O Brasil está a caminho de registrar a maior safra de café de sua história, com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevando a estimativa de produção para 66,7 milhões de sacas beneficiadas na safra de 2026. Este volume representa um crescimento de 18% em relação à temporada anterior e supera o recorde histórico de 63 milhões de sacas, registrado em 2020.
Estimativa de produção
66,7 milhões de sacas previstas para 2026
Crescimento de 18% em relação a 2025
Superação do recorde de 2020
Mercado de arroz no Rio Grande do Sul
O mercado de arroz no Rio Grande do Sul apresenta um baixo ritmo de negociações, com produtores e compradores adotando uma postura cautelosa diante da elevada oferta e das dificuldades de repasse de preços. O foco dos agentes se voltou para os leilões de apoio à comercialização promovidos pela Conab.
Confinamento de gado
O confinamento de gado no Brasil deve atingir 9,78 milhões de cabeças em 2026, um aumento de 5,7% em relação ao volume de 2025. Segundo a prévia do censo de confinamento de 2026 da DSM Firmenic, cinco estados concentram aproximadamente 70,6% do total estimado para o país.
Mato Grosso lidera com 2,4 milhões de cabeças, aumento de 7,7%
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recebe até 12 de junho contribuições para subsidiar o Relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR) sobre a revisão da Resolução ANP nº 915, de 2023. A norma regulamenta a aplicação de sanções administrativas e define parâmetros para caracterização de antecedentes e reincidência no mercado de abastecimento de combustíveis. O prazo foi informado pela agência nesta terça-feira (3).
Segundo a ANP, as manifestações devem ser enviadas por meio de questionário eletrônico específico. O material será analisado pela agência para embasar eventual minuta de resolução. Em etapa posterior, caso a revisão avance, a proposta ainda deverá passar por consulta e audiência públicas.
O tema foi discutido no 1º Workshop sobre a Revisão da Resolução ANP nº 915/2023, realizado em terça-feira (27). De acordo com a agência, os estudos preliminares apontaram necessidade de adequação da norma em três frentes. A primeira é a ausência de tratamento diferenciado para microempresas e empresas de pequeno porte em processos administrativos sancionadores. A segunda envolve os prazos para desconsideração de antecedentes, para fins de reincidência e gradação de multas, além da aplicação de penas não pecuniárias. A terceira trata do uso de instrumentos consensuais como alternativa a sanções não pecuniárias em situações específicas.
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Por isso, o alcance prático da revisão dependerá do conteúdo da futura minuta e das etapas seguintes do processo regulatório.
No estágio atual, a medida está restrita à coleta de informações para a AIR. Sem minuta publicada, ainda não há base técnica para projetar mudanças concretas sobre custos, oferta ou penalidades no mercado de combustíveis. O prazo oficial para envio de contribuições termina em 12 de junho.
O mercado físico do boi gordo teve uma quarta-feira (3) de preços mais altos. O analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias ressalta que o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta no curtíssimo prazo, em linha com o atual posicionamento das escalas de abate.
“A demanda permanece aquecida, com forte ritmo de embarques para China e Estados Unidos nas últimas semanas. Conforme antecipado, o governo norte-americano isentou a carne bovina de tarifas adicionais, considerando a importância do produto na pauta de importação em um ano de retração da oferta doméstica”, disse.
Média da arroba do boi gordo
São Paulo: R$ 355,43 — ontem: R$ 353,58
Goiás: R$ 333,57 — ontem: R$ 332,86
Minas Gerais: R$ 330,18 — ontem: R$ 327,35
Mato Grosso do Sul: R$ 353,45 — ontem: R$ 352,91
Mato Grosso: R$ 357,03 — ontem: R$ 355,07
Mercado atacadista
O mercado atacadista, por sua vez, se deparou com estabilidade em seus preços no decorrer da quarta-feira, ainda com expectativa de alta durante a primeira semana do mês.
“A expectativa em torno da demanda durante a Copa do Mundo segue positiva, em especial nos dias de jogo da seleção brasileira. Por outro lado, a carne bovina segue menos competitiva na comparação com as proteínas concorrentes, em especial em relação com a carne de frango”, aponta Iglesias.
Quarto dianteiro: R$ 21,50 por quilo;
Ponta de agulha: R$ 19,50 por quilo;
Quarto traseiro: R$ 27,00 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,11%, sendo negociado a R$ 5,0658 para venda e a R$ 5,0638 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0298 e a máxima de R$ 5,0894.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira (3) a Resolução 2.247/2026 que comunica o recolhimento voluntário do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 da Água Mineral Natural sem Gás da marca Crystal. O produto foi fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia (GO), e está sendo retirado do mercado por decisão da empresa.
