sábado, julho 25, 2026

Autor: Redação

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Controle de daninhas no trigo exige ação precoce


O crescimento vegetativo do trigo, que vai da emergência das plântulas ao início do alongamento dos colmos, é apontado por pesquisadores como uma das fases mais importantes para o manejo de plantas daninhas. Nesse período, a cultura define grande parte do potencial de perfilhamento, área foliar e enraizamento, o que torna o controle precoce decisivo para evitar perdas de produtividade e reduzir custos de manejo ao longo da safra.

De acordo com as recomendações técnicas para a cultura do trigo, a interferência das plantas daninhas é mais crítica desde a emergência até o final do perfilhamento. A orientação geral é realizar o controle em pós-emergência precoce, quando o trigo apresenta entre duas e quatro folhas bem desenvolvidas e as daninhas ainda estão em estádios iniciais. “A decisão deve considerar o tipo de daninha predominante, a densidade de infestação, o histórico de resistência e as condições de clima e umidade do solo”, destacam as recomendações técnicas da Embrapa Trigo.

Pesquisadores explicam que, nas principais regiões produtoras do Sul do Brasil, a emergência das plantas daninhas costuma coincidir com a emergência do trigo. Espécies como nabo, azevém, aveia-preta e capim-marmelada competem por luz, água e nutrientes justamente quando o cereal ainda possui sistema radicular pouco desenvolvido e baixa capacidade de sombreamento do solo. “Se as plantas daninhas forem controladas tardiamente, parte do prejuízo já estará consolidada, com redução de perfilhamento, menor acúmulo de biomassa e maior suscetibilidade a estresses hídricos e nutricionais”, afirmam os pesquisadores.

O conceito que orienta o momento de intervenção é o Período Crítico de Prevenção da Interferência (PCPI). Segundo os estudos citados nas recomendações da Embrapa Trigo, esse intervalo normalmente se estende da emergência até próximo ao final do perfilhamento, dependendo da infestação e das condições de crescimento. “É nessa faixa que o controle deve ser realizado para evitar perdas relevantes de produtividade”, ressaltam os pesquisadores.

A análise do tipo de planta daninha também influencia diretamente a estratégia de manejo. Folhas largas, como nabo e caruru, costumam competir de forma intensa por luz, enquanto gramíneas como azevém e aveia-preta disputam água e nutrientes no mesmo estrato do solo ocupado pelo trigo. “O controle é mais eficiente quando as plantas daninhas ainda estão jovens, antes do perfilhamento avançado e do alongamento dos colmos”, indicam as recomendações técnicas.

Os impactos da competição no vegetativo vão além da redução de rendimento. Pesquisadores apontam que lavouras infestadas apresentam menor perfilhamento, menor aproveitamento dos fertilizantes aplicados e aumento dos custos com herbicidas, já que plantas mais desenvolvidas exigem misturas mais complexas e, em alguns casos, reaplicações. “Aplicações tardias também aumentam o risco de fitotoxicidade ao trigo”, alertam os estudos utilizados como base para o manejo da cultura.

A tomada de decisão, segundo a Embrapa Trigo, não deve ser baseada apenas em calendário. O monitoramento de campo é considerado essencial para avaliar o estádio do trigo, o estágio das daninhas, a densidade de infestação, o histórico da área e as condições climáticas. “Evitar aplicações em períodos de geadas iminentes, estiagens severas ou solos encharcados é fundamental para preservar a seletividade dos herbicidas e a eficiência do controle”, afirmam os pesquisadores.

O planejamento do controle químico deve começar com a identificação das espécies predominantes e de seus estádios de desenvolvimento. A partir desse diagnóstico, define-se o espectro de controle desejado e a escolha de herbicidas registrados para a cultura. “O objetivo principal é eliminar as plantas daninhas antes e durante o período crítico de competição, utilizando produtos seletivos ao trigo e rotacionando mecanismos de ação para reduzir o risco de resistência”, destacam as recomendações técnicas.

Em uma situação prática descrita pelos pesquisadores, uma lavoura com alta infestação de azevém e nabo foi monitorada logo após a emergência do trigo. O técnico aguardou poucos dias para permitir a emergência de mais plântulas, mas realizou a aplicação ainda dentro da janela de duas a quatro folhas da cultura. “Com isso, foi possível reduzir a necessidade de reaplicação posterior e manter a lavoura limpa durante o período crítico de competição”, relatam os pesquisadores.

Além do controle químico, práticas culturais têm papel importante na redução da pressão de plantas daninhas. A manutenção de palhada sobre o solo, o ajuste da densidade de semeadura, o controle mecânico localizado e a rotação de culturas ajudam a diminuir a emergência de novas plantas e a reduzir a dependência de herbicidas ao longo dos anos.

