segunda-feira, junho 29, 2026

Autor: Redação

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CPFL Energia eleva lucro líquido para R$ 1,909 bilhão no primeiro trimestre


CPFL Energia eleva lucro líquido para R$ 1,909 bilhão no primeiro trimestre

A CPFL Energia registrou lucro líquido consolidado de R$ 1,909 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 18,2% em relação aos R$ 1,615 bilhão apurados no mesmo período de 2025. Segundo a companhia, o avanço foi impulsionado principalmente pela marcação a mercado das captações e pelo reconhecimento de créditos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre Programa de Integração Social e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins).

O desempenho operacional mostrou menor variação. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 3,86 bilhões entre janeiro e março, avanço de 0,2% ante os R$ 3,852 bilhões de um ano antes. Já a receita operacional líquida atingiu R$ 11,342 bilhões, crescimento de 6,4% na mesma base de comparação.

Na distribuição, o Ebitda foi de R$ 2,53 bilhões, queda anual de 2,3%. De acordo com a empresa, o recuo decorreu principalmente de efeitos contábeis ligados à atualização de ativos regulatórios. Em entrevista à Broadcast, o presidente da CPFL Energia, Gustavo Estrella, afirmou que esse efeito tende a desaparecer após a assinatura dos contratos de concessão, realizada na semana passada.

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O consumo de energia nas distribuidoras do grupo caiu 0,7% no período, enquanto a demanda na área de concessão cresceu 4,5%. Em geração e gestão de energia, o Ebitda avançou 10,2%, para R$ 921 milhões, favorecido por reajustes contratuais e melhor composição de portfólio. A geração eólica, porém, recuou 12,3%, com impacto de cerca de 4% por curtailment e de 8% por ventos mais fracos.

Na transmissão, o Ebitda regulatório somou R$ 231 milhões, alta de 16,9%, refletindo reajuste anual da receita permitida e controle de custos.

A dívida líquida encerrou março em R$ 30,6 bilhões, alta de 15,4% em 12 meses. A alavancagem medida por dívida líquida sobre Ebitda ficou em 2,31 vezes, ante 2,3 vezes no fim de 2025 e 2,04 vezes no primeiro trimestre do ano passado. Segundo Estrella, a companhia captou R$ 4,4 bilhões no trimestre, com custo de Certificado de Depósito Interbancário (CDI) menos 0,62% e prazo médio superior a cinco anos, dentro da estratégia de antecipar rolagens e reduzir concentração de vencimentos no curto prazo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Tecnologia de previsibilidade na cadeia leiteira e os desafios dos pequenos produtores


Durante uma discussão sobre a nova tecnologia de previsibilidade na cadeia leiteira, Miguel Daoud enfatizou a importância de que essa ferramenta alcance os pequenos produtores, que enfrentam dificuldades significativas para se manterem no mercado.

Desafios enfrentados pelos pequenos produtores

Daoud destacou que a maioria dos pequenos produtores de leite no Brasil não tem acesso a ferramentas de negociação que exigem garantias e crédito, o que limita suas oportunidades de rentabilidade. Ele mencionou que:

  • Os pequenos produtores frequentemente não têm crédito disponível.
  • A falta de infraestrutura e refrigeração é um obstáculo para a produção.
  • O sistema de negociação atual favorece apenas uma minoria.

Concorrência e subsídios internacionais

O especialista também comentou sobre a concorrência desleal que os pequenos produtores enfrentam devido à importação de leite em pó de países como Argentina e Uruguai, que possuem subsídios que tornam seus produtos mais competitivos no mercado brasileiro. Ele afirmou que:

  • O Brasil tem dificuldades em competir devido a juros altos e falta de infraestrutura.
  • Produtores brasileiros estão endividados e lutando para se manter no mercado.

A necessidade de apoio governamental

Daoud concluiu ressaltando a importância de um apoio mais efetivo do governo para os pequenos produtores, afirmando que:

  • É fundamental que haja uma estrutura econômica que permita a sobrevivência dos pequenos produtores.
  • O governo deve criar condições para que esses produtores não abandonem a atividade.

Ele finalizou sua fala pedindo atenção às dificuldades enfrentadas por esses agricultores, que são essenciais para a produção de leite no Brasil.

