sexta-feira, junho 26, 2026

Autor: Redação

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Petróleo fecha em alta no dia, mas acumula queda na semana com negociações entre EUA e Irã


Juros futuros recuam com reabertura parcial do Estreito de Ormuz

Os contratos internacionais de petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (22), mas encerraram a semana em queda, em meio ao monitoramento do mercado sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para julho subiu 0,26%, para US$ 96,60 o barril. Em Londres, o Brent para o mesmo mês avançou 0,94%, a US$ 103,54, segundo os dados de fechamento do pregão.

Apesar da alta no dia, os dois contratos acumularam perdas expressivas na semana. O WTI recuou 4,37% no período, enquanto o Brent caiu 5,23%. O movimento ocorreu em um ambiente de oscilação, com os agentes financeiros acompanhando os desdobramentos diplomáticos entre Washington e Teerã e os riscos para a oferta global da commodity.

Segundo a Sky News Arabia, as negociações em Teerã avançaram para um entendimento em linhas gerais sobre a questão nuclear. Ao mesmo tempo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta sexta-feira (22) que ainda existem “divergências profundas e extensas”, indicando que um acordo não pode ser tratado como iminente. Nos Estados Unidos, o secretário de Estado, Marco Rubio, também reconheceu avanços, mas disse que o desfecho segue incerto.

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No campo logístico, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou que 35 embarcações comerciais atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas sob coordenação naval iraniana. A passagem é estratégica para o fluxo global de petróleo. Analistas do Swissquote afirmaram que, se o tráfego por Ormuz não for totalmente restabelecido em julho, os estoques podem recuar. A instituição também mencionou risco de desaceleração econômica global até setembro, mas sem detalhar estimativas numéricas adicionais no material disponível.

O mercado também acompanhou declarações dos Emirados Árabes Unidos sobre a saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), apresentada pelo país como uma decisão voltada à maximização de receitas.

Para o agronegócio, o comportamento do petróleo é um indicador relevante porque influencia diesel, transporte, armazenagem e parte dos custos industriais ligados a fertilizantes e insumos. No entanto, o repasse para o mercado interno de combustíveis depende de fatores adicionais, como câmbio, política de preços e condições de refino.

No curto prazo, a trajetória do petróleo seguirá condicionada ao andamento das negociações entre Estados Unidos e Irã e às condições de navegação no Estreito de Ormuz. Sem definição sobre esses dois fatores, não há base técnica suficiente para projetar uma tendência mais estável para os preços nas próximas sessões.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Massa de ar polar mais intensa de 2026 derrubará temperaturas nos próximos dias


frente fria - frio intenso - inmet, baixas temperaturas
Foto: Agência Brasil

Uma massa de ar frio de origem polar, a mais intensa de 2026 até o momento, deve avançar sobre o Sul do Brasil nos próximos dias e provocar uma queda significativa nas temperaturas, prevê a Climatempo.

O sistema começa a ingressar pelo Rio Grande do Sul na noite de domingo (26), mas os efeitos mais expressivos serão sentidos entre segunda (27) e terça-feira (28).

Assim, a terça-feira deve ser o dia mais frio do ano até agora em diversas áreas do território gaúcho. De acordo com a empresa, mesmo com a presença do sol ao longo do dia, o ar frio mantém as temperaturas baixas, especialmente durante as madrugadas e no início das manhãs.

Além disso, as tardes de segunda e terça-feira também devem ser mais geladas, com sensação térmica mais baixa, principalmente por conta do vento e da entrada de ar frio. Esse cenário contrasta com os últimos dias, que foram marcados por calor e tempo abafado em grande parte da região.

Míninas de 0°C

A Climatempo indica que as temperaturas mínimas podem se aproximar de 0°C em algumas regiões em diferentes regiões do Sul, com destaque para:

  • Entre 0°C e 2°C: Campos de Cima da Serra (RS) e Planalto Sul Catarinense
  • Entre 3°C e 5°C: Fronteira com o Uruguai e áreas de planalto do RS
  • Entre 5°C e 7°C: Região central e vales do RS
  • Entre 8°C e 10°C: Região Metropolitana de Porto Alegre

Com a combinação de ar frio e céu mais aberto durante a madrugada, não se descarta a formação de geada isolada. Segundo a Climatempo, as áreas com maior potencial incluem: Campanha Gaúcha, Planalto do Rio Grande do Sul e Serra gaúcha e catarinense.

