segunda-feira, junho 8, 2026

Autor: Redação

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Contenção individual na vacinação reduz riscos e perdas na pecuária


Febre aftosa: em SP, campanha de vacinação termina na quarta-feira
Foto: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

A vacinação do rebanho é uma das principais práticas de manejo sanitário na pecuária. Quando realizada sem estrutura adequada, no entanto, pode gerar riscos aos animais, aos trabalhadores e comprometer a eficácia das aplicações.

Em sistemas com contenção individual, o manejo tende a ser mais controlado e seguro, com menor risco de acidentes e de estresse nos animais. A avaliação é de profissionais do setor de bem-estar animal, que destacam impactos diretos na qualidade da aplicação das vacinas.

Segundo a gerente de Comunicação e Bem-estar Animal e Humano da Beckhauser, Carla Ferrarini, a contenção individual reduz a movimentação dos animais durante o procedimento.

“Isso reduz riscos de acidentes, evita situações de estresse e minimiza desconfortos. Além disso, torna o processo mais eficiente e garante maior assertividade na aplicação da vacina”, afirma.

Bretes coletivos ainda são realidade em muitas fazendas

Apesar das recomendações de manejo mais individualizado, a vacinação em bretes coletivos ainda é comum em diversas propriedades. Nesses sistemas, há maior risco de animais se sobreporem, quedas e aumento de lesões durante o manejo.

Além disso, falhas na aplicação podem resultar em subdosagens ou superdosagens, desperdício de vacinas, quebra de agulhas e formação de abscessos, fatores que impactam a eficiência sanitária e geram perdas econômicas.

“Quando o manejo é feito corretamente, o impacto econômico aparece de forma muito clara. Você evita desperdícios, reduz riscos e torna toda a operação mais eficiente”, diz Carla.

Estudos apontam eficiência semelhante no tempo de manejo

Pesquisas do Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), de Jaboticabal (SP), indicam que o tempo gasto na vacinação com contenção individual é semelhante ao do sistema coletivo.

A principal diferença, segundo os estudos, está nos resultados do processo, com redução de acidentes e perdas e ganho de eficiência operacional.

Adaptação dos animais ao manejo

Uma das estratégias citadas por especialistas para reduzir o estresse é a chamada “escolinha”, prática em que os animais passam pelos equipamentos de contenção abertos antes do manejo efetivo.

A proposta é promover familiarização com a estrutura, reduzindo a reatividade dos bovinos durante procedimentos mais intensos.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Conab distribui 2 mil cestas a indígenas de Dourados em ação emergencial


Conab distribui 2 mil cestas a indígenas de Dourados em ação emergencial

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) acompanhou, entre segunda-feira (1º) e esta quinta-feira (4), a distribuição de 2 mil cestas de alimentos a famílias indígenas da região de Dourados, em Mato Grosso do Sul. A operação ocorreu no âmbito da Ação de Distribuição de Alimentos a Grupos Populacionais Específicos (ADA) nº 4/2025 e foi direcionada a comunidades afetadas pelo surto de chikungunya. A etapa de junho é a terceira prevista no planejamento inicial.

Segundo a Conab, a ação atende diretamente 2 mil famílias das aldeias Jaguapiru e Bororó, na Reserva Indígena de Dourados, incluindo as etnias Guarani Kaiowá, Terena e Guarani Ñandeva. O critério adotado para seleção do público foi o de extrema vulnerabilidade social e insegurança alimentar e nutricional, agravadas pelo avanço da doença na região.

Cada cesta pesa 21,5 quilos e contém 10 quilos de arroz beneficiado, 3 quilos de feijão carioca tipo 1, 1 quilo de farinha de mandioca, 1 quilo de flocos de milho, uma unidade de óleo de soja de 900 mililitros, 1 quilo de açúcar cristal, 1 quilo de leite em pó integral, 1 quilo de macarrão espaguete, 1 quilo de sal refinado e quatro unidades de sardinha em lata.