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Falta de chuva em Mato Grosso pode causar perdas de até 40% nas lavouras de milho


A falta de chuvas em Mato Grosso pode resultar em perdas de até 40% nas lavouras de milho, afetando diretamente a produtividade e a rentabilidade dos agricultores na região.

Impacto da estiagem nas lavouras

Os produtores enfrentam um cenário desafiador, com a escassez hídrica comprometendo o desenvolvimento das lavouras. Além disso, muitos contabilizam os prejuízos da safra anterior de soja, que também foi afetada por condições climáticas adversas.

  • Perdas de 30% a 40% já são relatadas por agricultores em diversas regiões.
  • O atraso no plantio e a pressão de pragas, como a mosca branca, agravam a situação.
  • Custos de produção elevados e a falta de renda nos últimos anos aumentam a pressão financeira sobre os produtores.

Desdobramentos e preocupações futuras

A expectativa de chuvas até o início de maio não se concretizou, e a situação se torna cada vez mais crítica. Em municípios como Querência e Campo Verde, a estiagem já afeta significativamente as áreas cultivadas.

  • Em Querência, 30% da área cultivada está em risco devido à falta de umidade.
  • Em Campo Verde, perdas de 15% a 30% já foram observadas em algumas propriedades.
  • A situação pode se agravar se as chuvas não ocorrerem nas próximas semanas.

A continuidade da estiagem pode levar a uma redução ainda maior na produção, impactando a economia local e a segurança alimentar.

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AgroNewsPolítica & Agro

Frio perde intensidade no Centro-Sul e chuva persiste no Norte e Nordeste


De acordo com análise do Instituto Nacional de Meteorologia, a quinta-feira (14) será marcada pelo predomínio de tempo estável em grande parte do Brasil. No Centro-Sul, a previsão indica tempo seco, continuidade do frio e possibilidade de geada em áreas serranas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Assim como nos últimos dias, as áreas de instabilidade devem permanecer concentradas sobre a Região Norte e o litoral norte do Nordeste. Os maiores volumes de chuva são esperados em Roraima, Amapá, norte do Pará e Maranhão, onde os acumulados podem chegar a 80 milímetros em 24 horas.

Na Região Norte, as temperaturas mínimas devem ficar em torno de 20 °C, enquanto as máximas podem alcançar 35 °C. As pancadas de chuva devem se concentrar no extremo norte da região. Já no Acre, Tocantins, sul de Rondônia e sudeste do Pará, a previsão é de chuvas mais fracas.

No Nordeste, a previsão aponta pancadas de chuva principalmente no centro-norte do Maranhão, Piauí e Ceará. Ao longo da faixa litorânea, o céu deve permanecer nublado, com possibilidade de chuva rápida e isolada. Nas demais áreas, sobretudo no sul e interior da região, o tempo segue firme. As temperaturas máximas podem atingir 35 °C.

Na Região Centro-Oeste, há possibilidade de pancadas isoladas de chuva no oeste de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Nas demais áreas, o cenário continua de tempo estável. Segundo o Inmet, as temperaturas devem variar entre 8 °C e 36 °C.

Para o Sudeste, a previsão indica possibilidade de chuva no Espírito Santo e no norte do Rio de Janeiro. Nos demais estados da região, o tempo permanece estável e sem previsão de chuva, com baixos índices de umidade relativa do ar, principalmente em São Paulo. As temperaturas devem oscilar entre 10 °C e 32 °C.

No Sul do Brasil, há previsão de pancadas de chuva no centro-oeste do Paraná a partir da tarde. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, o tempo segue mais seco e estável, com possibilidade de geada em áreas de serra do sul paranaense, centro catarinense e serra gaúcha. As mínimas devem variar entre 0 °C e 5 °C, enquanto a máxima prevista é de 25 °C.





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Custo de produção leva avicultura a adotar ingredientes alternativos


A nutrição animal tem se tornado um elemento estratégico na avicultura brasileira. Diante dos altos custos de produção, o setor tem ampliado o uso de ingredientes alternativos nas rações como forma de garantir mais eficiência e competitividade.

Desafios e alternativas na nutrição avícola

Na busca por reduzir custos sem comprometer o desempenho das aves, a indústria tem procurado alternativas e ingredientes na formulação das rações. Os principais componentes continuam sendo o milho e o farelo de soja, que representam cerca de 40% do custo total do frango. No entanto, outros produtos já estão ganhando espaço como opções mais sustentáveis e economicamente viáveis.

