sábado, março 21, 2026

Autor: Redação

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por que 2026 pode ser o ano mais apertado da soja



O produtor brasileiro de soja começa dezembro com duas certezas e uma grande dúvida. As certezas: vai colher uma supersafra (177 a 178 milhões de toneladas, segundo Conab e consultorias privadas) e o mundo está nadando em estoques (124 milhões de toneladas globais, recorde histórico). A dúvida: quanto vai sobrar no bolso depois de pagar a conta de produção mais alta dos últimos três anos.

“É o clássico cenário de muito grão e pouco prêmio”, resume Lauro Rezende, analista sênior da Agroconsult. “Quem não travar preço agora e não controlar custo vai trabalhar no vermelho em maio/junho.”

Onde está o preço hoje e para onde vai:

  • Paranaguá (28/11): R$ 155,75/saca (melhor preço do ano foi R$ 178 em março)
  • Previsão média 2026 (base caso): R$ 135–140/saca (Cepea, Safras, StoneX)
  • Cenário otimista (seca moderada no Sul + China comprando forte): R$ 150 a 160
  • Cenário pessimista (safra cheia + China lenta): R$ 120 a 128

A conta é simples: para pagar o custo operacional efetivo (COE) médio de Mato Grosso, 57 sacas/ha em Sorriso, o produtor precisa de no mínimo R$ 133/saca com produtividade de 65 sc/ha. Qualquer preço abaixo disso já com margem bruta.

Os cinco alertas vermelhos para 2026

  • Estoques globais recorde O carryout mundial 2025/26 ficará entre 122 e 125 milhões de toneladas. Nunca na história houve tanto grão sobrando no fim da safra.
  • A China ainda hesita Apesar do acordo EUA-China de 12 milhões de toneladas, Pequim compra devagar e prioriza o Brasil só quando o prêmio cai. Novembro fechou com apenas 62% do volume esperado.
  • O custo de produção subiu entre 12 e15% Fertilizante +8%, defensivos +10%, diesel +5% e arrendamento em dólar em várias regiões. A margem bruta média recuou de 78 para 64 sacas/ha (CNA/Cepea).
  • Clima joga contra o prêmio El Niño ainda ativo até março pode trazer excesso de chuva no RS/PR e atraso de colheita. Qualquer problema de qualidade (umidade alta) derruba o prêmio de exportação.
  • Janela de comercialização encurtada Com a safrinha de milho atrasada entre 15 e 20 dias em várias regiões, a soja de março/abril vai competir com milho no porto. Resultado: fila e desconto.

Estratégia prática para o produtor (o que fazer AGORA)

  1. Trave pelo menos 40 a 50% da safra já

Melhor janela: contratos março/maio 2026 na B3 ou CPR dolarizada com trading
Níveis interessantes hoje: R$ 142–145 Paranaguá (já dá margem de 10–12 sacas acima do custo)

  1. Reduza custo em 8–10 sacas/ha

Negocie fertilizante para entrega janeiro/fevereiro (preço caiu 6% nas últimas 3 semanas)
Use biológicos + fixação biológica de nitrogênio (redução de 15–20 kg de N/ha)
Faça rotação soja-milho-safrinha intensiva com cobertura vegetal (milho consorciado com braquiária)

  1. Monitore três datas-chave

12/dezembro → WASDE USDA (pode cortar yield americano e dar fôlego)
10/janeiro → novo levantamento Conab (primeiro número “de campo”)
28/fevereiro → pico de compra chinesa pós-Ano Novo Lunar

  1. Diversifique a comercialização

30% basis Paranaguá (trava dólar)
30% CPR física com trading grande
20% Barter de insumos (trava custo)
20% livre para oportunizar alta em abril/maio

A frase que resume 2026: “2026 não vai ser ano de ficar rico com soja. Vai ser ano de não ficar pobre.” (André Pessôa, sócio-fundador da Agroconsult, em webinar 28/11)

O Brasil vai produzir como nunca, exportar como líder absoluto e, pela primeira vez em muitos anos, o grande desafio não será colher, mas remunerar. Quem entender que preço médio de R$ 138 é o “novo normal” e agir rápido sai na frente. Quem esperar R$ 180 como em 2022 vai quebrar a cara.

Produtor: o seguro morreu de velho, mas o teimoso morreu pobre. Trave, corte custo e durma tranquilo. 2026 já começou.



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Moagem de cana da safra 2025/26 recua 1,26%, aponta Unica



A moagem acumulada de cana-de-açúcar na safra 2025/26 atingiu 576,253 milhões de toneladas no Centro-Sul até 16 de novembro, segundo novo relatório da União da Indústria da Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). O volume representa queda de 1,26% em relação ao mesmo período da temporada anterior, quando haviam sido processadas 583,594 milhões de toneladas.

