terça-feira, junho 30, 2026

Autor: Redação

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Fim da escala 6×1? Governo e Câmara chegam a acordo


carteira de trabalho
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ministros do governo Lula e lideranças da Câmara dos Deputados acordaram, nesta quarta-feira (13), que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 deve contar com descanso remunerado de dois dias por semana, por meio da escala 5×2, além de reduzir a jornada semanal das atuais 44 para 40 horas.

Ficou acordado também que, além da PEC, será aprovado o projeto de lei (PL) com urgência constitucional enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para dar celeridade à pauta.

No caso do PL, ficou definido que ele vai tratar de temas específicos de algumas categorias, além servir para ajustar a atual legislação à nova PEC.

“Estabelecemos que o encaminhamento da PEC será pela redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas, com dois dias de descanso, sem redução salarial. Nós queremos também fortalecer as convenções coletivas para que elas possam tratar das particularidades de cada setor”, informou o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

Além de Motta, participaram da reunião o relator da PEC, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), junto com outros membros da Comissão Especial que debate o tema, além dos ministros do Trabalho, Luiz Marinho, do Planejamento, Bruno Moretti, e das Relações Institucionais, José Guimarães.

O ministro do Trabalho Luiz Marinho comentou que o Brasil caminha “a passos largos” para aprovar a PEC no Parlamento “e delegando, para o projeto de lei, as especificidades para complementar a PEC”, de forma a valorizar a negociação coletiva e para que “as coisas fiquem redondas para trabalhadores e trabalhadoras, e também para todos os empresários”.

A Comissão Especial que analisa o tema se comprometeu a votar o parecer da PEC relatado por Leo Prates no dia 27 de maio, com o tema seguindo para o plenário no dia 28 de maio. Se aprovado na Câmara, o tema segue para análise do Senado

A Comissão analisa duas PEC, uma do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e outra da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que vinham pedindo a redução da jornada para 36 horas semanais, além do fim da escala 6×1. 

O governo defende votar o tema nas duas Casas ainda neste semestre, sem regra de transição, para que tenha efeito imediato. O tema foi a reivindicação principal dos atos do dia do trabalhador deste ano, o 1º de maio.

Se aprovada a mudança, o Brasil se soma ao México, Colômbia e Chile como mais um país da América Latina a reduzir a jornada de trabalho na atual década.

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AgroNewsPolítica & Agro

Milho ganha peso estratégico na integração entre grãos, proteína animal e etanol



A leitura da safra também passa pelo clima



Foto: Canva

O milho segue como cultura estratégica para Goiás na safra 2025/26. Na primeira safra, a área plantada é estimada em 149 mil hectares, com expectativa de produção de 1,5 milhão de toneladas, segundo dados divulgados pela Seapa.

A importância do cereal vai além da lavoura. O milho é insumo central para aves, suínos, bovinos confinados e também para a indústria de etanol de milho, segmento que vem ampliando a demanda no Centro-Oeste.

No entorno de Goiânia, o comportamento do milho influencia diretamente o planejamento de granjas, confinamentos, fábricas de ração e operadores logísticos. A oferta estadual ajuda a compor preços e disponibilidade para diferentes elos da cadeia.

A leitura da safra também passa pelo clima. Como parte relevante do milho brasileiro vem da segunda safra, o desempenho final depende da janela de plantio, da regularidade das chuvas e das condições de enchimento de grãos.

 





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Governo Federal antecipa dragagens e monitoramento para seca na navegação da Amazônia


Governo Federal antecipa dragagens e monitoramento para seca na navegação da Amazônia

O Governo Federal anunciou, nesta quarta-feira (13), a ampliação de ações preventivas para reduzir os efeitos de uma possível nova estiagem na Amazônia em 2026. As medidas envolvem planejamento de dragagens, manutenção hidroviária, reforço da sinalização náutica e monitoramento das condições de navegabilidade. O objetivo é preservar o transporte de passageiros, o abastecimento de cidades e o fluxo de cargas na região Norte.