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PL 5122 da securitização é adiado e gera preocupação no agronegócio


O Projeto de Lei 5122, que trata da securitização de dívidas no setor agropecuário, teve sua votação adiada no Senado, gerando preocupação entre os produtores rurais. A proposta, que visa facilitar a renegociação de dívidas, foi retirada da pauta e deve ser discutida novamente na próxima semana.

Insegurança no setor agropecuário

As diversas alterações no texto do PL 5122 têm gerado insegurança entre os produtores, especialmente no Rio Grande do Sul, onde muitos enfrentam dificuldades financeiras devido a eventos climáticos extremos, como estiagens e enchentes. Domingos Velho, presidente da Farçu, destacou que 94% dos produtores brasileiros pagam suas dívidas em dia, mas 6% enfrentam sérias dificuldades.

Impacto das condições climáticas

  • O Rio Grande do Sul sofreu com quatro estiagens e uma enchente histórica, afetando a produtividade agrícola.
  • Os produtores da região têm enfrentado taxas de juros elevadas, que variam entre 17% e 22%.
  • A proposta do governo exclui dívidas com o setor privado, o que não atende a todos os produtores necessitados.

Expectativas para a votação

Os especialistas alertam que a generalização das dificuldades financeiras pode levar a um endurecimento das condições de crédito, prejudicando ainda mais o setor. O ministro da Fazenda afirmou que o governo está disposto a ajudar os produtores que realmente precisam, mas a proposta atual não atende adequadamente a demanda do setor.

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Carga de uvas do Vale do São Francisco é registrada para exportação à Europa com tarifa zero


Caravana Agro Exportador destaca mercado externo para fruticultura em Petrolina

Uma carga de uvas produzidas no Vale do São Francisco foi registrada, nesta sexta-feira (22), em Petrolina (PE), para exportação ao mercado europeu com tarifa zero, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O ato ocorreu em um packing house da Fazenda Argofruta e marcou, de forma simbólica, o envio de contêineres com destino ao Porto de Suape, em Pernambuco. O ministério relaciona a operação à entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia.

A ação foi acompanhada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e por representantes da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). De acordo com o Mapa, a iniciativa busca sinalizar novas condições comerciais para a fruticultura exportadora, especialmente no Nordeste, onde o Vale do São Francisco concentra produção irrigada e embarques de frutas frescas.

Segundo o ministro, cerca de 75% das uvas exportadas pela região têm como destino o mercado europeu. Nesse contexto, a redução tarifária tende a alterar a competitividade do produto brasileiro frente a outros fornecedores, ao reduzir o custo de acesso ao bloco europeu. O ministério, no entanto, não informou no material divulgado o volume da carga, o número de contêineres embarcados nem a economia efetiva com a tarifa.

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O episódio também ocorre em um cenário de ampliação de acesso externo para produtos agropecuários brasileiros. Conforme o Mapa, o Brasil acumulou 616 aberturas de mercado em 88 destinos internacionais desde 2023. No caso da fruticultura, a relevância técnica está ligada ao peso do mercado europeu nas vendas externas e à dependência de logística eficiente para produtos perecíveis.

Para produtores e exportadores, a mudança comercial pode favorecer margens e ampliar espaço para negociações, desde que sejam mantidos os requisitos fitossanitários, de qualidade e de rastreabilidade exigidos pela União Europeia. Também permanecem relevantes os custos de transporte e a capacidade operacional dos portos.

O ato em Petrolina indica um novo marco comercial para a uva exportada pelo Vale do São Francisco, mas a dimensão prática do acordo sobre receita, volume embarcado e expansão de mercado dependerá de dados consolidados das próximas safras e do desempenho efetivo das exportações ao bloco europeu.

