segunda-feira, junho 29, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Governo cria subsídio de até R$ 0,89 para segurar preço da gasolina


O governo federal anunciou nesta quarta-feira (13) uma nova medida para tentar conter a alta dos combustíveis no país. A principal ação será a criação de uma subvenção, espécie de subsídio pago pela União, para reduzir o impacto do aumento da gasolina e do diesel sobre consumidores e empresas.

A medida será implementada por meio de uma medida provisória (MP) a ser editada presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o governo, a ajuda poderá chegar a até R$ 0,8925 por litro de gasolina e R$ 0,3515 por litro de diesel. No entanto, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, anunciou que, no caso da gasolina, o governo pretende subsidiar R$ 0,40 por litro no momento.

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Na prática, o governo vai devolver às refinarias e aos importadores parte dos tributos federais cobrados sobre os combustíveis, como Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

O pagamento será feito por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), diretamente às empresas produtoras e importadoras.

A ideia é impedir que toda a alta internacional do petróleo seja repassada aos postos e, consequentemente, aos consumidores.

O ministro Moretti, comparou a medida a um sistema de “cashback” tributário.

“Quando a empresa paga esse valor de tributo, a gente devolve esse tributo como uma subvenção. Essa devolução é uma espécie de cashback capaz de absorver eventuais choques de preço dos combustíveis”, afirmou.

O governo atribui a pressão sobre os preços à disparada da cotação internacional do petróleo, agravada pela guerra no Oriente Médio.

Antes do conflito, o barril do tipo Brent era negociado abaixo de US$ 70. Agora, a cotação já supera os US$ 100 no mercado internacional.

A preocupação aumentou após a Petrobras indicar que poderá reajustar o preço da gasolina nos próximos dias.

A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que o aumento “vai acontecer já já”.

De acordo com o Ministério da Fazenda, cada R$ 0,10 de subsídio na gasolina terá custo mensal estimado em R$ 272 milhões para os cofres públicos.

No diesel, o gasto será de aproximadamente R$ 492 milhões por mês para cada R$ 0,10 de subvenção.

Mesmo assim, o governo afirma que a medida terá neutralidade fiscal, sem impacto sobre os cofres federais.

O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, disse que o aumento das receitas obtidas com royalties, dividendos e participações do setor petrolífero compensará os gastos.

 “É impossível neutralizar 100%, mas é possível atuar de forma rápida e mitigar os efeitos da guerra para a população”, declarou Ceron.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a nova subvenção começará pela gasolina porque o combustível ainda não havia recebido nenhum tipo de compensação tributária desde o início da crise internacional.

No caso do diesel, o governo já havia adotado medidas anteriores, como a suspensão de tributos federais e outros programas de compensação.

O subsídio terá validade inicial de dois meses, com possibilidade de prorrogação caso a crise internacional continue pressionando os preços.

Segundo o governo, as empresas que receberem o benefício terão de cumprir regras para garantir que a redução seja repassada ao consumidor final.

O desconto também deverá aparecer nas notas fiscais.

Desde março, o governo vem anunciando uma série de ações para tentar reduzir os impactos da alta do petróleo.

Entre as medidas já adotadas estão:

A Agência Nacional do Petróleo (ANP), em conjunto com Procons e órgãos de segurança, intensificou a fiscalização em distribuidoras e postos de combustíveis em todo o país.

Paralelamente, o governo também enviou ao Congresso um projeto para permitir que receitas extras obtidas com petróleo sejam usadas para reduzir tributos sobre combustíveis.

A proposta prevê a possibilidade de diminuir impostos sobre gasolina, diesel, etanol e biodiesel em momentos de alta internacional do petróleo.

Enquanto o texto ainda aguarda votação, o governo decidiu recorrer à medida provisória para evitar um aumento imediato nos preços nas bombas





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BNDES aprova R$ 6,6 milhões para projeto de conservação de corais com ações em Sergipe


BNDES aprova R$ 6,6 milhões para projeto de conservação de corais com ações em Sergipe

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 6,6 milhões em recursos não reembolsáveis para o projeto Coral Vivo Regenera, do Instituto Coral Vivo (ICV). A operação foi anunciada nesta quarta-feira (14) e integra a Chamada Pública BNDES Corais. Em Sergipe, a iniciativa prevê ações de conservação no Largo da Praia Abaís, com foco em monitoramento ambiental, geração de conhecimento técnico e conscientização sobre o uso sustentável da área costeira.