  • O sorgo, por exemplo, tem sido trabalhado para atender à nutrição animal, com variedades que podem substituir completamente o milho.
  • Outros ingredientes proteicos, como farelo de arroz e glúten de milho, também estão sendo considerados.
  • Essas alternativas não apenas reduzem custos, mas também diminuem a pegada de carbono.

Importância da pesquisa e experimentação

Apesar das vantagens econômicas e ambientais, a substituição de ingredientes na ração exige rigor técnico e pesquisas constantes. A mudança na composição da ração pode trazer desafios, desde o conhecimento científico até a logística na fábrica.

  • A substituição do milho, um ingrediente amplamente estudado, por produtos menos conhecidos requer experimentação e pesquisa na agroindústria.
  • Quanto mais componentes a ração possui, maior a complexidade na sua formulação, exigindo equipamentos adequados na fábrica.

Impacto na rentabilidade do produtor

A redução dos custos na alimentação animal reflete diretamente na rentabilidade no campo. A integração entre produtores e empresas é fundamental para garantir a sustentabilidade econômica de toda a cadeia.

  • Uma ração de qualidade e baixo custo é essencial para que o produtor mantenha sua margem de lucro e possa reinvestir no negócio.
  • Rações ajustadas e com menor conversão alimentar permitem ao produtor realizar mais lotes por ano, aumentando a rentabilidade.

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GPA registra prejuízo líquido de R$ 1,347 bilhão no 1º trimestre de 2026


GPA registra prejuízo líquido de R$ 1,347 bilhão no 1º trimestre de 2026

O GPA informou nesta quarta-feira (14) prejuízo líquido de R$ 1,347 bilhão nas operações continuadas no primeiro trimestre de 2026. No mesmo período de 2025, a perda havia sido de R$ 93 milhões. Segundo a companhia, o resultado foi impactado principalmente por efeitos não recorrentes e sem efeito caixa, que somaram R$ 1,014 bilhão no trimestre.

De acordo com o balanço, os principais efeitos extraordinários vieram da baixa de crédito no exterior, no valor de R$ 588 milhões. A empresa também registrou baixas relacionadas a softwares, fundo de comércio, outros ativos e impairment de lojas. Sem esses eventos, o prejuízo líquido continuado ajustado teria ficado em R$ 333 milhões.

A receita líquida somou R$ 4,3 bilhões entre janeiro e março, queda de 8,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O recuo, segundo o GPA, refletiu a descontinuação do formato Aliados, mudanças no portfólio de lojas e a estratégia de priorizar canais mais rentáveis no comércio eletrônico. Ainda assim, as vendas em mesmas lojas cresceram 0,6% no período.

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Na geração operacional, o Ebitda ajustado consolidado alcançou R$ 458 milhões, alta de 12% na comparação anual. Com isso, a margem Ebitda ajustada avançou 1,9 ponto porcentual, para 10,5%.

Já o resultado financeiro líquido, após IFRS 16, ficou negativo em R$ 382 milhões, piora de 20% em um ano. A companhia atribuiu o aumento das despesas financeiras à alta da taxa Selic e ao avanço dos custos com garantias ligadas a contingências.

Os investimentos também recuaram. O capex ajustado caiu 54,8%, para R$ 87 milhões, com menor ritmo de expansão de lojas e redução de aportes em tecnologia da informação e logística.

Fonte: Estadão Conteúdo

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S&P Global aponta necessidade de ampliar oferta de energia durante transição


S&P Global aponta necessidade de ampliar oferta de energia durante transição

Em palestra no São Paulo Innovation Week, nesta quinta-feira (14), o diretor da S&P Global, Felipe Perez, afirmou que a transição energética global exigirá não apenas a substituição de fontes, mas também aumento da oferta total de energia. Segundo ele, a combinação entre eletrificação, uso crescente de inteligência artificial (IA) e tensões geopolíticas amplia o desafio de segurança energética nas próximas décadas.

Durante o painel sobre segurança energética e geopolítica, Perez disse que fontes como solar e eólica devem ampliar a capacidade instalada, mas ainda sem volume suficiente para atender sozinhas a demanda projetada. Por isso, segundo ele, o mundo passa por “transição energética”, mas também por “adição energética”.