De acordo com a fabricante, o lote é composto por 374,4 mil garrafas de 500 ml. As unidades foram distribuídas no Distrito Federal (230.443), em cidades vizinhas de Goiás (66.768), em Tocantins (1.439) e no interior de São Paulo (75.750).
Ainda segundo a empresa, até o momento não há registro de reclamações de consumidores relacionadas a esse lote nos canais oficiais de atendimento.
Medida
A medida de recolhimento voluntário foi iniciada após a emissão de laudo do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que identificou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostra do produto coletada durante ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa/DF) para análise de alimentos.
Segundo a empresa, o recolhimento do produto foi iniciado imediatamente em distribuidoras. A orientação é que os consumidores verifiquem se possuem unidades do lote LZ1 VAL 200127, fabricado em 20/1/2026 e com validade até 20/01/2027.
Caso tenham o produto em casa, não devem consumi-lo e precisam aguardar as orientações públicas da empresa sobre devolução e reembolso
De acordo com as informações apresentadas pela empresa à Anvisa, o recolhimento do produto foi iniciado imediatamente em distribuidoras, e cerca de 99,2% das unidades do lote já não estariam mais disponíveis nas prateleiras para compra pelo consumidor.
Fiscalização
A Anvisa reforça que a medida se aplica exclusivamente às unidades do lote LZ1 VAL 200127, fabricado em 20/01/2026, com data de validade em 20/01/2027, produzido na unidade de Luziânia, município localizado a cerca de 60 km de Brasília. Além do recolhimento, a medida impede a venda, a distribuição e o uso das unidades desse lote.
A empresa também protocolou documentos junto à Anvisa demonstrando a realização de investigação interna abrangente para avaliar a ocorrência e suas possíveis causas. Representantes da empresa se reuniram com a agência, prestaram esclarecimentos e vêm cooperando com as autoridades sanitárias, adotando providências de forma diligente.
A investigação sobre o caso segue em andamento, com acompanhamento da Anvisa e das vigilâncias sanitárias envolvidas. Até o momento, as informações disponíveis, incluindo o laudo fiscal e as evidências apresentadas, indicam ocorrência restrita ao lote informado.
Outro lado
A Mineração Bom Jesus informa, por meio de nota à imprensa, que o lote, envasado em janeiro, tem distribuição restrita e foi comercializado apenas no Distrito Federal, em municípios específicos do Tocantins (Arraias, Combinado e Novo Alegre), de Goiás (Águas Lindas de Goiás, Luziânia, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Santo Antônio do Descoberto, Planaltina de Goiás e Cristalina, Formosa, Campos Belos, Alexânia, Abadiânia e Catalão) e nas cidades de Sorocaba, Itapetininga, Itu, São Roque e Tatuí, em São Paulo.
Diz ainda que, desde a notificação da contaminação, foram feitas análises em mais de 300 amostras no processo e nos produtos, todas negativas para quaisquer microrganismos indicadores de contaminação.
A empresa reforça o “compromisso permanente com elevados padrões de qualidade e segurança, reconhecidos internacionalmente, e seguimos cooperando de forma técnica, responsável e transparente com as autoridades competentes”.
Ressalta que a comunicação se “refere exclusivamente ao lote mencionado, envasado pela Mineração Bom Jesus (MBJ), não havendo qualquer relação com outros lotes ou produtos da marca Crystal”.
A fabricante orienta consumidores que eventualmente tenham unidades do lote P 200126 (leia-se na embalagem LZ1 VAL 200127 3 P 200126) a contactarem o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para orientações sobre substituição ou reembolso. O contato pode ser feito pelo telefone: 0800 061 5000 ou pelo e-mail contato@brasal.com.br.
A II Mostra Nacional de Produção e Ciência das Mulheres Camponesas reuniu, nesta quarta-feira (3), em Brasília (DF), agricultoras, lideranças populares e representantes de organizações sociais para discutir agroecologia, soberania alimentar e produção de alimentos. Durante o evento, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) apresentou ações voltadas à autonomia econômica e produtiva das mulheres rurais, com destaque para o Programa Quintais Produtivos.
