domingo, junho 28, 2026

Autor: Redação

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Frio avança com risco de geada e chuva forte em parte do país


frente fria, granizo, chuva
Foto: Pixabay

A atuação de uma massa de ar polar e o avanço de uma frente fria continuam influenciando o tempo em grande parte do Brasil nesta terça-feira (19). Enquanto o Sul enfrenta frio intenso, risco de geada e possibilidade de temperaturas negativas, áreas do Sudeste seguem em alerta para chuva forte, rajadas de vento e até granizo isolado. No Centro-Oeste, a tendência é de redução das instabilidades, enquanto Norte e Nordeste ainda registram pancadas de chuva em pontos isolados.

Sul

O tempo permanece firme na maior parte da região Sul devido à atuação de uma massa de ar polar associada a um sistema de alta pressão atmosférica. Apesar disso, áreas do litoral, leste e nordeste do Paraná ainda podem registrar chuva fraca a moderada ao longo do dia. O litoral norte de Santa Catarina também segue com possibilidade de pancadas isoladas.

As temperaturas continuam baixas, principalmente no Rio Grande do Sul, oeste e sul catarinense e no interior do Paraná. Há possibilidade de temperaturas negativas no território gaúcho e risco de geada em diversas áreas do Sul do país, incluindo Serra Gaúcha, região de Santa Maria, interior de Santa Catarina e sul paranaense.

O mar segue agitado na costa sul do Brasil, com rajadas de vento entre 40 e 50 km/h no litoral gaúcho, catarinense e paranaense.

Sudeste

A frente fria continua atuando na altura da costa entre Rio de Janeiro e Espírito Santo, favorecendo pancadas de chuva em boa parte da Região Sudeste. As instabilidades atingem principalmente o litoral, sul e leste paulista, além do sul de Minas Gerais e do centro-sul fluminense.

Ao longo do dia, a chuva ganha intensidade em áreas do Rio de Janeiro, Triângulo Mineiro, sul do Espírito Santo e interior de São Paulo. Há risco de temporais isolados, descargas elétricas e eventual queda de granizo, principalmente entre o sul fluminense, Zona da Mata mineira, região central de Minas Gerais e Belo Horizonte.

A entrada da massa de ar polar mantém as temperaturas mais baixas em São Paulo, Rio de Janeiro e sul mineiro, com sensação de frio e tempo mais úmido.

Centro-Oeste

As instabilidades começam a perder força no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso do Sul, por conta do afastamento da frente fria e do avanço da massa de ar polar. A maior parte da região terá predomínio de sol entre nuvens e tempo firme.

Mesmo assim, áreas do norte e noroeste de Mato Grosso ainda podem registrar chuva moderada ao longo da tarde devido à circulação de umidade amazônica. Pancadas isoladas também não estão descartadas no sul de Goiás e no extremo leste sul-mato-grossense.

As temperaturas ficam mais amenas em Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso. Já no nordeste goiano, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%.

Nordeste

O litoral do Nordeste segue com previsão de chuva fraca a moderada, principalmente na Bahia, devido à circulação de ventos marítimos. Já na metade norte do Maranhão, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém o risco de chuva mais intensa.

No interior da região, o tempo firme predomina e o calor continua forte. A umidade relativa do ar segue baixa em áreas da Bahia, Maranhão, Piauí e Pernambuco, com índices abaixo dos 30%.

Norte

A alta disponibilidade de umidade mantém as condições para chuva forte em grande parte da Região Norte. Amazonas, Pará, Roraima e Amapá devem registrar pancadas moderadas a intensas ao longo do dia.

Há risco de temporais em áreas do sul e oeste de Roraima, interior do Amazonas e litoral do Amapá. Já no Acre, Rondônia e sudoeste do Pará, as chuvas tendem a ocorrer de forma mais isolada e com menor intensidade.

No Tocantins, especialmente nas áreas leste e sul, a umidade do ar continua baixa. Em partes do Acre e Rondônia, o avanço do ar polar deixa o clima mais agradável.

