domingo, junho 7, 2026

Autor: Redação

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Índice de preços dos alimentos da FAO fica estável em maio


Fundos reduzem posição comprada em soja na Bolsa de Chicago

O Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) ficou praticamente estável em maio de 2026, ao marcar 130,8 pontos, com queda de 0,2 ponto ante abril. Segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira (5), os avanços de cereais e açúcar foram compensados por recuos em óleos vegetais e lácteos, enquanto o índice de carnes permaneceu quase inalterado. Na comparação anual, o indicador ficou 2,9% acima de maio de 2025.

O índice de cereais da FAO subiu para 114,3 pontos em maio, alta de 2,6% sobre abril e de 4,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com a entidade, os preços do trigo avançaram pelo quarto mês seguido, sustentados por perspectivas de colheitas menores entre grandes exportadores, incluindo os Estados Unidos, além de custos mais altos de combustíveis e fertilizantes.

No milho, a FAO apontou demanda de importação mais forte, menor disponibilidade no Brasil e nos Estados Unidos e preços de energia mais firmes, fator que reforçou a demanda ligada ao etanol. O arroz também subiu 2,7% em maio, em meio a preocupações climáticas e ao encarecimento do petróleo bruto em países exportadores asiáticos.

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Em sentido oposto, o índice de óleos vegetais recuou para 185,0 pontos, baixa de 4,6% frente a abril. O movimento foi puxado pelos óleos de palma e soja. No caso da soja, a FAO citou aumento sazonal da oferta exportável na América do Sul, enquanto a demanda por biocombustíveis nos Estados Unidos sustentou parcialmente as cotações.

O índice de carnes ficou em 130,5 pontos, com leve alta de 0,1%. A carne bovina subiu com demanda de importação mais forte, principalmente da China e dos Estados Unidos. Já o açúcar avançou 7,5%, para 95,1 pontos, diante da expectativa de oferta global mais apertada. A FAO destacou que, no Centro-Sul do Brasil, a menor participação da cana destinada ao açúcar elevou a expectativa de maior direcionamento ao etanol, embora a moagem forte na segunda quinzena de abril tenha limitado a alta.

Os dados da FAO indicam um mercado internacional ainda sustentado por fatores de oferta, energia e clima. Para o setor agropecuário, a leitura técnica é de atenção às cadeias mais expostas a custos, disponibilidade exportável e demanda por biocombustíveis. O comunicado não traz projeção consolidada para os próximos meses além dos vetores de oferta global e clima já identificados.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Decisão dos EUA de considerar facções como terroristas entra em vigor


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Foto: George Campos/ USP Imagens

Entrou em vigor nesta sexta-feira (5) a decisão do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos (EUA), de classificar facções criminosas do Brasil como organizações terroristas, o que pode ter consequências econômicas e geopolíticas para o país. A medida havia sido anunciada no dia 28 de maio.

O governo brasileiro criticou a decisão por considerar que ela abre margem para que Washington interfira nos assuntos internos com a desculpa do combate ao terrorismo. O Palácio do Planalto defende que o combate ao crime deve ocorrer por meio da cooperação internacional respeitando as soberanias dos Estados sob os territórios. 

Para especialistas consultados pela Agência Brasil, a medida tenta limitar a soberania no Brasil e pode servir de pretexto para intervenções estrangeiras diretas contra o país. 

Governo e especialistas alegam ainda que a medida pode prejudicar a economia do país, com impactos sobre o turismo, investimentos, comércio exterior e sobre o sistema financeiro. 

O governo Trump tem designado cartéis mexicanos e organizações criminosas de países como Venezuela, Equador e Colômbia como terroristas. A Casa Branca ainda formou, em março deste ano, a coalizão chamada Escudo das Américas, reunindo governos alinhados ideologicamente à Washington para, em tese, combater o narcotráfico, mas também afastar a influência econômica de adversários geopolíticos da Casa Branca, como China e Rússia. 

