sexta-feira, março 20, 2026

Autor: Redação

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Frente fria ‘muda de endereço’ e leva chuva a novas áreas



A frente fria sai do Sul do país e se concentra no Sudeste e Centro-Oeste, canalizando fluxo de umidade da Amazônia e trazendo instabilidades. Confira a previsão do tempo para todo o país:

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Sul

O tempo firme volta a predominar sobre grande parte da regiçao. Somente na faixa leste, ainda pode ocorrer chuva fraca a moderada desde o leste gaúcho até o leste e norte paranaense. No interior dos estados, o sol predomina. Rajadas de vento fortes podem ocorrer entre o litoral norte do Rio Grande do Sul e a faixa litorânea de Santa Catarina.

Sudeste

A frente fria vai organizar o fluxo de umidade da Amazônia, aumentando a condição de chuva no Sudeste. As pancadas podem ser moderadas a fortes e não se descarta a ocorrência de temporais em grande parte dos estados, principalmente a partir da tarde. Somente no norte de Minas Gerais as pancadas são mais isoladas. Faz calor e o tempo segue abafado pela região.

Centro-Oeste

A frente fria na altura do Sudeste canaliza a umidade da Amazônia, intensificando a chuva em grande parte do Centro-Oeste. As pancadas podem ser fortes e vir na forma de temporal em grande parte de Mato Grosso e de Goiás, além da metade norte de Mato Grosso do Sul. Somente no sul do território sul-mato-grossense é que o tempo volta a ficar mais firme. Faz calor por toda a região.

Nordeste

O tempo segue instável e com chuva na forma de pancadas no oeste e noroeste da Bahia, centro-sul do Piauí e do Maranhão. Nas demais áreas da Região o sol predomina ao longo do dia, com tempo mais seco e quente no sertão e agreste, onde a umidade do ar pode ficar abaixo dos 30%. No litoral norte e no leste (entre Rio Grande do Norte e Pernambuco), não se descartam pancadas rápidas e isoladas.

Norte

A chuva ganha força no Acre, Amazonas e Rondônia com chance de temporais. Na metade sul do Pará e no Tocantins, pancadas moderadas a fortes, e em Roraima, a chuva é mais isolada. Já no norte e nordeste do Pará, além do Amapá, predomínio de sol e sem chuva. Faz calor por toda a região.



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Crescimento moderado marca início da semana econômica



No cenário doméstico, a nova bateria de indicadores trouxe o IPCA-15 como indicador


No cenário doméstico, a nova bateria de indicadores trouxe o IPCA-15 como principal referência
No cenário doméstico, a nova bateria de indicadores trouxe o IPCA-15 como principal referência – Foto: Pixabay

O ambiente internacional começou a semana com liquidez reduzida pelo feriado de Thanksgiving nos Estados Unidos, mas ainda assim as bolsas avançaram de forma leve e o dólar perdeu força ante outras moedas. As expectativas de cortes de juros pelo banco central americano sustentaram esse movimento, enquanto dados represados pelo shutdown sinalizaram arrefecimento da atividade, segundo informações do Rabobank.

No cenário doméstico, a nova bateria de indicadores trouxe o IPCA-15 como principal referência, com alta ligeiramente acima do esperado. Antes da divulgação, a presidência do Banco Central manteve tom cauteloso ao mencionar a expansão do crédito e a influência da volatilidade eleitoral sobre o comportamento dos preços. A situação política ganhou sensibilidade adicional após a prisão do ex-presidente, fato que elevou a tensão entre Congresso e governo diante da ausência de indicação ao Supremo.

O Rabobank avaliou que a incerteza tarifária e geopolítica permanece elevada. O dólar encerrou a semana anterior em R$ 5,3349, refletindo apreciação de 1,3% do real e desempenho superior ao de grande parte das moedas emergentes. A combinação entre diferencial de juros e enfraquecimento global da moeda americana sustenta a projeção de R$ 5,50 para o fim do ano.

O IPCA-15 mostrou leve aceleração, influenciado por itens pontuais de Transporte e Despesas pessoais. O IGP-M também subiu na margem, mas voltou ao campo negativo em 12 meses, com avanço do IPA agropecuário e industrial. Nas contas públicas, o déficit de R$ 36,5 bilhões em outubro resultou do aumento das despesas discricionárias. No setor externo, o déficit em transações correntes diminuiu com a melhora da balança comercial, enquanto o investimento direto somou US$ 10,9 bilhões.





