sexta-feira, junho 26, 2026

Autor: Redação

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Plenária em Pernambuco debate acesso da agricultura familiar ao PAA e ao PNAE


Governo anuncia R$ 12,5 milhões para agricultura familiar no Rio Grande do Norte

A plenária estadual do Programa Nacional de Formação em Compras Públicas da Agricultura Familiar (PNAF) debateu, nesta quinta-feira (21), em Caruaru (PE), os principais obstáculos de acesso da agricultura familiar às políticas de compras institucionais. O encontro reuniu cerca de 100 participantes, entre agricultores, técnicos, representantes de órgãos públicos e instituições de ensino. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentou o funcionamento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e ouviu demandas territoriais relacionadas também ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Durante a plenária, a Conab, por meio da Superintendência Regional de Pernambuco (Sureg-PE), detalhou que o PAA permite a compra direta de alimentos da agricultura familiar, sem licitação, para abastecer entidades das redes socioassistencial, de saúde, educação e segurança alimentar. Segundo a estatal, a execução envolve chamadas públicas, acompanhamento das entregas e verificação da destinação dos produtos.

Os debates consolidaram resultados de plenárias anteriores realizadas em territórios da Mata Norte e Agreste Setentrional, Mata Sul, Agreste Central e Sertão do Pajeú. Entre os principais pontos levantados, os participantes citaram dificuldade para aquisição de veículos adequados, obtenção de licenças para transporte de alimentos, limitações de armazenagem e falhas na regularidade das entregas. Esses fatores afetam o escoamento da produção e elevam custos operacionais.

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No eixo de assistência técnica e extensão rural, houve relatos de déficit de profissionais e baixa presença institucional nos territórios. Também foi apontada necessidade de ampliar ações de capacitação em produção orgânica, uso de bioinsumos, elaboração de projetos, gestão dos programas públicos e saúde e segurança no trabalho rural.

Os participantes ainda mencionaram entraves administrativos, prazos de pagamento, oscilação na quantidade demandada e dificuldade para obtenção de certificações e registros sanitários, inclusive para produtos como mel. Houve registro de relatos sobre fragilidades de fiscalização e controle na execução de programas institucionais.

A atividade integra termo de execução descentralizado entre Conab, Instituto Federal do Maranhão (IFMA) e Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Extensão, Pesquisa, Ensino Profissional (Fadex). O material apresentado não informou valores movimentados, volume de alimentos comercializados ou cronograma das próximas chamadas públicas em Pernambuco.

A consolidação das demandas territoriais pode servir de base para ajustes operacionais no PAA e em outras compras públicas da agricultura familiar no estado. Sem dados atualizados sobre orçamento, volume contratado e calendário de seleção, ainda não é possível dimensionar o alcance das mudanças debatidas na plenária.

Fonte: gov.br

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Chuvas regulares favorecem lavouras em parte do país, aponta Conab


Chuvas regulares favorecem lavouras em parte do país, aponta Conab

Chuvas mais regulares entre os dias 1º e 21 de maio favoreceram o desenvolvimento das lavouras em parte das regiões Norte, Nordeste e Sul do Brasil, segundo o Boletim de Monitoramento Agrícola divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na quinta-feira (21). A análise considera cultivos de verão e de inverno da safra 2025/26. No centro do país, porém, o tempo seco manteve limitações hídricas, sobretudo para o milho segunda safra semeado mais tarde.

De acordo com a Conab, os volumes mais expressivos de precipitação foram registrados no norte da Região Norte, no leste do Nordeste e em parte da Região Sul. Esse comportamento contribuiu para a recuperação da umidade no solo e beneficiou o desenvolvimento do milho segunda safra no Pará e no Paraná. No Sealba, região formada por áreas de Sergipe, Alagoas e Bahia, as condições também permitiram o início da semeadura do feijão e do milho terceira safra.

Em Mato Grosso do Sul, parte de Mato Grosso e São Paulo, as chuvas combinadas com temperaturas menos elevadas ajudaram a manter a umidade do solo em níveis favoráveis para a maior parte das lavouras. Segundo o boletim, dados espectrais indicam condições satisfatórias em grande parte das regiões produtoras monitoradas.

