terça-feira, junho 30, 2026

Autor: Redação

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Banco do Brasil inicia operação do Desenrola Rural


Banco do Brasil inicia operação do Desenrola Rural

O Banco do Brasil (BB) começou a operar o Desenrola Rural nesta terça-feira (12), em nova etapa do programa voltado à regularização de dívidas de agricultores familiares. Segundo a instituição, a medida busca ampliar o acesso ao crédito no campo por meio da renegociação ou liquidação de débitos, com prazo até 20 de dezembro deste ano.

De acordo com o BB, o Desenrola Rural foi criado em 2025 e já beneficiou mais de 500 mil agricultores familiares. Nesta nova fase, a expectativa informada pelo banco é alcançar mais de 800 mil produtores, o que pode elevar o total de atendidos para mais de 1,3 milhão.

Em nota, a instituição afirmou que, até aqui, mais de R$ 23 bilhões em dívidas foram renegociados no programa, segundo dados do governo federal. A nova etapa foi anunciada na última semana e abrange condições diferenciadas para liquidação ou renegociação de passivos, conforme as políticas de crédito e cobrança do banco.

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O BB informou ainda que o público elegível poderá acessar descontos de até 80% para liquidação ou renegociação de operações com risco integral do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), considerados os saldos devedores na data da liquidação.

Também estão previstos descontos de até 70% para liquidação ou renegociação de débitos inscritos na Dívida Ativa da União (DAU) e em operações de Crédito Instalação do Programa Nacional de Reforma Agrária.

Na prática, a regularização das pendências pode recolocar parte desses produtores em condições de contratar novas linhas de financiamento, já que a adimplência e a situação cadastral são critérios relevantes para análise de crédito. O BB não detalhou, na nota divulgada, a divisão regional dos beneficiários nem o volume estimado por modalidade de dívida.

A evolução da nova fase do programa deverá depender da adesão dos produtores até 20 de dezembro e da formalização das renegociações dentro das regras definidas pelo banco e pelos instrumentos públicos incluídos na medida.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Projeto exige plano de inclusão racial de entidades parceiras do poder público


Projeto exige plano de inclusão racial de entidades parceiras do poder público

O Projeto de Lei 4596/25 determina que organizações sociais, organizações da sociedade civil de interesse público e outras entidades parceiras da administração pública adotem políticas de inclusão e diversidade racial. Apresentada na Câmara dos Deputados, a proposta estabelece a elaboração de um Plano de Inclusão e Diversidade Racial como requisito para qualificação, credenciamento e renovação de contratos com o poder público.

Pelo texto, as entidades deverão implementar medidas objetivas, como metas de contratação, ações de capacitação e mecanismos de prevenção e combate ao racismo. A proposta também vincula o cumprimento dessas exigências à relação institucional com os governos.

Na prática, o projeto prevê que a adoção dessas políticas seja considerada em diferentes etapas administrativas. Entre elas estão a qualificação e o credenciamento das entidades, a pontuação em processos seletivos e a avaliação para renovação de contratos e parcerias. Em caso de descumprimento reiterado, o texto autoriza a rescisão unilateral da parceria.

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A autora da proposta, deputada Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ), afirmou, na justificativa do projeto, que a medida busca “induzir, no âmbito das parcerias com o terceiro setor, a adoção de políticas efetivas de inclusão e de diversidade racial”.

Até o momento, o conteúdo divulgado sobre o projeto não detalha percentuais de metas de contratação, prazos de implementação ou critérios técnicos para avaliação dos planos. Essas definições poderão ser objeto de debate durante a tramitação legislativa.

O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados.

Para virar lei, o Projeto de Lei 4596/25 ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. A tramitação nas comissões deve definir o alcance prático das exigências e eventuais critérios de fiscalização das entidades parceiras.

