sexta-feira, junho 26, 2026

Autor: Redação

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Entrada da safra de café pode ampliar pressão sobre preços em até 6 semanas


Safra de café 2026 pode chegar a 66,7 milhões de sacas, estima Conab

A entrada mais intensa da safra brasileira de café no mercado deve ocorrer nas próximas 4 a 6 semanas, período que pode ampliar a pressão sobre os preços internacionais, segundo avaliação da trading Comexim Group. A declaração foi feita nesta sexta-feira (22), em Santos (SP), após o encerramento do Seminário Internacional do Café, na quinta-feira (21). Apesar da expectativa de maior oferta, a empresa aponta estoques globais apertados e riscos climáticos e logísticos como fatores de sustentação das cotações.

Segundo Alex Perk, head de café na Europa da Comexim Group, parte das áreas brasileiras já está em colheita, enquanto outras ainda vão iniciar os trabalhos. De acordo com ele, o fluxo mais relevante da produção ao mercado consumidor deve se consolidar nas próximas semanas, o que tende a aumentar a disponibilidade do produto no exterior.

A trading estima a safra brasileira de café em 71 milhões de sacas no ciclo 2026/27. Desse total, cerca de 23 milhões de sacas seriam de conilon, enquanto o restante corresponderia a arábica. A projeção fica acima da estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de 66,7 milhões de sacas.

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Mesmo com perspectiva de produção elevada, Perk afirmou que o mercado segue sustentado pelo baixo nível dos estoques globais. Ele também citou a entrada do inverno no Brasil, com risco de geada, como um fator que mantém a volatilidade. Segundo o executivo, a safra brasileira pode não ser suficiente para recompor integralmente o equilíbrio global entre oferta e demanda.

No cenário externo, a Comexim também monitora os possíveis efeitos do El Niño sobre a produção de robusta no Sudeste Asiático. Uma quebra nessa região, segundo Perk, pode deslocar demanda para o arábica brasileiro. Na logística, o executivo mencionou riscos no Estreito de Ormuz e no Porto de Santos, com possibilidade de impacto sobre embarques. Ele estimou ainda alta média de cerca de 30% nos custos de frete marítimo, energia e petróleo em meio à guerra envolvendo o Irã.

O quadro de curto prazo combina avanço da colheita brasileira com estoques reduzidos, risco climático e custos logísticos mais altos. Nesse cenário, a direção dos preços deve seguir condicionada ao ritmo de entrada da safra no mercado e à evolução das variáveis climáticas e de transporte, sem base adicional disponível para projeções mais detalhadas além das estimativas apresentadas pela trading.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Cachaça mineira movimentou R$ 624 milhões em 2025


No Dia da Cachaça Mineira, celebrado nesta quinta-feira (21), o setor comemora resultados positivos em Minas Gerais. Levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento aponta que o estado mantém a liderança nacional na produção da bebida. Em 2025, a cadeia movimentou R$ 624,7 milhões, reforçando a importância econômica e cultural da cachaça para Minas Gerais.

Segundo a assessora técnica da Seapa, Maíra Ferman, o estudo apresenta um panorama atualizado da cadeia produtiva da bebida. “Um dos destaques é o peso das vendas para fora do estado: 54% do faturamento da cachaça mineira já ocorre no mercado interestadual e internacional, indicando avanço na inserção do produto em novos mercados”, analisa.

Além do faturamento, o setor também ampliou a arrecadação pública. Em 2025, a cadeia da cachaça gerou R$ 56,5 milhões em ICMS, reforçando sua participação na economia estadual.

De acordo com o relatório, o estado concentra 40% dos estabelecimentos produtores registrados no país, com 501 empreendimentos formais ligados à atividade. O dado reforça a presença da produção em diferentes regiões do estado e a tradição mineira no setor.

O relatório também aponta avanço da cachaça mineira no mercado externo. “Em 2025, os principais destinos das exportações incluem Uruguai, Estados Unidos e Itália, que juntos concentram parcela significativa das vendas internacionais. Esse movimento reforça o potencial do produto como ativo estratégico para a internacionalização do agronegócio mineiro”, destaca Maíra Ferman.