Segundo o BNDES, o investimento total do projeto soma R$ 14 milhões. Esta é a terceira operação contratada no âmbito da chamada pública, voltada à recuperação de ecossistemas recifais ao longo da costa brasileira.

No caso de Sergipe, as ações previstas incluem o monitoramento do branqueamento e da mortalidade de corais, o acompanhamento da saúde dos recifes e a produção de dados para orientar estratégias de conservação marinha e adaptação climática. A cooperação técnica contará com a Universidade Federal de Sergipe (UFS), além de outras universidades, instituições de pesquisa, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

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De acordo com o banco, a proposta também envolve educação ambiental, comunicação com a sociedade e apoio a alternativas de renda para comunidades tradicionais ligadas à economia do mar. A estrutura do projeto busca associar conservação ambiental à manutenção de atividades dependentes dos recifes, como pesca, turismo e proteção costeira.

Em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o programa apoia ciência, inovação e proteção de ecossistemas recifais. Já a diretora Socioambiental do banco, Tereza Campello, declarou que a operação combina proteção ambiental e inclusão social nos territórios costeiros.

Lançada em abril de 2024, a chamada BNDES Corais pretende contribuir para a recuperação de corais rasos e bancos de corais em cerca de 3 quilômetros ao longo da costa, do Maranhão ao Espírito Santo. Segundo o BNDES, os recifes ocupam menos de 0,1% da superfície oceânica, mas abrigam um terço da biodiversidade marinha.

A expectativa técnica do projeto é ampliar o monitoramento e a base de dados sobre a saúde dos recifes, o que pode orientar medidas de conservação e adaptação climática em áreas costeiras sensíveis. O BNDES não detalhou, até o momento, cronograma operacional ou metas físicas específicas para a frente prevista em Sergipe.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Juros futuros recuam nesta quinta-feira após estresse político e alívio externo


Juros futuros recuam nesta quinta-feira após estresse político e alívio externo

As taxas de juros futuras exibiram acomodação nesta quinta-feira (14), após a forte abertura de prêmios observada na quarta-feira (13). O movimento ocorreu em um ambiente de menor pressão externa, com relativa estabilidade do petróleo e monitoramento das tratativas entre Estados Unidos e China sobre o Oriente Médio. Ainda assim, os contratos não devolveram integralmente a alta anterior.

Corpo** No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 passou de 14,21% no ajuste de quarta-feira (13) para 14,19%. O DI para janeiro de 2029 recuou de 14,054% para 13,99%, enquanto o DI para janeiro de 2031 caiu de 14,115% para 14,075%.

Na sessão anterior, vencimentos intermediários e longos chegaram a subir mais de 30 pontos-base, em meio à repercussão de notícias sobre o ambiente político-eleitoral doméstico. Segundo Gean Lima, gestor de portfólio da Connex Capital, as taxas devolveram cerca de um terço da alta registrada na véspera, o que indica manutenção de prêmio na curva. “O cenário global está mais calmo e seguimos um pouco desse movimento aqui”, afirmou.

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No exterior, o barril do petróleo Brent para julho, referência para a Petrobras, fechou com alta marginal de 0,09%, a US$ 105,72. O encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, também foi acompanhado pelo mercado. A leitura foi de moderação parcial dos riscos geopolíticos, especialmente diante da ausência de novos agravamentos no Oriente Médio.

Em relatório, Andrea Damico, fundadora e economista-chefe da BuysideBrazil, destacou que a China é a maior importadora global de petróleo e gás, enquanto os Estados Unidos lideram a produção mundial. Segundo ela, o interesse chinês em ampliar compras de petróleo norte-americano pode reduzir, no futuro, parte da dependência da rota do Estreito de Ormuz.