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Estudo inédito aplica inteligência artificial na reprodução do pirarucu


A Embrapa Pesca e Aquicultura (TO) está utilizando inteligência artificial de forma inédita para estudar o comportamento reprodutivo do pirarucu (Arapaima gigas). A pesquisa, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), adapta técnicas já usadas na análise comportamental de roedores para a realidade da aquicultura. O objetivo é aumentar a previsibilidade da reprodução do maior peixe amazônico e abrir caminho para novas aplicações tecnológicas na criação.

O uso de IA na piscicultura ainda é muito recente no Brasil. A maior parte das pesquisas em inteligência artificial está concentrada em áreas como saúde, agronegócio de grãos, pecuária e estudos biomédicos.  “Aplicações em piscicultura, especialmente com espécies nativas como o pirarucu, representam uma nova fronteira”, destaca o professor da UFMG Cleiton Aguiar, parceiro do projeto. Ele acrescenta que esse tipo de abordagem de rastreamento comportamental automatizado no País coloca o projeto em uma posição pioneira na integração de tecnologia de ponta com a produção aquícola.

Ao rastrear automaticamente os movimentos do pirarucu em gravações ininterruptas de vídeos, a IA possibilita mensurar comportamentos como deslocamento, tempo de atividade, interações e até detectar padrões relacionados ao estado de saúde ou ao ambiente de cultivo. Em vez de depender apenas da observação humana, que é limitada e subjetiva, a inteligência artificial gera dados quantitativos, contínuos e padronizados, facilitando o acompanhamento da produção e a tomada de decisões no manejo.

No caso da pesquisa da Embrapa, 12 câmeras foram instaladas em 12 viveiros escavados, filmando durante o período de luz solar, das 6h às 18h. A cada subida do pirarucu – que é um peixe de respiração aérea – a IA detecta e faz uma marcação com um ponto na imagem do viveiro.

“A máquina conta quantas vezes o pirarucu sobe e faz uma planilha de Excel com dia, hora e as coordenadas do viveiro onde houve a aparição do peixe”, explica Lucas Torati, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura (foto à direita). “Mas antes de chegar a esse ponto há um longo caminho de aprendizado de máquina”, complementa.

O projeto é financiado com recursos do consórcio de pesquisa internacional Aquavitae, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (FAPT) e de emenda parlamentar do senador do Tocantins, Eduardo Gomes.

O modelo adota treinamento de redes neurais profundas para que a máquina consiga identificar automaticamente a subida do pirarucu na superfície.

Primeiro, são marcados os quatro cantos do viveiro e onde o peixe aparece na superfície. Isso é feito para várias imagens e, na sequência, a rede é treinada para aprender o que é um pedaço do peixe e o que é um canto do viveiro.

“É como treinar um cérebro virtual, a partir de cerca de 200 quadros. Essa técnica de aprendizado de máquina, ou machine learning, faz com que ela consiga analisar os vídeos com base nos padrões ensinados, que são os viveiros e as partes do corpo dos peixes (cabeça, tronco e cauda)”, explica Torati.

Ele acrescenta que durante esse trabalho de aprendizado de máquina, deve-se levar em conta ias variações climáticas e de luminosidade dos viveiros para que a máquina consiga fazer a análise das imagens em todas as condições. “Para isso, é necessário utilizar imagens com diferentes condições de incidência luminosa (manhã, sol do meio-dia e entardecer) e quadros em diferentes condições climáticas (sol nublado, chuva, céu aberto). É um treinamento longo e minucioso para que a máquina possa depois analisar vídeos em todas essas condições”, pontua o pesquisador.

Segundo o professor da UFMG, as redes neurais profundas (deep neural networks) são modelos computacionais inspirados no funcionamento do cérebro, compostos por várias camadas de processamento que permitem aprender representações complexas a partir de dados.