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Pesquisa identifica arqueias com potencial para milho em solos salinizados


Pesquisa identifica arqueias com potencial para milho em solos salinizados

Uma pesquisa conduzida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Brandeis University, dos Estados Unidos, identificou que arqueias extremófilas podem aumentar a tolerância do milho ao excesso de sal no solo. O estudo, publicado no periódico Environmental Microbiome, mostrou que esses microrganismos colonizam a rizosfera da cultura e ajudam a manter o crescimento das plantas sob estresse salino. O resultado aponta uma base técnica para futuros bioinoculantes em áreas degradadas pela salinização.

Os microrganismos foram isolados das raízes da erva-sal (Atriplex nummularia), espécie adaptada a ambientes salinos e usada na fitorremediação. Em seguida, foram cultivados em laboratório e testados em plantas de milho, cultura considerada sensível ao acúmulo de sais no solo.

Nos ensaios em ambiente controlado, as plantas inoculadas com arqueias apresentaram crescimento mais vigoroso, maior biomassa e preservação dos níveis de clorofila, mesmo em altas concentrações de sal. A análise por qPCR do gene 16S rRNA específico para arqueias confirmou a colonização da rizosfera, com aumento da abundância microbiana à medida que a salinidade avançou.

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Segundo a Embrapa, o sequenciamento do genoma completo identificou genes ligados à produção de fitormônios, como auxinas, e de osmoprotetores, compostos que auxiliam no equilíbrio hídrico celular em ambientes salinos. De acordo com Itamar Melo, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente e coordenador do estudo, solos salinizados acabam excluídos da produção agrícola e há poucas tecnologias eficazes para recuperação dessas áreas.

O tema tem relevância direta para o campo. Levantamentos da Embrapa indicam que o Brasil possui cerca de 16 milhões de hectares de solos afetados por sais, com mais da metade concentrada no Semiárido nordestino. Na região, entre 20% e 25% das áreas irrigadas já apresentam problemas de salinidade ou drenagem, afetando culturas como milho, feijão, algodão e sorgo.

A pesquisa ainda está em fase experimental, mas aponta possibilidade de avaliação futura de bioinoculantes aplicados em sementes ou no solo antes do plantio, sobretudo em sistemas irrigados com água salobra.

No curto prazo, a evidência disponível sustenta novos testes em condições reais de produção. Segundo os pesquisadores, a aplicação de arqueias deverá ser validada em campo e integrada a práticas de manejo, como drenagem adequada, rotação de culturas e uso equilibrado da irrigação, antes de eventual adoção comercial.

Fonte: embrapa.br

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Super quarta define rumo dos juros no Brasil e nos EUA


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta terça-feira (19), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a suspensão de um ataque dos EUA ao Irã trouxe alívio parcial aos mercados, derrubando o dólar e os rendimentos dos Treasuries.

O petróleo recuou após superar US$ 110 o barril, mas o risco de inflação persistente com energia cara limita o espaço do Fed para cortar juros. No Brasil, o dólar voltou abaixo de R$ 5,00 e juros futuros devolveram parte do estresse recente. Hoje, foco no IPC-Fipe, leilão do Tesouro e vendas de moradias nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Dólar, USDA e China ditam o rumo da soja


Valorização cambial limitou perdas no mercado interno, enquanto projeções recordes de safra e ausência de compras chinesas pesaram em Chicago.

O mercado da soja terminou a semana em movimento dividido. No Brasil, a alta do dólar ajudou a sustentar os preços em reais. Já no exterior, a Bolsa de Chicago sentiu a pressão de uma possível oferta global maior, após o USDA projetar safras robustas para Brasil e Estados Unidos em 2026/27, segundo dados divulgados pela Grão Direto.

A valorização do dólar foi o principal fator de sustentação para a soja no mercado brasileiro. A moeda norte-americana encerrou a sexta-feira próxima de R$ 5,07, no maior patamar desde o início de abril.

Esse avanço cambial ajudou a compensar parte da queda observada nas cotações internacionais, reduzindo o impacto negativo sobre os preços em reais.

De acordo com levantamento da Grão Direto, a soja teve uma semana de forte pressão na Bolsa de Chicago. O contrato spot, com vencimento em julho de 2026, fechou a US$ 11,77 por bushel, queda de 2,40%. O movimento também afetou o índice FOB Santos, indicador exclusivo da Grainsights, que recuou 2,40% na semana e encerrou cotado a R$ 134,67 por saca.

