terça-feira, junho 16, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Soja fecha em leve alta antes de feriado nos EUA


A soja encerrou o dia em leve alta na Bolsa de Chicago, em um movimento marcado por ajustes de posições antes do feriado prolongado de Memorial Day nos Estados Unidos e pela tentativa de recuperação após dias de pressão nos contratos futuros.

Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de julho subiu 0,19%, a US$ 11,9650 por bushel, enquanto agosto avançou 0,13%, a US$ 11,9500. O farelo de soja para julho fechou em alta de 1,07%, a US$ 331,90 por tonelada curta, e o óleo de soja teve avanço de 0,15%, a US$ 73,98 por libra-peso.

O ganho diário ocorreu em meio ao reposicionamento do mercado antes do feriado nos EUA. Na semana, a soja acumulou alta de 1,66%, sustentada inicialmente pelo anúncio da Casa Branca de que a China investiria US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas americanos entre 2026 e 2028. A ausência de confirmação por Pequim, porém, reduziu o entusiasmo e levou à liquidação de parte das posições compradas.

Na América do Sul, a Argentina tende a ganhar competitividade nos próximos meses. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou a estimativa para a atual safra, enquanto o governo sinalizou redução gradual das tarifas de exportação do grão e de seus subprodutos a partir de 2027.

No Brasil, o mercado físico mostrou comportamentos distintos entre os estados. No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 98% da área, com produtividade média de 2.871 kg por hectare, mas forte diferença entre lavouras irrigadas e áreas afetadas pela estiagem. O porto de Rio Grande fechou a R$ 130,00 por saca.

Em Santa Catarina, a colheita está tecnicamente encerrada nas principais regiões, com o porto de São Francisco do Sul a R$ 131,00. No Paraná, os preços avançaram no interior, enquanto o complexo soja registrou recorde de US$ 2,3 bilhões em exportações no primeiro quadrimestre. Em Mato Grosso do Sul, a safra somou 17,759 milhões de toneladas, mas produtores do sul ainda aguardam seguros por perdas climáticas. Em Mato Grosso, altas no físico dividiram espaço com preocupação sobre custos, fretes e armazenagem.

 





Source link

News

IPC-Fipe sobe 0,40% na 3ª quadrissemana de maio em São Paulo


IPC-Fipe sobe 0,40% na 3ª quadrissemana de maio em São Paulo

O Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) avançou 0,40% na terceira quadrissemana de maio, na cidade de São Paulo, segundo dados divulgados nesta terça-feira (26). O resultado representa aceleração marginal em relação à segunda quadrissemana, quando o índice havia subido 0,39%. Entre os grupos analisados, Alimentação passou de 0,82% para 0,95%.

Na terceira leitura de maio, três dos sete componentes do índice ganharam força. Habitação acelerou de 0,20% para 0,38%, Alimentação passou de 0,82% para 0,95% e Vestuário saiu de 0,04% para 0,14%.

Em sentido oposto, houve desaceleração em Transportes, que saiu de alta de 0,18% para queda de 0,27%, além de Despesas Pessoais, de 0,28% para 0,24%, e Saúde, de 0,43% para 0,25%. Educação repetiu a variação negativa de 0,01% observada na leitura anterior.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

Os dados divulgados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram que o grupo Alimentação permaneceu entre as principais pressões do índice geral no período. No entanto, a publicação disponível não detalha quais itens alimentícios específicos responderam pela aceleração de 0,13 ponto porcentual entre a segunda e a terceira quadrissemana.

Para o setor agropecuário e as cadeias de abastecimento, o indicador funciona como referência do comportamento dos preços ao consumidor em um dos principais mercados do país. Embora o IPC-Fipe não meça preços ao produtor, a variação de Alimentação ajuda a acompanhar o ambiente de consumo e a transmissão de preços no varejo. Sem a abertura por produtos, porém, não é possível atribuir o movimento a uma cadeia específica, como grãos, proteínas, hortifrúti ou lácteos.