O combate ao narcotráfico foi a justificativa usada para sequestrar o então presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, além de pressionar o México, o que vem sendo denunciado pela presidente do país, Claudia Sheinbaum, como interferência estrangeiras em assuntos internos.

Taxação

Quatro dias após anunciar a classificação das facções do país como terroristas, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA publicou recomendação para a Casa Branca taxar importações do Brasil em 25% devido a supostas práticas comerciais desleais.

O documento ainda critica o Pix brasileiro, que estaria prejudicando as empresas de pagamento estadunidense, como Visa, Mastercard e Whatsapp Pay. 

No dia seguinte ao ataque ao Pix, o governo Trump anunciou a intenção de taxar as importações de 60 países, incluindo o Brasil, em tarifas adicionais de 10% ou 12,5%, alegando falhas no combate ao comércio de produtos fabricados com trabalho forçado.

O governo brasileiro contestou as justificativas, alegando que elas servem para encobrir medidas protecionistas unilaterais. O Itamaraty aponta que o Brasil poderá recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, que autoriza o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra países e blocos que imponham barreiras unilaterais aos produtos nacionais transacionados no mercado global.

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USDA informa venda de 190 mil toneladas de farelo de soja dos EUA para as Filipinas


USDA informa venda de 190 mil toneladas de farelo de soja dos EUA para as Filipinas

Exportadores privados dos Estados Unidos relataram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), nesta quinta-feira (4), a venda de 190 mil toneladas de farelo de soja para as Filipinas. Segundo o órgão, o volume será entregue no ano comercial 2025/26. O comunicado foi divulgado ao mercado nesta sexta-feira (5), dentro do sistema de notificação obrigatória de grandes negócios de exportação.

De acordo com o USDA, a operação envolve 190 mil toneladas de farelo de soja destinadas ao mercado filipino. O embarque está programado para o ano comercial 2025/26 da soja nos Estados Unidos, que começa em 1º de setembro.

Pelas regras do órgão norte-americano, exportadores devem informar até o dia útil seguinte qualquer venda de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity realizada em um único dia. A exigência também vale para negócios de 200 mil toneladas ou mais para um mesmo destino, mesmo que distribuídos em dias diferentes.

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O comunicado integra o sistema conhecido no mercado como anúncio diário de exportações. Esse mecanismo é acompanhado por agentes da cadeia de grãos porque sinaliza movimentações relevantes de demanda internacional antes da divulgação consolidada dos relatórios semanais de vendas externas.

No caso do farelo de soja, a informação é observada por participantes do complexo soja, que inclui grão, óleo e derivados usados na alimentação animal. As Filipinas são importadoras de matérias-primas para ração, e compras desse porte ajudam a indicar o ritmo de demanda em mercados consumidores da Ásia.

O USDA não informou, no comunicado, preço da operação, porto de embarque ou comparação com negócios anteriores para o mesmo destino. Sem esses dados adicionais, o alcance comercial do negócio deve ser analisado principalmente como um indicativo de fluxo de demanda no mercado internacional de farelo.

A notificação reforça a presença da demanda asiática no mercado internacional de farelo de soja, mas os efeitos sobre preços e competitividade entre exportadores dependem de informações adicionais, como origem logística, ritmo de embarques e evolução das vendas externas nas próximas semanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Milho cai, mas safrinha define mercado


O milho também fechou a primeira semana de junho em baixa na Bolsa de Chicago, acompanhando o movimento das demais commodities agrícolas. O primeiro mês cotado encerrou a quinta-feira (4) a US$ 4,23 por bushel, menor patamar desde 21 de janeiro de 2026, segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA.

Uma semana antes, o cereal era cotado a US$ 4,55 por bushel. A queda foi atribuída ao clima positivo nos Estados Unidos e ao avanço do plantio, que chegou a 93% da área esperada até 31 de maio, ligeiramente acima da média de 92%. Do total semeado, 76% das lavouras já haviam germinado, e 67% estavam entre boas e excelentes.

