segunda-feira, junho 8, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

ICMBio e Embaixada do Japão promovem encontro com empresas japonesas com foco no fortalecimento da sociobioeconomia


O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com a Embaixada do Japão no Brasil, promoveu um encontro institucional com empresas japonesas para apresentar oportunidades de cooperação voltadas à conservação da biodiversidade e ao fortalecimento da sociobioeconomia em unidades de conservação (UCs) federais. A iniciativa contou com o apoio do Fundo Vale, no âmbito do Sustenta.Bio, e reuniu representantes do setor privado, lideranças comunitárias e instituições parceiras. 

O evento teve como foco a implementação do Programa ECOSociobio: Wa no Mori – Economia e Biodiversidade, iniciativa que busca aproximar diferentes atores em torno de estratégias que integrem conservação ambiental, valorização cultural e desenvolvimento econômico sustentável. 

A abertura institucional contou com a participação do presidente do ICMBio, Mauro Pires; do ministro Tomoaki Ishigaki, chefe da Missão Adjunto da Embaixada do Japão no Brasil; e de Carlos Roza, presidente da Japan House São Paulo. 

Durante a programação, a coordenadora-geral de Articulação de Políticas Públicas e Economias da Sociobiodiversidade do ICMBio, Tatiana Rehder, apresentou as diretrizes e objetivos do Programa. Em seguida, Márcia Soares, da Gerência de Amazônia e Parcerias do Fundo Vale, compartilhou experiências desenvolvidas por meio da parceria entre o Fundo e o Instituto na iniciativa Sustenta.Bio. 

Também foi apresentada uma proposta de expedição voltada a representantes de empresas e instituições interessadas em conhecer iniciativas de sociobioeconomia desenvolvidas em algumas unidades de conservação. A experiência prevê uma imersão em territórios onde a conservação da biodiversidade, os modos de vida tradicionais e as economias sustentáveis se articulam na prática. 

Manoel Cunha, líder comunitário e gestor da Reserva Extrativista do Médio Juruá, no Amazonas, compartilhou experiências de conservação e geração de renda desenvolvidas na Amazônia, destacando a importância de iniciativas que conciliem proteção ambiental, fortalecimento comunitário e desenvolvimento local. 

“Nós, povos e comunidades tradicionais, estamos na floresta cumprindo um papel muito importante para o Brasil e para o mundo: conservar a biodiversidade e os ecossistemas, ao mesmo tempo em que garantimos nosso sustento de forma sustentável, a partir dos conhecimentos transmitidos pelos nossos antepassados”, colocou a liderança. 

Como desdobramento do encontro, estão previstas novas agendas de diálogo, reuniões institucionais e aproximações com empresas interessadas em apoiar, investir ou estabelecer parcerias relacionadas ao Programa ECOSociobio e às iniciativas territoriais apresentadas durante o evento. 

Sabores que conectam biodiversidade e culturas 

A cultura alimentar japonesa também integrou a programação como elemento de aproximação entre diferentes territórios e tradições. Um menu especial elaborado pela chef Telma Shimizu apresentou releituras contemporâneas que combinaram técnicas da culinária japonesa com ingredientes oriundos da sociobiodiversidade brasileira. 

Entre os produtos utilizados estavam o pirarucu de manejo sustentável comercializado pela Associação de Produtores Rurais de Carauari (Asproc), por meio da marca coletiva Gosto da Amazônia, além de tucupi produzido por agroindústria familiar amazônica, mel de abelhas nativas e frutos como pequi, mangaba e açaí. 

A proposta buscou demonstrar o potencial da sociobiodiversidade brasileira como expressão cultural, econômica e ambiental, evidenciando oportunidades de geração de valor associadas à conservação da natureza. 

Programa ECOSociobio 

O Programa tem como objetivo fortalecer as economias da sociobiodiversidade desenvolvidas por povos e comunidades tradicionais em UCs. A iniciativa promove geração de renda, valorização cultural, conservação ambiental e justiça territorial, reconhecendo a sociobioeconomia como uma das estratégias mais eficientes para aliar proteção da biodiversidade e bem viver. 

O programa foi inspirado na iniciativa Sustenta.Bio, parceria entre o ICMBio e o Fundo Vale, que atualmente apoia ações voltadas à sociobioeconomia e à conservação em mais de 15 UCs federais. 