A estratégia foi estruturada após as secas registradas em 2023 e 2024, quando rios como Amazonas e Solimões atingiram níveis críticos e comprometeram a circulação de embarcações. Em Itacoatiara (AM), o Rio Amazonas chegou a 83 centímetros em 2024. Em Parintins (AM), o nível caiu para 1,9 metro, a menor marca em 49 anos, segundo informações divulgadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

De acordo com a pasta, os episódios recentes afetaram o transporte de alimentos, medicamentos e água potável, além de dificultarem atividades como pesca e agricultura familiar. Municípios como Manacapuru, Tabatinga, Itacoatiara e Parintins registraram restrições logísticas e isolamento de comunidades dependentes da navegação.

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No campo operacional, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), por meio da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), prepara o lançamento do Painel de Monitoramento das Hidrovias. A ferramenta deverá reunir dados hidrológicos, informações operacionais e alertas para apoiar decisões sobre dragagem e manutenção dos canais. O ministério não informou, até o momento, a data de entrada em operação do sistema.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a atuação antecipada busca reduzir impactos sociais e econômicos. O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, afirmou que o acompanhamento contínuo das cotas dos rios e a definição prévia de trechos prioritários são centrais para o planejamento. Já o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Edme Tavares, informou que há contratos permanentes de manutenção hidroviária em vigor, o que amplia a capacidade de resposta.

Com base no histórico recente, o governo concentra esforços em monitoramento e intervenção antecipada para preservar a navegabilidade durante o período seco. A efetividade das medidas dependerá da evolução dos níveis dos rios e da execução das ações previstas nos trechos considerados críticos.

Fonte: gov.br

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IBGE aponta varejo 12,5% acima do nível pré-pandemia em março


IBGE aponta varejo 12,5% acima do nível pré-pandemia em março

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro alcançou, em março, um patamar 12,5% superior ao registrado em fevereiro de 2020, período anterior à pandemia de covid-19. No conceito de varejo ampliado, o nível ficou 8,2% acima do pré-crise sanitária. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Mensal de Comércio.

Segundo o levantamento, a recuperação acima do nível pré-pandemia não foi homogênea entre as atividades pesquisadas. Sete segmentos operam acima do patamar de fevereiro de 2020, com destaque para artigos farmacêuticos, que estão 44,9% acima do nível pré-crise sanitária.

Também aparecem no campo positivo os segmentos de combustíveis e lubrificantes, com alta de 14,9% em relação ao pré-pandemia; veículos, motos, partes e peças, 13,6% acima; hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, 13,5%; material de construção, 9,4%; equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, 0,8%; e outros artigos de uso pessoal e doméstico, 0,2% acima.

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Por outro lado, três grupos ainda operam abaixo do nível observado antes da pandemia. Móveis e eletrodomésticos estão 0,1% abaixo de fevereiro de 2020. Tecidos, vestuário e calçados recuam 18% na mesma comparação. Livros, jornais, revistas e papelaria registram a maior distância negativa, com nível 46,5% inferior ao pré-covid.

Os dados indicam que a trajetória do varejo segue sustentada por segmentos ligados ao consumo essencial, à saúde, à mobilidade e à reposição de bens. Em contrapartida, atividades dependentes de renda disponível, crédito ou sujeitas a mudanças estruturais de consumo continuam sem retomar o patamar anterior à crise sanitária.

A leitura técnica da pesquisa mostra um varejo com recuperação consolidada no agregado, mas com desempenho desigual entre os segmentos. O detalhamento regional e as variações mensais não foram informados no conteúdo divulgado, o que limita comparações adicionais sobre a intensidade recente desse movimento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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BNDES aprova R$ 457 milhões em crédito para o Ceará no primeiro trimestre


BNDES aprova R$ 457 milhões em crédito para o Ceará no primeiro trimestre

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 457 milhões em crédito para o Ceará no primeiro trimestre de 2026. O valor representa alta de 65,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando as aprovações somaram R$ 276,1 milhões. Os dados constam no balanço trimestral da instituição, divulgado nesta terça-feira (12).

Segundo o BNDES, os recursos aprovados no estado foram distribuídos entre infraestrutura, agropecuária, indústria e comércio e serviços. A infraestrutura concentrou o maior volume, com R$ 253,2 milhões. Na sequência aparecem comércio e serviços, com R$ 102,2 milhões, indústria, com R$ 58,8 milhões, e agropecuária, com R$ 42,8 milhões.