O resultado da terceira quadrissemana indica estabilidade do índice geral em patamar próximo ao da leitura anterior, com manutenção da pressão de Alimentação. A avaliação mais precisa sobre impactos para cadeias agropecuárias dependerá da abertura dos itens que compõem o grupo e da comparação com outros indicadores de inflação e abastecimento.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post IPC-Fipe sobe 0,40% na 3ª quadrissemana de maio em São Paulo apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Bolsas da Europa recuam após novos ataques dos EUA no Irã


Bolsas da Europa sobem enquanto petróleo recua em meio a incertezas sobre EUA e Irã

As bolsas europeias operavam majoritariamente em queda na manhã desta terça-feira (26), após novos ataques dos Estados Unidos no sul do Irã reduzirem a expectativa de avanço nas negociações de paz. Por volta das 6h20, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,28%, aos 629,85 pontos. No mesmo ambiente de cautela, o contrato do petróleo Brent para agosto voltava a subir mais de 3%.

O movimento ocorre depois de o Stoxx 600 ter encerrado a sessão anterior no maior nível desde 27 de fevereiro, um dia antes da escalada do conflito no Oriente Médio. Segundo as Forças Armadas dos Estados Unidos, a ofensiva de segunda-feira foi realizada para proteger tropas americanas de ameaças atribuídas a forças iranianas. Os militares informaram ainda que a ação foi moderada em razão do cessar-fogo, enquanto o Irã não havia apresentado resposta oficial até o horário citado.

A reação dos mercados veio poucas horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar em rede social que as discussões para o fim da guerra estavam "progredindo bem". Com a nova ofensiva, a percepção de risco voltou a ganhar força entre investidores.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

Às 6h33, no horário de Brasília, a Bolsa de Paris caía 0,88%, Frankfurt recuava 0,62% e Milão cedia 0,38%. Madri e Lisboa operavam perto da estabilidade. Londres, que retomou os negócios após feriado no Reino Unido, avançava 0,73%.

No mercado de energia, o Brent para agosto subia mais de 3% no mesmo horário, após ter caído quase 7% na sessão anterior. A oscilação do petróleo é um ponto de atenção para o agronegócio porque combustíveis e frete têm peso relevante sobre o custo logístico, especialmente em cadeias exportadoras e no transporte de insumos. O material disponível, no entanto, não apresenta estimativas objetivas sobre repasses imediatos ao setor rural.

Entre os destaques corporativos, a ação da Ferrari caía 6% em Milão, após o lançamento do primeiro carro totalmente elétrico da montadora.

O foco dos mercados segue concentrado na evolução do conflito e no comportamento do petróleo, variável acompanhada de perto por agentes econômicos e cadeias produtivas. Sem dados adicionais sobre duração da tensão ou efeitos sobre combustíveis, ainda não há base técnica suficiente para projetar desdobramentos mais amplos para o setor agropecuário.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Bolsas da Europa recuam após novos ataques dos EUA no Irã apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Bolsas europeias recuam e petróleo sobe após novos ataques dos EUA no Irã


Bolsas da Europa sobem enquanto petróleo recua em meio a incertezas sobre EUA e Irã

As bolsas da Europa operavam majoritariamente em queda na manhã desta terça-feira (26), após novos ataques dos Estados Unidos no sul do Irã reduzirem a expectativa de avanço nas negociações de paz entre os dois países. Por volta das 6h20, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 caía 0,28%, a 629,85 pontos. No mesmo intervalo, o petróleo Brent para agosto subia mais de 3%, após ter recuado quase 7% na sessão anterior.

O movimento dos mercados ocorreu depois de as Forças Armadas dos Estados Unidos informarem que os ataques de segunda-feira foram realizados para proteger tropas americanas de ameaças atribuídas a forças iranianas. Segundo os militares, a ação foi moderada em razão do cessar-fogo com o Irã, que até o momento citado no material não havia apresentado resposta oficial.

A reação interrompeu parte do alívio observado na véspera, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em rede social que as discussões para o fim da guerra estavam progredindo bem. Com a nova escalada, investidores voltaram a buscar proteção, o que pressionou ações e deu suporte ao petróleo.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

Às 6h33, a Bolsa de Paris caía 0,88%, Frankfurt recuava 0,62% e Milão cedia 0,38%. Madri e Lisboa operavam perto da estabilidade. Londres, que retomava os negócios após feriado no Reino Unido, subia 0,73%.

No mercado corporativo, a Ferrari registrava queda de 6% em Milão após o lançamento de seu primeiro carro totalmente elétrico.