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A logística foi executada pela Superintendência Regional da Companhia Nacional de Abastecimento em Mato Grosso do Sul (Sureg/MS), com o uso de três caminhões próprios. A entrega foi acompanhada pelo superintendente regional, Aguinaldo Moraes Dias, e pelo encarregado do setor de programas institucionais e sociais de abastecimento, Abdalla Mahamad Abdo.

O planejamento inicial prevê três etapas de atendimento, em abril, maio e junho, com 2 mil cestas em cada fase, totalizando 6 mil unidades. De acordo com a Conab, a continuidade ou ampliação da operação dependerá do monitoramento do surto pelo comitê de crise e pelos ministérios envolvidos.

O aporte inicial para a ação é de R$ 500 mil, com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Também participam da operação a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), vinculada ao Ministério da Saúde, e a Defesa Civil.

A operação reforça o papel da Conab na execução de políticas públicas de abastecimento em situações emergenciais. Até o momento, os órgãos envolvidos não informaram novo cronograma além das três etapas previstas, e eventual prorrogação dependerá da evolução do quadro sanitário e das avaliações técnicas em curso.

Fonte: gov.br

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Frente fria deve levar chuva ao Rio Grande do Sul na próxima semana


Frente fria deve levar chuva ao Rio Grande do Sul na próxima semana

A passagem de uma frente fria deve trazer de volta as chuvas ao Rio Grande do Sul na próxima semana, segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 23/2026, divulgado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O material foi elaborado em parceria com a Associação Rio-grandense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar) e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A previsão indica instabilidade em praticamente todo o estado entre domingo (7) e terça-feira (9).

De acordo com o boletim, até sábado (6), o tempo ainda deve permanecer estável em praticamente todo o território gaúcho. Nesse período, não há previsão de chuva significativa na maior parte das regiões, enquanto as temperaturas tendem a subir.

A mudança no padrão climático é esperada entre domingo (7) e terça-feira (9), com o deslocamento de um sistema de baixa pressão que, depois, deve evoluir para uma frente fria. Esse avanço deve provocar chuva em praticamente todas as regiões do Rio Grande do Sul.

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Os acumulados previstos ao longo da semana variam entre 0 milímetro e 50 milímetros, conforme a região. O boletim aponta ainda que pontos isolados da metade sul podem superar esse volume.

Para quarta-feira (10), a tendência é de afastamento gradual do sistema. Com isso, a influência sobre o estado deve diminuir, sem previsão de chuva significativa, e as temperaturas devem apresentar leve declínio.

A informação tem relevância para o setor agropecuário porque chuva, temperatura e distribuição regional das precipitações são fatores diretamente ligados ao manejo no campo. Nesta divulgação, porém, o boletim apresentado não detalha efeitos específicos por cultura ou por sistema de criação animal.

Segundo a Seapi, o boletim agrometeorológico é publicado semanalmente e atualiza a situação de diferentes culturas e criações no estado.

No cenário indicado até o momento, a principal sinalização técnica é o retorno da instabilidade ao Rio Grande do Sul entre o início e a metade da próxima semana. Como o boletim divulgado não apresenta, neste recorte, impactos produtivos por atividade, o acompanhamento das próximas atualizações será necessário para avaliar efeitos mais específicos no campo.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Como a inteligência artificial e a geopolítica estão enxugando a liquidez do campo


Imagem mostra os efeitos do avanço da inteligência artificial no campo
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Quem caminha pelas lavouras brasileiras hoje respira um sentimento que vai muito além do clima. É a percepção clara de que as engrenagens financeiras e geopolíticas mundiais mudaram radicalmente de direção.

Viemos de uma onda histórica altamente positiva. Em um passado recente, o planeta se organizou sob juros baixos e emissão massiva de moedas pelos principais bancos centrais, injetando mais de US$ 31 trilhões nos mercados.

Esse cenário gerou uma liquidez sem precedentes, impulsionou economias, tirou milhões da miséria e os integrou ao consumo global.

Para o produtor rural, foi a era dourada das “vacas gordas”, com dinheiro abundante e bilhões de novos estômagos elevando o preço dos alimentos.

