Começou hoje, em São Gabriel da Palha, no noroeste do Espírito Santo, a Feira de Agronegócios Cooabriel 2026. O evento, considerado a maior feira agro do estado, promete atrair mais de 25 mil visitantes ao longo de três dias, com foco em inovações e oportunidades para o setor rural.
Expectativas e números da feira
Samuel Lopes, gerente corporativo da Cooabriel, destacou que a feira deste ano apresenta um crescimento significativo em relação ao ano anterior. Os números são impressionantes:
Mais de 25.000 visitantes esperados
Área de 25.000 m² para expositores
Mais de 150 estandes disponíveis
Expectativa de faturamento superior a R$ 1,2 bilhão, com crescimento de 20%
A feira também oferece condições especiais de crédito rural, permitindo que os produtores financiem suas atividades de forma responsável. O crédito é disponibilizado na modalidade BTER, que já é utilizada pelos produtores. Lopes ressaltou que o recente anúncio do plano safra traz um fôlego adicional para os caficultores, respeitando as individualidades de cada produtor.
Programação e atrações
A Feira de Agronegócios Cooabriel 2026 segue até sábado, com diversas atividades programadas, incluindo um show da dupla César Menotti e Fabiano no último dia do evento. A cobertura completa pode ser acompanhada nos telejornais do Canal Rural.
Começa hoje e vai até sábado, a Expert XP 2026, um dos maiores eventos de investimentos do mundo. Pela primeira vez, o agronegócio ganha um espaço especial para discussão, evidenciando a crescente aproximação entre o campo e o mercado financeiro.
A Arena Agro
No evento, a Arena Agro se destaca como um espaço onde marcas e parceiros do setor estão expondo suas inovações e tecnologias. A repórter Juana Kerb, ao vivo, destacou a importância desse espaço:
O agronegócio não estava presente em edições anteriores.
O evento começou em 2011 e está em sua 16ª edição.
O objetivo é mostrar que o agro é mais do que apenas produção, mas também inovação e tecnologia.
Importância da presença do agro
O diretor financeiro da América do Sul, Cristiano Simões, enfatizou a relevância de estar presente em um evento desse porte:
Mostrar tecnologia e inovação no setor.
Chamar a atenção de investidores para o potencial do agro.
Contribuir para que o agro represente uma fatia maior do PIB brasileiro.
Inovações e desafios
Simões também mencionou a introdução de novos produtos e tecnologias, apesar dos desafios enfrentados pelo setor:
O cenário atual é desafiador, com impactos de conflitos e fertilizantes.
A tecnologia e inovação são essenciais para a resiliência do setor.
O objetivo é aumentar as vendas e oferecer novas soluções aos clientes.
Programação do evento
O evento contará com painéis focados no agronegócio, reunindo especialistas e parceiros. A programação inclui:
Um dia inteiro dedicado ao agro.
Espaços para interação com o público.
Reportagens especiais sobre o evento no canal Rural.
A Expert XP 2026 promete ser um marco na integração entre o agronegócio e o mercado financeiro, destacando a importância do setor na economia brasileira.
O governo federal anunciou a liberação de mais de R$ 18 bilhões em linhas de financiamento para apoiar empresas brasileiras que atuam em setores fundamentais para a balança comercial. O montante faz parte da terceira fase do programa Brasil Soberano, com o objetivo de reduzir os impactos das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e de medidas protecionistas no comércio internacional.
Detalhes do financiamento
Os recursos poderão ser utilizados para:
Capital de giro
Aquisição de bens de capital
Investimentos
Inovação tecnológica
Abertura de novos mercados
Serão R$ 13 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões do BNDES, destinados às empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas.
Setores beneficiados
O programa atenderá não apenas a indústria, mas também setores como:
Agricultura
Pecuária
Aquicultura
Mineração
Cooperativas e associações
Essas medidas visam fortalecer cadeias produtivas estratégicas para o Brasil.
Declarações do governo
Durante a cerimônia de anúncio, o presidente Lula afirmou que não há crise que impeça o Brasil de continuar crescendo, destacando que o país deve terminar seu mandato com um crescimento de quase 3% nos três anos de governo. O vice-presidente Geraldo Alckmin também ressaltou que o Brasil Soberano 3 cria um seguro garantia para micro e pequenas empresas.
