sábado, julho 25, 2026

Autor: Redação

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Soja atinge maior preço de 2026; analista explica os fatores que sustentam a alta da commodity


Grão de soja
Foto: Pixabay

O preço da soja no Brasil alcançou nesta semana o maior patamar de 2026, impulsionado pela valorização do petróleo e pelo aumento das compras da China. Somente em junho, os chineses importaram 12 milhões de toneladas do grão brasileiro, ao mesmo tempo em que reduziram as aquisições dos Estados Unidos em meio à guerra comercial.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a alta não é explicada apenas por esses motivos. “Temos uma soma de fatores. Temos uma situação de demanda forte, que ainda se mantém na exportação brasileira. Temos um porto bastante aquecido e os prêmios de exportação estão bastante altos”, afirma.

Silveira explica que outro fator importante é o bom desempenho da Bolsa de Chicago. Segundo ele, a expectativa de que a China volte a comprar com mais força soja dos Estados Unidos tende a fortalecer as exportações norte-americanas e reduzir a projeção dos estoques finais da nova safra, mesmo diante de uma produção maior.

“Temos uma China que tende a voltar com mais força para o mercado norte-americano. Isso acaba pressionando as projeções de exportação e também o estoque final da safra nova nos Estados Unidos”, destaca.

O analista também chama atenção para o consumo interno norte-americano. De acordo com ele, a demanda da indústria pelo óleo de soja tem elevado o ritmo de esmagamento, reduzindo a disponibilidade de estoques.

“Nos Estados Unidos há uma demanda interna muito forte por conta do uso do óleo de soja. A indústria está comprando muita soja, fazendo muito esmagamento e, por conta disso, essa demanda interna está pressionando os estoques americanos”, explica.

No Brasil, a demanda segue fortalecida, enquanto fatores climáticos também começam a influenciar o mercado. Silveira ressalta que o avanço do El Niño aumenta as incertezas sobre a produção da próxima safra na América do Sul.

“Aqui no Brasil temos uma situação de demanda bastante fortalecida. Além disso, temos um incremento do El Niño, que traz preocupações e incertezas sobre a safra de soja na América do Sul no ano que vem. Tudo isso acaba pesando no curto prazo e, de maneira estrutural, vai elevando as cotações”, afirma.

Cenário segue favorável

Questionado sobre as perspectivas para os produtores que ainda possuem soja armazenada, o analista afirma que o mercado continua sem fundamentos baixistas. “Não temos agora fundamentos baixistas. Pelo contrário, a tendência é que continuemos a ver preços bastante elevados e bastante firmes”, avalia.

Na avaliação de Silveira, as cotações ainda podem avançar até setembro, embora os preços atuais já representem boas oportunidades de comercialização. “Eu diria que até setembro existe a possibilidade de os preços subirem um pouco mais, mas os preços de hoje já configuram oportunidades de venda”, afirma.

Segundo ele, como boa parte da safra brasileira já foi comercializada, a oferta disponível é limitada, o que continua sustentando as cotações.

“Neste momento, o mercado está um pouco mais escasso em termos de oferta, mas, para quem ainda tem soja, já é um momento bastante importante. Se quiser vender, não seria ruim pelas margens atuais, embora eu ainda acredite que temos espaço para cotações um pouco mais altas por conta da demanda bastante aquecida”, diz.

Por fim, o analista recomenda que os produtores também observem as oportunidades para a próxima temporada. “É importante já olhar também as oportunidades de fixação para a safra 2026/27”, conclui.

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Tarifaço dos EUA: socorro primeiro, soluções depois


Sistema e negociações
Imagem gerada por Inteligência Artificial

A entrada em vigor das tarifas impostas pelos Estados Unidos abriu um novo capítulo para a economia brasileira. Empresas que exportavam normalmente passaram, praticamente da noite para o dia, a enfrentar um aumento expressivo de custos para acessar um de seus principais mercados.

Diante desse cenário, o governo federal anunciou um pacote de R$ 18,5 bilhões destinado às empresas afetadas.

