segunda-feira, junho 29, 2026

Autor: Redação

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guerras elevam custos e preocupam o agro


O avanço das tensões geopolíticas no Oriente Médio, somado à instabilidade climática e ao aumento dos custos de produção, tem ampliado a preocupação do agronegócio brasileiro diante de um cenário de incertezas para os próximos meses. A valorização do petróleo, impulsionada pelos conflitos internacionais, já pressiona os custos logísticos, fertilizantes e insumos utilizados no campo, enquanto especialistas alertam para riscos de desabastecimento e perda de competitividade.

O tema foi debatido na 31ª edição do talk show “A Voz do Mercado”, realizada nesta quarta-feira (13), com mediação de Ivan Wedekin e Suelen Farias. O encontro teve como tema “O Agro e as Guerras: Impactos sobre o setor, a economia e o futuro” e reuniu representantes do mercado, da indústria e da logística para discutir os reflexos dos conflitos globais sobre cadeias de abastecimento, fertilizantes, comércio internacional, segurança alimentar e infraestrutura.

Participaram do debate Alfredo Kober, CEO da ICL América do Sul, José Roberto, sócio fundador da MB Associados, e Maxwell Rodrigues, empresário, palestrante e apresentador de TV. A transmissão foi realizada ao vivo pelo canal do Portal Agrolink no YouTube.

Para assistir o programa na íntegra, clique aqui.

José Roberto alerta para risco de recessão e desabastecimento

Durante o debate, José Roberto afirmou que o cenário internacional já provoca efeitos concretos sobre os preços globais e aumenta o risco de desaceleração econômica. Segundo ele, os impactos começaram a ser sentidos logo nos primeiros meses do conflito.

“O risco está maior. Até uns dois meses do conflito, nós já tivemos um choque de energia de forma bastante significativa. Que se traduziu numa pressão de preços que se espalhou pelo mundo todo. Tanto no ponto de vista do petróleo e os seus derivados, fertilizantes, petroquímicos, um conjunto grande de produtos. Até mesmo o enxofre está sendo afetado pela importância da região, mas a atividade econômica nessa primeira fase, ela não sofreu tanto diretamente porque de um lado quando a guerra começou existiam muitos navios que estavam em direção aos países consumidores e essa viagens levam 20, 25 ou 30 dias. Então nessa primeira fase da guerra continuou chegando produtos nos países consumidores e ao mesmo tempo eles começaram a se utilizar dos estoques disponíveis, então teve um efeito imediato no preço, expectativas, mas não teve um efeito na produção.”

Na avaliação do economista, o prolongamento do conflito e a permanência de gargalos logísticos elevam o risco de escassez de produtos e de medidas protecionistas adotadas por diferentes países. “Dado o impasse do cessar fogo, e dado o Estreito de Ormuz continuar fechado, os países começam a entrar perigosamente numa fase onde o perigo de faltar coisas acontece. E nós já estamos vendo essas situações e as defesas que os países fazem. Por exemplo, a China proibiu a exportação de certos tipos de produtos e derivados. Outros países estão fazendo o mesmo.”

José Roberto também destacou que o agronegócio brasileiro já enfrenta aumento nos custos operacionais devido à valorização do diesel e dos fertilizantes. “Para a agricultura brasileira, já é um choque de custos, porque o diesel subiu de preço, preços de fertilizantes também subiram. Nós estamos entrando nessa fase que é muito perigosa, e o pior é que não há expectativa nenhuma quanto a um cessar fogo.”

Segundo ele, mesmo que haja um acordo diplomático nos próximos dias, os impactos econômicos ainda devem persistir por meses. “No momento em que um cessar fogo com credibilidade possa ser assinado ainda levaram 6, 8 ou 10 semanas para os fluxos de vendas de produção e distribuição começarem a se normalizar. E você voltar a ter melhora nos estoques dos países consumidores, ou seja, nós já temos um problema contratado para os próximos 2 ou 3 meses por mais que se faça um acordo.”