Fonte: camara.leg.br

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CNA recebe Câmara de Comércio França-Brasil para discutir acordo entre Mercosul e União Europeia


CNA recebe Câmara de Comércio França-Brasil para discutir acordo entre Mercosul e União Europeia

O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Marcelo Bertoni, recebeu, nesta terça-feira (12), em Brasília, o presidente da Câmara de Comércio França-Brasil de São Paulo (CCIFB-SP), Thierry Besse. O encontro teve como foco o Acordo Mercosul-União Europeia e o relacionamento bilateral entre Brasil e França, com participação de representantes da área internacional da CNA e da defesa sanitária de Mato Grosso do Sul.

Também participaram da reunião o presidente da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Mato Grosso do Sul (Iagro), Daniel Ingold, a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, a diretora-adjunta Fernanda Maciel e a assessora Isadora Barbosa.

Segundo a CNA, a conversa abordou a necessidade de ampliar o diálogo institucional com países da União Europeia em um momento de avanço das discussões comerciais envolvendo o Mercosul. Thierry Besse afirmou que o Brasil é um parceiro relevante para a França e defendeu maior aproximação entre os setores econômicos dos dois países. “O Brasil é um grande parceiro e precisamos nos relacionar melhor. A integração com os países da América do Sul é um processo ganha-ganha”, disse.

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Besse também declarou que a CCIFB-SP mantém canal aberto para interlocução com a CNA e com o setor agropecuário brasileiro. Já Marcelo Bertoni reforçou a importância de manter e ampliar o diálogo com a França e com os demais integrantes da União Europeia, especialmente após a conclusão do acordo comercial entre os blocos.

Na avaliação da diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, a entidade apoia a abertura comercial, desde que as negociações preservem equilíbrio de mercado entre as partes. O material divulgado não detalha pontos específicos do acordo, cronograma de implementação, tarifas envolvidas ou estimativas de impacto econômico para o agro brasileiro.

A reunião sinaliza continuidade das tratativas institucionais sobre comércio e acesso a mercados. Sem números oficiais apresentados no encontro, o desdobramento técnico dependerá da evolução das negociações e da definição das regras do acordo entre Mercosul e União Europeia.

Fonte: cnabrasil.org.br

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União Europeia retira Brasil de lista para exportação de carnes e derivados a partir de setembro


União Europeia retira Brasil de lista para exportação de carnes e derivados a partir de setembro

A União Europeia (UE) publicou nesta terça-feira (12) uma atualização da lista de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal ao bloco e retirou o Brasil do grupo de nações reconhecidas como aptas a atender as exigências sobre uso de antimicrobianos na pecuária. Em nota conjunta, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) afirmaram que atuarão para reverter a medida.

A decisão foi validada pelos Estados-membros da UE no âmbito do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia. Segundo o bloco, a atualização passa a valer a partir de quarta-feira (3 de setembro de 2026), com base no Regulamento (UE) 2019/6.

Pela regra europeia, o Brasil terá de apresentar garantias de não utilização de antimicrobianos, como antibióticos, para fins de crescimento ou de ganho de rendimento na produção animal. O comunicado do governo brasileiro informa que a retirada ocorreu da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano.

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Na nota, as três pastas disseram que o Brasil “tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu”. O governo também informou que recebeu a decisão “com surpresa”.

De acordo com os ministérios, as exportações brasileiras seguem normalmente neste momento. O chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia tem reunião marcada para quarta-feira (13) com autoridades sanitárias do bloco para pedir esclarecimentos e tratar dos próximos passos.

Como a vigência está prevista para setembro, o foco imediato do governo é técnico e diplomático: esclarecer os critérios adotados pela UE e apresentar documentação sanitária. O volume potencialmente afetado e os produtos específicos não foram detalhados na nota oficial divulgada até o momento.