“No contexto do projeto, essas redes são treinadas com vídeos do pirarucu: primeiro, um conjunto de imagens é anotado manualmente (marcando pontos de interesse no corpo do peixe) e, em seguida, a rede aprende a reconhecer automaticamente esses pontos em novos vídeos”, afirma o professor. Ele observa ainda que esse processo é feito com o auxílio do software open source DeepLabCut (DLC), uma ferramenta de aprendizado profundo amplamente utilizada para rastreamento de animais. “Assim, a rede vai ficando cada vez mais precisa em identificar e acompanhar o movimento dos peixes em diferentes condições”, reforça Aguiar.

No Laboratório de Neurociências Comportamental e Molecular (LANEC) da UFMG, a inteligência artificial é utilizada, principalmente, para análise de sinais neurofisiológicos e de comportamento em roedores. Nesse contexto, o DLC tem a função de rastrear movimentos dos ratos durante tarefas de aprendizagem. Os estudos contam com a colaboração da engenheira e doutoranda Natália Martínez, do Programa de Pós-Graduação em Neurociências da UFMG.

A mesma ferramenta está sendo usada para o monitoramento do pirarucu. A diferença principal está no objeto de estudo e na conjuntura: em roedores, o foco é compreender os mecanismos de formação de memória e aprendizagem utilizando ratos como modelos animais, enquanto na piscicultura a IA é empregada para monitorar padrões comportamentais dos animais na superfície da água que possam refletir de alguma forma o seu bem-estar, crescimento e comportamento reprodutivo, com impacto direto na produção e manejo sustentável.

Na pesquisa da Embrapa, a ideia é mapear a formação do ninho formado pelo casal de pirarucus. Esse momento é crucial para os produtores, que preferem recolher os alevinos o mais cedo possível. “Após a implantação de hormônio nos peixes, eles se reproduzem e foram o ninho para que a fêmea possa depositar ovos, a serem fertilizados pelo macho”, esclarece Torati.

Na sequência, há um comportamento típico da espécie, que é o do cuidado parental, em que o macho e a fêmea ficam sempre no mesmo lugar. Outro sinal é que o casal não busca mais comida. Com a inteligência artificial será possível identificar o momento exato em que esse processo acontece, de forma precoce.

“Se fosse possível, a coleta de ovos recém-fertilizados, certamente, aumentaria a taxa de sobrevivência. Geralmente, os produtores têm uma perda de milhares de alevinos, pela demora em retirá-los do viveiro”, ressalta o pesquisador.

O uso de IA na aquicultura não se restringe a estudos de reprodução do pirarucu. Os resultados obtidos nessa pesquisa abrem portas para outros tipos de explorações científicas com a espécie, como, por exemplo, avaliar como fatores relacionados à temperatura da água e á quantidade de oxigênio e de amônia podem interferir na frequência de respiração do pirarucu.

Também será possível pesquisar qual é o período em que o pirarucu é mais ativo, o quão estressado o peixe fica após o manejo, durante a biometria; será possível pesquisar o reflexo de cada doença no comportamento do peixe, entre outras aplicações.

“A IA também permite monitorar a eficiência alimentar e o consumo de comida dos peixes, de forma automática, sem necessidade de contagem manual. Quem sabe, em um futuro próximo, consigamos calcular automaticamente a biomassa desses animais (saber o quanto engordaram) a partir da biometria por meio de fotos propiciada pela inteligência artificial. Isso minimizaria muito o estresse e todo o trabalho de manejo de um peixe que pode chegar a mais de 100 quilos”, projeta Torati.

 





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Farelo de soja cai no ano, apesar de leve alta semanal



Preços da soja divergem entre MT e mercado internacional



Foto: Canva

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (1º), as cotações do óleo de soja na CME-Group registraram na semana de 24 a 28 de novembro uma queda de 1,21%, com média final de US$ 50,45/lb. De acordo com o instituto, o recuo está associado à redução de 1,40% no preço do petróleo Brent, influenciada pela expectativa de um possível acordo entre Rússia e Ucrânia, fator que poderia reduzir a demanda pelo coproduto utilizado como matéria-prima na produção de biodiesel.

O Imea informou que o farelo de soja também acompanhou o movimento de baixa, com recuo de 1,38% no período e negociações na média de US$ 316,73/t. No mercado mato-grossense, entretanto, o comportamento foi distinto. O preço do óleo de soja registrou alta de 0,43% em relação à semana anterior, com média de R$ 6.290,33/t. Segundo o instituto, a elevação é sustentada pela “demanda aquecida do setor de biodiesel em 2025”, o que mantém os preços 2,89% acima do observado no mesmo período do ano passado.

