sábado, junho 27, 2026

Autor: Redação

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MPor prorroga inscrições para 7ª edição do Prêmio Portos + Brasil


Entidades defendem leilão do Tecon Santos 10 ainda em 2026

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) prorrogou até segunda-feira (30) o prazo de inscrições para a 7ª edição do Prêmio Portos + Brasil. A premiação, organizada pela Secretaria Nacional de Portos (SNP), busca reconhecer avanços em gestão, produtividade, inovação e igualdade de gênero em instalações portuárias brasileiras. Podem participar portos públicos organizados, terminais arrendados e Terminais de Uso Privado (TUPs).

Nesta edição, os participantes serão avaliados em seis categorias: Ranking do Índice de Gestão da Autoridade Portuária (IGAP), Avanço no IGAP, Igualdade de Gênero, Inovação, Crescimento da Movimentação Total por variação absoluta e Crescimento da Movimentação Total por variação percentual.

Segundo o edital divulgado pelo MPor, a categoria Ranking IGAP reconhece os portos públicos organizados com melhor desempenho de gestão. As três maiores notas receberão o Troféu Portos + Brasil, e o primeiro colocado também ficará com o Troféu Itinerante Portos + Brasil. Já a categoria Avanço IGAP considera a evolução do resultado de 2026 em relação a 2025.

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A categoria Igualdade de Gênero está vinculada à Agenda 2030 e aos Princípios de Empoderamento das Mulheres, da Organização das Nações Unidas (ONU). Nessa frente, poderão ser premiadas uma empresa gestora de porto organizado, uma gestora de arrendamento e uma gestora de TUP, conforme os critérios do edital.

Em Inovação, o foco está na adoção de soluções tecnológicas, qualificação técnica e gerencial e boas práticas de governança. Nas categorias de movimentação total, a referência será o aumento de cargas entre 2024 e 2025, tanto em termos absolutos quanto percentuais.

Para o agronegócio, a pauta tem relação com logística e competitividade, já que portos mais eficientes influenciam o fluxo de exportação e importação de produtos agropecuários, insumos e fertilizantes. O material divulgado, no entanto, não detalha recortes por tipo de carga nem impactos específicos sobre cadeias do agro.

As inscrições seguem abertas até segunda-feira (30), conforme o Ministério de Portos e Aeroportos. O edital completo reúne critérios de participação, categorias e regras de avaliação. A premiação pode servir como indicador de eficiência operacional no sistema portuário, embora o governo ainda não tenha informado estimativas de efeito direto sobre custos logísticos ou embarques do setor agropecuário.

Fonte: gov.br

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Estoques de petróleo nos EUA caem 7,863 milhões de barris, informa DoE


Chevron vende ativos de refino e distribuição na Ásia-Pacífico para a Eneos por US$ 2,17 bilhões

Os estoques comerciais de petróleo nos Estados Unidos caíram 7,863 milhões de barris na semana encerrada em sexta-feira (15), para 445,013 milhões de barris, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (20) pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE, na sigla em inglês). A retração superou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que projetavam queda de 3,0 milhões de barris no período.

Além do petróleo bruto, o relatório mostrou recuo nos estoques de gasolina, de 1,548 milhões de barris, para 214,163 milhões. O dado veio abaixo da expectativa de queda de 2,7 milhões de barris. Já os estoques de destilados, categoria que inclui o diesel, subiram 372 mil barris, para 102,906 milhões, contrariando a projeção de recuo de 1,2 milhão.

A taxa de utilização da capacidade das refinarias passou de 91,7% para 91,6%, abaixo da estimativa de alta para 92,3%. No centro de distribuição de Cushing, em Oklahoma, referência para contratos nos Estados Unidos, os estoques recuaram 1,604 milhão de barris, para 25,818 milhões.

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O DoE também informou queda na produção média diária de petróleo do país, para 13,702 milhões de barris na semana. Os dados ajudam a medir o equilíbrio entre oferta, demanda e processamento no mercado norte-americano, que é uma referência para a formação de preços internacionais de energia.

