importadores e formuladores de política econômica em diferentes países. Mudanças no comando da autoridade monetária podem alterar a leitura do mercado sobre juros, inflação e ritmo da atividade econômica. No entanto, ainda não há sinalização formal do Senado sobre o resultado final da votação, nem detalhes adicionais sobre a agenda de transição entre Powell e Warsh.

Com o mandato de Jerome Powell previsto para terminar na sexta-feira (15), a definição do Senado nesta quarta-feira (13) deve concluir a etapa legislativa da nomeação. Até lá, não há informações oficiais adicionais divulgadas pelas principais autoridades envolvidas no processo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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SEMC realiza 4º workshop técnico sobre MRV na indústria com foco na siderurgia


SEMC realiza 4º workshop técnico sobre MRV na indústria com foco na siderurgia

A Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono (SEMC), do Ministério da Fazenda, realizou na segunda-feira (11) o 4º Workshop Técnico de Monitoramento, Relato e Verificação (MRV) na Indústria, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. A rodada foi dedicada ao setor siderúrgico e integra a agenda de regulamentação e implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE).

Segundo a SEMC, o workshop discutiu instrumentos de mensuração, reporte e verificação de emissões de gases de efeito estufa, considerados base técnica para a operação do mercado regulado de carbono. A etapa de MRV é tratada pelo governo como um dos pilares para dar segurança regulatória, transparência e credibilidade ao sistema.

O secretário adjunto da SEMC, José Pedro Neves, afirmou que a regulamentação do mercado de carbono está sendo conduzida de forma “transparente, participativa e inclusiva possível”, com apoio de instâncias como o Comitê Técnico Consultivo Permanente e os Grupos de Trabalho Temáticos. De acordo com ele, o MRV é estratégico para demonstrar, inclusive no plano internacional, a consistência técnica das soluções climáticas brasileiras.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Na sessão setorial voltada à siderurgia, o subsecretário de Implementação da SEMC, Thiago Barral, destacou que o processo depende de diálogo, previsibilidade e construção gradual com os setores produtivos. Segundo Barral, as propostas em elaboração ainda passarão por consultas públicas e novas rodadas de debates técnicos.

Esta foi a quarta rodada setorial promovida pela secretaria. Antes, já haviam sido realizados encontros com segmentos como papel e celulose, alumínio, vidro, cerâmica, cimento e química.

No modelo do SBCE, o governo define um limite total de emissões e distribui cotas para grandes emissores, permitindo a negociação desses direitos no mercado. De acordo com o Ministério da Fazenda, o universo de empresas reguladas não deve ultrapassar 0,05% das empresas ativas no país. A agropecuária ficará fora do teto obrigatório, mas poderá participar por meio da geração de créditos de carbono a partir de práticas sustentáveis.

A previsão da SEMC é manter novos encontros técnicos nos próximos meses. A continuidade das discussões deve subsidiar a regulamentação do SBCE e a definição das regras operacionais de monitoramento e verificação para os setores cobertos pelo sistema.

Fonte: gov.br

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