Os pesquisadores reforçam que todo uso de herbicidas deve seguir rigorosamente o rótulo e a bula dos produtos, incluindo dose, estádio de aplicação, intervalo de segurança e exigência de equipamentos de proteção individual. “É indispensável utilizar EPIs completos, evitar deriva para áreas vizinhas e contar com receituário agronômico emitido por engenheiro agrônomo habilitado”, orienta a Embrapa Trigo. Como orientação final, as recomendações técnicas indicam que o produtor deve verificar o estágio do trigo, identificar as principais plantas daninhas, avaliar a densidade de infestação, confirmar o registro do herbicida para a cultura e registrar todas as operações realizadas na lavoura. Segundo os pesquisadores, essas informações são fundamentais para ajustar o manejo nas próximas safras e preservar o potencial produtivo do trigo.





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quando o controle ainda compensa


A podridão de Macrophomina, causada principalmente pelo fungo Macrophomina phaseolina, tem sido observada com maior frequência em lavouras de milho, especialmente em regiões quentes e sujeitas a veranicos. Entre junho e setembro, período comum de colheita de safras de verão tardias e do milho safrinha, produtores relatam aumento de plantas acamadas, colmos quebrados e espigas com enchimento irregular. A principal dúvida no campo é se ainda vale a pena investir em medidas de controle nessa fase do ciclo.

O manejo da doença, segundo os critérios técnicos apresentados no texto, deve priorizar a prevenção. “A doença é favorecida por solo quente e seco, alta densidade de plantas e estresse nutricional”, destaca o material. A orientação é concentrar esforços em híbridos menos suscetíveis, equilíbrio da fertilidade, manejo de irrigação quando disponível, redução de estresses e rotação de culturas, já que intervenções químicas em estádios avançados raramente apresentam retorno econômico.

A doença preocupa porque afeta diretamente a estrutura da planta. O fungo provoca podridão de colmo e, em alguns casos, de raiz, resultando em acamamento, quebra de plantas e falhas no enchimento de grãos. O problema tende a se intensificar em sistemas com altas temperaturas, déficit hídrico no final do ciclo e sucessão de culturas hospedeiras, como soja e outras leguminosas.

O texto alerta que um dos erros mais comuns é tratar a doença apenas como um problema pontual da safra. “A podridão de Macrophomina é tipicamente uma doença de manejo sistêmico, cujo controle depende da redução de estresses na planta e da diminuição gradual do inóculo no solo ao longo de safras sucessivas”, afirma o conteúdo técnico.

O ciclo da doença ajuda a explicar a dificuldade de controle. O fungo sobrevive no solo e em restos culturais na forma de microescleródios, infecta raízes e a base do colmo em condições de calor e baixa umidade, coloniza os tecidos internos e produz novos microescleródios após a morte da planta. “Esse ciclo explica por que o controle químico direto, principalmente em estádios avançados, tem eficácia limitada”, ressalta o texto.

Os impactos aparecem tanto na produtividade quanto na qualidade dos grãos. A doença reduz o peso de mil grãos, aumenta perdas na colheita devido ao acamamento e provoca maior variação de umidade entre plantas, dificultando a padronização dos lotes destinados ao armazenamento.

Para decidir se vale a pena intervir, o material diferencia a lavoura em andamento do planejamento das próximas safras. Em áreas ainda em estádios reprodutivos iniciais, com previsão de veranico e histórico de alta incidência, pode haver espaço para medidas adicionais de manejo. Já em lavouras próximas da maturação fisiológica, a maior parte do dano costuma estar consolidada.

O texto também destaca que áreas com histórico recorrente da doença justificam maior investimento em rotação de culturas, escolha de híbridos com melhor qualidade de colmo e ajuste da densidade de semeadura. Em propriedades onde o problema aparece apenas em anos de estresse extremo, o foco pode ser a melhoria da retenção de água no solo e o manejo da fertilidade.

Entre as estratégias preventivas, o material cita plantio direto bem conduzido, manutenção de palhada, estruturas de conservação do solo, manejo adequado da irrigação e correção de desequilíbrios nutricionais, especialmente relacionados ao potássio, enxofre e micronutrientes ligados à integridade do colmo.

Sobre fungicidas, a conclusão é direta. “No caso específico de Macrophomina phaseolina, o controle químico via fungicidas de parte aérea geralmente apresenta resultados inconsistentes e baixo retorno econômico, principalmente quando as aplicações são realizadas tardiamente”, informa o texto, explicando que o patógeno se localiza principalmente no interior do colmo e das raízes.

A doença deve ser analisada em conjunto com outros problemas fitossanitários do milho. Pragas de solo, broqueadoras e outras podridões de colmo podem favorecer a entrada do fungo, tornando o manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas uma ferramenta importante para reduzir a pressão do patógeno no sistema produtivo.