Como toda medida econômica, o anúncio provocou reações imediatas. Houve quem elogiasse a rapidez da resposta e houve quem afirmasse que o pacote não resolve o problema. Em parte, ambos têm razão.

O que o pacote realmente faz

É preciso compreender qual é, afinal, o objetivo desse programa.

O pacote não foi criado para eliminar as tarifas impostas pelos Estados Unidos. Isso nenhum programa de crédito seria capaz de fazer.

Sua finalidade é outra: impedir que empresas saudáveis enfrentem dificuldades financeiras apenas porque sofreram um choque externo sobre o qual não tiveram controle. Essa diferença é fundamental.

Quando uma empresa perde receita de forma abrupta, a primeira consequência costuma ser a falta de capital de giro. Em seguida vêm a suspensão de investimentos, a redução da produção e, infelizmente, as demissões.

É justamente nesse ponto que entram as linhas de crédito, os mecanismos de garantia, o apoio às exportações e os incentivos para investimento anunciados pelo governo.

Esses recursos oferecem aquilo que, em momentos de crise, vale muito: tempo. Tempo para reorganizar as operações. Tempo para buscar novos clientes. Tempo para adaptar produtos e processos.Tempo para atravessar um período de forte instabilidade.

Socorro não é solução definitiva

Naturalmente, surgem críticas. Alguns analistas afirmam que o governo apenas está colocando dinheiro em um problema que continuará existindo enquanto as tarifas permanecerem.

Essa observação merece ser considerada. Mas ela também precisa ser colocada na perspectiva correta.

Quando uma casa está pegando fogo, ninguém começa discutindo como deveria ter sido o projeto elétrico. Primeiro apaga-se o incêndio. Depois investigam-se as causas e corrigem-se os erros.

Na economia acontece algo semelhante. Quando um choque externo ameaça empresas, empregos e cadeias produtivas inteiras, a prioridade é impedir que um problema temporário provoque danos permanentes.

O aperfeiçoamento das políticas públicas é necessário. Mas ele não substitui a necessidade de agir diante da emergência.

O desafio começa agora

O verdadeiro desafio começa agora. As empresas precisarão acelerar a busca por novos mercados consumidores.

Será necessário ampliar exportações para a Ásia, o Oriente Médio, a América Latina e outros parceiros comerciais, reduzindo a dependência de um único destino.

Também será indispensável investir em inovação, agregar valor aos produtos brasileiros e aumentar a competitividade da indústria e da agroindústria.

Ao mesmo tempo, caberá ao governo intensificar as negociações diplomáticas para reduzir barreiras comerciais, ampliar acordos internacionais e preservar o acesso das empresas brasileiras aos mercados externos.

Nenhuma linha de crédito substitui acesso a mercados. Nenhum financiamento elimina uma tarifa. Mas ambos podem impedir que empresas desapareçam antes que uma solução definitiva seja construída.

Proteger empresas é proteger empregos

Há ainda um aspecto que não pode ser ignorado. Por trás de cada empresa existem trabalhadores, fornecedores, transportadores, produtores rurais e milhares de famílias que dependem daquela atividade econômica.

Quando uma empresa fecha as portas, o impacto vai muito além dos seus proprietários. Ele atinge empregos, renda, arrecadação e a economia de municípios inteiros.

Por isso, medidas emergenciais possuem uma lógica econômica clara. Elas não existem para substituir reformas estruturais. Existem para evitar que uma crise conjuntural provoque perdas irreversíveis.

O crédito dá fôlego, a competitividade garante o futuro

O pacote de R$ 18,5 bilhões deve ser analisado exatamente sob essa ótica. Ele não representa o fim do problema. Representa o início da resposta.

O sucesso dessa estratégia dependerá da capacidade de empresas e governo transformarem uma reação emergencial em uma agenda permanente de competitividade.

Diversificar mercados, investir em tecnologia, agregar valor à produção, ampliar acordos comerciais e fortalecer a presença do Brasil no comércio internacional serão os fatores que definirão o resultado dessa crise.

O crédito oferece o fôlego necessário para atravessar a tempestade.

