segunda-feira, junho 8, 2026

Autor: Redação

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Bloqueio no orçamento da ANA ameaça monitoramento hídrico e fiscalização de barragens


Bloqueio no orçamento da ANA ameaça monitoramento hídrico e fiscalização de barragens

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) informou, nesta quinta-feira (4), que o bloqueio de R$ 44,9 milhões em seu orçamento de 2026 pode comprometer atividades consideradas essenciais para a segurança hídrica no Brasil. Segundo a autarquia, a restrição ocorre em um cenário de previsão de intensificação de eventos climáticos extremos associados ao fenômeno El Niño. A agência afirma que a redução de recursos afeta monitoramento, fiscalização e apoio técnico em áreas estratégicas.

De acordo com a ANA, um dos principais efeitos do bloqueio recai sobre a operação e a manutenção da Rede Hidrometeorológica Nacional, composta por mais de 4,5 mil estações de monitoramento de rios e chuvas distribuídas pelo país. Esses dados são usados na emissão de alertas de enchentes e estiagens, no apoio às Defesas Civis e no planejamento do abastecimento de água, da irrigação, da navegação, da geração hidrelétrica e da gestão de reservatórios.

A agência informou, em nota, que a redução de recursos pode diminuir a produção dessas informações, o que tende a afetar a capacidade de prevenção e resposta a eventos extremos. No setor agropecuário, esse monitoramento é uma base técnica para decisões sobre uso de água, manejo de irrigação, planejamento de safra e avaliação de risco climático em diferentes regiões.

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O contingenciamento também deve limitar a fiscalização de 197 barragens sob responsabilidade da ANA. Segundo a autarquia, haverá redução de inspeções presenciais, visitas técnicas e ações de acompanhamento preventivo dessas estruturas. A agência também aponta impacto sobre programas de capacitação técnica e estudos que subsidiam normas regulatórias para o saneamento básico.

Outro ponto citado é a diminuição de investimentos em tecnologia da informação e cibersegurança. A ANA não detalhou, até o momento, como o bloqueio será distribuído entre as áreas afetadas nem informou eventual cronograma de recomposição orçamentária.

Com menor capacidade operacional, a ANA indica que atividades ligadas ao monitoramento hidrológico, à fiscalização e à preparação para secas e cheias podem ser reduzidas em 2026. Até o momento, não há informação oficial sobre revisão do bloqueio nem estimativa pública do alcance operacional dessa limitação por região.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Ciclone extratropical trará chuva e frio a Santa Catarina


O feriado de Corpus Christi será marcado por tempo firme e temperaturas amenas em grande parte de Santa Catarina. De acordo com a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina, a previsão indica predomínio de sol durante o período, com ocorrência de chuva fraca apenas em áreas do Litoral. A mudança mais significativa nas condições meteorológicas deve ocorrer a partir de segunda-feira (8), com a chegada de uma frente fria associada à formação de um ciclone extratropical entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul.

Nesta quinta-feira (4), a chuva fraca e passageira deve ocorrer principalmente durante a manhã entre o Litoral Norte, o Baixo Vale do Itajaí e a Grande Florianópolis. Ao longo do dia, a nebulosidade tende a diminuir, favorecendo o retorno do sol. As temperaturas máximas permanecem abaixo dos 20°C em grande parte do estado, enquanto nas regiões mais elevadas os termômetros não devem ultrapassar os 17°C.

Entre sexta-feira (5) e domingo (7), o tempo permanece estável na maior parte de Santa Catarina. O sol aparece em praticamente todas as regiões e as temperaturas entram em elevação gradual. As máximas podem alcançar os 25°C no Oeste e nas áreas litorâneas. Já nas regiões mais altas do Meio-Oeste e dos Planaltos, os termômetros devem registrar entre 20°C e 21°C. Apesar do aquecimento durante as tardes, as manhãs e noites continuam com temperaturas agradáveis, variando entre 8°C e 15°C.