Na contramão, o contrato de março de 2027 teve leve valorização de 0,67%, fechando a US$ 12,04 por bushel.

O relatório de Oferta e Demanda do USDA trouxe as primeiras estimativas para a safra 2026/27 e reforçou a percepção de oferta elevada no mercado global. A produção brasileira foi projetada em volume recorde de 186 milhões de toneladas. Para os Estados Unidos, a estimativa ficou em 120,7 milhões de toneladas.

O cenário de maior disponibilidade de soja no mundo aumentou o sentimento baixista entre os investidores em Chicago.

Outro ponto de atenção foi a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping. O encontro terminou sem anúncios relevantes de novas compras de soja norte-americana pela China. A ausência de avanços mais concretos reforçou a leitura de que os chineses devem seguir dependentes da oferta sul-americana nos próximos meses.

Para os próximos dias, o mercado deve acompanhar de perto o relatório de Crop Progress, do USDA. A semeadura da soja nos Estados Unidos avança em bom ritmo, com alguns estados-chave já superando 49% da área plantada.

Apesar disso, os mapas meteorológicos indicam risco de frio atípico em partes do Corn Belt. Caso as baixas temperaturas atrasem o plantio, os fundos podem voltar às compras e adicionar um prêmio de risco temporário às cotações em Chicago.

No Brasil, o clima segue como fator importante para a logística da safra atual. Conforme apontado no material, o Inmet indica a chegada de uma forte massa de ar frio, com queda acentuada nas temperaturas e chuvas no Sul do país.

O alerta é maior para produtores gaúchos que ainda têm soja no campo. O avanço das chuvas pode dificultar a finalização da colheita e provocar encharcamento das áreas.

Além do clima, os custos logísticos continuam no radar. De acordo com a Grão Direto, as tensões envolvendo Irã e Estados Unidos no Estreito de Ormuz e a paralisação do fluxo na região mantêm o frete transoceânico pressionado.

O encarecimento dos seguros marítimos também limita uma recuperação rápida dos prêmios portuários no Brasil.

A mesma instabilidade afeta os custos de produção. O bloqueio de petroleiros e os conflitos na região reduzem as chances de queda nos preços de fretes e fertilizantes importados, com tendência de maior pressão sobre a ureia no próximo trimestre.





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Bolsas da Ásia fecham mistas após Trump adiar ataque ao Irã


Juros abrem pressionados com alta do petróleo e avanço dos rendimentos globais

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira (19), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer na segunda-feira (18) que adiou um ataque planejado contra o Irã. A sinalização reduziu a pressão recente sobre o petróleo, que recuava mais de 1,5% no fim da madrugada, com o Brent perto de US$ 110 por barril. O movimento foi acompanhado por leitura de dados econômicos no Japão e expectativa pela decisão de juros do Banco do Povo da China (PBoC).

Na Ásia, o índice Kospi, da Coreia do Sul, registrou a maior queda do dia, de 3,25%, aos 7.271,66 pontos, pressionado por ações de empresas de semicondutores e do setor automotivo. No Japão, o Nikkei recuou 0,44%, aos 60.550,59 pontos. Em Taiwan, o Taiex cedeu 1,75%, aos 40.175,56 pontos.

Na direção oposta, os mercados da China continental fecharam em alta. O Xangai Composto avançou 0,92%, aos 4.169,54 pontos, enquanto o Shenzhen Composto subiu 0,51%, aos 2.877,17 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve ganho de 0,48%, aos 25.797,85 pontos. Na Oceania, o S&P/ASX 200, da Austrália, terminou o pregão com alta de 1,17%, aos 8.604,70 pontos.

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O principal fator do dia foi a reação dos agentes financeiros à declaração de Trump sobre o Irã. A leitura do mercado foi de redução temporária do risco de agravamento do conflito no Oriente Médio, que se aproxima de três meses. Com isso, o petróleo interrompeu a sequência recente de valorização.

