sábado, julho 25, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Entidade defende fiscalização mais rigorosa das importações de defensivos genéricos chineses


A indústria brasileira de defensivos agrícolas está pressionando o governo federal a reforçar a fiscalização sobre os pesticidas genéricos importados, especialmente as cargas provenientes da China, diante das crescentes preocupações com a autenticidade dos produtos, formulações ilegais e concorrência desleal no mercado.

O apelo parte da CropLife Brasil, que representa 52 empresas multinacionais atuantes nos setores de defensivos agrícolas e sementes no país. Segundo a associação, embora os produtos genéricos tenham se tornado cada vez mais importantes para reduzir os custos de produção dos agricultores, as autoridades precisam fortalecer a fiscalização para impedir a entrada de produtos ilegais no mercado.

Dados recentes da CropLife Brasil mostram que o Brasil importou aproximadamente US$ 4,8 bilhões em produtos para proteção de cultivos entre janeiro e maio de 2026. Desse total, cerca de US$ 2,9 bilhões corresponderam a pesticidas formulados e ingredientes ativos técnicos utilizados na fabricação local.

As formulações genéricas, especialmente herbicidas como o glifosato, representaram uma parcela significativa das importações. A China permaneceu como principal fornecedora, respondendo por 72% do valor, ou US$ 338 milhões, dos herbicidas formulados importados e por mais de 90% do volume total importado no período.

Essa tendência permitiu que empresas que adquirem ingredientes ativos e formulações genéricas da China, incluindo produtos formulados no Brasil ou em países vizinhos, como o Paraguai, ampliassem sua participação no maior mercado de defensivos agrícolas da América Latina.

No entanto, Ana Repezza, que assumiu a presidência da CropLife Brasil há dois meses, afirmou que a principal preocupação da indústria não é a expansão dos produtos genéricos em si, mas o aumento da incidência de importações ilegais.

Embora o volume total importado tenha diminuído cerca de 6% em comparação com o ano passado, a participação dos produtos genéricos continuou aumentando, impulsionada principalmente pela busca dos produtores rurais por soluções de proteção de cultivos de menor custo.

Segundo Repezza, as autoridades identificaram casos envolvendo documentação falsificada, formulações adulteradas e até produtos falsificados que continham substâncias diferentes das declaradas ou, em algumas situações, produtos que sequer eram defensivos agrícolas.

A CropLife Brasil iniciou discussões com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Mapa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, e a Receita Federal para desenvolver uma estratégia coordenada de fiscalização nos principais pontos de entrada do país.

De acordo com Repezza, a iniciativa teria como foco inicial os portos que recebem os maiores volumes de defensivos agrícolas importados, incluindo Santos, Rio Grande e Itajaí. Casos envolvendo suspeita de atividade criminosa também poderiam exigir a cooperação da Polícia Federal.

A associação espera que a estrutura de fiscalização seja elaborada ao longo de 2026, com a implementação provavelmente começando no próximo ano.

A questão também foi abordada durante uma recente missão comercial do governo brasileiro à China, organizada conjuntamente pelo Mapa e pela CropLife Brasil.

Durante reuniões com autoridades do governo chinês e fabricantes de pesticidas, os representantes brasileiros discutiram práticas de controle de qualidade e informaram aos seus interlocutores que o Brasil pretende reforçar a fiscalização nas fronteiras. A visita também resultou na criação de um grupo de trabalho bilateral dedicado ao combate aos pesticidas ilegais e produtos falsificados, no âmbito da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação, a Cosban.

Em vez de apresentar a questão como uma disputa comercial, Repezza descreveu a iniciativa como um esforço de cooperação entre os dois países para aprimorar o cumprimento das normas regulatórias e combater práticas ilegais.

Apesar da crescente pressão competitiva provocada pelas importações de produtos genéricos, a CropLife Brasil sustenta que as perspectivas de investimento de longo prazo da indústria dependem principalmente da segurança regulatória, e não da concorrência de mercado.

Repezza apontou a implementação da Lei dos Agrotóxicos, Lei nº 14.785, como a principal prioridade do setor, argumentando que regras claras e previsíveis poderiam acelerar o registro de produtos e, ao mesmo tempo, estimular a continuidade dos investimentos em pesquisa e inovação.

