terça-feira, junho 16, 2026

Autor: Redação

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Abertura da safra estadual de citros será realizada nesta sexta-feira em Montenegro


Abertura da safra estadual de citros será realizada nesta sexta-feira em Montenegro

A 26ª abertura oficial da safra estadual de citros será realizada nesta sexta-feira (29), às 14h, na localidade de Fortaleza, no interior de Montenegro, na propriedade da família Kehl. A programação prevê a presença de agricultores, técnicos e lideranças do setor para marcar o início da colheita. Segundo a divulgação oficial, a expectativa é repetir os resultados observados em 2025, embora não tenham sido informados números de produção, área ou produtividade.

A cerimônia é um marco simbólico do começo da colheita de citros e reúne agentes da cadeia produtiva em um momento de articulação entre produtores, assistência técnica e poder público. De acordo com o material de divulgação, o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, participará das atividades ao lado de outras autoridades e lideranças estaduais.

A citricultura tem peso relevante na fruticultura e depende de fatores como clima, manejo, sanidade e organização comercial para o desempenho da safra. Nesse contexto, eventos de abertura costumam funcionar como espaço para apresentação do cenário inicial de colheita e para alinhamento entre os segmentos envolvidos na produção.

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No entanto, o aviso de pauta divulgado até o momento não detalha indicadores técnicos da safra de 2026, como volume estimado, área colhida, qualidade da fruta, distribuição regional da produção ou projeções de mercado. Também não foram informadas medidas específicas voltadas a crédito, comercialização, logística ou sanidade vegetal.

Com isso, o principal dado disponível neste momento é a realização da solenidade e a mobilização institucional em torno do início da colheita. Informações mais completas sobre desempenho produtivo e condições da safra dependem de divulgação adicional por parte dos organizadores ou de órgãos do setor.

Até a realização do evento, não há base técnica suficiente para projetar impactos sobre oferta, preços ou comercialização dos citros. A atualização desses dados será necessária para uma avaliação mais precisa da safra estadual.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Petrobras anuncia R$ 2,8 bilhões para gás de Urucu e novas barcaças no Amazonas


Petrobras anuncia R$ 2,8 bilhões para gás de Urucu e novas barcaças no Amazonas

A Petrobras e a Transpetro anunciaram, nesta quarta-feira (27), investimentos superiores a R$ 2,8 bilhões no Amazonas até 2030. Desse total, cerca de R$ 2,5 bilhões serão destinados à ampliação da produção de gás natural em Urucu, em Coari (AM), e R$ 303,5 milhões à construção de 18 barcaças no Estaleiro Bertolini, em Manaus. Segundo as empresas, o pacote envolve produção de energia e redução de custos logísticos no abastecimento de navios nos portos do país.

No Polo Urucu, a Petrobras informou que retomará investimentos após 10 anos sem novos poços. O plano prevê perfurações e o lançamento de aproximadamente 40 quilômetros de linhas para conectar novas áreas produtoras. A companhia estima incremento médio de 4.400 barris de óleo equivalente por dia sobre uma produção atual de 105 mil barris de óleo equivalente por dia.

De acordo com a Petrobras, o gás natural de Urucu atende 65% da energia elétrica consumida em Manaus e em outros cinco municípios. O polo também produz, em média, 80 mil botijões de gás liquefeito de petróleo por dia, com abastecimento para os estados da Região Norte e parte do Nordeste. A empresa informou ainda que, a partir de 2028, a parceria com a Amazônica Energy deverá ampliar a segurança energética no Norte em pelo menos 100 mil metros cúbicos por dia.

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Na frente logística, a Transpetro contratou 18 barcaças para transporte de bunker, combustível marítimo usado no abastecimento de navios. O investimento faz parte do Programa Mar Aberto, que prevê 96 embarcações até 2030, com R$ 34,8 bilhões. Hoje, segundo a Petrobras, o sistema desembolsa cerca de R$ 300 milhões por ano com contratos terceirizados para essa operação.

As barcaças terão capacidade entre 2 mil e 3 mil toneladas de porte bruto e operarão com apoio de 18 empurradores, já contratados por R$ 325,3 milhões. As unidades atenderão portos como Rio de Janeiro, Santos, Belém, Paranaguá e Rio Grande. No Amazonas, a construção das barcaças deve gerar cerca de 3,3 mil empregos diretos e indiretos.

