segunda-feira, junho 29, 2026

Autor: Redação

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S&P Global aponta necessidade de ampliar oferta de energia durante transição


S&P Global aponta necessidade de ampliar oferta de energia durante transição

Em palestra no São Paulo Innovation Week, nesta quinta-feira (14), o diretor da S&P Global, Felipe Perez, afirmou que a transição energética global exigirá não apenas a substituição de fontes, mas também aumento da oferta total de energia. Segundo ele, a combinação entre eletrificação, uso crescente de inteligência artificial (IA) e tensões geopolíticas amplia o desafio de segurança energética nas próximas décadas.

Durante o painel sobre segurança energética e geopolítica, Perez disse que fontes como solar e eólica devem ampliar a capacidade instalada, mas ainda sem volume suficiente para atender sozinhas a demanda projetada. Por isso, segundo ele, o mundo passa por “transição energética”, mas também por “adição energética”.

Com base em estudo da S&P Global, o executivo afirmou que, em 2060, o sistema global ainda deverá depender de combustíveis fósseis. Segundo a apresentação, será necessário adicionar mais de 30 milhões de barris por dia de petróleo bruto oriundos de reservas ainda não descobertas. Perez também destacou que, no último século, a participação dos combustíveis fósseis na matriz energética global permaneceu entre 75% e 80%.

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A consultoria apontou ainda risco logístico e geopolítico no fluxo internacional de petróleo. Perez citou o Estreito de Ormuz como exemplo de vulnerabilidade e afirmou que há diferença relevante entre os principais países produtores e os maiores centros consumidores. Para 2035, a projeção apresentada indica Arábia Saudita, Estados Unidos, Canadá, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Cazaquistão, Brasil, Guiana e Venezuela entre os maiores exportadores. Do lado das importações, aparecem China, Índia, Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão e Alemanha, entre outros.

Na mineração, Perez afirmou que a eletrificação também deve elevar a demanda por insumos básicos. Segundo ele, a produção de cobre precisará crescer mais de 40% até 2040, para alcançar 42,3 milhões de toneladas. O executivo também chamou atenção para a concentração da mineração e do refino de terras raras e minerais críticos na China, ponto considerado estratégico para tecnologia e defesa.

A avaliação apresentada pela S&P Global indica que a expansão energética dependerá, ao mesmo tempo, de novas fontes, manutenção de parte da oferta fóssil e maior produção mineral. Nesse cenário, segurança de suprimento, logística internacional e diversificação de fornecedores tendem a seguir no centro do debate energético.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mato Grosso sanciona lei e mantém base de cálculo do Fethab congelada até dezembro


Mato Grosso sanciona lei e mantém base de cálculo do Fethab congelada até dezembro

O governo de Mato Grosso publicou nesta quinta-feira (14) a Lei nº 13.357, de 13 de maio de 2026, que prorroga até 31 de dezembro de 2026 o congelamento da base de cálculo do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Na prática, a medida impede novo reajuste da contribuição incidente sobre a comercialização de soja, milho e bovinos no estado. A norma foi editada após pressão de entidades do setor produtivo.

O Fethab foi criado pela Lei nº 7.263/2000 para financiar obras de infraestrutura, transporte e habitação em Mato Grosso. A contribuição incide sobre a comercialização de produtos agropecuários, enquanto os contribuintes recebem isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A base de cálculo do fundo é vinculada à Unidade de Padrão Fiscal (UPF) do estado, corrigida periodicamente pela inflação.

A articulação pelo congelamento envolveu a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e outras entidades. Em nota, a Aprosoja-MT afirmou que a manutenção do valor atual do Fethab amplia a previsibilidade para o planejamento das próximas safras.

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A pressão se intensificou em março, quando representantes do setor passaram a cobrar também o fim do chamado Fethab 2, adicional com vigência prevista até dezembro de 2026. O argumento apresentado foi o aumento do peso da contribuição em um cenário de margens mais apertadas, juros elevados e alta de custos de produção.

Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostrou esse efeito nas contas do produtor. Na soja, o custo estimado com o Fethab para a safra 2026/27 chegava a R$ 189,12 por hectare, enquanto o lucro líquido projetado era de R$ 85,48 por hectare. No sistema soja mais milho, o resultado estimado era negativo em R$ 77,62 por hectare, com recolhimento de R$ 291,33 por hectare ao fundo.

Do lado do governo, o vice-governador Otaviano Pivetta afirmou, em reunião realizada em março, que mudanças mais amplas dependeriam de estudos fiscais. Já o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, defendeu a aplicação dos recursos e informou que mais de 6,2 mil quilômetros de asfalto foram entregues desde 2019 com recursos do Fethab.

A nova lei reduz a pressão de curto prazo sobre o custo tributário do produtor ao manter a base de cálculo sem reajuste até o fim de 2026. A discussão sobre a extinção definitiva do adicional, porém, permanece aberta e deve seguir condicionada à avaliação fiscal do estado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Viveo reduz prejuízo no primeiro trimestre, eleva Ebitda e mantém dívida estável


Viveo reduz prejuízo no primeiro trimestre, eleva Ebitda e mantém dívida estável

A Viveo registrou prejuízo líquido contábil de R$ 57 milhões no primeiro trimestre de 2026, ante perda de R$ 59 milhões no mesmo período de 2025. Apesar do resultado negativo, a companhia apresentou melhora operacional, com crescimento do Ebitda ajustado, avanço de margem e redução da alavancagem, em um cenário ainda pressionado pelo custo financeiro mais elevado dos juros.

No trimestre encerrado em março, a receita líquida somou R$ 2,8 bilhões, alta de 1,7% na comparação anual. Já o Ebitda ajustado alcançou R$ 208,1 milhões, crescimento de 30,4% frente ao primeiro trimestre de 2025. A margem Ebitda subiu para 7,4%, enquanto a empresa informou que a margem bruta atingiu o maior nível desde meados de 2023.

Segundo o diretor Financeiro da Viveo, Frederico Oldani, o desempenho operacional foi sustentado principalmente pela recuperação do segmento de hospitais e clínicas, que voltou a crescer mesmo sobre uma base de comparação mais forte. Em contrapartida, a operação de vacinas e laboratórios foi afetada pela migração de parte da oferta de imunizantes do canal privado para o Sistema Único de Saúde (SUS).

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No campo financeiro, a dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 2,888 bilhões, praticamente estável em relação aos R$ 2,883 bilhões de um ano antes. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, caiu de 4,49 vezes para 3,88 vezes, abaixo do covenant de 4 vezes previsto para o período.

A diretora de Relações com Investidores da Viveo, Flávia Carvalho, afirmou à Broadcast que o indicador mantém trajetória de queda após a “limpeza do balanço”. A empresa também informou ter gerado caixa livre no primeiro trimestre pela primeira vez, mesmo em um período de sazonalidade mais pressionada, com menor ritmo de vendas no início do ano e formação de estoques antes do reajuste anual de medicamentos autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

A companhia convocou assembleia de debenturistas para discutir a rolagem de dívidas com vencimentos no segundo semestre de 2026 e ao longo de 2027. Segundo Oldani, a prioridade segue sendo reduzir a alavancagem de forma orgânica, com expectativa de concluir a maior parte dos ajustes operacionais e financeiros ainda em 2026.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Colheita de soja avança a 95% no Rio Grande do Sul, informa Emater


Colheita de soja avança a 95% no Rio Grande do Sul, informa Emater

A colheita da soja no Rio Grande do Sul atingiu 95% da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Associação Rio-Grandense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar) nesta quinta-feira (14). O avanço foi favorecido pelo tempo mais firme ao longo da semana. As áreas remanescentes correspondem principalmente a lavouras de semeadura tardia ou de segunda safra, ainda em maturação ou prontas para a retirada.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a soja apresenta produtividade média de 2.871 quilos por hectare em uma área cultivada de 6.624.988 hectares. A entidade informou que há variabilidade entre as regiões em função da distribuição de chuvas ao longo do ciclo. Também foram registradas impurezas e desuniformidade de maturação em parte das lavouras.