Maxwell Rodrigues aponta fragilidade logística brasileira

Ao abordar os reflexos da crise sobre o transporte marítimo e os custos de frete, Maxwell Rodrigues afirmou que o Brasil sofre impactos imediatos sempre que há instabilidade no mercado internacional, principalmente pela dependência logística externa e pela deficiência estrutural do país. “no nosso micro sistema, no Brasil a gente sofre naturalmente o reflexo imediato com qualquer marola no mercado internacional se torna um grande tsunami dentro do nosso país. Um tsunami porque nós não temos uma indústria estabelecida dentro do país, uma estrutura muito bem elaborada.”

Segundo ele, a ausência de uma logística eficiente de retorno para cargas importadas aumenta os custos para o agronegócio brasileiro. “Nós temos uma falta de infraestrutura significativa, e quando eu ouço questões direcionadas a importação de insumos para o nosso agronegócio, nós temos um impacto logístico significativo porque a gente não trata do frete de retorno, a gente exporta muito e obrigatoriamente a gente não consegue ter fluidez logística para que tenhamos um bom frete de retorno e façamos uma redução do nosso custo.”

Maxwell Rodrigues afirmou ainda que o cenário internacional passa por uma reorganização das rotas marítimas globais, o que pode abrir oportunidades para o Brasil, desde que o país avance em infraestrutura e políticas públicas. “Nós temos hoje um novo arranjo logístico mundial, nós nos acostumamos e sabemos que boa parte com o maior percentual das transações comerciais no mundo é feito por mar, e no Brasil são 90% de tudo aquilo que nós temos de transação com o mundo é feito por mar.”

Para ele, o país precisa aproveitar o momento para reduzir gargalos históricos e ampliar a competitividade do agronegócio. “A grande pergunta é, ‘se nós estamos preparados para fazer essa lição de casa, se nós estamos com políticas públicas para que a gente possa fazer o enfrentamento da falta de infraestrutura.’ Particularmente no meu entendimento o esforço desprendido pelo agronegócio é um sucesso alcançado e a próxima etapa está ligada diretamente a infraestrutura que nós temos no nosso país. Infraestrutura essa extremamente crítica e que afeta diretamente a nossa competitividade.”

Alfredo Kober destaca pressão financeira no campo

Representando a indústria de insumos, Alfredo Kober afirmou que o aumento dos custos das matérias-primas e dos juros tem ampliado a dificuldade financeira dos produtores rurais. “ O grande impacto que a gente viu é o aumento das matérias primas, se nós retrocedemos uns anos, em 2021 no período da pandemia, começamos o ano com um índice de 2% na taxa Selic e terminamos com 9%. E agora estamos numa taxa de 15%, com a perspectiva que havia de redução de juros que não se confirma para esse ano.”

Segundo o executivo, o aumento dos custos compromete diretamente a capacidade de compra de insumos pelos agricultores e reduz as margens das principais culturas do país. “Nós temos um primeiro grande impacto pelo do aumento nos custos nessas matérias primas e na dificuldade do produtor de adquirir os insumos. Todos os insumos com esse crescimento exorbitante impactam na capacidade de pagamento e na projeção de rentabilidade dos agricultores.”

Kober afirmou que a soja, principal cultura agrícola brasileira, já opera com margens próximas de zero em algumas regiões, especialmente diante do avanço das dívidas acumuladas nos últimos anos. “A principal cultura, a soja, neste ano a perspectiva é com a margem próxima a 0, isso sem considerar esse acúmulo de juros (taxa Selic + Spread), nós estamos falando de produtores que estavam endividados a quatro anos atrás e a dívida deles quase dobrou nesse período.”