Mas será a combinação entre produtividade, inovação, diplomacia comercial e capacidade de adaptação que permitirá ao Brasil sair desse episódio mais forte, mais competitivo e menos vulnerável a choques externos.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Liderança é essencial para fortalecer o setor produtivo em São Paulo


Em um evento que reuniu mais de 220 líderes de São Paulo, a importância da liderança no setor produtivo foi destacada como fundamental para o desenvolvimento do agronegócio no estado. O presidente da FAES, Tirso Meirelles, não pôde comparecer pessoalmente, mas enviou uma mensagem ressaltando a relevância do encontro.

Discussão sobre liderança e cursos gratuitos

Durante o evento, foi abordada a atuação dos presidentes de sindicatos, que têm um papel crucial na promoção de cursos gratuitos para produtores e trabalhadores rurais. Mais de 250.000 cursos foram oferecidos, evidenciando o compromisso com a capacitação e o fortalecimento do setor.

Foco em produtividade e sustentabilidade

O encontro também serviu para uma retrospectiva do primeiro semestre e planejamento para o segundo semestre, com ênfase em:

  • Trabalho em produtividade
  • Sustentabilidade
  • Preocupação com o futuro do país

Meirelles enfatizou a necessidade de escolher representantes comprometidos com o agronegócio, a democracia e a segurança alimentar, destacando que essas escolhas são essenciais para o desenvolvimento sustentável do agronegócio paulista.

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Rally da Safra projeta produção de 4,2 milhões de toneladas de algodão


De acordo com a Abapa, a Bahia produziu, aproximadamente, 615 mil toneladas de algodão beneficiado (pluma) e 1.968 kg/ha na safra 2022/2023
Foto: Jefferson Aleffe/Marca Comunicação

O Rally da Safra inicia, na próxima segunda-feira (27), a etapa dedicada ao algodão com equipes em campo para avaliar as condições das lavouras em Mato Grosso e Bahia durante a colheita da safra 2025/26.

Antes do início da expedição, a Agroconsult, organizadora do levantamento, estima que o Brasil deverá produzir 4,2 milhões de toneladas de pluma, volume 1,5% menor que o registrado na temporada anterior. A queda é atribuída principalmente à redução de 4,1% na área plantada, que passou para 2,12 milhões de hectares.

Apesar da diminuição da área, a expectativa é de que o bom desempenho das lavouras compense parte dessa perda. A produtividade média está estimada em 318 arrobas de algodão em caroço por hectare.

Equipes vão percorrer as principais regiões produtoras

Os trabalhos de campo começam pelo Oeste da Bahia, entre os dias 27 de julho e 1º de agosto, passando por municípios como Correntina, Roda Velha, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães.

Na sequência, entre 10 e 14 de agosto, as equipes visitarão o sudeste de Mato Grosso, com avaliações em Rondonópolis, Primavera do Leste, Campo Verde e Santo Antônio do Leste.

A última etapa será realizada entre 23 e 28 de agosto, no oeste e médio-norte mato-grossense, incluindo regiões como Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Sapezal e Campo Novo do Parecis.

Segundo a coordenadora técnica da etapa e sócia-diretora da Agroconsult, Heloisa Melo, o levantamento combina tecnologia e avaliações presenciais.

“Utilizamos uma metodologia que inclui o mapeamento por satélite para garantir a exatidão da área plantada e das áreas irrigadas, além do diagnóstico técnico em campo, com identificação das principais doenças, pragas e plantas daninhas.”

Após as visitas, uma nova análise por imagens de satélite será realizada em agosto para atualizar as projeções de produção e oferta. Os resultados finais serão apresentados durante o Congresso Brasileiro do Algodão, em 22 de setembro.

Mato Grosso deve produzir 2,9 milhões de toneladas

Maior produtor nacional, Mato Grosso concentra a maior redução de área nesta safra. As estimativas indicam retração de 6,5% na área cultivada, o que deve resultar em produção de 2,9 milhões de toneladas de pluma, queda de 5,6% em relação ao ciclo anterior.

Mesmo assim, a produtividade tende a crescer, passando de 315 para 318 arrobas por hectare.