Para o setor agropecuário, o acompanhamento desses indicadores é relevante porque combustíveis e derivados do petróleo têm peso no transporte de grãos, carnes e insumos, além de influenciarem custos operacionais em máquinas e na logística. No entanto, o relatório divulgado nesta quarta-feira (20) não detalha repasses imediatos aos preços finais dos combustíveis, o que limita conclusões sobre efeito direto no curto prazo.

Os números indicam aperto maior que o esperado nos estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos, com comportamento misto entre gasolina, destilados e refino. A evolução dos próximos relatórios e a reação das cotações internacionais serão determinantes para avaliar eventuais reflexos sobre diesel, frete e custos ao longo das cadeias do agronegócio.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Pecuária avança com maior produtividade



O levantamento mostra a evolução da produção de carne bovina


O levantamento mostra a evolução da produção de carne bovina
O levantamento mostra a evolução da produção de carne bovina – Foto: Pixabay

O avanço da pecuária de corte no Brasil nas últimas décadas tem sido acompanhado por ganhos de produtividade que reduziram a necessidade teórica de ocupação de novas áreas para sustentar a produção atual de carne bovina. Segundo Maurício Palma Nogueira, sócio diretor da Athenagro, os dados da consultoria indicam que, de 1990 a 2025, o chamado efeito poupa terra na atividade soma 423 milhões de hectares.

O levantamento mostra a evolução da produção de carne bovina, da área total de pastagens e da área poupada de desmatamento a partir do aumento de tecnologia desde o início dos anos 1990. Ao final de 2025, em um período marcado pela atenção à COP de Belém, os dados gerados pela Athenagro sobre esse efeito passaram a ser mais demandados.

De acordo com Nogueira, as informações costumam receber críticas de ambientalistas quando são divulgadas. Ele destaca que o raciocínio em torno do efeito poupa terra é teórico e não representa uma medida direta de combate ao desmatamento. A proposta, segundo a análise, é demonstrar com dados que a pecuária brasileira cresceu apoiada em produtividade, e não em expansão de área.

O cálculo parte da identificação da área que seria necessária para alcançar a produção atual de carne bovina caso a produtividade permanecesse no mesmo nível observado no início dos anos 1990. Nessa comparação, sem os ganhos tecnológicos incorporados ao longo do período, a pecuária brasileira precisaria ocupar 583 milhões de hectares para produzir a mesma quantidade de carne registrada em 2025.

O gráfico elaborado pela Athenagro indica que a área poupada cresceu de forma consistente ao longo da série histórica, chegando a 397 milhões de hectares em 2024 e a 423 milhões de hectares em 2025. No mesmo período, a produção de carne bovina avançou, enquanto a área efetiva de pastagens se manteve em trajetória mais estável, reforçando a leitura de que o aumento produtivo ocorreu com maior eficiência no uso da terra.

 





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Gigantes da proteína animal apostam em consumo saudável na APAS 2026


Estande da Seara na APAS SHOW 2026 mostra os lançamentos da empresa de proteína animal
Foto: Divulgação Seara/JBS

O consumidor quer saber exatamente o que está levando para casa. A premissa pode parecer óbvia, mas tem guiado os lançamentos na APAS SHOW 2026, considerada a maior feira de alimentos e bebidas das Américas. Promovido pela Associação Paulista de Supermercados, o evento segue até esta quinta-feira (21), no Expo Center Norte, em São Paulo.

A tendência tem impulsionado o avanço de linhas “clean label”, conceito usado para identificar alimentos com ingredientes que o consumidor reconhece e costuma ter em casa. É o caso de boa parte dos produtos apresentados pela Seara, especializada na produção de proteína animal e pertencente ao grupo JBS. A proposta é unir conveniência e transparência alimentar.

Rafael Palmer, diretor de marketing de alimentos preparados da Seara, explica essa tendência de comportamento. “36% dos consumidores já levam comida para o trabalho, movimento que tem impulsionado a busca por produtos com listas de ingredientes mais simples e conhecidas”, afirma.