No aspecto fitossanitário, a umidade elevou a incidência de percevejos e doenças foliares, segundo o levantamento. No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos caiu 1,21% na semana, de R$ 115,92 para R$ 114,52.

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Para o milho grão, a colheita chegou a 94% da área no estado. As lavouras tardias ou de safrinha estão em enchimento de grãos, com 2% da área, e em maturação, com 4%. No oeste gaúcho, houve perdas pontuais associadas à irregularidade das chuvas em fases críticas. Ainda assim, as áreas remanescentes apresentam disponibilidade hídrica adequada e boa integridade de colmo e espiga. A área cultivada é de 803.019 hectares, com produtividade média de 7.424 quilos por hectare. O preço médio da saca de 60 quilos recuou 0,07%, para R$ 58,08.

No milho silagem, a colheita alcançou 93% da área de 345.299 hectares, com rendimento médio de 37.840 quilos por hectare. Já o arroz irrigado está próximo do fim, com 98% da área colhida. Segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a produtividade projetada é de 8.744 quilos por hectare em 891.908 hectares. O preço médio do cereal caiu 2,66% na semana, de R$ 61,37 para R$ 59,74.

Com a colheita de verão em fase final no estado, o foco técnico permanece sobre o desempenho das áreas tardias e sobre a qualidade final dos grãos, especialmente nas regiões com maior irregularidade de chuvas e pressão fitossanitária, conforme os dados da Emater/RS-Ascar e do Irga.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Comissão da Câmara aprova reserva de 10% do Fundo Nacional da Cultura para acervos de museus


Comissão da Câmara aprova reserva de 10% do Fundo Nacional da Cultura para acervos de museus

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (14), uma proposta que destina pelo menos 10% dos recursos do Fundo Nacional da Cultura (FNC) à compra de bens e obras de arte para museus brasileiros. O texto busca criar uma fonte permanente de financiamento para ampliar e preservar coleções de valor histórico, artístico e científico.

A medida foi aprovada na forma de um substitutivo ao Projeto de Lei 3494/24, de autoria do deputado Flávio Nogueira (PT-PI). O texto original previa a criação de um novo fundo específico para museus.

Segundo a relatora, deputada Erika Kokay (PT-DF), a legislação brasileira impõe limites para a criação de novos fundos públicos. Por isso, a alternativa adotada foi reservar uma parcela mínima de 10% dentro da estrutura já existente do Fundo Nacional da Cultura, mecanismo já integrado ao Sistema Nacional de Cultura.

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Na avaliação apresentada no parecer, a mudança preserva o objetivo central da proposta, que é garantir recursos estáveis para a aquisição de itens destinados aos acervos museológicos. A relatora afirmou que os museus têm papel relevante na preservação da memória nacional e no acesso público ao patrimônio cultural.

Em declaração incluída na tramitação, Erika Kokay disse que “a vinculação de uma parcela do Fundo Nacional da Cultura para incentivar projetos de compra de bens culturais preserva a iniciativa original e utiliza um instrumento já integrado ao Sistema Nacional de Cultura”.

Do ponto de vista prático, a proposta cria uma regra de destinação mínima dentro de um fundo já operacional, sem instituir uma nova estrutura orçamentária. O texto disponível, no entanto, não detalha valores estimados em reais para essa reserva, já que isso dependerá da dotação anual do FNC.

A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. Para virar lei, o projeto precisará ser aprovado pela Câmara e pelo Senado Federal.

Fonte: camara.leg.br

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Ministro André de Paula cumpre missão oficial na China entre 17 e 21 de maio


Ministro André de Paula cumpre missão oficial na China entre 17 e 21 de maio

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, realizará missão oficial à China entre domingo (17) e quinta-feira (21), com compromissos em Xangai e Pequim. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a agenda prevê reuniões bilaterais com órgãos do governo chinês e participação em eventos ligados à promoção comercial do agronegócio brasileiro.