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O índice de vegetação evoluiu de forma próxima à observada na safra passada em várias áreas e, em algumas localidades, se aproximou ou superou os maiores valores do ciclo anterior. Mato Grosso do Sul e Paraná apresentaram recuperação desse indicador ao longo de maio, em linha com a maior regularidade das chuvas.

Para o trigo, a Conab informa que o Paraná registra boas condições de desenvolvimento, favorecidas pela redução das temperaturas. Em Mato Grosso do Sul e São Paulo, o cenário meteorológico segue positivo para a cultura. Já em Goiás e Minas Gerais, o monitoramento mantém atenção para deficiência hídrica e temperaturas elevadas, fatores que podem limitar o avanço das lavouras.

O boletim da Conab mostra um quadro climático desigual entre as regiões produtoras neste início de maio, com melhora das condições em áreas que receberam precipitações mais regulares e manutenção do risco hídrico no centro do país. A continuidade desse cenário dependerá do comportamento das chuvas e das temperaturas nas próximas semanas, segundo os dados de monitoramento disponíveis.

Fonte: gov.br

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Mapa libera 12,3 milhões de doses de vacinas contra clostridioses


Mapa libera 12,3 milhões de doses de vacinas contra clostridioses

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou nesta sexta-feira (22) a liberação de 12.374.181 doses de vacinas contra clostridioses no mercado nacional entre domingo (18) e quinta-feira (22). Segundo a pasta, 6.405.600 doses são de fabricação nacional e 5.968.581 correspondem a produtos importados. O dado amplia a oferta de imunizantes voltados à sanidade dos rebanhos no país.

De acordo com a nota oficial, as doses liberadas no período representam 51,76% de vacinas produzidas no Brasil e 48,24% de produtos importados. O ministério também informou que, consideradas as liberações realizadas desde março de 2026, o volume disponibilizado ao mercado nacional já supera 39 milhões de doses.

As clostridioses reúnem enfermidades bacterianas que afetam a pecuária e exigem prevenção por meio de manejo sanitário e vacinação. Nesse contexto, a disponibilidade de doses é um fator operacional para pecuaristas, indústrias veterinárias e demais agentes da cadeia de produção animal.

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Segundo o Mapa, a atuação do órgão inclui articulação com a indústria de insumos veterinários para ampliar a produção nacional, viabilizar importações e acelerar procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas. A pasta não detalhou, na nota, a distribuição regional das doses, nem informou cronograma por estado ou público pecuário específico.

Os números indicam que o abastecimento do mercado segue sendo composto por oferta doméstica e importada. Para o setor pecuário, esse acompanhamento é relevante porque a regularidade na liberação de imunizantes influencia o planejamento sanitário das propriedades, especialmente em sistemas que dependem de protocolos preventivos contínuos.

Com mais de 39 milhões de doses liberadas desde março, o cenário indica continuidade do esforço de abastecimento do mercado nacional. Sem detalhamento adicional sobre estoques, distribuição regional ou demanda projetada, a evolução da oferta deve seguir sendo acompanhada com base nas próximas atualizações oficiais do ministério.

Fonte: gov.br

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Paraná confirma R$ 23,7 milhões para pavimentar estrada rural em Guarapuava


Comissão da Câmara debate apoio a produtores atingidos por chuvas na Zona da Mata mineira

O governo do Paraná confirmou nesta quinta-feira (21) investimento de R$ 23,7 milhões para pavimentar mais de 18 quilômetros da Estrada da Junqueira, em Guarapuava, no Centro-Sul do estado. O trecho liga o bairro Jordão à Colônia Vitória, no distrito de Entre Rios, passando pela Serra da Junqueira. Segundo o anúncio oficial, a obra será executada pelo programa Estrada Boa, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.