Outro dado destacado no levantamento é a geração de empregos. Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o setor mantém trajetória de crescimento nos últimos anos, com aumento no número de vínculos formais ligados à fabricação de aguardente de cana-de-açúcar.





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Maçã e laranja mantêm queda de preços no atacado em abril


Preços da maçã caem 8,06% no atacado em abril, aponta Conab

Os preços da maçã e da laranja seguiram em queda nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país em abril, segundo o 5º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta quinta-feira (22) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na média ponderada do mês, a maçã recuou 8,06% e a laranja, 0,98%, em um cenário influenciado principalmente pelo aumento da oferta.

De acordo com a Conab, a queda da maçã foi explicada pelo avanço da colheita da variedade fuji, o que elevou a disponibilidade da fruta nas Ceasas monitoradas. Em Goiás, os preços chegaram a ficar 35% menores. No caso da laranja, os menores valores foram registrados em Pernambuco, com recuo de 6,79%, e no Paraná, com baixa de 5,73%. Já o Rio de Janeiro apresentou alta de 6,07%, sem alterar a estabilidade observada na média dos últimos meses.

O levantamento também mostra movimentos distintos entre outras frutas. O mamão teve alta de 0,56%, associada à menor oferta da variedade papaia nas principais regiões produtoras. A banana subiu 1,97%, com aumento de oferta da variedade prata em Minas Gerais, principal estado fornecedor, combinado com demanda e escoamento melhores. A melancia registrou a maior alta entre as frutas, com avanço de 24,36% na média ponderada, puxado pela redução da oferta. As maiores variações ocorreram em Recife, com 45%, e Goiânia, com 44%.

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Entre as hortaliças, apenas a alface recuou, com baixa de 5,94% na média ponderada. Segundo a Conab, temperaturas mais amenas favoreceram produtividade e qualidade. No Rio de Janeiro, a queda foi de 19,11%, e em São Paulo, de 18,32%. Em sentido oposto, batata e tomate avançaram 12,53% e 12,55%, respectivamente, pressionados por menor oferta, transição de safras e efeitos climáticos. A cebola subiu 23,03%, enquanto a cenoura teve a maior alta entre as hortaliças, de 48,58%, com pressão da demanda sobre Minas Gerais, principal fornecedor.

Os dados da Conab indicam que a dinâmica de oferta segue como principal fator de formação de preços no atacado. Para produtores, atacadistas e varejo, o acompanhamento das próximas safras e do ritmo de abastecimento será determinante para avaliar a continuidade desses movimentos nos próximos meses.

Fonte: Estadão Conteúdo

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IBGE divulga edição de 2025 dos Indicadores Econômicos do Brasil


IBC-Br cai 0,67% em março e agropecuária recua 0,21%, informa BC

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (22) a nova edição do informativo “Indicadores Econômicos do Brasil – 2025”, com dados conjunturais sobre trabalho, produção agropecuária, indústria, comércio, serviços, preços e custos. A publicação consolida resultados de pesquisas mensais, trimestrais e semestrais realizadas ao longo de 2025 e apresenta um panorama da atividade econômica no país.

Segundo o IBGE, a economia brasileira cresceu 2,3% em 2025, no quinto ano seguido de expansão, embora abaixo dos 3,4% registrados em 2024. A agropecuária foi o principal vetor desse resultado, respondendo por cerca de um terço do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), com apoio de safras recordes de soja e milho.

De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), a produção nacional de grãos alcançou 346,1 milhões de toneladas em 2025, alta de 18,2% sobre as 292,7 milhões de toneladas de 2024. O volume representa recorde da série histórica iniciada em 1975. O Instituto atribui o desempenho ao clima favorável, à expansão da área plantada e à melhor distribuição das chuvas.

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Na pecuária, o informativo aponta recordes nos abates de bovinos, suínos e frangos, conforme a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais (PTAA). Também foram registrados os maiores volumes da série histórica na aquisição de leite e na produção de ovos de galinha.