A programação começa em Xangai, no domingo (17), com o encerramento do Seminário Brasil-China de Agronegócio e uma reunião com cooperativas brasileiras do setor agropecuário. Na segunda-feira (18), o ministro participa da SIAL China 2026, feira de alimentos da Ásia, além de visitar o Estande Brasil, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), e acompanhar as inaugurações dos estandes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Em Pequim, a agenda se concentra em tratativas institucionais. Na terça-feira (19), a delegação brasileira se reúne com a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC). Na quarta-feira (20), estão previstas reuniões com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China e com o Ministério do Comércio da China (MOFCOM).

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De acordo com o Mapa, os encontros tratarão de cooperação sanitária e fitossanitária, ampliação do comércio agropecuário e relações institucionais entre os dois países. Esse ponto é relevante porque a China segue como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro.

Entre 2023 e 2025, foram abertos 12 mercados para produtos brasileiros no país asiático, incluindo gergelim, farinha de aves e suínos, DDG de milho e uvas frescas. Em 2025, a China importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, volume equivalente a 32,7% de tudo o que o setor exportou no período.

A missão ocorre em um contexto de continuidade das negociações técnicas para acesso a mercado e manutenção de protocolos sanitários. O resultado das reuniões poderá influenciar o andamento de pleitos já apresentados pelo Brasil, embora o governo ainda não tenha divulgado eventuais anúncios previstos ao fim da agenda.

Fonte: gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Governo cria subsídio de até R$ 0,89 para segurar preço da gasolina


O governo federal anunciou nesta quarta-feira (13) uma nova medida para tentar conter a alta dos combustíveis no país. A principal ação será a criação de uma subvenção, espécie de subsídio pago pela União, para reduzir o impacto do aumento da gasolina e do diesel sobre consumidores e empresas.

A medida será implementada por meio de uma medida provisória (MP) a ser editada presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o governo, a ajuda poderá chegar a até R$ 0,8925 por litro de gasolina e R$ 0,3515 por litro de diesel. No entanto, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, anunciou que, no caso da gasolina, o governo pretende subsidiar R$ 0,40 por litro no momento.

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Na prática, o governo vai devolver às refinarias e aos importadores parte dos tributos federais cobrados sobre os combustíveis, como Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

O pagamento será feito por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), diretamente às empresas produtoras e importadoras.

A ideia é impedir que toda a alta internacional do petróleo seja repassada aos postos e, consequentemente, aos consumidores.

O ministro Moretti, comparou a medida a um sistema de “cashback” tributário.

“Quando a empresa paga esse valor de tributo, a gente devolve esse tributo como uma subvenção. Essa devolução é uma espécie de cashback capaz de absorver eventuais choques de preço dos combustíveis”, afirmou.

O governo atribui a pressão sobre os preços à disparada da cotação internacional do petróleo, agravada pela guerra no Oriente Médio.

Antes do conflito, o barril do tipo Brent era negociado abaixo de US$ 70. Agora, a cotação já supera os US$ 100 no mercado internacional.

A preocupação aumentou após a Petrobras indicar que poderá reajustar o preço da gasolina nos próximos dias.

A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que o aumento “vai acontecer já já”.

De acordo com o Ministério da Fazenda, cada R$ 0,10 de subsídio na gasolina terá custo mensal estimado em R$ 272 milhões para os cofres públicos.

No diesel, o gasto será de aproximadamente R$ 492 milhões por mês para cada R$ 0,10 de subvenção.

Mesmo assim, o governo afirma que a medida terá neutralidade fiscal, sem impacto sobre os cofres federais.

O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, disse que o aumento das receitas obtidas com royalties, dividendos e participações do setor petrolífero compensará os gastos.

 “É impossível neutralizar 100%, mas é possível atuar de forma rápida e mitigar os efeitos da guerra para a população”, declarou Ceron.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a nova subvenção começará pela gasolina porque o combustível ainda não havia recebido nenhum tipo de compensação tributária desde o início da crise internacional.

No caso do diesel, o governo já havia adotado medidas anteriores, como a suspensão de tributos federais e outros programas de compensação.

O subsídio terá validade inicial de dois meses, com possibilidade de prorrogação caso a crise internacional continue pressionando os preços.

Segundo o governo, as empresas que receberem o benefício terão de cumprir regras para garantir que a redução seja repassada ao consumidor final.