A engrenagem reversa e a compressão dos preços

Hoje, a física econômica faz o movimento inverso.

A inflação global forçou a subida dos juros, aumentando o custo do dinheiro e contraindo o consumo das famílias.

No mercado de commodities, o impacto é direto: com crédito caro e compradores mundiais cautelosos, os preços agrícolas sofrem retração.

A abundância dá lugar a margens espremidas, forçando o produtor a contas muito mais apertadas.

O “aspirador” da inteligência artificial

Há, contudo, um ingrediente novo e avassalador nessa virada: a Inteligência Artificial (IA).

Atualmente, grande parte do crescimento da economia americana vem dessa revolução tecnológica.

No primeiro trimestre de 2026, estimativas mostraram que cerca de 50% a 67% do crescimento do PIB dos EUA estava relacionado direta ou indiretamente aos investimentos em IA e infraestrutura de data centers.

Essa expectativa gerou uma corrida do ouro em Wall Street. Empresas do setor alcançaram trilhões de dólares, capturando fatias massivas de capital global.

Como o investidor atua pelo custo de oportunidade, o capital especulativo foge de ativos tradicionais e tangíveis, como os contratos futuros de soja, milho e café.

A IA funciona como um gigantesco aspirador de liquidez global: o dinheiro que antes sustentava as cotações do agro agora compra chips e processamento de dados nos Estados Unidos.

O isolacionismo americano e o novo cenário global

Para agravar a escassez de capitais no agro, Washington mudou o tabuleiro geopolítico.

Se antes os Estados Unidos buscavam parceiros globais para expandir sua influência, hoje a postura americana é isolacionista.

Ao adotar posições protecionistas, a maior potência do mundo se afasta de aliados e gera atritos que travam o comércio internacional.

Somando-se a isso a crônica instabilidade no Oriente Médio, que encarece fretes marítimos, rotas de navegação e fertilizantes, o cenário para as commodities fica ainda mais pissed. É a transição definitiva para as “vacas magras”.

O aprendizado dos ciclos históricos

A história econômica é feita de oscilações cíclicas. Toda vez que o mercado enfrenta contração de liquidez e uma mudança tecnológica desse calibre, o setor primário sente o primeiro baque.

A demanda por comida é constante, mas o preço que o mundo paga por ela depende diretamente do dinheiro circulando no sistema financeiro.

O sentimento de apreensão no campo é legítimo. Diante de um governo americano isolacionista e de uma Wall Street deslumbrada com a inteligência artificial, cabe ao produtor entender que as regras mudaram.

Neste ciclo de dinheiro caro, a eficiência rígida de custos, a gestão profissional e a proteção financeira de margens serão as únicas ferramentas capazes de blindar a fazenda contra a tempestade global.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Diário Econômico: Ibovespa no menor nível desde janeiro e dados dos EUA no radar


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta sexta-feira (5), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o Ibovespa retorna do feriado no menor nível desde janeiro, após queda de 2,22% e saída expressiva de fluxo estrangeiro.

O payroll de maio define o tom da sessão, em meio a pressão do petróleo próximo de US$ 100 e risco tarifário acumulado de até 37,5% sobre produtos brasileiros.

Já o dólar pode testar R$ 5,10 caso o dado de emprego dos EUA venha forte.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Ureia recua e fosfatados seguem sustentados



Entre os fosfatados, o cenário permanece mais apertado


Entre os fosfatados, o cenário permanece mais apertado
Entre os fosfatados, o cenário permanece mais apertado – Foto: Canva

O mercado global de fertilizantes continua apresentando comportamentos distintos entre os principais segmentos, refletindo diferenças entre oferta disponível e demanda em diversas regiões produtoras e consumidoras. De acordo com análise da StoneX, o cenário segue marcado por restrições em algumas cadeias de suprimento e por uma demanda que permanece resistente mesmo diante dos atuais níveis de preços.