O material ainda mostra um ambiente econômico de expansão moderada, sustentado pela agropecuária e pelas exportações, em um cenário externo marcado por juros elevados nos Estados Unidos, desaceleração da China e maior volatilidade geopolítica e comercial. No mercado interno, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 4,26% em 2025, abaixo dos 4,83% de 2024.

Para o setor produtivo, a consolidação desses dados em um único informativo facilita o acompanhamento de produção, renda, custos e preços. Segundo a pesquisadora Camila Vaz, da Diretoria de Pesquisas do IBGE, a publicação busca ampliar o acesso às informações e apoiar análises sobre a economia brasileira.

Os dados do IBGE reforçam o peso da agropecuária no desempenho econômico de 2025 e oferecem referência técnica para decisões de produção, comercialização e planejamento. A publicação não apresenta projeções para 2026, mas organiza indicadores que permitem monitorar, ao longo do ano, a evolução da atividade rural, dos preços e da demanda.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Massa de ar frio mantém tempo estável no Rio Grande do Sul no fim de semana


Massa de ar frio mantém tempo estável no Rio Grande do Sul no fim de semana

A massa de ar frio deve seguir influenciando o tempo em grande parte do Rio Grande do Sul entre esta sexta-feira (22) e o fim de semana, segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico 21/2026. A previsão indica temperaturas baixas na maior parte do estado, com ausência de chuva significativa na maior parte das regiões e ocorrência pontual de precipitação em áreas da metade Norte e do litoral.

De acordo com o boletim, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), apenas uma pequena porção do Noroeste deve registrar chuva fraca a moderada e isolada nesta sexta-feira (22). Nas demais áreas, o tempo permanece estável.

No sábado (23) e no domingo (24), a circulação atmosférica deve favorecer o transporte de umidade para pontos da metade Norte e do litoral gaúcho. A tendência é de aumento da nebulosidade nessas regiões, com chuva pontual. Nas demais localidades, a previsão é de estabilidade e leve elevação das temperaturas.

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Entre segunda-feira (25) e terça-feira (26), esse transporte de umidade ainda pode provocar chuva fraca a moderada, principalmente na metade Norte e no litoral. Para a metade Sul, o boletim mantém a indicação de tempo estável e sem volumes expressivos. Na quarta-feira (27), a previsão é de retorno da estabilidade em praticamente todo o estado.

Os acumulados previstos ao longo da semana variam entre 0 e 50 milímetros, com pontos isolados da metade Norte podendo superar esse volume. Na metade Sul, não há previsão de acumulados significativos.

Com a chuva concentrada em áreas específicas e a manutenção do tempo firme em boa parte do estado, o cenário meteorológico serve de referência para o planejamento de atividades no campo, especialmente operações de manejo, deslocamento e monitoramento de lavouras e criações.

A orientação técnica é acompanhar as atualizações semanais do boletim agrometeorológico, já que a distribuição da chuva prevista é irregular e concentrada em parte do estado. Até o momento, as informações disponíveis indicam maior estabilidade sobre a metade Sul e precipitação de curta duração na metade Norte.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Dólar sobe com tensão no Oriente Médio e atenção ao cenário fiscal


Dólar recua com Treasuries e petróleo, enquanto câmbio segue atento ao cenário interno

O dólar operava em alta nesta sexta-feira (22), acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior, a elevação dos rendimentos curtos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e a recuperação do petróleo após três sessões de queda. No mercado doméstico, investidores também acompanhavam a divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas, prevista para as 15h, além de novas pesquisas eleitorais. O valor exato da cotação no momento citado não foi informado no conteúdo original.

No exterior, a ausência de um acordo entre Estados Unidos e Irã manteve a atenção dos agentes financeiros sobre o risco geopolítico. A Guarda Revolucionária iraniana informou ter coordenado e protegido a travessia de 35 embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, em uma das principais rotas globais de petróleo. O avanço da commodity ocorre após três dias de queda e contribui para sustentar o dólar em nível mais alto.