 





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Projeto de R$ 1,1 bilhão irrigará 48 mil hectares na Bahia


Um projeto ambicioso na Bahia visa irrigar cerca de 48 mil hectares entre os municípios de Chique-Chique e Itaguaçu, com um investimento de R$ 1,1 bilhão. A iniciativa utilizará as águas do rio São Francisco e é considerada a maior do tipo na América Latina, já impactando a paisagem local e a agricultura da região.

Detalhes do projeto

  • O projeto de irrigação é parte de um perímetro que possui nove fases.
  • A previsão de término das obras é para 2031.
  • Atualmente, 42 km de canais já foram construídos, atendendo cerca de 40 produtores.
  • O projeto já conta com áreas de cultivo de bananas, citros, maçãs e peras.

Impacto na economia local

O projeto promete transformar a economia local, gerando emprego e renda para a população. Vanderlei, um dos agricultores da região, expressou sua esperança em colher bons frutos com a implementação do projeto, que já apresenta resultados positivos em algumas culturas.

Desafios e compromissos

Apesar dos avanços, ainda existem desafios a serem superados, especialmente durante o período de chuvas. A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico impõe condicionantes para garantir a sustentabilidade do projeto, incluindo o automonitoramento da captação de água pelos usuários.

Com características ambientais específicas, a região da catinga se beneficia da irrigação, que promete fortalecer a economia local e qualificar a mão de obra jovem, preparando-os para o mercado de trabalho.

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Feira Matas de Minas promove inovação e oportunidades no agronegócio


A Feira Matas de Minas, promovida pela Coxupé, teve início na manhã desta terça-feira em Manhuaçu, Minas Gerais, com o tema “tradição e inovação, gestão responsável e cooperativismo forte”. O evento, que se estenderá até amanhã, conta com uma programação diversificada, incluindo palestras e oportunidades de negócios voltadas para o setor cafeiro.

Programação e Palestras

A feira reúne produtores rurais, empresas e especialistas do setor, oferecendo uma plataforma para a exposição de produtos e serviços. Além disso, a programação inclui palestras técnicas que abordam a inovação e os desafios da cafeicultura. Entre os tópicos discutidos estão:

  • Qualidade e qualificação dos cafés para o mercado mundial
  • Novas tecnologias para aumentar a produtividade
  • Gestão eficiente das propriedades rurais
  • Agregação de valor na comercialização do café

Objetivos do Evento

O principal objetivo da Feira Matas de Minas é capacitar os produtores, mostrando que a preocupação com a produtividade deve ser acompanhada de uma boa gestão. Os participantes têm a oportunidade de:

  • Conhecer novidades do mercado
  • Esclarecer dúvidas com especialistas
  • Trocar experiências e informações aplicáveis nas propriedades rurais

Novas Tecnologias

Os implementos e as novas tecnologias apresentadas na feira visam modernizar a produção de café, proporcionando aos produtores ferramentas para aumentar a eficiência e a rentabilidade de suas atividades. A expectativa é que as inovações discutidas durante o evento se traduzam em maior produtividade e qualidade na produção de café na região.

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Presidente da ACSURS analisa desafios e oportunidades na suinocultura brasileira


O presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul, Valdestir Folador, analisou os desafios e as oportunidades enfrentados pela suinocultura brasileira em um cenário marcado por oscilações nos custos de insumos e dinâmicas geopolíticas. Durante uma entrevista, ele destacou a importância do Brasil como um dos principais fornecedores de alimentos do mundo e as perspectivas para o setor.

Desafios do setor

Folador mencionou que nos últimos 90 dias, o mercado de suínos passou por uma mudança significativa, com uma queda expressiva nos preços do quilo do suíno vivo, especialmente para os produtores fora do sistema de integração. Ele ressaltou que, enquanto alguns produtores não sentiram a alteração devido ao sistema de parceria, aqueles atrelados ao preço de mercado enfrentaram dificuldades.

Competitividade e exportações

O presidente da ACSURS também comentou sobre a competitividade da carne suína brasileira no mercado internacional. Ele afirmou que as exportações cresceram 10% no primeiro semestre de 2026 em comparação ao ano anterior, com o Brasil se posicionando bem para atender as demandas dos principais importadores.