O conteúdo reforça que qualquer intervenção fitossanitária deve seguir rigorosamente rótulo, bula e receituário agronômico. “Como a resposta da podridão de Macrophomina varia de acordo com clima, solo, híbridos e sistema de produção, a interpretação dos sintomas e a decisão sobre eventuais intervenções devem sempre ser ajustadas à realidade de cada lavoura”, afirma o texto.

Na prática, a orientação é avaliar o estádio do milho, a intensidade dos sintomas, o histórico da área e o risco de acamamento antes de decidir por qualquer ação. Em muitos casos, antecipar a colheita para reduzir perdas pode ser mais eficiente do que tentar um controle curativo.

O material conclui que a podridão de Macrophomina deve ser encarada como um problema de manejo de médio e longo prazo. O foco principal deve estar na prevenção, na redução do estresse das plantas e no planejamento do sistema de produção para diminuir gradualmente o inóculo presente no solo.





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Frente fria leva temporais ao Sul e Centro-Oeste


O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) informou que o avanço de um novo sistema frontal pelo Sul, Centro-Oeste e partes do Sudeste deve deslocar as tempestades que estavam concentradas no Rio Grande do Sul para o Paraná, Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo entre quarta-feira (22) e quinta-feira (23). Segundo o órgão, “o Jato de Baixos Níveis (JBN) que atuou com intensidade causando rajadas de vento em partes de Mato Grosso do Sul e Sul do Brasil enfraquece nos próximos dias”.

Na Região Norte, o INMET prevê céu com muitas nuvens na maior parte da área e pancadas de chuva no oeste do Amazonas, Acre, Roraima e na faixa litorânea do Amapá e do Pará. O instituto mantém aviso amarelo para baixa umidade relativa do ar no leste de Rondônia, sudeste do Amazonas, sul do Pará e grande parte do Tocantins. Para quinta-feira, o órgão informou que “as condições pouco se alteram”, com chuva e trovoadas em Roraima, noroeste do Pará e centro-oeste do Amazonas, enquanto o sul da região seguirá com tempo seco. Em Palmas, as temperaturas podem variar de 21°C a 36°C.

No Nordeste, o INMET prevê chuva ao longo da faixa litorânea entre o Maranhão e o sul da Bahia, com maior intensidade na faixa leste da região. O interior deve permanecer com tempo estável e poucas nuvens. O instituto também emitiu aviso amarelo para baixa umidade no centro-oeste da Bahia, sul do Piauí, sul do Maranhão, sul do Ceará e oeste de Pernambuco. Na quinta-feira, as chuvas devem atingir áreas do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Pernambuco, enquanto a Bahia continuará com tempo firme. As temperaturas podem variar de 21°C em Salvador a 36°C em Teresina.

Para o Centro-Oeste, o INMET destacou que o avanço da frente fria favorece chuva, trovoadas e possibilidade de granizo no sul de Mato Grosso do Sul. O órgão mantém aviso laranja para tempestades em municípios como Amambai, Coronel Sapucaia, Paranhos, Iguatemi e Mundo Novo, além de aviso amarelo para outras áreas do estado. Na quinta-feira, as instabilidades persistem no sul e oeste sul-mato-grossense, enquanto Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso seguem com tempo firme e baixa umidade durante as tardes. Em Campo Grande, a máxima prevista para quinta-feira é de 24°C devido à passagem da frente fria.

No Sudeste, o INMET informou que a frente fria começa a influenciar São Paulo na quarta-feira, com previsão de chuvas e trovoadas isoladas, principalmente nas áreas próximas à divisa com o Paraná. Nas demais áreas da região, o tempo permanece estável, mas há aviso amarelo para baixa umidade no centro-norte paulista, grande parte de Minas Gerais e sul do Rio de Janeiro. Na quinta-feira, o sistema avança pelo Sudeste, levando chuva para grande parte do território paulista, enquanto o sul de Minas e o Rio de Janeiro terão aumento de nebulosidade sem previsão inicial de precipitação.

Na Região Sul, o INMET informou que a formação da frente fria mantém as áreas de instabilidade sobre Paraná, Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul, com previsão de chuva, trovoadas e possibilidade de granizo. O órgão emitiu aviso laranja para tempestades no centro-oeste do Paraná e de Santa Catarina e no extremo noroeste gaúcho, incluindo municípios como Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Chapecó e Curitibanos. Na quinta-feira, as instabilidades avançam para o norte da região, enquanto o Rio Grande do Sul volta a ter tempo mais estável. O INMET destacou que, apesar da queda das temperaturas, “não há previsão de geada para a região”, com Curitiba podendo registrar mínima de 10°C e máxima de 15°C, e Porto Alegre máxima de 17°C.