A tensão regional também segue no radar com esforços diplomáticos do Paquistão entre Irã, Estados Unidos e Israel. Apesar das conversas, o conteúdo indica que a situação permanece instável, especialmente na região do estreito, ponto estratégico para o fluxo internacional de energia.

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No Brasil, o mercado aguardava o relatório bimestral de receitas e despesas da União, documento usado para avaliar o cumprimento das metas fiscais e a necessidade de bloqueios ou contingenciamentos. Também estavam no foco novas sondagens eleitorais. Pesquisa Apex/Futura divulgada nesta sexta-feira (22) mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente em cenários de primeiro e segundo turnos.

Para o agronegócio, a variação cambial tem efeito direto sobre a formação de preços de exportação e sobre custos atrelados ao mercado externo, como fertilizantes, defensivos, combustíveis e fretes. A alta do petróleo também é acompanhada de perto por seu potencial de influência sobre diesel, logística e despesas operacionais ao longo das cadeias produtivas.

O comportamento do câmbio ao longo do dia dependeria da leitura do mercado sobre o quadro fiscal doméstico e da evolução do risco geopolítico no exterior. Sem a divulgação, no conteúdo de origem, da cotação pontual do dólar e de estimativas de fechamento, não há base suficiente para projeção adicional além da manutenção da volatilidade no curto prazo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Preços da maçã caem 8,06% no atacado em abril, aponta Conab


Preços da maçã caem 8,06% no atacado em abril, aponta Conab

Os preços da maçã seguiram em queda nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país em abril, com recuo de 8,06% na média ponderada do atacado, segundo o 5º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta sexta-feira (22). O levantamento também apontou baixa de 5,94% para a alface e de 0,98% para a laranja no período.

De acordo com a Conab, o movimento da maçã foi influenciado pelo aumento da oferta nas Ceasas, impulsionado pelo avanço da colheita da variedade fuji. Em Goiás, os preços chegaram a ficar 35% menores. No caso da laranja, as quedas mais acentuadas foram registradas em Pernambuco (-6,79%) e no Paraná (-5,73%), enquanto o Rio de Janeiro teve alta de 6,07%, sem alterar a estabilidade da média observada nos últimos meses.

Entre as frutas, a melancia teve a maior alta percentual em abril, com avanço de 24,36% na média ponderada, refletindo menor oferta. As maiores elevações ocorreram em Recife (45%) e Goiânia (44%). O mamão subiu 0,56%, com redução da oferta da variedade papaya, e a banana avançou 1,97%, em movimento associado à demanda e ao escoamento nas praças mineiras.

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Nas hortaliças, a alface foi exceção e voltou a recuar. As principais baixas ocorreram no Rio de Janeiro (-19,11%) e em São Paulo (-18,32%). Já batata e tomate subiram 12,53% e 12,55%, respectivamente. Segundo o boletim, a transição de safras e a menor disponibilidade sustentaram esse movimento. A cebola avançou 23,03% em todas as Ceasas analisadas, enquanto a cenoura acumulou alta de 48,58%, com pressão de demanda sobre Minas Gerais.

O boletim também informa que as exportações brasileiras de hortigranjeiros cresceram 12% no primeiro quadrimestre de 2026 ante igual período de 2025, com faturamento de US$ 532,3 milhões. Em abril, o país embarcou 456 mil toneladas, com destaque para frutas como maçã, melão, manga, melancia, abacate e banana.

Os dados da Conab indicam que o comportamento dos preços segue condicionado pela oferta nas regiões produtoras, pela transição de safras e pelas condições climáticas. Para a cebola, a companhia aponta aumento de disponibilidade nos próximos meses, o que pode alterar a dinâmica atual do mercado atacadista. O boletim completo reúne os produtos com maior representatividade nas Ceasas e maior peso no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Fonte: gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil sedia pela primeira vez um dos principais fóruns globais sobre agricultura regenerativa


