domingo, junho 21, 2026

Autor: Redação

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Ibovespa cai 0,69% e dólar comercial fecha em R$ 5,0274


Juros futuros recuam e curva perde inclinação nesta segunda-feira

O mercado financeiro encerrou esta terça-feira (26) com queda do Ibovespa e leve alta do dólar no mercado doméstico. O principal índice da Bolsa brasileira recuou 0,69%, aos 176.589,03 pontos, com volume de R$ 22,63 bilhões. No câmbio, o dólar comercial fechou vendido a R$ 5,0274, alta de 0,17%. As taxas de referência de juros seguiram em 14,40% ao ano no CDI e no over.

Durante a sessão, o Ibovespa oscilou entre máxima estável de 177.816 pontos e mínima de 175.516 pontos, quando chegou a cair 1,29%. No acumulado de 2026, o índice ainda sobe 9,6%, mas registra recuo de 5,73% no mês.

Nos mercados externos, o Dow Jones caiu 0,23%, aos 50.461,68 pontos, enquanto o Nasdaq avançou 1,19%, aos 26.656,18 pontos. O Ibovespa futuro, com vencimento mais próximo, fechou em 177.855 pontos, queda de 0,81%, após variar entre 179.250 e 176.785 pontos.

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Entre as ações de maior peso, Vale ON e Vale PNA recuaram 0,89%, cotadas a R$ 82,85. Petrobras PN ficou praticamente estável, com baixa de 0,02%, a R$ 43,39, enquanto Petrobras ON subiu 0,43%, para R$ 48,90. No setor de alimentos, MBRF ON avançou 0,74%, a R$ 16,36.

No câmbio, além do dólar comercial a R$ 5,0274 na venda, o dólar futuro para junho fechou em R$ 5,0400, alta de 0,47%. O dólar Ptax terminou em R$ 5,0211 na venda, com avanço de 0,28%. O euro comercial foi cotado a R$ 5,8490 na venda, alta de 0,1%.

Para o setor agropecuário, câmbio e juros são referências centrais. A valorização do dólar influencia a formação de preços de exportação e o custo de insumos dolarizados, como fertilizantes e defensivos. Já o CDI de 14,40% ao ano mantém elevado o custo financeiro de operações de capital de giro e de carregamento de estoques. O fechamento divulgado, porém, não informa os fatores conjunturais que explicaram o movimento do dia.

Os indicadores do encerramento mostram um ambiente de mercado com moeda norte-americana em patamar acima de R$ 5,00 e juros domésticos ainda elevados. Para produtores e agentes das cadeias agroindustriais, a leitura técnica segue concentrada na evolução do câmbio, do custo de financiamento e do comportamento das ações ligadas a commodities. Sem detalhamento adicional sobre os vetores da sessão, não há base suficiente para projetar tendência de curto prazo além dos números do fechamento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Pouca movimentação e preços estáveis a mais baixos marcam o dia da soja; saiba as cotações


soja verde
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão de pouca movimentação nesta terça-feira (26), marcada por pequenas oscilações nos preços e maior firmeza na demanda das indústrias no mercado interno. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as fábricas apresentaram ofertas mais atrativas, especialmente em Goiás, enquanto os portos tiveram um dia mais lento, sem grandes negociações reportadas.

O cenário externo limitou variações mais expressivas nos preços. A Bolsa de Chicago encerrou o dia em baixa, o dólar apresentou leve alta e os prêmios permaneceram praticamente estáveis. Com isso, as cotações tiveram mudanças pontuais na maior parte das regiões acompanhadas.

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De acordo com Silveira, o mercado teve um comportamento “morno” ao longo da sessão, refletindo a cautela dos agentes diante do cenário internacional e da expectativa em relação ao andamento da safra norte-americana.

No mercado físico brasileiro, algumas praças registraram estabilidade, enquanto outras apresentaram pequenas quedas nas cotações da soja.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 124,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 125,00
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 120,00 para R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 110,00 para R$ 109,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 113,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 112,00
  • Paranaguá (PR): desceu de R$ 131,00 para R$ 130,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 130,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta terça-feira. As previsões de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas pressionaram o mercado na primeira sessão após o feriado nos Estados Unidos.

O mercado segue atento às condições climáticas e ao avanço do plantio nos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga o relatório semanal sobre o andamento das lavouras nas principais regiões produtoras.