Fonte: gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de sementes investe mais nas UBSs


O avanço genético das sementes, aliado ao aumento do valor agregado do setor, está levando produtores e empresas a investir cada vez mais nas Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBSs). O objetivo é proteger um ativo de alto valor: sementes com maior potencial produtivo, cuja qualidade depende não apenas do que acontece no campo, mas também das condições do ambiente onde permanecem armazenadas.

O movimento acompanha o crescimento de um mercado bilionário. Atualmente, o Brasil produz cerca de 6 milhões de toneladas de sementes por ano para culturas como soja, milho, trigo e arroz, consolidando-se entre os maiores mercados do mundo no segmento.

Mas sementes mais tecnológicas também trouxeram um desafio silencioso: preservar vigor e germinação depois que elas saem do campo.

Temperatura elevada, baixa renovação do ar, condensação, poeira em suspensão e resíduos do tratamento industrial podem comprometer a qualidade das sementes — muitas vezes de forma invisível, percebida apenas quando elas chegam ao solo e apresentam desempenho abaixo do esperado.

“Uma semente de alto valor genético precisa de um ambiente adequado para manter seu potencial. Parte das perdas acontece silenciosamente, dentro da UBS, e só aparece depois, na lavoura”, afirma Otávio Matos, gerente técnico da Qualygran, distribuidora Cycloar.

Segundo ele, além do impacto na qualidade, ambientes inadequados também podem afetar as condições de trabalho dentro das unidades de beneficiamento.

Além do armazenamento, as mudanças chegam também às áreas de Tratamento Industrial de Sementes (TSI), onde fungicidas, inseticidas e bioinsumos são aplicados. Nesses ambientes, poeira e resíduos químicos exigem maior renovação do ar e melhores condições de trabalho para as equipes.

“É uma questão de qualidade do produto, mas também de saúde ocupacional, algo que vem recebendo atenção crescente dos órgãos ligados ao trabalho”, lembra Matos.

Além da renovação do ar, modelos como o Cycloar Lux também permitem ampliar a luminosidade natural no interior das UBSs, favorecendo visibilidade, segurança operacional e melhores condições de trabalho em áreas de movimentação e tratamento de sementes.

Nesse contexto, tecnologias voltadas à melhoria do ambiente interno das UBSs começam a ganhar espaço.

Sistemas de exaustão contínua do ar, como o Cycloar, vêm sendo adotados para melhorar a renovação do ar dentro das UBSs, reduzir poeira em suspensão e auxiliar na dissipação de odores e resíduos gerados no tratamento industrial das sementes — fatores que interferem diretamente tanto na conservação do produto quanto nas condições de trabalho das equipes.

Para Adriano Mallet, diretor da Agrocult, distribuidora Cycloar, o setor passou por uma transformação silenciosa nos últimos anos.

“A UBS de hoje não pode operar como operava dez anos atrás. A semente mudou. O nível de exigência mudou. E o ambiente interno passou a interferir diretamente no resultado final”, afirma.

Segundo ele, preservar vigor e qualidade passou a exigir novas ferramentas dentro das unidades de beneficiamento.

“Ter um sistema de exaustão hoje, numa UBS, deixou de ser diferencial. Passou a ser ferramenta importante para manter vigor, preservar qualidade e proteger o valor da semente armazenada”, acrescenta.

Em um mercado onde sementes carregam cada vez mais tecnologia e valor agregado, melhorar o ambiente interno das UBSs deixou de ser detalhe técnico. Passou a ser parte do esforço para proteger qualidade, preservar reputação e reduzir perdas — movimento em que sistemas de exaustão como o Cycloar começam a ocupar espaço crescente.