O desdobramento dependerá das tratativas entre o governo brasileiro e as autoridades sanitárias europeias nas próximas semanas. Até lá, a situação permanece em fase de negociação, sem alteração imediata no fluxo atual das exportações.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Aliança Biodiesel se opõe ao Proconve Mar-II e alerta sobre custos


A Aliança Biodiesel, que reúne a Aprobill, a Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil e a ABIOV, manifestou sua oposição à implementação do Proconve Mar-II, uma proposta do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O novo regulamento estabelece padrões de emissões para máquinas agrícolas e rodoviárias, o que, segundo a Aliança, pode resultar em custos adicionais significativos para os produtores rurais.

Impactos financeiros para a indústria

Jerônimo Gergen, presidente da Aprobill, destacou que a proposta pode elevar os custos de produção em mais de 25%, afetando diretamente a renovação da frota de maquinária agrícola. Ele enfatizou que a indústria já enfrenta dificuldades devido ao alto custo tributário no Brasil.

Mobilização e alternativas

A Aliança Biodiesel está mobilizando entidades do setor para discutir medidas legislativas e jurídicas que possam impedir a implementação do Proconve Mar-II. Gergen ressaltou a importância de utilizar biocombustíveis, como o biodiesel, que agrega valor à indústria e à produção agrícola.

Desafios da transição energética

O setor de biocombustíveis está se preparando para um processo de detestagem até o B25, e Gergen alertou que a imposição de novos padrões de motores pode prejudicar a competitividade da indústria nacional, favorecendo grandes multinacionais em detrimento dos produtores locais.

  • Proconve Mar-II pode elevar custos em mais de 25%
  • Indústria nacional corre risco de asfixia
  • Mobilização de entidades para medidas contra a proposta
  • Importância do biodiesel na transição energética
  • Prejuízos potenciais para o agronegócio brasileiro

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Petrobras apresenta resultados do 1º trimestre de 2026 em coletiva online


Petrobras apresenta resultados do 1º trimestre de 2026 em coletiva online

A Petrobras realizou, na tarde desta terça-feira (12), uma coletiva de imprensa online para apresentar os resultados do primeiro trimestre de 2026. A apresentação foi conduzida pela presidente da estatal, Magda Chambriard, com participação de diretores de áreas financeiras, operacionais, de governança, comercialização, exploração, produção e sustentabilidade.

Segundo as informações divulgadas, além da presidente, participaram da coletiva Fernando Melgarejo, diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores; Ricardo Wagner, diretor de Governança e Conformidade; e William França, diretor de Processos Industriais e Produtos, Transição Energética e Sustentabilidade.

Também estiveram no evento Angélica Laureano, diretora de Logística, Comercialização e Mercados; Clarice Coppetti, diretora de Assuntos Corporativos; Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção; e o gerente executivo Flávio Bretanha, de Sistemas Submarinos, representando a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Renata Baruzzi.

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A coletiva ocorre no mesmo dia da divulgação dos resultados trimestrais, prática adotada por companhias de capital aberto para detalhar indicadores financeiros e operacionais ao mercado. Esse tipo de apresentação costuma ser acompanhado por investidores, analistas e agentes do setor de energia, especialmente por envolver dados sobre produção, refino, comercialização, investimentos e estratégia corporativa.

No material encaminhado, porém, não foram informados os números do balanço, como lucro líquido, receita, endividamento, volume de produção ou investimentos realizados no período. Sem esses dados, não é possível detalhar tecnicamente os efeitos do resultado sobre caixa, distribuição de dividendos, política comercial ou desempenho operacional da estatal.

Fonte: agencia.petrobras.com.br

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Chuva de 100 mm e ventos fortes: Inmet publica alerta de perigo para áreas de 9 estados


Chuva forte tempestade
Foto: Wikimedia Commons

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou alerta de perigo para chuva entre 50 mm e 100 mm e ventos intensos de 60 km/h a 100 km/h para áreas de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

O aviso é válido a partir desta terça e se estende até quarta-feira (13) para 488 municípios (veja a lista completa), abrangendo a Região Metropolitana de Recife, os sertões pernambucano e cearense, o agreste paraibano, o leste alagoano e outras localidades.

