domingo, junho 7, 2026

Autor: Redação

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Safra 2026/27: tempo de superação


Foto: Canal Rural Reprodução

Atenção para a inteligência emocional nesta safra 2026/27: “o que eu penso da safra 26/27 não muda a safra 26/27, mas como eu penso a safra 26/27 muda a minha vida nela”.

O cenário da incerteza, dos desequilíbrios dos fatores incontroláveis, das agitações de tarifaços, investigações, guerras de redes sociais, e ano de eleição, coloca a atividade rural e a saúde mental de produtoras e produtores num severo teste que vai exigir o máximo do talento e competências de superação, quer dizer, dar a volta por cima num estado caótico de crises que se somam.

Além dos riscos de “El Niño”, dos custos elevados, de juros altos, de não termos resolvido assuntos que há décadas debatemos como: logística, armazenagem, seguro rural, plano nacional de fertilizantes, irrigação, ausência de um planejamento estratégico de estado para a integração e segurança do sistema de agronegócio reunindo o antes, dentro e pós-porteira das fazendas, temos ainda um agro concorrente poderoso, maquiavélico, ardiloso e ganancioso: USA de Trump, que ataca o mundo mas de olho total no seu mega competidor China que atinge um PIB de mais de US$ 20 trilhões, ameaçando a supremacia norte-americana com um PIB hoje na casa de US$ 32 trilhões.

E por acaso esse alvo de Trump é também o nosso principal cliente. Portanto, precisamos calma, pensamento equilibrado, inteligência emocional e fazer desta safra crítica um aprendizado que nos faça valer a pena o que iremos enfrentar.

Conversando com amigos produtores ouço deles que estarão analisando com muito cuidado os fatores dentro de suas porteiras e ouvi a expressão: “vamos fazer uma safra baratinha”. Significa com o menor desembolso possível. De outros ouço que não terão uma decisão única na sua estratégia de safra, isso irá depender de cada área da sua propriedade conforme tenha melhor palhada, áreas de maior preservação, com práticas regenerativas e previsões climáticas.

Observo também que nas crises há o estímulo para inovações essenciais, como por exemplo a economia circular transformando dejetos e desperdícios em biogás, biometano, bioeletricidade e biofertilizantes. A hora e a vez dos biocombustíveis, do ILPF, de outras possibilidades para recursos financeiros de modelos como Fiagro para setores como os hortifrutigranjeiros e outros.

Estive na Coocacer esta semana na celebração da safra do café, o clima está bem mais ameno do que nas áreas de grãos e cana, por exemplo, com preços bons na saca de café, mas já vem uma carga de tarifaços novos dos Estados Unidos de 25% mais 12,5% no solúvel colocando o CECAFÉ em estado total de alerta, além dos mesmos dramas nos custos. Idem na pecuária onde os preços sustentam, no corte, mas seguimos complicados demais no leite.

Este ano para quem seguiu os velhos e bons conselhos irá se sair bem melhor.

A prudência e a sabedoria, como eu mesmo tive a sorte de ouvir aos meus 24 anos quando no meu primeiro emprego no agro, na Jacto em Pompeia (SP), nos idos de 1977 ouvi do senhor Shunji Nishimura, seu fundador, esta pérola sagrada:

“Quando tudo vai bem se prepare para ir mal, se você estiver preparado vai se sair bem mesmo na baixa dos negócios, para isso quando vai bem investe em inovação e faz segurança financeira de caixa”.

Assim como o brilhante economista chefe da Farsul Antônio da Luz afirma:

“Agricultor não quebra na baixa, quebra na alta”.

Esta grave crise estrutural, e impulsionada fortemente por algo absolutamente impensável, o presidente do maior país do mundo, Estados Unidos, disputando uma brutal guerra de percepções planetária provoca por um lado medo, polarizações e tira o foco do que de fato pode e precisa ser organizado para superar a fase e criarmos aprendizados que nos levem a mitigar no futuro novas situações como esta. E nos coloca sob investigações do USTR em áreas delicadas como etanol e desmatamento.

Daniel Goleman, criador da inteligência emocional, revela que 11% dos seres humanos vão na frente com competência, 19% podem seguir os 11%. O problema sério está em 50% indiferente esperando que milagres aconteçam e outros 20% terroristas atacando tudo e todos e apontando culpados: os outros.

