quinta-feira, junho 25, 2026

Autor: Redação

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Juros futuros recuam com dólar mais fraco e queda do petróleo


Juros futuros caem com recuo do petróleo e alívio externo

Os juros futuros operavam em queda na manhã desta segunda-feira (25), em linha com o recuo do dólar e com as perdas de quase 6% do petróleo no mercado internacional. O movimento ocorreu em meio à expectativa de um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. A sessão também era marcada por liquidez mais limitada, com agenda econômica esvaziada e fechamento do mercado de Treasuries nos Estados Unidos pelo feriado do Memorial Day.

Às 9h15, a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caía para 14,025%, ante 14,077% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2029 recuava para 13,725%, de 13,851%, enquanto o DI para janeiro de 2031 cedia para 13,840%, após 13,970% na sexta-feira (22).

O movimento acompanhava a descompressão de ativos sensíveis ao cenário externo. O dólar operava em baixa e o petróleo registrava perdas próximas de 6%, refletindo a leitura de que uma redução da tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã pode aliviar prêmios de risco nos mercados.

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Com o mercado de títulos do Tesouro norte-americano fechado, a referência externa para os juros globais ficou reduzida, o que tende a limitar o volume de negócios. O conteúdo disponível não informa a cotação do dólar no horário citado nem os valores exatos do barril de petróleo, o que restringe comparações adicionais na abertura.

Para o agronegócio, a trajetória de juros, câmbio e energia é acompanhada de perto porque esses três fatores afetam o custo do crédito, o financiamento da produção, os gastos com combustíveis e frete e a competitividade de exportações. No caso do petróleo, movimentos de queda podem reduzir pressão sobre custos logísticos e energéticos, enquanto a baixa do dólar pode alterar a paridade de exportação de commodities.

Sem novos indicadores relevantes na agenda desta segunda-feira (25), o comportamento dos contratos deve continuar dependente do noticiário externo e da liquidez reduzida. Não há, no material disponível, base técnica suficiente para projetar a duração desse movimento ao longo da sessão.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Índice de Basileia do sistema financeiro fica em 17,24% em dezembro


Índice de Basileia do sistema financeiro fica em 17,24% em dezembro

O Índice de Basileia do Sistema Financeiro Nacional (SFN) atingiu 17,24% em dezembro de 2025, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira do segundo semestre, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (25). Em junho de 2025, o indicador estava em 17,32%, em dado revisado de 17,36%. O resultado mostra leve redução no semestre, mas mantém o sistema acima do piso regulatório exigido no Brasil.

O Índice de Basileia mede a relação entre o Patrimônio de Referência (PR) das instituições financeiras e os ativos ponderados pelo risco (RWA). Na prática, o indicador é usado para avaliar a capacidade dos bancos de absorver perdas sem comprometer a estabilidade do sistema.

Pelas regras prudenciais, as instituições financeiras que operam no país precisam manter índice mínimo de 8%. Isso significa que, para cada R$ 100 emprestados, o banco deve ter ao menos R$ 8 em capital de referência. Com 17,24% em dezembro, o SFN permaneceu mais de 9 pontos porcentuais acima desse piso.

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O recuo em relação aos 17,32% de junho foi de 0,08 ponto porcentual. O Banco Central informou o dado no relatório sem detalhar, no trecho divulgado, a contribuição de segmentos específicos do sistema para essa variação semestral.

Do ponto de vista econômico, o nível do indicador é acompanhado pelo mercado porque sinaliza a robustez do sistema bancário em momentos de expansão do crédito ou de aumento de risco. Quanto maior a folga em relação ao mínimo regulatório, maior tende a ser a capacidade das instituições de sustentar operações de financiamento dentro dos parâmetros prudenciais.

Para o agronegócio, esse tipo de indicador tem relação indireta com as condições gerais de crédito, inclusive em linhas usadas por produtores, cooperativas e agroindústrias. Ainda assim, o dado divulgado pelo BC não apresenta recorte específico para crédito rural, nem permite concluir, isoladamente, sobre juros, volume de concessões ou mudança imediata na oferta de financiamento ao setor.

