sexta-feira, junho 26, 2026

Autor: Redação

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Preços da maçã caem 8,06% no atacado em abril, aponta Conab


Preços da maçã caem 8,06% no atacado em abril, aponta Conab

Os preços da maçã seguiram em queda nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país em abril, com recuo de 8,06% na média ponderada do atacado, segundo o 5º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta sexta-feira (22). O levantamento também apontou baixa de 5,94% para a alface e de 0,98% para a laranja no período.

De acordo com a Conab, o movimento da maçã foi influenciado pelo aumento da oferta nas Ceasas, impulsionado pelo avanço da colheita da variedade fuji. Em Goiás, os preços chegaram a ficar 35% menores. No caso da laranja, as quedas mais acentuadas foram registradas em Pernambuco (-6,79%) e no Paraná (-5,73%), enquanto o Rio de Janeiro teve alta de 6,07%, sem alterar a estabilidade da média observada nos últimos meses.

Entre as frutas, a melancia teve a maior alta percentual em abril, com avanço de 24,36% na média ponderada, refletindo menor oferta. As maiores elevações ocorreram em Recife (45%) e Goiânia (44%). O mamão subiu 0,56%, com redução da oferta da variedade papaya, e a banana avançou 1,97%, em movimento associado à demanda e ao escoamento nas praças mineiras.

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Nas hortaliças, a alface foi exceção e voltou a recuar. As principais baixas ocorreram no Rio de Janeiro (-19,11%) e em São Paulo (-18,32%). Já batata e tomate subiram 12,53% e 12,55%, respectivamente. Segundo o boletim, a transição de safras e a menor disponibilidade sustentaram esse movimento. A cebola avançou 23,03% em todas as Ceasas analisadas, enquanto a cenoura acumulou alta de 48,58%, com pressão de demanda sobre Minas Gerais.

O boletim também informa que as exportações brasileiras de hortigranjeiros cresceram 12% no primeiro quadrimestre de 2026 ante igual período de 2025, com faturamento de US$ 532,3 milhões. Em abril, o país embarcou 456 mil toneladas, com destaque para frutas como maçã, melão, manga, melancia, abacate e banana.

Os dados da Conab indicam que o comportamento dos preços segue condicionado pela oferta nas regiões produtoras, pela transição de safras e pelas condições climáticas. Para a cebola, a companhia aponta aumento de disponibilidade nos próximos meses, o que pode alterar a dinâmica atual do mercado atacadista. O boletim completo reúne os produtos com maior representatividade nas Ceasas e maior peso no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Fonte: gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil sedia pela primeira vez um dos principais fóruns globais sobre agricultura regenerativa


Promovido pelo Global Landscapes Forum (GLF), pela Sustainable Agriculture Network (SAN), pelo Imaflora e pelo CABI BioProtection Portal, o evento consolida o país como centro estratégico para discussões sobre o futuro sustentável da agricultura

No dia 23 de junho, o Brasil vai receber a primeira edição brasileira do Fórum de Agricultura Regenerativa, um dos mais relevantes encontros internacionais dedicados à transformação dos sistemas alimentares e produtivos. Promovido pelo Global Landscapes Forum (GLF), pela Sustainable Agriculture Network (SAN), pelo Imaflora e pelo CABI BioProtection Portal, o evento consolida o país como centro estratégico para discussões sobre o futuro sustentável da agricultura.

Com o tema “Acelerando a Transição”, o fórum reunirá produtores rurais, cientistas, investidores, lideranças empresariais, organizações comunitárias e formuladores de políticas públicas em torno de soluções práticas para a regeneração dos solos, preservação da biodiversidade, segurança hídrica, produtividade sustentável e resiliência climática. A iniciativa coloca o país no centro de uma agenda internacional que busca transformar o agro em uma ferramenta de restauração ambiental e desenvolvimento econômico sustentável. 

Reconhecido como a maior plataforma global de conhecimento sobre uso integrado da terra, o GLF escolheu o Brasil — e especialmente Piracicaba, referência em ciência agrícola e inovação tecnológica — para sediar esta edição inédita, destacando a relevância do país na construção de novos modelos regenerativos para o campo. O evento contará com tradução simultânea em português, inglês, espanhol e francês, ampliando o alcance das discussões para diferentes regiões do mundo. 