Para o mercado doméstico, a manutenção de prêmio nos vértices mais longos da curva indica cautela com o quadro eleitoral e fiscal. Na prática, esse movimento tende a manter pressão sobre o custo de financiamento e sobre ativos sensíveis aos juros, enquanto não houver definição mais clara do cenário político e externo.

A trajetória das taxas nos próximos pregões deve seguir condicionada à evolução do risco político doméstico e às sinalizações do ambiente internacional, principalmente petróleo, geopolítica e percepção fiscal.

Fonte: Estadão Conteúdo

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BNDES aprova R$ 6,6 milhões para regeneração de corais em três áreas da Bahia


BNDES aprova R$ 6,6 milhões para regeneração de corais em três áreas da Bahia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, nesta quinta-feira (14), R$ 6,6 milhões em recursos não reembolsáveis para o projeto Coral Vivo Regenera, do Instituto Coral Vivo (ICV). A iniciativa tem investimento total de R$ 14 milhões e integra a terceira operação da Chamada Pública BNDES Corais, voltada à recuperação de ecossistemas recifais no país.

Na Bahia, as ações estão previstas para o Parque Natural Municipal Recife de Fora, em Porto Seguro, a Reserva Extrativista Corumbau, na Costa do Descobrimento, e o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. O estado também receberá uma Estação Coral Vivo de Regeneração Ambiental (ECoViRA), em Porto Seguro, associada à base de pesquisas do instituto em Arraial d’Ajuda.

Segundo o BNDES, a estação será usada para pesquisa, tratamento e regeneração de espécies coralíneas, com técnicas como propagação larval e microfragmentação, inclusive para espécies ameaçadas de extinção. O projeto também prevê monitoramento de branqueamento e mortalidade dos corais, além do acompanhamento da diversidade dos recifes para subsidiar políticas públicas de conservação e uso sustentável.

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Lançada em abril de 2024, a chamada BNDES Corais busca fortalecer a resiliência e a recuperação de corais rasos e bancos de corais em cerca de 3 quilômetros ao longo da costa brasileira, do Maranhão ao Espírito Santo. De acordo com o banco, os recifes ocupam menos de 0,1% da superfície oceânica, mas concentram cerca de um terço da biodiversidade marinha.

Na avaliação do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o apoio combina ciência, inovação e conservação ambiental. Já a diretora Socioambiental do banco, Tereza Campello, afirmou que a operação busca associar proteção da biodiversidade e inclusão social nos territórios costeiros.

Além da frente ambiental, o projeto inclui educação ambiental em escolas públicas, comunicação com comunidades e apoio a práticas de economia criativa e geração de renda. A expectativa técnica é que o monitoramento e a regeneração ampliem a capacidade de conservação de áreas relevantes para pesca, turismo e proteção costeira.

O Instituto Coral Vivo informou que o projeto contará com cooperação técnica de universidades, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Não foram detalhados, até o momento, cronograma completo de execução nem metas físicas por área atendida.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Rede LFDA recebe 360 visitantes na terceira edição do programa de visitas do Mapa


Rede LFDA recebe 360 visitantes na terceira edição do programa de visitas do Mapa

A Rede de Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), realizou nesta terça-feira (12) a terceira edição do programa “LFDA de Portas Abertas”. A iniciativa promoveu visitas guiadas de instituições de ensino às unidades laboratoriais da rede federal e recebeu 360 visitantes, entre estudantes, professores e representantes de escolas e outras entidades.

Segundo o Mapa, a programação ocorreu de forma simultânea em diferentes laboratórios do país. O objetivo foi apresentar à sociedade o funcionamento dos laboratórios oficiais e detalhar atividades ligadas à sanidade animal e vegetal, à inspeção de produtos agropecuários, ao diagnóstico laboratorial e ao controle de qualidade.

A ação integra uma estratégia de aproximação institucional e divulgação científica da rede. A primeira edição foi realizada em maio de 2025, e a segunda ocorreu em outubro do mesmo ano. Com a terceira realização, o programa passa a ter continuidade em calendário periódico, com foco em ampliar o acesso de instituições de ensino ao trabalho técnico da defesa agropecuária.