Segundo informações apresentadas pelo MDA durante a programação, o Programa Quintais Produtivos apoiou mais de 115 mil quintais em todo o país desde 2023, com investimentos superiores a R$ 1,2 bilhão. De acordo com a pasta, a iniciativa inclui equipamentos, assistência técnica e capacitação para fortalecer a produção de alimentos e ampliar a geração de renda no meio rural.
O evento foi promovido pelo Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) e teve como foco temas ligados à agricultura familiar, ao protagonismo das mulheres do campo e à organização da produção em bases agroecológicas. A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, afirmou que a meta do governo federal é encerrar o mandato com mais de 150 mil quintais produtivos apoiados.
Na avaliação de participantes do encontro, políticas públicas desse tipo têm relação direta com a valorização do trabalho realizado pelas mulheres nas propriedades rurais, tanto no abastecimento das famílias quanto na comercialização de excedentes. Maria Aparecida Sian Capaz, agricultora familiar de Nova Venécia (ES) e integrante da coordenação do MMC, destacou que reconhecer valor econômico à produção dos quintais é um ponto central para ampliar a autonomia das produtoras.
Os dados detalhados por estado, perfil das beneficiárias e resultados produtivos do programa não foram informados no material divulgado pelo ministério. Essas informações são relevantes para medir alcance regional, eficiência da assistência técnica e impacto sobre renda e oferta de alimentos na agricultura familiar.
Com base nas informações apresentadas no evento, o avanço dos quintais produtivos mantém relação com políticas de apoio à agricultura familiar e à produção de pequena escala. A dimensão do impacto econômico e produtivo, porém, depende de detalhamento técnico sobre execução, cobertura territorial e resultados por cadeia produtiva.
O mercado financeiro brasileiro encerrou esta quarta-feira (3) em baixa, com queda de 2,22% do Ibovespa, que fechou aos 170.330,63 pontos, e alta de 1,14% do dólar comercial, vendido a R$ 5,0668. O volume negociado na bolsa somou R$ 28,28 bilhões. No exterior, os índices norte-americanos também recuaram, com perdas de 1,21% no Dow Jones e de 0,89% no Nasdaq.
Durante a sessão, o Ibovespa oscilou entre a máxima estável de 174.192 pontos e a mínima de 170.008 pontos, equivalente a recuo de 2,41%. No acumulado de 2026, o índice ainda registra alta de 5,71%, mas passou a mostrar perda de 1,99% no mês. O Ibovespa futuro, com vencimento mais próximo, caiu 2,54%, aos 170.710 pontos, após tocar máxima de 174.635 e mínima de 170.660 pontos.
Entre as ações de maior peso, Vale ON e Vale PNA recuaram 3,72%, ambas cotadas a R$ 81,84. Petrobras PN caiu 0,87%, a R$ 41,21, enquanto Petrobras ON cedeu 0,19%, a R$ 46,38. No setor financeiro, Itaú Unibanco PN fechou a R$ 38,79, com baixa de 1,95%, e Bradesco PN caiu 1,97%, para R$ 17,40. BRF ON terminou a sessão a R$ 15,78, com recuo de 0,44%.
No câmbio, o dólar Ptax subiu 0,51%, com venda a R$ 5,0415, e o dólar futuro para julho avançou 0,99%, a R$ 5,0910. O euro comercial fechou vendido a R$ 5,8770, alta de 0,82%. Nos juros, o CDI ficou em 14,40% ao ano, mesmo patamar do over, enquanto o CDB prefixado de 30 dias marcou 14,34% ao ano. As taxas de capital de giro e hot money não foram informadas no fechamento disponível.
Para o setor agropecuário, o movimento do câmbio e dos juros é um indicador relevante para exportações, custo financeiro e decisões de comercialização. A variação diária, no entanto, precisa ser acompanhada em conjunto com preços de commodities, crédito e demanda externa para uma leitura mais completa.
Os dados do dia mostram um ambiente de aversão a risco, com pressão sobre bolsa e câmbio e manutenção de juros elevados. Sem informações adicionais sobre os fatores que moveram a sessão, não há base técnica suficiente para projetar tendência de curto prazo além do comportamento observado neste fechamento.
Os estudantes do Centro de Excelência em Fruticultura do Senar (CEF), em Juazeiro/BA, participaram de um projeto pedagógico e alcançaram um resultado que comprova a eficiência da formação técnica aplicada ao campo. No projeto Escola Viva, Pomar Frutifica, os alunos colheram aproximadamente 750 quilos de melão com padrão de qualidade compatível com os mercados mais exigentes, alcançando 14° Brix, índice que classifica a fruta na categoria premium.