A Agroconsult destaca que a região Médio-Norte ampliou sua participação e se consolidou como a maior área produtora de algodão do estado e do país. A exceção fica para a região Leste, onde a irregularidade das chuvas pode limitar o desempenho das lavouras.

Bahia deve ampliar produção mesmo com área estável

Na Bahia, a área plantada deve permanecer praticamente estável em 425 mil hectares. A redução das áreas de sequeiro será compensada pela expansão do cultivo irrigado.

Segundo Heloisa, essa mudança faz parte de uma nova dinâmica da cotonicultura baiana.

“A área irrigada já representa quase metade de toda a área plantada do estado, o que justifica o plantio mais tardio neste ciclo.”

Com isso, a produção estadual poderá crescer 10,6%, alcançando 882 mil toneladas de pluma, enquanto a produtividade média é estimada em 335 arrobas por hectare.

De acordo com a coordenadora, os primeiros talhões colhidos apresentam potencial para resultados acima das estimativas iniciais.

Déficit global pode dar sustentação aos preços

A Agroconsult também avalia que a safra brasileira será comercializada em um cenário de oferta mundial mais apertada entre agosto de 2026 e julho de 2027.

A projeção é de um déficit global de aproximadamente 600 mil toneladas de algodão, consequência da expectativa de menor produção em países como Austrália, Estados Unidos, China e Índia.

Problemas climáticos, como os impactos do El Niño sobre o plantio indiano e as preocupações com o desenvolvimento das lavouras norte-americanas, ajudam a explicar esse cenário.

Na avaliação da consultoria, a menor oferta mundial tende a dar sustentação às cotações internacionais da fibra ao longo do próximo ciclo comercial.

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Cachaça de alambique do Circuito das Águas Paulista recebe Indicação Geográfica


Cachaça de alambique do Circuito das Águas Paulista recebe Indicação Geográfica

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) concedeu nesta terça-feira (21) o registro de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência, para a cachaça de alambique do Circuito das Águas Paulista. O reconhecimento alcança nove municípios do interior de São Paulo e formaliza a identificação da região como área tradicional de produção da bebida.

A Indicação de Procedência abrange os municípios de Águas de Lindoia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindoia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo (SFA-SP), prestou orientações técnicas aos produtores sobre os procedimentos ligados ao reconhecimento da IG e sobre a legislação aplicável à produção, ao registro, à inspeção e à fiscalização de bebidas.

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Na região, a produção de cachaça de alambique está associada ao turismo rural e ocorre, em sua maioria, em pequena escala, com presença de produtores de tradição familiar. Segundo o Inpi, os primeiros registros documentados da atividade local datam de 1929, quando Giuseppe Benedetti produziu a primeira cachaça registrada na região.

Atualmente, o Circuito das Águas Paulista reúne mais de 350 alambiques e produtores de cachaça. Além das práticas tradicionais, a bebida é associada a características da região, como solo, clima e disponibilidade de água. Em recente Concurso Paulista de Cachaça de Alambique, duas das três cachaças mais bem classificadas do estado foram produzidas no Circuito das Águas Paulista.

Em maio deste ano, a região também obteve o reconhecimento de Indicação Geográfica para o café. Com o novo registro, o estado de São Paulo passa a contar com 16 indicações geográficas reconhecidas, das quais 11 estão relacionadas a produtos do agronegócio.

Com o registro da cachaça de alambique do Circuito das Águas Paulista, a região amplia a lista de produtos reconhecidos por Indicação Geográfica no estado e reforça a presença de bens agroindustriais paulistas entre os ativos protegidos pelo sistema de propriedade industrial.

Fonte: gov.br

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Fazenda autoriza equalização de juros para financiamentos do Plano Safra 2026/27


Imagem mostra campo ao fundo e mão segurando saco de dinheiro; crédito rural
Foto: Magnific

O Ministério da Fazenda autorizou o pagamento de equalização de taxas de juros em financiamentos rurais do Plano Safra 2026/27 e em operações de capital de giro para cooperativas agropecuárias. A portaria foi publicada nesta quinta-feira (23) no Diário Oficial da União (DOU) e detalha a distribuição dos recursos entre os agentes financeiros autorizados a operar as linhas com subvenção do Tesouro.