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Na prática, a iniciativa amplia a visibilidade sobre etapas técnicas que dão suporte à fiscalização e ao monitoramento sanitário no setor agropecuário. Esse tipo de atividade ajuda a explicar como os laboratórios oficiais atuam na verificação de conformidade, no diagnóstico de enfermidades e no suporte a políticas públicas do setor.

O ministério não detalhou, no material divulgado, a distribuição dos 360 visitantes por estado nem a relação completa das unidades participantes. Também não foram informados os critérios de seleção das instituições atendidas nesta edição.

Fonte: gov.br

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BNDES aprova R$ 6,6 milhões para projeto de regeneração de corais em APAs de Alagoas


BNDES aprova R$ 6,6 milhões para projeto de regeneração de corais em APAs de Alagoas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, nesta quarta-feira (14), R$ 6,6 milhões em recursos não reembolsáveis para o projeto Coral Vivo Regenera, do Instituto Coral Vivo (ICV). A operação integra a Chamada Pública BNDES Corais e prevê investimento total de R$ 14 milhões. Em Alagoas, as ações serão realizadas nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) Costa dos Corais, em Maragogi, e Piaçabuçu.

Na APA Costa dos Corais, o projeto prevê a instalação de uma Estação Coral Vivo de Regeneração Ambiental (ECoViRA), estrutura voltada à pesquisa, tratamento e regeneração de espécies coralíneas. Segundo o BNDES, a unidade deve apoiar o desenvolvimento e o aperfeiçoamento de técnicas como propagação larval e microfragmentação para recuperação de populações de corais.

Na APA Piaçabuçu, a iniciativa concentrará atividades em terra associadas à regeneração coralínea. Entre as frentes previstas estão o monitoramento do branqueamento e da mortalidade dos recifes, a produção de conhecimento científico, o acompanhamento da diversidade críptica e ações para qualificar o uso recreativo sustentável em áreas recifais.

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A chamada pública BNDES Corais foi lançada em abril de 2024 e tem como meta fortalecer a resiliência e a recuperação de corais rasos e bancos de corais em cerca de 3 quilômetros ao longo da costa brasileira, do Maranhão ao Espírito Santo. De acordo com o banco, trata-se da terceira operação contratada no programa.

Após a execução das etapas técnicas, a expectativa é de efeito sobre atividades ligadas ao turismo, à pesca, à biodiversidade e à proteção costeira. Em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o apoio busca mobilizar recursos para conservação da biodiversidade e geração de renda em territórios costeiros. A diretora Socioambiental do banco, Tereza Campello, disse que a aprovação combina restauração ecológica, adaptação climática e inclusão social.

O projeto também inclui educação ambiental em escolas públicas, comunicação com a sociedade e apoio a alternativas de renda para comunidades tradicionais. O cronograma detalhado de implantação das ações em Alagoas não foi informado no material divulgado.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Produtores do RS iniciam plantio de inverno com avanço de canola e aveia-branca


Produtores do RS iniciam plantio de inverno com avanço de canola e aveia-branca

Os produtores do Rio Grande do Sul avançam na implantação das culturas de inverno à medida que se aproxima o fim da colheita de soja, milho, arroz e feijão 2ª safra. Segundo o Informativo Conjuntural da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar), divulgado nesta quinta-feira (14), a canola e a aveia-branca já começaram a ser semeadas, em um cenário de boa reposição hídrica no solo, mas com limitações operacionais causadas pelas chuvas.

Na canola, a semeadura começou no fim de abril e segue pelo segundo decêndio de maio. As precipitações favoreceram a umidade do solo, mas reduziram o ritmo das operações e elevaram o risco de desuniformidade na emergência em áreas recém-implantadas. Predominam lavouras em germinação e desenvolvimento vegetativo.

A Emater/RS-Ascar observa tendência de ampliação da área com canola, impulsionada pela busca de alternativas econômicas ao trigo e pela inserção da cultura em sistemas de rotação. Em 2025, o Rio Grande do Sul cultivou 174.394 hectares, com produtividade média de 1.653 quilos por hectare e produção de 285.481 toneladas, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na regional de Ijuí, cerca de 45% da área projetada já foi semeada. Em Santa Rosa, o índice chega a 30%.