Os investimentos reforçam a integração entre produção de gás natural e logística de combustíveis no Norte e nos principais portos do país. Para cadeias produtivas dependentes de energia e transporte, o efeito prático dependerá da execução dos projetos, dos prazos de entrada em operação e da capacidade de conversão dessa estrutura em menor custo logístico e maior regularidade de abastecimento.

Fonte: agencia.petrobras.com.br

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Controle de espécies invasoras entra em debate na Câmara nesta quinta-feira


Controle de espécies invasoras entra em debate na Câmara nesta quinta-feira

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados promove, nesta quinta-feira (28), uma audiência pública sobre o controle e o manejo de espécies invasoras no país. O debate foi solicitado pelo deputado Dr. Luiz Ovando (PP-MS) e está marcado para 9h30, no plenário 7. Segundo o parlamentar, a discussão terá foco na fauna exótica invasora, especialmente o javali, diante dos efeitos sobre a biodiversidade, a produção agropecuária e a saúde pública.

A audiência ocorre no contexto da tramitação do Projeto de Lei 3895/25 e de propostas apensadas, os PLs 4253/25 e 517/26. As medidas tratam da criação de instrumentos de apoio a ações de erradicação, manejo e controle dessas espécies em todo o território nacional, incluindo a criação de um Fundo Nacional de Incentivo ao Controle de Fauna Exótica Invasora.

De acordo com o relator da proposta na comissão, espécies introduzidas como o javali provocam danos ambientais e também perdas econômicas no campo. Segundo informações apresentadas pelo deputado, o animal já está presente em 15 unidades da federação e causa prejuízos estimados em R$ 500 milhões por ano apenas no setor agrícola. Entre as culturas citadas estão milho, soja, sorgo e trigo.

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Além do efeito direto sobre as lavouras, o debate inclui riscos sanitários. Conforme o material de divulgação da audiência, o consumo de carne sem inspeção e o contato de populações rurais com esses animais ampliam a preocupação com transmissão de doenças. Esse ponto aproxima a discussão de temas de sanidade animal, segurança dos alimentos e proteção da produção pecuária.

Para o setor agropecuário, a discussão legislativa pode avançar sobre financiamento, coordenação de políticas públicas e definição de instrumentos permanentes de controle. O conteúdo técnico das propostas, no entanto, dependerá do andamento da tramitação e das contribuições apresentadas na audiência. A lista de convidados foi mencionada pela Câmara, mas não foi detalhada no conteúdo fornecido.

O debate desta quinta-feira deve reunir argumentos sanitários, ambientais e produtivos para embasar a análise dos projetos. Sem a conclusão da audiência e sem parecer final da tramitação, ainda não há definição sobre prazos, fontes de recursos ou formato operacional das medidas em discussão.

Fonte: camara.leg.br

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São Martinho acelera moagem de cana diante de risco climático


São Martinho acelera moagem de cana diante de risco climático

A São Martinho informou nesta quarta-feira (27) que está acelerando a moagem da safra 2026/27 para reduzir riscos operacionais associados a um eventual El Niño mais intenso no segundo semestre. Segundo a companhia, cerca de 25% da safra já foi moída, em ritmo acima da expectativa inicial de processamento diário. A avaliação foi apresentada pelo diretor Financeiro da empresa, Felipe Vicchiato, em teleconferência de resultados.

De acordo com o executivo, a estratégia é encurtar a safra para diminuir a exposição a paralisações provocadas por excesso de chuva durante a colheita e a moagem. Segundo Vicchiato, a meta da companhia é “não deixar cana em pé”, o que indica prioridade para antecipar o processamento da matéria-prima ainda no início do ciclo.

Pelo planejamento atual, a safra da empresa deve terminar na segunda ou terceira semana de novembro. A companhia, porém, informou que ainda mantém margem operacional para estender a moagem até dezembro, caso as condições climáticas se deteriorem ao longo do semestre. O volume total previsto para a safra não foi informado no conteúdo disponível.

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Além do cenário doméstico, a empresa também relacionou o risco climático ao mercado internacional de açúcar. Segundo Vicchiato, a seca esperada no Hemisfério Norte pode comprometer a produção em países relevantes para a oferta global, como Índia e Tailândia. A avaliação da companhia é que os contratos futuros do açúcar ainda não incorporam esse risco climático de forma plena.