O executivo também alertou para possíveis problemas de abastecimento de fertilizantes na próxima safra, uma vez que a indústria ainda trabalha com estoques reduzidos. “Isso complica bastante o cenário porque 3 meses para fazer um ajuste na oferta, nós vamos estar exatamente no começo da safra e com risco de volatilidade que diferente do ano de 2023, onde o mercado estava abastecido e depois houve uma redução no preço desses insumos, nesse momento nós temos um baixo abastecimento.”

Segundo Alfredo Kober, o cenário já provoca retração nas compras e menor aplicação de fertilizantes pelos produtores. “A indústria não está com o estoque preparado para atender toda a safra, porque ela está aguardando também essa confirmação. E isso é um aspecto que vai levar a uma redução da aplicação de fertilizantes. Esse aumento tem resultado numa paralisia no mercado”.

A edição do talk show contou com apoio da Abisolo e do Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial, ligado à Fundação Instituto de Administração, com foco na ampliação do debate sobre temas estratégicos para o agronegócio brasileiro.





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Encontro entre Trump e Xi Jinping pode impactar agro brasileiro


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou à China para um encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, que não ocorria desde 2017. A reunião, marcada para a manhã de quinta-feira, horário local, é considerada crucial para as relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo e pode ter repercussões significativas em outros países, incluindo o Brasil.

Impactos nas exportações brasileiras

Entre os principais temas da reunião estão:

  • A guerra no Oriente Médio
  • A autonomia de Taiwan
  • A exploração de minerais críticos
  • As tarifas comerciais entre Estados Unidos e China

Um dos pontos centrais para Trump é a tentativa de reverter a proibição da China à carne americana, que antes gerava quase 2 bilhões de dólares em receita. Atualmente, o Brasil se destaca como o maior fornecedor de carne para a China.

Questões sobre a soja

Outro aspecto importante é a soja, onde os Estados Unidos perderam espaço para o Brasil. Entre janeiro e agosto de 2025, a China importou apenas 5,8 milhões de toneladas de soja americana, uma queda de quase 80% em relação ao ano anterior, enquanto o Brasil exportou 109 milhões de toneladas.

Expectativas para o agronegócio brasileiro

O agronegócio brasileiro deve se manter forte, mesmo com as negociações entre Trump e Xi. Especialistas afirmam que o Brasil possui um mercado robusto e que a soja pode ser utilizada para a produção de biodiesel, garantindo a segurança alimentar do país. O foco deve ser em melhorar a estrutura econômica interna para evitar impactos negativos nas exportações.

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Amaggi compra 40% da FS e amplia atuação no etanol de milho


Amaggi compra 40% da FS e amplia atuação no etanol de milho

A Amaggi anunciou, nesta quinta-feira (14), a compra de 40% do capital social da FS, produtora de etanol de milho com operações em Mato Grosso. Segundo as empresas, a transação reforça a estratégia de industrialização e diversificação da Amaggi e deve ampliar a integração entre originação de milho, logística e bioenergia. O acordo foi protocolado no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e segue sujeito à análise concorrencial no Brasil.

A operação une duas companhias com forte presença no agronegócio mato-grossense. Em nota, as empresas informaram que a parceria terá foco na captura de sinergias em áreas estratégicas, como suprimento de milho, estrutura logística e exportações. Os valores do negócio não foram detalhados.

A FS registrou receita líquida de R$ 12,8 bilhões no acumulado de 12 meses até dezembro de 2025. A empresa processa mais de 6 milhões de toneladas de milho por safra, produz 2,6 bilhões de litros de etanol e 2,2 milhões de toneladas de DDG, insumo destinado à nutrição animal. Já a Amaggi comercializa 24,7 milhões de toneladas de grãos e fibras no mercado global e mantém relacionamento comercial com cerca de 5,6 mil produtores rurais.