A formação de um ciclone extratropical entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul começará a influenciar o tempo em Santa Catarina já no domingo (7). Conforme a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina, áreas próximas à divisa com o estado gaúcho, especialmente no Oeste e no Litoral Sul, poderão registrar aumento de nebulosidade e ocorrência de chuva fraca. Nas demais regiões, as alterações nas condições do tempo devem ocorrer ao longo da segunda-feira (8), com o avanço da frente fria associada ao sistema.

Após a passagem da frente fria, os modelos meteorológicos apontam para o avanço de uma nova massa de ar polar sobre Santa Catarina. Segundo a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina, há possibilidade de queda mais acentuada das temperaturas ao longo da próxima semana, reforçando a condição de frio em diversas regiões do estado.

A Defesa Civil orienta a população a manter atenção à formação de nevoeiros durante as primeiras horas da manhã, principalmente no Meio-Oeste, nos Planaltos e nas áreas serranas. O fenômeno pode reduzir temporariamente a visibilidade nas rodovias, exigindo cuidados dos motoristas. A recomendação é reduzir a velocidade, manter distância segura dos demais veículos e utilizar os faróis baixos. Os nevoeiros tendem a se dissipar rapidamente após o amanhecer, dando lugar ao predomínio do sol.

A Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina reforça ainda a importância de acompanhar diariamente os boletins e avisos meteorológicos divulgados pelos canais oficiais da instituição, uma vez que os modelos de previsão do tempo passam por atualizações constantes.





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Frio e chuva marcam a sexta-feira; veja a previsão por região


chuva forte e temporal na previsão do tempo
Foto: Pixabay

A sexta-feira (5) será marcada pelo contraste entre o avanço do ar frio no Centro-Sul do país e a continuidade das áreas de instabilidade no Norte e no Nordeste.

De acordo com a Climatempo, a massa de ar frio segue influenciando o Sudeste, enquanto a circulação de umidade mantém condições para chuva forte em parte do litoral nordestino.

Sudeste: frio mantém temperaturas amenas

A massa de ar frio de origem marítima associada a uma área de alta pressão no Atlântico Sul mantém muitas nuvens e condições para chuva fraca a moderada no litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, além de áreas do interior desses estados.

Também há previsão de chuva fraca em pontos isolados do litoral e sul de São Paulo e no nordeste de Minas Gerais. Nas demais áreas, o tempo segue firme.

As temperaturas permanecem mais amenas no centro-sul paulista, grande parte do Rio de Janeiro, sul do Espírito Santo, sul de Minas Gerais e áreas do leste e interior mineiro.

Já a umidade relativa do ar continua mais baixa no norte de São Paulo, norte e Triângulo Mineiro.

Centro-Oeste: predomínio de tempo seco

A região permanece sob influência de uma massa de ar mais seco e o tempo segue firme em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.

Há chance de chuva fraca apenas no extremo norte e noroeste de Mato Grosso, favorecida pela umidade vinda da Região Norte e pelo aquecimento durante o dia.

As temperaturas aumentam à tarde e faz mais calor em grande parte da região. No sul de Mato Grosso do Sul e no leste de Goiás, o tempo segue mais agradável.

A umidade relativa do ar permanece baixa em boa parte de Goiás, Distrito Federal, leste, interior e sul de Mato Grosso, além de áreas do leste e interior de Mato Grosso do Sul.

Nordeste: alerta para chuva forte e temporais

A circulação dos ventos marítimos mantém condições favoráveis para chuva entre o litoral da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

O litoral sul da Bahia continua recebendo reforço da circulação oceânica e da atuação de um cavado meteorológico em níveis médios da atmosfera, enquanto a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém instabilidades no norte da região.

Ao longo do dia, as chuvas ocorrem de maneira moderada a forte entre o litoral do Rio Grande do Norte e o sul da Bahia, com alerta para temporais, especialmente na região de Salvador.

Na faixa norte do Maranhão, Piauí e grande parte do Ceará também há previsão de chuva mais forte e risco de temporais isolados.

O interior nordestino segue sob influência do ar mais seco. A umidade relativa do ar permanece mais baixa no oeste da Bahia e no centro-sul do Maranhão e do Piauí.