 





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Plenária em Pernambuco debate acesso da agricultura familiar ao PAA e ao PNAE


Governo anuncia R$ 12,5 milhões para agricultura familiar no Rio Grande do Norte

A plenária estadual do Programa Nacional de Formação em Compras Públicas da Agricultura Familiar (PNAF) debateu, nesta quinta-feira (21), em Caruaru (PE), os principais obstáculos de acesso da agricultura familiar às políticas de compras institucionais. O encontro reuniu cerca de 100 participantes, entre agricultores, técnicos, representantes de órgãos públicos e instituições de ensino. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentou o funcionamento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e ouviu demandas territoriais relacionadas também ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Durante a plenária, a Conab, por meio da Superintendência Regional de Pernambuco (Sureg-PE), detalhou que o PAA permite a compra direta de alimentos da agricultura familiar, sem licitação, para abastecer entidades das redes socioassistencial, de saúde, educação e segurança alimentar. Segundo a estatal, a execução envolve chamadas públicas, acompanhamento das entregas e verificação da destinação dos produtos.

Os debates consolidaram resultados de plenárias anteriores realizadas em territórios da Mata Norte e Agreste Setentrional, Mata Sul, Agreste Central e Sertão do Pajeú. Entre os principais pontos levantados, os participantes citaram dificuldade para aquisição de veículos adequados, obtenção de licenças para transporte de alimentos, limitações de armazenagem e falhas na regularidade das entregas. Esses fatores afetam o escoamento da produção e elevam custos operacionais.

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No eixo de assistência técnica e extensão rural, houve relatos de déficit de profissionais e baixa presença institucional nos territórios. Também foi apontada necessidade de ampliar ações de capacitação em produção orgânica, uso de bioinsumos, elaboração de projetos, gestão dos programas públicos e saúde e segurança no trabalho rural.

Os participantes ainda mencionaram entraves administrativos, prazos de pagamento, oscilação na quantidade demandada e dificuldade para obtenção de certificações e registros sanitários, inclusive para produtos como mel. Houve registro de relatos sobre fragilidades de fiscalização e controle na execução de programas institucionais.

A atividade integra termo de execução descentralizado entre Conab, Instituto Federal do Maranhão (IFMA) e Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Extensão, Pesquisa, Ensino Profissional (Fadex). O material apresentado não informou valores movimentados, volume de alimentos comercializados ou cronograma das próximas chamadas públicas em Pernambuco.

A consolidação das demandas territoriais pode servir de base para ajustes operacionais no PAA e em outras compras públicas da agricultura familiar no estado. Sem dados atualizados sobre orçamento, volume contratado e calendário de seleção, ainda não é possível dimensionar o alcance das mudanças debatidas na plenária.

Fonte: gov.br

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Chuvas regulares favorecem lavouras em parte do país, aponta Conab


Chuvas regulares favorecem lavouras em parte do país, aponta Conab

Chuvas mais regulares entre os dias 1º e 21 de maio favoreceram o desenvolvimento das lavouras em parte das regiões Norte, Nordeste e Sul do Brasil, segundo o Boletim de Monitoramento Agrícola divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na quinta-feira (21). A análise considera cultivos de verão e de inverno da safra 2025/26. No centro do país, porém, o tempo seco manteve limitações hídricas, sobretudo para o milho segunda safra semeado mais tarde.

De acordo com a Conab, os volumes mais expressivos de precipitação foram registrados no norte da Região Norte, no leste do Nordeste e em parte da Região Sul. Esse comportamento contribuiu para a recuperação da umidade no solo e beneficiou o desenvolvimento do milho segunda safra no Pará e no Paraná. No Sealba, região formada por áreas de Sergipe, Alagoas e Bahia, as condições também permitiram o início da semeadura do feijão e do milho terceira safra.

Em Mato Grosso do Sul, parte de Mato Grosso e São Paulo, as chuvas combinadas com temperaturas menos elevadas ajudaram a manter a umidade do solo em níveis favoráveis para a maior parte das lavouras. Segundo o boletim, dados espectrais indicam condições satisfatórias em grande parte das regiões produtoras monitoradas.

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O índice de vegetação evoluiu de forma próxima à observada na safra passada em várias áreas e, em algumas localidades, se aproximou ou superou os maiores valores do ciclo anterior. Mato Grosso do Sul e Paraná apresentaram recuperação desse indicador ao longo de maio, em linha com a maior regularidade das chuvas.