Bebida funcional a partir de clara de ovo

A busca por praticidade sem deixar de consumir ingredientes de alta qualidade também motivou o lançamento de uma marca de bebidas proteicas à base de clara de ovo hidrolisada. Isso porque a hidrólise torna a proteína muito mais absorvível pelo organismo e facilita a digestão.

Após mais de dois anos de pesquisa, a Mantiqueira Brasil, uma das principais produtoras de ovos do país, lançou a N.OVO, nova categoria voltada ao mercado de nutrição funcional. A proposta é oferecer uma bebida proteica com alto valor nutricional, preservando as propriedades da clara do ovo.

“Começamos os testes desse produto em cerca de 211 lojas, de forma controlada, para avaliar aceitação e a experiência real do consumidor”, diz Márcio Utsch, CEO da empresa. A linha chega ao mercado inicialmente em quatro sabores e mira consumidores que buscam praticidade, saudabilidade e maior ingestão de proteína no dia a dia.

“Você não precisa abrir mão de algo gostoso para consumir uma coisa que te faz bem”, reforça Utsch. Questionado sobre o potencial futuro desse mercado, o executivo salientou que as oportunidades são ímpares, mas ainda imensuráveis.

Foto: Divulgação Mantiqueira Brasil

Indústria de proteína animal de olho na Copa do Mundo

Além das mudanças nos hábitos de consumo, a indústria de proteína animal também mira as oportunidades com a Copa do Mundo, que começa em junho. Segundo Daniela Perez, gerente de marketing da Friboi, a expectativa é aproveitar o aumento da demanda por churrasco durante o período dos jogos.

“No ano passado, o consumo da categoria cresceu 15%, embalado pela combinação de duas paixões nacionais: futebol e churrasco”, diz. A marca também aposta na presença do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho como garoto-propaganda ao longo do ano.

A estratégia também aparece entre os lançamentos da Seara. Dados apresentados pela empresa mostram que 76% dos consumidores pretendem assistir aos jogos fazendo churrasco. Segundo a companhia, o primeiro tempo concentra cerca de metade do volume consumido, puxado principalmente pelos aperitivos.

Entre as apostas da marca estão cortes de aves, linguiças e produtos voltados para o consumo rápido durante as partidas. Um dos lançamentos é a linguiça com queijo coalho.

Sobre a APAS SHOW 2026

A APAS SHOW 2026 reúne mais de 900 expositores e delegações de 24 países no Expo Center Norte, na capital paulista. Para este ano, que marca a 40ª edição do evento, a expectativa é de uma movimentação de R$ 17,8 bilhões em negócios, um crescimento de 7,9% em relação à edição anterior.

Além de servir como uma vitrine de lançamentos para grandes marcas, a feira atrai as principais autoridades políticas e lideranças institucionais do país, reforçando o impacto estratégico do abastecimento na economia brasileira.

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El Niño exige ajuste técnico na safra de inverno no Sul


El Niño exige ajuste técnico na safra de inverno no Sul

A confirmação do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 colocou os produtores da Região Sul em alerta para a safra de inverno. Segundo a Embrapa Trigo, o aumento das chuvas e das temperaturas no período pode elevar o risco de doenças, reduzir o potencial produtivo em algumas áreas e exigir mudanças no planejamento da lavoura. A orientação é usar informações climáticas e manejo agronômico para limitar perdas.

De acordo com a Embrapa Trigo, os principais institutos internacionais de previsão climática indicam o retorno do El Niño a partir do segundo semestre, embora a intensidade do evento ainda não esteja definida. O pesquisador Gilberto Cunha explica que o fenômeno ocorre quando a temperatura da superfície do Oceano Pacífico Equatorial fica ao menos 0,5 °C acima da média por um período prolongado. No Sul do Brasil, isso costuma elevar a chuva, principalmente na primavera, e aumentar as temperaturas no inverno.

Para os cultivos de inverno, o cenário exige cautela. O pesquisador João Leonardo Pires afirma que o investimento em insumos deve considerar o potencial de rendimento permitido pelo ambiente, que tende a ser menor em anos de El Niño do que em anos de La Niña. Segundo ele, em 2023 muitos produtores repetiram um padrão de investimento semelhante ao de 2022, safra marcada por clima favorável e preços elevados do trigo, o que elevou o custo em um ano de maior risco climático.