Na leitura da São Martinho, o mercado segue precificando um cenário de normalidade para o Brasil, como se a safra ocorresse sem interrupções relevantes de moagem. Para o setor sucroenergético, esse ponto é relevante porque alterações no ritmo de colheita, no aproveitamento da cana e na disponibilidade global do produto podem influenciar a formação de preços e as decisões comerciais ao longo da temporada.

Com o avanço antecipado da moagem, a companhia busca reduzir a dependência das condições climáticas do segundo semestre. A dimensão do efeito sobre a oferta e sobre os preços do açúcar dependerá da evolução do clima no Brasil e em outros produtores relevantes, mas o conteúdo disponível não traz projeções numéricas adicionais para produção ou cotação.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Juros futuros recuam após IPCA-15 acima do esperado e movimento externo


Juros futuros recuam e curva perde inclinação nesta segunda-feira

Os juros futuros operaram em queda nesta quarta-feira (27), após abrirem perto da estabilidade, em meio ao recuo dos rendimentos dos Treasuries e dos preços do petróleo no mercado internacional. No cenário doméstico, os agentes também repercutiram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que subiu 0,62% em maio, acima da mediana das estimativas, de 0,56%. Em 12 meses, o indicador ficou em 4,64%, também acima da projeção mediana de 4,59%.

No início da manhã, às 9h22, a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuava para 14,020%, ante 14,055% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2029 atingia 13,720%, abaixo dos 13,798% do fechamento de terça-feira (26). Já o DI para janeiro de 2031 caía para 13,820%, ante 13,907% no ajuste anterior.

O movimento indica que, naquele momento, prevaleceu a leitura do ambiente externo sobre a surpresa inflacionária doméstica. A queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos costuma aliviar a pressão sobre os juros locais, ao reduzir a atratividade relativa dos ativos em dólar. O recuo do petróleo também entra no radar por seu potencial de influência sobre expectativas de inflação e custos.

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Por outro lado, o IPCA-15 acima da mediana reforça a atenção do mercado para a trajetória de preços no curto prazo. Como a inflação é um dos principais parâmetros para a política monetária, a leitura do indicador tende a influenciar expectativas sobre a condução da taxa básica de juros.

Para o setor agropecuário, esse comportamento do mercado financeiro é relevante porque o custo do dinheiro afeta linhas de financiamento, capital de giro, investimento em máquinas, armazenagem e custeio da produção. A transmissão para o campo, no entanto, depende das condições efetivas de crédito, das taxas finais cobradas e das políticas públicas em vigor.

O mercado deve continuar ajustando as curvas de juros conforme a leitura dos próximos indicadores de inflação e do cenário internacional. Com as informações disponíveis, ainda não há base suficiente para afirmar mudança consolidada na trajetória das taxas, mas o comportamento dos contratos mostra sensibilidade simultânea ao ambiente externo e aos dados domésticos de preços.

Fonte: Estadão Conteúdo

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IPCA-15 sobe 0,62% em maio, com pressão de alimentos


IPC-Fipe sobe 0,40% na 3ª quadrissemana de maio em São Paulo

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) subiu 0,62% em maio, após alta de 0,89% em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (27). Com o resultado, a prévia da inflação acumula avanço de 3,02% no ano e de 4,64% em 12 meses. O dado mostra desaceleração mensal, mas indica aceleração no acumulado em 12 meses frente aos 4,37% registrados até abril.

A leitura de maio ficou acima do centro da meta de inflação e também superou a comparação anual do mês anterior. A mediana das estimativas apurada pelo Projeções Broadcast apontava alta de 0,56% no mês e de 4,59% em 12 meses, o que mostra que o resultado veio acima do esperado pelo mercado.

Entre os grupos pesquisados, alimentação e bebidas subiram 1,38% em maio, após avanço de 1,46% em abril. Segundo o IBGE, esse grupo respondeu por 0,30 ponto porcentual do IPCA-15 do mês, a maior contribuição individual para o índice.

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Dentro desse conjunto, a alimentação no domicílio avançou 1,73%, ante 1,77% em abril. Já a alimentação fora do domicílio teve alta de 0,51%, abaixo dos 0,70% observados no mês anterior. O comportamento desses preços é acompanhado de perto pelo setor agropecuário porque influencia o consumo interno de alimentos, a formação de margens na cadeia e a percepção sobre custos ao consumidor.