A iniciativa envolveu estudantes dos cursos Técnicos em Fruticultura e Agronegócio, além de participantes do Programa de Aprendizagem, em uma experiência integrada que simulou todas as etapas de uma produção comercial. Desde o preparo da área até a seleção dos frutos após a colheita, os alunos assumiram responsabilidades dentro de um ciclo produtivo completo, vivenciando na prática os desafios e as exigências da atividade agrícola.
Projeto Escola Viva, Pomar Frutifica | CEF Juazeiro
A área experimental do Centro de Excelência tornou-se um verdadeiro laboratório de aprendizagem, onde cada etapa do processo produtivo foi conduzida pelos estudantes sob orientação técnica. O trabalho incluiu a preparação e correção do solo, implantação do sistema de irrigação, plantio, manejo da cultura, colheita e processos de pós-colheita.
A cultura escolhida para o projeto foi o melão, nas variedades Gladial e Canarinho. Esta última segue em fase de experimentação no Vale do São Francisco – uma das principais regiões produtoras de frutas do país. Após um ciclo de aproximadamente 70 dias, a colheita realizada no último sábado (30) superou as expectativas não apenas pelo volume produzido, mas principalmente pela qualidade dos frutos.
Certificação pós-colheita
Como forma de valorizar a experiência educacional, os frutos receberam o Selo Senar CEF Semeia, criado para identificar produtos oriundos das atividades pedagógicas desenvolvidas pela instituição. A certificação registra a origem da produção, o ciclo da cultura e a participação dos estudantes no processo produtivo.
Para o diretor do Centro de Excelência em Fruticultura do Senar Bahia, Murillo Alencar Bezerra, o resultado demonstra a importância de uma formação técnica conectada à realidade do setor produtivo.
“Os estudantes participaram de um processo integrado de produção, no qual cada etapa dependia do trabalho realizado anteriormente. Essa dinâmica fortalece o aprendizado, desenvolve o senso de responsabilidade e aproxima o aluno das condições que encontrará no mercado de trabalho. O resultado alcançado, com frutos de 14° Brix, comprova que uma formação técnica de qualidade gera produtos de qualidade. Esse é o padrão que o CEF e o Senar Bahia entregam ao campo e à sociedade”, destacou.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quarta-feira (3) que rejeitou mais de R$ 1,1 bilhão em pedidos de financiamento rural de produtores donos de propriedades com indícios de desmatamento ilegal nos últimos três anos. Segundo o banco, foram registrados 5.592 alertas ativos entre fevereiro de 2023 e abril de 2026. Esse volume corresponde a cerca de 1% das 551,7 mil solicitações de crédito rural encaminhadas ao BNDES no período.
De acordo com o BNDES, o monitoramento das propriedades rurais é feito em parceria com o MapBiomas para evitar a liberação de recursos a imóveis com indícios de irregularidade ambiental. Em nota, o banco afirmou que adota regras mais rígidas do que as definidas pelo Banco Central (BC) para a concessão de crédito rural.
Segundo a instituição, em regra, é vedado o financiamento em propriedades com indícios de desmatamento ilegal. O banco também informou que, desde 2023, o volume de financiamentos evitados equivale a quase R$ 1 milhão por dia em solicitações de crédito não contratadas por esse motivo.
O BNDES considera como crédito rural as operações dos programas agropecuários do governo federal com juros equalizados, as contratações da linha BNDES Crédito Rural e as operações com marcação de crédito agrícola pelo BC.
No recorte regional, o Nordeste apresentou a maior proporção de recursos evitados: 1,7% dos R$ 7,8 bilhões solicitados. No Norte, o percentual também foi de 1,7% sobre R$ 6,2 bilhões demandados. No Centro-Oeste, foram bloqueados 0,7% dos R$ 29,7 bilhões pedidos. No Sul, a fatia vetada chegou a 0,8% de R$ 73,2 bilhões. Já no Sudeste, o percentual foi de 0,5% sobre R$ 23 bilhões solicitados.
Os dados indicam que o controle socioambiental passou a integrar de forma mais direta a análise de crédito rural. Na prática, produtores com alertas ativos podem ter acesso restringido a linhas financiadas ou operadas pelo banco, conforme os critérios adotados pela instituição.