Para o setor agropecuário, a oscilação do petróleo é um indicador relevante porque influencia custos de diesel, transporte e energia, componentes presentes na logística de grãos, proteínas e insumos. O texto de origem, porém, não traz estimativas específicas sobre repasses para frete, combustíveis ou cadeias agroindustriais.

Investidores também avaliaram dados de crescimento do Japão, que vieram acima do esperado, e mantiveram atenção para a decisão de juros do PBoC, em meio a indicadores fracos de produção industrial e vendas no varejo na China.

No curto prazo, o comportamento do petróleo deve seguir sensível aos desdobramentos no Oriente Médio e às sinalizações das principais economias asiáticas. Sem novas informações sobre oferta de energia ou reflexos diretos sobre custos no campo, não há base técnica, neste momento, para medir o efeito prático sobre o agronegócio brasileiro.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

4º Fórum de Vitivinicultura da Campanha Gaúcha debate inovação, enologia de precisão e oportunidades para a cadeia da uva


Dom Pedrito recebe, nesta quarta e quinta-feira, dias 20 e 21 de maio, o 4º Fórum de Vitivinicultura da Campanha Gaúcha, evento que irá reunir produtores, pesquisadores, estudantes, empresários e representantes do setor para discutir inovação, desenvolvimento regional e novas perspectivas para a cadeia da uva e do vinho. Com o tema Enologia de precisão, a programação será realizada no auditório do prédio acadêmico da UNIPAMPA – Campus Dom Pedrito.

Gratuito, o fórum chega à quarta edição consolidando-se como espaço de integração entre diferentes agentes da vitivinicultura brasileira, promovendo debates técnicos, troca de experiências e discussões sobre tendências do setor. Entre os temas em destaque estão os diferentes terroirs brasileiros, monitoramento em tempo real na vinificação, vitivinicultura de precisão, denominações de origem, enoturismo e oportunidades ligadas à produção de vinhos e sucos de uva. O evento é organizado pelo Consevitis-RS, UNIPAMPA, Sebrae RS e Associação Vinhos da Campanha, com patrocínio da SETUR-RS e do BRDE, além do apoio da Prefeitura de Dom Pedrito.

Além das palestras e painéis técnicos, a programação inclui experiências enogastronômicas e degustações de vinhos experimentais elaborados pelo curso de Enologia da UNIPAMPA, que completa 15 anos desde o ingresso da primeira turma em 2026. Outro destaque do fórum será o painel Campo em Debate: Um mundo de oportunidades para a uva, que integra a programação oficial do evento e será transmitido ao vivo pelo YouTube de GZH diretamente de Dom Pedrito, a partir das 11h do dia 21.

Mediado pela jornalista Gisele Loeblein, o debate reunirá a enóloga e sommelière Juliana Rossato, o CEO da Ballardin Soluções, Roberto Ballardin, o cardiologista Protásio da Luz, o professor da UNIPAMPA Marcos Gabardo e o gerente regional da Campanha e Fronteira Oeste do Sebrae RS, Angelo Aguinaga.

A proposta do painel é ampliar discussões iniciadas durante a Expointer 2025, quando o foco esteve nos desafios da cadeia vitivinícola, direcionando agora o debate para as oportunidades ligadas ao setor. O encontro irá abordar temas como enoturismo, indicações geográficas, enologia de precisão, inovação no setor e a relação entre saúde, qualidade de vida e o consumo moderado de vinho e suco de uva.

A programação do fórum também reforça o protagonismo da Campanha Gaúcha no cenário vitivinícola brasileiro. Neste mês de maio, a Indicação Geográfica IP Campanha Gaúcha para vinhos finos e espumantes completa seis anos de reconhecimento pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Segundo a organização, a safra 2026 também desponta como uma das mais promissoras dos últimos anos em qualidade e produtividade, favorecida pelas condições climáticas registradas na região da Campanha Gaúcha.





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Tecnologia prevê plantas daninhas antes da infestação


Tecnologia antecipa infestação de plantas daninhas
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A inteligência artificial começa a ganhar espaço também no manejo de plantas daninhas no campo. Um estudo desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo, em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali), mostrou que algoritmos de aprendizado de máquina conseguem prever quais culturas têm maior chance de registrar infestação de invasoras em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP).