Comunicação ICMBio [email protected](61) 2028-9280  





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Regras para contratação de safristas entram em debate na Câmara dos Deputados


CNA debate contratos de trabalho e benefícios sociais no meio rural

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (9), às 16h30, uma audiência pública para discutir propostas que alteram as regras de contratação do trabalhador agrícola safrista. O debate tratará dos projetos de lei 676/25 e 1456/25, que estão em análise no colegiado. O plenário da reunião ainda não havia sido definido no material divulgado até esta quarta-feira (3).

Os contratos de safra estão previstos na Lei 5.889/73, que regula o trabalho rural. Esse tipo de vínculo tem duração variável conforme a atividade agrária e, em geral, cobre o período entre o preparo do solo e a colheita. Na prática, é um instrumento usado por empregadores rurais para atender à demanda temporária de mão de obra em etapas específicas da produção.

Segundo a divulgação da Câmara dos Deputados, a audiência foi proposta pelo deputado Bohn Gass (PT-RS), relator das duas matérias. De acordo com o parlamentar, o debate busca reunir contribuições de entidades representativas para subsidiar a elaboração do parecer sobre os textos.

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O conteúdo detalhado das mudanças previstas nos projetos de lei 676/25 e 1456/25 não foi informado no material resumido encaminhado à imprensa. Também não foram apresentados, até o momento, os nomes dos convidados que participarão da audiência pública.

Do ponto de vista setorial, a discussão tem relação direta com a gestão de mão de obra temporária em culturas que operam por janelas de plantio, tratos culturais e colheita. Alterações nas regras podem afetar a formalização dos contratos, as obrigações trabalhistas e o planejamento operacional de produtores e empregadores rurais, a depender do texto que vier a ser consolidado no parecer.

Como a audiência ainda antecede a manifestação final do relator, não há definição sobre o formato das eventuais mudanças nem sobre prazos de implementação. O avanço da tramitação dependerá do resultado do debate e das etapas legislativas seguintes.

Neste momento, o dado objetivo é a realização da audiência pública para discutir os projetos em tramitação. Uma avaliação técnica mais precisa sobre efeitos práticos para produtores rurais e trabalhadores dependerá da apresentação consolidada das propostas e do parecer a ser elaborado na comissão.

Fonte: camara.leg.br

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Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil participa de conferência da OIT em Genebra


Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil participa de conferência da OIT em Genebra

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participa, de 1º a 12 de junho, da 114ª Conferência Internacional do Trabalho, realizada em Genebra, na Suíça, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo a entidade, a representação do setor agropecuário brasileiro integra a delegação de empregadores e acompanha, na primeira semana, discussões técnicas sobre diálogo social e tripartismo.

De acordo com a CNA, a comitiva da entidade é formada pelo diretor jurídico, Rudy Ferraz, pelo coordenador trabalhista, Rodrigo Hugueney, e por representantes de federações estaduais de agricultura e pecuária. Neste ano, a delegada da bancada dos empregadores é a Confederação Nacional dos Transportes (CNT).

A conferência ocorre ao longo de 12 dias e reúne representantes de governos, empregadores e trabalhadores. Esse formato tripartite é uma das bases institucionais da OIT e orienta os debates técnicos sobre normas, relações de trabalho e mecanismos de negociação entre as partes.

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Segundo o material divulgado pela CNA nesta quarta-feira (3), a primeira semana do encontro é dedicada às discussões técnicas. Entre os temas acompanhados pela entidade está a comissão de discussão recorrente sobre diálogo social e tripartismo.

Em nota, Rodrigo Hugueney afirmou que a participação da CNA busca levar às discussões internacionais a realidade do setor agropecuário brasileiro. A presença da entidade ocorre em um ambiente de debate sobre relações de trabalho e representação patronal, temas que têm interface com a organização produtiva do campo.

O conteúdo divulgado não detalha propostas específicas em análise, cronograma de deliberações nem possíveis efeitos práticos imediatos para produtores rurais ou empregadores do setor. Assim, eventuais desdobramentos dependem do andamento das comissões e das conclusões formais da conferência.