Próximos passos
O governo planeja realizar uma série de reuniões com representantes dos setores afetados pelas tarifas, buscando soluções e estratégias para mitigar os impactos no comércio internacional.
Cientistas identificaram pela primeira vez no Brasil a presença de bactérias causadoras de uma grave doença em peixes de criação destinados ao consumo humano: a columnariose. Até agora, as diferentes espécies do gênero Flavobacterium só haviam sido detectadas em criadouros da Ásia e dos Estados Unidos.
A doença impacta principalmente criações de tilápia (Oreochromis niloticus) também conhecida, comercialmente, como Saint Peter, que é uma espécie de origem africana; mas também criações de espécies nativas do Brasil, como tambaqui, pacu e pintado-da-amazônia.
Os resultados são um alerta para a necessidade de vigilância epidemiológica e desenvolvimento de vacinas. “A identificação inicial das bactérias desse gênero é feita por exame visual das colônias no microscópio”, conta Daniel de Abreu Reis Ferreira, primeiro autor do estudo.
Doença de pele
Até pouco tempo, as quatro espécies de Flavobacterium detectadas eram conhecidas como apenas uma, Flavobacterium columnare, daí o nome da doença. A columnariose causa lesões esbranquiçadas na pele e nas nadadeiras, além de necrose nas brânquias dos peixes.
“As bactérias se alimentam de células epiteliais e matam os peixes em poucos dias, especialmente as larvas e os alevinos”, explica Fabiana Pilarski, professora do Caunesp.
Pilarski é pesquisadora associada do Centro de Ciência para o Desenvolvimento Sanidade na Piscicultura, sediado no Instituto de Pesca.
Identificação
Entre as 11 cepas isoladas no estudo, seis eram da espécie Flavobacterium oreochromis, até então conhecida no Brasil por infectar apenas a tilápia, peixe mais produzido no país e no mundo. Agora, o patógeno foi detectado em amostras de peixes nativos criados para consumo: tambaqui (Colossoma macropomum), lambari (Astyanax lacustris) e pacu (Piaractus mesopotamicus).
Outro resultado foi a detecção inédita de Flavobacterium davisii em um pintado-da-amazônia (Pseudoplatystoma punctifer). “Esse caso mostra que a bactéria também pode infectar siluriformes, uma ordem de peixes distinta das que ela costuma colonizar, ampliando a possibilidade de hospedeiros para esse patógeno”, explica Ferreira.
Adaptação ao clima
As análises mostraram ainda que os patógenos até então encontrados apenas na Ásia e nos Estados Unidos estão adaptados ao clima do Brasil. Nos testes, F. davisii e F. inkyongense, outra bactéria identificada nas análises, alcançaram condições ideais para o crescimento a 28 °C, temperatura média das águas continentais brasileiras.
Outras duas espécies detectadas nas análises, F. oreochromis e F. indicum, demonstraram preferência por temperaturas mais altas, sendo que a segunda apresentou o pico de desenvolvimento a 35 °C, ou seja, pode ser favorecida pelo aquecimento das águas. Outro dado alarmante é que a 28 °C as bactérias apresentaram uma alta produção de biofilme.
“O biofilme é uma matriz protetora que permite que as bactérias se mantenham num estado de dormência quando as condições não são favoráveis, voltando a se multiplicar quando o ambiente se torna propício”, diz Pilarski.
“Daí a importância de protocolos robustos de higiene e desinfecção para prevenir a colonização dos equipamentos usados para o manejo dos peixes”, completa Ferreira.
Enquanto quase todas as espécies analisadas sofreram uma queda expressiva na formação de biofilmes a 35 °C, na F. davisii esse mecanismo de defesa permaneceu bastante ativo. Os pesquisadores observaram, porém, que sob essa temperatura a bactéria teve sua mobilidade prejudicada.
“Isso sugere uma adaptação, o que chamamos de um trade-off metabólico, em que ela perderia por um lado, se movimentando menos, mas ganharia por outro, produzindo biofilme e sobrevivendo”, explica Ferreira.