Promovido pelo Global Landscapes Forum (GLF), pela Sustainable Agriculture Network (SAN), pelo Imaflora e pelo CABI BioProtection Portal, o evento consolida o país como centro estratégico para discussões sobre o futuro sustentável da agricultura

No dia 23 de junho, o Brasil vai receber a primeira edição brasileira do Fórum de Agricultura Regenerativa, um dos mais relevantes encontros internacionais dedicados à transformação dos sistemas alimentares e produtivos. Promovido pelo Global Landscapes Forum (GLF), pela Sustainable Agriculture Network (SAN), pelo Imaflora e pelo CABI BioProtection Portal, o evento consolida o país como centro estratégico para discussões sobre o futuro sustentável da agricultura.

Com o tema “Acelerando a Transição”, o fórum reunirá produtores rurais, cientistas, investidores, lideranças empresariais, organizações comunitárias e formuladores de políticas públicas em torno de soluções práticas para a regeneração dos solos, preservação da biodiversidade, segurança hídrica, produtividade sustentável e resiliência climática. A iniciativa coloca o país no centro de uma agenda internacional que busca transformar o agro em uma ferramenta de restauração ambiental e desenvolvimento econômico sustentável. 

Reconhecido como a maior plataforma global de conhecimento sobre uso integrado da terra, o GLF escolheu o Brasil — e especialmente Piracicaba, referência em ciência agrícola e inovação tecnológica — para sediar esta edição inédita, destacando a relevância do país na construção de novos modelos regenerativos para o campo. O evento contará com tradução simultânea em português, inglês, espanhol e francês, ampliando o alcance das discussões para diferentes regiões do mundo. 

O ano de 2026 é especialmente relevante, já que o ‘Super El Niño’ deve impactar culturas importantes como arroz, açúcar e cacau. O Brasil e outros países da América Latina, cujas economias dependem fortemente da produção e exportação agrícola, estarão no centro dessa discussão. 

Segundo Isabel Mesquita, Coordenadora regional para América Latina e Caribe do GLF, a agricultura regenerativa é um caminho fundamental para os sistemas alimentares do planeta, garantindo solos saudáveis e biodiversidade por meio da restauração da terra com práticas agrícolas. “Diferentemente da agricultura convencional, que pode degradar os solos e depende de fertilizantes químicos e pesticidas, a agricultura regenerativa oferece uma abordagem mais sustentável, promovendo rotação de culturas, biocontrole e biofertilizantes.” 

Programação

A programação inclui painéis estratégicos sobre financiamento de impacto, inovação tecnológica, bioinsumos, agroflorestas, liderança feminina no campo, inclusão social e cadeias de valor sustentáveis. Entre os destaques estão experiências imersivas em Living Labs, o AgroTalk Live e a construção de um Manifesto de Colaboração Radical, que pretende orientar ações globais para acelerar a transição regenerativa. 

Entre os painelistas confirmados estão nomes de referência internacional, como José Roberto Postali Parra (ESALQ/USP), Talia Smith (Circular Bioeconomy Alliance), Geoffrey Hawtin (World Food Prize 2024), Elizabeth Adu (ex-Banco Mundial), Ricardo Abramovay (USP), Phyllis Caldwell (ex-Tesouro dos EUA), Teresa Corção (Instituto Maniva) e líderes de sustentabilidade e impacto de organizações globais. 

Para Eduardo Trevisan, diretor de ESG e Certificações do Imaflora, sediar o fórum pela primeira vez no Brasil reforça o protagonismo nacional em uma agenda essencial para o futuro da produção agrícola global. “Trazer ao Brasil um fórum dessa magnitude representa um reconhecimento internacional da capacidade do país de liderar soluções regenerativas para a agricultura. É uma oportunidade única de conectar ciência, mercado, produtores e investidores em torno de estratégias concretas para acelerar a transição para sistemas mais resilientes, produtivos e ambientalmente responsáveis”, destaca.