O investimento na via rural foi incluído no conjunto de anúncios feitos pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta sexta-feira (22), quando também foram informados aportes para obras urbanas, educação e equipamentos públicos no município. De acordo com o material divulgado pelo estado, os investimentos anunciados para Guarapuava superam R$ 85 milhões, e o total passa de R$ 108 milhões quando somada a obra da Estrada da Junqueira.

Do ponto de vista do setor agropecuário, a pavimentação do trecho rural é o ponto de maior aderência econômica. A estrada é classificada como estratégica para a logística regional, especialmente por conectar áreas do distrito de Entre Rios, onde há atividade agrícola relevante, ao perímetro urbano de Guarapuava. A melhoria da trafegabilidade tende a reduzir o tempo de deslocamento e a ampliar a regularidade do transporte, sobretudo em períodos de chuva, embora o anúncio não detalhe cronograma de execução, prazo de conclusão ou capacidade estimada de fluxo.

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O governo estadual informou que a obra deve favorecer o escoamento da produção agrícola e também o turismo regional. Não foram apresentados, no entanto, dados sobre volume transportado, cadeias produtivas atendidas ou impacto operacional por safra.

Além da estrada rural, o pacote inclui R$ 31,5 milhões para pavimentação urbana, R$ 20,5 milhões para construção do Mercado Municipal, cerca de R$ 24 milhões para uma nova sede escolar, R$ 5,2 milhões para duas creches, R$ 2,3 milhões para a Casa da Mulher Paranaense, R$ 700 mil para espaço esportivo e aproximadamente R$ 515 mil para uma capela mortuária.

A pavimentação da Estrada da Junqueira reforça a agenda de infraestrutura com impacto sobre mobilidade rural e transporte da produção em Guarapuava. Como o anúncio oficial ainda não informa prazos detalhados, etapas da obra e indicadores logísticos, a dimensão efetiva do ganho operacional dependerá da execução e da disponibilidade de dados técnicos ao longo do projeto.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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USDA informa venda de 603,7 mil toneladas de milho e 252 mil de farelo de soja


Missão do Mapa à China reforça diálogo sobre comércio agropecuário e fertilizantes

Exportadores privados dos Estados Unidos relataram vendas de 603,7 mil toneladas de milho e 252 mil toneladas de farelo de soja, informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta sexta-feira (22). Do total de milho negociado, 493,7 mil toneladas foram destinadas ao México. Os demais volumes de milho e todo o farelo de soja foram registrados para destinos não revelados, com entregas previstas para os anos comerciais 2025/26 e 2026/27.

Segundo o USDA, as vendas de milho ao México somaram 493,7 mil toneladas. Desse volume, 225 mil toneladas têm entrega prevista para o ano comercial 2025/26, enquanto 268,7 mil toneladas foram negociadas para o ciclo 2026/27.

As outras 110 mil toneladas de milho foram registradas para destinos desconhecidos. Nesse lote, 50 mil toneladas serão entregues em 2025/26 e 60 mil toneladas em 2026/27.

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No caso do farelo de soja, o órgão informou a comercialização de 252 mil toneladas para locais não revelados. Desse total, 117 mil toneladas têm embarque previsto para 2025/26 e 135 mil toneladas para 2026/27.

O relatório se enquadra no sistema diário de anúncios de vendas externas do USDA. Pelas regras do órgão, exportadores norte-americanos devem informar até o dia útil seguinte qualquer venda de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity realizada em um único dia, ou operações de 200 mil toneladas ou mais para um mesmo destino.

Os dados divulgados não trazem valores financeiros das operações nem detalhamento adicional sobre os compradores nos destinos não revelados. Ainda assim, os registros indicam demanda formalizada para dois produtos de peso no comércio internacional de grãos e derivados, com programação distribuída entre duas temporadas comerciais.

Para o mercado, esse tipo de comunicado é acompanhado porque sinaliza o ritmo de compromissos de exportação dos Estados Unidos e ajuda a compor a leitura sobre demanda externa por milho e derivados da soja. O USDA não apresentou, nesse informe, avaliação adicional sobre efeitos nos preços ou no fluxo global de comércio.