Precisamos nesta hora de uma convergência das lideranças empresariais brasileiras, todas as nossas confederações empresariais reunidas para um plano emergencial de suporte aos produtores rurais, e ações de negócios e joint venture internacionais nas áreas comerciais, industriais e de serviços no contexto do complexo do agribusiness brasileiro. Hora das inovações em tudo, desde o A do abacate ao Z do zebu.

E precisamos de um novo discurso geopolítico estratégico para não entrarmos no liquidificador da guerra das grandes potências. Por um lado, foco no ótimo acordo UE/Mercosul, vendas e acordos com todos os países do mundo, e por outro levantarmos a proposta:

“Brasil e nações do cinturão tropical do planeta reunidos para o desenvolvimento e sustentabilidade com dignidade da vida para todos”.

Criação de um cinturão tropical planetário de cidadania e crescimento com impactos mundiais.

Não se trata de Norte x Sul, Brics, e sim dos povos que vivem entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, exatamente onde está o único país do mundo que fez a maior de todas as revoluções nos últimos 50 anos, o Brasil, criamos o agrotropical sustentável, alimentar, energético, fibras, tecnológico, empreendedor e cooperativista e estamos dentro das 10 maiores economias do mundo.

Está na hora de darmos total valor a esta obra brasileira, e a prepararmos para os próximos saltos mundiais, pois relembrando Alysson Paolinelli o herói agro tropical do mundo ele afirmou:

“O que trouxe a humanidade até aqui foi a agricultura de clima temperado, daqui para frente será a tropical”.

Precisamos do mundo e o mundo precisa de nós.

Inteligência emocional, foco no prioritário e estratégico, liderança, comunicação brasileira com o mundo da Marca Brasil percebida como natureza, povo afetivo, turismo e agronegócio; e muitas vacinas antidistrações mediáticas e fanfarronices populistas. Nós vamos superar a safra 26/27.

Link para o livro Agroconsciente: www.agricitizenship.com

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Exportações de algodão do Brasil atingem recorde em maio


China aumenta importação do algodão brasileiro em 66%, pluma, Abrapa
Algodão produzido no Oeste da Bahia | Foto: Jefferson Aleffe/Marca Comunicação

As exportações brasileiras de algodão somaram 291,2 mil toneladas em maio, com receita de US$ 449,6 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), analisados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). O resultado, divulgado nesta quinta-feira (5), foi o maior já registrado para meses de maio e elevou o acumulado da temporada julho de 2025 a maio de 2026 para 3,129 milhões de toneladas.

Em nota, o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Dawid Wajs, afirmou que o país já superou 3 milhões de toneladas no acumulado da temporada e registrou o maior segundo trimestre da série histórica, ainda sem considerar junho. Segundo ele, o desempenho reforça a presença do Brasil como fornecedor contínuo da fibra ao mercado internacional.

Na comparação com abril, quando os embarques alcançaram 370,4 mil toneladas e US$ 560,6 milhões, houve recuo mensal tanto em volume quanto em receita. A Anea atribuiu o movimento à sazonalidade típica dos embarques. Já em relação a maio do ano anterior, o avanço foi de 51,5% em volume e de 45,3% em receita.

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Entre os destinos da pluma brasileira em maio, Bangladesh liderou com 21,1% dos embarques, seguido por Paquistão, com 19%, Turquia, com 14,2%, e Vietnã, com 13,4%. Juntos, Bangladesh e Paquistão responderam por 40% das exportações do mês. A China, que chegou a concentrar cerca de um terço dos embarques na temporada, recuou para 9,6% em maio.

Também receberam algodão brasileiro Indonésia (8,5%), Índia (6,3%), Malásia (3,6%), Egito (2,1%), Coreia do Sul (0,8%), Tailândia (0,5%), Maurício (0,4%) e África do Sul (0,1%). A participação da Índia caiu de 11% em abril para 6,3% em maio, após o fim da isenção de impostos para importação de algodão no país, segundo a entidade.

Os dados indicam manutenção de demanda externa diversificada para a fibra brasileira, com mudança na composição dos destinos ao longo dos meses. O comportamento dos embarques em junho será determinante para dimensionar o fechamento da temporada 2025/2026 e a continuidade do ritmo exportador observado até agora.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Café fecha a segunda-feira em queda com avanço da colheita no Brasil


Pressão da entrada da safra derruba contratos do arábica e do robusta nas bolsas internacionais

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O mercado do café encerrou esta segunda-feira (1º) em queda nas bolsas internacionais, pressionado pelo avanço da colheita brasileira e pela expectativa de aumento da oferta nas próximas semanas. Com o clima mais favorável em boa parte das regiões produtoras, os trabalhos de campo ganharam ritmo e ampliaram a percepção de disponibilidade de café no curto prazo.