Até o momento, o BNDES não detalhou, no material divulgado, a distribuição dos vetos por cadeia produtiva, porte de produtor ou área envolvida, o que limita uma avaliação mais específica dos efeitos sobre cada segmento do agro. Os números, no entanto, mostram que critérios ambientais seguem como parte da triagem para concessão de recursos no crédito rural.
A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) informou, nesta quarta-feira (3), que considera prematuro fazer uma avaliação conclusiva sobre os efeitos da investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) contra o Brasil. Segundo a entidade, ainda não houve publicação de medida definitiva nem definição sobre eventual aplicação de tarifas adicionais a produtos brasileiros. O tema é acompanhado pela indústria por seu possível alcance sobre a cadeia do cacau e o comércio bilateral.
Em nota divulgada em São Paulo, a AIPC afirmou que monitora os desdobramentos da apuração aberta com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. A entidade destacou que, até o momento, o cacau e seus derivados aparecem na lista de exceções divulgada na frente relacionada a práticas comerciais restritivas.
No entanto, segundo a associação, ainda não está claro quais produtos poderão ser atingidos no eixo da investigação ligado a alegações de trabalho forçado. Por isso, a avaliação sobre efeitos concretos para o setor permanece em aberto. A AIPC informou que o alcance das medidas, a abrangência de eventuais exceções e as condições de implementação dependerão de decisões formais das autoridades norte-americanas ao fim do processo.
A entidade também declarou que mantém diálogo com o governo federal e com os demais segmentos da cadeia produtiva para acompanhar possíveis reflexos sobre a indústria processadora, os produtores rurais e o fluxo comercial entre Brasil e Estados Unidos.
Na manifestação, a associação citou a atuação do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Ministério da Fazenda e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A AIPC afirmou confiar na condução das negociações com as autoridades dos Estados Unidos.
Do ponto de vista setorial, o caso é acompanhado porque eventual mudança tarifária ou restrição comercial pode alterar as condições de exportação e de competitividade dos produtos derivados do cacau. Até agora, porém, a entidade ressalta que não há base oficial para mensurar impacto econômico, operacional ou comercial sobre a cadeia brasileira.
A AIPC informou que continuará monitorando a investigação e voltará a se manifestar à medida que houver definições oficiais. No estágio atual, a limitação central é a ausência de decisão final das autoridades norte-americanas, o que impede estimativas técnicas conclusivas sobre efeitos para produtores, indústria e comércio bilateral.
O mercado brasileiro de soja registrou uma sessão de bons negócios nesta quarta-feira (3), impulsionado principalmente por prazos de pagamento mais longos e pela valorização do dólar, que ajudaram a sustentar as operações mesmo diante da queda na Bolsa de Chicago.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o diferencial dos prazos alongados chegou a variar entre R$ 1,50 e R$ 2,00 por saca ao mês, em alguns casos até mais, o que estimulou a comercialização ao longo do dia. No mercado interno, houve momentos de melhora nas cotações, enquanto nos portos também foram registrados negócios para embarques em julho.
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Silveira destacou ainda que a forte queda em Chicago acabou parcialmente compensada pela valorização do dólar e pelos bons níveis dos prêmios na curva de exportação. “Foi uma sessão com bons negócios”, resumiu o analista.
Soja no Brasil (preços):
Passo Fundo (RS): manteve em R$ 126,00
Santa Rosa (RS): manteve em R$ 127,00
Cascavel (PR): manteve em R$ 121,00
Rondonópolis (MT): manteve em R$ 110,00
Dourados (MS): manteve em R$ 114,00
Rio Verde (GO): manteve em R$ 113,00
Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,00
Rio Grande (RS): manteve em R$ 132,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após iniciar o dia com bons ganhos, seguindo a alta de mais de 2% do petróleo, o mercado sucumbiu ao cenário fundamental.
As condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, a ampla oferta mundial e a falta de demanda pelo produto americano compuseram um quadro de pressão. Os fundamentos suplantaram o desempenho do petróleo, em meio à renovada tensão no Oriente Médio.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 11,25 centavos de dólar, ou 0,96%, a US$ 11,54 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,58 1/4 por bushel, com retração de 10,25 centavos de dólar ou 0,91%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 5,40 ou 1,65% a US$ 320,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 78,71 centavos de dólar, com ganho de 0,30 centavo ou 0,38%.
Câmbio
O câmbio, por sua vez, fechou em alta, com o dólar comercial avançando 1,11% e encerrando o dia a R$ 5,0658, fator que contribuiu para sustentar parte dos preços no mercado interno brasileiro.