A divulgação diária do USDA oferece referência objetiva sobre o andamento das vendas externas norte-americanas. Sem dados complementares sobre preços, origem dos compradores não revelados ou eventuais desdobramentos logísticos, a leitura técnica desta sexta-feira (22) fica concentrada nos volumes negociados e no calendário de entrega para 2025/26 e 2026/27.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Fitch coloca ratings da Amaggi em observação negativa após compra de participação na FS


3tentos registra lucro líquido ajustado de R$ 230,9 milhões no 1º trimestre

A agência de classificação de risco Fitch informou, nesta quinta-feira (22), que colocou os ratings da Amaggi em observação negativa após a aquisição de 40% da FS, operação financiada por uma nova dívida de US$ 700 milhões. Segundo a agência, a transação deve elevar a alavancagem da companhia e reduzir sua flexibilidade financeira. Se a operação for aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e concluída, a tendência indicada pela Fitch é de rebaixamento em um grau.

De acordo com a Fitch, a alavancagem ajustada por estoques com liquidez imediata (RMI) deve subir para 7,1 vezes em 2026, enquanto a alavancagem líquida deve permanecer acima de 4 vezes nos próximos anos. Para a agência, esses níveis não são compatíveis com a atual nota “BB-”.

Apesar da pressão sobre o perfil financeiro, a Fitch avaliou que a compra fortalece a posição estratégica da Amaggi ao ampliar a diversificação dos negócios e a integração nas cadeias de milho e biocombustíveis. A agência destacou que a operação aumenta a exposição da companhia a produtos de maior valor agregado, mas afirmou que esse ganho tende a ser neutralizado, no curto e médio prazo, pelo aumento da dívida.

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No cenário operacional, a Fitch projetou margem Ebitda de 5,3% em 2026, acima dos 3,6% registrados em 2024, mas abaixo dos 6,1% observados em 2025. O fluxo de caixa operacional estimado é de US$ 209 milhões em 2026 e US$ 252 milhões em 2027.

A agência também manteve visão estável para a soja em Mato Grosso em 2026, com produção estimada em cerca de 51 milhões de toneladas, em linha com 2025. Nas projeções da Fitch, a soja deve ficar em US$ 11,30 por bushel em 2026 e US$ 11,10 em 2027, enquanto o milho deve permanecer em US$ 4,47 por bushel nos dois anos.

A Amaggi comercializa cerca de 18 milhões de toneladas de grãos por ano e possui 386 mil hectares de terras agrícolas. Em dezembro de 2025, a companhia tinha US$ 870 milhões em caixa e aplicações financeiras, ante US$ 890 milhões em dívida de curto prazo.

A avaliação da Fitch indica que a conclusão da operação dependerá da análise concorrencial do Cade e que a evolução da liquidez e do refinanciamento seguirá no centro do monitoramento. No curto prazo, a combinação entre nova alavancagem, preços de grãos e custos logísticos tende a ser o principal fator para o perfil de crédito da companhia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Kevin Warsh assume presidência do Federal Reserve nos Estados Unidos


Juros abrem pressionados com alta do petróleo e avanço dos rendimentos globais

Kevin Warsh tomou posse na tarde desta sexta-feira (22) como o 17º presidente do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, em substituição a Jerome Powell. Na cerimônia realizada na Casa Branca, Warsh afirmou ser “uma honra” voltar ao serviço público. Ex-diretor da instituição entre 2006 e 2011, ele disse que pretende conduzir o Fed com foco no duplo mandato de inflação e emprego.

Ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Warsh declarou que exercerá o cargo com “energia e propósito” e afirmou que a inflação pode ser mais baixa em um ambiente de crescimento forte. Em sua fala, reconheceu os desafios associados ao mandato do Federal Reserve, que combina estabilidade de preços e busca por pleno emprego.

Warsh chega ao comando do banco central norte-americano após já ter integrado a diretoria da instituição por cinco anos, de 2006 a 2011. Na posse, ele também mencionou a intenção de liderar um Fed voltado para reformas institucionais. Até o momento, porém, não foram apresentados detalhes sobre o conteúdo dessas mudanças, nem sobre eventuais alterações na condução da política monetária.