Açúcar cresce, mas produção de etanol recua

Mesmo com a redução na moagem, a produção de açúcar avançou 2,09%, totalizando 39,179 milhões de toneladas, acima dos 38,379 milhões registrados em 2024/25.

Já o etanol teve desempenho menor. A produção total caiu 5,60%, para 28,348 bilhões de litros. Por tipo, o etanol anidro recuou 1,59% (10,746 milhões de litros), enquanto o hidratado teve queda mais acentuada, de 7,89%, somando 17,602 bilhões de litros.

A mudança se explica pelo maior direcionamento da matéria-prima para o açúcar: 51,54% da cana colhida foi destinada ao adoçante nesta safra, ante 48,45% no ciclo anterior. Com isso, o mix do etanol caiu de 51,55% para 48,46%.

Indicadores industriais mostram menor rendimento da cana

O teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) acumulado foi de 79,787 kg por tonelada, queda de 4,03% em relação ao ciclo anterior. O ATR por tonelada de cana também recuou 2,80%, passando de 142,45 para 138,46 kg.

O rendimento industrial seguiu a mesma tendência:

  • Açúcar por tonelada de cana: 67,99 kg (+3,39%)
  • Etanol por tonelada de cana: 39,38 litros (–8,68%)

A Unica ressalta que o cálculo do ATR considera apenas o etanol produzido a partir de cana e exclui a produção de etanol de milho.



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AgroNewsPolítica & Agro

Área plantada de algodão deve recuar no Brasil



A instituição destaca que a China também deve ampliar sua produção


A instituição destaca que a China também deve ampliar sua produção
A instituição destaca que a China também deve ampliar sua produção – Foto: Canva

As projeções do Itaú BBA indicam que a área plantada de algodão no Brasil tende a diminuir na safra 2025/26, movimento impulsionado pela desvalorização do mercado, pelo aumento nos custos de produção e pelo estreitamento das margens dos produtores. Segundo o banco, apesar do avanço global na oferta, especialmente com melhor produtividade nas lavouras americanas, que compensou parte da redução de área e manteve a produção próxima de 3 milhões de toneladas, o contexto econômico pressiona decisões de plantio no país.

A instituição destaca que a China também deve ampliar sua produção, reforçando a oferta mundial em relação ao ciclo 2024/25. Mesmo com esse aumento, o consumo global deve seguir estável em 25,9 milhões de toneladas, o que sustenta estoques finais mais altos. Esse cenário reforça a percepção de mercado abastecido e reduz o estímulo para expansão de área.

No Brasil, a expressiva produção da safra 2024/25 seguirá influenciando o balanço de oferta em 2025/26. A demanda interna permanece contida, prejudicada por juros elevados que limitam o consumo de têxteis e vestuário. As exportações devem atingir novo recorde, superando 3 milhões de toneladas, mas isso não será suficiente para conter o aumento dos estoques de passagem devido ao grande volume colhido e ao elevado estoque inicial.

As perspectivas para a área plantada seguem divididas, porém o consenso é de recuo. Produtores demonstram cautela diante da combinação de custos altos, margens enxutas e incertezas sobre preços futuros. No ambiente externo, a OCDE revisou a estimativa de crescimento global de 2,9% para 3,2% em 2025, mas prevê desaceleração para 2,9% em 2026, quando os efeitos das mudanças nas políticas comerciais devem ser mais evidentes. 





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BNDES libera 4,6 bilhões para modernização de 11 aeroportos



Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 4,64 bilhões em apoio financeiro para o plano de ampliação, modernização e manutenção de 11 aeroportos administrados pela concessionária Aena no país, incluindo o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A operação foi estruturada como project finance non-recourse, modelo em que o pagamento é feito com as receitas do próprio projeto, e representa um dos maiores financiamentos já direcionados ao setor aeroportuário brasileiro.

“O apoio aprovado pelo BNDES demonstra a determinação do presidente Lula e do Ministério de Portos e Aeroportos em modernizar nossos aeroportos, ampliar capacidade e garantir mais conforto e segurança aos passageiros. Esses investimentos fortalecem a aviação regional, impulsionam o turismo, geram empregos e ajudam a conectar ainda mais o Brasil. Estamos trabalhando para entregar uma infraestrutura à altura do crescimento econômico e das necessidades do país”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

O pacote financeiro inclui R$ 4,24 bilhões em debêntures e R$ 400 milhões via linha Finem (destinada a financiar projetos de investimentos públicos ou privados), além de uma oferta pública de debêntures coordenada pelo BNDES e Banco Santander, totalizando R$ 5,3 bilhões. Ao todo, o financiamento para a Aena Brasil chega a R$ 5,7 bilhões. Os investimentos abrangem os aeroportos de Congonhas (SP), Campo Grande (MS), Ponta Porã (MS), Corumbá (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Carajás (PA), Altamira (PA), Uberlândia (MG), Uberaba (MG) e Montes Claros (MG).