No segmento dos nitrogenados, a ureia registrou queda ao longo da última semana. Nem mesmo a nova licitação da Índia para a compra de 1,7 milhão de toneladas foi suficiente para alterar a tendência de baixa observada no mercado internacional. O movimento é influenciado principalmente pela retomada das exportações da China, fator que aumenta a percepção de maior disponibilidade do produto nos próximos meses e contribui para pressionar as cotações.

Entre os fosfatados, o cenário permanece mais apertado. Os preços seguem sustentados pela restrição global na oferta de enxofre, matéria-prima importante para a produção desses fertilizantes. A situação foi agravada pela decisão da Rússia de proibir o transporte ferroviário de enxofre proveniente do Cazaquistão. Além disso, as limitações já existentes em função do conflito no Oriente Médio continuam afetando a disponibilidade do insumo.

Esse conjunto de fatores mantém os preços dos fosfatados em níveis elevados e reduz a capacidade produtiva do setor em diferentes regiões do mundo. Com menor oferta de matéria-prima, a indústria encontra dificuldades para ampliar a produção, o que contribui para a sustentação das cotações.

No mercado de potássicos, por sua vez, a estabilidade continua predominando. A oferta segue considerada confortável, enquanto o ritmo das compras permanece moderado, sem sinais de urgência por parte dos consumidores. Esse equilíbrio entre disponibilidade e demanda tem mantido os preços relativamente estáveis no mercado internacional.

 





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Fim de semana terá risco de geada e chuva forte em parte do país


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Foto: Faep/divulgação

O primeiro fim de semana de junho será marcado por madrugadas frias no Sudeste, tempo seco em boa parte do Centro-Oeste e chuva persistente em áreas do Nordeste e do Norte do país.

Segundo a Climatempo, a atuação de uma massa de ar frio mantém temperaturas baixas em parte do Centro-Sul, enquanto a umidade continua favorecendo instabilidades no Norte e na faixa litorânea nordestina. Veja a previsão para sábado (6) e domingo (7):

Sudeste

No sábado, o tempo segue firme em grande parte da região devido à atuação de um sistema de alta pressão no oceano. A circulação marítima perde força, mas ainda favorece chuva fraca no litoral do Espírito Santo.

O dia começa com nevoeiros em áreas da faixa leste e litorânea e temperaturas baixas. Não se descarta geada em pontos mais altos da Serra da Mantiqueira nas primeiras horas do dia.

A massa de ar frio mantém madrugadas frias e tardes agradáveis no centro-sul de São Paulo, grande parte do Rio de Janeiro, sul, leste e interior de Minas Gerais e sul do Espírito Santo.

No domingo, o tempo segue estável, com sol entre poucas nuvens. As temperaturas mínimas podem ficar entre as menores do ano em alguns pontos da Grande São Paulo, interior paulista e regiões serranas do Sudeste.

Há condições para formação de nevoeiros ao amanhecer, especialmente em vales e baixadas.

Centro-Oeste

O sábado será de tempo firme e ausência de chuva na maior parte da região. Apenas o extremo norte de Mato Grosso pode registrar pancadas fracas a moderadas devido à umidade vinda da Região Norte.

A umidade relativa do ar segue baixa principalmente em Goiás, Distrito Federal, leste, interior e sul de Mato Grosso, além do norte e leste de Mato Grosso do Sul.

No domingo, o cenário pouco muda. O tempo permanece firme e quente na maior parte da região.

No noroeste mato-grossense, a combinação de umidade e calor favorece pancadas de chuva com trovoadas durante a tarde.

Nordeste

No sábado, há condição para pancadas de chuva ao longo do litoral, especialmente entre a Bahia e Pernambuco.

As chuvas mais intensas devem ocorrer entre Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, com alerta para temporais, principalmente entre os litorais de Pernambuco e Alagoas.

Também há previsão de chuva moderada a forte no norte do Maranhão, Piauí e Ceará.

No domingo, a chuva continua concentrada na faixa litorânea da região. Os ventos marítimos mantêm a entrada de umidade, favorecendo precipitações desde cedo entre áreas do litoral da Bahia e entre o Rio Grande do Norte e Sergipe.

