sábado, julho 25, 2026

Autor: Redação

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Lula diz que Brasil tem condições de sair fortalecido da crise comercial com os EUA


Presidente Lula
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que não há crise que impeça o Brasil de continuar crescendo.

Ele discursou durante cerimônia de anúncio da terceira etapa do Plano Brasil Soberano, que destina R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento a empresas brasileiras que atuam em setores estratégicos para a balança comercial, afetadas por tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, por conflitos internacionais e pelo avanço de medidas protecionistas no comércio mundial.

“Não há crise que impeça o Brasil de seguir a sua trajetória de continuar com a economia crescendo”, afirmou Lula em discurso. Ele ponderou que o crescimento não é “dos sonhos”, mas vai terminar o atual mandato com o crescimento em 3% por ano, na média.

O presidente ainda disse que o País tem condições de “sair mais fortalecido dessa crise” e citou o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) como exemplo “de que a gente não vai ficar lamentando o fato de alguém querer nos prejudicar com taxação”.

Lula ressaltou que o Brasil continua na mesa de negociação, apesar de “nunca” ter encontrado “reciprocidade na conversa”. Também repetiu que “ninguém vai ganhar do Brasil mentindo”.

“Se quiserem participar, participem. Se quiserem mandar e-mail, se quiserem mandar tuíte, o que mais? Nós vamos estar na mesa de negociação com as nossas propostas para tudo. Não tem veto de negociação. Mas não vamos ficar chorando com o produto que a gente não vendeu para eles porque nós temos os nossos compradores”, frisou.

Brasil Soberano

Do total previsto para o Plano Brasil Soberano 3, serão R$ 13,5 bilhões de recursos do Tesouro Nacional e outros R$ 5 bilhões disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os recursos poderão ser utilizados para capital de giro, aquisição de bens de capital, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, além de prospecção e abertura de novos mercados.

Esta terceira edição do Brasil Soberano será viabilizada por uma nova Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Lula, que será encaminhada ao Congresso Nacional ainda nesta quarta-feira. A MP autoriza o aproveitamento de recursos do Tesouro Nacional e permite que esses valores sejam combinados com recursos próprios do banco.

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Transportadoras do agro podem ter aumento de 414% na carga tributária, diz estudo


caminhão soja ceagesp
Foto: Faesp

Estudo da consultoria Rumo Brasil identificou que transportadoras especializadas em produtos do agro poderão ter aumento médio de 414,44% na carga tributária com a implementação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), prevista na Reforma Tributária.

A análise foi baseada em dados reais de empresas associadas à Associação Nacional das Empresas Agenciadoras de Transporte de Cargas (ANATC), considerando as operações realizadas ao longo de 2025. Com base nesse cenário, a consultoria estima um impacto financeiro superior a R$ 144 milhões.

“O debate sobre a Reforma Tributária tem sido marcado por muitas interpretações e projeções, mas ainda havia pouca informação baseada em dados concretos das empresas. Nosso objetivo foi justamente transformar essa discussão em números, permitindo que o setor compreenda, de forma prática, os efeitos da nova legislação sobre suas operações”, afirma o CEO da Rumo Brasil, Rafael Brito.

O estudo foi desenvolvido ao longo de três meses e utilizou obrigações acessórias, documentos fiscais, demonstrações contábeis e controles internos das empresas participantes.

A análise considera exclusivamente os efeitos da CBS, tributo que substituirá PIS e Cofins, sem incluir o IBS, cuja implementação ocorrerá de forma gradual e possui regras próprias de creditamento.

Segundo a pesquisa, as empresas avaliadas somam faturamento de R$ 6,6 bilhões e cerca de R$ 5 bilhões em subcontratações, fator que se mostrou determinante para o aumento da carga tributária projetada em função das novas regras de aproveitamento de créditos fiscais.

“A subcontratação é uma característica estrutural do transporte rodoviário de cargas, especialmente no agronegócio. Quando a dinâmica de aproveitamento desses créditos muda, o impacto financeiro se torna bastante relevante para empresas que já operam com margens reduzidas e elevada pressão por eficiência”, detalha Brito.

Mudanças na gestão tributária

O levantamento aponta mudanças significativas na gestão tributária das transportadoras que vão além do impacto financeiro. Isso porque o novo modelo amplia a importância do controle documental, tornando cada contratação, documento fiscal e operação fatores diretamente relacionados à correta apuração dos tributos e à competitividade das empresas.

Como o transporte rodoviário está presente em praticamente todas as cadeias produtivas, o estudo também alerta que o aumento dos custos tende a se refletir em embarcadores, indústrias, distribuidores e, posteriormente, no consumidor final.