O ano de 2026 é especialmente relevante, já que o ‘Super El Niño’ deve impactar culturas importantes como arroz, açúcar e cacau. O Brasil e outros países da América Latina, cujas economias dependem fortemente da produção e exportação agrícola, estarão no centro dessa discussão. 

Segundo Isabel Mesquita, Coordenadora regional para América Latina e Caribe do GLF, a agricultura regenerativa é um caminho fundamental para os sistemas alimentares do planeta, garantindo solos saudáveis e biodiversidade por meio da restauração da terra com práticas agrícolas. “Diferentemente da agricultura convencional, que pode degradar os solos e depende de fertilizantes químicos e pesticidas, a agricultura regenerativa oferece uma abordagem mais sustentável, promovendo rotação de culturas, biocontrole e biofertilizantes.” 

Programação

A programação inclui painéis estratégicos sobre financiamento de impacto, inovação tecnológica, bioinsumos, agroflorestas, liderança feminina no campo, inclusão social e cadeias de valor sustentáveis. Entre os destaques estão experiências imersivas em Living Labs, o AgroTalk Live e a construção de um Manifesto de Colaboração Radical, que pretende orientar ações globais para acelerar a transição regenerativa. 

Entre os painelistas confirmados estão nomes de referência internacional, como José Roberto Postali Parra (ESALQ/USP), Talia Smith (Circular Bioeconomy Alliance), Geoffrey Hawtin (World Food Prize 2024), Elizabeth Adu (ex-Banco Mundial), Ricardo Abramovay (USP), Phyllis Caldwell (ex-Tesouro dos EUA), Teresa Corção (Instituto Maniva) e líderes de sustentabilidade e impacto de organizações globais. 

Para Eduardo Trevisan, diretor de ESG e Certificações do Imaflora, sediar o fórum pela primeira vez no Brasil reforça o protagonismo nacional em uma agenda essencial para o futuro da produção agrícola global. “Trazer ao Brasil um fórum dessa magnitude representa um reconhecimento internacional da capacidade do país de liderar soluções regenerativas para a agricultura. É uma oportunidade única de conectar ciência, mercado, produtores e investidores em torno de estratégias concretas para acelerar a transição para sistemas mais resilientes, produtivos e ambientalmente responsáveis”, destaca.

José Campos Arce, da SAN, reforça que o Fórum de Agricultura Regenerativa no Brasil não é apenas mais uma conferência — é um ponto de virada. “Estamos unindo desde agricultores até lideranças corporativas para provar que a regeneração não é um limite para o crescimento, mas sim o caminho para alcançá-lo. A América Latina é hoje o local onde acontecem as inovações mais estratégicas em agricultura regenerativa, e este fórum vai acelerar soluções que o mundo precisa urgentemente.”

Além de posicionar o Brasil como referência global na discussão sobre agricultura regenerativa, o fórum reforça a urgência de integrar negócios, inovação e conservação em uma agenda comum, capaz de transformar o setor agropecuário em protagonista da recuperação ambiental e da segurança alimentar mundial.

Serviço

Fórum de Agricultura Regenerativa 2026 – Acelerando a Transição

Data: 23 de junho de 2026

Horário: 8h às 20h

Formato: Híbrido (presencial e online)

Local: Pecege, Piracicaba (SP)

Inscrições: clique aqui





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Fim de semana será de chuva forte e frio em parte do Brasil


Imagem gerada para IA para o Canal Rural

A atuação de cavados meteorológicos, áreas de baixa pressão e o avanço da umidade devem manter o tempo instável em boa parte do Brasil entre a sexta-feira (22) e o domingo (24). As regiões Sul e Sudeste concentram os maiores volumes de chuva, enquanto o Norte segue com temporais típicos da combinação entre calor e alta umidade.

Sul

Sexta-feira (22)

O tempo volta a ficar instável no Paraná e em Santa Catarina. A chuva avança principalmente pelo oeste, interior e norte dos estados, com risco de temporais no sul e sudoeste paranaense e no extremo oeste catarinense.

No Rio Grande do Sul, o frio segue intenso, com possibilidade de temperaturas próximas de 0°C e formação de geada entre a Serra Gaúcha, Campanha e áreas serranas catarinenses. O mar permanece agitado em toda a faixa litorânea da região.