Um dos destaques do trimestre foi o avanço do crédito para micro, pequenas e médias empresas. Esse grupo respondeu por R$ 314,6 milhões do total aprovado no Ceará, valor 212,4% superior ao registrado em igual intervalo de 2025, quando somou R$ 100,7 milhões.

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No mesmo período, os desembolsos do banco para o estado alcançaram R$ 477,5 milhões. Desde 2023, o volume aprovado para o Ceará chegou a R$ 8,48 bilhões, alta de 108,6% frente aos R$ 4,06 bilhões liberados entre 2019 e 2022. Os desembolsos no mesmo recorte também cresceram, passando de R$ 3,36 bilhões para R$ 5,22 bilhões, avanço de 55,3%.

Em declaração divulgada pelo banco, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que os recursos têm sido direcionados para ampliar investimentos, produtividade, infraestrutura e inovação. Ele citou, entre os projetos apoiados no Ceará, a duplicação do Eixão das Águas, ações para redução de alagamentos em Fortaleza e o programa Sertão Vivo.

Os dados indicam ampliação do crédito em setores com efeito direto sobre investimento produtivo e obras estruturantes. No caso da agropecuária, o volume aprovado pode reforçar financiamento a produtores e projetos no semiárido, embora o balanço não detalhe a divisão por cadeia ou município.

No Nordeste, as aprovações do BNDES somaram R$ 3,38 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 98,2% sobre 2025. O desempenho regional e o crescimento das operações com empresas de menor porte sinalizam continuidade da expansão do crédito, desde que o banco mantenha o ritmo de aprovações e desembolsos ao longo do ano.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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União Europeia pedirá informações adicionais ao Brasil sobre produtos de origem animal


União Europeia pedirá informações adicionais ao Brasil sobre produtos de origem animal

A União Europeia (UE) enviará ao Brasil uma lista de informações adicionais sobre questões sanitárias envolvendo a exportação de produtos de origem animal. O pedido ocorre após o bloco retirar o país da lista de fornecedores autorizados a partir de 3 de setembro de 2026. Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luis Rua, o governo brasileiro terá cerca de duas semanas para responder ao bloco para reanálise do caso.

A medida foi discutida em reunião entre o embaixador do Brasil junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, e a Direção-Geral da Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia (DG Sante). De acordo com Rua, a UE concordou em separar as exigências por tipo de proteína, considerando diferenças de estágio e de sistema de produção.

Na terça-feira (12), o bloco publicou uma atualização da lista de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal, excluindo o Brasil do grupo de nações consideradas aptas a cumprir as exigências contra o uso de antimicrobianos na pecuária. A decisão passa a valer em 3 de setembro de 2026 e tem como base o Regulamento (UE) 2019/6.

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Pela regra europeia, o Brasil precisará apresentar garantias de que essas substâncias não são utilizadas para fins de crescimento ou de aumento de rendimento. Segundo o governo brasileiro, as informações adicionais a serem solicitadas também envolvem provas de rastreabilidade e segregação da produção destinada ao mercado europeu.

A decisão aprovada no Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia abrange carnes, ovos, mel e animais. O Brasil exporta cerca de US$ 1,8 bilhão por ano em proteínas para a UE.

Nesta quarta-feira (13), Rua também se reuniu, em Brasília, com a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf. Segundo ele, o governo manifestou surpresa com a forma de adoção da medida e pediu prioridade na reanálise.

De acordo com a avaliação do governo brasileiro, a revisão da medida não exigiria nova auditoria da UE no sistema sanitário nacional, mas apenas análise documental. Não há prazo divulgado pelo bloco para concluir a reavaliação.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Comissão de Trabalho da Câmara marca eleição para novo presidente nesta quarta-feira


Comissão de Trabalho da Câmara marca eleição para novo presidente nesta quarta-feira

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira (13), às 16 horas, em plenário ainda a ser definido, a eleição para escolher seu novo presidente. A votação foi convocada após a renúncia do deputado Max Lemos (PDT-RJ) ao comando da comissão permanente. O Partido Democrático Trabalhista (PDT) indicou o deputado Marcos Tavares (PDT-RJ) para o cargo.