“A Reforma Tributária representa uma transformação que vai muito além do pagamento de impostos. As empresas precisarão revisar processos, contratos e estratégias para se adaptar a um ambiente mais complexo. Quanto antes essa preparação começar, maiores serão as condições de reduzir riscos e preservar a competitividade”, finaliza o CEO da consultoria.

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STJ libera diretores da ANP para julgar processo envolvendo a Refit


Estoques de petróleo dos EUA caem 1,692 milhão de barris na semana

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, liberou os diretores Pietro Mendes e Symone Araújo, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), para participar da deliberação de processo envolvendo a Refinaria de Petróleos de Manguinhos S.A. (Refit). A decisão foi tomada nesta quarta-feira (22) e suspende os efeitos de cautelar anterior da 11ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) até o julgamento definitivo do mérito.

A decisão do TRF1 havia determinado o afastamento dos dois diretores das deliberações relativas a arguições de impedimento e suspeição que envolvessem fatos comuns a ambos.

A controvérsia teve origem após a interdição cautelar da Refit, determinada pela ANP em setembro de 2025, no contexto das Operações Cadeia de Carbono e Carbono Oculto, conduzidas em parceria com a Receita Federal e a Polícia Federal para apurar irregularidades no setor de combustíveis. A refinaria nega envolvimento em irregularidades.

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Na sequência, a empresa apresentou notícia-crime à Polícia Federal contra os diretores, com alegações de abuso de autoridade e prevaricação, além de sustentar que houve “votação cruzada” no caso.

Ao analisar o pedido, Herman Benjamin afirmou que o Regimento Interno da ANP não prevê a figura da votação cruzada. Segundo a decisão, a norma estabelece apenas que o servidor apontado em hipótese de suspeição ou impedimento não participe da votação sobre essa matéria, regra que, de acordo com o STJ, foi observada pela agência.

O ministro também registrou que a tese acolhida pelo TRF1 abriria espaço para o afastamento de agentes públicos por iniciativa de partes investigadas, com risco de interferência no funcionamento regular de órgãos colegiados. Na decisão, ele afirmou ser inadmissível que investigados criem, de forma direta ou indireta, hipóteses de impedimento ou suspeição.

O STJ também considerou que a legislação prevê substituição de membros em caso de vacância, e não em situações de impedimento ou suspeição, e avaliou que o afastamento imposto pela cautelar poderia levar à paralisação do colegiado.

Com a decisão, ficam suspensos os efeitos da cautelar do TRF1, e os diretores Pietro Mendes e Symone Araújo voltam a poder participar da deliberação do processo na ANP até o julgamento definitivo do caso.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Preços do boi gordo ensaiam novas altas; confira as cotações do dia


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Foto: Giro do Boi

O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com negociações acima da referência média no decorrer desta quarta-feira (22).

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, pontua que o ambiente de negócios ainda é pautado pela restrição, o que ainda torna difícil a composição das escalas de abate.

Segundo ele, este é o principal elemento de alta dos preços nas últimas semanas, mesmo em um momento de demanda fragilizada. De acordo com Iglesias, o ritmo de embarques vem apresentando arrefecimento semana após semana com o esgotamento precoce da cota chinesa.

“Outro ponto a ser mencionado é que o mercado interno apresenta padrão de preços mais acomodados da carne no atacado. Entretanto, o nível atual de preços pressiona as margens da indústria frigorífica, sendo que algumas anunciaram férias coletivas no decorrer desta semana”, avalia.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 343 — ontem: R$ 341,43
  • Goiás: R$ 321,79 — ontem: R$ 321,25
  • Minas Gerais: R$ 319,41 — ontem: R$ 325,59
  • Mato Grosso do Sul: R$ 331,93 — ontem: R$ 332,16
  • Mato Grosso: R$ 321,62 — ontem: R$ 319,46

Mercado atacadista

O mercado atacadista mantém preços firmes ao longo da quarta-feira, embora o ambiente de negócios indique menor espaço para reajustes durante a segunda quinzena do mês, período tradicionalmente marcado por menor apelo ao consumo.

“A carne bovina segue menos competitiva em relação às proteínas concorrentes, especialmente na comparação com a carne de frango”, lembra Iglesias.

  • Quarto dianteiro: R$ 19,00 por quilo
  • Quarto traseiro: R$ 25,50 por quilo
  • Ponta de agulha: R$ 18,00 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,41%, sendo negociado a R$ 5,0521 para venda e a R$ 5,0501 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0501 e a máxima de R$ 5,0841.