Na direção oposta, o grupo transportes caiu 0,33% em maio, depois de alta de 1,34% em abril, com contribuição negativa de 0,07 ponto porcentual. Os combustíveis recuaram 1,47% no período. A gasolina caiu 1,32%, após alta de 6,23% em abril, e o etanol recuou 2,73%, depois de avanço de 2,17%.

Para o agro, o resultado combina dois vetores relevantes: alimentos ainda pressionando a inflação ao consumidor e combustíveis em queda, movimento que pode aliviar parte dos custos logísticos e operacionais, a depender da duração desse comportamento nos próximos levantamentos.

Os dados de maio indicam que a desaceleração do índice cheio não eliminou a pressão dos alimentos no varejo. Sem detalhamento adicional sobre itens específicos nesta prévia, a extensão desse movimento para as cadeias agropecuárias dependerá da composição dos próximos relatórios do IBGE e da evolução dos preços de energia, frete e consumo das famílias.

Fonte: Estadão Conteúdo

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IPCA-15 sobe 0,62% em maio com pressão de alimentos e energia


IPCA-15 sobe 0,62% em maio com pressão de alimentos e energia

A prévia da inflação oficial do país subiu 0,62% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (27). A taxa ficou 0,27 ponto percentual abaixo da observada em abril, de 0,89%. No resultado do mês, os grupos Alimentação e Bebidas, com alta de 1,38%, e Habitação, com avanço de 1,03%, exerceram as maiores pressões sobre o índice.

No acumulado do ano, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registra alta de 3,02%. Em 12 meses, o indicador chegou a 4,64%, acima dos 4,37% dos 12 meses imediatamente anteriores.

Entre os itens com maior impacto individual no índice de maio, o IBGE destacou energia elétrica residencial, com alta de 2,16% e contribuição de 0,09 ponto percentual, além de carnes, que subiram 1,98% e responderam por 0,06 ponto percentual. O leite longa vida avançou 6,07% e teve impacto de 0,05 ponto percentual.

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Na alimentação no domicílio, a alta foi de 1,73% em maio, após 1,77% em abril. Os principais avanços ocorreram em batata-inglesa, com 26,29%, tomate, com 12,97%, leite longa vida, com 6,07%, e carnes, com 1,98%. Em sentido contrário, maçã recuou 2,32% e café moído caiu 2,09%.

Para o setor agropecuário, o comportamento desses preços ajuda a medir o repasse ao consumidor de produtos in natura e processados, além de sinalizar o ambiente de demanda no varejo alimentar. No caso das carnes e dos lácteos, o avanço reforça a atenção sobre custos, oferta e formação de preços ao longo da cadeia.

No grupo Transportes, que caiu 0,33%, os combustíveis passaram de alta de 6,06% em abril para recuo de 1,47% em maio. O etanol caiu 2,73%, o óleo diesel recuou 2,04% e a gasolina, 1,32%. A redução tem efeito sobre frete, logística e custo operacional no campo, embora o impacto dependa da duração do movimento nas próximas leituras.

Regionalmente, Goiânia registrou a maior variação, de 1,41%, enquanto Brasília teve a menor, de 0,33%. Segundo o IBGE, a coleta de preços do IPCA-15 de maio ocorreu entre 16 de abril e 15 de maio. A próxima divulgação do indicador está prevista para quarta-feira (25 de junho). Até lá, a leitura disponível indica desaceleração na inflação cheia do mês, mas com pressão ainda concentrada em alimentos e energia.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Câmara deve decidir nesta quarta-feira se fim da escala 6×1 avança


Deputados Leo Prates e Alencar Santana na Comissão Especial pelo fim da escala 6x1
Foto: Agência Câmara

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6×1 pode votar nesta quarta-feira (27) o parecer do relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

A votação havia sido adiada na última segunda-feira (25) após um pedido de vista coletivo apresentado pelos parlamentares.

O texto relatado por Prates propõe a redução gradual da jornada máxima de trabalho no Brasil para 40 horas semanais, sem redução salarial, além da garantia de dois dias de descanso por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

Pela proposta, a mudança ocorreria em duas etapas. Sessenta dias após a promulgação da emenda constitucional, a jornada máxima cairia para 42 horas semanais. Depois de 12 meses, o limite seria reduzido definitivamente para 40 horas por semana.