O desconto também deverá aparecer nas notas fiscais.

Desde março, o governo vem anunciando uma série de ações para tentar reduzir os impactos da alta do petróleo.

Entre as medidas já adotadas estão:

A Agência Nacional do Petróleo (ANP), em conjunto com Procons e órgãos de segurança, intensificou a fiscalização em distribuidoras e postos de combustíveis em todo o país.

Paralelamente, o governo também enviou ao Congresso um projeto para permitir que receitas extras obtidas com petróleo sejam usadas para reduzir tributos sobre combustíveis.

A proposta prevê a possibilidade de diminuir impostos sobre gasolina, diesel, etanol e biodiesel em momentos de alta internacional do petróleo.

Enquanto o texto ainda aguarda votação, o governo decidiu recorrer à medida provisória para evitar um aumento imediato nos preços nas bombas





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BNDES aprova R$ 6,6 milhões para projeto de conservação de corais com ações em Sergipe


BNDES aprova R$ 6,6 milhões para projeto de conservação de corais com ações em Sergipe

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 6,6 milhões em recursos não reembolsáveis para o projeto Coral Vivo Regenera, do Instituto Coral Vivo (ICV). A operação foi anunciada nesta quarta-feira (14) e integra a Chamada Pública BNDES Corais. Em Sergipe, a iniciativa prevê ações de conservação no Largo da Praia Abaís, com foco em monitoramento ambiental, geração de conhecimento técnico e conscientização sobre o uso sustentável da área costeira.

Segundo o BNDES, o investimento total do projeto soma R$ 14 milhões. Esta é a terceira operação contratada no âmbito da chamada pública, voltada à recuperação de ecossistemas recifais ao longo da costa brasileira.

No caso de Sergipe, as ações previstas incluem o monitoramento do branqueamento e da mortalidade de corais, o acompanhamento da saúde dos recifes e a produção de dados para orientar estratégias de conservação marinha e adaptação climática. A cooperação técnica contará com a Universidade Federal de Sergipe (UFS), além de outras universidades, instituições de pesquisa, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

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De acordo com o banco, a proposta também envolve educação ambiental, comunicação com a sociedade e apoio a alternativas de renda para comunidades tradicionais ligadas à economia do mar. A estrutura do projeto busca associar conservação ambiental à manutenção de atividades dependentes dos recifes, como pesca, turismo e proteção costeira.

Em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o programa apoia ciência, inovação e proteção de ecossistemas recifais. Já a diretora Socioambiental do banco, Tereza Campello, declarou que a operação combina proteção ambiental e inclusão social nos territórios costeiros.

Lançada em abril de 2024, a chamada BNDES Corais pretende contribuir para a recuperação de corais rasos e bancos de corais em cerca de 3 quilômetros ao longo da costa, do Maranhão ao Espírito Santo. Segundo o BNDES, os recifes ocupam menos de 0,1% da superfície oceânica, mas abrigam um terço da biodiversidade marinha.

A expectativa técnica do projeto é ampliar o monitoramento e a base de dados sobre a saúde dos recifes, o que pode orientar medidas de conservação e adaptação climática em áreas costeiras sensíveis. O BNDES não detalhou, até o momento, cronograma operacional ou metas físicas específicas para a frente prevista em Sergipe.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Juros futuros recuam nesta quinta-feira após estresse político e alívio externo


Juros futuros recuam nesta quinta-feira após estresse político e alívio externo

As taxas de juros futuras exibiram acomodação nesta quinta-feira (14), após a forte abertura de prêmios observada na quarta-feira (13). O movimento ocorreu em um ambiente de menor pressão externa, com relativa estabilidade do petróleo e monitoramento das tratativas entre Estados Unidos e China sobre o Oriente Médio. Ainda assim, os contratos não devolveram integralmente a alta anterior.

Corpo** No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 passou de 14,21% no ajuste de quarta-feira (13) para 14,19%. O DI para janeiro de 2029 recuou de 14,054% para 13,99%, enquanto o DI para janeiro de 2031 caiu de 14,115% para 14,075%.