A iniciativa permitirá a execução da Fase I-B dos contratos de concessão, que reúne os principais investimentos em ampliação e adequação de infraestrutura, melhorias estruturais e aumento de capacidade operacional. As obras devem ser concluídas até junho de 2028, em Congonhas, e junho de 2026 nos demais aeroportos. A estimativa é de geração de mais de 2 mil empregos diretos e indiretos durante a implantação e cerca de 700 novos postos após a conclusão.

Em Congonhas, que receberá cerca de R$ 3,3 bilhões, está prevista a ampliação do terminal de passageiros de 61 mil m² para 134 mil m², instalação de sete novas pontes de embarque, reformulação do embarque remoto e expansão das áreas comerciais para 43 mil m².

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que os investimentos acompanham a expansão da demanda por transporte aéreo. Em 2024, os 11 aeroportos movimentaram 27,5 milhões de passageiros, o equivalente a 12,8% do total no Brasil e 3% acima do nível pré-pandemia.

O mecanismo financeiro desenvolvido pelo BNDES permitirá que, após a conclusão das obras, a Aena possa refinanciar sua dívida em condições mais competitivas, reduzindo custos e eliminando o risco de rolagem. A operação recebeu rating AAA.br pela agência Moody’s Local Brasil, classificação que indica o mais alto nível de qualidade de crédito na escala nacional, refletindo baixo risco e elevada capacidade de pagamento.

A Aena administra os 11 aeroportos beneficiados e outros seis terminais no Nordeste, que também contaram com apoio do BNDES em operações anteriores.



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o que esperar da soja em dezembro?



O plantio de soja no Brasil continua abaixo da média histórica, aumentando o risco de atraso na colheita e comprometendo a janela ideal para o milho safrinha. Segundo a plataforma Grão Direto, a lentidão preocupa produtores e agentes do mercado, pois qualquer descompasso no calendário pode afetar oferta, preços e competitividade ao longo de 2026.

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Clima como desafio

A irregularidade das chuvas no Centro-Oeste, Sudeste e Norte atrasa o avanço da safra 2025/26. A presença do La Niña, que deve persistir até o verão de 2026, intensifica o risco climático e amplia a instabilidade nas principais regiões produtoras.

No Sul, o risco de estiagens durante o período crítico das lavouras é elevado. O Centro-Oeste registrou chuvas recentes, mas ainda convive com a possibilidade de veranicos que podem comprometer o plantio. Na Argentina, o risco de seca e ondas de calor é mais severo, prejudicando o desenvolvimento inicial da safra e aumentando a volatilidade na Bolsa de Chicago.

Exportações ainda fortes, mas fora do ritmo

Apesar de o Brasil manter exportações recordistas no acumulado do ano, as projeções para novembro foram revisadas para baixo. O desempenho permanece sólido, porém já revela sinais de desaceleração que podem alterar o balanço de oferta e demanda no curto prazo.

China

As compras chinesas chamaram a atenção do mercado. Mesmo após a trégua comercial com os Estados Unidos, a China adquiriu soja americana mais cara que a brasileira, evidenciando um movimento mais político do que econômico.

Além disso, os estoques elevados, as margens negativas das esmagadoras e a demanda fraca por farelo reduzem o ímpeto por novas compras expressivas no curto prazo.

Mercado futuro e indicadores

O Índice de Soja FOB Santos registrou leve valorização, passando de 145,92 reais para 147,47 reais na semana, sustentado por um ambiente externo mais favorável. Em Chicago, os contratos de janeiro de 2026 subiram 0,98%, enquanto março de 2026 avançou 0,88%, indicando suporte moderado no mercado internacional.

O dólar recuou 1,30% no período, o que limitou parte da valorização interna, mas ainda assim o índice fechou em alta, refletindo ajustes nos prêmios e no mercado físico.

O que esperar do mercado?

Mesmo com a trégua comercial entre China e Estados Unidos, os estoques chineses continuam elevados, o que reduz o interesse por novas aquisições. As margens negativas da indústria e a demanda enfraquecida por ração reforçam a expectativa de importações mais controladas. Existem dúvidas sobre o cumprimento do compromisso de compra de 12 milhões de toneladas ainda este ano e, principalmente, sobre a meta de 25 milhões em 2026.