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Em declarações anteriores, o novo presidente havia comentado o desejo de reduzir o balanço patrimonial do Federal Reserve, atualmente na casa dos trilhões de dólares. Esse instrumento reúne ativos acumulados em operações de política monetária e tem sido acompanhado de perto pelo mercado financeiro por sua influência sobre liquidez e condições de crédito.

Para o agronegócio, a mudança de comando no Fed é um tema de monitoramento porque decisões sobre juros nos Estados Unidos costumam afetar o valor do dólar, o custo global do capital e a formação de preços de commodities agrícolas. Esses efeitos, no entanto, dependem das próximas sinalizações do banco central, que ainda não foram detalhadas na posse.

Sem anúncio de medidas concretas nesta sexta-feira (22), o mercado deve acompanhar os próximos discursos de Warsh e as decisões do comitê de política monetária do Fed para avaliar eventuais mudanças de direção. Até lá, não há base suficiente para projetar alterações imediatas sobre juros, câmbio ou commodities.

Fonte: Estadão Conteúdo

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ANP debate mudanças para acelerar fase de exploração de petróleo e gás


ANP debate mudanças para acelerar fase de exploração de petróleo e gás

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou nesta quarta-feira (21) o workshop “Dinamização da Fase de Exploração”, em formato híbrido, para discutir medidas voltadas à modernização das regras da etapa inicial dos contratos de exploração e produção de petróleo e gás no Brasil. Segundo a agência, o debate busca tornar o Programa Exploratório Mínimo (PEM) mais eficiente e reduzir atrasos nas atividades exploratórias.

De acordo com a ANP, o país tem atualmente mais de 400 contratos na fase de exploração. Ainda assim, esse volume não tem resultado, na mesma proporção, em avanço das atividades previstas nessa etapa. Na abertura do encontro, o diretor Pietro Mendes afirmou que a perfuração de poços, a apresentação do plano de avaliação de descoberta e a declaração de comercialidade têm ocorrido de forma tardia, o que reduz a eficiência do ciclo exploratório e a apropriação de reservas.

Entre os temas debatidos no workshop estiveram a otimização do tempo contratual, a redução de gargalos operacionais, o uso de inovações tecnológicas no segmento de exploração e produção (E&P), os desafios da descarbonização na indústria de óleo e gás e a melhora de desempenho nas etapas iniciais dos contratos.

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A fase de exploração começa com a assinatura do contrato. Nesse estágio, as áreas são classificadas como blocos, e as empresas executam estudos e atividades, como levantamentos sísmicos e perfuração de poços, para verificar a existência de petróleo ou gás natural em volume economicamente viável. O PEM reúne as atividades mínimas assumidas pelas empresas nessa fase.

Segundo a ANP, as contribuições recebidas no evento poderão ser incorporadas à Análise de Impacto Regulatório (AIR) em andamento. A agência também informou que seguirá recebendo sugestões por formulário disponível na página do workshop. O conteúdo divulgado não apresenta prazos para eventual conclusão da AIR nem data para publicação de nova norma.

O debate regulatório ocorre em um momento de revisão de eficiência operacional no setor energético. Como combustíveis e energia têm peso sobre transporte, insumos e logística, a evolução dessas regras é acompanhada por agentes econômicos de diferentes cadeias. Até o momento, porém, a ANP informou apenas que as contribuições serão analisadas no processo regulatório, sem detalhar mudanças finais.

Fonte: gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Óleos vegetais recuam com demanda mais fraca



A ausência de novidades reduziu o apetite dos agentes


A ausência de novidades reduziu o apetite dos agentes
A ausência de novidades reduziu o apetite dos agentes – Foto: Divulgação

Os mercados de óleos vegetais encerraram a semana de 11 a 15 de maio em queda, pressionados por sinais mais fracos de consumo e pela frustração com a falta de novos avanços nas negociações envolvendo a soja. Segundo a StoneX, o movimento refletiu uma combinação de liquidação especulativa no complexo da oleaginosa e perda de sustentação nos principais contratos internacionais.