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Entre as estratégias recomendadas estão a escolha de cultivares mais adaptadas, com resistência a doenças e à germinação na espiga, além de rotação de culturas e escalonamento de semeadura. Dados apresentados pela Embrapa Trigo indicam que a diferença entre a melhor e a pior cultivar pode superar 800 quilos por hectare em anos de El Niño.

A instituição também orienta evitar semeadura com excesso de umidade, seguir o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), fracionar a adubação nitrogenada para reduzir perdas por lixiviação, fazer análise de solo e intensificar o monitoramento da lavoura para manejo de pragas, doenças e momento de colheita.

Para a Embrapa Trigo, o cenário de 2026 exige redução de risco desde a pré-semeadura até a pós-colheita. A recomendação técnica é combinar previsão meteorológica de curto prazo, manejo conservacionista do solo e decisões agronômicas ajustadas ao ambiente. Não há, até o momento, detalhamento oficial da intensidade do El Niño, o que mantém a necessidade de acompanhamento contínuo das atualizações climáticas.

Fonte: embrapa.br

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Soja será destaque em debate sobre mercado global no Fiap 2026


Soja - igp-di - copperativas
Foto: Pixabay

A soja será um dos temas centrais da segunda edição do Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 2026), que ocorre em 18 de junho, em Campo Grande (MS). Na programação, o Painel 03 terá como tema “O papel estratégico da soja na balança comercial global”, com participação de Mauricio Buffon, presidente da Aprosoja Brasil.

Também está previsto o painel “As estratégias para consolidar o Brasil como parceiro global”, com palestra de Andréa Veríssimo, diretora de Relações Internacionais e Comunicação da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), que discutirá caminhos para fortalecer a presença do país no mercado global de alimentos e energia.

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Fiap 2026

Com o tema “Receita Brasileira: a resposta da agropecuária à demanda mundial por alimentos e energia”, o evento vai reunir embaixadores, adidos internacionais, especialistas e lideranças do setor para debater desafios e oportunidades do agronegócio brasileiro diante da crescente demanda global por produção sustentável.

Entre os nomes confirmados no evento estão o professor Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, Roberto Perosa, presidente-executivo da Abiec, a senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, Damian Lluna, conselheiro da Embaixada da União Europeia no Brasil, e Jorge Meza, representante da FAO no país, além de outros especialistas e lideranças do setor.

O evento terá transmissão ao vivo pela TV e pelo YouTube do Canal Rural.

Serviço

Evento: Fórum Internacional da Agropecuária – Fiap 2026
Data: 18 de junho de 2026
Horário: 9h (horário de Brasília)
Local: Campo Grande (MS)
Formato: transmissão ao vivo pela TV e YouTube do Canal Rural
Tema: “Receita Brasileira: a resposta da agropecuária à demanda mundial por alimentos e energia”
Inscrições: aqui.

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CAE adia votação de projeto sobre dívidas rurais após nova rodada com a Fazenda


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado adiou novamente, nesta quarta-feira (20), a votação do projeto de lei 5122/2023, que autoriza a renegociação de dívidas rurais. A análise, prevista para a manhã, foi transferida para a tarde após decisão do presidente da comissão e relator da proposta, senador Renan Calheiros (MDB-AL), de realizar uma nova reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O impasse central envolve o custo fiscal da medida e a fonte de recursos para os refinanciamentos.

A reunião entre senadores e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda está marcada para 14h, em Brasília. No colegiado, Calheiros afirmou que aceitou um pedido da equipe econômica para uma última tentativa de convergência sobre o texto. Segundo ele, o processo legislativo pode avançar com mais facilidade por negociação, desde que haja possibilidade de entendimento.