Sábado

O sábado será de muita chuva no Paraná, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais desde cedo. Santa Catarina também terá aumento da nebulosidade e chuva em grande parte do estado. Já o Rio Grande do Sul deve ter tempo mais firme, embora com muitas nuvens e temperaturas baixas ao amanhecer.

Domingo

O tempo segue úmido e frio na região. Paraná e Santa Catarina ainda terão chuva frequente, especialmente no litoral e leste dos estados. No Rio Grande do Sul, o frio perde força gradualmente, mas o céu continua carregado, com possibilidade de garoa e chuva fraca no norte e litoral norte gaúcho.

Sudeste

Sexta-feira

São Paulo terá aumento da nebulosidade e chuva ao longo do dia, principalmente na faixa leste, litoral, Região Metropolitana e interior paulista. Há possibilidade de chuva forte no norte e interior do estado. A capital paulista pode registrar máxima de apenas 17°C. Também há previsão de chuva no Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e Espírito Santo.

Sábado

O sábado será marcado por chuva forte em São Paulo. O avanço de uma área de baixa pressão favorece temporais, rajadas entre 60 e 80 km/h e possibilidade de granizo isolado. A chuva se espalha pela Grande São Paulo e interior, aumentando o risco de alagamentos. Rio de Janeiro, Espírito Santo e sul de Minas também terão aumento da nebulosidade e pancadas de chuva.

Domingo

As instabilidades perdem força, mas o tempo continua úmido. São Paulo ainda terá chuva persistente no litoral, leste e interior paulista, com risco de temporais isolados. Rio de Janeiro, sul do Espírito Santo e parte de Minas Gerais seguem com muitas nuvens e chuva fraca a moderada. O frio continua predominando no centro-sul paulista e sul mineiro.

Centro-Oeste

Sexta-feira

O tempo segue mais estável na maior parte da região. Mato Grosso do Sul terá pancadas de chuva no sul e interior do estado, enquanto Goiás e Mato Grosso seguem com calor e pancadas muito isoladas. A umidade relativa do ar continua baixa no norte de Goiás e nordeste mato-grossense.

Sábado

A chuva continua concentrada em Mato Grosso do Sul, principalmente entre o sul e o interior. Mato Grosso pode registrar pancadas isoladas no oeste e norte do estado. Nas demais áreas, o predomínio será de tempo firme e calor.

Domingo

O tempo firme predomina em Goiás, Distrito Federal e boa parte de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul, ainda há possibilidade de pancadas isoladas, mas a tendência é de redução da instabilidade ao longo do dia.

Nordeste

Sexta-feira

A circulação marítima mantém chuva no litoral leste entre Bahia e Pernambuco. O sul da Bahia pode registrar chuva forte e temporais. Maranhão, Piauí e Ceará seguem com pancadas moderadas a fortes por causa da atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). O interior continua quente e seco.

Sábado

A chuva aumenta entre Maranhão, Piauí e Ceará, com risco de temporais. Também há previsão de pancadas mais intensas entre Salvador e Ilhéus. Já o interior nordestino segue com baixa umidade e calor.

Domingo

A ZCIT mantém chuva forte em Maranhão, Piauí e Ceará, enquanto a circulação marítima favorece chuva fraca no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas. O interior permanece seco e quente.

Norte

Sexta

A combinação entre calor e alta umidade mantém pancadas fortes em Amazonas, Pará, Roraima e Amapá. Há risco de temporais e acumulados elevados no extremo norte do Amazonas e sul de Roraima. Tocantins segue com tempo mais firme e baixa umidade do ar.

Sábado

As instabilidades continuam fortes em Roraima, Amapá, Amazonas e Pará, com chuva intensa e raios. Rondônia e Acre terão chuva mais fraca, enquanto Tocantins permanece com tempo firme e abafado.

Domingo

A chuva segue intensa em Amazonas, Pará, Roraima e Amapá, com risco de temporais e acumulados elevados. Acre, Rondônia e Tocantins continuam com predomínio de tempo mais firme e calor.