As exportações norte-americanas somaram 883 mil toneladas na semana encerrada em 28 de maio, com o Japão como principal destino. Ainda assim, o mercado internacional manteve foco nas condições climáticas e nos próximos relatórios de oferta, demanda e área semeada.

No Brasil, o cenário é diferente. Os preços ainda mantêm viés de alta, mas em ritmo lento. De acordo com levantamento da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, as principais praças gaúchas registraram R$ 58,00 por saca, enquanto no restante do país os valores oscilaram entre R$ 42,00 e R$ 61,00 por saca.

A entrada da safrinha, porém, tende a alterar o comportamento do mercado. Até 28 de maio, a colheita havia alcançado 2,4% da área no Centro-Sul, com Mato Grosso à frente dos trabalhos. A expectativa é de 52,6 milhões de toneladas no estado e 106 milhões de toneladas na safrinha nacional.

As exportações brasileiras de milho somaram 250.449 toneladas em maio, alta de 543% sobre o mesmo mês do ano anterior. Apesar do avanço no volume, o valor médio da tonelada embarcada caiu 42,9%, de US$ 467,10 em maio de 2025 para US$ 266,60 em maio de 2026.

Com a colheita ganhando ritmo, o mercado interno deve monitorar a entrada de oferta nova. Mesmo com estimativas menores em algumas regiões, a tendência apontada pela análise é de pressão sobre os preços no país.





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Setor lácteo de Goiás mantém estabilidade em maio, com queda de 0,58% na cesta de derivados


Leite
Foto: Seapa

O setor lácteo goiano apresentou estabilidade nos preços dos derivados comercializados no mercado atacadista em maio de 2026. De acordo com o Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano, o índice da cesta de derivados registrou retração de 0,58%, resultado das variações distintas observadas entre os produtos analisados.

O levantamento é elaborado pela Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás e está disponível no site da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Como se comportou o setor em maio

Entre os produtos avaliados, as maiores altas foram registradas no creme a granel, com valorização de 5,19%, e no leite condensado, que avançou 4,97%.

Por outro lado, alguns derivados apresentaram queda nos preços:

  • Leite UHT integral: -5,44%;
  • Leite em pó integral: -1,18%;
  • Queijo muçarela: -0,61%.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ademar Leal, os resultados refletem características próprias de cada segmento do mercado.

“A disponibilidade de informações periódicas sobre o comportamento dos derivados contribui para uma leitura mais precisa do mercado. Esse conjunto de indicadores permite que os agentes da cadeia produtiva tenham mais segurança para avaliar tendências e orientar suas decisões, e esse é justamente o propósito do Boletim do Setor Lácteo”, destacou.

Como é calculado o índice

As publicações do Boletim do Setor Lácteo surgiram de iniciativa realizada pela Seapa e pelo Instituto Mauro Borges (IMB), com participação da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), do Sindicato das Indústrias de Laticínios no estado de Goiás (Sindileite/GO), da Associação Goiana de Supermercados (Agos) e da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB).

O índice considera a variação dos preços de cinco produtos:

  • Leite UHT integral;
  • Leite em pó integral;
  • Queijo muçarela;
  • Leite condensado;
  • Creme a granel.

O cálculo leva em conta a participação de cada item no mix médio da indústria de laticínios goiana e os preços praticados no mercado atacadista.

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Exportação de café do Brasil cai 8,4% em maio, mostra Secex


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

A exportação total de café do Brasil, considerando os embarques de café verde e solúvel, somou cerca de 2,760 milhões de sacas de 60 quilos em maio de 2026. O volume representa queda de 8,4% na comparação com maio de 2025, quando o país embarcou 3,004 milhões de sacas. Os dados foram divulgados na quarta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Em receita cambial, as exportações brasileiras de café renderam US$ 1,022 bilhão em maio de 2026, ante US$ 1,343 bilhão em igual mês do ano passado. A retração foi de 24% entre os dois períodos.