Segundo informações da agência Reuters, o clima seco em grande parte do cinturão do milho deve favorecer o avanço do plantio, embora aumente a preocupação com a seca em áreas do Meio-Oeste e das Planícies do Norte. As chuvas recentes, porém, melhoraram a umidade do solo em regiões como o sudeste do Meio-Oeste, leste de Nebraska e delta do Mississippi.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja com entrega em julho encerraram o dia cotados a US$ 11,86 por bushel, com queda de 10,50 centavos de dólar ou 0,87%. A posição agosto fechou em US$ 11,85 por bushel, com baixa de 10 centavos ou 0,83%.

Entre os subprodutos, o farelo de soja para julho caiu US$ 3,30, encerrando a US$ 328,60 por tonelada. Já o óleo de soja para julho fechou em alta de 0,51%, cotado a 74,36 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,15%, cotado a R$ 5,0275 para venda e R$ 5,0255 para compra. Durante o pregão, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,0035 e R$ 5,0375.

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Lei fixa prazo de 30 dias para INSS pagar salário-maternidade


Lei fixa prazo de 30 dias para INSS pagar salário-maternidade

Mulheres que recebem salário-maternidade diretamente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), entre elas trabalhadoras rurais, empregadas domésticas e contribuintes individuais, passarão a ter o benefício liberado em até 30 dias após o requerimento. A regra está na Lei 15.415/26, sancionada sem vetos e divulgada nesta terça-feira (26). Se o prazo não for cumprido, a concessão será automática.

A nova lei altera o procedimento de análise do salário-maternidade pago pela Previdência Social a categorias que não recebem o benefício diretamente do empregador. Segundo o texto, o prazo máximo para liberação será de 30 dias. Hoje, de acordo com as informações que acompanham a norma, o INSS leva cerca de 45 dias para efetuar o pagamento, sem obrigação legal de concessão automática em caso de atraso.

A medida alcança seguradas especiais, grupo que inclui trabalhadoras rurais, indígenas, quilombolas e pescadoras, além de empregadas domésticas, contribuintes individuais, como microempreendedoras individuais (MEIs), trabalhadoras avulsas e seguradas desempregadas. No caso do público rural, a mudança incide sobre uma parcela que depende do benefício como renda temporária em período de afastamento por parto ou adoção.

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A lei também estabelece como funcionará a revisão posterior pelo INSS. Mesmo após a concessão automática, o instituto poderá verificar se a segurada atendia aos requisitos. Se houver direito, o pagamento continua normalmente. Se ficar comprovada má-fé no pedido, o benefício será encerrado e os valores deverão ser devolvidos. Sem má-fé, o pagamento poderá ser interrompido, mas sem devolução dos recursos já recebidos.

O salário-maternidade garante renda por 120 dias. O valor varia entre o salário-mínimo e a remuneração integral, conforme a categoria da segurada. O pagamento pode começar entre 28 dias antes do parto e a data de nascimento da criança. A norma teve origem no Projeto de Lei do Senado 296/16, depois convertido em Projeto de Lei 10021/18.

Para trabalhadoras rurais enquadradas como seguradas especiais, a nova regra reduz o prazo legal de espera e cria um mecanismo de liberação automática em caso de atraso administrativo. A aplicação prática da medida dependerá dos procedimentos operacionais adotados pelo INSS, que não foram detalhados no conteúdo disponível.

Fonte: camara.leg.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Comissão de Cana da Faesp debate desafios econômicos e regulatórios da safra 2026/27


A Comissão de Cana-de-Açúcar e Energia Renovável da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) realizou, nesta quinta-feira (21), reunião voltada à análise dos impactos regulatórios, produtivos e de mercado sobre a rentabilidade dos produtores rurais paulistas na safra 2026/27. A abertura do encontro foi conduzida pelo presidente Tirso Meirelles, que reafirmou o compromisso da Federação com a defesa do equilíbrio nas relações contratuais e da sustentabilidade econômica do setor, diante do atual cenário marcado por elevados custos de produção, retração dos preços do açúcar e do etanol e crescente deterioração da rentabilidade no campo.

“A subvenção econômica à gasolina amortece o impacto da alta internacional do petróleo, evitando um efeito cascata nos preços de alimentos e transportes. Entretanto, a medida gera preocupação ao comprometer a competitividade do etanol no mercado e reduzir a previsibilidade regulatória do setor. Além de desestimular investimentos em biocombustíveis, o mecanismo afeta diretamente a cadeia produtiva da cana-de-açúcar. Se o preço da gasolina cai devido à subvenção, o preço do etanol precisa cair proporcionalmente para manter a conhecida paridade de 70%. Isso amplia a pressão negativa sobre as margens da atividade”, comentou.