O mapa abaixo mostra onde as áreas afetadas pela chuva intensa e a ventania:

alerta chuvas intensas - Inmet
Foto: Reprodução Inmet

Chuva forte em outras áreas

O Inmet também faz alerta de perigo para chuva que pode chegar a 100 mm por dia com ventos de até 100 km/h para outras áreas, abrangendo Roraima, Pará, Amapá, Maranhão e Piauí.

Para esses estados, o aviso vale para toda esta quarta-feira e se estende em 421 municípios. Veja o mapa abaixo com a previsão de área a ser atingida:

alerta chuvas intensas - dia 13 de maio de 2026
Foto: Reprodução Inmet

Pelas condições climáticas, o órgão destaca que há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

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Brasil exporta 3,122 milhões de sacas de café em abril, informa Cecafé


Brasil exporta 3,122 milhões de sacas de café em abril, informa Cecafé

Os embarques brasileiros de café somaram 3,122 milhões de sacas de 60 quilos em abril de 2026, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (12) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa alta de 0,6% ante as 3,105 milhões de sacas registradas em abril de 2025. No mesmo comparativo, a receita cambial caiu 17,7%, de US$ 1,347 bilhão para US$ 1,109 bilhão.

De acordo com o Cecafé, o avanço no volume embarcado está ligado à entrada de cafés da nova safra, principalmente canéforas, como conilon e robusta. Segundo Márcio Ferreira, presidente da entidade, parte desses grãos se somou a remanescentes da colheita anterior.

A queda da receita, por outro lado, foi associada ao recuo das cotações internacionais. Ferreira afirmou que a menor entrada de dólares decorre tanto da redução dos preços externos quanto do menor volume exportado de café arábica, variedade com maior valor por saca.

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No acumulado de 10 meses do ano-safra 2025/26, entre julho de 2025 e abril de 2026, o Brasil exportou 32,247 milhões de sacas, queda de 19,4% sobre igual intervalo do ciclo anterior. Ainda assim, a receita cambial avançou 0,8%, para US$ 12,551 bilhões.

No ano civil, de janeiro a abril, os embarques totalizaram 11,619 milhões de sacas, volume 16,1% inferior ao do primeiro quadrimestre de 2025. A receita no período somou US$ 4,490 bilhões, retração de 14,4%.

Entre os destinos, a Alemanha liderou as importações no quadrimestre, com 1,563 milhão de sacas, ou 13,4% do total. Os Estados Unidos aparecem em seguida, com 1,390 milhão de sacas, queda de 41,5%. Itália, Bélgica e Japão completam os cinco principais mercados.

O café arábica seguiu como principal produto exportado entre janeiro e abril, com 8,984 milhões de sacas e participação de 77,3%, apesar da queda de 23,4% na comparação anual. Já os cafés canéforas somaram 1,284 milhão de sacas, alta de 58,8%. Para o setor, a composição entre maior presença de robusta e menor embarque de arábica ajuda a explicar a diferença entre o comportamento do volume e da receita no início de 2026.

Fonte: cecafe.com.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Sebrae RS fortalece presença do vinho gaúcho na Wine South America 2026


Feira reunirá pequenas vinícolas gaúchas em ações de promoção comercial, rodadas de negócios e valorização das Indicações Geográficas do Estado

A vitivinicultura gaúcha terá presença ampliada na Wine South America 2026, que ocorre de 12 a 14 de maio, na Fundaparque, em Bento Gonçalves. Em um estande coletivo voltado à promoção dos Vinhos Gaúchos, 45 vinícolas de diferentes regiões do Estado apresentarão seus produtos a compradores, distribuidores e profissionais do mercado nacional e internacional. A iniciativa é realizada pelo Sebrae RS, por meio do Projeto Mercado Mais Vinho e da Regional Serra Gaúcha, em parceria com o Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS).