Exportações recordes no Brasil

Entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil exportou mais de 104 milhões de toneladas de soja, superando as 95,7 milhões registradas no mesmo período de 2024. Mesmo após a revisão da ANEC para 4,40 milhões de toneladas em novembro, o volume permanece quase o dobro do apurado em 2024. A China segue como principal destino, respondendo por cerca de 80% dos embarques até outubro.

Argentina

O plantio avança de forma mais lenta que no ciclo anterior. Cerca de 12% das áreas enfrentam excesso de chuvas que dificulta a semeadura e pode reduzir a produtividade. Além disso, o La Niña eleva o risco de secas intensas.

Uma possível onda de calor em dezembro pode atingir o período mais sensível da cultura, comprometendo o potencial produtivo e elevando a preocupação no mercado internacional.

Cenário de cautela

A semana tende a manter o mercado em postura cautelosa. A combinação de incertezas na oferta sul-americana, demanda chinesa moderada e clima adverso na Argentina e no Sul do Brasil deve sustentar as cotações em Chicago.

O ambiente segue volátil, mas oferece oportunidades claras para quem acompanha tendência, clima e movimentos do mercado físico.



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Etanol é mais competitivo que a gasolina em cinco estados brasileiros



O etanol se mostrou mais competitivo em relação à gasolina em cinco estados na semana entre 16 e 22 de novembro. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 70,18% ante a gasolina no período, portanto desfavorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

O etanol é mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados: Mato Grosso (69,89%); Mato Grosso do Sul (66,78%); Paraná (68,68%), Pernambuco (69,38%) e São Paulo (68,60%).



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Clima irregular reduz ritmo de semeadura da soja



O ritmo de semeadura da soja da safra 2025/26 segue abaixo do registrado na temporada passada. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores, esse cenário é reflexo da distribuição irregular das chuvas em grande parte do território nacional nos últimos três meses. No Sul do País, o excesso de umidade ainda tem limitado o acesso às lavouras.

Por outro lado, o Centro-Oeste e o Matopiba sofreram com a distribuição desigual das precipitações, o que resultou em umidade abaixo do necessário para avançar nos trabalhos de campo. 

Apesar do aumento recente dos acumulados pluviométricos no Centro-Oeste e no Matopiba e da redução dos volumes de chuvas no Sul, especialmente no Paraná, colaboradores do Cepea relatam que o cenário é de incertezas quanto ao potencial produtivo da safra 2025/26 de soja.

De acordo com a Conab, 78% da área nacional havia sido semeada até 22 de novembro, abaixo dos 83,3% registrados no mesmo período do ano passado.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Aproveite os valores da soja



Existe um sinal claro de oportunidade


Existe um sinal claro de oportunidade
Existe um sinal claro de oportunidade – Foto: Ivan Bueno/APPA

O mercado de soja segue pressionado por incertezas e pela estratégia paciente da China, que administra suas compras com foco político e não apenas econômico, segundo a TF Agroeconômica. A aproximação do período sazonal de aquisição da soja brasileira a partir de janeiro, para embarques a partir de fevereiro, deve mexer ainda mais com o mercado, sobretudo diante da perspectiva de uma colheita recorde ao redor de 178 milhões de toneladas. Esse volume elevado reforça a capacidade chinesa de alternar compras entre Brasil e Estados Unidos, mantendo sua posição confortável na formação de preços.

Apesar das recentes altas internas sustentadas pelo bom desempenho do farelo e do óleo, com avanços acumulados de 0,03 por cento no dia, 0,72 por cento na semana, 1,47 por cento no mês e 2,07 por cento no ano, a supersafra prevista, cerca de 7 milhões de toneladas acima da anterior, tende a limitar novas valorizações expressivas. Em Chicago, o cenário também preocupa. A cotação atual ao redor de 1120 centavos por bushel supera com folga a máxima histórica típica, que gira em torno de 1050. Para a TF Agroeconômica, esse conjunto de fatores indica fundamentos baixistas para 2026, especialmente para a colheita prevista entre abril e maio.

Com o mercado interno ainda oferecendo bons níveis de preços e Chicago mantendo patamares considerados elevados, a consultoria destaca que este é um momento decisivo para o produtor. A análise aponta que a combinação entre a força atual das cotações e o risco futuro traz um claro sinal de oportunidade. Diante disso, a recomendação central é aproveitar os valores presentes, tanto na bolsa americana quanto no mercado brasileiro, para assegurar margens positivas e garantir lucros consistentes para a próxima safra antes que o peso da oferta recorde pressione as cotações.