Na Bolsa de Nova Iorque, o café arábica fechou em baixa. O contrato julho/26 perdeu 500 pontos, encerrando o dia a 260,60 cents/lbp. O setembro/26 recuou 450 pontos, para 254,20 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 caiu 445 pontos, terminando a sessão em 246,75 cents/lbp.

Em Londres, o robusta também registrou perdas. O contrato julho/26 fechou a US$ 3.438 por tonelada, com baixa de 38 pontos. O setembro/26 recuou 32 pontos, para US$ 3.315 por tonelada, enquanto o novembro/26 perdeu 30 pontos, encerrando o dia a US$ 3.242 por tonelada.

O principal fator de pressão continua sendo o avanço da colheita brasileira. Após interrupções provocadas pelas chuvas em algumas regiões produtoras durante a última semana, a previsão de melhora das condições climáticas favorece a retomada dos trabalhos no campo, especialmente em áreas de arábica de Minas Gerais e de conilon no Espírito Santo e Rondônia.

O mercado também acompanha a entrada gradual dos primeiros volumes da safra 2026 no circuito comercial. Apesar de relatos pontuais de perdas por granizo em municípios do Sul de Minas, os danos são localizados e não alteram, neste momento, a perspectiva de oferta nacional.

Dados divulgados recentemente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projetam uma safra brasileira de 66,7 milhões de sacas em 2026, reforçando a expectativa de uma produção expressiva e contribuindo para a postura mais defensiva dos compradores nas bolsas.

No campo, produtores seguem atentos à qualidade dos lotes colhidos. Chuvas registradas durante o início da colheita em algumas regiões levantaram preocupações quanto ao rendimento e à qualidade final dos cafés, especialmente dos grãos destinados aos mercados de maior valor agregado.

O movimento desta segunda-feira mostra que os operadores continuam ajustando posições diante do avanço da safra brasileira. A entrada de novos volumes no mercado tende a manter a volatilidade elevada nos próximos dias, enquanto compradores e vendedores acompanham o ritmo da colheita, a evolução do clima e o comportamento da demanda internacional.





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Exportações de algodão do Brasil atingem 3,129 milhões de toneladas na temporada


Brasil abre mercados na Costa Rica, no México e na Nicarágua

As exportações brasileiras de algodão somaram 291,2 mil toneladas em maio, com receita de US$ 449,6 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), analisados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). O resultado, divulgado nesta quinta-feira (5), foi o maior já registrado para meses de maio e elevou o acumulado da temporada julho de 2025 a maio de 2026 para 3,129 milhões de toneladas.

Em nota, o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Dawid Wajs, afirmou que o país já superou 3 milhões de toneladas no acumulado da temporada e registrou o maior segundo trimestre da série histórica, ainda sem considerar junho. Segundo ele, o desempenho reforça a presença do Brasil como fornecedor contínuo da fibra ao mercado internacional.

Na comparação com abril, quando os embarques alcançaram 370,4 mil toneladas e US$ 560,6 milhões, houve recuo mensal tanto em volume quanto em receita. A Anea atribuiu o movimento à sazonalidade típica dos embarques. Já em relação a maio do ano anterior, o avanço foi de 51,5% em volume e de 45,3% em receita.

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Entre os destinos da pluma brasileira em maio, Bangladesh liderou com 21,1% dos embarques, seguido por Paquistão, com 19%, Turquia, com 14,2%, e Vietnã, com 13,4%. Juntos, Bangladesh e Paquistão responderam por 40% das exportações do mês. A China, que chegou a concentrar cerca de um terço dos embarques na temporada, recuou para 9,6% em maio.

Também receberam algodão brasileiro Indonésia (8,5%), Índia (6,3%), Malásia (3,6%), Egito (2,1%), Coreia do Sul (0,8%), Tailândia (0,5%), Maurício (0,4%) e África do Sul (0,1%). A participação da Índia caiu de 11% em abril para 6,3% em maio, após o fim da isenção de impostos para importação de algodão no país, segundo a entidade.

Os dados indicam manutenção de demanda externa diversificada para a fibra brasileira, com mudança na composição dos destinos ao longo dos meses. O comportamento dos embarques em junho será determinante para dimensionar o fechamento da temporada 2025/2026 e a continuidade do ritmo exportador observado até agora.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Soja recua em Chicago e pressiona preços no Brasil


Clima favorável nos Estados Unidos e avanço do plantio derrubaram as cotações internacionais, enquanto negócios seguem travados no mercado brasileiro.