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Pecuária de precisão: tecnologia aponta os animais que comem menos e produzem mais


Pecuária
Foto: reprodução/Planeta Campo

A busca por uma pecuária mais eficiente passa cada vez mais pelo uso de tecnologias capazes de medir o desempenho individual dos animais. Uma dessas ferramentas permite identificar quais bovinos conseguem ganhar peso consumindo menos alimento, informação estratégica para reduzir custos de produção, orientar programas de melhoramento genético e até diminuir a pegada de carbono da atividade.

O sistema funciona por meio de um cocho equipado com balança e uma antena eletrônica. Cada animal possui um chip de identificação na orelha e, sempre que se aproxima para se alimentar, o equipamento registra sua identidade e mede, em tempo real, a quantidade de alimento consumida.

“É um cocho que, na verdade, fica montado em cima de uma balança. A ideia, é que a gente consiga saber exatamente qual o animal está comendo naquele determinado momento e o quanto que ele está comendo naquela visita que ele fez ao cocho”, explica o pesquisador da Embrapa de Corte, Rodrigo Costa Gomes.

Ao longo de aproximadamente 50 dias, o sistema acompanha todas as visitas dos animais ao cocho, que podem chegar a 20 ou 30 vezes por dia. Com isso, os pesquisadores conseguem calcular o consumo médio individual e comparar o desempenho entre os bovinos.

Principal métrica

A principal métrica obtida pela tecnologia é o chamado Consumo Alimentar Residual (CAR), indicador utilizado para medir a eficiência alimentar dos animais. Em termos práticos, ele mostra quais bovinos conseguem apresentar bom desempenho produtivo utilizando menos alimento do que seria esperado.

Os pesquisadores também analisam características fundamentais para a pecuária, como fertilidade e qualidade de carcaça.

Os touros avaliados, por exemplo, são destinados posteriormente a centrais de inseminação ou propriedades rurais. Por isso, além de eficientes no aproveitamento da dieta, precisam apresentar capacidade reprodutiva e potencial genético para transmitir características desejáveis aos descendentes, como maior rendimento de carne e melhor desenvolvimento muscular.

O que torna um animal mais eficiente?

Segundo Gomes, não existe um único fator responsável pela eficiência alimentar, a característica resulta da combinação de diversos aspectos genéticos e fisiológicos.

Animais com temperamento mais calmo, por exemplo, tendem a gastar menos energia com estresse e movimentação. Outros conseguem digerir e aproveitar melhor os nutrientes presentes na dieta.

Além disso, bovinos mais eficientes normalmente depositam menos gordura corporal. Isso porque a formação de gordura exige maior consumo de energia e alimento. Dessa forma, animais que direcionam melhor os nutrientes para o crescimento muscular costumam apresentar melhor desempenho produtivo.

Importância cresce nos sistemas intensivos

A eficiência alimentar ganha ainda mais relevância com a intensificação da pecuária brasileira. Sistemas como confinamento e terminação intensiva a pasto utilizam dietas mais balanceadas e maior quantidade de alimentos concentrados, que elevam os custos de produção.

Nesse cenário, selecionar animais capazes de transformar melhor o alimento em ganho de peso reduz desperdícios e melhora a rentabilidade da atividade.

Adaptação ao calor

Pesquisas recentes indicam que animais mais eficientes podem apresentar também maior adaptação às condições climáticas.

Estudos em andamento investigam se bovinos com melhor eficiência alimentar suportam melhor o calor e o estresse térmico, característica considerada estratégica diante do avanço das mudanças climáticas e da expansão da pecuária para regiões mais quentes e úmidas do país.

Caso essa relação seja confirmada, o melhoramento genético poderá contribuir simultaneamente para aumentar a produtividade e tornar os rebanhos mais resilientes aos desafios ambientais.

Fase de cria concentra maior impacto ambiental

Os estudos também apontam que o maior desafio para reduzir as emissões da pecuária está na fase de cria.

Segundo os pesquisadores, entre 70% e 80% da pegada de carbono da carne bovina brasileira está concentrada nessa etapa, quando as vacas matrizes permanecem no sistema produzindo os bezerros. Como animais adultos consomem mais alimento, também emitem maior quantidade de metano durante a digestão.

Por isso, estratégias como aumento da fertilidade, melhoria da sanidade dos bezerros, redução da mortalidade e avanço do melhoramento genético podem gerar impactos importantes tanto na produtividade quanto na redução das emissões de gases de efeito estufa.