A mudança na presidência foi confirmada depois de duas renúncias em comissões permanentes da Câmara dos Deputados. Além de Max Lemos na Comissão de Trabalho, a deputada Delegada Ione (Avante-MG) deixou a presidência da Comissão de Administração e Serviço Público.

No caso da Comissão de Trabalho, a definição do novo presidente é necessária para restabelecer a condução formal das atividades do colegiado, responsável por analisar propostas relacionadas a relações trabalhistas, emprego e temas administrativos vinculados ao mundo do trabalho. A eleição ocorre no mesmo dia do anúncio da vacância, o que mantém o funcionamento institucional da comissão dentro do rito da Casa.

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Segundo a informação divulgada pela Câmara, o PDT apresentou Marcos Tavares como indicado para a presidência. Até o momento, não foram informados outros nomes para a disputa nem detalhes adicionais sobre os motivos da renúncia de Max Lemos.

Na Comissão de Administração e Serviço Público, a eleição para substituir Delegada Ione ainda não teve data marcada. Também não houve divulgação, até esta quarta-feira (13), de indicação formal para a vaga.

A troca no comando das comissões influencia a organização da pauta e a condução dos trabalhos, porque a presidência define encaminhamentos regimentais, sessões e parte da tramitação interna dos debates. Sem a eleição, decisões administrativas do colegiado ficam pendentes.

A expectativa imediata é pela definição do novo comando da Comissão de Trabalho ainda nesta quarta-feira (13). Já na Comissão de Administração e Serviço Público, o próximo passo depende da convocação oficial da eleição pela Câmara dos Deputados.

Fonte: camara.leg.br

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BNDES eleva aprovações de crédito para a Paraíba a R$ 179,5 milhões no 1º trimestre


BNDES eleva aprovações de crédito para a Paraíba a R$ 179,5 milhões no 1º trimestre

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 179,5 milhões em crédito para a Paraíba no primeiro trimestre de 2026. O volume representa alta de 342,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando o total havia somado R$ 40,6 milhões. Os dados integram o balanço trimestral da instituição, divulgado nesta terça-feira (12).

Segundo o BNDES, os recursos aprovados alcançaram diferentes segmentos da economia paraibana. A infraestrutura concentrou a maior parcela, com R$ 91 milhões. Na sequência aparecem comércio e serviços, com R$ 72,3 milhões, agropecuária, com R$ 9,4 milhões, e indústria, com R$ 6,8 milhões.

As micro, pequenas e médias empresas responderam por R$ 150,8 milhões do total aprovado no estado. O valor é 434,2% superior ao registrado no primeiro trimestre de 2025, quando esse grupo havia recebido R$ 28,2 milhões em aprovações.

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Além das aprovações, o banco informou desembolsos de R$ 253,5 milhões para a Paraíba entre janeiro e março de 2026. O montante representa aumento de 107,2% na comparação anual. Desde 2023, o BNDES aprovou R$ 2,73 bilhões e desembolsou R$ 2,32 bilhões no estado.

Em nota, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou que a instituição tem ampliado o acesso ao crédito e os investimentos em setores como infraestrutura, inovação, agropecuária e indústria. Segundo ele, desde 2023, cerca de R$ 895 milhões foram aprovados para micro, pequenas e médias empresas na Paraíba.

No Nordeste, as aprovações somaram R$ 3,38 bilhões no primeiro trimestre, alta de 98,2% sobre 2025. Desse total, R$ 623,6 milhões foram destinados à agropecuária e R$ 1,35 bilhão à infraestrutura.

Os números indicam ampliação da oferta de crédito na Paraíba, com concentração em infraestrutura e forte participação das empresas de menor porte. O detalhamento de novos projetos financiados no estado, porém, não foi informado no balanço divulgado pelo banco.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Ensaio aponta cultivares de trigo com maior produtividade no Sul na safra 2025


Ensaio aponta cultivares de trigo com maior produtividade no Sul na safra 2025

O Ensaio de Cultivares de Trigo compilou, na safra 2025, o desempenho produtivo de 30 cultivares testadas a campo no Sul do Brasil. Os experimentos foram conduzidos em nove municípios do Rio Grande do Sul e dois do Paraná, com protocolos definidos pela Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale para padronizar a comparação entre os materiais.