Até o encerramento do encontro, em 12 de junho, a sinalização técnica disponível é de acompanhamento institucional dos debates pela CNA dentro da delegação de empregadores. Sem a divulgação de resoluções finais ou medidas concretas, não há base para projetar efeitos regulatórios imediatos sobre o setor agropecuário.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Embrapa Gado de Leite lança Anuário do Leite 2026 durante a Megaleite


Embrapa Pecuária Sul abre edital para bolsas de iniciação científica e tecnológica

A Embrapa Gado de Leite lançou nesta segunda-feira (1º), durante a Megaleite 2026, o Anuário do Leite 2026. A publicação apresenta um panorama do setor lácteo brasileiro e destaca temas técnicos ligados à reprodução, genética, sanidade, nutrição e bem-estar animal. A edição também inclui um encarte especial em comemoração aos 50 anos da unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Segundo as informações divulgadas pela Embrapa Gado de Leite, o anuário busca mapear o cenário atual da cadeia leiteira e indicar diretrizes para os próximos anos. O material foi apresentado em um dos principais eventos da pecuária leiteira do país, a Megaleite 2026, o que reforça o foco da publicação em produtores, técnicos, cooperativas e demais agentes da cadeia.

Entre os temas centrais da edição estão a biópsia embrionária baseada na genética e outras biotécnicas de reprodução. De acordo com a descrição da publicação, a ferramenta permite antecipar a seleção genômica e identificar o potencial produtivo da futura bezerra antes da gestação, o que pode ampliar a precisão na tomada de decisão dentro dos programas de melhoramento.

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O anuário também aborda pontos ligados à sanidade e à sustentabilidade da produção. Entre eles estão orientações para o controle da tristeza parasitária bovina, estratégias de nutrição de precisão com foco em eficiência ambiental e práticas de manejo voltadas ao bem-estar animal. Esses temas têm relação direta com indicadores de produtividade, redução de perdas e ajustes no sistema de produção leiteira.

Além do conteúdo técnico, a edição traz um encarte especial sobre o cinquentenário da Embrapa Gado de Leite. O material resgata ações e resultados da unidade ao longo de 50 anos e reúne relatos sobre a transformação e a profissionalização do setor lácteo. O conteúdo foi produzido em parceria com o grupo Texto Comunicação Corporativa e está disponível na plataforma Infoteca da Embrapa.

A publicação amplia o acesso a informações técnicas sobre genética, manejo e sanidade em um momento de busca por maior eficiência na pecuária leiteira. O material não informa, no conteúdo apresentado, estimativas de produção, impacto econômico mensurado ou projeções numéricas para 2026, o que limita análises quantitativas mais amplas sobre os efeitos imediatos das tecnologias destacadas.

Fonte: embrapa.br

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China reconhece Brasil livre de febre aftosa após anúncio tarifário dos EUA


China reconhece Brasil como livre de febre aftosa

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quarta-feira (3), durante reunião ministerial, que o reconhecimento da China ao Brasil como livre de febre aftosa foi a principal resposta do país ao anúncio de uma recomendação tarifária dos Estados Unidos. Segundo Lula, a medida chinesa ocorreu um dia após o United States Trade Representative (USTR) recomendar taxação de 25% sobre produtos brasileiros. O conteúdo disponível não detalha quais itens seriam atingidos pela tarifa nem a data de eventual implementação.

Na declaração, Lula disse que a China reconheceu o Brasil, em seus 8,5 milhões de quilômetros quadrados, como área livre de febre aftosa, o que, segundo ele, liberou integralmente a carne brasileira para o mercado chinês. A decisão elimina restrições à compra de carnes em regiões do país e encerra uma negociação bilateral que, de acordo com o conteúdo informado, durou duas décadas.

Do ponto de vista sanitário e comercial, o reconhecimento chinês tem peso para a cadeia pecuária porque amplia a uniformidade do acesso do produto brasileiro ao principal destino externo das carnes do país. Esse tipo de habilitação reduz barreiras regionais e pode simplificar a operação de frigoríficos e exportadores, desde que os protocolos de compra e habilitação sejam efetivamente atualizados pelas autoridades e pelos importadores.

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No mesmo contexto, a recomendação do USTR de aplicar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros introduz um fator de incerteza no comércio bilateral com os Estados Unidos. Como o conteúdo não informa o escopo da medida, não é possível dimensionar, neste momento, o efeito específico sobre carnes, grãos, açúcar, café ou outros itens da pauta agroexportadora.