Para os pesquisadores, identificar e selecionar bovinos mais eficientes representa um dos caminhos para produzir mais carne utilizando menos recursos, aumentando a competitividade da pecuária brasileira e contribuindo para sistemas de produção mais sustentáveis.

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A todo vapor: demanda aquecida impulsiona preços da soja; saiba os números do dia


seta formada com soja apontando para notas de 50 reais - preço da soja
Foto: Daniel Popov

O mercado brasileiro de soja voltou a registrar cotações firmes nesta quarta-feira (22). Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a alta mais intensa da Bolsa de Chicago, aliada aos prêmios ainda elevados, sustentou os preços no país, mesmo diante da desvalorização do dólar.

De acordo com o analista, a queda da moeda norte-americana não trouxe pressão negativa para o mercado. A demanda continua aquecida, enquanto os produtores seguem vendendo pouco e retendo a soja, o que reduz a oferta disponível e mantém os preços em patamares elevados.

Silveira também destaca que os portos continuam oferecendo boas oportunidades de comercialização, com indicações entre R$ 148,00 e R$ 150,00 por saca no mercado spot, dependendo do porto e do momento do mercado. Além disso, os basis locais permanecem elevados.

Outro ponto de atenção do mercado são os relatórios de exportação dos Estados Unidos, que serão divulgados nesta quinta-feira. Segundo o analista, os números poderão provocar novas oscilações nas cotações da Bolsa de Chicago.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 141,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 140,00 para R$ 142,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 134,00 para R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 126,00 para R$ 130,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 127,50 para R$ 128,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 129,00 para R$ 132,00
  • Paranaguá (PR): passou de R$ 145,00 para R$ 147,00
  • Rio Grande (RS): preços passaram de R$ 145,00 para R$ 147,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram o dia em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O principal fator foi a forte valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo aumento das tensões no Oriente Médio, o que favoreceu o avanço das commodities.

As preocupações com o tráfego na região fizeram o petróleo voltar a superar os US$ 90 por barril em Londres. Com a relação cada vez mais estreita entre o petróleo e os óleos vegetais, em razão da produção de biodiesel, a soja acompanhou esse movimento de valorização.

Também contribuíram para a alta a expectativa de retomada da demanda chinesa pela soja norte-americana e as preocupações com as temperaturas elevadas e a falta de chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 13,50 centavos de dólar, ou 1,10%, a US$ 12,33 por bushel. A posição novembro encerrou cotada a US$ 12,39 por bushel, com valorização de 16,25 centavos de dólar, ou 1,32%.

Nos subprodutos, o farelo para agosto subiu US$ 4,90, ou 1,49%, para US$ 331,60 por tonelada. Já o óleo de soja para agosto avançou 1,18 centavo de dólar, ou 1,58%, encerrando a 75,48 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,41%, cotado a R$ 5,0521 para venda e R$ 5,0501 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0501 e a máxima de R$ 5,0841.

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Nova taxação da China à carne brasileira é falsa, esclarece Mapa


carne bovina exportações China
Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou uma nota nesta quarta-feira (22) em que desmente a informação que circula nas redes sociais de que a China teria imposto, neste mês, nova taxação às importações brasileiras de carnes. Postagens utilizam informações distorcidas para induzir o leitor a erro.

“No fim do ano passado, o governo chinês anunciou a decisão de aplicar uma tarifa de 55% sobre a carne bovina brasileira em relação às importações que ultrapassarem a cota estabelecida para cada país. Trata-se de uma medida específica de salvaguarda para todas as importações de carne bovina da China que excederem a cota estabelecida para cada país”, esclarece.

A pasta ainda lembra que o Brasil foi contemplado com a maior cota, de 1,106 milhão de toneladas, com tarifa de importação de 12%, igualmente aplicada ao volume das cotas destinadas a outros países.

De acordo com a última atualização oficial do Ministério do Comércio da República Popular da China (Mofcom), 80% da cota destinada ao Brasil foi utilizada. Assim, a sobretaxa de 55% somente será aplicada ao volume que exceder o limite definido para cada um dos países exportadores da proteína à China.

“Portanto, a publicação que circula nas redes sociais apresenta a informação de forma equivocada, pois não se trata de uma taxação específica sobre as vendas do Brasil para aquele país”, conclui o Mapa.