Norte: chuva forte em áreas da Amazônia

A combinação entre calor, umidade, convergência de umidade e a ZCIT favorece a formação de pancadas de chuva, principalmente durante a tarde e a noite.

As instabilidades ficam concentradas entre Roraima, Amapá, grande parte do Amazonas, faixa oeste e metade norte do Pará, com chuva moderada a forte, temporais isolados, raios e rajadas de vento.

No oeste do Acre, as chuvas ocorrem de forma mais fraca.

Já nas demais áreas do Acre, sul do Amazonas, Rondônia e Tocantins, além do sul, interior e leste do Pará, o tempo segue firme.

A umidade relativa do ar permanece mais baixa em grande parte do Tocantins.

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Petróleo cai mais de 2,8% com trégua em foco no Oriente Médio


Bolsas da Europa sobem enquanto petróleo recua em meio a incertezas sobre EUA e Irã

Os contratos internacionais de petróleo fecharam em queda nesta quinta-feira (4), pressionados pela perspectiva de redução das tensões no Oriente Médio. O movimento ocorreu após sinais de avanço nas negociações entre Israel e Hezbollah e expectativas de alívio nas relações entre Estados Unidos e Irã. Segundo o mercado, a reação reduziu parte do prêmio de risco geopolítico incorporado às cotações nas últimas semanas.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho recuou 3,1%, ou US$ 2,98, e encerrou a US$ 93,04 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para agosto caiu 2,84%, ou US$ 2,78, a US$ 95,03 por barril.

A queda devolveu parte dos ganhos da sessão anterior. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que a implementação de um cessar-fogo poderá começar em até 24 horas após a aprovação final de um acordo. Apesar disso, o Irã negou avanço concreto nas conversas e condicionou qualquer entendimento ao fim dos ataques israelenses e à retirada de tropas do território libanês.

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A corretora XS.com observou que episódios anteriores de aparente desescalada foram seguidos por novas rodadas de conflito. Segundo a instituição, a ausência de um acordo formal e vinculante mantém o risco de retomada das hostilidades e de novas pressões sobre o mercado energético.

O Price Futures Group avaliou que sinais de distensão geopolítica costumam estimular realização de lucros, mas ressaltou que os riscos para a oferta global continuam elevados. A instituição acrescentou que, mesmo com eventual reabertura plena do Estreito de Ormuz, a normalização dos fluxos pode levar meses por desafios logísticos e operacionais.

Para o agronegócio, o comportamento do petróleo segue no radar por sua relação com diesel, frete e custos de operação. O material disponível, no entanto, não apresenta estimativas de repasse imediato aos combustíveis no Brasil. O ING afirmou que os estoques globais ainda oferecem suporte parcial ao mercado, mas indicou aperto gradual da oferta no terceiro trimestre.

No curto prazo, o mercado deve continuar sensível a sinais diplomáticos e a eventuais interrupções na oferta. Sem acordo formal consolidado, permanece a volatilidade nas cotações, o que mantém atenção sobre custos de energia e logística para cadeias produtivas que dependem de transporte rodoviário e insumos derivados de petróleo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Estados adotam medidas sobre tilápia importada; entenda


Tilápia
Foto: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional

O governo de São Paulo anunciou na terça-feira (2) que vai publicar um decreto para estabelecer uma alíquota de ICMS sobre o filé de tilápia importado. A medida mira especialmente produtos vindos do Vietnã e busca reduzir distorções tributárias, além de melhorar as condições de concorrência para o produtor nacional.

Em Pernambuco, a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária (Adagro) publicou uma portaria suspendendo a comercialização de pescados que possam representar risco sanitário à produção aquícola do estado.

A decisão, publicada na quarta-feira (3), inclui produtos relacionados à tilápia importada e reforça o foco em defesa sanitária.

Peixe BR vê avanço para o setor

Para a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), as duas medidas representam um avanço na construção de um ambiente mais equilibrado para a piscicultura brasileira, tanto no aspecto tributário quanto sanitário.