A menção de Lula ocorreu em reunião ministerial convocada para discutir a estratégia de comunicação do governo federal nos meses finais do mandato. No entanto, o elemento de maior interesse ao setor agropecuário é a combinação entre avanço sanitário nas vendas à China e pressão comercial vinda dos Estados Unidos.

O desdobramento para o agronegócio dependerá da formalização dos procedimentos chineses de importação após o reconhecimento sanitário e da definição oficial, pelos Estados Unidos, sobre alcance, produtos afetados e vigência da recomendação tarifária. Sem esses detalhes, a avaliação técnica sobre impacto comercial permanece parcial.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mapa e Embrapa lançam notas técnicas para reconstrução rural no RS


Mapa e Embrapa lançam notas técnicas para reconstrução rural no RS

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) promovem, nos dias 9 e 10 de junho de 2026, em Porto Alegre (RS), o encontro “Balanço Recupera Rural RS: 2 anos de reconstrução da agropecuária gaúcha”. A programação reúne pesquisadores, gestores públicos e instituições do setor para avaliar ações de recuperação após as enchentes de maio de 2024 e apresentar novos subsídios técnicos para os territórios atingidos.

Um dos principais pontos da programação será o lançamento de duas notas técnicas elaboradas por especialistas da Embrapa. A primeira trata das Áreas de Preservação Permanente hídricas teóricas do Rio Grande do Sul e apresenta um mapeamento voltado ao planejamento de ações de conservação e recuperação ambiental. A segunda analisa os solos atingidos pela inundação de maio de 2024 e identifica tipos de solo impactados e áreas prioritárias para recuperação ambiental e produtiva.

Segundo as instituições organizadoras, os documentos reúnem informações científicas e orientações práticas para produtores rurais, técnicos, gestores públicos e entidades que atuam na reconstrução do território gaúcho. O foco está em apoiar o planejamento de medidas de adaptação e recuperação em áreas afetadas por eventos climáticos extremos.

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Além das notas técnicas, o evento fará um balanço das iniciativas desenvolvidas desde 2024 em frentes como recuperação de encostas na Serra Gaúcha, restauração de vegetação nativa, água e saúde única, recuperação de solos e produção de sementes e mudas. A programação também prevê a participação de representantes de instituições de pesquisa, extensão rural, universidades, órgãos públicos e organizações da sociedade civil.

A abertura contará com palestra de Caio Rocha, consultor internacional do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) para Mercosul e Chile, sobre impactos de eventos climáticos extremos no Brasil e no exterior. Para o setor agropecuário, o conteúdo técnico pode servir de base para decisões de manejo, recuperação de áreas produtivas e definição de prioridades em territórios ainda afetados pelos efeitos das enchentes.

O encontro será realizado a partir das 8h, no Auditório do Ministério da Agricultura e Pecuária, em Porto Alegre. A tendência é que as notas técnicas passem a servir como referência para ações de recuperação produtiva e ambiental no estado, embora o alcance prático dessas orientações dependa da aplicação pelas instituições e pelos agentes que atuam no meio rural.

Fonte: embrapa.br

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Canal Rural reúne grandes nomes do agro para debater fornecimento global de alimentos e energia


Fiap 2026
Foto: Caio Luccas

Um dos eventos mais aguardados do calendário do agro brasileiro, a segunda edição do Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 2026) reunirá autoridades, executivos, lideranças setoriais e comitivas de 12 países para debater o papel do Brasil diante da crescente demanda mundial por alimentos e energia.

Promovido pelo BR IN Eventos e pelo Canal Rural, o Fiap 2026 será realizado no dia 18 de junho, em Campo Grande (MS), com o tema “Receita Brasileira: a resposta da agropecuária à demanda mundial por alimentos e energia”.