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AgroNewsPolítica & Agro

Ajustes ampliam ação contra a podridão cinzenta



A doença afeta mais de 200 culturas


A doença afeta mais de 200 culturas
A doença afeta mais de 200 culturas – Foto: Arquivo Agrolink

A busca por alternativas sustentáveis para o controle de doenças agrícolas ganhou impulso com resultados obtidos no cultivo de um fungo benéfico. Ajustes na circulação de ar e na oferta de nutrientes aumentaram a produção de estruturas capazes de combater a podridão cinzenta, problema que atinge mais de 200 culturas e causa perdas no campo e após a colheita.

Segundo a Embrapa Meio Ambiente, o fungo Clonostachys rosea teve seu potencial ampliado quando cultivado sob condições específicas de aeração e equilíbrio entre carbono e nitrogênio. O microrganismo atua contra agentes nocivos, estimula defesas naturais das plantas e produz substâncias com efeito antifúngico.

Os testes avaliaram a formação de conídios, responsáveis pela reprodução, e de microscleródios, estruturas resistentes a condições adversas. A maior disponibilidade de oxigênio elevou a produção dos dois tipos, com destaque para os microscleródios. A proporção entre carbono e nitrogênio influenciou qual estrutura era produzida em maior quantidade.

Os materiais obtidos no cultivo foram transformados em grânulos solúveis em água, aplicados de forma semelhante a produtos agrícolas convencionais. Em experimentos com tomate-cereja exposto ao Botrytis cinerea, causador da podridão cinzenta, todas as formulações reduziram a incidência da doença.

A Embrapa também identificou sorbicilinoides entre os principais compostos produzidos durante a fermentação. Essas substâncias têm ação antifúngica e podem ajudar a explicar a proteção observada nos frutos.

O avanço pode facilitar o desenvolvimento de biopesticidas mais estáveis e eficientes. Antes da adoção em larga escala, ainda serão necessários testes em estufas e lavouras, além de avaliações de armazenamento, segurança, custos e desempenho comercial.

 





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Atendimento da Conab no Pará é suspenso na tarde desta quarta-feira


Atendimento presencial da Conab em Natal segue suspenso até sexta-feira

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) suspendeu o atendimento presencial na Superintendência Regional do Pará, em Belém, na tarde desta quarta-feira (22). A interrupção ocorre por causa de uma falha na rede elétrica nas imediações da unidade.

Segundo a Conab, o problema impede o trabalho presencial na regional. A empresa de energia local prevê a normalização do serviço até as 19h.

Durante o período de suspensão, o contato com a unidade pode ser feito de forma remota. O atendimento está disponível por WhatsApp, no número (91) 9941-2858.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

A medida vale para esta quarta-feira (22) e atinge o atendimento na sede da Superintendência Regional do Pará.

O atendimento presencial na unidade da Conab em Belém segue suspenso nesta quarta-feira (22), enquanto o público pode acionar a regional pelo WhatsApp informado pela companhia.

Fonte: gov.br

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Mapa nega nova taxação da China sobre carne bovina do Brasil


Exportação de frango de Santa Catarina soma US$ 1,15 bilhão até maio

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou nesta quarta-feira (22) que é falsa a informação de que a China teria imposto neste mês uma nova taxação às importações brasileiras de carnes. Segundo a pasta, a medida em vigor é uma salvaguarda anunciada pelo governo chinês no fim do ano passado para a carne bovina que exceder a cota estabelecida para cada país.

De acordo com o Mapa, a tarifa de 55% incide apenas sobre o volume exportado acima da cota definida pela China. No caso do Brasil, esse limite ainda não foi alcançado.

O ministério informou que o Brasil recebeu a maior cota entre os países exportadores de carne bovina para o mercado chinês, de 1,106 milhão de toneladas. Dentro desse volume, a tarifa de importação aplicada é de 12%, mesma alíquota válida para as cotas destinadas aos demais países.

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Segundo a última atualização oficial do Ministério do Comércio da República Popular da China (MOFCOM), 80% da cota brasileira foi utilizada. Com isso, a sobretaxa de 55% ainda não está sendo aplicada às vendas brasileiras de carne bovina para a China.

O Mapa destacou que a medida chinesa não é específica para o Brasil. A salvaguarda abrange todas as importações de carne bovina que ultrapassarem a cota estabelecida para cada país exportador.

Na avaliação apresentada pelo ministério, a informação que circula nas redes sociais interpreta de forma incorreta a regra em vigor ao tratar a medida como uma nova taxação direcionada às exportações brasileiras.

A posição oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária é de que não houve, neste mês, imposição de nova tarifa da China sobre a carne bovina brasileira, e que a sobretaxa de 55% só será cobrada se o volume embarcado superar a cota de 1,106 milhão de toneladas destinada ao Brasil.

Fonte: gov.br

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