Os números de maio consideram 20 dias úteis em 2026, contra 21 dias úteis em maio de 2025. Esse fator interfere na comparação mensal e deve ser considerado na leitura do desempenho dos embarques.

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No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o Brasil exportou cerca de 13,433 milhões de sacas de 60 quilos. Em igual intervalo de 2025, o volume havia alcançado 17,052 milhões de sacas. A diferença representa recuo de 21%.

Na mesma base de comparação, a receita cambial caiu de US$ 6,801 bilhões para US$ 5,527 bilhões, redução de 19%.

Os dados da Secex mostram retração tanto no volume quanto no faturamento externo do café brasileiro. Como o café é uma das principais commodities da pauta agroexportadora do país, o resultado serve de referência para o acompanhamento do fluxo comercial do setor e da entrada de divisas no mercado brasileiro.

O levantamento divulgado não detalha, neste recorte, a participação separada entre café verde e solúvel nem os destinos das cargas, o que limita uma análise mais aprofundada sobre mercados compradores, mix exportado e comportamento por tipo de produto.

Os dados oficiais indicam desaceleração nas exportações de café em maio e no acumulado do ano. Para avaliar os próximos meses, será necessário acompanhar a evolução do ritmo de embarques, da receita por saca e da demanda externa, pontos que não foram detalhados nesta divulgação da Secex.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa Trigo destaca manejo conservacionista para soja em regiões frias


Embrapa Trigo destaca manejo conservacionista para soja em regiões frias

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por meio da Embrapa Trigo, apresentou na 2ª semana de junho de 2026 orientações para ampliar a produtividade da soja nas regiões frias do Brasil. O tema foi tratado no programa de rádio Prosa Rural, com foco em fatores que limitam o desempenho das lavouras, como a compactação do solo e as estiagens de curta duração. Segundo o conteúdo divulgado, práticas conservacionistas podem reduzir esses efeitos e favorecer o rendimento da cultura.

A abordagem tem relação direta com a Região Sul, onde a soja mantém peso econômico relevante dentro da produção agrícola. No material apresentado pela Embrapa Trigo, a compactação do solo aparece como um dos entraves ao desenvolvimento das plantas, por restringir o ambiente radicular e comprometer o aproveitamento de água e nutrientes. Em paralelo, períodos curtos de estiagem também foram citados como fator de perda de rendimento em áreas de clima mais frio.

De acordo com o conteúdo do Prosa Rural, a recomendação técnica está centrada na adoção de práticas conservacionistas. O material divulgado não detalha, no texto de apresentação, quais técnicas específicas foram priorizadas nem apresenta números de produtividade, área ou comparação regional. Ainda assim, a orientação geral indica que o manejo do solo tem papel decisivo para reduzir limitações físicas e ampliar a resiliência da lavoura diante de oscilações hídricas.

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Para o produtor, o tema ganha relevância porque combina dois pontos centrais do sistema produtivo: preservação da estrutura do solo e manutenção do potencial produtivo da soja. Em regiões frias, onde o desempenho da cultura depende de ajuste fino de manejo, intervenções voltadas à conservação podem influenciar a estabilidade da produção ao longo das safras.

O conteúdo foi disponibilizado pela Embrapa em formato de programa de rádio e também em podcast, com versão estendida em plataformas digitais.

Com base nas informações divulgadas, a principal indicação técnica é que o manejo conservacionista do solo deve integrar a estratégia produtiva da soja em regiões frias. Como o material de apresentação não informa resultados numéricos ou protocolos detalhados, a adoção prática depende de orientação complementar da assistência técnica e dos conteúdos completos disponibilizados pela Embrapa.

Fonte: embrapa.br

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Exportações de carne de frango superam US$ 1 bilhão em maio e batem recorde


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Foto: Paola Cuenca/Canal Rural

As exportações brasileiras de carne de frango somaram US$ 1,009 bilhão em maio de 2026, maior receita mensal já registrada pelo setor, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta quinta-feira (5). Em volume, os embarques chegaram a 509,9 mil toneladas, também o maior resultado da série histórica para meses de maio. O avanço ocorreu em meio a incertezas logísticas internacionais, incluindo tensões nas rotas ligadas ao Estreito de Ormuz.