Custos de produção

Em relação aos custos de produção, Folador destacou que, apesar da estabilidade nos preços de insumos como milho e farelo de soja, a rentabilidade dos produtores foi afetada pela queda nos preços de mercado. Ele enfatizou a necessidade de um ajuste na oferta e demanda para garantir uma rentabilidade mais constante no setor.

Expectativas para o futuro

Por fim, Folador expressou otimismo em relação ao futuro da suinocultura no Brasil, ressaltando a importância de manter os padrões de qualidade e buscar novos mercados para a carne suína. Ele acredita que, com um trabalho contínuo e focado, o Brasil pode consolidar ainda mais sua posição no mercado global.

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Calor e chuvas abaixo da média ameaçam lavouras de morango no Sul de Minas


As lavouras de morango no Sul de Minas Gerais estão sob ameaça devido ao calor excessivo e à previsão de chuvas abaixo da média nos próximos meses. A situação foi discutida no quadro “Será Que Chove?” do Canal Rural, onde o produtor Benedito Tonizete expressou suas preocupações sobre o clima.

Previsão climática para os próximos meses

De acordo com o meteorologista Artur Miller, a tendência é de que as temperaturas se elevem, impactando diretamente a floração das plantas. Os principais pontos destacados foram:

  • Temperaturas médias em torno de 25ºC, com mínimas abaixo de 10ºC nos próximos 30 dias.
  • Possibilidade de picos de temperatura chegando a 30ºC em setembro e até 34ºC em novembro.
  • Chuvas previstas para setembro em torno de 30 mm, abaixo da média esperada.
  • Previsão de chuvas mais intensas apenas a partir de outubro, com volumes de até 100 mm.
  • Risco elevado para a floração do morango devido ao calor excessivo.

Impactos das anomalias climáticas

As anomalias de temperatura e a escassez de chuvas podem afetar a produção de morango na região. O meteorologista ressaltou que:

  • A tendência de temperaturas acima da média deve persistir até dezembro.
  • As chuvas devem se manter abaixo da média em grande parte do estado.
  • O fenômeno El Niño está contribuindo para a instabilidade climática.

Essas condições climáticas adversas exigem atenção dos produtores, que devem se preparar para os desafios que podem impactar a colheita de morangos na região.

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Câmara aprova projetos sobre minerais estratégicos, ouro e fiscalização de combustíveis


Câmara aprova projetos sobre minerais estratégicos, ouro e fiscalização de combustíveis

A Câmara dos Deputados aprovou, no primeiro semestre de 2026, uma série de projetos na área de minas e energia. Entre as propostas estão a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, o novo marco para comercialização de ouro e mudanças nas multas e na fiscalização do setor de petróleo, gás e biocombustíveis. Os textos seguem em análise no Senado.

A Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos foi aprovada no Projeto de Lei 2780/24. A proposta prevê incentivos para o processamento e a transformação desses minerais no Brasil. O texto cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam), com aporte de R$ 2 bilhões da União, e estabelece R$ 5 bilhões em créditos fiscais ao longo de cinco anos para beneficiamento e transformação mineral.

O projeto também determina contribuição de 0,5% da receita operacional bruta das empresas para o Fgam, com possibilidade de destinação equivalente a fundo privado voltado à pesquisa, conforme regulamentação futura. A proposta ainda permite acesso a recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para financiar beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana.

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Na área do ouro, a Câmara aprovou o Projeto de Lei 3025/23, que altera a forma de venda do metal e cria um sistema de rastreabilidade sob responsabilidade da Casa da Moeda do Brasil (CMB). A proposta estabelece marcação física no ouro e registro das transações. A venda passará a ser feita apenas por Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), com pagamento em real e crédito em conta.

No setor regulado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Projeto de Lei 399/25 eleva em 4,7 vezes as multas atuais, que passam de uma faixa de R$ 5 mil a R$ 5 milhões para valores entre R$ 23,5 mil e R$ 23,5 milhões. A proposta também cria a Taxa de Fiscalização e Serviços (TFS-ANP), com vigência a partir de 1º de janeiro de 2027.

Outra medida aprovada foi o Projeto de Lei Complementar 109/25, que autoriza a ANP a acessar, de forma permanente, dados de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e), Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônicas (NFC-e) e Conhecimentos de Transporte Eletrônicos (CT-e) dos agentes regulados. Segundo o texto, a medida busca melhorar a fiscalização da mistura obrigatória de etanol e biodiesel aos combustíveis fósseis e combater adulterações.