Na sessão anterior, vencimentos intermediários e longos chegaram a subir mais de 30 pontos-base, em meio à repercussão de notícias sobre o ambiente político-eleitoral doméstico. Segundo Gean Lima, gestor de portfólio da Connex Capital, as taxas devolveram cerca de um terço da alta registrada na véspera, o que indica manutenção de prêmio na curva. “O cenário global está mais calmo e seguimos um pouco desse movimento aqui”, afirmou.

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No exterior, o barril do petróleo Brent para julho, referência para a Petrobras, fechou com alta marginal de 0,09%, a US$ 105,72. O encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, também foi acompanhado pelo mercado. A leitura foi de moderação parcial dos riscos geopolíticos, especialmente diante da ausência de novos agravamentos no Oriente Médio.

Em relatório, Andrea Damico, fundadora e economista-chefe da BuysideBrazil, destacou que a China é a maior importadora global de petróleo e gás, enquanto os Estados Unidos lideram a produção mundial. Segundo ela, o interesse chinês em ampliar compras de petróleo norte-americano pode reduzir, no futuro, parte da dependência da rota do Estreito de Ormuz.

Para o mercado doméstico, a manutenção de prêmio nos vértices mais longos da curva indica cautela com o quadro eleitoral e fiscal. Na prática, esse movimento tende a manter pressão sobre o custo de financiamento e sobre ativos sensíveis aos juros, enquanto não houver definição mais clara do cenário político e externo.

A trajetória das taxas nos próximos pregões deve seguir condicionada à evolução do risco político doméstico e às sinalizações do ambiente internacional, principalmente petróleo, geopolítica e percepção fiscal.

Fonte: Estadão Conteúdo

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BNDES aprova R$ 6,6 milhões para regeneração de corais em três áreas da Bahia


BNDES aprova R$ 6,6 milhões para regeneração de corais em três áreas da Bahia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, nesta quinta-feira (14), R$ 6,6 milhões em recursos não reembolsáveis para o projeto Coral Vivo Regenera, do Instituto Coral Vivo (ICV). A iniciativa tem investimento total de R$ 14 milhões e integra a terceira operação da Chamada Pública BNDES Corais, voltada à recuperação de ecossistemas recifais no país.

Na Bahia, as ações estão previstas para o Parque Natural Municipal Recife de Fora, em Porto Seguro, a Reserva Extrativista Corumbau, na Costa do Descobrimento, e o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. O estado também receberá uma Estação Coral Vivo de Regeneração Ambiental (ECoViRA), em Porto Seguro, associada à base de pesquisas do instituto em Arraial d’Ajuda.

Segundo o BNDES, a estação será usada para pesquisa, tratamento e regeneração de espécies coralíneas, com técnicas como propagação larval e microfragmentação, inclusive para espécies ameaçadas de extinção. O projeto também prevê monitoramento de branqueamento e mortalidade dos corais, além do acompanhamento da diversidade dos recifes para subsidiar políticas públicas de conservação e uso sustentável.

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Lançada em abril de 2024, a chamada BNDES Corais busca fortalecer a resiliência e a recuperação de corais rasos e bancos de corais em cerca de 3 quilômetros ao longo da costa brasileira, do Maranhão ao Espírito Santo. De acordo com o banco, os recifes ocupam menos de 0,1% da superfície oceânica, mas concentram cerca de um terço da biodiversidade marinha.

Na avaliação do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o apoio combina ciência, inovação e conservação ambiental. Já a diretora Socioambiental do banco, Tereza Campello, afirmou que a operação busca associar proteção da biodiversidade e inclusão social nos territórios costeiros.

Além da frente ambiental, o projeto inclui educação ambiental em escolas públicas, comunicação com comunidades e apoio a práticas de economia criativa e geração de renda. A expectativa técnica é que o monitoramento e a regeneração ampliem a capacidade de conservação de áreas relevantes para pesca, turismo e proteção costeira.

O Instituto Coral Vivo informou que o projeto contará com cooperação técnica de universidades, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Não foram detalhados, até o momento, cronograma completo de execução nem metas físicas por área atendida.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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