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AgroNewsPolítica & Agro

Goiás deve colher 20,1 milhões de toneladas de soja


De acordo com a edição de maio do informativo mensal Agro em Dados, publicado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, a safra de soja 2025/26 em Goiás deve alcançar 20,1 milhões de toneladas, o segundo maior volume da série histórica. A produtividade estimada para o estado é de 3,9 toneladas por hectare, acima da média nacional projetada em 3,7 toneladas por hectare. Segundo o levantamento, o desempenho é resultado dos avanços em manejo e do melhoramento genético, que ampliaram a adaptação da cultura às condições do Cerrado.

O estudo destaca que a região Centro-Oeste responde por quase metade da produção brasileira de soja e que Goiás ocupa posição de destaque nesse cenário. Entre as safras 2016/17 e 2025/26, a produtividade das lavouras goianas avançou 15,6%, contribuindo para um crescimento de 81,7% na produção do grão no período, enquanto a área plantada aumentou 57,2%.

Apesar do desempenho produtivo, a rentabilidade da soja enfrenta desafios diante da queda nos preços da commodity e da elevação dos custos com fertilizantes. Conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento, o custo de produção da safra 2025/26 em Rio Verde foi o segundo maior da história, estimado em R$ 5.602,89 por hectare, abaixo apenas do registrado no ciclo 2023/24.

Naquele período, porém, a cotação média da soja era de R$ 150,70 por saca, acima do valor observado na atual temporada. Segundo o informativo Agro em Dados, o cenário reforça a necessidade de gestão eficiente nas propriedades rurais e da adoção de estratégias diversificadas de comercialização para reduzir riscos e preservar a sustentabilidade econômica da atividade.

A colheita da soja em Goiás foi concluída na última semana de abril. No Brasil, até 1º de maio de 2026, 94,7% da área cultivada já havia sido colhida. O avanço da colheita ampliou a oferta do grão no mercado, mas as cotações permaneceram relativamente estáveis entre fevereiro e abril, sustentadas pela demanda aquecida dos derivados da oleaginosa.

Ainda segundo o levantamento, o valor pago pela tonelada do óleo de soja exportado no primeiro trimestre de 2026 apresentou alta em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço foi de 10,6% no Brasil e de 9,9% em Goiás.





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Probabilidade de corte na Selic sobe para 92%: ouça a análise econômica do dia


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que rumores de acordo entre EUA e Irã derrubaram o petróleo 2,32% a US$ 102 o barril e aliviaram mercados globais.

O Ibovespa inverteu o sinal e fechou em alta de 0,17% aos 177 mil pontos, enquanto a probabilidade de corte na Selic em junho subiu para 92%. Hoje, foco na confiança do consumidor nos EUA e expectativas de inflação da Universidade de Michigan.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Trigo brasileiro acompanha alta internacional


Os preços do trigo pagos aos produtores registraram alta nas principais praças acompanhadas no Brasil, segundo o Boletim Agropecuário de maio divulgado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). Em Santa Catarina, o valor médio do cereal avançou 1,94% na comparação mensal e encerrou abril em R$ 62,45 por saca de 60 quilos. Apesar da recuperação no curto prazo, o preço ainda acumula queda de 19,46% em relação ao mesmo período do ano anterior. No Rio Grande do Sul, a valorização mensal foi de 6,15%, enquanto no Paraná, no mercado balcão, a alta chegou a 6,40%.

De acordo com o levantamento da Epagri/Cepa, o mercado internacional do trigo vem sendo impactado por fatores climáticos e geopolíticos. A seca persistente nas Grandes Planícies dos Estados Unidos afetou a safra de trigo de inverno, com parte significativa das lavouras classificada entre ruim e muito ruim. Também pesam sobre o mercado as preocupações com os efeitos do fenômeno El Niño no verão de 2026, além das tensões no Oriente Médio, que elevaram os custos de produção e aumentaram as incertezas sobre a oferta global.

O boletim aponta ainda que o aumento nos custos dos fertilizantes e a perspectiva de redução da área plantada em importantes países produtores contribuíram para a valorização das cotações. No mercado futuro internacional, os contratos de trigo para julho de 2026 estavam cotados a US$ 6,35 por bushel, enquanto os vencimentos para dezembro de 2026 eram negociados a US$ 6,71 por bushel.