No primeiro semestre, o Plenário da Câmara aprovou 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.

Fonte: camara.leg.br

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Produção mundial de café deve bater recorde de 189,7 milhões de sacas em 2026/27


Produção mundial de café deve bater recorde de 189,7 milhões de sacas em 2026/27

A produção mundial de café na safra 2026/27 deve alcançar 189,7 milhões de sacas, volume recorde e 10,8 milhões de sacas acima do ciclo 2025/26, segundo estimativa do Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O avanço é atribuído principalmente às colheitas históricas previstas para Brasil, Etiópia, Uganda e Vietnã, superando as perdas esperadas na Índia e na Indonésia.

Com a oferta maior, as exportações globais de café em grão devem atingir 131,4 milhões de sacas em 2026/27, aumento de 11,9 milhões de sacas na comparação anual, de acordo com o USDA. O consumo mundial é estimado em 179,7 milhões de sacas, também em nível recorde, com os maiores avanços na União Europeia e nos Estados Unidos. Os estoques finais devem subir pelo segundo ano consecutivo, para 26,3 milhões de sacas.

Entre os principais produtores, o Vietnã deve colher uma safra recorde de 32,5 milhões de sacas, alta de 800 mil sacas sobre o ciclo anterior. O USDA atribui o resultado à expansão da área cultivada e ao aumento da produtividade. Segundo a agência, os preços elevados observados recentemente permitiram aos produtores ampliar os investimentos em fertilizantes e outros insumos. As exportações vietnamitas são estimadas em 25,4 milhões de sacas, aumento de 300 mil sacas.

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Na América Central e no México, a produção deve crescer quase 600 mil sacas, para 17,7 milhões, puxada principalmente pela recuperação de Honduras. Na Colômbia, a safra é projetada em 13,4 milhões de sacas, avanço de 900 mil sacas, refletindo a boa umidade do solo após as chuvas do ano passado e o maior uso de fertilizantes e defensivos. As exportações colombianas devem subir 500 mil sacas, para 12,2 milhões de sacas, com destino principal aos Estados Unidos e à União Europeia.

A Etiópia também deve registrar produção recorde, de 12,1 milhões de sacas, com crescimento superior a 500 mil sacas. O USDA relaciona o avanço à ampliação da área plantada e ao uso de variedades de maior produtividade, que já ocupam mais da metade da área cultivada no país. Em sentido oposto, a Indonésia deverá colher 11,4 milhões de sacas, redução de 1 milhão de sacas, com recuo na produção de robusta após excesso de chuvas em regiões produtoras do sul de Sumatra e Java.

A projeção do USDA indica uma safra global recorde de café em 2026/27, acompanhada por avanço das exportações, do consumo e dos estoques finais, em um cenário de expansão da oferta entre os principais produtores.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Lucro da Nestlé cai 31,4% no primeiro semestre


Lucro da Nestlé cai 31,4% no primeiro semestre

A Nestlé informou nesta quinta-feira (23) lucro líquido de CHF 3,472 bilhões (US$ 3,89 bilhões) no primeiro semestre de 2026. O resultado ficou 31,4% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado e também abaixo da expectativa de analistas, que projetavam CHF 5,07 bilhões (US$ 5,68 bilhões). Segundo a companhia, o recuo foi influenciado por maiores custos de reestruturação e por uma depreciação contábil de CHF 1,3 bilhão (US$ 1,46 bilhão) relacionada a ativos mantidos para venda.

As vendas da multinacional suíça de alimentos e bebidas somaram CHF 43,109 bilhões (US$ 48,28 bilhões) entre janeiro e junho, queda de 2,5% na comparação anual. Ainda assim, o número ficou levemente acima dos CHF 43,03 bilhões (US$ 48,19 bilhões) esperados por analistas. A Nestlé atribuiu parte do desempenho a um efeito cambial negativo de 6,2%.

No semestre, o crescimento orgânico foi de 3,6%, com contribuição de 2,1% dos preços e avanço de 1,5% no Crescimento Interno Real (Rig), indicador de volume de vendas. No segundo trimestre, o crescimento orgânico foi de 3,7%, com alta de 1,8% no Rig e de 1,9% nos preços.