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Na aveia-branca, a semeadura avança conforme são liberadas as áreas de verão. A expectativa é de intensificação na segunda quinzena de maio. A tendência é de manutenção da área cultivada em relação à safra anterior, quando o estado registrou 393.135 hectares, produtividade média de 2.394 quilos por hectare e produção de 935.664 toneladas, também segundo o IBGE. A Emater/RS-Ascar relata cautela maior dos produtores nos investimentos, em razão da alta dos fertilizantes e de outros insumos.

Para o trigo e a cevada, o quadro é de maior restrição. A Emater/RS-Ascar indica tendência de redução de área nas duas culturas, influenciada por custos elevados, restrição ao crédito, limitações do seguro rural e aumento da percepção de risco climático diante da possibilidade de atuação de El Niño no inverno e na primavera.

No curto prazo, o avanço da safra de inverno dependerá da abertura de janelas de campo para semeadura e das definições de área ainda em levantamento pela Emater/RS-Ascar. O comportamento do clima e o custo de produção devem seguir como fatores centrais para o ritmo de implantação e para a distribuição regional das lavouras.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Conab participa da 13ª FEIRAFES em Valente e apresenta ações para o Semiárido baiano


Conab participa da 13ª FEIRAFES em Valente e apresenta ações para o Semiárido baiano

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) participa, a partir desta quinta-feira (14), da 13ª Feira da Agricultura Familiar, Economia Solidária e Reforma Agrária do Semiárido da Bahia (FEIRAFES), em Valente (BA). A programação segue até domingo (17), na Praça da Jazida, com exposição e venda de produtos, atividades técnicas e ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar na região.

Segundo a Superintendência Regional da Bahia da Conab (Sureg/BA), a estatal será representada por Francisco Lopes, gerente de Operações no estado, que também integra a mesa de abertura. A proposta da participação institucional é apresentar programas e instrumentos públicos ligados ao apoio à comercialização, ao abastecimento e ao escoamento da produção familiar no Semiárido baiano.

A FEIRAFES reúne agricultores familiares dos 20 municípios do Território do Sisal, além de expositores de outras áreas do Semiárido da Bahia e de estados do Nordeste. De acordo com a organização, o evento foi estruturado com articulação regional entre o Território do Sisal, a Bacia do Jacuípe e o Portal do Sertão, e hoje alcança escala macrorregional.

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Na feira, os produtores levam itens como animais da caprinovinocultura, alimentos beneficiados, produtos da culinária regional, artesanato e outras iniciativas produtivas. A programação também inclui torneios leiteiros de caprinos, julgamento e premiação de caprinos e ovinos, seminários, oficinas, intercâmbios, dias de campo e espaços de troca de conhecimento.

Tecnicamente, a presença da Conab se insere no eixo de políticas públicas voltadas à compra de alimentos da agricultura familiar e à conexão entre produção e mercado. Esse tipo de ação tende a ampliar a visibilidade dos empreendimentos locais e a facilitar o acesso dos produtores a canais institucionais e privados, com reflexos sobre renda, circulação de mercadorias e abastecimento regional.

Fonte: gov.br

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USDA informa venda de 133,5 mil toneladas de trigo dos EUA para a safra 2025/26


USDA informa venda de 133,5 mil toneladas de trigo dos EUA para a safra 2025/26

Exportadores dos Estados Unidos venderam 133,5 mil toneladas de trigo da safra 2025/26 na semana encerrada em quarta-feira (7), informou nesta quinta-feira (14) o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume subiu 70% em relação à semana anterior e ficou 10% acima da média das últimas quatro semanas. Para a safra 2026/27, as vendas líquidas somaram 221,1 mil toneladas.

Considerando as duas safras, o total vendido chegou a 354,6 mil toneladas. O resultado ficou dentro do intervalo projetado por analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que estimavam vendas entre 100 mil e 450 mil toneladas.