O resultado de dezembro indica manutenção da capitalização do sistema financeiro brasileiro em patamar superior ao exigido pela regulação. Novas avaliações sobre efeitos práticos para o crédito, inclusive no meio rural, dependem de informações complementares sobre inadimplência, custo de captação, política monetária e comportamento das carteiras de empréstimo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Frio, maior oferta e recuo nas compras dos frigoríficos derrubam preços do boi gordo em maio


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

O mercado do boi gordo continua pressionado neste fim de maio, em um cenário marcado pela maior oferta de animais para abate e pela atuação mais cautelosa dos frigoríficos. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços vêm registrando queda há mais de um mês em diversas praças pecuárias do país.

A pressão é mais intensa em regiões onde a frente fria já avançou, favorecendo o aumento da oferta de gado pronto para o abate.

Frigoríficos reduzem compras no mercado físico

Outro fator que vem limitando o ritmo dos negócios é a menor procura das indústrias no mercado spot. De acordo com o Cepea, grandes frigoríficos reforçaram o abastecimento por meio de contratos antecipados e também contam com gado próprio, o que garante maior conforto nas escalas de abate.

Com isso, as compras de balcão passaram a ter papel complementar, reduzindo o poder de negociação dos pecuaristas.

No encerramento da última semana, algumas indústrias informaram que só retornariam às compras a partir desta terça-feira (26) em praças importantes como Cáceres, Tocantins e Colíder.

Goiás lidera quedas no preço do boi gordo

Entre as principais praças monitoradas, Goiás registrou as quedas mais expressivas na comparação semanal. No norte goiano, os preços recuaram 2,4%. Em Rio Verde, a baixa foi de 2%, enquanto Goiânia apresentou desvalorização de 1,3%.

Por outro lado, em São Paulo, o mercado apresentou estabilidade nos últimos dias, interrompendo a sequência de quedas observada desde o início do mês.

O indicador do boi gordo Cepea/Esalq fechou a sexta-feira com média à vista de R$ 345,75 por arroba, acumulando queda de 2,45% em maio.

Carne bovina também registra desvalorização

No atacado, os preços da carne bovina também encerraram a semana em baixa. O corte dianteiro caiu 0,57% no dia, enquanto o traseiro recuou 0,41%.

Com isso, a carcaça casada bovina — referência que reúne todos os cortes com osso — teve desvalorização diária de 0,42%, fechando com média de R$ 24,98 por quilo.

O mercado agora acompanha os dados oficiais das exportações de carne bovina, considerados fundamentais para medir o ritmo da demanda externa e o impacto sobre os preços internos.

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Focus reduz projeção do dólar para o fim de 2026 a R$ 5,17


Dólar cai 1,37% e fecha abaixo de R$ 5,00

A mediana das projeções do relatório Focus para o dólar no fim de 2026 caiu de R$ 5,20 para R$ 5,17, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (25). Há um mês, a estimativa estava em R$ 5,25. O levantamento também mostrou mudanças nas expectativas para 2027 e 2028, enquanto a projeção para 2029 permaneceu estável.

De acordo com o Focus, a projeção mediana para a cotação da moeda americana no fim de 2027 recuou de R$ 5,27 para R$ 5,26. Quatro semanas antes, a expectativa era de R$ 5,35. Para 2028, a estimativa passou de R$ 5,34 para R$ 5,30, na quarta baixa seguida. Já para 2029, a mediana permaneceu em R$ 5,40 pela terceira semana consecutiva.

Considerando apenas as 85 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, recorte mais sensível a mudanças recentes no mercado, a projeção para o dólar no fim de 2026 subiu de R$ 5,10 para R$ 5,20. Esse movimento indica diferença entre a mediana consolidada e a percepção mais recente dos agentes consultados.

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O Banco Central informa que a projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média da taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, metodologia adotada até 2020.

Para o agronegócio, o câmbio é uma variável relevante porque influencia a competitividade das exportações de soja, milho, café, carnes e açúcar, além do custo de fertilizantes, defensivos, máquinas e outros insumos com referência internacional. Oscilações nas expectativas para o dólar também afetam estratégias de comercialização, fixação de preços e gestão de risco ao longo do ciclo produtivo.