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O lucro básico por ação caiu de CHF 1,97 (US$ 2,21) para CHF 1,35 (US$ 1,51) no período. Já o lucro por ação ajustado recuou de CHF 2,27 (US$ 2,54) para CHF 2,22 (US$ 2,49).

Por categoria, o café liderou o crescimento orgânico no semestre, com alta de 7,5%. Na sequência vieram águas e bebidas premium, com 5,1%, alimentos e snacks, com 3,7%, e Petcare, com 2,7%. A divisão de nutrição teve queda orgânica de 1,2%, sob efeito do recolhimento preventivo de fórmulas infantis no início do ano, mas mostrou recuperação no segundo trimestre, com avanço de 1,7%.

Regionalmente, a Nestlé registrou crescimento orgânico de 3,3% nas Américas, 2,7% na Europa e 4,3% na área que reúne Ásia, Oceania e África. As receitas nessas regiões somaram, respectivamente, CHF 18,646 bilhões, CHF 9,044 bilhões e CHF 10,366 bilhões.

Em relatório, o CEO da Nestlé, Philipp Navratil, afirmou que a estratégia focada em volume está avançando em direção às metas de médio prazo. A companhia manteve a projeção de crescimento orgânico de vendas entre 3% e 4% em 2026, com aceleração do Rig em relação a 2025.

A empresa também anunciou um acordo com a Platinum Equity para criar a Peranel, joint venture em partes iguais para os negócios de águas e bebidas premium. A operação foi avaliada em CHF 4,5 bilhões (US$ 5,04 bilhões), com estimativa de gerar cerca de CHF 2,8 bilhões (US$ 3,14 bilhões) em caixa no fechamento da transação, previsto para o primeiro semestre de 2027. No período, a Nestlé também reclassificou marcas de suplementos, vitaminas, minerais e sorvetes como ativos mantidos para venda e concluiu negócios envolvendo yfood e Blue Bottle Coffee.

Fonte: Estadão Conteúdo

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BNDES aprova R$ 150 milhões para expansão e inovação do Grupo Cerradinho


Preços do etanol hidratado e anidro recuam nas usinas paulistas, aponta Cepea

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou duas operações de crédito que somam R$ 150 milhões para o Grupo Cerradinho. Os recursos serão aplicados em inovação tecnológica, modernização industrial e expansão da produção de biocombustíveis nas unidades de Chapadão do Céu, em Goiás, e Maracaju, em Mato Grosso do Sul. As operações integram o programa BNDES Mais Inovação.

A primeira operação, de R$ 50 milhões, foi aprovada para a Neomille S.A., subsidiária do grupo voltada à produção de etanol de milho e coprodutos. Segundo o BNDES, os recursos serão usados na aquisição de máquinas, equipamentos e serviços tecnológicos com características inovadoras, todos credenciados no banco.

A segunda operação, no valor de R$ 100 milhões, envolve a Cerradinho Bioenergia S.A. e a própria Neomille S.A. O financiamento viabilizará novos investimentos em bens de capital inovadores, incluindo equipamentos industriais e agrícolas com tecnologia nacional.

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De acordo com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os investimentos em tecnologia nacional buscam eficiência energética e redução das emissões de carbono.

O Grupo Cerradinho atua na produção de etanol de cana e milho, açúcar, bioeletricidade e coprodutos como DDG e óleo de milho. Com unidades industriais instaladas em Goiás e Mato Grosso do Sul, a companhia tem capacidade de processar 1,8 milhão de toneladas de milho e 6,1 milhões de toneladas de cana.

Fundado em 1970, em Catanduva, São Paulo, o grupo mantém um dos maiores complexos industriais do país no setor sucroenergético. Nos últimos anos, a empresa tem ampliado investimentos em novas unidades industriais e no aumento de capacidade produtiva. Entre os destaques está o avanço da produção de etanol de milho, que representa parcela relevante da receita operacional da companhia.