José Campos Arce, da SAN, reforça que o Fórum de Agricultura Regenerativa no Brasil não é apenas mais uma conferência — é um ponto de virada. “Estamos unindo desde agricultores até lideranças corporativas para provar que a regeneração não é um limite para o crescimento, mas sim o caminho para alcançá-lo. A América Latina é hoje o local onde acontecem as inovações mais estratégicas em agricultura regenerativa, e este fórum vai acelerar soluções que o mundo precisa urgentemente.”

Além de posicionar o Brasil como referência global na discussão sobre agricultura regenerativa, o fórum reforça a urgência de integrar negócios, inovação e conservação em uma agenda comum, capaz de transformar o setor agropecuário em protagonista da recuperação ambiental e da segurança alimentar mundial.

Serviço

Fórum de Agricultura Regenerativa 2026 – Acelerando a Transição

Data: 23 de junho de 2026

Horário: 8h às 20h

Formato: Híbrido (presencial e online)

Local: Pecege, Piracicaba (SP)

Inscrições: clique aqui





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Fim de semana será de chuva forte e frio em parte do Brasil


Imagem gerada para IA para o Canal Rural

A atuação de cavados meteorológicos, áreas de baixa pressão e o avanço da umidade devem manter o tempo instável em boa parte do Brasil entre a sexta-feira (22) e o domingo (24). As regiões Sul e Sudeste concentram os maiores volumes de chuva, enquanto o Norte segue com temporais típicos da combinação entre calor e alta umidade.

Sul

Sexta-feira (22)

O tempo volta a ficar instável no Paraná e em Santa Catarina. A chuva avança principalmente pelo oeste, interior e norte dos estados, com risco de temporais no sul e sudoeste paranaense e no extremo oeste catarinense.

No Rio Grande do Sul, o frio segue intenso, com possibilidade de temperaturas próximas de 0°C e formação de geada entre a Serra Gaúcha, Campanha e áreas serranas catarinenses. O mar permanece agitado em toda a faixa litorânea da região.

Sábado

O sábado será de muita chuva no Paraná, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais desde cedo. Santa Catarina também terá aumento da nebulosidade e chuva em grande parte do estado. Já o Rio Grande do Sul deve ter tempo mais firme, embora com muitas nuvens e temperaturas baixas ao amanhecer.

Domingo

O tempo segue úmido e frio na região. Paraná e Santa Catarina ainda terão chuva frequente, especialmente no litoral e leste dos estados. No Rio Grande do Sul, o frio perde força gradualmente, mas o céu continua carregado, com possibilidade de garoa e chuva fraca no norte e litoral norte gaúcho.

Sudeste

Sexta-feira

São Paulo terá aumento da nebulosidade e chuva ao longo do dia, principalmente na faixa leste, litoral, Região Metropolitana e interior paulista. Há possibilidade de chuva forte no norte e interior do estado. A capital paulista pode registrar máxima de apenas 17°C. Também há previsão de chuva no Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e Espírito Santo.

Sábado

O sábado será marcado por chuva forte em São Paulo. O avanço de uma área de baixa pressão favorece temporais, rajadas entre 60 e 80 km/h e possibilidade de granizo isolado. A chuva se espalha pela Grande São Paulo e interior, aumentando o risco de alagamentos. Rio de Janeiro, Espírito Santo e sul de Minas também terão aumento da nebulosidade e pancadas de chuva.

Domingo

As instabilidades perdem força, mas o tempo continua úmido. São Paulo ainda terá chuva persistente no litoral, leste e interior paulista, com risco de temporais isolados. Rio de Janeiro, sul do Espírito Santo e parte de Minas Gerais seguem com muitas nuvens e chuva fraca a moderada. O frio continua predominando no centro-sul paulista e sul mineiro.

Centro-Oeste

Sexta-feira

O tempo segue mais estável na maior parte da região. Mato Grosso do Sul terá pancadas de chuva no sul e interior do estado, enquanto Goiás e Mato Grosso seguem com calor e pancadas muito isoladas. A umidade relativa do ar continua baixa no norte de Goiás e nordeste mato-grossense.

Sábado

A chuva continua concentrada em Mato Grosso do Sul, principalmente entre o sul e o interior. Mato Grosso pode registrar pancadas isoladas no oeste e norte do estado. Nas demais áreas, o predomínio será de tempo firme e calor.