Nos Estados Unidos, o setor acompanha as condições climáticas no Hemisfério Norte. Até 26 de abril, 34% da safra nacional de trigo de inverno havia atingido a fase de espigamento, mas apenas 30% das lavouras apresentavam condições consideradas boas ou excelentes. Segundo o relatório, temperaturas acima da média e a persistência da seca em áreas do sudeste norte-americano reduziram a umidade superficial do solo e aumentaram as preocupações sobre a produção.

As projeções mais recentes do relatório WASDE, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, indicam oferta mundial de trigo estimada em 1,103 bilhão de toneladas para a safra 2025/26. O aumento é atribuído, principalmente, à maior produção na União Europeia e na Rússia. Já o consumo global foi reduzido para 820,1 milhões de toneladas, refletindo a menor demanda da Índia para alimentação, sementes e indústria.

O relatório também aponta que o comércio mundial de trigo deve atingir 221,9 milhões de toneladas, influenciado pela redução das exportações da Ucrânia, Austrália e Brasil. O avanço das vendas externas da Rússia e do Cazaquistão não compensou totalmente essas quedas. Os estoques finais globais para 2025/26 foram revisados para 283,1 milhões de toneladas, volume 9% superior ao registrado no ano passado, com destaque para os aumentos observados em Índia, Ucrânia, União Europeia, Austrália e Bangladesh.





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AgroNewsPolítica & Agro

Frio perde força, mas risco de geada ainda preocupa o Sul


Segundo análise divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a  previsão do tempo para esta sexta-feira (22) indica continuidade das chuvas na Região Norte e em áreas do litoral do Sudeste. No Nordeste, a expectativa é de chuva fraca em áreas costeiras, principalmente no Maranhão e na Bahia. Já na Região Sul, o destaque segue sendo o frio, com possibilidade de geada pontual na Serra Catarinense.

Para o sábado (23), o INMET prevê intensificação das pancadas de chuva no sul de São Paulo. No Sul do país, as temperaturas começam a subir gradualmente, mas ainda há risco de geada no norte do Rio Grande do Sul e na Serra de Santa Catarina. Na Região Norte, as chuvas continuam mais concentradas em Roraima, Amapá e no norte do Pará e do Amazonas.

Na Região Norte, a sexta-feira (22) será marcada por pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas em grande parte dos estados. Os maiores volumes são esperados no Amapá, Roraima, centro-norte do Amazonas e noroeste do Pará, onde os acumulados podem ultrapassar 70 milímetros. No Acre, Tocantins e Rondônia, a chance de chuva é menor. As temperaturas variam entre 18°C em Rio Branco e 35°C em Palmas.

No sábado (23), o cenário permanece semelhante na Região Norte, com chuva e trovoadas em áreas do Amazonas, Amapá, oeste e nordeste do Pará e Roraima. Em algumas localidades do Amazonas, os volumes podem novamente superar 70 milímetros. A mínima prevista segue em 18°C em Rio Branco, enquanto a máxima pode atingir 37°C em Palmas. A umidade relativa do ar deve cair para cerca de 30% durante a tarde em áreas do Tocantins.

Na Região Nordeste, a previsão para sexta-feira (22) e sábado (23) indica manhãs mais frias, especialmente no sul e sudeste da Bahia, com temperaturas próximas de 15°C. Já no sertão da Paraíba e de Pernambuco, os termômetros podem chegar a 36°C. Na sexta-feira, há possibilidade de chuva no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas. No sábado, a previsão aponta chuva isolada em toda a faixa litorânea da região.

No Centro-Oeste, a sexta-feira (22) terá nebulosidade variável e baixa chance de chuva no Distrito Federal, em Mato Grosso, Goiás e no norte do Mato Grosso do Sul. No sul sul-mato-grossense, podem ocorrer pancadas isoladas com trovoadas a partir da tarde. As máximas devem chegar a 36°C no norte de Goiás e de Mato Grosso, enquanto as mínimas ficam próximas de 12°C no sul de Mato Grosso do Sul.

Para o sábado (23), a previsão aponta aumento das condições para pancadas de chuva e trovoadas em todo o Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso, principalmente entre a tarde e a noite. Em Goiás e no Distrito Federal, o tempo segue com variação de nebulosidade. As temperaturas máximas permanecem elevadas no norte mato-grossense e noroeste goiano, podendo atingir 36°C.