Na prática, a medida libera a contratação de operações com recursos equalizados, nas quais o Tesouro subsidia parte dos juros cobrados nos financiamentos rurais. A equalização corresponde ao valor pago aos agentes financeiros para permitir taxas menores aos tomadores do crédito.

Segundo a portaria, o Plano Safra 2026/27 terá R$ 141,921 bilhões em recursos equalizados para a agricultura familiar e empresarial. Desse total, R$ 97,561 bilhões serão destinados à agricultura empresarial, com juros de 8% ao ano a 12,5% ao ano. Outros R$ 44,360 bilhões irão para a agricultura familiar, com taxas de 0,5% ao ano a 7,5% ao ano.

Também foram destinados R$ 544,360 milhões para financiamentos de capital de giro de cooperativas agropecuárias ligadas à agricultura familiar. Ao todo, a Fazenda distribuiu R$ 142,466 bilhões em recursos equalizados.

A safra 2026/27 contará com 26 instituições financeiras autorizadas a operar esses recursos, uma a mais que na temporada passada. Entre as estreantes na distribuição de recursos equalizáveis estão Banco ABC Brasil, Banco BMG, Banco BV, Lar Credi Cooperativa de Crédito e Santander.

A portaria estabelece critérios, limites e normas operacionais para financiamentos concedidos entre 1º de julho de 2026 e 30 de junho de 2027, no âmbito do Plano Safra 2026/27. No caso do capital de giro para cooperativas agropecuárias, as contratações poderão ser feitas até 30 de dezembro de 2026, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro).

O texto também divide a fatia equalizada por agente financeiro entre o primeiro semestre da safra, de julho a 31 de dezembro de 2026, e o período de 1º de janeiro a 30 de junho de 2027. As instituições deverão observar os limites e condições definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A portaria ainda autoriza a Secretaria Nacional do Tesouro a remanejar limites equalizáveis entre categorias de financiamento e fontes de recursos, além de reduzir limites ou suspender novas contratações em determinadas condições. O pagamento da equalização será feito mensalmente pelo Tesouro aos agentes financeiros e será calculado sobre a média dos saldos diários do saldo devedor vincendo dos financiamentos rurais concedidos no Plano Safra 2026/27.

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MPF pede suspensão do aumento de etanol anidro para 32% na gasolina


CNPE vai deliberar sobre aumento do etanol na gasolina na terça-feira (14)

O Ministério Público Federal (MPF) pediu na Justiça a suspensão cautelar do aumento obrigatório da mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. A medida, aprovada neste mês pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), tem validade a partir de 1º de agosto. Na ação, o MPF argumenta que os estudos técnicos ainda não dariam segurança para a adoção permanente do novo padrão.

Segundo o MPF, a União utilizou pesquisas realizadas para a mistura anterior de 30% como base para validar o novo porcentual, apoiando-se na margem de tolerância de 2% adotada nos ensaios. Para o órgão, esses estudos não foram destinados especificamente à validação permanente da mistura E32 como padrão obrigatório nacional.

Além da revogação da medida, o MPF pede que a Justiça determine a realização de uma perícia independente e obrigue a União a adotar protocolo rígido para futuras alterações na composição dos combustíveis. Entre os pontos defendidos estão testes de longa duração e divulgação transparente dos dados científicos. O órgão também pede indenização de R$ 500 milhões por danos morais coletivos.

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A elevação do teor de etanol anidro para 32% terá vigência de 180 dias, com possibilidade de prorrogação, uma única vez, por igual período. De acordo com parecer técnico do Ministério de Minas e Energia (MME), os resultados dos ensaios confirmam a adequação técnica da mudança, com base em evidência empírica produzida em ambiente controlado e com metodologia reconhecida.