O relatório, no entanto, apresenta apenas as medianas das estimativas de mercado e não detalha, neste recorte, os fatores específicos que motivaram as revisões mais recentes.

As projeções do Focus servem como referência para o acompanhamento das expectativas econômicas, mas não representam cotação efetiva futura. Para produtores e agentes das cadeias agropecuárias, o dado funciona como parâmetro de planejamento, especialmente em operações ligadas a exportação, compra de insumos e travas cambiais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Focus reduz projeção do dólar para R$ 5,17 no fim de 2026


Dólar cai 1,37% e fecha abaixo de R$ 5,00

A mediana das projeções do mercado para a cotação do dólar no fim de 2026 caiu de R$ 5,20 para R$ 5,17, segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central (BC). Os dados foram publicados nesta segunda-feira (25), com base nas estimativas de instituições financeiras consultadas pela autoridade monetária. Um mês antes, a projeção para 2026 estava em R$ 5,25.

O levantamento também mostrou mudança no recorte mais sensível às informações recentes. Considerando apenas as 85 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana para o dólar no fim de 2026 subiu de R$ 5,10 para R$ 5,20.

Para os anos seguintes, o movimento foi de ajustes moderados. A mediana para a cotação da moeda americana no fim de 2027 recuou de R$ 5,27 para R$ 5,26. Há quatro semanas, essa estimativa era de R$ 5,35. Para 2028, a projeção passou de R$ 5,34 para R$ 5,30, na quarta queda consecutiva. Já a previsão para 2029 permaneceu em R$ 5,40 pela terceira semana seguida.

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O Banco Central informa que a projeção anual de câmbio do Focus é calculada com base na média da taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, metodologia adotada até 2020.

No ambiente do agronegócio, as projeções para o dólar são acompanhadas porque a taxa de câmbio influencia a formação de preços de produtos exportados, como soja, milho, café, açúcar, carnes e algodão, além de afetar custos de fertilizantes, defensivos, combustíveis e outros insumos com referência internacional. O relatório, no entanto, não detalha impactos setoriais específicos nem traz estimativas segmentadas para cadeias produtivas.

As novas medianas do Focus indicam ajuste pontual nas expectativas de câmbio para os próximos anos, com estabilidade maior no horizonte mais longo. Como o relatório consolida projeções de mercado, e não representa uma meta oficial, o comportamento do dólar seguirá dependente das condições macroeconômicas, da política monetária e do cenário externo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Clima ameaça produtividade do milho safrinha, aponta Cepea


Colheita de soja no Rio Grande do Sul atinge 79% da área, e milho chega a 92%

O desenvolvimento da segunda safra de milho segue satisfatório na maior parte das regiões produtoras do Brasil, mas problemas climáticos pontuais já começam a preocupar produtores em estados importantes para a produção nacional.

Segundo pesquisadores do Cepea, áreas de Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul enfrentam impactos de geadas e do tempo seco, cenário que pode comprometer a produtividade das lavouras.

Diante das incertezas climáticas, parte dos vendedores adota postura cautelosa nas negociações e mantém firmeza nos preços, aguardando uma definição mais clara sobre o tamanho da safra.

Produtores seguram vendas diante de incertezas

De acordo com o Cepea, a preocupação com possíveis perdas na produção tem reduzido o interesse de alguns produtores em avançar nas vendas neste momento.

Por outro lado, há agentes mais flexíveis nas negociações, principalmente aqueles que buscam liberar espaço nos armazéns e reforçar o caixa neste período de colheita.

No lado da demanda, compradores seguem atuando de forma pontual, aproveitando oportunidades em momentos de preços mais baixos. Ainda segundo o Cepea, muitos consumidores possuem estoques suficientes para abastecimento nas próximas semanas, o que reduz a necessidade de aquisições mais agressivas no mercado neste momento.