Na Região Sudeste, a sexta-feira (22) terá possibilidade de chuva isolada no litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Também há previsão de pancadas de chuva no nordeste de Minas Gerais e norte capixaba durante a tarde. As máximas podem chegar a 32°C no norte mineiro, enquanto as mínimas ficam em torno de 12°C no sul de Minas e no Vale do Paraíba.

No sábado (23), as chuvas devem ganhar força no centro-sul e litoral de São Paulo, com acumulados que podem atingir 60 milímetros. No Rio de Janeiro, norte do Espírito Santo e extremo nordeste de Minas Gerais, a previsão é de chuva isolada. As temperaturas máximas podem alcançar 32°C no Triângulo Mineiro e no noroeste paulista.

Na Região Sul, o Rio Grande do Sul segue sem previsão de chuva nesta sexta-feira (22). O frio se intensifica durante a madrugada e o amanhecer, com possibilidade de geada no extremo sul gaúcho e nas áreas de divisa com Santa Catarina. As mínimas podem chegar a 0°C. A partir da tarde, áreas de instabilidade favorecem temporais entre Paraná e Santa Catarina. No norte paranaense, as máximas podem atingir 18°C.

No sábado (23), a chuva continua em parte da Região Sul, principalmente entre o litoral do Paraná e de Santa Catarina. As temperaturas mínimas seguem próximas de 0°C nas serras catarinense e gaúcha, enquanto as máximas podem chegar a 20°C no oeste do Rio Grande do Sul.





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Futuros de café recuam com pressão da nova safra



Esse movimento contribuiu para aumentar a pressão sobre as cotações


Esse movimento contribuiu para aumentar a pressão sobre as cotações
Esse movimento contribuiu para aumentar a pressão sobre as cotações – Foto: Divulgação

Os futuros de café seguiram pressionados na última semana, em um cenário combinado de câmbio desfavorável, expectativa de avanço da colheita brasileira e sinais de maior oferta global. Segundo a StoneX, o ambiente macroeconômico foi negativo para as commodities agrícolas, com o dólar americano voltando a se fortalecer no mercado internacional e o avanço do Dollar Index pressionando moedas emergentes. No Brasil, o real encerrou a semana cotado a R$ 5,08 por dólar, com valorização de 3,5% da moeda americana, no pior nível das últimas semanas.

Esse movimento contribuiu para aumentar a pressão sobre as cotações, especialmente do café arábica. Entre os fundamentos, a perspectiva de aceleração de uma safra recorde no Brasil permaneceu como o principal fator de baixa para os preços. O mercado também acompanhou as atualizações das exportações brasileiras em abril e novas estimativas do USDA, que reforçaram parcialmente a expectativa de produção global mais elevada no ano.

Apesar da pressão predominante, alguns fatores ainda mantêm cautela entre os agentes. Os estoques certificados seguem em níveis reduzidos, enquanto as atualizações das projeções para o El Niño continuam no radar, com potencial para oferecer algum suporte às cotações caso tragam riscos adicionais ao equilíbrio entre oferta e demanda.

Na bolsa de Nova Iorque, o vencimento de julho do café arábica encerrou a semana a 266,9 centavos de dólar por libra-peso, queda de 2,9% no período e novo fundo em cerca de um ano e meio. Já o contrato equivalente do café robusta terminou a semana cotado a US$ 3.365 por tonelada na bolsa de Londres, recuo de 1,4%.

 





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Goiás regista a maior safra de cana-de-açúcar dos últimos 10 anos


Goiás alcançou o segundo lugar no ranking nacional de produção de cana-de-açúcar, conforme dados do 4º levantamento da safra 2025/26 divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento. O estado registrou a maior safra dos últimos dez anos, com produção estimada em 80,1 milhões de toneladas, volume 2% superior ao ciclo anterior. As informações foram divulgadas na edição de maio do informativo Agro em Dados publicado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás.

Segundo o levantamento, o avanço foi impulsionado pelo crescimento de 6,3% da área plantada, que ultrapassou 1 milhão de hectares cultivados, além dos investimentos em tecnologia, manejo agrícola e eficiência produtiva. O desempenho consolidou Goiás entre os principais polos do setor sucroenergético nacional.