O parecer apresentado pelo relator unifica duas propostas que tramitam na Câmara. Uma delas é a PEC 221/2019, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa a redução da jornada para 36 horas semanais em um período de dez anos.

A outra é a PEC 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), que propõe a adoção da escala 4×3 , quatro dias de trabalho e três de descanso , com limite de 36 horas semanais após um ano.

Após a análise na comissão especial, a proposta ainda precisará ser votada pelo plenário da Câmara dos Deputados antes de seguir para o Senado Federal.

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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de milho mantém boa perspectiva



Clima favorece colheita do milho



Foto: Canva

De acordo com análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária nesta segunda-feira (25), a colheita do milho da safra 2025/26 começou em Mato Grosso e, até o dia 22 de maio, alcançou 0,57% da área estimada em 7,39 milhões de hectares. Apesar do percentual ainda reduzido, o ritmo está 0,26 ponto percentual acima do registrado no mesmo período da safra anterior, indicando uma leve antecipação dos trabalhos no estado.

O levantamento aponta que a região Médio-Norte lidera o avanço da colheita, com 1,18% da área já colhida. Segundo os informantes consultados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, a maior parte das lavouras apresenta bom desenvolvimento, principalmente nas áreas semeadas dentro da janela ideal de plantio, cenário que sustenta uma perspectiva positiva para a safra estadual.

Mesmo com o início das operações, a colheita ainda ocorre de forma pontual em Mato Grosso, já que grande parte das áreas segue aguardando o ponto ideal de maturação para intensificar os trabalhos no campo. O instituto destaca que o avanço mais consistente deve ocorrer nas próximas semanas, conforme as lavouras atinjam condições adequadas para a retirada dos grãos.

A expectativa do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária é de que a colheita ganhe ritmo a partir de junho. A previsão de baixos volumes de chuva nas próximas semanas deve favorecer o avanço das atividades nas diferentes regiões produtoras do estado.





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Estudo encontra microplástico em 93,6% dos peixes analisados no litoral do Paraná


Estudo encontra microplástico em 93,6% dos peixes analisados no litoral do Paraná

Um estudo do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), divulgado nesta quarta-feira (27), identificou microplásticos no trato digestivo de 44 dos 47 peixes analisados em feiras e mercados do litoral do Paraná. O equivalente a 93,6% da amostra foi observado principalmente em espécies demersais, que vivem em contato com o fundo do mar. A pesquisa também encontrou fragmentos em aves costeiras monitoradas na região.

Segundo a oceanógrafa Fernanda Possatto, pesquisadora ligada ao Rebimar e à Associação Mar Brasil, os microplásticos são partículas menores que 5 milímetros, geradas pela fragmentação de resíduos plásticos como embalagens, garrafas, pneus, tecidos e tintas. No caso dos peixes, o estudo avaliou o trato digestivo dos animais comercializados no litoral paranaense.

A pesquisadora afirmou que os resultados ainda não permitem concluir sobre risco à saúde alimentar humana. De acordo com ela, o material foi encontrado no estômago e no intestino, e não há, até o momento, indicação técnica apresentada pelo estudo sobre contaminação do músculo, que é a parte consumida.

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O levantamento também analisou material regurgitado de aves com contato com o ambiente marinho, como gaivotas e corujas-buraqueiras. Em 69% das amostras, foram identificados fragmentos de microplástico. Para os pesquisadores, a presença em diferentes espécies indica dispersão ampla desse material, inclusive em áreas preservadas e em zonas com maior atividade portuária, como o entorno de Paranaguá.

Na avaliação técnica do estudo, os dados ajudam a compreender a circulação de contaminantes na cadeia alimentar e podem subsidiar futuras referências para monitoramento ambiental. O trabalho cita ainda a necessidade de aprofundar investigações sobre a transferência de compostos tóxicos para os tecidos dos animais e sobre possíveis efeitos na fecundidade e na saúde das espécies.

Os autores do levantamento afirmam que ainda faltam parâmetros consolidados para definir limites de microplástico em água, organismos e alimentos. Por isso, a principal indicação técnica, neste momento, é ampliar o monitoramento e a produção de dados para orientar decisões ambientais, sanitárias e de manejo na cadeia do pescado.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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