Apesar da tendência de redução gradual dos acumulados, ainda há previsão de chuva localmente moderada no litoral e possibilidade de chuva mais forte no norte do Maranhão, Piauí e Ceará.

O interior segue com predomínio de tempo seco, calor e baixos índices de umidade.

Norte

O calor intenso, a elevada disponibilidade de umidade e a atuação da ZCIT mantêm condições favoráveis para pancadas de chuva típicas da tarde e da noite durante todo o fim de semana.

No sábado e no domingo, Roraima, Amapá, grande parte do Amazonas, faixa oeste e metade norte do Pará seguem com chuva moderada a forte e possibilidade de temporais isolados, acompanhados de raios e rajadas de vento.

Nas demais áreas, o tempo permanece mais estável.

As temperaturas seguem elevadas e a sensação de abafamento continua predominando em grande parte da região. No Tocantins, a umidade relativa do ar permanece mais baixa.

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Produto Interno Bruto da zona do euro cai 0,2% no 1º trimestre, mostra Eurostat


Produto Interno Bruto da zona do euro cai 0,2% no 1º trimestre, mostra Eurostat

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro encolheu 0,2% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com os três meses anteriores, segundo leitura final divulgada nesta quinta-feira (5) pela Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia (UE). Em relação ao mesmo período de 2025, o bloco registrou expansão de 0,3% entre janeiro e março. O resultado veio abaixo das projeções de analistas compiladas pela FactSet.

Na leitura anterior e nas estimativas de mercado, a expectativa era de alta trimestral de 0,1% e avanço anual de 0,8%. Com a revisão, o dado final mostra perda de ritmo mais acentuada da atividade econômica no bloco.

A divulgação da Eurostat indica que a economia da zona do euro iniciou 2026 em retração na margem, apesar de manter crescimento na comparação anual. O material disponível não detalha, neste recorte, quais países ou segmentos tiveram maior peso no resultado consolidado.

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Para o mercado, a revisão para baixo reforça a leitura de enfraquecimento da economia europeia em um ambiente de menor dinamismo. Em termos técnicos, resultados mais fracos de PIB tendem a ser acompanhados com atenção por agentes de comércio exterior, investidores e setores exportadores, porque podem influenciar expectativas sobre consumo, investimentos, juros e câmbio.

No caso do agronegócio, a zona do euro é um mercado relevante para fluxos globais de comércio e para cadeias que dependem da demanda externa. Ainda assim, o dado divulgado nesta quinta-feira (5), isoladamente, não permite medir efeito imediato sobre produtos agropecuários específicos, preços de commodities ou compras europeias de alimentos e matérias-primas sem informações complementares sobre consumo, importações e política monetária no bloco.

Os números finais do primeiro trimestre ampliam a diferença em relação às previsões anteriores e mantêm o foco do mercado na trajetória da atividade econômica europeia ao longo de 2026. Sem detalhamento adicional por setor ou país no material informado, eventuais impactos sobre cadeias agroexportadoras devem ser avaliados com base em novos dados de comércio, consumo e câmbio.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi registra novas altas em São Paulo


O mercado do boi gordo iniciou a quarta-feira (3) com valorização em São Paulo. Segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, a cotação do boi gordo avançou R$ 2,00 por arroba, enquanto o “boi China” registrou alta de R$ 3,00 por arroba. Já os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis após os reajustes observados no dia anterior.

De acordo com a Scot Consultoria, o movimento refletiu uma demanda mais intensa por parte da indústria frigorífica. Após a redução das escalas de abate observada na última semana de maio, os compradores passaram a buscar maior volume de oferta para alongar as programações de abate e atender à demanda atual por carne bovina.

O cenário também foi favorecido pelo desempenho do mercado interno. A expectativa de aumento do consumo, impulsionada pela entrada dos salários na economia e pelas festividades de junho, somou-se ao ritmo das exportações, que seguem contribuindo para o escoamento da produção.