A programação inclui painéis com grandes nomes do setor, como Tereza Cristina, senadora por Mato Grosso do Sul; Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura; Pedro Cunto, coordenador do Programa Caminho Verde Brasil, do Ministério da Agricultura; Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil; Roberto Perosa, presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec); Jorge Meza, representante da FAO no Brasil; Eduardo Pedroso, diretor-executivo de Originação e Confinamento da Friboi; e Arnaldo Jardim, deputado federal por São Paulo e vice presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Na pauta, estarão temas estratégicos para o futuro do agro brasileiro e sua inserção internacional, como a consolidação da Rota Bioceânica como novo corredor logístico global; a força da soja e da pecuária brasileira no abastecimento internacional; o avanço dos biocombustíveis e das energias renováveis produzidas no campo; e o andamento do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Delegações estrangeiras no Fiap

O evento também terá forte presença internacional. Ao todo, 12 nações confirmaram o envio de delegações oficiais: China, França, Espanha, Arábia Saudita, Bangladesh, Nova Zelândia,Indonésia, El Salvador, Paraguai, México, Chile e Argentina.

Também participarão representantes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). Diplomatas, lideranças e investidores acompanharão os debates e participarão de rodadas de negócios durante o fórum.

“Ao reunir diferentes vozes em torno de uma pauta internacional, o evento reforça a posição do Brasil como protagonista em um cenário global que exige produtividade, responsabilidade ambiental, ciência, tecnologia, cooperação e capacidade de resposta aos grandes desafios das nações”, afirma o CEO do Canal Rural, Julio Cargnino.

O evento poderá ser acompanhado pela TV, no Canal Rural, e também pelo YouTube. Para o público que deseja receber certificado de participação, as inscrições estão abertas e devem ser feitas previamente neste link.

O Fiap 2026 é uma realização da BR IN Eventos e do Canal Rural, com correalização do Sistema Famasul. O evento conta com patrocínio da ApexBrasil, Sebrae, CNA/Senar e Friboi, apoio da Abiec, Governo de Mato Grosso do Sul, Massey Ferguson e CropLife, e tem a Azul como linha aérea oficial.

Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 2026)

Tema: “Receita Brasileira: a resposta da agropecuária à demanda mundial por alimentos e energia”
Quando: 18 de junho de 2026, das 8h às 20h
Onde (evento presencial restrito a convidados): Campo Grande (MS)
Transmissão: ao vivo pelo Canal Rural e no YouTube
Inscrições para assistir e receber certificado: já abertas neste link

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Lula diz que Brasil buscará novos parceiros diante de tarifa dos Estados Unidos


Lula na reunião ministerial
Presidente Lula participa de Reunião Ministerial. Foto: Reprodução/Youtube

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quarta-feira (3) que o Brasil buscará novos parceiros comerciais caso os Estados Unidos avancem com a recomendação de taxar em 25% os produtos brasileiros.

A declaração foi feita durante reunião ministerial em Brasília, em resposta à sinalização do United States Trade Representative (USTR). Lula disse que enviará uma carta ao presidente Donald Trump e publicará artigos para contestar a medida.

Segundo Lula, a orientação do governo é reagir diplomaticamente e ampliar a busca por mercados alternativos, caso novas barreiras comerciais sejam impostas pelos Estados Unidos. Na reunião ministerial, o presidente afirmou que o Brasil não pretende manter dependência de um único comprador e que poderá redirecionar vendas para outros países.

O ponto central da declaração é a recomendação do USTR de aplicar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O conteúdo disponível, no entanto, não informa quais itens seriam alcançados pela medida, nem a data de eventual entrada em vigor. Também não há detalhamento oficial sobre setores mais expostos ou volumes de comércio potencialmente afetados.

Para o agronegócio, o tema tem relevância porque os Estados Unidos são um mercado de referência em comércio internacional e decisões tarifárias podem alterar competitividade, fluxo de exportações e formação de preços em cadeias produtivas. Sem a lista de produtos atingidos, porém, não é possível medir de forma precisa o efeito sobre segmentos como carnes, café, suco, etanol, celulose ou outras commodities exportadas pelo Brasil.

Lula também mencionou a possibilidade de reforçar a comunicação do governo no exterior e citou o interesse norte-americano em minerais críticos brasileiros. A fala ocorreu no contexto de uma reunião voltada à estratégia política e de comunicação do governo federal nos meses finais do mandato.

Do ponto de vista técnico, os próximos desdobramentos dependem de confirmação formal da tarifa, da abrangência da medida e de eventual reação diplomática ou comercial do Brasil. Sem esses elementos, o cenário permanece em fase de sinalização política e comercial.

A definição sobre impacto efetivo para o setor agropecuário dependerá da publicação dos produtos atingidos, dos prazos de aplicação e da resposta oficial brasileira. Até o momento, as informações disponíveis indicam risco potencial ao comércio exterior, mas ainda sem base suficiente para dimensionar efeitos por cadeia produtiva.