Segundo o instituto, a previsão de pressão atmosférica indica áreas de baixa pressão entre Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e parte de São Paulo, associadas ao avanço da frente fria. O INMET explicou que “a presença de áreas de baixa pressão favorece a organização de áreas de instabilidade, com ocorrência de chuvas, trovoadas e possibilidade de eventos de tempo severo”. Ao mesmo tempo, um sistema de alta pressão avança pela costa da Argentina, favorecendo o retorno do tempo firme no Rio Grande do Sul a partir de quinta-feira.

O INMET também informou que os acumulados de chuva até a madrugada de 24 de julho podem superar 100 mm em pontos do Sul do Brasil, além de atingir áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Nordeste e extremo Norte do país. O órgão alertou ainda para a persistência de valores críticos de umidade relativa do ar abaixo de 30% no centro do Brasil ao longo dos dois dias de previsão.





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Trigo avança no RS, mas umidade atrasa manejo


A semeadura do trigo alcançou 93% da área prevista no Rio Grande do Sul e se aproxima da conclusão na maior parte do Estado. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (16). Segundo a entidade, o plantio está praticamente finalizado na região Noroeste, enquanto segue mais atrasado na região Sudeste e nas áreas de maior altitude, onde o zoneamento agrícola permite a operação até o fim de julho. As lavouras encontram-se em desenvolvimento vegetativo e perfilhamento, favorecidas pelas temperaturas baixas. A maior incidência de radiação solar também contribuiu para a recuperação do aspecto das plantas. A área projetada pela Emater/RS-Ascar para a safra 2026 é de 814.220 hectares, com produtividade média estimada em 2.701 kg por hectare.

Na região administrativa de Ijuí, que concentra 28% da área estadual de trigo, a semeadura atingiu 98% do previsto e está próxima do encerramento. A Emater/RS-Ascar informou que o tempo seco entre 8 e 10 de julho permitiu a continuidade dos trabalhos, embora em ritmo menor à medida que os produtores concluem o plantio. O desenvolvimento das plantas é considerado adequado, e a maior presença de sol intensificou a coloração verde das lavouras. A fase de perfilhamento começou mais cedo, o que pode favorecer a formação de espigas nos afilhos. Nas áreas em afilhamento, os produtores realizam aplicações de herbicidas para controle de plantas daninhas, e as lavouras apresentam boa sanidade.

Em Santa Rosa, onde estão 22% da área de trigo do Estado, o plantio avançou para 96%, com lavouras em desenvolvimento vegetativo e estabelecimento inicial considerado satisfatório. A maior parte das áreas já se encontra em perfilhamento, e a maior luminosidade favoreceu a adubação nitrogenada em cobertura. As áreas semeadas recentemente apresentam emergência uniforme e estande adequado. Segundo a Emater/RS-Ascar, as geadas contribuíram para a sanidade das lavouras. Os produtores aguardam melhora das condições climáticas para iniciar aplicações preventivas contra doenças foliares. O aumento da radiação solar também permitiu avançar no controle de plantas espontâneas, com aplicações de herbicidas em áreas infestadas por nabo, aveia, azevém, flor-roxa e outras invasoras.

Na região de Frederico Westphalen, que responde por 13% da área estadual, o trigo apresenta bom estabelecimento em fase vegetativa. A Emater/RS-Ascar destacou que o desenvolvimento foi parcialmente limitado pela baixa disponibilidade de radiação solar causada pela elevada nebulosidade. Os produtores concentram-se na aplicação de herbicidas para controle de plantas daninhas, fungicidas e adubação nitrogenada em cobertura.

Em Passo Fundo, os cultivos estão em fase inicial de crescimento e desenvolvimento vegetativo. Os produtores realizam adubação nitrogenada em cobertura, mas o ritmo de crescimento permanece reduzido devido ao baixo nível de insolação registrado nas últimas semanas. Apesar disso, a Emater/RS-Ascar avalia que as demais condições climáticas seguem favoráveis ao desenvolvimento da cultura.

Na região de Bagé, especialmente na Fronteira Oeste, em Santa Margarida do Sul e São Gabriel, as lavouras foram afetadas por geadas intensas e sucessivas associadas a dias nublados, o que causou estresse e limitou o desenvolvimento das plantas. Em São Borja, a situação é considerada satisfatória, com boa sanidade e menor necessidade de aplicações de fungicidas. O plantio foi concluído no município, que mantém a maior área de trigo da região, embora com redução de cerca de 35% em relação à safra passada. Em Manoel Viana, 90% dos 4.500 hectares previstos já foram semeados, e as lavouras apresentam bom potencial. Na Campanha, o plantio avançou entre 8 e 10 de julho, quando houve predomínio de sol e temperaturas mais elevadas. Parte dos produtores, porém, optou por aguardar a passagem das chuvas previstas para o início da segunda quinzena de julho para evitar problemas de excesso de umidade e erosão, aproveitando que o zoneamento agrícola permite a semeadura até 31 de julho.