A reunião contou com a participação de Raphael Delloiagono, analista de Inteligência de Mercado do PECEGE, que apresentou as perspectivas para a safra sucroenergética 2026/27, incluindo estimativas de produção, preços e custos do setor, além de simulações relacionadas aos impactos da subvenção econômica à gasolina, autorizada pela Medida Provisória nº 1.358/2026, sobre o valor da cana-de-açúcar.

As projeções para o Centro-Sul indicam produção de aproximadamente 635,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27, volume cerca de 4% superior ao registrado no ciclo anterior, impulsionado principalmente pela recuperação da produtividade agrícola. A maior atratividade do etanol em relação ao açúcar deve resultar em uma safra mais alcooleira, com previsão de incremento de cerca de 4,2 bilhões de litros na produção total do biocombustível em comparação à safra anterior, totalizando 37,90 bilhões de litros.

A revisão do modelo do Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Etanol do Estado de São Paulo (Consecana-SP), criado para estabelecer parâmetros técnicos e econômicos que orientam a remuneração da cana-de-açúcar no estado, também esteve no centro das discussões, em razão de sua relevância como referência para a formação de preços e para a mitigação das assimetrias de informação na cadeia sucroenergética. Os participantes reforçaram a necessidade de aprofundamento técnico e institucional do debate, com foco na ampliação da transparência, previsibilidade e segurança econômica nas relações entre fornecedores e indústria.

Outro tema abordado foi sobre os testes de campo com a tecnologia conhecida como “bisturi”, apontada como alternativa com potencial para elevar a eficiência operacional e reduzir custos, especialmente entre pequenos e médios produtores. A técnica vem sendo avaliada quanto à sua capacidade de contribuir para a revitalização dos canaviais e para o prolongamento da vida útil das áreas produtivas, reduzindo a necessidade de renovação integral dos talhões.

O coordenador da Comissão, Nelson Perez Junior, relatou resultados preliminares positivos obtidos em áreas experimentais em sua propriedade e ressaltou a importância do avanço das pesquisas e da difusão técnica da tecnologia, após validação agronômica e econômica, no âmbito do futuro Centro de Excelência da Cana-de-Açúcar e Bioenergia, em Ribeirão Preto.

Ao final da reunião, a Comissão deliberou encaminhamentos voltados à mitigação dos impactos da política federal de combustíveis sobre a competitividade do etanol, aprofundamento das discussões sobre o Consecana-SP e o fortalecimento de iniciativas voltadas à inovação, eficiência produtiva e redução de custos na atividade canavieira paulista.





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Iniciativa transforma resíduo do saneamento em insumo agrícola e eleva produtividade em até 20%


Lodo higienizado
Foto: arquivo/Sanepar

A gestão sustentável do saneamento está gerando impactos diretos na agricultura do Paraná. Por meio de um sistema de economia circular, o lodo gerado no tratamento de esgoto doméstico deixou de ser apenas um resíduo e passou a ser utilizado como insumo agrícola para correção e adubação do solo.

O material, também chamado de biossólido, passa por um rigoroso processo de higienização e controle de qualidade antes de ser destinado às propriedades rurais. O programa, desenvolvido no Paraná pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) desde as décadas de 1980 e 1990, já é considerado referencial em destinação agrícola de lodo de esgoto.

Atualmente, o sistema está estruturado em 32 cidades paranaenses, com unidades de gerenciamento que atendem desde a Região Metropolitana de Curitiba até municípios do interior do estado.

Segundo o engenheiro agrônomo Rebert Skalisz, o objetivo inicial era encontrar uma alternativa adequada para o descarte do resíduo, já que as opções eram limitadas aos aterros sanitários.

“Não se tinha um caminho adequado para se destinar esse resíduo do tratamento do esgoto. Então, começou-se o trabalho, sabendo do potencial agrícola de consumo e, vendo a experiência da própria Europa e dos Estados Unidos, começaram os estudos para fazer essa destinação agrícola”, explicou Skalisz.

Processo leva cerca de três meses

Antes de chegar às lavouras, o biossólido passa por etapas de tratamento nas chamadas Unidades de Gerenciamento de Lodo (UGLs).

De acordo com Skalisz, o material é retirado do processo de tratamento de esgoto, passa por deságue e, posteriormente, pela higienização com adição de cal virgem. Esse processo elimina agentes patogênicos, como coliformes termotolerantes, ovos de helmintos e salmonela.