A pesquisa foi realizada no Cerrado, em Sete Lagoas (MG), e analisou dados relacionados ao clima, solo, sistemas de cultivo e ocorrência de plantas daninhas. O objetivo é entender melhor a dinâmica dessas espécies dentro dos sistemas integrados e apoiar tomadas de decisão mais eficientes no manejo agrícola.

Segundo os pesquisadores, o uso da inteligência artificial pode contribuir para reduzir aplicações desnecessárias de herbicidas, além de fortalecer estratégias preventivas no campo.

IA cruza dados de clima, solo e culturas

Para desenvolver o modelo, os pesquisadores reuniram três grupos principais de informações. O primeiro trouxe dados quantitativos sobre as espécies de plantas daninhas encontradas nas áreas avaliadas. O segundo considerou características dos solos e dos sistemas produtivos. Já o terceiro reuniu registros climáticos da região.

Com essas informações, os algoritmos conseguiram identificar padrões e relações entre ambiente, manejo e ocorrência das invasoras.

Entre os modelos utilizados estão Support Vector Machine, Decision Tree, Random Forest e K-Nearest Neighbors. Segundo a doutora em Matemática e Ciências de Dados Ana Letícia Becker Gomes Luz, os algoritmos Decision Tree e Random Forest apresentaram os melhores resultados, alcançando precisão de 99% na previsão das culturas mais suscetíveis à presença de plantas daninhas.

Para o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, Maurílio Fernandes de Oliveira, os resultados mostram que a tecnologia é tecnicamente viável e pode ser incorporada ao manejo agrícola.

“O uso dessa técnica pode contribuir na tomada de decisão sobre qual herbicida utilizar, considerando as características de cada área de plantio”, afirma.

Aplicação pode reduzir uso de herbicidas

De acordo com os pesquisadores, sistemas de Integração Lavoura-Pecuária normalmente apresentam menor população de plantas daninhas quando comparados a modelos convencionais de cultivo.

Isso acontece, principalmente, pela presença das forrageiras utilizadas nas pastagens, que ajudam a manter o solo coberto e dificultam o desenvolvimento das invasoras.

Além disso, o uso de inteligência artificial pode auxiliar produtores na adoção de práticas preventivas, definição do momento ideal de controle e aplicação localizada de herbicidas.

Segundo Oliveira, atualmente boa parte das tecnologias disponíveis atua depois que as plantas daninhas já emergiram na lavoura. Por isso, ferramentas preditivas podem representar um avanço importante no manejo.

“Os algoritmos ajudam a entender quais fatores ambientais favorecem o surgimento dessas plantas. Isso permite modificar práticas de manejo e reduzir as taxas de aparecimento e crescimento das invasoras”, explica.

Pulverização inteligente já é realidade

Os pesquisadores destacam que a inteligência artificial já vem sendo aplicada na ciência de plantas daninhas em outras frentes.

Hoje, existem equipamentos capazes de identificar invasoras por visão computacional e realizar pulverização seletiva com alta precisão, reduzindo desperdícios e ampliando a eficiência do controle químico.

O novo estudo amplia esse conhecimento ao focar na prevenção e na previsão de ocorrência das plantas daninhas dentro dos sistemas ILP.

Pesquisa foi feita no Cerrado

O experimento foi conduzido na Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas, utilizando áreas de Integração Lavoura-Pecuária com milho consorciado com braquiária, sorgo com braquiária, soja e pastagem de braquiária.

As coletas ocorreram em diferentes períodos do ano, incluindo colheita, entressafra, pré-dessecação e fase inicial das culturas, antes da aplicação dos herbicidas.

Os pesquisadores avaliaram variáveis como número de plantas daninhas por espécie, biomassa, tipo de folha, área amostrada e estágio do sistema produtivo.

Sustentabilidade e aumento da produção

Segundo a Embrapa, a pesquisa também busca atender à necessidade de ampliar a produção de alimentos de forma sustentável.

A estimativa é de que a população mundial alcance 9 bilhões de pessoas até 2050, aumentando a demanda por sistemas agrícolas mais eficientes e com menor impacto ambiental.