Na região de Caxias do Sul, o tempo seco durante parte do período favoreceu o andamento da semeadura, que alcançou 25% da área prevista para a safra. As condições climáticas são consideradas adequadas para o estabelecimento inicial das lavouras.

Em Erechim, o plantio continua avançando e já atinge 85% da área prevista. Os cultivos encontram-se nas fases de germinação e desenvolvimento vegetativo, segundo a Emater/RS-Ascar.

Na região de Santa Maria, a semeadura chegou a 92% da área prevista. A entidade informou que o tempo úmido dificultou os manejos, principalmente as aplicações de herbicidas para controle de plantas daninhas. O desenvolvimento vegetativo inicial também segue prejudicado pelos elevados índices de umidade, pela predominância de dias nublados e pela baixa incidência de radiação solar.

Em Soledade, a semeadura avançou pouco devido ao alto teor de umidade do solo, alcançando 95% da área prevista. A operação já foi concluída no Alto da Serra do Botucaraí e no Centro-Serra, restando municípios do Baixo Vale do Rio Pardo. Conforme o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), o período de semeadura termina em 20 de julho para a maioria dos municípios da região e no fim do mês para áreas de maior altitude, como Soledade e Encruzilhada do Sul. A Emater/RS-Ascar destacou que as geadas favoreceram o perfilhamento e deixaram as plantas mais robustas, mas o excesso de umidade aumenta o risco de doenças fúngicas, como manchas foliares. Os produtores realizam controle de plantas invasoras em pós-emergência e adubação nitrogenada nas primeiras áreas semeadas. Cerca de 10% das lavouras estão em germinação e 90% em desenvolvimento vegetativo.

Na região de Pelotas, a semeadura atingiu 77% da área prevista, e as lavouras apresentam desenvolvimento vegetativo considerado normal para o período. A

Emater/RS-Ascar observou redução da área plantada nesta safra, já que parte dos produtores optou pelo cultivo de canola e carinata em substituição ao trigo.





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Alckmin diz que Lei da Reciprocidade segue em análise, mas prioriza negociação com os EUA


Coca-Cola, eBay e Tesla pedem recuo de tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta quarta-feira (22) que o governo brasileiro não descarta acionar a Lei da Reciprocidade em resposta à tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. Apesar disso, disse que a prioridade é negociar uma solução e evitar uma guerra comercial entre os dois países.

Durante coletiva de imprensa em São Paulo, Alckmin declarou que a medida está em análise, mas afastou a hipótese de retaliação como objetivo central da resposta brasileira. “Não tem retaliação. A ideia não é fazer retaliação. A ideia é buscar solução”, afirmou. Em seguida, reforçou que a Lei da Reciprocidade “está na mesa”, mas que a intenção do governo é resolver o problema.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a tarifa adotada pelos Estados Unidos deve atingir 18% das exportações brasileiras para aquele mercado, o equivalente a US$ 7,4 bilhões em valores de 2024. O governo norte-americano justificou a medida com base em supostas práticas comerciais desleais envolvendo temas como Pix, etanol e desmatamento.

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Alckmin classificou a tarifa como injusta e argumentou que a tarifa média aplicada pelo Brasil na entrada de produtos americanos é de 3,1%. Também afirmou que, entre os dez produtos que os Estados Unidos mais vendem ao Brasil, sete têm tarifa zero.

O vice-presidente reiterou ainda que o governo federal vai disponibilizar R$ 18,5 bilhões em crédito a juros reduzidos para empresas afetadas pelo tarifaço e pela Guerra do Golfo, além de setores estratégicos, como fertilizantes e minerais críticos. De acordo com ele, o governo também buscará novos mercados, sem interromper as negociações com os Estados Unidos.

Na avaliação de Alckmin, o entendimento sobre as tarifas e uma maior integração produtiva entre Brasil e Estados Unidos deve avançar. Ele afirmou que a relação entre os dois países pode ser benéfica para ambos.

Ao comentar a reação brasileira às tarifas, Alckmin voltou a defender a negociação como caminho principal e disse que a resposta do país será orientada pela busca de solução para o impasse comercial.