Com base em estudo da S&P Global, o executivo afirmou que, em 2060, o sistema global ainda deverá depender de combustíveis fósseis. Segundo a apresentação, será necessário adicionar mais de 30 milhões de barris por dia de petróleo bruto oriundos de reservas ainda não descobertas. Perez também destacou que, no último século, a participação dos combustíveis fósseis na matriz energética global permaneceu entre 75% e 80%.

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A consultoria apontou ainda risco logístico e geopolítico no fluxo internacional de petróleo. Perez citou o Estreito de Ormuz como exemplo de vulnerabilidade e afirmou que há diferença relevante entre os principais países produtores e os maiores centros consumidores. Para 2035, a projeção apresentada indica Arábia Saudita, Estados Unidos, Canadá, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Cazaquistão, Brasil, Guiana e Venezuela entre os maiores exportadores. Do lado das importações, aparecem China, Índia, Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão e Alemanha, entre outros.

Na mineração, Perez afirmou que a eletrificação também deve elevar a demanda por insumos básicos. Segundo ele, a produção de cobre precisará crescer mais de 40% até 2040, para alcançar 42,3 milhões de toneladas. O executivo também chamou atenção para a concentração da mineração e do refino de terras raras e minerais críticos na China, ponto considerado estratégico para tecnologia e defesa.

A avaliação apresentada pela S&P Global indica que a expansão energética dependerá, ao mesmo tempo, de novas fontes, manutenção de parte da oferta fóssil e maior produção mineral. Nesse cenário, segurança de suprimento, logística internacional e diversificação de fornecedores tendem a seguir no centro do debate energético.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mato Grosso sanciona lei e mantém base de cálculo do Fethab congelada até dezembro


Mato Grosso sanciona lei e mantém base de cálculo do Fethab congelada até dezembro

O governo de Mato Grosso publicou nesta quinta-feira (14) a Lei nº 13.357, de 13 de maio de 2026, que prorroga até 31 de dezembro de 2026 o congelamento da base de cálculo do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Na prática, a medida impede novo reajuste da contribuição incidente sobre a comercialização de soja, milho e bovinos no estado. A norma foi editada após pressão de entidades do setor produtivo.

O Fethab foi criado pela Lei nº 7.263/2000 para financiar obras de infraestrutura, transporte e habitação em Mato Grosso. A contribuição incide sobre a comercialização de produtos agropecuários, enquanto os contribuintes recebem isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A base de cálculo do fundo é vinculada à Unidade de Padrão Fiscal (UPF) do estado, corrigida periodicamente pela inflação.

A articulação pelo congelamento envolveu a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e outras entidades. Em nota, a Aprosoja-MT afirmou que a manutenção do valor atual do Fethab amplia a previsibilidade para o planejamento das próximas safras.

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A pressão se intensificou em março, quando representantes do setor passaram a cobrar também o fim do chamado Fethab 2, adicional com vigência prevista até dezembro de 2026. O argumento apresentado foi o aumento do peso da contribuição em um cenário de margens mais apertadas, juros elevados e alta de custos de produção.

Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostrou esse efeito nas contas do produtor. Na soja, o custo estimado com o Fethab para a safra 2026/27 chegava a R$ 189,12 por hectare, enquanto o lucro líquido projetado era de R$ 85,48 por hectare. No sistema soja mais milho, o resultado estimado era negativo em R$ 77,62 por hectare, com recolhimento de R$ 291,33 por hectare ao fundo.

Do lado do governo, o vice-governador Otaviano Pivetta afirmou, em reunião realizada em março, que mudanças mais amplas dependeriam de estudos fiscais. Já o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, defendeu a aplicação dos recursos e informou que mais de 6,2 mil quilômetros de asfalto foram entregues desde 2019 com recursos do Fethab.

A nova lei reduz a pressão de curto prazo sobre o custo tributário do produtor ao manter a base de cálculo sem reajuste até o fim de 2026. A discussão sobre a extinção definitiva do adicional, porém, permanece aberta e deve seguir condicionada à avaliação fiscal do estado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Viveo reduz prejuízo no primeiro trimestre, eleva Ebitda e mantém dívida estável


Viveo reduz prejuízo no primeiro trimestre, eleva Ebitda e mantém dívida estável

A Viveo registrou prejuízo líquido contábil de R$ 57 milhões no primeiro trimestre de 2026, ante perda de R$ 59 milhões no mesmo período de 2025. Apesar do resultado negativo, a companhia apresentou melhora operacional, com crescimento do Ebitda ajustado, avanço de margem e redução da alavancagem, em um cenário ainda pressionado pelo custo financeiro mais elevado dos juros.