Para o trigo, a Conab informa que o Paraná registra boas condições de desenvolvimento, favorecidas pela redução das temperaturas. Em Mato Grosso do Sul e São Paulo, o cenário meteorológico segue positivo para a cultura. Já em Goiás e Minas Gerais, o monitoramento mantém atenção para deficiência hídrica e temperaturas elevadas, fatores que podem limitar o avanço das lavouras.

O boletim da Conab mostra um quadro climático desigual entre as regiões produtoras neste início de maio, com melhora das condições em áreas que receberam precipitações mais regulares e manutenção do risco hídrico no centro do país. A continuidade desse cenário dependerá do comportamento das chuvas e das temperaturas nas próximas semanas, segundo os dados de monitoramento disponíveis.

Fonte: gov.br

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Mapa libera 12,3 milhões de doses de vacinas contra clostridioses


Mapa libera 12,3 milhões de doses de vacinas contra clostridioses

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou nesta sexta-feira (22) a liberação de 12.374.181 doses de vacinas contra clostridioses no mercado nacional entre domingo (18) e quinta-feira (22). Segundo a pasta, 6.405.600 doses são de fabricação nacional e 5.968.581 correspondem a produtos importados. O dado amplia a oferta de imunizantes voltados à sanidade dos rebanhos no país.

De acordo com a nota oficial, as doses liberadas no período representam 51,76% de vacinas produzidas no Brasil e 48,24% de produtos importados. O ministério também informou que, consideradas as liberações realizadas desde março de 2026, o volume disponibilizado ao mercado nacional já supera 39 milhões de doses.

As clostridioses reúnem enfermidades bacterianas que afetam a pecuária e exigem prevenção por meio de manejo sanitário e vacinação. Nesse contexto, a disponibilidade de doses é um fator operacional para pecuaristas, indústrias veterinárias e demais agentes da cadeia de produção animal.

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Segundo o Mapa, a atuação do órgão inclui articulação com a indústria de insumos veterinários para ampliar a produção nacional, viabilizar importações e acelerar procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas. A pasta não detalhou, na nota, a distribuição regional das doses, nem informou cronograma por estado ou público pecuário específico.

Os números indicam que o abastecimento do mercado segue sendo composto por oferta doméstica e importada. Para o setor pecuário, esse acompanhamento é relevante porque a regularidade na liberação de imunizantes influencia o planejamento sanitário das propriedades, especialmente em sistemas que dependem de protocolos preventivos contínuos.

Com mais de 39 milhões de doses liberadas desde março, o cenário indica continuidade do esforço de abastecimento do mercado nacional. Sem detalhamento adicional sobre estoques, distribuição regional ou demanda projetada, a evolução da oferta deve seguir sendo acompanhada com base nas próximas atualizações oficiais do ministério.

Fonte: gov.br

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Paraná confirma R$ 23,7 milhões para pavimentar estrada rural em Guarapuava


Comissão da Câmara debate apoio a produtores atingidos por chuvas na Zona da Mata mineira

O governo do Paraná confirmou nesta quinta-feira (21) investimento de R$ 23,7 milhões para pavimentar mais de 18 quilômetros da Estrada da Junqueira, em Guarapuava, no Centro-Sul do estado. O trecho liga o bairro Jordão à Colônia Vitória, no distrito de Entre Rios, passando pela Serra da Junqueira. Segundo o anúncio oficial, a obra será executada pelo programa Estrada Boa, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.

O investimento na via rural foi incluído no conjunto de anúncios feitos pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta sexta-feira (22), quando também foram informados aportes para obras urbanas, educação e equipamentos públicos no município. De acordo com o material divulgado pelo estado, os investimentos anunciados para Guarapuava superam R$ 85 milhões, e o total passa de R$ 108 milhões quando somada a obra da Estrada da Junqueira.