Os dados apresentados pela Companhia Nacional de Abastecimento mostram que, na última década, Goiás registrou crescimento acima da média nacional no setor. Enquanto a produção brasileira avançou 2,4% no período, o estado teve alta de 18,5%. A produtividade das lavouras goianas cresceu 10,7%, frente ao avanço de 3,5% observado no país. Já a área colhida no estado aumentou 7,1%, enquanto o cenário nacional registrou retração de 1%.

O relatório também aponta que Goiás ampliou sua participação na agroindustrialização da cana-de-açúcar e na produção de derivados. O Açúcar Total Recuperável (ATR), indicador que mede o potencial de produção de açúcar e etanol a partir da cana, alcançou 10,7 milhões de toneladas, colocando o estado na segunda posição nacional. Na produção de açúcar cristal, Goiás atingiu 3 milhões de toneladas e assumiu o terceiro lugar no ranking brasileiro.

Na produção de etanol de cana, o estado aparece em segundo lugar no país, com 4,5 bilhões de litros produzidos, volume equivalente a 16,7% da produção nacional. O resultado reforça a relevância do setor sucroenergético goiano para o abastecimento interno e para o mercado de biocombustíveis.

De acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, o setor também mantém presença significativa no comércio exterior. Dados do painel de Comércio Exterior da Plataforma Aroeira mostram que o açúcar de cana representou 91,7% do valor exportado pelo segmento em 2025. O complexo sucroalcooleiro goiano alcançou 58 destinos internacionais, com embarques de açúcar para 55 países e de álcool etílico para 10 mercados.

A estimativa inicial para a safra 2026/27 aponta produção de 79,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em Goiás. A área destinada à colheita deve permanecer acima de 1 milhão de hectares, enquanto a produtividade média é estimada em 77,7 toneladas por hectare.

Com expectativa de estabilidade na área plantada, produtividade e produção, Goiás deve seguir entre os principais produtores de cana-de-açúcar do Brasil, mantendo participação relevante no setor sucroenergético nacional.





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Trump participa de posse de Kevin Warsh no comando do Federal Reserve


Bolsas de Nova York abrem em queda após reunião entre Trump e Xi sem novos acordos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participa nesta sexta-feira (22), às 12h no horário de Brasília, da cerimônia de posse de Kevin Warsh na presidência do Federal Reserve, o banco central norte-americano. A informação consta na agenda divulgada pela Casa Branca. O ato marca formalmente a transição no comando da autoridade monetária dos Estados Unidos após o fim do mandato de Jerome Powell.

Warsh foi aprovado pelo Senado dos Estados Unidos no dia 13 de maio para um mandato de quatro anos à frente do Federal Reserve. Indicado por Trump em janeiro, ele assume o posto após o encerramento do mandato de Powell na última sexta-feira. Desde então, Powell permaneceu na chefia da instituição em caráter temporário, como presidente pro tempore nomeado pelo conselho do banco central.

A troca de comando ocorre em um momento de atenção do mercado financeiro internacional sobre a condução da política monetária dos Estados Unidos. O Federal Reserve tem papel central na definição da taxa básica de juros da maior economia do mundo e suas decisões costumam influenciar o comportamento do dólar, dos títulos do Tesouro norte-americano e das cotações globais de ativos.

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Para o agronegócio, esse ambiente é relevante porque oscilações nos juros e na moeda norte-americana costumam afetar o fluxo financeiro internacional e a formação de preços de commodities negociadas em dólar, como soja, milho, café e algodão. O conteúdo disponível, no entanto, não informa quais serão as diretrizes de Warsh para juros, inflação ou balanço do banco central após a posse.

Warsh chega ao comando da instituição sob questionamentos sobre o grau de autonomia do Federal Reserve em relação à Casa Branca. Até o momento, o material de referência não traz declarações do novo presidente nem sinalizações formais sobre mudanças imediatas na estratégia da autoridade monetária.

A posse desta sexta-feira (22) formaliza a mudança institucional no Federal Reserve, mas o efeito prático sobre os mercados dependerá das próximas comunicações oficiais do banco central e das decisões de política monetária a partir da nova gestão. Sem essas indicações, não há base técnica para projetar alterações imediatas no cenário econômico.

Fonte: Estadão Conteúdo

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