A soja encerrou a primeira semana de junho em  queda na Bolsa de Chicago, pressionada pelo bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos. No Brasil, o recuo externo e o câmbio próximo de R$ 5,06 voltaram a pesar sobre as cotações, segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA.

O bushel da oleaginosa para o primeiro mês cotado fechou a quinta-feira (4) a US$ 11,28, o menor valor desde 11 de fevereiro de 2026. Uma semana antes, a cotação estava em US$ 11,94, o que representa queda de 5,5% em cinco dias úteis.

A pressão também atingiu os derivados. O farelo de soja caiu para US$ 313,50 por tonelada curta, recuo de 6,2% na semana. O óleo, que havia alcançado 79,09 centavos de dólar por libra-peso em 1º de junho, voltou a 76,41 três dias depois.

O movimento foi influenciado pelo avanço da safra norte-americana. De acordo com levantamento da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, até 31 de maio, 87% da área prevista para soja nos Estados Unidos já havia sido semeada, contra 80% da média histórica. Além disso, 66% das lavouras estavam em condições entre boas e excelentes.

No Brasil, as principais praças gaúchas registraram R$ 113,00 por saca. No restante do país, os preços variaram entre R$ 101,00 e R$ 115,00 por saca. Os negócios seguem lentos, com produtores retendo o produto à espera de melhores valores, enquanto os prêmios continuam pressionados para baixo.

A atenção do mercado agora se volta para o relatório de 30 de junho, que indicará a área efetivamente semeada com soja nos Estados Unidos. Até lá, o clima norte-americano deve seguir como principal fator de influência sobre Chicago.





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Trump critica reação do mercado após payroll forte nos Estados Unidos


PCE dos EUA sobe 4,5% no 1º trimestre de 2026, confirma 2ª leitura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta sexta-feira (5) a reação dos mercados financeiros ao payroll de maio, após a divulgação de um relatório de empregos acima do teto das expectativas de economistas consultados pelo Projeções Broadcast. Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que crescimento não significa inflação. Apesar disso, a leitura predominante no mercado foi de que os dados podem sustentar uma postura mais rígida do Federal Reserve (Fed).

Na mensagem, Trump escreveu que, diante de um "relatório de empregos ótimo", as ações deveriam subir, e não cair. A reação do mercado, porém, foi em sentido contrário. As bolsas de Nova York ampliaram perdas ao longo da manhã, enquanto o dólar e os rendimentos dos Treasuries ganharam força.

O movimento foi associado à avaliação de que um mercado de trabalho mais aquecido pode reduzir o espaço para cortes de juros e, em cenário mais extremo, reforçar a necessidade de manutenção de política monetária restritiva nos Estados Unidos. Juros mais altos na maior economia do mundo tendem a elevar a atratividade dos títulos americanos e a reduzir o apetite por ativos de risco.

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Segundo as informações disponíveis, o relatório de maio superou as projeções de mercado, mas o material encaminhado não informa o número de vagas criadas nem a taxa de desemprego. Também não foram detalhadas as revisões de meses anteriores, dado relevante para avaliar a consistência do resultado.

No mercado de commodities, a reação imediata incluiu queda de produtos metálicos e do petróleo. Para o agronegócio, esse tipo de ajuste é acompanhado com atenção porque a combinação de dólar fortalecido, juros americanos mais altos e recuo de commodities influencia a formação de preços, a competitividade das exportações brasileiras e o custo financeiro de empresas expostas ao mercado internacional.

Em cadeias dependentes de energia e frete, a oscilação do petróleo também é um fator de monitoramento, embora o efeito sobre custos e margens dependa da duração do movimento e da transmissão para combustíveis e logística.

No curto prazo, o foco do mercado permanece na leitura dos próximos indicadores de inflação e atividade nos Estados Unidos, que devem calibrar as expectativas para a política monetária do Fed. Sem novos dados oficiais adicionais no material disponível, ainda não é possível definir se a reação observada nesta sexta-feira (5) terá continuidade nas commodities e no câmbio.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Boi gordo: oferta restrita sustenta alta em praças pecuárias, diz Cepea


Boi
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

A oferta restrita de bovinos para abate continua dando sustentação ao mercado do boi gordo em diversas regiões do país. Análise do Cepea mostra que, na quarta-feira (4), véspera do feriado, as negociações ocorreram com liquidez moderada e preços estáveis na maior parte das praças, embora algumas regiões tenham registrado reajustes positivos.