Do ponto de vista do setor agropecuário, a pavimentação do trecho rural é o ponto de maior aderência econômica. A estrada é classificada como estratégica para a logística regional, especialmente por conectar áreas do distrito de Entre Rios, onde há atividade agrícola relevante, ao perímetro urbano de Guarapuava. A melhoria da trafegabilidade tende a reduzir o tempo de deslocamento e a ampliar a regularidade do transporte, sobretudo em períodos de chuva, embora o anúncio não detalhe cronograma de execução, prazo de conclusão ou capacidade estimada de fluxo.

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O governo estadual informou que a obra deve favorecer o escoamento da produção agrícola e também o turismo regional. Não foram apresentados, no entanto, dados sobre volume transportado, cadeias produtivas atendidas ou impacto operacional por safra.

Além da estrada rural, o pacote inclui R$ 31,5 milhões para pavimentação urbana, R$ 20,5 milhões para construção do Mercado Municipal, cerca de R$ 24 milhões para uma nova sede escolar, R$ 5,2 milhões para duas creches, R$ 2,3 milhões para a Casa da Mulher Paranaense, R$ 700 mil para espaço esportivo e aproximadamente R$ 515 mil para uma capela mortuária.

A pavimentação da Estrada da Junqueira reforça a agenda de infraestrutura com impacto sobre mobilidade rural e transporte da produção em Guarapuava. Como o anúncio oficial ainda não informa prazos detalhados, etapas da obra e indicadores logísticos, a dimensão efetiva do ganho operacional dependerá da execução e da disponibilidade de dados técnicos ao longo do projeto.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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USDA informa venda de 603,7 mil toneladas de milho e 252 mil de farelo de soja


Missão do Mapa à China reforça diálogo sobre comércio agropecuário e fertilizantes

Exportadores privados dos Estados Unidos relataram vendas de 603,7 mil toneladas de milho e 252 mil toneladas de farelo de soja, informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta sexta-feira (22). Do total de milho negociado, 493,7 mil toneladas foram destinadas ao México. Os demais volumes de milho e todo o farelo de soja foram registrados para destinos não revelados, com entregas previstas para os anos comerciais 2025/26 e 2026/27.

Segundo o USDA, as vendas de milho ao México somaram 493,7 mil toneladas. Desse volume, 225 mil toneladas têm entrega prevista para o ano comercial 2025/26, enquanto 268,7 mil toneladas foram negociadas para o ciclo 2026/27.

As outras 110 mil toneladas de milho foram registradas para destinos desconhecidos. Nesse lote, 50 mil toneladas serão entregues em 2025/26 e 60 mil toneladas em 2026/27.

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No caso do farelo de soja, o órgão informou a comercialização de 252 mil toneladas para locais não revelados. Desse total, 117 mil toneladas têm embarque previsto para 2025/26 e 135 mil toneladas para 2026/27.

O relatório se enquadra no sistema diário de anúncios de vendas externas do USDA. Pelas regras do órgão, exportadores norte-americanos devem informar até o dia útil seguinte qualquer venda de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity realizada em um único dia, ou operações de 200 mil toneladas ou mais para um mesmo destino.

Os dados divulgados não trazem valores financeiros das operações nem detalhamento adicional sobre os compradores nos destinos não revelados. Ainda assim, os registros indicam demanda formalizada para dois produtos de peso no comércio internacional de grãos e derivados, com programação distribuída entre duas temporadas comerciais.

Para o mercado, esse tipo de comunicado é acompanhado porque sinaliza o ritmo de compromissos de exportação dos Estados Unidos e ajuda a compor a leitura sobre demanda externa por milho e derivados da soja. O USDA não apresentou, nesse informe, avaliação adicional sobre efeitos nos preços ou no fluxo global de comércio.

A divulgação diária do USDA oferece referência objetiva sobre o andamento das vendas externas norte-americanas. Sem dados complementares sobre preços, origem dos compradores não revelados ou eventuais desdobramentos logísticos, a leitura técnica desta sexta-feira (22) fica concentrada nos volumes negociados e no calendário de entrega para 2025/26 e 2026/27.

Fonte: Estadão Conteúdo

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