As projeções para a safra 2026/27 indicam produção nacional de etanol suficiente para atender à demanda adicional decorrente da medida, sem comprometimento do abastecimento. A elevação da mistura implica demanda extra estimada em cerca de 600 milhões de litros no período de vigência, o equivalente a um incremento de aproximadamente 4% sobre a demanda atual para fins de mistura.

Segundo as análises citadas, a maior participação do etanol anidro na gasolina C tende a reduzir o custo médio do combustível ao consumidor. Na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a mistura de 32% deve reduzir em R$ 0,03 o preço da gasolina na bomba, com base nos dados disponíveis atualmente. O MME também estima redução de aproximadamente 552 mil toneladas de CO2 equivalente no período considerado.

A ação judicial coloca em disputa a adoção da mistura E32, prevista para começar em 1º de agosto, enquanto o governo sustenta a viabilidade técnica, a oferta de etanol para atender à demanda adicional e os efeitos sobre preço e emissões.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Tarifa adicional dos EUA impacta exportações brasileiras e governo reage


Entrou em vigor nesta quarta-feira a tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos exportados pelo Brasil. O governo federal deu continuidade a uma série de reuniões com representantes dos setores afetados pelo novo tarifácio, com foco principal no setor automotivo e nas medidas de proteção à indústria brasileira.

Medidas do governo brasileiro

Como forma de conter os impactos, o presidente Lula sancionou um projeto de lei que moderniza o sistema de crédito à exportação e destina recursos para as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano. O socorro financeiro, que pode chegar a até 15 bilhões de reais, tem como foco micro, pequenas e médias empresas exportadoras.

Reuniões com setores produtivos

O vice-presidente Geraldo Alckmin se reuniu no Palácio do Planalto com representantes da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, que destacaram que as tarifas americanas prejudicam a movimentação de cargas. A expectativa é que o governo não elimine a negociação diplomática com os Estados Unidos para evitar o agravamento da crise.

Impactos no setor de madeira

A cadeia produtiva da madeira também sentiu os impactos do tarifaço, com Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul concentrando aproximadamente 90% da produção exportada para os Estados Unidos. O setor solicita uma movimentação mais robusta do governo para tentar harmonizar as taxas e evitar uma guerra tarifária.

Expectativas e desafios

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, se reuniu com representantes da indústria de madeira, que já vinha sofrendo com a taxação desde o ano passado. A possibilidade de reatar o diálogo diplomático é vista como essencial para reverter o quadro atual e minimizar os efeitos da tarifa sobre o setor produtivo.

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Meteorologista alerta para trégua temporária no RS e temporais em SP e MS


O meteorologista Arthur Miller, do Canal Rural, informou que o Rio Grande do Sul deve experimentar uma trégua temporária nas chuvas a partir de amanhã, mas os alertas permanecem devido ao aumento dos níveis dos rios. A previsão é de que a chuva retorne no final de semana, com volumes que podem ultrapassar 300 mm em algumas regiões.

Condições no Rio Grande do Sul

Apesar da trégua, a umidade do solo no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sul do Paraná está em 100%, o que significa que qualquer nova precipitação pode causar transtornos. A situação é preocupante, pois os rios já estão elevados e a previsão é de novos episódios de transbordamento.

Avanço de temporais para SP e MS

A frente estacionária que se aproxima do Sudeste e Centro-Oeste traz a possibilidade de temporais em São Paulo e Mato Grosso do Sul. Os riscos incluem:

  • Queda de granizo
  • Rajadas de vento superiores a 100 km/h
  • Acumulados de chuva entre 50 e 70 mm

Essas chuvas são esperadas para a capital paulista e áreas adjacentes, podendo impactar o abastecimento de energia e o trânsito.

Previsões futuras

A partir de sábado, uma nova frente fria deve se formar, trazendo mais chuvas e riscos de granizo para o Rio Grande do Sul e outras regiões. A expectativa é de que os volumes de chuva continuem elevados, o que pode agravar a situação já crítica em algumas áreas.