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Segundo Judiney Carvalho, CEO da Amaggi, a companhia estudava há alguns anos entrar no segmento. De acordo com ele, a escolha pela FS está alinhada à estratégia de inovação e às metas de descarbonização do grupo. Rafael Abud, CEO da FS, afirmou que a combinação entre a estrutura da Amaggi e a especialização da FS em combustíveis de baixa intensidade de carbono tende a reforçar a competitividade da empresa.

Com base nos dados operacionais divulgados, a transação amplia a presença da Amaggi em uma cadeia com maior integração entre produção agrícola, processamento industrial e coprodutos. Na prática, isso pode aumentar a exposição da companhia ao mercado de combustíveis renováveis e ao consumo de milho fora do mercado tradicional de exportação.

O avanço da operação dependerá da aprovação do Cade. Até essa definição, não há prazo informado pelas companhias para conclusão do negócio. Se confirmada, a parceria tende a aprofundar a participação da Amaggi no setor de bioenergia em um contexto de expansão do etanol de milho no Brasil.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Safra de soja deve bater novo recorde e chegar a 180 milhões de toneladas


colheita soja Bahia
Colheita de soja. Foto: Agência Marca Studio Criativo

A produção brasileira de soja na safra 2025/26 deve atingir 180,1 milhões de toneladas, de acordo com o 8º levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa alta de 5% em relação ao ciclo anterior e consolida um novo recorde para a cultura no país.

Segundo a estatal, o avanço da soja é um dos principais fatores por trás da estimativa recorde para a produção nacional de grãos, projetada em 357,9 milhões de toneladas. A oleaginosa deve acrescentar cerca de 8,6 milhões de toneladas em comparação com a safra passada.

A área plantada com soja está estimada em 48,7 milhões de hectares, crescimento de 2,9% sobre 2024/25. Já a produtividade média deve subir 2,1%, passando para 3.698 quilos por hectare.

Clima favoreceu desenvolvimento das lavouras

A Conab destaca que as condições climáticas registradas em abril ajudaram o desenvolvimento das lavouras em diferentes regiões produtoras. No Sul, os volumes de chuva favoreceram os cultivos de segunda safra e elevaram a umidade do solo. Já em áreas de Mato Grosso e do Norte do país, os acumulados também ficaram acima da média.

Por outro lado, parte do Centro-Oeste e do Sudeste registrou redução da umidade do solo, cenário que trouxe restrições principalmente para milho e feijão de segunda safra.

El Niño entra no radar

O levantamento também chama atenção para o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial. Segundo a análise climática da Conab, há indicação de transição das condições de neutralidade para um evento de El Niño nos próximos meses.

De acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), a probabilidade de formação do fenômeno entre maio e julho é de 88%.

Para o trimestre de maio a julho, a previsão aponta chuvas acima da média em parte das regiões Norte e Nordeste, além de áreas de Mato Grosso e Rio Grande do Sul. No Matopiba, porém, a tendência é de redução gradual da umidade do solo ao longo do período.

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Acelen reduz preços de gasolina e diesel na Refinaria de Mataripe


Acelen reduz preços de gasolina e diesel na Refinaria de Mataripe

A Acelen, controladora da Refinaria de Mataripe, na Bahia, reduziu os preços da gasolina e de dois tipos de diesel a partir desta quinta-feira (14). A gasolina teve recuo de 4,5%, o diesel S-500 caiu 6,9% e o diesel S-10 registrou baixa de 2,2%. Segundo a empresa, o movimento acompanha a ligeira queda do preço do petróleo e segue critérios de mercado.

Com o ajuste, a gasolina passou a custar, em média, R$ 3,960 por litro para as distribuidoras. No caso do diesel S-500, o novo valor médio ficou em R$ 5,107 por litro. Já o diesel S-10 passou para R$ 5,572 por litro.

A empresa informou que sua política comercial considera variáveis como o custo do petróleo adquirido a preços internacionais, além de câmbio e frete. Em nota, a companhia afirmou que os preços dos produtos da Refinaria de Mataripe “seguem critérios de mercado” e podem variar “para cima ou para baixo”, conforme o comportamento desses indicadores.