O projeto trata da renegociação de um estoque entre R$ 170 bilhões e R$ 180 bilhões em dívidas rurais. Essa estimativa inclui financiamentos em atraso, prorrogados, inadimplentes e renegociados dentro de uma carteira de crédito rural superior a R$ 880 bilhões. A proposta prevê o uso de quatro fontes de recursos, entre elas receitas correntes de 2026 e 2027 do Fundo Social, além de superávits financeiros do próprio fundo e de outros fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda.

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A divergência técnica está no impacto fiscal. A Fazenda calcula que a renegociação, nos moldes do projeto, pode custar R$ 817 bilhões à União em 13 anos, com R$ 150 bilhões já em 2027. Calheiros contesta essa conta e afirma que o custo ficaria em torno de R$ 100 bilhões em 10 anos, com tendência de valor menor. Até o momento, o texto disponível não apresenta consenso público entre governo e relatoria sobre a metodologia desses cálculos.

Para o setor agropecuário, a tramitação é acompanhada por produtores e entidades porque envolve condições de reestruturação de passivos rurais e pode influenciar o desenho das próximas medidas de crédito. A equipe econômica também aponta risco de redução de espaço orçamentário para o Plano Safra 2026/27, caso sejam mantidas as fontes propostas no projeto.

O resultado da reunião desta quarta-feira (20) deve definir se a CAE retoma a votação ainda hoje ou se o debate será postergado. Até o momento, não há definição final sobre o texto nem sobre a fonte de recursos para a renegociação, o que mantém incerteza regulatória sobre o alcance da medida.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Abiove eleva projeções e confirma recorde no esmagamento de soja em 2026


A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) atualizou as estatísticas do complexo soja e elevou as projeções para 2026. O novo balanço aponta que o Brasil deve atingir recorde no esmagamento interno, impulsionado pela robustez da safra, pela ampliação da capacidade industrial e pela crescente demanda por derivados.

As estimativas para 2026 foram revisadas positivamente em relação ao levantamento anterior, com o processamento de soja devendo alcançar 62,5 milhões de toneladas. O avanço da atividade industrial reflete diretamente na oferta de produtos de maior valor agregado, com produção de farelo estimada em 48,1 milhões de toneladas e de óleo de soja em 12,55 milhões de toneladas.

A produção total de soja no país está estimada em 180,13 milhões de toneladas, segundo a Conab, enquanto as importações projetadas somam 900 mil toneladas do grão e 125 mil toneladas de óleo de soja.

A Abiove destaca que a atualização reforça o amadurecimento, a resiliência e a competitividade da indústria brasileira. Segundo a entidade, o avanço contínuo do esmagamento reflete o esforço do setor em agregar mais valor à produção agrícola nacional, mantendo estabilidade operacional e eficiência técnica. O dinamismo industrial também é considerado fundamental para garantir previsibilidade ao mercado, fortalecer o suprimento alimentar e impulsionar a transição energética, especialmente diante do avanço da demanda por biodiesel.

No comércio exterior, o Brasil mantém a liderança global nas exportações de soja em grão, projetadas em 114,1 milhões de toneladas, com alta de 0,4%. Nos coprodutos, as estimativas apontam embarques de 24,8 milhões de toneladas de farelo e crescimento das exportações de óleo de soja, que devem atingir 1,6 milhão de toneladas.

Os dados de março de 2026 já confirmam o forte ritmo operacional do setor. O processamento no terceiro mês do ano somou 4,995 milhões de toneladas, alta de 25,8% em relação a fevereiro de 2026 e avanço de 5,9% na comparação com março de 2025, considerando o ajuste pelo percentual amostral.

No acumulado do ano, o processamento atingiu 12,840 milhões de toneladas, resultado 9,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, também ajustado pelo percentual amostral.

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Plantio de trigo avança para 48% da área no Paraná, diz Deral


Plantio de trigo avança para 48% da área no Paraná, diz Deral

O plantio de trigo da safra 2026/27 alcançou 48% da área estimada no Paraná, ante 35% registrados há sete dias, segundo boletim divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Estado, nesta quarta-feira (20). De acordo com o órgão, o avanço foi favorecido pelas condições de umidade do solo, que têm sustentado a instalação e o desenvolvimento inicial das lavouras.