A entidade afirma que as iniciativas ajudam a dar mais competitividade ao produto nacional diante das importações e destacam um movimento mais amplo em outros estados.

Outros estados também avaliam medidas

Além de São Paulo e Pernambuco, estados como Mato Grosso e Bahia também analisam ações semelhantes, o que indica uma preocupação crescente com a sustentabilidade e a competitividade da cadeia da piscicultura no país.

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Estudantes de Minas Gerais plantam 120 bosques e 13 mil mudas de árvores


Em Minas Gerais, estudantes participam de um projeto que visa o plantio de árvores como forma de enfrentar as mudanças climáticas. A iniciativa combina teoria e prática, permitindo que os alunos aprendam sobre preservação ambiental antes de se envolverem diretamente na recuperação de áreas de cerrado e mata atlântica.

Dados do projeto

  • Plantio de 120 bosques em 116 municípios.
  • Mais de 13.300 mudas de árvores de essências florestais plantadas.
  • Atividades complementares, como palestras, realizadas por técnicos do Instituto Estadual de Florestas.

Envolvimento da comunidade

Além das escolas, o projeto também envolve famílias e a comunidade local. As áreas plantadas são monitoradas para garantir a recuperação ambiental ao longo do tempo.

Refúgios climáticos

Outra ação importante foi a construção de refúgios climáticos em 19 escolas, que visam amenizar a temperatura e criar um microclima mais agradável, promovendo a sensibilização sobre a importância do enfrentamento das mudanças climáticas.

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Boa Esperança do Norte: a cidade que brotou da terra em MT


Boa Esperança do Norte, localizada em Mato Grosso, é um exemplo de superação e desenvolvimento, nascendo da coragem e persistência de seus pioneiros. A cidade, que atualmente conta com cerca de 9.000 habitantes e mais de 470 empresas, foi construída por desbravadores que enfrentaram desafios para transformar a terra em um próspero município.

História e formação da cidade

A cidade foi idealizada por gaúchos que deixaram o sul em busca de oportunidades. No início, o local era caracterizado por um ambiente hostil, com logística precária e dificuldades de comunicação. A emancipação de Boa Esperança do Norte, que ocorreu em 1º de janeiro de 2025, marcou um novo capítulo para a cidade, que nunca parou de produzir.

O papel do agronegócio

O agronegócio é a base do desenvolvimento local, com 80% das famílias dependendo dessa atividade. A produção de soja, milho e algodão tem se destacado, e a cidade se tornou um importante polo agrícola. A inovação tecnológica, como o uso de satélites e sensores, tem contribuído para a eficiência das lavouras.

Desenvolvimento social e econômico

  • Cooperativas atendem cerca de 320 famílias com crédito e assistência técnica.
  • O município investe em educação, com cinco escolas e grupos de terceira idade.
  • A preservação ambiental é uma prioridade, com iniciativas para manter a qualidade da água e a vegetação nativa.

A história de Boa Esperança do Norte é um testemunho de que, com determinação e trabalho, é possível transformar desafios em oportunidades, cultivando não apenas grãos, mas também um futuro promissor.

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Bowman diz que Federal Reserve (Fed) não reduziu supervisão bancária e admite alta de juros


Banco Central do Peru mantém juros em 4,25% pela oitava reunião seguida

A vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve (Fed), Michelle Bowman, afirmou nesta quinta-feira (4), em depoimento ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, que o banco central americano não reduziu o número de profissionais responsáveis pela avaliação do sistema bancário. Na mesma audiência, ela admitiu a possibilidade de elevação dos juros em determinadas circunstâncias, caso a inflação exija resposta da autoridade monetária.

Ao responder a questionamentos de parlamentares, Bowman disse que o Fed não diminuiu o contingente nacional de avaliadores do sistema financeiro. Segundo ela, o órgão está ajustando a estrutura de supervisão para acompanhar mudanças no setor bancário, sem reduzir o monitoramento de riscos.

A dirigente afirmou que o sistema financeiro dos Estados Unidos vem passando por um processo de consolidação nos últimos anos, com redução no número de instituições bancárias. De acordo com Bowman, essa mudança exige adaptação operacional, mas não representa, neste momento, recuo da supervisão prudencial.