Com as duas operações aprovadas pelo BNDES, o Grupo Cerradinho reforça investimentos em equipamentos, inovação tecnológica e expansão produtiva em suas unidades voltadas ao setor de biocombustíveis.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

riscos e oportunidades para o agro


No âmbito da 138ª Exposição Rural de Palermo, realizou-se a palestra técnica “Excesso de água e oportunidades produtivas: as duas faces do El Niño no campo”, com foco nas perspectivas climáticas para a safra 2026/27, e contou com a participação de especialistas do Escritório de Risco Agrícola (SAGyP), do INTA, do Plano Federal de Coordenação ENOS e do Comitê de Emergência El Niño 2026/27.

Nesse espaço, Pablo Mercuri, diretor do Centro de Pesquisa de Recursos Naturais do INTA, compartilhou os últimos desenvolvimentos relacionados ao fenômeno climático El Niño e seu impacto nas diversas atividades produtivas do país.

Como indica o título da palestra, o fenômeno climático tem duas faces. Por um lado, existem os riscos representados por um cenário de chuvas acima da média, particularmente nas bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, bem como em todos os seus afluentes e rios, e na parte leste da província de Buenos Aires, incluindo a bacia do rio Salado. Nesse sentido, foi enfatizada a necessidade de antecipar o evento climático para reduzir seu impacto.

Os anos de El Niño são caracterizados por chuvas acima da média, e quando esses episódios são intensos, a probabilidade de excesso de água e inundações aumenta, especialmente nas principais bacias hidrográficas do país, particularmente as bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, juntamente com toda a rede de rios e córregos que nelas deságuam.

“Com o aumento das chuvas, o fluxo e o nível desses cursos d’água também aumentam, o que significa que ilhas, margens de rios e áreas baixas ou deprimidas próximas a rios enfrentam um risco maior de inundações”, observou ele. Diante desse cenário, Mercuri enfatizou a necessidade de planejamento proativo e tomada de decisões inteligentes em relação ao clima.

Além disso, ele se referiu ao cenário climático como uma oportunidade, dada a alta disponibilidade de água que permite campanhas de alto rendimento, melhoria no fornecimento de forragem e recuperação das reservas hídricas em diferentes regiões do país.

“Durante os anos de El Niño, não há limitação na disponibilidade de água para a produção”, afirmou Mercuri. Isso se traduz em melhores oportunidades para a agricultura e a pecuária, especialmente em regiões onde a água geralmente é um fator limitante.

Nos sistemas de produção pecuária, o impacto positivo é rapidamente percebido na produção de pastagens e campos, tanto em quantidade quanto em qualidade. Além disso, reduz a probabilidade de ocorrência de meses críticos durante o verão, situação que melhora a disponibilidade de forragem e a estabilidade dos sistemas de produção.

Na agricultura, esse cenário também possibilita estratégias para maior intensidade produtiva. Segundo Mercuri, as safras durante e após os anos de El Niño tendem a apresentar altos níveis de produção em importantes regiões agrícolas do país. De modo geral, os anos de El Niño, as safras durante um ano de El Niño e as safras subsequentes ao El Niño são caracterizadas por alta produção em nível nacional ou em importantes regiões agrícolas da Argentina.

Por sua vez, Félix Carrasco, meteorologista do Escritório de Riscos Agrícolas (ORA) da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pescas do Ministério da Economia da Nação, referiu-se à confirmação do fenômeno climático El Niño e às suas implicações.

“Embora os modelos ainda não tenham definido o grau de intensidade, o fenômeno climático está atualmente em uma fase quente, presente e provavelmente será forte”, explicou Carrasco.

Diante desse cenário climático com previsão de chuvas acima da média, ele enfatizou a importância de estar preparado e antecipar essas condições.

Por sua vez, foi mencionado na reunião que o governo nacional definiu, por meio de uma resolução, um plano de coordenação federal que envolve reuniões de trabalho com diferentes agências nacionais e provinciais para melhor preparação e resposta ao fenômeno climático em várias regiões do país.

Por sua vez, Gustavo de Martini, especialista da Autoridade Rodoviária Provincial do Chaco, reconheceu que “a província é sempre afetada pelo clima, por isso a decisão foi se preparar com antecedência, com um comitê e um plano de mitigação para o fenômeno climático, a fim de proteger as áreas rurais e urbanas”.

Ele explicou que os impactos dependem não apenas das inundações, mas também da duração do excesso de água, das condições do solo e de outros fatores que devem ser levados em consideração para a tomada de decisões inteligentes.





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