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Sobretaxa dos EUA pode atingir US$ 1,34 bilhão em exportações do RS


Sobretaxa dos EUA pode atingir US$ 1,34 bilhão em exportações do RS

A proposta de sobretaxa de 25% sobre importações brasileiras em análise pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) pode atingir 81,1% das exportações totais do Rio Grande do Sul aos EUA, o equivalente a US$ 1,34 bilhão em produtos potencialmente tarifados. Os dados constam de nota técnica divulgada nesta quarta-feira (3) pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul. No agronegócio gaúcho, a parcela alcançada pela medida chega a 74,9% das vendas externas ao mercado americano, ou US$ 575 milhões.

Segundo a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), a exposição do Estado é superior à média nacional. No Brasil, a proposta alcança 43,7% das exportações totais aos Estados Unidos e 36,8% das exportações do agronegócio.

A entidade atribui essa diferença à composição da pauta exportadora gaúcha, mais concentrada em fumo, madeira e produtos florestais, itens que não aparecem na lista de exclusões da proposta americana. Já produtos como carne bovina fresca, suco de laranja concentrado, café em grão e fertilizantes estão entre os excluídos, o que reduz a exposição de outras cadeias relevantes do agronegócio brasileiro.

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No cálculo da Farsul, a tarifa adicional de 25% representaria impacto tarifário potencial de US$ 334 milhões sobre as exportações totais do Estado e de US$ 144 milhões sobre o agronegócio local. A entidade destaca, porém, que esse valor não corresponde automaticamente a perda direta, porque o efeito final depende de fatores como repasse de preço, redução de margem, queda de volume embarcado ou perda de participação no mercado americano.

Dentro do agronegócio gaúcho, o segmento mais exposto é o fumo. O tipo Virgínia soma US$ 122 milhões em exportações aos EUA e teria impacto tarifário potencial de US$ 30 milhões. O fumo tipo Burley responde por US$ 49 milhões, com impacto estimado em US$ 12 milhões. Juntos, fumo e derivados concentram 31,4% do valor do agronegócio estadual enquadrado na proposta. Também aparecem entre os itens potencialmente afetados madeira serrada de pinus, calçados de couro e sebo bovino.

A nota técnica da Farsul informa que a definição da lista final de exclusões será decisiva para medir o efeito efetivo da proposta sobre as cadeias exportadoras do Rio Grande do Sul. Sem a consolidação dessa etapa e sem detalhamento adicional do USTR, não há base técnica suficiente para estimar perdas efetivas de receita ou volume exportado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Tarifa dos EUA coloca piscicultura em alerta, diz PEIXE BR



Entidade avalia que proposta de cobrança adicional de 25% pode gerar insegurança



Foto: Pixabay

A possibilidade de os Estados Unidos aplicarem uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros acendeu um sinal de alerta na piscicultura nacional. De acordo com a PEIXE BR, a proposta apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, pode trazer reflexos para cadeias produtivas exportadoras do agronegócio brasileiro. A medida foi divulgada após a conclusão de uma investigação comercial aberta em julho de 2025. Antes de uma decisão final, o governo norte-americano ainda deve submeter a proposta a consulta pública.

Segundo a PEIXE BR, ainda não está definido quais setores e produtos brasileiros poderão ser atingidos pela eventual cobrança adicional. Mesmo assim, a entidade afirma que a discussão já provoca incerteza entre segmentos que dependem do mercado externo.

A principal preocupação está no possível aumento de custos para produtos brasileiros destinados aos Estados Unidos. De acordo com a associação, novas barreiras comerciais podem reduzir a competitividade do Brasil em um mercado considerado estratégico para o consumo global.

Para a PEIXE BR, medidas que elevem custos ou imponham restrições ao comércio internacional precisam ser analisadas com cautela. A entidade destaca que esse debate ocorre em um momento de expansão da presença brasileira no agronegócio e na produção de alimentos.

Na piscicultura, o efeito mais imediato seria a insegurança em torno das condições de acesso ao mercado norte-americano. Caso a tarifa seja confirmada, produtos brasileiros poderiam chegar aos compradores dos Estados Unidos com menor competitividade.

 





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