Na comparação com maio de 2025, a receita cresceu 36,1%, ante US$ 741,2 milhões. O volume exportado avançou 29,6%, frente às 393,4 mil toneladas embarcadas no mesmo mês do ano passado. Segundo a ABPA, a base de comparação de 2025 foi menor em razão do único registro de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) já identificado no setor nacional.

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o Brasil exportou 2,453 milhões de toneladas de carne de frango, alta de 8,7% sobre as 2,257 milhões de toneladas registradas em igual período de 2025. Em receita, o total chegou a US$ 4,714 bilhões, aumento de 11,3% em relação aos US$ 4,234 bilhões do intervalo anterior.

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Entre os principais destinos em maio, a China liderou as compras, com 48,3 mil toneladas, alta de 34,7%. Na sequência aparecem Japão, com 43,2 mil toneladas (+53,9%), União Europeia, com 40,2 mil toneladas (+61,6%), Arábia Saudita, com 39,1 mil toneladas (+27,5%), e Emirados Árabes Unidos, com 32,3 mil toneladas (+1,2%). Também figuram entre os maiores mercados África do Sul, México, Filipinas, Coreia do Sul e Reino Unido.

Entre os estados exportadores, o Paraná manteve a liderança, com 213,9 mil toneladas embarcadas em maio, alta de 35,1%. Santa Catarina exportou 113,9 mil toneladas (+39,7%), Rio Grande do Sul 62,9 mil toneladas (+21,3%), São Paulo 27,8 mil toneladas (+10,5%) e Goiás 26,4 mil toneladas (+26,4%).

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o resultado reflete a ampliação da presença brasileira em mercados de maior valor agregado e a manutenção dos fluxos para o Oriente Médio, mesmo com restrições logísticas no cenário internacional.

Os dados de maio indicam continuidade do ritmo forte das exportações no início de 2026, com avanço em volume e receita. A sustentação desse desempenho dependerá da demanda dos principais compradores, das condições logísticas internacionais e da manutenção do status sanitário brasileiro, fatores que seguem no centro do monitoramento da cadeia avícola.

Fonte: abpa-br.org

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Parasita mortal ressurge nos EUA após 60 anos; saiba os impactos na pecuária


Mosca-da bicheira (Cochliomyia hominivorax), parasita, praga
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Uma praga que não era detectada há seis décadas voltou a assombrar a cadeia produtiva de carne bovina dos Estados Unidos. Na última quarta-feira (3), o Departamento de Agricultura do país (USDA, na sigla em inglês) confirmou oficialmente a detecção da mosca-da-bicheira (Cochliomyia hominivorax) em um bezerro de três semanas no estado do Texas.

A praga, também conhecida como bicheira-do-novo-mundo, era considerada erradicada do território norte-americano desde 1966. O coordenador de Inteligência de Mercado da consultoria Safras & Mercado, Fernando Iglesias, explica que a identificação do foco preocupa, mas não há motivo para alarde por enquanto.

“Já se esperava que isso pudesse acontecer, porque já tinha avanços dessa mosca na região norte do México”, afirmou. Segundo o especialista, o governo norte-americano prepara medidas de contenção, como o uso de moscas estéreis. O mecanismo tem o objetivo de cortar o ciclo de reprodução do inseto.

“É um problema sanitário grave, mas precisaria de muitos novos focos da doença para gerar maiores prejuízos”, reforçou Iglesias.

Mosca-da-bicheira: uma praga devastadora

A mosca-da-bicheira é um parasita altamente agressivo. As moscas fêmeas depositam ovos em feridas abertas ou tecidos moles dos animais, e as larvas resultantes cavam túneis na carne viva, o que pode causar infecções graves e levar o animal à morte se não houver tratamento rápido.