Fonte: Estadão Conteúdo

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MP do Brasil Soberano 3 entra em vigor com R$ 18,5 bilhões em crédito


Coca-Cola, eBay e Tesla pedem recuo de tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros

A Medida Provisória que institui o plano Brasil Soberano 3 foi publicada na noite desta quarta-feira (22) no Diário Oficial da União (DOU). A MP nº 1.379/2026 entra em vigor imediatamente e foi encaminhada ao Congresso Nacional, que deverá analisá-la em até 120 dias. O programa foi anunciado no Palácio do Planalto após reuniões com o setor privado e prevê R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito.

Segundo o texto, o Brasil Soberano 3 foi estruturado para atender empresas e setores afetados pelas novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Também estão incluídas empresas impactadas por conflitos internacionais, com destaque para exportadoras ao Golfo Pérsico, além de setores estratégicos, empresas de fertilizantes e de minerais críticos.

Os recursos virão de sobras não utilizadas na primeira edição do Brasil Soberano e da renegociação de dívidas rurais. Do total de R$ 18,5 bilhões, R$ 13,5 bilhões serão do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A liberação ocorrerá de forma gradual, conforme a definição, pelo comitê gestor, dos valores reservados para cada linha.

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Entre os segmentos afetados pela seção 232 estão aço, alumínio, automóveis e móveis. No caso da seção 301, o plano cita empresas de madeira, carvão, máquinas e equipamentos elétricos, produtos cerâmicos, plástico, calçados, papel e açúcar.

A relação de setores estratégicos inclui têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, informática, eletrônicos, borracha, plástico, máquinas e equipamentos, minerais críticos e fertilizantes. De acordo com o plano, esse grupo reúne empresas consideradas importantes para o saldo da balança comercial brasileira.

A medida foi assinada pelo presidente Lula, pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa.

Um conselho interministerial ainda será criado para definir o montante de recursos destinado a cada setor afetado. A regulamentação ficará a cargo do Conselho Monetário Nacional (CMN). Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a previsão é de que essa etapa ocorra no curtíssimo prazo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Baixio de Irecê impulsiona agricultura irrigada no sertão baiano


Imagem: Guilherme Soares/Marca Comunicação

O projeto de irrigação Baixio de Irecê já começou a transformar a paisagem e impulsionar a produção agrícola no semiárido baiano. Considerado o maior da América Latina, o empreendimento já irriga plantações e atende dezenas de produtores entre os municípios de Xique-Xique e Itaguaçu da Bahia.

Um dos produtores que apostaram no projeto desde o início foi Vanderlei Luiz da Silva. Ele relata que a chegada ao Baixio foi cercada de expectativas e incertezas, mas afirma que a realidade atual é mais positiva, apesar de ainda existirem alguns entraves no período chuvoso.

“Vim pra aqui, pra esse projeto, do início, naquela esperança. Foi como um tiro no escuro, que a gente não sabia nada ainda o que ia dar certo aqui, já que não tinha nenhuma, um estudo sobre aquilo que fosse viável. Então, no momento, a gente achou que o viável era a banana e entramos, né? Hoje já está bem melhor aí. Tem alguns entraves ainda aí, como no período de chuva; a gente ainda tem alguns problemas aí pra resolver, mas maior parte já foi resolvida.”, relata.

A grandiosidade do projeto está diretamente ligada ao uso das águas do Rio São Francisco captdas em Xique-Xique. São 60 m³ por segundo para percorrer 124 quilômetros de canais, dos quais 42 já foram construídos e atendem cerca de 40 produtores.

Andamento das obras

Naara Dioclecio, supervisora de planejamento e engenharia, explica que a obra segue em expansão nas fases 3 e 4, com novas estruturas hidráulicas para integrar o sistema já implantado ao canal principal.

“Estamos na etapa inicial da obra da fase 3 e 4. O aqueduto é uma estrutura hidráulica, onde ela vai fazer um encontro do canal já existente com o canal principal.”, explica.

Segundo Marília Santos, coordenadora de operações, o perímetro irrigado possui 199 lotes, dos quais 34 já estão em operação.

Julio Perdigão, diretor presidente da Germina Brasil, falou sobre o potencial produtivo do perímetro para a fruticultura e grãos nas áreas em desenvolvimento do projeto.

“Na etapa 1 nós já temos áreas de banana, de citros, tem uma área demonstrativa da Embrapa também com maçã e pera, já em produção, área experimental, temos abóboras, culturas de ciclo curto, tem um pouco de milho e mamona. Além disso, começamos a ter variedades, mas predominantemente a banana e o limão que são polos muito concentrados na etapa 1. Já na etapa 2, com os produtores maiores, temos a produção de milho e soja para semente, mamona, ou seja, já começa a ter em larga escala produções de grãos.”, disse.

Obras da fase 2 e 3 do perímetro irrigado do Baixio de Irecê
Foto: Marca Comunicação

Condicionantes para uso da água

De acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) o perímetro irrigado possui nove fases. A previsão de conclusão das obras é 2031, desde que sejam cumpridas uma série de condicionantes.