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AgroNewsPolítica & Agro

Futuros da soja nos EUA se recuperam



Preços futuros da soja nos Estados Unidos seguem em recuperação


Foto: Pixabay

Os preços futuros da soja nos Estados Unidos seguem em recuperação, impulsionados pelo avanço de acordos comerciais entre os governos norte-americano e da China, principal importadora global da oleaginosa. O país asiático comprometeu-se a adquirir dos Estados Unidos US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas, além de 25 milhões de toneladas de soja.

Soma-se a isso o dólar abaixo de R$ 5,00, o que tende a favorecer as exportações norte-americanas. Apesar disso, pesquisadores do Cepea destacam que a expectativa é de manutenção da forte demanda chinesa por soja brasileira, favorecida pelo menor prêmio de exportação no Brasil.

De acordo com o Cepea, na semana passada, a valorização doméstica da soja em grão esteve atrelada à firme demanda, sobretudo externa, pela oleaginosa brasileira. Segundo dados da Secex, a média diária de exportações neste mês (10 dias úteis) supera em 18,5% a registrada no mês anterior. Vale lembrar que o Brasil já havia registrado recorde de embarques da oleaginosa em abril.





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IBGE realiza encontro administrativo com foco na preparação do Censo Agropecuário


IBGE destaca novo Censo Agropecuário em homenagem pelos 90 anos em Sergipe

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realiza entre domingo (25) e terça-feira (27), no Rio de Janeiro, o Encontro Administrativo 2026. A agenda reunirá servidores das áreas de recursos humanos, recursos materiais, planejamento e gestão, além de orçamento e finanças. Segundo o instituto, o objetivo é alinhar procedimentos internos e preparar as equipes para os próximos desafios institucionais, com destaque para a operação do Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.

De acordo com o IBGE, o encontro será fechado e contará com a participação de equipes da sede e das Superintendências Estaduais (SES) em todo o país. A programação prevê integração entre as áreas administrativas, capacitação técnica, troca de experiências e padronização de procedimentos operacionais.

O primeiro dia terá abordagem comum a todas as áreas envolvidas e transmissão pelo IBGE Digital. Os dois dias seguintes serão dedicados a temas específicos de cada coordenação, com oficinas voltadas a processos técnicos e operacionais. A orientação do instituto é que os participantes retornem às suas unidades para replicar os conteúdos tratados.

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A diretora-executiva do IBGE, Flávia Vinhaes, afirmou que esta é a segunda vez, na atual gestão, que a instituição promove um encontro entre as áreas administrativas da sede e das superintendências. Segundo ela, a iniciativa busca preparar as equipes para os próximos censos e ampliar a integração entre servidores. Bruno Malheiros, coordenador de Recursos Humanos, também destacou que a estrutura administrativa é necessária para viabilizar as operações do órgão.

Para o setor agropecuário, a preparação do Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola tem relevância porque o levantamento produz dados sobre estabelecimentos rurais, uso da terra, produção, rebanhos e perfil produtivo. Essas informações costumam servir de base para políticas públicas, planejamento setorial e acompanhamento das cadeias produtivas. No material divulgado, o IBGE não informou detalhes adicionais sobre o cronograma da operação censitária nem sobre etapas futuras de campo.

O encontro administrativo tem caráter interno, mas integra a etapa de organização institucional para futuras operações estatísticas do IBGE. Sem informações adicionais sobre calendário, orçamento ou execução do Censo Agropecuário, a dimensão prática dos próximos passos ainda depende de novos comunicados oficiais do instituto.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Focus mantém Selic de 2026 em 13,25% e eleva mediana de curto prazo


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

A mediana do relatório Focus para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 13,25%, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (25). O levantamento mostra, porém, mudança nas estimativas mais recentes do mercado, em um cenário de incerteza internacional e pressão nos preços do petróleo devido à guerra no Oriente Médio. Atualmente, a Selic está em 14,50% ao ano, após dois cortes de 0,25 ponto porcentual promovidos pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em 2026.

Considerando apenas as 97 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis às novidades do cenário, a mediana para a Selic no fim deste ano subiu de 13,25% para 13,50%. O movimento indica revisão das apostas sobre a extensão do ciclo de afrouxamento monetário.