De acordo com a secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, o governo norte-americano está trabalhando em conjunto com a Comissão de Saúde Animal do Texas. “Estabelecemos uma zona infestada e estamos implementando quarentenas, controles de movimento e vigilância nesta área”, declarou.

Impacto econômico e pressão sobre o mercado

A confirmação do caso ocorre em uma das fases mais sensíveis para a pecuária dos Estados Unidos. Atualmente, o rebanho bovino do país registra o seu menor tamanho em 75 anos, reflexo de secas prolongadas e custos elevados de produção nos últimos anos.

Essa escassez estrutural já vinha empurrando os preços da carne a patamares recordes no mercado interno norte-americano.

Aqui no Brasil, os impactos ainda são limitados. “Os efeitos são poucos por enquanto. A B3 não teve mudanças e, inclusive, está trabalhando ‘meio’ de lado”, explicou Iglesias. Para ele, é preciso esperar o desenrolar da ocorrência sanitária para avaliar como o mercado vai reagir.

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Colheita de soja entra na fase final no RS, e milho alcança 97%


Colheita de soja chega a 99% no Brasil e milho safrinha começa, diz Conab

A colheita de soja no Rio Grande do Sul está na fase final, com remanescentes concentrados em áreas de segunda safra e talhões semeados tardiamente, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar) nesta quarta-feira (4). No milho, a retirada do grão alcançou 97% da área cultivada no estado. O levantamento também mostra oscilações de preços e indica cautela para a próxima safra de arroz e trigo.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as condições meteorológicas da última semana permitiram a colheita da maior parte das lavouras maduras de soja. Ainda assim, a elevada umidade relativa do ar, a ocorrência frequente de neblina e a menor insolação retardaram a perda de umidade dos grãos e limitaram o ritmo das máquinas em algumas regiões.

A produtividade média estimada da soja está em 2.871 quilos por hectare, em uma área de 6,62 milhões de hectares. O levantamento também registra redução do potencial produtivo em lavouras tardias e de safrinha, em razão do aumento da incidência de doenças foliares. No mercado gaúcho, o preço médio da saca subiu 0,74% na semana, de R$ 115,52 para R$ 116,37.

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No milho, a colheita avançou de forma mais lenta e chegou a 97% da área. As áreas remanescentes estão em pequenas propriedades e em cultivos implantados em sucessão tardia. Segundo a Emater/RS-Ascar, temperaturas mais baixas e menor radiação solar prolongaram o ciclo final da cultura. O preço médio do cereal subiu 0,87%, para R$ 59,27 por saca. Na silagem, a colheita ultrapassou 98% da área, com registro de geadas em maio que provocaram queima foliar e redução pontual na qualidade da forragem.

No arroz, a colheita foi concluída no estado, com produtividade elevada e boa qualidade de grãos. Apesar disso, a Emater/RS-Ascar informa que o cenário econômico segue pressionado por cotações abaixo dos custos de produção, menor liquidez e valorização dos fertilizantes. A saca de 50 quilos recuou 0,95%, de R$ 58,66 para R$ 58,10.

Para o trigo, a semeadura da safra 2026 apresenta estabelecimento inicial satisfatório nas áreas plantadas no início da janela recomendada. No entanto, a projeção é de redução expressiva da área em relação à safra anterior, diante de custos elevados, restrições de crédito e de seguro rural e maior percepção de risco climático. Na safra passada, o estado cultivou 1,16 milhão de hectares e colheu 3,45 milhões de toneladas. O preço médio do trigo subiu 1,96%, de R$ 64,24 para R$ 65,50 por saca.

O quadro traçado pela Emater/RS-Ascar indica encerramento da safra de verão com avanços operacionais, mas também com sinais de atenção para o próximo ciclo. A definição da área de trigo e o nível de investimento na safra 2026 devem seguir condicionados ao custo de produção, à oferta de crédito e seguro rural e ao comportamento do clima nas próximas semanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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