Para o agronegócio, o ponto central do noticiário está no petróleo. A alta do Brent pode influenciar combustíveis e fretes, além de custos de insumos com dependência energética e logística. Esses efeitos, porém, dependem da duração da tensão geopolítica, do comportamento do câmbio e do repasse de preços nos mercados domésticos. O conteúdo disponível não traz estimativas setoriais específicas para diesel, fertilizantes ou transporte rural.

No curto prazo, o mercado deve seguir sensível a novos sinais militares e diplomáticos no Oriente Médio. Sem informações adicionais sobre desdobramentos do conflito ou sobre repasses ao mercado brasileiro, não há base técnica suficiente para quantificar o efeito sobre custos do setor agropecuário neste momento.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Bolsas europeias recuam e petróleo sobe após novos ataques dos EUA no Irã apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Bolsas da Ásia caem após ataque dos EUA no sul do Irã


Juros abrem pressionados com alta do petróleo e avanço dos rendimentos globais

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira (26), depois que os Estados Unidos realizaram ataques classificados como de “autodefesa” no sul do Irã. A ofensiva elevou a aversão ao risco nos mercados da região e voltou a pressionar o petróleo Brent, que subia mais de 3% no fim da madrugada, após ter recuado quase 7% na sessão anterior.

No Japão, o índice Nikkei caiu 0,25%, aos 64.996,09 pontos, pressionado por ações dos setores farmacêutico e de eletrônicos. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,03%, aos 25.599,45 pontos, na volta de um feriado. Em Taiwan, o Taiex perdeu 0,27%, aos 43.525,37 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto cedeu 0,17%, aos 4.145,37 pontos, enquanto o Shenzhen Composto caiu 0,60%, aos 2.872,32 pontos. Na Oceania, o S&P/ASX 200, da Austrália, fechou em baixa de 0,39%, aos 8.657,80 pontos.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

A exceção foi a Coreia do Sul. Em Seul, o Kospi avançou 2,55% e renovou recorde ao encerrar aos 8.047,51 pontos, apoiado por ações de tecnologia e de estaleiros.

Segundo as Forças Armadas dos Estados Unidos, a operação de segunda-feira (25) foi realizada para proteger tropas americanas de ameaças atribuídas a forças iranianas. Os militares afirmaram ainda que houve moderação na ação em razão do cessar-fogo em vigor. Até a publicação das informações de mercado, o Irã não havia apresentado resposta oficial.

O avanço do Brent recolocou o petróleo no centro da atenção dos agentes financeiros. Para o setor agropecuário, esse tipo de movimento é acompanhado de perto porque pode alterar custos de diesel, frete e logística. O conteúdo disponível, no entanto, não traz desdobramentos objetivos sobre repasses a combustíveis ou impactos imediatos no mercado brasileiro.

O comportamento do petróleo e dos ativos globais deve seguir condicionado à evolução do quadro entre Estados Unidos e Irã. Sem informações adicionais sobre oferta, sanções ou resposta oficial de Teerã, não há base suficiente para projetar a duração desse movimento nos custos de energia e transporte.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Bolsas da Ásia caem após ataque dos EUA no sul do Irã apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preço do milho ainda busca um piso no país


O mercado do milho atravessa uma fase de cautela, com recuperação pontual em Chicago, mas ainda sem sinais firmes de mudança na tendência principal. Segundo análise da TF Agroeconômica, a estratégia deve priorizar vendas e compras escalonadas, já que a oferta global elevada segue pressionando os preços, enquanto riscos climáticos nos Estados Unidos e uma eventual volta da China às compras mantêm algum potencial de reação.

Para os agricultores com milho disponível, a recomendação é aproveitar repiques de alta para avançar nas vendas. A retenção excessiva à espera de uma recuperação forte no curto prazo é vista como arriscada, porque a entrada mais intensa da safrinha ainda pode ampliar a pressão sazonal sobre o mercado físico. No Brasil, o indicador ESALQ/BM&FBovespa permanece em tendência de baixa e ainda não confirmou um fundo consistente.

Para a safra 2026/27, a orientação é iniciar proteção parcial em momentos de recuperação em Chicago, sem comprometer toda a produção neste momento. O hedge escalonado é apontado como alternativa mais prudente, especialmente porque o risco climático americano ainda está aberto e pode alterar o comportamento dos preços caso as chuvas previstas não se confirmem em áreas relevantes, como Nebraska.