Domingo

O tempo firme predomina em Goiás, Distrito Federal e boa parte de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul, ainda há possibilidade de pancadas isoladas, mas a tendência é de redução da instabilidade ao longo do dia.

Nordeste

Sexta-feira

A circulação marítima mantém chuva no litoral leste entre Bahia e Pernambuco. O sul da Bahia pode registrar chuva forte e temporais. Maranhão, Piauí e Ceará seguem com pancadas moderadas a fortes por causa da atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). O interior continua quente e seco.

Sábado

A chuva aumenta entre Maranhão, Piauí e Ceará, com risco de temporais. Também há previsão de pancadas mais intensas entre Salvador e Ilhéus. Já o interior nordestino segue com baixa umidade e calor.

Domingo

A ZCIT mantém chuva forte em Maranhão, Piauí e Ceará, enquanto a circulação marítima favorece chuva fraca no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas. O interior permanece seco e quente.

Norte

Sexta

A combinação entre calor e alta umidade mantém pancadas fortes em Amazonas, Pará, Roraima e Amapá. Há risco de temporais e acumulados elevados no extremo norte do Amazonas e sul de Roraima. Tocantins segue com tempo mais firme e baixa umidade do ar.

Sábado

As instabilidades continuam fortes em Roraima, Amapá, Amazonas e Pará, com chuva intensa e raios. Rondônia e Acre terão chuva mais fraca, enquanto Tocantins permanece com tempo firme e abafado.

Domingo

A chuva segue intensa em Amazonas, Pará, Roraima e Amapá, com risco de temporais e acumulados elevados. Acre, Rondônia e Tocantins continuam com predomínio de tempo mais firme e calor.

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AgroNewsPolítica & Agro

Goiás deve colher 20,1 milhões de toneladas de soja


De acordo com a edição de maio do informativo mensal Agro em Dados, publicado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, a safra de soja 2025/26 em Goiás deve alcançar 20,1 milhões de toneladas, o segundo maior volume da série histórica. A produtividade estimada para o estado é de 3,9 toneladas por hectare, acima da média nacional projetada em 3,7 toneladas por hectare. Segundo o levantamento, o desempenho é resultado dos avanços em manejo e do melhoramento genético, que ampliaram a adaptação da cultura às condições do Cerrado.

O estudo destaca que a região Centro-Oeste responde por quase metade da produção brasileira de soja e que Goiás ocupa posição de destaque nesse cenário. Entre as safras 2016/17 e 2025/26, a produtividade das lavouras goianas avançou 15,6%, contribuindo para um crescimento de 81,7% na produção do grão no período, enquanto a área plantada aumentou 57,2%.

Apesar do desempenho produtivo, a rentabilidade da soja enfrenta desafios diante da queda nos preços da commodity e da elevação dos custos com fertilizantes. Conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento, o custo de produção da safra 2025/26 em Rio Verde foi o segundo maior da história, estimado em R$ 5.602,89 por hectare, abaixo apenas do registrado no ciclo 2023/24.

Naquele período, porém, a cotação média da soja era de R$ 150,70 por saca, acima do valor observado na atual temporada. Segundo o informativo Agro em Dados, o cenário reforça a necessidade de gestão eficiente nas propriedades rurais e da adoção de estratégias diversificadas de comercialização para reduzir riscos e preservar a sustentabilidade econômica da atividade.

A colheita da soja em Goiás foi concluída na última semana de abril. No Brasil, até 1º de maio de 2026, 94,7% da área cultivada já havia sido colhida. O avanço da colheita ampliou a oferta do grão no mercado, mas as cotações permaneceram relativamente estáveis entre fevereiro e abril, sustentadas pela demanda aquecida dos derivados da oleaginosa.

Ainda segundo o levantamento, o valor pago pela tonelada do óleo de soja exportado no primeiro trimestre de 2026 apresentou alta em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço foi de 10,6% no Brasil e de 9,9% em Goiás.





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