Ainda conforme a análise, o farelo de soja no estado teve acréscimo de 0,30% na semana, sendo cotado em média a R$ 1.615,80/t. Apesar disso, o produto apresenta queda de 17,43% em comparação com 2024, reflexo da menor demanda pelo coproduto no mercado mato-grossense diante da elevada oferta global.





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Cooperativa vai antecipar R$ 200 milhões em sobras aos cooperados



Com sede em Campo Mourão, no Paraná, a Coamo vai antecipar R$ 200 milhões em sobras aos cooperados no dia 10 de dezembro e mais R$ 63 milhões serão creditados no dia 8 de dezembro aos cooperados da Credicoamo, referentes aos juros ao capital social.

“O valor do repasse da Coamo é cerca de 7,6% superior ao de 2024, quando foi de R$ 185,5 milhões, e o da Credicoamo é 40% superior ao repassado em 2024, quando foi de R$ 45 milhões”, disse em nota.

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“A Coamo fará a antecipação de R$ 0,70 por saca de soja, R$ 0,20 por milho, R$ 0,20 por trigo fixados até 30 de novembro e de 1,50% por insumos retirados até 30 de novembro. Sempre fizemos o pagamento antecipado desta sobra, que é um diferencial de uma cooperativa para uma empresa. E a aplicação financeira dos cooperados na Credicoamo rende 12% ao ano, desempenho praticamente superior à poupança em diversos períodos”, destacou o presidente do Conselho de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini.

O complemento das sobras da Coamo será pago em fevereiro e da Credicoamo, no início de março.



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Argentina semeia 36% da soja, mas excesso de chuvas preocupa produtores


Segundo informações divulgadas pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em relatório da Bolsa de Cereais de Buenos Aires de 27 de novembro, a semeadura da soja da safra 2025/26 na Argentina alcançou 36% da área total estimada em 17,6 milhões de hectares. O avanço semanal foi de 11 pontos percentuais, mas o ritmo segue abaixo do esperado.

Apesar da aceleração recente, o plantio ainda está 9 pontos percentuais atrás do mesmo período da safra passada e 1 ponto abaixo da média dos últimos cinco anos. O principal entrave, segundo o relatório, é o excesso de chuvas em importantes regiões produtoras, o que tem dificultado a operação de maquinários agrícolas e limitado o progresso da semeadura.

As áreas com maior percentual de avanço no plantio são o Sul de Córdoba (66,5%), o Núcleo Norte (63,3%) e o Noroeste de La Pampa (56,5%). Em contrapartida, o Centro-Norte de Córdoba, Núcleo Sul e Centro-Leste de Entre Ríos apresentam atrasos consideráveis, com apenas 27,1%, 49,4% e 34,5% das áreas semeadas, respectivamente — todos com desempenho inferior ao padrão para o período.

Segundo o Imea, esse cenário reflete os impactos dos volumes excessivos de precipitação registrados em diversas províncias argentinas, que já vinham afetando o calendário agrícola desde o início da safra.

A lentidão no plantio argentino preocupa o mercado internacional e pode influenciar o comportamento dos preços da soja, especialmente no Brasil. Como segundo maior produtor mundial da oleaginosa, a Argentina tem papel estratégico na oferta global. Qualquer atraso significativo pode gerar volatilidade nas cotações futuras, impactando decisões de comercialização e logística no Brasil.

A expectativa é que o avanço do plantio retome ritmo mais intenso com a redução das chuvas nas próximas semanas. No entanto, o sinal de alerta está aceso: caso o clima siga instável, o calendário da soja poderá ser comprometido, o que refletiria diretamente na produtividade potencial da safra argentina e, por consequência, nos estoques globais do grão.





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Com abate recorde, boi gordo mantém alta e embarques se encaminham para marca histórica



A arroba do boi gordo foi negociada a uma média de R$ 322,50 na praça-base São Paulo nesta terça-feira (2), conforme o Indicador do Boi Datagro. Este foi o terceiro dia seguido com alta, mesmo cenário encontrado em Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantins.