A estratégia indicada para produtores é vender em lotes, proteger margens positivas e acompanhar de perto o clima nos Estados Unidos, o ritmo das exportações, o câmbio e os prêmios portuários. Em Chicago, o contrato julho/26 passou a operar em faixa lateral, entre cerca de 448 e 480 cents por bushel, com tendência de curto prazo lateral e viés levemente baixista.

Para cooperativas, indústrias e consumidores, a avaliação é que o mercado ainda pode oferecer oportunidades melhores de compra entre junho e julho. As compras escalonadas seguem como a estratégia mais segura, evitando concentração de cobertura em apenas um momento.

Entre exportadores, o forte ritmo das vendas americanas exige atenção. Qualquer retomada da demanda chinesa pode elevar rapidamente Chicago e os prêmios, apesar do peso baixista da oferta sul-americana, com destaque para a safra recorde argentina e a perspectiva de ampla disponibilidade no Brasil.

 





Source link

News

Petróleo em queda e inflação em alta: podcast destaca o que esperar do mercado


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o petróleo caiu quase 7% com avanço nas negociações entre EUA e Irã, ficando abaixo de US$ 100 pela primeira vez em semanas.

O Ibovespa subiu 0,91% aos 177 mil pontos, puxado pelo setor financeiro, mas com volume muito baixo. A curva de juros devolveu prêmio em todos os vértices.

Hoje, atenção à Confiança do Consumidor nos EUA e ao IDP no Brasil, enquanto o Focus projeta IPCA acima do teto da meta pela 11ª semana.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

O post Petróleo em queda e inflação em alta: podcast destaca o que esperar do mercado apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Estoques limitam reação nos preços do milho


O mercado de milho encerrou a semana com movimentação limitada no Brasil, em um cenário marcado por compradores abastecidos, liquidez reduzida e ajustes pontuais nas cotações. Segundo a TF Agroeconômica, a B3 fechou de forma mista na sexta-feira, com pequenas quedas nas posições mais curtas e leves ganhos nos vencimentos mais longos, enquanto o mercado interno permaneceu travado.

Mesmo com a valorização em Chicago e do dólar, as indústrias seguiram atuando apenas na reposição de estoques. No acumulado, a B3 avançou 0,60%, Chicago subiu 1,65% e o dólar recuou 0,77%. No mercado físico, a média Cepea teve alta de 0,17% após semanas de leves quedas. Na bolsa brasileira, julho de 2026 fechou a R$ 67,20, setembro a R$ 69,94 e novembro a R$ 72,94.

No Rio Grande do Sul, o mercado seguiu com baixa liquidez e negócios pontuais. As indicações ficaram entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual de R$ 58,24, alta semanal de 0,28%. A colheita da safra 2025/26 avançou para 96% da área, favorecida pelo tempo seco. As lavouras remanescentes são tardias e tiveram desenvolvimento mais lento pelo frio e pela menor radiação solar. Geadas causaram danos pontuais e levaram parte das áreas para silagem.

Em Santa Catarina, estoques confortáveis continuaram limitando os negócios. As pedidas ficaram próximas de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda se concentrou ao redor de R$ 65,00, mantendo distância entre vendedores e compradores. No Paraná, a liquidez também permaneceu baixa, com indicações perto de R$ 65,00 e demanda em torno de R$ 60,00 CIF. A primeira safra está totalmente colhida, enquanto a segunda teve leve piora nas condições, com áreas boas recuando de 84% para 82%.

Em Mato Grosso do Sul, o avanço da oferta pressionou as praças, com preços entre R$ 50,69 e R$ 52,17 por saca. O setor de bioenergia sustentou parte da demanda, mas os estoques elevados mantiveram o consumo seletivo e o ritmo de negócios lento.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Cenário externo apoia preços do trigo



A consultoria avalia que os agricultores devem evitar vendas agressivas neste momento


A consultoria avalia que os agricultores devem evitar vendas agressivas neste momento
A consultoria avalia que os agricultores devem evitar vendas agressivas neste momento – Foto: Canva

O mercado do trigo segue marcado por preços firmes no Brasil e por forte dependência do clima no cenário internacional, com recomendações de cautela para produtores e moinhos nas próximas semanas. Segundo análise da TF Agroeconômica, a tendência principal ainda é de sustentação, embora a volatilidade permaneça elevada e possam ocorrer acomodações pontuais.