Do lado da oferta, os pecuaristas mantiveram postura cautelosa nas negociações. A liberação gradual dos lotes, associada à busca por preços mais elevados, limitou a disponibilidade de bovinos para abate e ajudou a sustentar as cotações.

No mercado atacadista, a comercialização da carne apresentou melhora e a tendência era de fortalecimento nos próximos dias. Segundo a análise da consultoria, o ambiente segue favorável para a manutenção da firmeza dos preços no curto prazo. As escalas de abate em São Paulo atendiam, em média, oito dias.

Em Mato Grosso do Sul, a oferta reduzida também contribuiu para a sustentação das cotações. Na comparação diária, duas das três praças pecuárias monitoradas registraram alta para as fêmeas, enquanto os preços dos machos permaneceram estáveis.

Na região de Dourados, as referências não apresentaram alterações. Em Campo Grande, a vaca registrou valorização de R$ 1,00 por arroba, enquanto as demais categorias permaneceram estáveis.

Já na região de Três Lagoas, a cotação do boi gordo ficou inalterada, mas a vaca e a novilha registraram alta de R$ 3,00 por arroba. No estado, as escalas de abate atendiam, em média, sete dias.





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Dia do Meio Ambiente: setor planta 2,2 milhões de árvores por dia


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Foto: Embrapa

Neste 5 de junho, quando é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, o setor brasileiro de árvores cultivadas para fins industriais destaca uma marca expressiva: o plantio de 2,2 milhões de mudas por dia em todo o país.

O número foi divulgado pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) e reflete a dimensão de uma atividade baseada no cultivo, colheita e replantio de florestas destinadas à produção de itens presentes no dia a dia da população.

Das embalagens às fibras têxteis

As árvores cultivadas abastecem cadeias produtivas que fabricam papéis para higiene e uso pessoal, embalagens, livros, cadernos, painéis de madeira, pisos laminados, biomateriais e fibras utilizadas pela indústria têxtil, como a viscose.

Por serem provenientes de fontes renováveis, recicláveis e biodegradáveis, esses produtos vêm ganhando espaço como alternativa a materiais de origem fóssil.

Papel no combate às mudanças climáticas

Além da produção industrial, as florestas cultivadas também desempenham papel ambiental relevante. Durante o crescimento, as árvores retiram dióxido de carbono da atmosfera e armazenam esse carbono na biomassa, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.

Segundo a Ibá, o modelo de manejo adotado pelo setor inclui práticas como o plantio em mosaico, que intercala áreas produtivas com vegetação nativa. A estratégia favorece a formação de corredores ecológicos e contribui para a conservação do solo, da água e da biodiversidade. As empresas do segmento também mantêm certificações internacionais voltadas à comprovação de boas práticas ambientais e sociais.

Área conservada supera o estado do Rio

Atualmente, a indústria de árvores cultivadas possui 10,5 milhões de hectares destinados à produção e conserva mais de 7 milhões de hectares de vegetação nativa em suas propriedades — uma área superior à do estado do Rio de Janeiro.

A expansão das plantações ocorre principalmente sobre áreas já antropizadas, especialmente pastagens de baixa produtividade. De acordo com o Atlas da Pastagem, da Universidade Federal de Goiás (UFG), o Brasil possui mais de 100 milhões de hectares de terras com algum grau de degradação, que podem ser destinados à produção de alimentos, fibras, energia e projetos de restauração florestal.

Setor aposta em áreas degradadas

“Faça chuva ou faça sol, plantamos diariamente 2,2 milhões de árvores. Isso é resultado de investimentos em ciência aplicada, desenvolvimento tecnológico e trabalho em viveiro para sustentar uma operação desse porte”, afirma o presidente da Ibá, Paulo Hartung.

Segundo ele, o resultado reforça a importância do setor na bioeconomia brasileira. “No Dia Mundial do Meio Ambiente, o marco reforça o papel estratégico do setor brasileiro na construção de uma economia mais sustentável, baseada em recursos renováveis, inovação tecnológica e compromisso com as futuras gerações”, diz.

*Com informações da assessoria de imprensa

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