Em Cassilândia (MS), o mercado permaneceu firme diante da baixa disponibilidade de animais terminados. Segundo o Cepea, os preços do boi gordo e das fêmeas avançaram até R$ 5 por arroba. As negociações do boi ocorreram entre R$ 340 e R$ 350 por arroba, enquanto as escalas de abate ficaram entre cinco e oito dias.

No Tocantins, o cenário também foi de valorização. De acordo com o Cepea, houve reajuste de R$ 5 por arroba em meio à oferta limitada, especialmente de machos. O boi gordo foi negociado entre R$ 330 e R$ 345 por arroba, enquanto as fêmeas ficaram entre R$ 310 e R$ 325. As escalas de abate giraram em torno de uma semana.

Escalas seguem apertadas

No Rio Grande do Sul, a oferta esteve ainda mais restrita. O reflexo foi observado nas escalas de abate, que variaram entre dois e oito dias. As negociações do boi gordo ocorreram, em média, a R$ 24,83 por quilo morto à vista, conforme acompanhamento do Cepea.

Já em São Paulo, o Indicador Cepea/Esalq do boi gordo fechou a quarta-feira na média de R$ 353,50 por arroba. O mercado segue com baixa oferta de animais e vendedores pressionando por preços maiores. As negociações ficaram entre R$ 350 e R$ 355 por arroba, com registros pontuais de lotes negociados a R$ 360. As escalas de abate variaram de sete a 12 dias.

Carne bovina no atacado

No atacado da Grande São Paulo, o ritmo das vendas segue considerado satisfatório nos últimos dias. Segundo o Cepea, a carcaça casada bovina permaneceu estável na quarta-feira, cotada a R$ 24,79 por quilo à vista.

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Dirigente do Federal Reserve sinaliza possível reação a inflação mais alta


PCE dos EUA sobe 4,5% no 1º trimestre de 2026, confirma 2ª leitura

A presidente do Federal Reserve (Fed) de Cleveland, Beth Hammack, afirmou nesta sexta-feira (5) que pode ser apropriado agir em breve caso a tendência de aumento da inflação continue nos Estados Unidos. Em publicação no LinkedIn, a dirigente disse que, apesar de o mercado de trabalho seguir em aparente equilíbrio, a inflação persistentemente alta é hoje a principal preocupação da autoridade monetária.

Segundo Hammack, os dados do payroll de maio indicam um mercado de trabalho em equilíbrio e taxa de desemprego estável, em nível compatível com o pleno emprego. Ao mesmo tempo, ela avaliou que a manutenção da inflação em patamar elevado amplia o risco de alta nas expectativas de consumidores, empresas e mercados financeiros.

Na avaliação da dirigente, uma mudança desse tipo exigiria resposta firme da política monetária. Hammack reiterou que o objetivo do banco central dos Estados Unidos é reconduzir a inflação à meta de 2%, considerada por ela condição central para crescimento econômico e pleno emprego no longo prazo.

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A dirigente também afirmou que, no momento, é razoável manter os juros estáveis diante das incertezas sobre o cenário econômico. Ainda assim, deixou aberta a possibilidade de ajuste em curto prazo caso os indicadores confirmem a continuidade da pressão inflacionária.

Para o setor agropecuário, sinais do Fed costumam ser acompanhados de perto porque a trajetória dos juros nos Estados Unidos pode influenciar o dólar, o custo global do crédito e o comportamento dos investidores em mercados de commodities. Esses fatores têm potencial de afetar exportações brasileiras, formação de preços e estratégias de comercialização. O comunicado de Hammack, no entanto, não detalha qual seria a intensidade de eventual ação nem indica prazo definido para uma mudança na taxa.

O quadro descrito pela dirigente mantém o foco do mercado nos próximos indicadores de inflação e atividade nos Estados Unidos. Sem nova decisão anunciada nesta sexta-feira (5), a sinalização oficial permanece condicionada à evolução dos dados econômicos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Exportações brasileiras de carne suína avançam 9% em maio


China reconhece Brasil como livre de febre aftosa

As exportações brasileiras de carne suína, entre produtos in natura e processados, totalizaram 129,4 mil toneladas em maio, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta sexta-feira (5). O volume foi 9% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques somaram 118,8 mil toneladas. A receita alcançou US$ 302,1 milhões, alta de 3,8% na mesma comparação anual.