Na safra 2025/26, os principais compradores foram Indonésia, com 70 mil toneladas, Filipinas, com 56 mil toneladas, Colômbia, com 24,6 mil toneladas, México, com 20,5 mil toneladas, e Argélia, com 19,2 mil toneladas. Parte desse volume foi compensada por reduções para destinos desconhecidos, de 50 mil toneladas, Coreia do Sul, de 16,8 mil toneladas, El Salvador, de 7,2 mil toneladas, e Itália, de 1,6 mil toneladas.

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Para a safra 2026/27, o México liderou as compras, com 79,2 mil toneladas, seguido por Filipinas, com 66,5 mil toneladas, destinos desconhecidos, com 27,2 mil toneladas, Costa Rica, com 16 mil toneladas, e Honduras, com 14,5 mil toneladas.

Os embarques semanais alcançaram 440 mil toneladas. O volume recuou 7% ante a semana anterior, mas ficou 5% acima da média das últimas quatro semanas. Os principais destinos foram Coreia do Sul, com 111,2 mil toneladas, Japão, com 72,7 mil toneladas, México, com 57,2 mil toneladas, Taiwan, com 54,6 mil toneladas, e Venezuela, com 31,3 mil toneladas.

Os dados do USDA são referência para acompanhar o ritmo de comercialização e embarque do trigo norte-americano no mercado internacional, especialmente na comparação entre demanda futura e execução dos contratos já firmados.

Com as vendas totais dentro do intervalo esperado pelo mercado e os embarques ainda em nível relevante, o próximo relatório semanal do USDA será observado para verificar se o avanço das negociações da nova safra se sustenta nas próximas semanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mercado lácteo terá novos índices oficiais


O Cepea, ligado à Esalq/USP, passou a disponibilizar ao setor leiteiro brasileiro três novos indicadores de mercado: o Indicador do Leite UHT Sudeste (R$/litro), o Indicador do Queijo Muçarela Sudeste (R$/kg) e o Indicador do Leite em Pó Industrial 25 kg São Paulo (R$/kg). Os novos índices foram lançados oficialmente nesta quarta-feira (13), na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, em Brasília, e passam a servir como referência oficial para liquidação de contratos OTC, do mercado de balcão, desenvolvidos pela StoneX.

Segundo as instituições envolvidas, os indicadores elaborados pelo Cepea e a nova ferramenta de hedge lançada pela StoneX representam um avanço para o setor de lácteos no Brasil. A iniciativa busca estimular o desenvolvimento do mercado futuro de derivativos voltados à cadeia leiteira, ampliando instrumentos de gestão de risco e proteção de margens para produtores, indústrias e demais agentes do setor.

A pesquisadora responsável pela área de leite do Cepea, Natália Grigol, afirmou que “o lançamento da parceria Cepea–StoneX acontece em um momento particularmente importante para o setor lácteo brasileiro. Nas últimas décadas, a cadeia passou por transformações profundas: mudanças institucionais, aumento da produtividade, intensificação tecnológica, concentração e maior complexidade concorrencial. Ao mesmo tempo, a comercialização do leite e dos lácteos continuou marcada por volatilidade e incertezas. Nesse contexto, torna-se cada vez mais clara a necessidade de referências confiáveis e de instrumentos mais sofisticados de gestão de risco”.

Já a manager da StoneX Leite Brasil, Marianne Tufani, destacou que “a volatilidade sempre fez parte do mercado de lácteos, mas, nos últimos anos, ela se tornou ainda mais intensa e difícil de gerenciar. O hedge surge como uma ferramenta essencial para transformar incerteza em previsibilidade e permitir que os agentes do setor foquem na sustentabilidade de seus negócios. Nosso papel é apoiar desde o produtor, a indústria até o varejo, com estratégias personalizadas que considerem a realidade de cada empresa e sua exposição ao mercado”.

PERIODICIDADE:

Indicador do Leite UHT Sudeste (R$/litro): diária

Indicador do Queijo Muçarela Sudeste (R$/kg): diária

Indicador do Leite em Pó Industrial 25 kg São Paulo (R$/kg): semanal





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