No exterior, Chicago encerrou a semana com saldo positivo, apoiado pelas preocupações com a menor produção nos Estados Unidos e pelos riscos climáticos no início da colheita. Em Kansas, por outro lado, os preços recuaram diante da pressão sazonal da entrada da safra de inverno. Mesmo com chuvas recentes, cerca de 70% da área de trigo de inverno dos Estados Unidos ainda apresenta algum nível de seca, percentual bem acima do registrado no mesmo período do ano passado.

A consultoria avalia que os agricultores devem evitar vendas agressivas neste momento. A orientação é aproveitar repiques de alta para fazer comercializações parciais e escalonadas, especialmente porque a safra 2026/27 ainda pode ter potencial de valorização, principalmente para trigo de melhor qualidade. A atenção deve permanecer voltada ao clima nos Estados Unidos, já que problemas de qualidade durante a colheita podem gerar novos movimentos de alta.

No Brasil, os preços seguem firmes, apesar de estabilização e leves recuos pontuais provocados pela retração nas vendas de farinha pelos moinhos. A escassez de trigo de qualidade no Mercosul continua sustentando o mercado, com menor disponibilidade de produto premium também em países vizinhos. A paridade de importação elevada limita quedas mais fortes.

Para os moinhos, a recomendação é manter cobertura parcial das necessidades futuras. A análise indica que a retração atual das vendas de farinha pode conter altas imediatas, mas não altera a tendência estrutural firme. O mercado segue apertado para trigo de qualidade superior, o que exige planejamento nas compras e atenção à oferta regional.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do trigo tem ajuste gradual no Sul



Em Santa Catarina, o frete aparece como principal fator de elevação


Em Santa Catarina, o frete aparece como principal fator de elevação
Em Santa Catarina, o frete aparece como principal fator de elevação – Foto: Seane Lennon

O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por ajustes graduais de preços, baixa disponibilidade em algumas regiões e maior atenção dos moinhos à qualidade do cereal. Os dados são da TF Agroeconômica, que aponta movimentos distintos entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com influência da demanda, do frete e das referências externas.

No Rio Grande do Sul, moinhos em busca de trigo de boa qualidade vêm contribuindo para uma alta lenta nos preços. Na safra velha, foram reportados negócios com compradores interessados em julho, com ofertas entre R$ 1.400 e R$ 1.430 CIF, enquanto vendedores pedem R$ 1.350 FOB. Ao mesmo tempo, os moinhos relatam dificuldade com os preços da farinha, que não avançam, e também com os farelos. Para a safra nova, a referência voltou a R$ 1.250 FAS no porto, enquanto moinhos indicam R$ 1.100 FOB, nível considerado pouco atrativo para vendedores. Até o momento, foram ouvidas apenas 40 mil toneladas negociadas entre moinhos e exportadores. O trigo branqueador também segue restrito, com aceitação de produto de até 270 de W a R$ 1.400 FOB no armazém do vendedor. Junho está praticamente coberto, enquanto julho teria cerca de 40% de cobertura. No balcão, Panambi registrou alta para R$ 65,04 por saca.

Em Santa Catarina, o frete aparece como principal fator de elevação do preço final. O trigo local subiu para R$ 1.350 a R$ 1.400 por tonelada FOB, com retirada e pagamento em 30 dias, enquanto no Paraná as ofertas recuaram para R$ 1.320 a R$ 1.350 no Sudoeste. O trigo gaúcho aparece entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB. No balcão, houve estabilidade em Canoinhas, Xanxerê, Chapecó e Joaçaba, com altas em Rio do Sul e São Miguel do Oeste.

No Paraná, há poucas ofertas e vendedores com expectativas maiores. Lotes rodaram a R$ 1.350 FOB na região central, R$ 1.400 FOB no Norte e entre R$ 1.400 e R$ 1.450 CIF em Curitiba. O trigo branqueador tem referência de R$ 1.450 FOB, enquanto a safra nova indica R$ 1.320 a R$ 1.350 FOB para setembro. O trigo argentino nacionalizado aparece entre US$ 290 e US$ 295, após alta de US$ 2 por tonelada no frete marítimo e de US$ 12 no FOB argentino em dois meses.

 





Source link