Segundo o Deral, 100% das áreas de trigo avaliadas no estado estão em boas condições. Do total semeado até o momento, 66% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e 34% em germinação. O boletim também informa que, em algumas regiões, há redução da área cultivada em razão do aumento dos custos de produção, fator que pode influenciar a decisão de plantio dos produtores.

No milho segunda safra, cujo plantio já foi encerrado no Paraná, o cenário é mais heterogêneo. Até segunda-feira (18), 82% das lavouras estavam em boas condições, 13% em condição média e 5% em situação ruim. De acordo com o departamento, as chuvas recentes foram importantes para recuperar a umidade do solo e sustentar o potencial produtivo das áreas.

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Apesar disso, o boletim aponta que geadas registradas em diversas regiões provocaram danos nas lavouras de milho, com queima de folhas, principalmente em áreas de baixada. Segundo o Deral, esse quadro deve resultar em redução de produtividade nas áreas afetadas.

Em relação ao estágio das lavouras de milho safrinha, 63% estão em frutificação, 18% em floração, 11% em desenvolvimento vegetativo e 8% em maturação. Como parte relevante da safra está em fases sensíveis ao clima, o comportamento das temperaturas nas próximas semanas seguirá como fator técnico central para a definição do desempenho produtivo.

Os dados do Deral mostram avanço consistente do trigo no Paraná sob condição favorável de solo, enquanto o milho safrinha mantém potencial produtivo sustentado pelas chuvas, mas com perdas localizadas associadas às geadas. O impacto final sobre a produtividade do cereal de inverno ainda dependerá da evolução climática nas regiões produtoras.

Fonte: Estadão Conteúdo

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BNDES aprova R$ 47,5 milhões para investimentos da C.Vale no Paraná e em Mato Grosso


BNDES aprova R$ 47,5 milhões para investimentos da C.Vale no Paraná e em Mato Grosso

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 47,5 milhões para a C.Vale Cooperativa Agroindustrial, segundo informação divulgada nesta quarta-feira (20). O valor corresponde a 75% de um pacote de investimentos de R$ 63,2 milhões em unidades no Paraná e em Mato Grosso. Os recursos serão liberados por meio do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), dentro do Plano Safra 2025/2026.

Parte do investimento será destinada à ampliação da estrutura de armazenagem da cooperativa no Oeste do Paraná. Estão previstas duas novas unidades de recebimento de grãos nos distritos de Vila Nova e São Luiz do Oeste, ambos em Toledo. Segundo o material divulgado, os empreendimentos devem contribuir para reduzir o déficit de armazenagem no país. O texto informa capacidade total de 1,6 milhão de toneladas, mas também cita capacidade inicial de 800 toneladas por unidade. A divergência não foi esclarecida no conteúdo disponível.

Cada unidade terá área total de 2,4 mil metros quadrados, com prédio de classificação de grãos, coletor de amostras, base para balança rodoviária de caminhões, escritório de atendimento e armazém para insumos, como sementes, fertilizantes, rações e agroquímicos.

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Ainda no Paraná, a C.Vale vai renovar instalações do abatedouro de aves em Palotina, com aquisição de esteiras transportadoras e silos de dosagem. Em Mato Grosso, os recursos serão usados na adequação de unidades às normas de saúde e segurança do trabalho, com instalação de degraus antiderrapantes, sistemas de renovação de ar, aterramento de máquinas e ajustes em painéis, quadros de comando e proteção contra descargas atmosféricas.

De acordo com o BNDES, os investimentos também devem gerar demanda de R$ 24,7 milhões para a indústria nacional de máquinas e equipamentos. Para cooperativas e produtores integrados, a expansão da recepção e da armazenagem pode melhorar o fluxo operacional da safra e ampliar a capacidade de atendimento nas regiões onde a C.Vale atua.

Segundo o presidente da cooperativa, Alfredo Lang, os aportes devem ampliar a armazenagem, agilizar o recebimento de grãos, adequar unidades às normas de segurança e modernizar o abatedouro de aves. Sem cronograma detalhado de execução no material disponível, não há base para estimar quando as estruturas entrarão em operação.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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