Segundo a ABPA, o resultado de maio foi o maior já registrado para o mês tanto em volume quanto em receita. No acumulado de janeiro a maio, os embarques chegaram a 661,7 mil toneladas, com crescimento de 13,1% sobre igual período de 2025, quando o total foi de 584,8 mil toneladas. Em valor, a receita somou US$ 1,546 bilhão, avanço de 11,9% frente aos US$ 1,382 bilhão apurados um ano antes.

Entre os principais destinos em maio, as Filipinas lideraram as compras, com 27,2 mil toneladas, volume 3,8% menor na comparação anual. Na sequência aparecem Japão, com 15,2 mil toneladas e alta de 83,2%; Chile, com 10,9 mil toneladas e variação de -0,1%; China, com 8,9 mil toneladas e retração de 25,9%; e México, com 8,6 mil toneladas, alta de 20,4%. Também figuram entre os principais mercados Hong Kong, com 8,2 mil toneladas (+13,8%), Argentina, com 5,8 mil toneladas (+13,7%), Uruguai, com 4,7 mil toneladas (+0,3%), Vietnã, com 4,6 mil toneladas (-14,2%) e Singapura, com 4,1 mil toneladas (-50,5%).

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No recorte por estados, Santa Catarina manteve a liderança, com 62,5 mil toneladas embarcadas em maio, alta de 4,9%. Rio Grande do Sul exportou 32,7 mil toneladas (+19,5%), Paraná 18,3 mil toneladas (-4,8%), Mato Grosso 4,6 mil toneladas (+52,4%) e Minas Gerais 3,7 mil toneladas (+26,5%).

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho foi sustentado pela diversificação dos destinos e pela expansão em mercados de maior valor agregado, como o Japão, além do avanço em compradores de menor volume que contribuíram para o resultado consolidado do mês.

Os dados indicam manutenção do ritmo forte das vendas externas da suinocultura brasileira no início de 2026. A continuidade desse movimento, no entanto, dependerá do comportamento da demanda nos principais mercados importadores e da capacidade do setor de sustentar a diversificação dos destinos ao longo do ano.

Fonte: abpa-br.org

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Índice de preços dos alimentos da FAO fica estável em maio


Fundos reduzem posição comprada em soja na Bolsa de Chicago

O Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) ficou praticamente estável em maio de 2026, ao marcar 130,8 pontos, com queda de 0,2 ponto ante abril. Segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira (5), os avanços de cereais e açúcar foram compensados por recuos em óleos vegetais e lácteos, enquanto o índice de carnes permaneceu quase inalterado. Na comparação anual, o indicador ficou 2,9% acima de maio de 2025.

O índice de cereais da FAO subiu para 114,3 pontos em maio, alta de 2,6% sobre abril e de 4,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com a entidade, os preços do trigo avançaram pelo quarto mês seguido, sustentados por perspectivas de colheitas menores entre grandes exportadores, incluindo os Estados Unidos, além de custos mais altos de combustíveis e fertilizantes.

No milho, a FAO apontou demanda de importação mais forte, menor disponibilidade no Brasil e nos Estados Unidos e preços de energia mais firmes, fator que reforçou a demanda ligada ao etanol. O arroz também subiu 2,7% em maio, em meio a preocupações climáticas e ao encarecimento do petróleo bruto em países exportadores asiáticos.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Em sentido oposto, o índice de óleos vegetais recuou para 185,0 pontos, baixa de 4,6% frente a abril. O movimento foi puxado pelos óleos de palma e soja. No caso da soja, a FAO citou aumento sazonal da oferta exportável na América do Sul, enquanto a demanda por biocombustíveis nos Estados Unidos sustentou parcialmente as cotações.

O índice de carnes ficou em 130,5 pontos, com leve alta de 0,1%. A carne bovina subiu com demanda de importação mais forte, principalmente da China e dos Estados Unidos. Já o açúcar avançou 7,5%, para 95,1 pontos, diante da expectativa de oferta global mais apertada. A FAO destacou que, no Centro-Sul do Brasil, a menor participação da cana destinada ao açúcar elevou a expectativa de maior direcionamento ao etanol, embora a moagem forte na segunda quinzena de abril tenha limitado a alta.

Os dados da FAO indicam um mercado internacional ainda sustentado por fatores de oferta, energia e clima. Para o setor agropecuário, a leitura técnica é de atenção às cadeias mais expostas a custos, disponibilidade exportável e demanda por biocombustíveis. O comunicado não traz projeção consolidada para os próximos meses além dos vetores de oferta global e clima já identificados.

Fonte: Estadão Conteúdo

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