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O reajuste ocorre após movimentos recentes em outros combustíveis vendidos pela refinaria. No dia quinta-feira (1º), a Acelen elevou o querosene de aviação (QAV) em 17,3% e o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em 4,3%. Isso indica que a empresa mantém revisões periódicas conforme a oscilação de custos e referências externas.

Na prática, a redução pode alterar o valor de repasse das distribuidoras e, posteriormente, influenciar os preços ao consumidor final, a depender da política comercial de cada agente da cadeia, além de tributos, mistura obrigatória e margem de revenda. Não há, no entanto, estimativa divulgada pela companhia sobre o efeito final nos postos.

O comportamento dos preços nas próximas semanas deve continuar condicionado à trajetória do petróleo, do câmbio e dos custos logísticos, segundo os parâmetros informados pela própria Acelen. Sem mudança relevante nesses indicadores, a tendência é de manutenção de revisões pontuais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Comissão da Câmara aprova política nacional para atendimento a afetados por apostas


Comissão da Câmara aprova política nacional para atendimento a afetados por apostas

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (14), o projeto de lei que cria uma política nacional de atenção a pessoas e famílias afetadas por jogos de apostas. O texto institui uma estratégia de prevenção, redução de danos, proteção e reinserção social. Como a proposta foi analisada em caráter conclusivo, ela poderá seguir para o Senado se não houver recurso para análise no Plenário.

O texto aprovado prevê a criação da Estratégia Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Necessidades Decorrentes das Práticas de Jogos e Apostas. A medida busca organizar ações voltadas ao atendimento de pessoas com problemas associados ao jogo, com foco em saúde, assistência e proteção de grupos vulneráveis.

A aprovação ocorreu com base no substitutivo da Comissão de Finanças e Tributação ao Projeto de Lei 4583/24, de autoria do deputado Ruy Carneiro (Pode-PB). A relatora na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), recomendou a manutenção dessa versão, informando que o texto preserva os objetivos originais da proposta.

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Segundo Laura Carneiro, o projeto trata de uma questão de relevância social e sanitária relacionada aos efeitos das apostas sobre a saúde mental, a vida familiar e a proteção de públicos mais expostos. Já o autor da proposta informou que os atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) por problemas associados ao jogo patológico passaram de 108, em 2018, para 1,2 mil, em 2023.

Na prática, a aprovação na comissão avança a tramitação legislativa e delimita uma base legal para políticas públicas específicas sobre o tema. O impacto efetivo, no entanto, depende da continuidade do processo no Congresso e da aprovação do texto final pelas duas Casas. O material disponível não detalha, até o momento, fonte metodológica dos dados citados sobre atendimentos nem prazos de implementação da futura política.

O próximo passo será a definição sobre eventual recurso ao Plenário da Câmara. Se isso não ocorrer, o projeto seguirá ao Senado. Para virar lei, a proposta ainda precisa ser aprovada pelos senadores e, depois, sancionada.

Fonte: camara.leg.br

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Acordo UE-Mercosul e plano safra são debatidos no 4º Congresso da Abramilho


O 4º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) ocorreu em Brasília, reunindo cerca de 300 participantes da cadeia produtiva do cereal. O evento abordou temas cruciais, como o acordo Mercosul-União Europeia, os altos custos de produção e as pressões sobre o plano safra.

Acordo Mercosul-União Europeia

Durante o congresso, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ouviu as demandas do setor e sinalizou apoio ao crédito rural. Ele comentou sobre o veto da União Europeia à carne bovina brasileira e afirmou que o Brasil dará uma resposta à situação.

  • Alckmin destacou a confiança do governo em resolver a questão com a União Europeia.
  • O embaixador Pedro Costa Silva, representante do Brasil na Comissão Europeia, se reunirá para discutir esclarecimentos sobre o tema.