Vacinas e sal
A boa notícia é que estudos realizados por outros grupos de pesquisa mostram que bactérias do gênero Flavobacterium não suportam bem a salinidade. Com isso, adicionar sal à água poderia diminuir as chances de colonização do patógeno. No entanto, ainda são necessários novos estudos para determinar os níveis ideais de salinidade para proteger cada espécie de peixe.
Os pesquisadores agora realizam estudos genômicos com as bactérias encontradas a fim de encontrar possíveis alvos para vacinas. A ideia é desenvolver os chamados imunizantes autógenos, vacinas personalizadas para as cepas presentes em cada local de produção.
“Uma vez que a columnariose ataca sobretudo a pele, uma vacina na forma de banho com a bactéria atenuada seria ideal, beneficiando principalmente os peixes jovens. É uma fase em que o sistema imune está em formação e, por serem pequenos, os alevinos poderiam ser vacinados em grande quantidade simultaneamente”, avalia Pilarski.
No primeiro semestre de 2026, a Câmara dos Deputados aprovou propostas na área de agricultura voltadas ao fortalecimento da indústria brasileira de fertilizantes e à reformulação do seguro rural. As medidas constam dos projetos de lei 699/23 e 2951/24, ambos já analisados pelos deputados e encaminhados para nova avaliação do Senado após alterações nos textos.
O Projeto de Lei 699/23, originado no Senado, cria incentivos fiscais para a instalação, ampliação e modernização de fábricas de fertilizantes no Brasil. O texto foi relatado pelo deputado Junior Ferrari (PSD-PA).
Pela proposta, o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert) poderá destinar até R$ 10 bilhões em benefícios fiscais entre 2027 e 2031, com limite de R$ 2 bilhões por ano. Os valores não utilizados poderão ser transferidos para os anos seguintes até 2031. Caberá ao Poder Executivo definir quais ações poderão receber os subsídios.
O projeto também prevê isenção do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) para projetos aprovados no Profert entre 2027 e 2031. Nesse caso, a renúncia fiscal ficará limitada a R$ 200 milhões por ano, até R$ 1 bilhão no período. Se o investimento não for implantado, a empresa deverá devolver os créditos utilizados indevidamente e pagar multa de 20% sobre o valor liberado.
Outra medida aprovada torna obrigatória a mistura de fertilizantes nacionais sintéticos e minerais aos produtos comercializados no país. O percentual começará em 2% e subirá gradualmente até 10% em 2037. Em caso de interesse público ou impossibilidade de cumprimento da meta, o conselho responsável poderá reduzir esse percentual para menos de 2% até a recomposição das condições de viabilidade.
No seguro rural, o Projeto de Lei 2951/24 aprovou a adoção de juros menores e prioridade nas operações de crédito rural cobertas por seguro. O substitutivo relatado pelo deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR) prevê que o prêmio do seguro rural seja subsidiado por um fundo financiado com recursos públicos.
Esse fundo poderá ser composto por ações de empresas nas quais a União tenha participação minoritária, excesso de ações necessárias ao controle de empresas de economia mista, imóveis e outros direitos da União. O texto também proíbe o contingenciamento ou bloqueio de despesas relativas à subvenção do prêmio do seguro rural e permite ao fundo transferir riscos para resseguradoras ou comprar Letra de Risco de Seguros (LRS), conforme regulamentação da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
No balanço do primeiro semestre de 2026, o Plenário da Câmara aprovou 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
O arroz já ocupa posição relevante na alimentação de diferentes regiões africanas – Foto: Pixabay
O crescimento populacional da África desponta como um dos fatores capazes de influenciar o mercado mundial de arroz nas próximas décadas. Segundo Sergio Cardoso, analista da cadeia do arroz, o avanço demográfico do continente exige atenção de empresas e agentes que buscam compreender as transformações de longo prazo no setor.
Atualmente, a África reúne cerca de 1,5 bilhão de habitantes. Projeções das Nações Unidas apontam que esse total deverá superar 2,5 bilhões até 2050 e poderá se aproximar de 4 bilhões no fim do século. Nenhuma outra região deverá crescer no mesmo ritmo, o que amplia o peso do continente na demanda global por alimentos.
O arroz já ocupa posição relevante na alimentação de diferentes regiões africanas. Ao lado do trigo, permanece entre as fontes de energia mais acessíveis para milhões de pessoas, tornando o continente um mercado central nas análises sobre o futuro do cereal.