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Sobre política monetária, Bowman reconheceu que o Fed pode elevar as taxas de juros em ocasiões específicas, se considerar necessário para conter a inflação. Ela, no entanto, não detalhou quais indicadores poderiam levar a essa decisão, nem comentou o cenário macroeconômico americano de forma mais ampla.

Do ponto de vista econômico, a sinalização de juros mais altos nos Estados Unidos é acompanhada por agentes ligados ao agronegócio porque pode alterar o comportamento do dólar, o custo global do crédito e a precificação de ativos. Esses fatores costumam influenciar contratos de commodities, estratégias de comercialização e condições de financiamento em mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Como Bowman evitou antecipar decisões ou apresentar parâmetros objetivos para novas altas, ainda não há base técnica suficiente para estimar intensidade, prazo ou efeito imediato sobre mercados agrícolas e financeiros.

No momento, o dado central é a manutenção do discurso de vigilância sobre o sistema bancário e a abertura para eventual aperto monetário, sem indicação concreta de calendário ou magnitude. Novos desdobramentos dependem das próximas comunicações do Fed e dos indicadores de inflação e atividade nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Alta na inadimplência no agro revela pressão financeira no setor


Dados recentes indicam um aumento na inadimplência no setor agropecuário, refletindo um cenário de pressão financeira crescente. A análise revela diferenças significativas entre perfis de produtores e regiões, com alguns estados apresentando índices de inadimplência mais controlados, mesmo em meio a perdas de safra e restrições de crédito.

Cenário de inadimplência

A inadimplência no agro é um reflexo das dificuldades enfrentadas pelos produtores, que lidam com um ciclo agrícola longo e custos crescentes. O comentarista Miguel Daúde destaca que a resiliência é fundamental para a adaptação financeira dos agricultores brasileiros.

Desafios enfrentados pelos produtores

  • Oscilações de preços e custos elevados impactam a rentabilidade.
  • Expectativas de venda muitas vezes não se concretizam devido à queda nos preços.
  • O clima e a taxa de juros também influenciam a situação financeira dos produtores.

Perspectivas futuras

O endividamento dos produtores pode piorar antes de melhorar, mas a resiliência e o planejamento são essenciais para enfrentar os desafios. A expectativa é que, com estratégias adequadas, os agricultores consigam superar esse cenário e garantir a continuidade de suas atividades.

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AgroNewsPolítica & Agro

Superávit comercial soma US$ 8 bilhões em maio


O Brasil encerrou o mês de maio de 2026 com superávit de US$ 8 bilhões na balança comercial. As exportações somaram US$ 32 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 24,1 bilhões, resultando em uma corrente de comércio de US$ 56 bilhões. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as vendas externas alcançaram US$ 149 bilhões e as compras internacionais totalizaram US$ 116 bilhões, gerando saldo positivo de US$ 33 bilhões e movimentação comercial de US$ 264 bilhões. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, as exportações cresceram 6,6% na comparação entre maio de 2026 e o mesmo mês de 2025, passando de US$ 29,92 bilhões para US$ 31,9 bilhões. As importações avançaram 5,3% no mesmo período, saindo de US$ 22,86 bilhões para US$ 24,08 bilhões. Com isso, a corrente de comércio registrou alta de 6,1% em relação a maio do ano passado.

No acumulado de janeiro a maio, as exportações cresceram 8,7%, passando de US$ 136,68 bilhões para US$ 148,57 bilhões. As importações avançaram 3,2%, chegando a US$ 115,91 bilhões. Como resultado, a corrente de comércio alcançou US$ 264,48 bilhões, alta de 6,2% na comparação com os cinco primeiros meses de 2025.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior, entre os setores exportadores, a agropecuária registrou crescimento de US$ 730 milhões em maio, avanço de 9,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os produtos da indústria de transformação tiveram aumento de US$ 1,37 bilhão, equivalente a 9%, enquanto a indústria extrativa apresentou retração de US$ 130 milhões, queda de 1,9%.