Além da segurança sanitária, o cal adicionado ao lodo também atua na correção da acidez do solo. Segundo Skalisz, o potencial corretivo pode até superar o do calcário tradicional em algumas situações.

Todo o ciclo de preparo e controle do material leva aproximadamente três meses e segue os critérios estabelecidos pela Instrução Normativa nº 38 de 2025, do Instituto Água e Terra (IAT).

Durante o processo, são realizadas análises químicas e biológicas para garantir que o material atenda às exigências ambientais e agronômicas.

Insumo fornece nutrientes e melhora o solo

Além do potencial corretivo, o biossólido é rico em matéria orgânica e nutrientes importantes para o desenvolvimento das plantas, como nitrogênio, fósforo, enxofre, cobre e zinco.

O material melhora as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, aumenta a retenção de água e contribui para maior resistência das lavouras em períodos de estiagem.

Segundo Skalisz, os produtores atendidos relatam ganhos de produtividade que variam entre 15% e 20%, além de benefícios no desenvolvimento das plantas.

“Em períodos de estiagem, principalmente o calorão que estava fazendo em dezembro, os produtores relataram que a planta não envergou [quando a planta murcha]”, destacou Skalisz.

Um dos exemplos citados ocorreu em uma área de conversão florestal em Inácio Martins, na região de Guarapuava. Após a aplicação do biossólido, a primeira safra de feijão apresentou desenvolvimento significativamente superior nas áreas tratadas.

Desempenho de plantas com o uso do higienizado
Foto: arquivo/Sanepar

Aplicação segue regras rígidas

O uso agrícola do biossólido exige acompanhamento técnico e elaboração de projeto agronômico específico para cada propriedade. Antes da aplicação, é realizada análise de solo para definição da dose adequada, considerando fatores como necessidade de correção do pH, demanda de nitrogênio da cultura e limites de metais pesados previstos em legislação.

De acordo com Skalisz, a recomendação é que a aplicação ocorra entre 15 e 30 dias antes do plantio. Apesar dos benefícios, o uso do material segue regras rígidas de segurança alimentar e ambiental.

No Paraná, o biossólido não pode ser utilizado em hortaliças e tubérculos. A restrição estadual é mais rigorosa que a legislação federal e busca reduzir riscos relacionados ao consumo direto de alimentos. Já culturas como soja, milho, trigo, cevada, café, laranja, eucalipto e pinus estão entre algumas das autorizadas para aplicação.

O material também pode ser utilizado em áreas de integração lavoura-pecuária, desde que sejam respeitados os períodos de carência estabelecidos pela legislação.

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Brasil deve aumentar exportação de algodão em 9% e bater novo recorde, aponta StoneX


Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA

A consultoria StoneX divulgou nesta terça-feira (26) relatório sobre a safra de algodão 2025/26 e manteve inalterada as estimativas para a produção em 3.858 milhões de toneladas, mas aumentou a projeção de exportação em 6,5% ante a última previsão, indo de 3,1 para 3,3 milhões de toneladas.

Em relação à safra passada, o aumento é de 9%, considerando que o país vendeu 3.026 milhões de toneladas da pluma. De acordo com a empresa, o atual ajuste reflete a melhora nas expectativas para os embarques, que vêm superando o esperado ao longo do primeiro semestre.

Caso o número seja confirmado, será um recorde em vendas externas, consolidando a liderança brasileira no comércio internacional da fibra.

Em relação à produção, o relatório aponta que o desenvolvimento do algodão segue favorável nas principais regiões produtoras, com chuvas observadas nos estágios finais do desenvolvimento vegetativo em Mato Grosso.

Ainda assim, a StoneX indica que deve ser mantida cautela com relação à produtividade e qualidade das fibras ao longo das próximas semanas, uma vez que, com a abertura dos capulhos, a fibra tende a ficar mais vulnerável à intempérie climática.

Os números positivos chamam ainda mais atenção ao se considerar a redução da área plantada em 5% ante à última safra (de 2.139 para 2.030 milhões de hectares) e, consequentemente, decréscimo na produção de 7,1% (de 4.154 para 3.858 milhões de toneladas).

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Comissão da Câmara analisa mudança em compra da PGPM com adicional de até 25%


Mapa fixa preços para liberação de estoques públicos de arroz, milho, trigo e mandioca

A Câmara dos Deputados analisa um substitutivo ao projeto que altera regras da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). O parecer do relator na Comissão de Finanças e Tributação, deputado Zé Neto (PT-BA), permite que o poder público compre produtos por valor de até 25% acima do preço mínimo fixado. O texto também modifica a lei do programa de venda em balcão para incluir outros produtos destinados à ração animal, além do milho.