Nesse cenário, o controle de plantas daninhas segue como um dos principais desafios da produção agrícola. Atualmente, o manejo químico ainda é o método mais utilizado no campo.

Para o pesquisador Ramon Costa Alvarenga, responsável por sistemas ILP na Embrapa Milho e Sorgo, tecnologias capazes de reduzir a dependência de herbicidas ganham importância dentro da agenda de sustentabilidade da agropecuária.

O estudo foi publicado na revista Pesquisa Agropecuária Brasileira (PAB), em edição especial comemorativa dos 60 anos do periódico.

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Empregadores defendem negociação coletiva para jornada de 36 horas


CNA defende debate setorial sobre redução da jornada em audiência na Câmara

Representantes de setores produtivos defenderam nesta segunda-feira (18), em audiência pública na Câmara dos Deputados, que uma eventual redução da jornada semanal de 44 para 36 horas seja tratada por negociação coletiva, e não por alteração direta na Constituição. O tema está em análise em uma comissão especial que discute duas propostas de emenda à Constituição (PECs) sobre carga horária e o fim da escala 6×1. O relatório inicial será apresentado nesta quarta-feira (20).

A discussão envolve a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que prevê redução gradual da jornada para 36 horas ao longo de dez anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que propõe semana de quatro dias com limite de 36 horas e transição de um ano.

Na audiência, o diretor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Alexandre Furlan, afirmou que uma redução sem corte salarial elevaria custos de produção. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo também defendeu flexibilidade, argumentando que segmentos de funcionamento contínuo já operam com escalas ajustadas por acordos coletivos.

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Pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Mello afirmou que as propostas em discussão não consideram as particularidades do campo. Segundo ele, atividades ligadas a seres vivos exigem continuidade operacional e não podem ser interrompidas por imposição uniforme de jornada. A manifestação indica possível impacto sobre organização do trabalho rural, especialmente em sistemas que dependem de manejo diário, mas a audiência não apresentou estimativas numéricas específicas para a agropecuária.

O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, disse que o setor teria de contratar mais de 250 mil profissionais em um cenário de pleno emprego. Na saúde, a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) sugeriu transição gradual e ajustes para escalas de 12 por 36 horas. Já representantes do ensino privado citaram risco de dificuldade para cumprir os 200 dias letivos exigidos por lei.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou na semana passada um acordo com o governo para reduzir a jornada para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial. Segundo a Câmara, situações específicas deverão ser tratadas por projeto de lei e por convenções coletivas.

Para o setor agropecuário, o ponto central do debate é a adaptação de uma regra geral a atividades com exigência contínua de mão de obra. A definição do texto da comissão e das eventuais exceções ou transições será determinante para medir efeitos práticos sobre custos, escalas e operação no campo. Até o momento, esses impactos ainda dependem da redação final em discussão no Congresso.

Fonte: camara.leg.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Pará bate recorde portuário e fortalece corredor logístico amazônico


Em 2025, o Pará alcançou um marco histórico na movimentação portuária, com 127,7 milhões de toneladas transportadas, o equivalente a cerca de 9% de toda a carga movimentada no Brasil. Impulsionado principalmente pelo Porto de Vila do Conde, em Barcarena, o estado concentra hoje 77% da movimentação de cargas da região Norte, fortalecendo o protagonismo do Arco Norte no escoamento de commodities.

A eficiência operacional dos terminais privados tem sido decisiva para acompanhar o crescimento da demanda no estado. Diferentemente dos portos públicos, essas estruturas possuem maior autonomia para realizar ampliações e adequações operacionais frente às crescentes demandas. Essa flexibilidade permite respostas mais rápidas às necessidades do mercado, garantindo maior capacidade de escoamento, redução de gargalos logísticos e mais competitividade para o corredor amazônico.

O avanço da movimentação portuária no Pará também está ligado à eficiência do modelo logístico adotado na região, baseado na integração entre os modais rodoviário e fluvial. “Quando mais da metade da operação acontece pelos rios, utilizando o modal mais eficiente, barato e sustentável, o corredor amazônico se torna mais competitivo do que outras rotas logísticas do país”, afirma Flávio Acatauassú, presidente da Amport.