Para 2027, a mediana do Focus permaneceu em 11,25% pela segunda semana consecutiva. Um mês antes, a projeção era de 11,0%. No recorte das 94 estimativas mais recentes, a taxa passou de 11,50% para 11,38%. Para 2028, a mediana seguiu em 10,0% pela 18ª semana seguida. Para 2029, a expectativa também foi mantida em 10,0%, ante 9,75% um mês antes.

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Na ata da reunião mais recente, o Copom informou que seguirá com “cautela e serenidade” na condução da política monetária. Segundo o comitê, a magnitude e a duração do ciclo de calibragem dos juros dependerão de novas informações sobre os conflitos internacionais e de seus efeitos diretos e indiretos sobre a inflação.

Para o setor agropecuário, a trajetória da Selic é um indicador relevante porque influencia o custo do crédito, o financiamento da produção, o capital de giro e os investimentos em máquinas, armazenagem e expansão operacional. Juros mais altos por período prolongado tendem a manter mais restritas as condições financeiras, especialmente em cadeias com maior dependência de financiamento. O relatório, no entanto, não detalha impactos setoriais específicos.

O quadro de juros para os próximos anos segue condicionado ao comportamento da inflação e ao ambiente externo. Com a sinalização de cautela do Banco Central, novas revisões devem continuar dependentes da evolução dos preços de energia, do conflito no Oriente Médio e da leitura do mercado sobre o ritmo de convergência inflacionária.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Preço do etanol cai em 20 estados e média nacional recua para R$ 4,27


Preço do etanol cai em 20 estados e recua para R$ 4,27 por litro, diz ANP

Os preços médios do etanol hidratado caíram em 20 estados na semana passada, subiram em quatro unidades da federação e no Distrito Federal e ficaram estáveis em dois estados, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. Na média nacional, o litro recuou 2,51%, para R$ 4,27. Em São Paulo, principal estado produtor e consumidor do biocombustível, o preço caiu 1,97%, para R$ 3,99 por litro.

Entre as altas registradas no período, os maiores avanços percentuais ocorreram em Alagoas, com 3,13%, para R$ 5,27 o litro, e no Acre, com 0,75%, para R$ 5,35. Também houve elevação no Distrito Federal, de 0,68%, para R$ 4,43, no Piauí, de 0,60%, para R$ 4,99, e em Rondônia, de 0,18%, para R$ 5,65.

O menor preço encontrado pela ANP em postos do país foi de R$ 2,98 por litro, em São Paulo. O maior valor registrado foi de R$ 6,59, em Pernambuco. Entre as médias estaduais, o menor preço ficou em São Paulo, com R$ 3,99, enquanto o maior foi apurado no Amapá, com R$ 5,84 por litro.

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No recorte de competitividade frente à gasolina, o etanol foi considerado vantajoso em apenas sete estados e no Distrito Federal. Na média nacional, a paridade do hidratado ante a gasolina ficou em 64,50%, nível favorável ao consumo do biocombustível.

Os melhores índices de paridade foram observados em São Paulo, com 61,67%, em Mato Grosso, com 61,76%, e em Mato Grosso do Sul, com 64,26%. Também ficaram abaixo de 70% Bahia, com 68,27%, Goiás, com 66,23%, Minas Gerais, com 68,40%, Paraná, com 65,58%, e Distrito Federal, com 68,15%.

Os dados indicam um movimento de acomodação nos preços ao consumidor, com diferença relevante entre as regiões. Para a cadeia sucroenergética, o comportamento do etanol no varejo segue como referência para o escoamento do biocombustível e para a disputa de mercado com a gasolina.

A leitura sobre os próximos movimentos de preços depende da evolução das cotações dos combustíveis, da oferta nas usinas e da relação com a gasolina. A ANP não apresentou, neste levantamento, projeções para as semanas seguintes. Executivos do setor observam que, em alguns veículos, o etanol pode manter competitividade mesmo com paridade superior a 70%.

Fonte: Estadão Conteúdo

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