No óleo de soja, o contrato de julho negociado na CBOT fechou o período cotado a US¢ 72,17 por libra-peso, com recuo acumulado de 2,9% na semana. A pressão ganhou força após a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim, não resultar em novos compromissos de compra por parte da China além do acordo de 25 milhões de toneladas por ano, que já estava incorporado aos preços. A ausência de novidades reduziu o apetite dos agentes e levou a ajustes nas posições, afetando também o óleo de soja.

Apesar do recuo semanal, o relatório WASDE de maio, divulgado pelo USDA, trouxe projeções consideradas robustas para o uso de óleo de soja em biocombustíveis em 2026/27. O dado reforçou a avaliação de que o setor deve continuar exercendo papel relevante como vetor de demanda da commodity nos próximos ciclos, ainda que o mercado tenha reagido de forma mais imediata aos sinais de menor dinamismo nas compras internacionais.

O óleo de palma também acompanhou o movimento negativo. O contrato de julho na Bursa encerrou a semana a US$ 1.117,8 por tonelada, queda de 2,97% no período. Entre os fatores de pressão estiveram a demanda enfraquecida de Índia e China, o estreitamento do desconto em relação ao óleo de soja e as incertezas sobre a alocação dos volumes subsidiados no programa B50 da Indonésia.

Com isso, a semana foi marcada por um ajuste generalizado nos óleos vegetais, em um ambiente de cautela dos compradores e reposicionamento dos agentes diante da falta de novos estímulos comerciais.

 





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Porto do Rio de Janeiro passa a receber navios de até 366 metros


Entidades defendem leilão do Tecon Santos 10 ainda em 2026

O Porto do Rio de Janeiro passou a operar navios de até 366 metros de comprimento após a conclusão das obras de dragagem e modernização do canal de acesso ao Cais da Gamboa. Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (22), a intervenção recebeu R$ 163 milhões em investimentos e ampliou a profundidade mínima do canal de 15 metros para 16,2 metros. Com isso, o porto passou a ter calado operacional de 15,3 metros.

O primeiro navio a atracar dentro da nova configuração operacional foi o porta-contêineres MSC Katrina, de bandeira panamenha. A embarcação tem 366 metros de comprimento, 48,4 metros de largura e capacidade para 14.131 TEUs, unidade equivalente a contêineres de 20 pés. O navio veio do Porto de Suape, em Pernambuco, e seguiu para o Porto de Santos, em São Paulo.

De acordo com a Autoridade Portuária PortosRio, as obras foram executadas ao longo do último ano. Do total investido, R$ 98 milhões vieram do Novo Programa de Aceleração do Crescimento e R$ 65 milhões da própria autoridade portuária. A intervenção envolveu dragagem e adequações necessárias para ampliar a capacidade de recebimento de embarcações de maior porte.

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Na prática, a ampliação do canal reduz restrições operacionais e aumenta a previsibilidade das escalas, ponto relevante para cadeias que dependem de logística portuária regular. Embora o material divulgado não detalhe impactos por segmento de carga, a melhoria de infraestrutura pode influenciar operações de comércio exterior e o fluxo de produtos industrializados e agroindustriais embarcados em contêineres.

Segundo os dados informados, além do Porto do Rio de Janeiro, apenas Santos, Salvador, Itaguaí, Paranaguá e Pecém têm capacidade operacional para receber navios desse porte. A ampliação insere o terminal fluminense em um grupo restrito da infraestrutura portuária nacional apta a atender embarcações New Panamax.

O avanço amplia a capacidade logística do porto, mas os efeitos sobre volumes movimentados, custos por operação e participação nas cadeias exportadoras ainda dependerão do comportamento da demanda e da invasão efetiva dessa nova estrutura. Não foram apresentados dados específicos sobre impactos setoriais para cargas do agronegócio.

Fonte: gov.br

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