Desafios do setor agrícola

A senadora Teresa Cristina ressaltou que o setor enfrenta um momento turbulento, com preços das commodities em queda e insumos elevados. Ela enfatizou a necessidade de um novo modelo para o plano safra brasileiro, que atenda às demandas atuais dos agricultores.

  • Os juros altos têm dificultado a vida do agricultor.
  • O congresso também discutiu a resolução do Conselho Monetário Nacional sobre o PRODES e a concessão de crédito rural.

Expectativas futuras

O evento reforçou a importância do diálogo entre governo, setor produtivo e especialistas, com a expectativa de que as discussões se transformem em políticas públicas que garantam mais competitividade ao produtor de milho.

  • A Abramilho se comprometeu a trazer o ponto de vista dos agricultores para o diálogo.
  • O objetivo é consolidar o Brasil como uma potência energética e alimentar.

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Portaria autoriza Correios a ampliar atuação em logística, serviços financeiros e telefonia virtual


Portaria autoriza Correios a ampliar atuação em logística, serviços financeiros e telefonia virtual

O governo federal publicou nesta quinta-feira (14), por meio do Ministério das Comunicações, uma portaria que amplia as frentes de atuação dos Correios. A norma autoriza a estatal a operar em logística integrada, serviços postais eletrônicos, serviços financeiros e serviço móvel pessoal por rede virtual. A medida ocorre em meio ao processo de reestruturação financeira da empresa, iniciado no fim de 2025.

No eixo de logística integrada, os Correios passam a poder atuar em armazenagem, gestão de estoques, transporte de cargas, centros de distribuição, logística reversa, operações de importação e exportação e gestão da cadeia de suprimentos. O texto também permite a coordenação de operadores logísticos terceirizados e a operação de plataformas digitais de integração logística.

A portaria amplia ainda a atuação em serviços postais eletrônicos. Entre as frentes autorizadas estão digitalização e armazenamento de documentos, certificação digital, assinatura eletrônica, caixa postal digital, gestão documental e intermediação de comércio eletrônico.

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Na área financeira, a estatal poderá comercializar seguros, títulos de capitalização e outros produtos regulados pelo Sistema Financeiro Nacional, em canais físicos e digitais, desde que por meio de parcerias com instituições autorizadas. Já no setor de telecomunicações, os Correios poderão firmar parceria comercial para oferta de serviço móvel pessoal por rede virtual, modelo conhecido como MVNO, com uso da infraestrutura de operadoras já existentes e sob regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Segundo a portaria do Ministério das Comunicações, a implementação dos novos serviços dependerá de estudos de viabilidade econômico-financeira, com exigência de retorno sobre investimentos e sustentabilidade da empresa. O texto também autoriza os Correios a constituir subsidiárias, adquirir participação societária e firmar contratos associativos com entes públicos e privados.

Na prática, a medida amplia o espaço de diversificação de receitas da estatal em um cenário de queda estrutural do mercado de correspondências. Não foram divulgadas, até o momento, metas financeiras ou estimativas de receita para cada nova frente autorizada.

O avanço efetivo das novas operações dependerá da execução dos estudos de viabilidade, da formação de parcerias e das condições regulatórias de cada segmento, especialmente nos mercados financeiro e de telecomunicações.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Comissão da Câmara aprova critérios mais detalhados para idoneidade de conselheiro tutelar


Comissão da Câmara aprova critérios mais detalhados para idoneidade de conselheiro tutelar

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (14), um projeto de lei que amplia e detalha os critérios de idoneidade moral para candidatos ao cargo de conselheiro tutelar. A proposta foi analisada em caráter conclusivo e poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para apreciação no Plenário da Câmara.

Foi aprovada a versão já modificada pela Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família para o Projeto de Lei 2659/24, de autoria da deputada Ana Paula Lima (PT-SC). Na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, o parecer favorável seguiu a recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).

O texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para especificar quais situações configuram impedimento à exigência de idoneidade moral, hoje prevista de forma mais ampla na legislação. Pela proposta, não poderá disputar o cargo quem tiver condenação com decisão transitada em julgado por crimes previstos na Lei dos Crimes Hediondos, na Lei de Improbidade Administrativa, na Lei Henry Borel e na Lei do Crime Racial.

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A vedação também alcança condenações definitivas por injúria e injúria contra criança e adolescente, previstas no Código Penal, além de conduta violenta contra a mulher tipificada na Lei Maria da Penha.

Atualmente, o ECA estabelece três requisitos básicos para candidatura ao conselho tutelar: reconhecida idoneidade moral, idade superior a 21 anos e residência no município. O conselho é definido pela norma como órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, responsável por zelar pelos direitos da criança e do adolescente em cada município ou região administrativa do Distrito Federal. Hoje, cada colegiado é composto por 5 integrantes, escolhidos pela população para mandato de 4 anos, com recondução permitida.

Na prática, a mudança busca reduzir margem de interpretação sobre a idoneidade exigida dos candidatos. Para virar lei, o texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado e, depois, sancionado. Não foram divulgados no material de tramitação detalhes adicionais sobre prazo para eventual recurso ao Plenário.

O próximo passo formal depende da apresentação, ou não, de recurso para análise pelo Plenário da Câmara. Se isso não ocorrer, a proposta avança diretamente ao Senado, onde passará por nova avaliação legislativa.

Fonte: camara.leg.br

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Bioinsumos avançam com alerta no solo


A expansão dos bioinsumos reforça a busca da agricultura por alternativas de manejo mais alinhadas à adaptação climática, à eficiência produtiva e à redução de impactos ambientais. Segundo Jacques Dieu, especialista em agricultura regenerativa, o avanço dessa tecnologia precisa ser acompanhado por diagnóstico do solo para evitar perdas de eficiência e riscos no campo.

O tema ganhou destaque no BioSummit 2026, realizado em Campinas, nos dias 6 e 7 de maio, ao apontar os bioinsumos como uma das principais apostas da agricultura diante das mudanças climáticas. No Brasil, a área tratada com esses produtos chegou a 194 milhões de hectares em 2025. Em cinco anos, a adoção passou de 22% para 47%, crescimento que representa quatro vezes a média global.

Os ganhos ambientais também ajudam a explicar esse avanço. Dados apresentados com base em informações da Embrapa indicam que 1 quilo de defensivo químico emite de 20 a 25 quilos de CO₂, enquanto a mesma quantidade de bioinsumo gera de 3 a 5 quilos. A diferença reforça o papel dos produtos biológicos em estratégias de redução da pegada de carbono na produção agropecuária.

Apesar do crescimento, há pontos de atenção. O Brasil registrou 277 produtos biológicos formulados a partir de apenas duas cepas de microrganismos. Essa baixa diversidade funcional aumenta o risco de aplicações redundantes ou incompatíveis com a microbiota nativa do solo, reduzindo o potencial esperado no manejo.

Nesse contexto, a análise da diversidade microbiana passa a ser uma etapa estratégica. A BeCrop®, da Biome Makers Inc., é apresentada como uma ferramenta capaz de mapear a microbiota funcional do solo, identificar grupos ativos, excessos e deficiências na ciclagem de nutrientes, além de apontar patógenos, riscos de doenças e indicadores de estresse abiótico. A tecnologia também permite monitorar o sequestro de carbono e validar práticas regenerativas.

A mensagem central do BioSummit 2026 é que os bioinsumos avançam como caminho para uma agricultura mais biológica, mas seu uso exige dados. Sem diagnóstico, o manejo pode operar abaixo do potencial, enquanto a integração entre biodiversidade microbiana e decisão agronômica tende a ampliar a resiliência climática de forma mensurável.

 





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