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AgroNewsPolítica & Agro

Entidade defende fiscalização mais rigorosa das importações de defensivos genéricos chineses


A indústria brasileira de defensivos agrícolas está pressionando o governo federal a reforçar a fiscalização sobre os pesticidas genéricos importados, especialmente as cargas provenientes da China, diante das crescentes preocupações com a autenticidade dos produtos, formulações ilegais e concorrência desleal no mercado.

O apelo parte da CropLife Brasil, que representa 52 empresas multinacionais atuantes nos setores de defensivos agrícolas e sementes no país. Segundo a associação, embora os produtos genéricos tenham se tornado cada vez mais importantes para reduzir os custos de produção dos agricultores, as autoridades precisam fortalecer a fiscalização para impedir a entrada de produtos ilegais no mercado.

Dados recentes da CropLife Brasil mostram que o Brasil importou aproximadamente US$ 4,8 bilhões em produtos para proteção de cultivos entre janeiro e maio de 2026. Desse total, cerca de US$ 2,9 bilhões corresponderam a pesticidas formulados e ingredientes ativos técnicos utilizados na fabricação local.

As formulações genéricas, especialmente herbicidas como o glifosato, representaram uma parcela significativa das importações. A China permaneceu como principal fornecedora, respondendo por 72% do valor, ou US$ 338 milhões, dos herbicidas formulados importados e por mais de 90% do volume total importado no período.

Essa tendência permitiu que empresas que adquirem ingredientes ativos e formulações genéricas da China, incluindo produtos formulados no Brasil ou em países vizinhos, como o Paraguai, ampliassem sua participação no maior mercado de defensivos agrícolas da América Latina.

No entanto, Ana Repezza, que assumiu a presidência da CropLife Brasil há dois meses, afirmou que a principal preocupação da indústria não é a expansão dos produtos genéricos em si, mas o aumento da incidência de importações ilegais.

Embora o volume total importado tenha diminuído cerca de 6% em comparação com o ano passado, a participação dos produtos genéricos continuou aumentando, impulsionada principalmente pela busca dos produtores rurais por soluções de proteção de cultivos de menor custo.

Segundo Repezza, as autoridades identificaram casos envolvendo documentação falsificada, formulações adulteradas e até produtos falsificados que continham substâncias diferentes das declaradas ou, em algumas situações, produtos que sequer eram defensivos agrícolas.

A CropLife Brasil iniciou discussões com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Mapa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, e a Receita Federal para desenvolver uma estratégia coordenada de fiscalização nos principais pontos de entrada do país.

De acordo com Repezza, a iniciativa teria como foco inicial os portos que recebem os maiores volumes de defensivos agrícolas importados, incluindo Santos, Rio Grande e Itajaí. Casos envolvendo suspeita de atividade criminosa também poderiam exigir a cooperação da Polícia Federal.

A associação espera que a estrutura de fiscalização seja elaborada ao longo de 2026, com a implementação provavelmente começando no próximo ano.

A questão também foi abordada durante uma recente missão comercial do governo brasileiro à China, organizada conjuntamente pelo Mapa e pela CropLife Brasil.

Durante reuniões com autoridades do governo chinês e fabricantes de pesticidas, os representantes brasileiros discutiram práticas de controle de qualidade e informaram aos seus interlocutores que o Brasil pretende reforçar a fiscalização nas fronteiras. A visita também resultou na criação de um grupo de trabalho bilateral dedicado ao combate aos pesticidas ilegais e produtos falsificados, no âmbito da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação, a Cosban.

Em vez de apresentar a questão como uma disputa comercial, Repezza descreveu a iniciativa como um esforço de cooperação entre os dois países para aprimorar o cumprimento das normas regulatórias e combater práticas ilegais.

Apesar da crescente pressão competitiva provocada pelas importações de produtos genéricos, a CropLife Brasil sustenta que as perspectivas de investimento de longo prazo da indústria dependem principalmente da segurança regulatória, e não da concorrência de mercado.

Repezza apontou a implementação da Lei dos Agrotóxicos, Lei nº 14.785, como a principal prioridade do setor, argumentando que regras claras e previsíveis poderiam acelerar o registro de produtos e, ao mesmo tempo, estimular a continuidade dos investimentos em pesquisa e inovação.

 





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