Mais do que um espaço de exposição, a ação busca fortalecer a competitividade das pequenas vinícolas brasileiras, ampliando oportunidades comerciais, promovendo visibilidade e consolidando o posicionamento do vinho gaúcho em um ambiente estratégico de negócios e relacionamento durante uma das principais feiras do setor na América Latina.

“O principal objetivo do estande coletivo Vinhos Gaúchos é ampliar o acesso das pequenas vinícolas ao mercado, dando visibilidade a empresas que, muitas vezes, não teriam condições de participar da feira de forma individual”, destaca a gestora de projetos do Sebrae RS, Angélica Brandalise.

De acordo com a gestora, o espaço foi estruturado para conectar produtores a compradores qualificados e ampliar a presença das marcas gaúchas no mercado. “Além da geração de negócios, o espaço fortalece o posicionamento do vinho gaúcho como um produto de qualidade, diversidade e identidade regional”, afirma.

O estande coletivo, localizado nos espaços C10 e B30 da feira, terá aproximadamente 320 metros quadrados e reunirá vinícolas de diferentes regiões do Rio Grande do Sul para exposição e degustação de rótulos gaúchos. Angélica conta que o Sebrae atua diretamente na organização da participação das empresas e no suporte estratégico às vinícolas durante a feira: “percebemos uma ampliação das oportunidades de negócios, especialmente pela presença de compradores qualificados e pela integração entre feira, rodadas de negócios e ações de promoção do vinho brasileiro”.

Projeto Comprador

Entre os destaques da programação está o Projeto Comprador da Wine South America, iniciativa voltada à geração de negócios entre vinícolas e compradores de diferentes regiões do país e do exterior. A ação, apoiada pelo Sebrae RS, ocorrerá nos dias 12 e 13 de maio, das 9h30 às 12h30, e deve reunir 138 vinícolas brasileiras, 19 importadores, 100 compradores nacionais e promover mais de duas mil reuniões ao longo de dois dias.

O analista de Competitividade Setorial do Sebrae RS, Jakson da Luz, explica que o trabalho envolve um processo de curadoria para aproximar empresas e compradores com interesses compatíveis: “A partir do perfil da vinícola, do tipo de vinho, do gosto e também da demanda do comprador, a gente faz um cruzamento. A vinícola sinaliza os compradores de interesse, o comprador também indica as vinícolas que deseja conhecer, e nós trabalhamos essas expectativas para gerar as reuniões”.

Os encontros ocorrerão em dois turnos de rodadas, com reuniões de 15 minutos cada. Segundo o analista, a proposta das rodadas é aproximar pequenos produtores de compradores qualificados e estimular conexões comerciais durante a feira. “Temos muitas vinícolas pequenas que têm dificuldade de se conectar com grandes compradores. Então fazemos esse elo de aproximação. Há muitos compradores de fora do Estado vindo conhecer as vinícolas da Serra, da Campanha, da Fronteira e de outras regiões participantes”, relata.

Ele ressalta ainda que, embora grandes empresas também participem da feira, a iniciativa representa uma oportunidade especialmente relevante para pequenos produtores. “Para as pequenas vinícolas, é uma oportunidade única de conectar com compradores que elas talvez não conseguiriam acessar ou que seria muito caro acessar sozinhas”, completa.

Indicações Geográficas ampliam visibilidade e reforçam identidade dos vinhos gaúchos

Dentro das ações apoiadas pela entidade também está a participação de Indicações Geográficas gaúchas reconhecidas no setor vitivinícola, como a DO Altos de Pinto Bandeira, DO Vale dos Vinhedos, IP Altos Montes, IP Campanha Gaúcha, IP Farroupilha e IP Monte Belo, reunindo 49 vinícolas na feira. A iniciativa reforça a valorização da origem, da identidade territorial e da diversidade dos vinhos produzidos no Estado, ampliando a visibilidade de regiões reconhecidas pela qualidade e pelas características únicas de seus terroirs.