A modernização e a inovação também fazem parte do dia a dia de quem opera nos portos. Tecnologias como o monitoramento fluvial possibilitam a checagem da velocidade da maré e da amplitude da lâmina d’água, viabilizando a passagem de embarcações sobre os pontos mais rasos do rio. “Hoje, a gente consegue prever com certa precisão o comportamento desse corpo hídrico”, destaca Flávio.

Além do monitoramento fluvial, os terminais também vêm investindo em novas tecnologias de transshipment, uma operação de transbordo realizada sem a necessidade de atracação em terra. Por meio de estruturas flutuantes instaladas nos rios, a carga pode ser transferida diretamente entre barcaças e navios, o que reduz custos operacionais e amplia a capacidade logística dos portos.

Com a crescente demanda internacional por commodities e a expansão contínua das operações portuárias na Região Norte, o Pará está caminhando para consolidar sua posição como um dos principais eixos logísticos do Brasil. A manutenção desse crescimento, no entanto, exige investimentos contínuos por parte do setor em infraestrutura hidroviária, tecnologia e políticas públicas. Essas ações são essenciais para garantir a navegabilidade dos rios amazônicos e acompanhar a evolução da cadeia logística nos próximos anos.





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AgroNewsPolítica & Agro

Mais de 8 mil garrafas de cervejas e vinhos são apreendidas no Paraná


Uma operação conjunta realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) resultou na apreensão de milhares de garrafas de bebidas com indícios de irregularidade e falsificação em Curitiba. A ação ocorreu na última terça-feira (13) e teve como alvo um barracão utilizado para armazenamento e distribuição de bebidas suspeitas de abastecer comércios e eventos na capital paranaense e na região metropolitana.

A operação foi coordenada pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (Sipov/PR) e pelo Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), com apoio da Vigilância Sanitária Municipal de Curitiba, da Receita Estadual do Paraná e da Secretaria Municipal de Urbanismo.

Durante a fiscalização, auditores federais agropecuários interditaram todas as bebidas armazenadas no local com base na legislação federal que regulamenta a produção, comercialização e rotulagem de bebidas no país. Entre os produtos apreendidos estavam vinhos classificados como “vinho colonial” sem registro no Mapa e sem informações obrigatórias nos rótulos, como composição, lote, validade, marca e dados de rastreabilidade. Também não foram apresentadas notas fiscais de aquisição das bebidas.

Segundo o Mapa, toda bebida comercializada no Brasil deve ser produzida por estabelecimento registrado junto ao ministério e conter número de registro no rótulo. A exigência vale também para produtos coloniais e artesanais.

Ao todo, foram apreendidas cerca de 8,4 mil garrafas de vinho irregular dos sabores Bordô e Niágara, acondicionadas em caixas com seis unidades de dois litros cada. Conforme o ministério, a ausência de identificação e rastreabilidade impede a verificação da origem e da qualidade das bebidas, o que representa risco à saúde pública.

A fiscalização também encontrou diversas garrafas de cerveja com suspeita de falsificação. Entre as irregularidades identificadas estavam rótulos mal colados, presença de bolhas e rugosidades, ausência de informações sobre lote e validade, além de características incompatíveis com os padrões industriais das marcas envolvidas. A quantidade total de cervejas suspeitas ainda está sendo levantada pelas autoridades.

A operação contou ainda com apoio técnico de representante da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). Amostras das bebidas foram recolhidas e encaminhadas ao Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Paraná para elaboração de laudo pericial.

Um homem foi preso em flagrante durante a ação e poderá responder por crimes relacionados à falsificação de produtos destinados ao consumo, receptação qualificada e infrações contra as relações de consumo.

Os produtos permanecerão apreendidos sob responsabilidade da autoridade policial, e eventual destruição dependerá de autorização judicial.

O Mapa destacou que a fiscalização é importante para garantir a qualidade dos produtos comercializados, proteger a saúde dos consumidores e combater a concorrência desleal. O ministério também ressaltou que a atuação integrada entre os órgãos públicos reforça o enfrentamento à comercialização de bebidas clandestinas e falsificadas no país.

 





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