Nas importações, os produtos da indústria de transformação lideraram o crescimento, com aumento de US$ 1,34 bilhão e avanço de 6,3% em maio. Já a agropecuária registrou retração de 7,8%, enquanto a indústria extrativa teve queda de 10,1% na comparação anual.

No acumulado de janeiro a maio de 2026, a agropecuária ampliou suas exportações em US$ 2,36 bilhões, crescimento de 7,3%. A indústria extrativa registrou expansão de US$ 5,37 bilhões, avanço de 17,3%, enquanto os produtos da indústria de transformação cresceram US$ 4,08 bilhões, alta de 5,6%.

Pelo lado das importações acumuladas no ano, os produtos da indústria de transformação avançaram US$ 4,34 bilhões, alta de 4,2%. Em contrapartida, a agropecuária registrou redução de US$ 530 milhões, enquanto a indústria extrativa apresentou retração de US$ 310 milhões.

Em maio, a agropecuária exportou US$ 8,15 bilhões, crescimento de 9,8%. A indústria extrativa somou US$ 6,96 bilhões, com queda de 1,9%, e a indústria de transformação alcançou US$ 16,63 bilhões, avanço de 9%. O resultado consolidou o crescimento das exportações brasileiras no mês.

O aumento das exportações foi impulsionado principalmente pelas vendas de milho não moído, que cresceram 267,2%, soja, com alta de 14,6%, e algodão em bruto, que avançou 45,3%. Na indústria extrativa, destacaram-se os embarques de minérios de cobre e seus concentrados, com crescimento de 149,4%, além de outros minerais em bruto. Já na indústria de transformação, os principais destaques foram carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com aumento de 50,2%, óleos combustíveis e ouro não monetário.

Apesar do desempenho positivo, alguns produtos registraram retração nas exportações em maio. Entre eles estão café não torrado, com queda de 24,5%, tabaco em bruto, que recuou 83,4%, minério de ferro e seus concentrados, com redução de 15,2%, além de açúcar, celulose e produtos semiacabados de ferro ou aço.

No acumulado do ano, a agropecuária exportou US$ 34,53 bilhões, a indústria extrativa alcançou US$ 36,47 bilhões e a indústria de transformação somou US$ 76,76 bilhões. O crescimento das exportações foi impulsionado pelas vendas de animais vivos, milho, soja, minérios de Cobre, petróleo bruto, carne bovina, óleos combustíveis e ouro não monetário.

Por outro lado, alguns produtos registraram queda nas vendas externas entre janeiro e maio. É o caso do trigo e centeio não moídos, café não torrado, minérios de alumínio, carvão mineral, sucos de frutas, açúcar e alumina.

Nas importações de maio, a agropecuária movimentou US$ 460 milhões, enquanto a indústria extrativa somou US$ 860 milhões. Já a indústria de transformação respondeu por US$ 22,6 bilhões, sustentando o crescimento das compras externas brasileiras no período.

O avanço das importações foi influenciado pelo aumento das compras de pescado, produtos hortícolas e soja na agropecuária. Na indústria extrativa, destacaram-se fertilizantes brutos, carvão e linhita. Já na indústria de transformação, cresceram as importações de combustíveis, componentes eletrônicos e veículos automóveis de passageiros.

Mesmo com o crescimento das importações, alguns produtos registraram retração nas compras externas em maio, entre eles trigo, cevada, frutas frescas, petróleo bruto, produtos laminados de aço, motores e máquinas não elétricos e geradores elétricos.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a agropecuária importou US$ 2,26 bilhões, a indústria extrativa US$ 4,72 bilhões e a indústria de transformação US$ 108,15 bilhões. O crescimento das importações foi impulsionado principalmente pelas compras de soja, minério de ferro, carvão mineral, combustíveis, medicamentos e veículos automóveis.

Entre os produtos que registraram queda nas importações acumuladas até maio estão trigo, cacau, borracha natural, petróleo bruto, gás natural, defensivos agrícolas, produtos laminados de aço e motores e máquinas não elétricos, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.





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