De acordo com a analista de Mercado da consultoria Datagro Beatriz Biancchi, o mercado sinaliza estabilidade, mesmo diante de um momento com oferta elevada.

“Esses resultados se confirmam diante da divulgação dos dados preliminares do IBGE, que registraram níveis de abates recordes e de produção de carne também nas máximas para o acumulado do ano até setembro, com mais de 31,5 milhões de cabeças abatidas e mais de 8 milhões de toneladas de carne produzidas, o que revela uma mudança estrutural no mercado pecuário como um todo a nível nacional”, destaca.

Beatriz lembra que a partir de novembro, com a estação de monta, se tem a retirada das matrizes no mercado de abate, porém, ainda há boa quantidade de animais para serem processados.

“Chuvas irregulares em algumas regiões produtoras também contribuem para esta oferta e tracionam as escalas. Nesse quadro, temos as programações de abates avançando para suas máximas históricas no final de novembro. Hoje, o indicador fechou a escala de São Paulo próximo dos 14 dias corridos”, informa a analista.

Ela ainda lembra o reforço da grande quantidade de animais que ainda estão sendo confinados nessa época do ano. “No mês de dezembro o consumo interno tende a ganhar força e se intensificar com a entrada de remunerações extras, como o 13º salário e bonificações, momento em que o brasileiro não deixa de colocar carne na mesa

Já em relação às exportações, Beatriz destaca que a carne bovina ainda apresenta desempenho muito positivo, sinalizando para um novo recorde, a ser verificado na próxima divulgação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta semana.

Os dados dos primeiros 14 dias úteis do mês dão conta que os embarques de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,308 bilhão, com média diária de US$ 93,437 milhões.

A quantidade total exportada pelo país chegou a 238,219 mil toneladas, com média diária de 17,015 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.491,20.

Em relação ao mesmo período de novembro de 2024, houve alta de 59,7% no valor médio diário da exportação, ganho de 41,7% na quantidade média diária exportada e avanço de 12,7% no preço médio.



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Cotação do boi gordo segue tendência de alta; veja os preços da arroba



O mercado físico do boi gordo apresenta acomodação em seus preços em grande parte do país, com um ou outro negócio realizado acima da referência média.

De acordo com o analista da Consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a demanda é variável importante para que haja retomada do movimento de alta para o mercado do boi, considerando a expectativa de bom ritmo de vendas para os Estados Unidos, mercado que se depara com grande necessidade de compra.

“Além disso, a demanda doméstica está aquecida porque dezembro é o mês de melhor consumo de carne bovina no ano”, disse.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 322,92 — ontem: R$ 322,33
  • Goiás: R$ 315,54 — R$ 314,11
  • Minas Gerais: R$ 319,41 — R$ 317,35
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,32 — R$ 318,52
  • Mato Grosso: R$ 301,15 — R$ 299,73

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda apresenta acomodação em seus preços no decorrer da semana. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela alta dos preços no curto prazo, em linha com o ótimo potencial de consumo durante o último bimestre.

Ele salienta que os cortes do traseiro apresentam maior potencial de valorização nesse período do ano pelo perfil de consumo.

  • Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 25,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: segue cotado a R$ 19,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: se mantém a R$ 18,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,53%, sendo negociado a R$ 5,3296 para venda e a R$ 5,3276 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3291 e a máxima de R$ 5,3626.



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Alta moderada e expectativa de volatilidade no agro



As inspeções de exportação continuam indicando fraqueza


 As inspeções de exportação continuam indicando fraqueza
As inspeções de exportação continuam indicando fraqueza – Foto: Divulgação

Os mercados agrícolas internacionais seguiram a semana com avanços moderados, em meio à retomada gradual de dados oficiais nos Estados Unidos e ao cenário regulatório ainda indefinido na União Europeia. O desempenho do S&P GSCI Agriculture Index, que subiu 1,1% até 1º de dezembro, refletiu um ambiente de negociações contidas e expectativas de maior volatilidade nas próximas semanas.