A IP Campanha Gaúcha terá um estande coletivo no espaço D40, com a presença de dez vinícolas, levando ao evento rótulos vinculados à Indicação de Procedência conquistada pela região em 2020. Para a gestora de projetos do Sebrae RS, Elisangela Silva, a participação conjunta fortalece a visibilidade da região e amplia as oportunidades comerciais. “Essa presença é muito importante, pois proporciona acesso a novos mercados, networking, parcerias estratégicas, geração de negócios e o fortalecimento do vinho da Campanha Gaúcha”, salienta.

Conforme esclarece Elisangela, a certificação de origem teve papel decisivo na consolidação da identidade regional dos vinhos produzidos na Campanha. “A Indicação de Procedência transformou a Campanha Gaúcha de uma região produtora relevante em uma região com origem reconhecida e diferenciada, fortalecendo sua identidade e aumentando sua competitividade por meio da qualidade certificada e da valorização da marca territorial”, conta.

Além da produção vitivinícola, a analista ressalta o potencial turístico da região, impulsionado pelas características culturais e naturais do bioma Pampa. “A identidade do bioma, o terroir singular, as experiências imersivas, a integração com a cultura fronteiriça e a gastronomia regional autêntica são diferenciais importantes para consolidar a região como destino enoturístico de referência”, conclui.

O Sebrae RS também apoia a participação de empresas de Encruzilhada do Sul na Wine South America 2026. O espaço coletivo da região estará localizado no espaço D61 da feira. Ao todo, dez empresas da região participam da ação, entre vinícolas e produtores de azeite, evidenciando a diversidade e o potencial agroalimentar regional.

Ao todo, a participação do Sebrae RS na Wine South America 2026 deve envolver 157 empresas no Projeto Comprador e 104 empresas apoiadas nas ações de exposição ao longo da feira.





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Maersk mantém desvio do Estreito de Ormuz e suspende reservas terrestres na região


Maersk mantém desvio do Estreito de Ormuz e suspende reservas terrestres na região

A Maersk informou nesta terça-feira (12) que segue evitando o trânsito pelo Estreito de Ormuz por razões de segurança, diante da volatilidade persistente no Oriente Médio. Em comunicado, a companhia afirmou que qualquer decisão de voltar a operar pela rota dependerá de avaliações contínuas de risco, do monitoramento da situação e de orientações de autoridades e parceiros.

A empresa disse que acompanha de perto a evolução do quadro regional, mas ressaltou que ainda há escassez de informações. Segundo a Maersk, o cenário segue “profundamente dinâmico”, sem garantia total de segurança marítima.

No mesmo comunicado, o grupo afirmou que a segurança de tripulantes, embarcações e cargas permanece como prioridade operacional. A companhia também declarou considerar “crucial” a restauração da liberdade de navegação na região e disse acolher os esforços da administração dos Estados Unidos para esse objetivo.

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Como medida adicional, a Maersk suspendeu temporariamente reservas terrestres em três corredores logísticos. A interrupção atinge cargas com origem nos Emirados Árabes Unidos e no Catar via porto de Jeddah e porto de Omã; remessas do porto de Jeddah para Emirados Árabes Unidos, Omã e Catar; e cargas saindo de Salalah e Sohar, em Omã, para Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein e Catar.

O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica para o transporte marítimo entre o Golfo e outras rotas internacionais. Por isso, restrições operacionais nessa área tendem a exigir reprogramação de embarques e redistribuição de fluxos logísticos.

Para exportadores, importadores e embarcadores que utilizam conexões na região, a decisão pode alterar prazos de trânsito e disponibilidade de rotas. A Maersk, porém, não informou prazo para revisão das medidas nem estimativa de custo adicional.

No momento, a operação da companhia na região permanece condicionada ao ambiente de segurança. Sem novo cronograma divulgado, o mercado deve acompanhar as próximas atualizações da Maersk e das autoridades marítimas para avaliar eventuais mudanças no fluxo logístico regional.

Fonte: Estadão Conteúdo

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