Pela proposta original, a mudança principal estava no volume de produtos que poderiam ser adquiridos para a formação de estoque estratégico de alimentos básicos. O limite passaria de 1/12 para 3/12 do consumo anual estimado. No substitutivo apresentado na comissão, esse ponto foi retirado e a alteração passou a se concentrar no valor de compra pago ao produtor.

Segundo o texto relatado, o adicional autorizado nas aquisições públicas poderá chegar a 25% acima do preço mínimo. A justificativa apresentada é que a média de mercado tem se mantido acima desse piso, o que, na prática, reduz a efetividade do mecanismo quando o governo precisa operar compras para formação de estoques.

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A proposta também altera a legislação do Programa de Venda em Balcão (ProVB). Hoje voltado ao milho, o programa passaria a abranger outros produtos destinados à ração animal. A mudança amplia o alcance operacional da política pública para atendimento de criadores que dependem de insumos alimentares, especialmente em situações de oferta restrita ou necessidade de abastecimento regional.

Para o setor agropecuário, a tramitação é relevante porque a PGPM é um instrumento de sustentação de renda e de intervenção em momentos de distorção entre preços de mercado e preços mínimos oficiais. Já o ProVB tem relação direta com o custo de alimentação animal, fator que influencia cadeias como avicultura, suinocultura e pecuária leiteira. O texto divulgado não informa prazos de votação nem detalha quais produtos, além do milho, poderão ser incluídos no programa.

A análise do projeto segue na Câmara dos Deputados. O alcance prático das mudanças dependerá da aprovação do texto final e da regulamentação dos produtos e condições de compra, pontos ainda não detalhados nas informações disponíveis.

Fonte: camara.leg.br

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Chuvas frequentes beneficiam o desenvolvimento da safra de soja 25/26 em Roraima, aponta Inmet


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Foto: Freepik

O cultivo de soja em Roraima possui um calendário agrícola diferente do restante do Brasil, coincidindo com o período chuvoso da região, o que favorece maior estabilidade produtiva das lavouras. O zoneamento agrícola no estado teve início no fim de março e segue até meados de junho, período considerado ideal para a semeadura devido à regularidade das chuvas.

Na safra de 2026, o cenário tem sido positivo para os produtores. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), desde o início da janela recomendada de plantio, Roraima tem registrado chuvas frequentes e, em alguns períodos, acumulados expressivos, favorecendo a emergência das plantas e o bom estabelecimento das lavouras.

De acordo com análises do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro), as perdas registradas até o momento são reduzidas. O bom desempenho está relacionado à distribuição equilibrada das chuvas, à ausência de deficiência hídrica e às temperaturas adequadas ao desenvolvimento da cultura.

O monitoramento climático realizado na região de Alto Alegre (RR) utilizou indicadores como precipitação, evapotranspiração e balanço hídrico do solo para avaliar os impactos das condições meteorológicas sobre a produtividade da soja.

Nas próximas semanas, as lavouras entrarão em fases de maior demanda hídrica, tornando a manutenção das chuvas essencial para garantir o potencial produtivo. Em Roraima, a estação chuvosa é influenciada principalmente pela Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), responsável por chuvas intensas e persistentes entre abril e agosto.

Climatologicamente, junho e julho representam o pico do período chuvoso no estado, com volumes frequentemente superiores a 250 milímetros. Quando bem distribuídas, essas precipitações atendem adequadamente às necessidades hídricas da soja ao longo do ciclo produtivo.

Entretanto, a partir de agosto, o deslocamento sazonal da ZCIT reduz gradualmente os volumes de chuva, elevando o risco de déficit hídrico, especialmente em áreas de plantio tardio.

Atenção para o El Niño

Especialistas também alertam para os possíveis impactos do El Niño. O aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial altera a circulação atmosférica tropical, podendo reduzir e desregular as chuvas no norte da Amazônia, antecipando o fim da estação chuvosa e aumentando o risco de secas severas.

Segundo previsão climática elaborada pelo Inmet, pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe) e pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o período entre junho e agosto pode registrar volumes de chuva até 50 milímetros abaixo da média em Roraima, aumentando o risco climático para a soja justamente nas fases de maior exigência hídrica da cultura.

Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância do monitoramento contínuo das condições meteorológicas para auxiliar o planejamento das operações no campo, reduzir riscos e apoiar a tomada de decisão dos produtores.

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Mapa lança campanha nacional de promoção da produção orgânica


Mapa lança campanha nacional de promoção da produção orgânica

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou, nesta terça-feira (26), em Brasília, a XXII Campanha Nacional de Promoção do Produto Orgânico 2026. Com o tema “Saúde no Campo e na Mesa”, a iniciativa busca ampliar a divulgação da produção orgânica e agroecológica e reforçar a articulação entre governo federal, sociedade civil e redes de produtores. O lançamento reuniu autoridades, representantes institucionais e agricultores ligados ao segmento.

Segundo o Mapa, a campanha de 2026 tem como foco conscientizar a sociedade sobre os sistemas orgânicos de produção, valorizar agricultores do setor, incentivar o consumo de alimentos produzidos sob esse modelo e ampliar a integração entre órgãos públicos e instâncias participativas.

Durante o evento, o secretário adjunto de Desenvolvimento Rural do Mapa, João Crescêncio, afirmou que a campanha está associada à promoção de práticas agrícolas sustentáveis e à preservação de recursos como solo, água e biodiversidade. Já a diretora de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária da Secretaria de Defesa Agropecuária, Judi Nóbrega, disse que a articulação institucional também busca fortalecer fiscalização e mecanismos de controle da produção orgânica.

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Atualmente, a pauta da produção orgânica no ministério está dividida em duas frentes. A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) atua nas ações de fiscalização, enquanto a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) responde pelo fomento e pela promoção da produção orgânica e agroecológica.

A edição de 2026 também foi apresentada como instrumento de apoio à implementação do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo). Representantes da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO) e da Comissão Nacional da Produção Orgânica defenderam a atualização de instrumentos normativos e a continuidade das políticas para o segmento.

No evento, produtores relataram avanços na organização local da atividade. Um dos casos citados foi o de uma Organização de Controle Social (OCS) do Amapá, declarada em 2023, além da entrega de cadastros a produtores da OCS Pitaia Luz, do Distrito Federal. O material divulgado pelo ministério, no entanto, não informou metas quantitativas, orçamento ou prazos operacionais da campanha.

Para o setor, a campanha reforça o ambiente institucional da produção orgânica, mas os efeitos práticos sobre expansão da oferta, certificação e comercialização dependerão da execução das políticas públicas, da atualização regulatória e do alcance das ações de fiscalização e fomento já em curso.

Fonte: gov.br

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Votação de renegociação de dívidas rurais pode ser concluída até quinta-feira


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

A votação do projeto de renegociação das dívidas rurais pode ser concluída até esta quinta-feira (28), segundo afirmou nesta terça-feira (26), em Brasília, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS). De acordo com ele, a proposta será viabilizada com recursos próprios, sem uso de fundos que haviam sido discutidos anteriormente. O texto em negociação deve consolidar um acordo entre Executivo e Legislativo.

Segundo Pimenta, a intenção é votar o relatório do senador Renan Calheiros na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e, na sequência, buscar a análise do plenário da Câmara dos Deputados. A articulação, conforme declarou, envolve tratativas com a presidência da Casa para acelerar a tramitação.

O ponto central da proposta é a criação de uma nova condição de pagamento para produtores rurais enquadrados nos critérios que ainda estão em definição. Pelas linhas em debate, o desenho considera dois anos de carência e prazo de 10 anos para pagamento. Também está em discussão um escalonamento das taxas de juros conforme o porte do produtor, com diferenciação entre pequenos, médios e grandes.

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O valor total de recursos necessários para a renegociação ainda não foi fechado. Pimenta afirmou que o montante será calculado após a definição dos critérios de acesso ao benefício. Segundo ele, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, teria informado a parlamentares que o valor mobilizado será o necessário para atender às operações enquadradas.

A ausência de um número consolidado impede, neste momento, mensurar o alcance financeiro da medida e o universo total de contratos que poderão ser renegociados. Ainda assim, o avanço do texto é acompanhado pelo setor por envolver passivos rurais e condições de crédito em um momento em que custo financeiro, prazo e liquidez seguem no centro das decisões de produtores e agentes da cadeia agropecuária.

A definição final dos critérios, do custo fiscal e das taxas aplicáveis será decisiva para dimensionar o efeito prático da proposta sobre os produtores rurais. Até a conclusão da votação, não há base oficial suficiente para estimar o volume total da renegociação.

Fonte: Estadão Conteúdo

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