Segundo análise do Rabobank, a divulgação atrasada de relatórios do USDA e da CFTC, resultado da paralisação do governo norte-americano, limitou a confiança dos participantes. As inspeções de exportação continuam indicando fraqueza nas vendas de soja dos Estados Unidos, mas a ausência de dados atualizados de exportações abriu espaço para algum suporte, impulsionado por operações pontuais de venda para a China. A retomada das publicações trouxe reação inicial cautelosa, com possibilidade de movimentos mais amplos quando os fundamentos e o posicionamento dos agentes forem totalmente esclarecidos.

Na Europa, o debate regulatório avançou após o Parlamento aprovar posição favorável ao adiamento de doze meses da aplicação das regras do EUDR. A decisão veio dias depois de o Conselho adotar postura semelhante. Ambos divergem da proposta anterior da Comissão Europeia, que previa implementação gradual com um período de adaptação de seis meses. As instituições precisam chegar a um acordo até meados de dezembro, caso contrário a norma passa a valer em 30 de dezembro de 2025.

No mercado de cacau, o contrato de março na bolsa de Nova York subiu 7,1% na semana, recuperando parte das perdas de novembro. A queda anterior, combinada a negociações reduzidas e estoques baixos, criou espaço para reação, que se consolidou após o ICCO reduzir a projeção de superávit para 2024/25 para 49 mil toneladas.

 





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Ministério retoma investigações para proteger produtor de leite contra importações ‘desleais’



As investigações antidumping nas importações de leite em pó provenientes de Argentina e Uruguai serão retomadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), anunciou o vice-presidente e titular da pasta, Geraldo Alckmin, nesta terça-feira (2).

Desde agosto deste ano o processo estava parado por conta de medida preliminar que apontava problemas técnicos na origem da petição, como a necessidade de diferenciação do produto in natura da versão em pó,mas, agora, a pedido da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), os trabalhos devem seguir até junho de 2026.

Contudo, representantes da entidade dizem esperar que medidas, como a antecipação de uma tarifa adicional ao produto importado, sejam colocadas em prática antes desse período. De acordo com o assessor técnico da entidade, Guilherme Sousa Dias, foi constatado que entre 2021 e 2023, que abrange o período investigado, a Argentina exportou leite em pó ao Brasil a um preço 53% menor do que custava em seu mercado interno.

O vice-presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Jônadan Ma, destacou a importância da decisão como “uma ação concreta de defesa ao produtor e à indústria nacional”, diante dos prejuízos causados pelas importações aos pecuaristas de leite no país, principalmente os pequenos, que já enfrentam uma crise de baixos preços e alta dos custos de produção.

“O importante é garantir a sobrevivência do produtor e amenizar o cenário crítico pela cadeia leiteira”, acrescentou. “O ministro reconheceu o peso social, político e estratégico da cadeia do leite. O Brasil reúne mais de 1,1 milhão de produtores, responsáveis pelo sustento direto de 5 a 6 milhões de pessoas”, completou.

Segundo ele, com a decisão, a produção nacional poderá ser preservada de práticas desleais de comércio e evita-se a dependência do mercado externo no médio e no longo prazo.

Ma disse, ainda, que o setor leiteiro enfrentou um ano particularmente desafiador em 2025 e que a expectativa é encerrar o ano com algum alívio e iniciar 2026 em condições mais favoráveis, abrindo novas perspectivas para os produtores e para toda a cadeia produtiva.

O deputado Domingos Sávio, da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), lembrou que esse entendimento é reconhecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC) de que o leite em pó é similar ao leite in natura, fator que, na sua avaliação, pesou para que a equipe técnica do MDIC revisse sua posição, que foi respaldada pelo ministro e vice-presidente Geraldo Alckmin.

Já a deputada Ana Paula Leão, presidente da FPPL, disse que os próximos passos, além das tarifas antidumping provisórias, é tratar de ações estruturantes para a cadeia produtiva para melhorar a rentabilidade do produtor.

O assessor técnico da CNA, Guilherme Dias, pontuou que as próximas etapas envolvem a publicação, no processo, do deferimento do pedido de reconsideração da CNA e a retomada da investigação de dumping.

A Confederação também aguarda a determinação preliminar positiva de dumping, dano e nexo causal para aplicação de direitos antidumping provisórios tão logo seja possível. A entidade segue articulando junto ao MDIC e lutando pela defesa dos produtores rurais.



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