Esse aumento populacional, porém, não significa expansão automática das importações. Países africanos também ampliam investimentos em produção agrícola, tecnologia, irrigação e produtividade, com o objetivo de reduzir a dependência externa e fortalecer a segurança alimentar. O comportamento da demanda dependerá da combinação entre renda, infraestrutura, políticas públicas e desenvolvimento tecnológico.
Para Cardoso, acompanhar esse movimento é essencial para empresas que desejam permanecer relevantes nas próximas décadas. Mudanças estruturais costumam avançar de forma gradual e, quando se tornam evidentes, parte das oportunidades já pode ter sido perdida. Assim, o futuro do mercado mundial de arroz não será definido apenas pelas próximas safras, mas também pelo crescimento de um continente que deverá concentrar a maior população do planeta.
As exportações de produtos brasileiros ao México caíram 42,5% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período da média dos três anos anteriores, segundo cálculo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O recuo equivale a US$ 91,5 milhões e foi atribuído ao Programa de Protección para las Industrias Estratégicas, adotado pelo governo mexicano em janeiro deste ano.
Segundo a CNI, o impacto seria apresentado ao governo brasileiro na tarde desta quinta-feira (23), durante reunião virtual da seção brasileira do Conselho Empresarial Brasil-México (Cebramex).
A medida mexicana elevou o imposto de importação de 1.463 códigos tarifários, com alíquotas que, em alguns casos, superam 50%. Com isso, o Brasil passou a ser o quinto país mais exposto à decisão entre as economias que não têm acordo de livre comércio com o México. A entidade estima que cerca de US$ 665 milhões em exportações brasileiras podem ser diretamente afetados.
Do total da queda nas exportações, 78,1% correspondem a bens intermediários, segmento ligado ao fornecimento de insumos industriais. Entre janeiro e junho de 2026, dos 171 produtos brasileiros atingidos pela tarifa que foram exportados ao México, 113 registraram piora nas vendas.
A retração se concentrou em veículos automotores (-51,8%), produtos de borracha e material plástico (-9,1%), metalurgia (-8%), couros e calçados (-7,4%), químicos (-5,9%), celulose e papel (-5,8%) e máquinas e equipamentos (-5,6%). No primeiro quadrimestre, tubos de ferro ou aço usados em oleodutos e gasodutos tiveram queda de 100% nas exportações brasileiras para o mercado mexicano.
A análise da CNI também identificou 474 oportunidades comerciais para a indústria de transformação brasileira no México. Entre os 17 setores com maior potencial estão químicos (18,8%), máquinas e equipamentos (17,3%), alimentos (9,9%), produtos de metal (6,1%), produtos de borracha e de material plástico (6,1%) e veículos automotores (5,3%).
De acordo com a CNI, 456 dessas oportunidades, o equivalente a 90,3%, estão sujeitas a tarifas de importação. A entidade defende a isenção dos produtos brasileiros das novas alíquotas e o avanço das negociações de um acordo de livre comércio entre Brasil e México.
O contrato mais líquido do ouro fechou em queda de mais de 2% nesta quinta-feira (23), pressionado pelo avanço do petróleo e pela alta dos rendimentos dos Treasuries. O movimento ocorreu em meio aos desdobramentos da escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou as preocupações com inflação e ampliou as expectativas de aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed).
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou o dia em baixa de 2,45%, cotado a US$ 4.050,2 por onça-troy. A prata para setembro também recuou, com perda de 2,92%, a US$ 58,054 por onça-troy.
Segundo o mercado, a interrupção de fluxos marítimos na região do Oriente Médio impulsionou os preços do petróleo, o que elevou as pressões inflacionárias. Como consequência, cresceram as apostas de um aperto monetário maior pelo Fed nos próximos meses. Nesse cenário, os rendimentos dos Treasuries avançaram e ampliaram a pressão sobre o ouro, ativo que não oferece retorno em juros.
O Brent voltou a tocar US$ 100 por barril nesta quinta-feira (23), em um ambiente de deterioração do sentimento de risco com a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de aperto monetário pelo Fed até setembro superou 80%. Para a reunião da próxima semana, a principal aposta segue sendo de manutenção dos juros, com 62,1% de chance estimada.