No trimestre encerrado em março, a receita líquida somou R$ 2,8 bilhões, alta de 1,7% na comparação anual. Já o Ebitda ajustado alcançou R$ 208,1 milhões, crescimento de 30,4% frente ao primeiro trimestre de 2025. A margem Ebitda subiu para 7,4%, enquanto a empresa informou que a margem bruta atingiu o maior nível desde meados de 2023.

Segundo o diretor Financeiro da Viveo, Frederico Oldani, o desempenho operacional foi sustentado principalmente pela recuperação do segmento de hospitais e clínicas, que voltou a crescer mesmo sobre uma base de comparação mais forte. Em contrapartida, a operação de vacinas e laboratórios foi afetada pela migração de parte da oferta de imunizantes do canal privado para o Sistema Único de Saúde (SUS).

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No campo financeiro, a dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 2,888 bilhões, praticamente estável em relação aos R$ 2,883 bilhões de um ano antes. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, caiu de 4,49 vezes para 3,88 vezes, abaixo do covenant de 4 vezes previsto para o período.

A diretora de Relações com Investidores da Viveo, Flávia Carvalho, afirmou à Broadcast que o indicador mantém trajetória de queda após a “limpeza do balanço”. A empresa também informou ter gerado caixa livre no primeiro trimestre pela primeira vez, mesmo em um período de sazonalidade mais pressionada, com menor ritmo de vendas no início do ano e formação de estoques antes do reajuste anual de medicamentos autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

A companhia convocou assembleia de debenturistas para discutir a rolagem de dívidas com vencimentos no segundo semestre de 2026 e ao longo de 2027. Segundo Oldani, a prioridade segue sendo reduzir a alavancagem de forma orgânica, com expectativa de concluir a maior parte dos ajustes operacionais e financeiros ainda em 2026.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Colheita de soja avança a 95% no Rio Grande do Sul, informa Emater


Colheita de soja avança a 95% no Rio Grande do Sul, informa Emater

A colheita da soja no Rio Grande do Sul atingiu 95% da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Associação Rio-Grandense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar) nesta quinta-feira (14). O avanço foi favorecido pelo tempo mais firme ao longo da semana. As áreas remanescentes correspondem principalmente a lavouras de semeadura tardia ou de segunda safra, ainda em maturação ou prontas para a retirada.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a soja apresenta produtividade média de 2.871 quilos por hectare em uma área cultivada de 6.624.988 hectares. A entidade informou que há variabilidade entre as regiões em função da distribuição de chuvas ao longo do ciclo. Também foram registradas impurezas e desuniformidade de maturação em parte das lavouras.

No aspecto fitossanitário, a umidade elevou a incidência de percevejos e doenças foliares, segundo o levantamento. No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos caiu 1,21% na semana, de R$ 115,92 para R$ 114,52.

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Para o milho grão, a colheita chegou a 94% da área no estado. As lavouras tardias ou de safrinha estão em enchimento de grãos, com 2% da área, e em maturação, com 4%. No oeste gaúcho, houve perdas pontuais associadas à irregularidade das chuvas em fases críticas. Ainda assim, as áreas remanescentes apresentam disponibilidade hídrica adequada e boa integridade de colmo e espiga. A área cultivada é de 803.019 hectares, com produtividade média de 7.424 quilos por hectare. O preço médio da saca de 60 quilos recuou 0,07%, para R$ 58,08.

No milho silagem, a colheita alcançou 93% da área de 345.299 hectares, com rendimento médio de 37.840 quilos por hectare. Já o arroz irrigado está próximo do fim, com 98% da área colhida. Segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a produtividade projetada é de 8.744 quilos por hectare em 891.908 hectares. O preço médio do cereal caiu 2,66% na semana, de R$ 61,37 para R$ 59,74.

Com a colheita de verão em fase final no estado, o foco técnico permanece sobre o desempenho das áreas tardias e sobre a qualidade final dos grãos, especialmente nas regiões com maior irregularidade de chuvas e pressão fitossanitária, conforme os dados da Emater/RS-Ascar e do Irga.

Fonte: Estadão Conteúdo

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