Entre essas exigências está o automonitoramento do uso da água, como detalha Marco Neves, superintendente de Regulação de Usos de Recursos Hídricos da ANA.

Ele destaca que os usuários, especialmente os de maior porte, precisam informar à agência o volume efetivamente captado, para garantir que o uso esteja dentro da faixa autorizada.

“O requerente, o outorgado, a Germina Baixio, ela tem por obrigação, consignado como condicionante da outorga que recebeu, a obrigatoriedade de seguir a resolução que trata das obrigações dos outorgados e que foi editada e tá consignada na resolução 236 de 2024 da ANA. E uma outra condicionante muito relevante também é a que trata sobre o obrigatoriedade do automonitoramento. O que que isso significa? Que determinados usuários, principalmente os de maior porte, eles têm que informar para a ANA o quanto que ele de fato está captando de água naquele corpo hídrico, se ele está dentro da faixa outorgada.”, explica.

Vetor de desenvolvimento

Localizado no bioma Caatinga caractezido por longos períodos de estiagem, o projeto é apontado como vetor de desenvolvimento econômico e geração de oportunidades.

Segundo a Germina Baixio, o projeto pretende irrigar cerca de 48 mil hectares com investimento de mais de R$ 1,1 bilhão.

A expectativa local é de fortalecimento da economia com a chegada de novos investimentos voltados à produção de grãos e algodão.

“O baixio recebeu um investimento alto na parte de investidores. Algumas vão investir bilhões em grãos, ou seja, na soja, no milho e no algodão para exportação. E a gente tende a crescer, a desenvolver, fortalecer a economia local com essas parcerias, né?”, disse o secretário de agricultura de Xique-Xique, Neilton Neilton Ferreira que também enfatizou que é o momento para firmar parcerias para capacitação profissional de jovens da região.

Para Marco Neves, o alcance do projeto ultrapassa os limites da área irrigada e tem potencial para mudar a realidade econômica regional, com reflexos na geração de renda, de empregos e também na produção nacional.

“É um projeto muito relevante para a região, ele muda uma realidade regional. É um projeto que tem um impacto em termos de geração de renda, de emprego e tem um impacto na produção nacional. Um projeto dessas proporções, ele realmente muda a economia regional.”, Marco Neves – superintendente de Regulação de Usos de Recursos Hídricos da ANA.


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‘Testes demonstraram viabilidade’: Unica contesta ação do MPF contra E32


Posto de combustível - etanol
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) divulgou nota na tarde desta quarta-feira (22) em que afirma que a elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% (E32), aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 14 de julho, foi precedida por um amplo processo de avaliação técnica, conduzido em conformidade com a Lei do Combustível do Futuro e fundamentado em estudos coordenados pelo Ministério de Minas e Energia.

A resposta do setor vem após o anúncio, também desta quarta, de que o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública, com pedido de liminar, para suspender a decisão, alegando justamente a carência de estudos técnicos comprobatórios da segurança do novo combustível para os veículos que circulam no país.

Segundo a Unica, a decisão de aumentar o volume de biocombustível na gasolina não decorreu de uma “presunção de viabilidade, mas de ensaios especificamente estruturados para avaliar os efeitos da utilização do E32 na frota brasileira”.

A entidade reforça que tais estudos foram executados pelo Instituto Mauá de Tecnologia e concentraram-se em veículos leves e motocicletas movidos exclusivamente a gasolina, justamente por representarem a parcela da frota potencialmente mais sensível ao aumento da participação do etanol.

De acordo com a União, a metodologia e os protocolos dos ensaios foram definidos de forma colegiada, com a participação de representantes do governo federal, da indústria automotiva, do segmento de motocicletas, da cadeia de combustíveis, da academia e de entidades do setor produtivo, por meio de reuniões e audiência pública.

“Ao todo, foram avaliados 16 veículos leves e 13 motocicletas representativos da frota nacional. Entre os automóveis, a amostra contemplou modelos fabricados entre 1994 e 2024, todos movidos exclusivamente a gasolina. Os ensaios analisaram parâmetros como desempenho, consumo, partida a frio, dirigibilidade, aceleração e funcionamento dos sistemas eletrônicos de gerenciamento do motor. Os resultados não identificaram impactos relevantes decorrentes da utilização do E32 nos veículos avaliados”, diz a nota, sem informar, contudo, o que considera como “impactos relevantes”.

Conforme a Unica, tais estudos forneceram o embasamento técnico necessário para a deliberação do CNPE, “não havendo autorização para a adoção de percentuais superiores ao teor nominal estabelecido”, diz a nota.