Apesar da queda do dia, o UBS manteve visão otimista para o ouro no médio e longo prazo. O banco citou como sinal a alta acumulada do metal desde o início da semana e a valorização de cerca de 20% em três dias das ações de mineradoras de ouro em Hong Kong e na China.
O UBS afirmou que espera recuperação dos preços do ouro até o fim do ano e projetou o metal a US$ 4.675 no fim de 2026 e a US$ 4.800 no fim de 2027. Para o banco, os próximos pontos de atenção seguem concentrados na condução da política monetária do Fed e nos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
A norte-americana Midwest Poultry Services iniciou o recolhimento voluntário de 1,59 milhão de dúzias de ovos comerciais produzidos no Texas, nos Estados Unidos, por risco de contaminação por Salmonella enteritidis. O alerta sanitário e os detalhes da operação foram publicados na quinta-feira (22) pela Food and Drug Administration (FDA), agência de controle de alimentos e medicamentos do país.
O recall envolve ovos brancos e vermelhos de aves do sistema livre de gaiolas. Segundo as informações divulgadas, os lotes recolhidos foram produzidos e distribuídos entre 6 de junho e 3 de julho de 2026.
Os produtos têm prazos de validade ou datas de vencimento entre 20 de julho e 17 de agosto. A distribuição alcançou estabelecimentos de serviços de alimentação e redes de varejo nos Estados do Texas, Oklahoma, Louisiana, Arkansas, Novo México e Mississippi. Entre os pontos de venda citados estão redes de supermercados como Kroger e Brookshire.
A Midwest Poultry Services informou que, até o momento, não há confirmação de casos de doença ou infecção associados ao consumo dos ovos envolvidos na operação. A empresa identificou o problema em duas unidades no Texas durante rotinas de monitoramento ambiental e análises.
Como medida preventiva, a companhia suspendeu a distribuição de ovos frescos originados dessas duas propriedades rurais. Também orientou os consumidores a interromperem o consumo dos itens distribuídos e a buscarem reembolso integral no ponto de venda.
A operação foi iniciada após a identificação de risco sanitário em duas unidades de produção no Texas e abrange ovos distribuídos ao varejo e ao setor de alimentação em seis Estados norte-americanos.
Os exportadores dos Estados Unidos venderam 332,7 mil toneladas de milho da safra 2025/26 na semana encerrada em quinta-feira (16), informou nesta quinta-feira (23) o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume subiu 6% em relação à semana anterior, mas ficou 44% abaixo da média das últimas quatro semanas.
No período, a soma das vendas das safras 2025/26 e 2026/27 alcançou 1,034 milhão de toneladas. Desse total, 701,5 mil toneladas foram registradas para a safra 2026/27, com destino a compradores de destinos desconhecidos, Colômbia, Japão, México e Espanha.
O resultado combinado das duas safras ficou dentro das estimativas de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que variavam de 500 mil a 1,6 milhão de toneladas.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
Entre os principais compradores da safra 2025/26, o México liderou com 203,3 mil toneladas. Na sequência apareceram Taiwan, com 152 mil toneladas, Japão, com 85,7 mil toneladas, Venezuela, com 70,3 mil toneladas, e Tailândia, com 68 mil toneladas.
O volume total de vendas da safra 2025/26 foi parcialmente compensado por cancelamentos para destinos desconhecidos, que somaram 401,3 mil toneladas. Também houve cancelamentos para Panamá, com 2,3 mil toneladas, El Salvador, com 900 toneladas, Irlanda, com 600 toneladas, e Jamaica, com 100 toneladas.
Já os embarques de milho na semana somaram 1,79 milhão de toneladas. O volume representa alta de 13% na comparação com a semana anterior e avanço de 6% frente à média das últimas quatro semanas.
Os principais destinos dos embarques na semana foram México, com 549,6 mil toneladas, Japão, com 452,8 mil toneladas, Coreia do Sul, com 209,5 mil toneladas, Espanha, com 127,8 mil toneladas, e Venezuela, com 122,8 mil toneladas.
Os dados do USDA mostram avanço semanal nas vendas da safra 2025/26 e nos embarques de milho dos Estados Unidos, com destaque para a participação do México e do Japão entre os principais compradores e destinos da semana.