O trabalho é cooperativo e reuniu dez instituições e empresas: Biotrigo Genética, Coopatrigo, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (Fapa), Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), OR Genética de Sementes, Rede Técnica Cooperativa/Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (RTC/CCGL), Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi/RS), Setrem e Unijuí.

Segundo o levantamento, a média de produtividade das cultivares avaliadas variou de 80 a 100 sacas por hectare. No ranking consolidado, a Xiru Capataz ficou em primeiro lugar, com 100 sc/ha. Lançada em 2024 pela Xiru Agrogenética, com base genética da Embrapa, a cultivar apresentou, no processo de avaliação pré-lançamento, rendimento 13% superior às testemunhas, com ganho de 10,9 sc/ha. O material é classificado como Trigo Pão, com força de glúten W 250 e ciclo de 132 dias.

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A cultivar Borak apareceu na sequência, com 99 sc/ha. Também de classe Trigo Pão, com W 255 e ciclo de 135 dias, o material tem resistência à geada na fase vegetativa, sanidade foliar e porte baixo, característica associada a maior suporte de nitrogênio e menor risco de acamamento. A cultivar resulta de parceria entre Embrapa e Cotripal.

De acordo com João Leonardo Pires, pesquisador da Embrapa Trigo, os resultados servem de subsídio para a assistência técnica na indicação de cultivares e também para estudos sobre a interação entre genótipo e ambiente. O material divulgado não detalha, porém, a lista completa das 10 cultivares mais produtivas.

Na sequência do trabalho, a Embrapa informou que mantém duas frentes de melhoramento: a plataforma Nano, com plantas de cerca de 60 centímetros e colmo firme para reduzir acamamento, e a Amplyum, com período de emergência ao espigamento de até 126 dias, ampliando a janela de semeadura. Segundo o pesquisador Ricardo Castro, a meta é combinar rendimento, eficiência no uso de insumos, sanidade e qualidade tecnológica.

Fonte: embrapa.br

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CAE inicia votação de projeto que prevê renegociação de até R$ 180 bilhões em dívidas rurais


CAE inicia votação de projeto que prevê renegociação de até R$ 180 bilhões em dívidas rurais

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado iniciou, na manhã desta quarta-feira (13), a análise do Projeto de Lei 5.122/2023, que destina recursos do Fundo Social do pré-sal ao refinanciamento de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos. O texto foi negociado entre representantes do agronegócio e o Ministério da Fazenda e recebeu alterações no parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL).

De acordo com o relatório apresentado no Senado, o projeto pode alcançar cerca de R$ 180 bilhões em dívidas rurais. O valor supera em mais de R$ 100 bilhões a alternativa defendida pelo Ministério da Fazenda nas discussões sobre a proposta, que previa o uso de R$ 30 bilhões do Fundo Social do pré-sal para a securitização dessas operações.

O parecer do relator amplia o alcance do texto aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados. Pela nova versão, poderão ser renegociadas dívidas de crédito rural, empréstimos contratados para liquidar operações rurais e Cédulas de Produto Rural (CPR) formalizadas até 31 de dezembro de 2025. Na redação anterior, o limite era junho de 2025.

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As condições previstas para renegociação incluem prazo total de 10 anos para pagamento, com três anos de carência. As taxas de juros propostas são de 3,5% ao ano para beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), 5,5% ao ano para produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e 7,5% ao ano para os demais produtores.

O texto também fixa limites financeiros por beneficiário. O teto previsto é de R$ 10 milhões para produtores rurais e de R$ 50 milhões para cooperativas, associações e condomínios rurais.

Na prática, a ampliação do escopo aumenta o número potencial de contratos elegíveis à renegociação. O desfecho da votação na comissão e eventuais mudanças adicionais no texto não foram informados no material disponível até o momento.

A tramitação do projeto deve definir o alcance fiscal e operacional da proposta de refinanciamento. Para produtores, cooperativas e agentes financeiros, o ponto central passa a ser a versão final das regras, especialmente quanto ao volume de recursos, ao universo de dívidas atendidas e às condições efetivas de adesão.

Fonte: Estadão Conteúdo

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