Para a entidade, o E32 representa uma escolha econômica, energética e ambientalmente racional ao substituir parte de uma gasolina fóssil, importada e mais cara por etanol produzido no Brasil, de menor intensidade de carbono e cuja compatibilidade com a frota avaliada foi tecnicamente demonstrada.

Por fim, a Unica pontua que a medida reduz a exposição do país às oscilações do mercado internacional de petróleo, mantém renda, investimentos e empregos na economia brasileira e amplia a participação de uma solução renovável na matriz de transportes, que já utiliza mistura de etanol na gasolina desde 1931.

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AgroNewsPolítica & Agro

Tecnologia acelera pesquisa genética do trigo



A tecnologia ganha relevância diante da complexidade do trigo


A tecnologia ganha relevância diante da complexidade do trigo
A tecnologia ganha relevância diante da complexidade do trigo – Foto: Divulgação

Uma nova etapa na pesquisa genética do trigo promete reduzir o tempo de análises e ampliar a eficiência dos programas de melhoramento. A automatização do preparo de amostras de DNA encurta de vários dias para cerca de 12 horas uma fase essencial do processo, acelerando a busca por características ligadas à produtividade, à resistência a doenças, à tolerância a estresses ambientais e à qualidade nutricional.

Segundo a Embrapa Trigo, o avanço ocorreu com a incorporação de uma plataforma de sequenciamento de segunda geração ao Laboratório de Biotecnologia. Os equipamentos ION Chef e ION GeneStudio S5 Plus automatizam o preparo das amostras e realizam o sequenciamento em larga escala. De acordo com a instituição, atividades que antes poderiam ocupar um ano agora podem ser concluídas em uma semana, com redução de custos.

A tecnologia ganha relevância diante da complexidade do trigo, cujo genoma é cinco vezes maior que o humano. A Embrapa Trigo informa que sua equipe dispõe de dados sobre 5 mil marcadores moleculares para trigo e 3.500 para cevada. A plataforma permite analisar ao mesmo tempo 384 amostras com 202 marcadores, gerando 80 mil pontos de dados.

Segundo a Embrapa Trigo, os marcadores associados à resistência podem orientar cruzamentos e acelerar o desenvolvimento de cultivares, como nas pesquisas contra a brusone. A instituição ressalta, porém, que a presença do marcador não garante, sozinha, a resistência da planta. A confirmação depende de avaliações em campo, sob exposição ao fungo.

A plataforma também poderá apoiar estudos sobre microrganismos do solo, proteínas ligadas à resposta ao glúten, expressão gênica e pequenos genomas. Para a Embrapa Trigo, o principal ganho está na identificação mais precisa de variações no DNA úteis ao melhoramento.





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News

Lula diz que Brasil tem condições de sair fortalecido da crise comercial com os EUA


Presidente Lula
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que não há crise que impeça o Brasil de continuar crescendo.

Ele discursou durante cerimônia de anúncio da terceira etapa do Plano Brasil Soberano, que destina R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento a empresas brasileiras que atuam em setores estratégicos para a balança comercial, afetadas por tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, por conflitos internacionais e pelo avanço de medidas protecionistas no comércio mundial.

“Não há crise que impeça o Brasil de seguir a sua trajetória de continuar com a economia crescendo”, afirmou Lula em discurso. Ele ponderou que o crescimento não é “dos sonhos”, mas vai terminar o atual mandato com o crescimento em 3% por ano, na média.

O presidente ainda disse que o País tem condições de “sair mais fortalecido dessa crise” e citou o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) como exemplo “de que a gente não vai ficar lamentando o fato de alguém querer nos prejudicar com taxação”.

Lula ressaltou que o Brasil continua na mesa de negociação, apesar de “nunca” ter encontrado “reciprocidade na conversa”. Também repetiu que “ninguém vai ganhar do Brasil mentindo”.

“Se quiserem participar, participem. Se quiserem mandar e-mail, se quiserem mandar tuíte, o que mais? Nós vamos estar na mesa de negociação com as nossas propostas para tudo. Não tem veto de negociação. Mas não vamos ficar chorando com o produto que a gente não vendeu para eles porque nós temos os nossos compradores”, frisou.

Brasil Soberano

Do total previsto para o Plano Brasil Soberano 3, serão R$ 13,5 bilhões de recursos do Tesouro Nacional e outros R$ 5 bilhões disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os recursos poderão ser utilizados para capital de giro, aquisição de bens de capital, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, além de prospecção e abertura de novos mercados.

Esta terceira edição do Brasil Soberano será viabilizada por uma nova Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Lula, que será encaminhada ao Congresso Nacional ainda nesta quarta-feira. A MP autoriza o aproveitamento de recursos do Tesouro Nacional e permite que esses valores sejam combinados com recursos próprios do banco.

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