 





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Focus indica inflação menor e estabilidade no câmbio até o fim do ano



As projeções do Relatório Focus, divulgadas nesta segunda-feira (1), mostram um cenário de inflação mais baixa para 2025 e manutenção do câmbio em torno de R$ 5,40. Para 2026, o mercado também prevê estabilidade na taxa de câmbio e redução gradual da Selic.

Inflação recua em 2025 e segue estável em 2026

A mediana das projeções para o IPCA de 2025 caiu pela terceira semana consecutiva, passando de 4,45% para 4,43%. Há quatro semanas, estava em 4,55%. Para 2026, a expectativa continua praticamente estável, em 4,17%, também com leve queda frente à semana anterior (4,18%).

Nas projeções de curto prazo, o IPCA esperado para novembro é de 0,20%, e para dezembro, de 0,21%. Já o índice de 12 meses suavizado subiu ligeiramente para 4,10%.

O mercado também elevou a expectativa para os preços administrados em 2025, de 5,13% para 5,18%, enquanto manteve as projeções estáveis para 2026 (3,80%).

Selic segue em 15% em 2025; 2026 indica trajetória de queda

O Focus manteve pela 23ª semana consecutiva a previsão de Selic em 15% ao ano em 2025.
Para 2026, a taxa permanece projetada em 12%, sem mudanças nas últimas semanas.

O documento também mostra estimativas para anos seguintes: 10,50% em 2027 e 9,50% em 2028, número que recuou pela segunda semana.

Câmbio: R$ 5,40 em 2025 e R$ 5,50 em 2026

As projeções para o dólar não tiveram alterações relevantes. Para 2025, o mercado mantém a cotação esperada em R$ 5,40. Para 2026, a estimativa segue em R$ 5,50, sem mudanças há cinco semanas.

PIB segue com crescimento moderado

O documento aponta estabilidade nas expectativas do PIB:

  • 2025: 2,16%
  • 2026: 1,78%
  • 2027: 1,83%, após leve queda
  • 2028: 2%

Conta corrente e comércio exterior

Para a conta corrente, o mercado elevou o déficit esperado para 2025, que passou de US$ 72,43 bilhões para US$ 72,60 bilhões. Em 2026, o déficit também aumentou, chegando a US$ 65,39 bilhões.

Na balança comercial, a expectativa para 2025 subiu levemente, de US$ 62,10 bilhões para US$ 62,85 bilhões. Em 2026, houve ajuste negativo para US$ 65,70 bilhões.

Dívida pública sobe nas projeções

A dívida líquida do setor público deve fechar 2025 em 65,83% do PIB, sem alterações. Para 2026, o número subiu para 70,20%, e para 2027, para 73,80%.

O resultado nominal permanece negativo, com projeção de -8,46% do PIB em 2025 e piora para -8,70% em 2026.



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Brasil fecha acordos com Filipinas, Guatemala e Nicarágua para ampliar exportações do agro



O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias e fitossanitárias que permitem a ampliação das exportações do agronegócio para Filipinas, Guatemala e Nicarágua. As autorizações envolvem diferentes produtos e reforçam a estratégia brasileira de diversificar destinos e ampliar o portfólio exportador.

Filipinas autorizam importação de gordura bovina do Brasil

As autoridades sanitárias das Filipinas aprovaram a entrada de gordura bovina brasileira, insumo usado pela indústria de alimentos e também na produção de biocombustíveis, como diesel verde e Sustainable Aviation Fuel (SAF), combustíveis de aviação de baixo carbono.

Com cerca de 115 milhões de habitantes, as Filipinas são um dos principais mercados consumidores do Sudeste Asiático. De janeiro a outubro de 2025, o país importou quase US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários brasileiros.

Guatemala libera arroz beneficiado

Na Guatemala, o Brasil recebeu autorização para exportar arroz beneficiado (sem casca). O país centro-americano, com população de aproximadamente 18 milhões de habitantes, comprou mais de US$ 192 milhões em produtos agropecuários brasileiros entre janeiro e outubro deste ano, com cereais liderando as vendas.

Nicarágua abre mercado para sementes brasileiras

A Nicarágua autorizou a importação de sementes de milheto, crotalária e nabo, insumos importantes para sistemas agrícolas tropicais, usados para elevar produtividade, melhorar o solo e reduzir o uso de fertilizantes minerais.

Entre janeiro e outubro de 2025, o país importou cerca de US$ 55 milhões em produtos do agronegócio brasileiro.



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