quarta-feira, março 18, 2026

Autor: Redação

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Clima adverso e relatório do USDA devem impactar preços do milho nesta semana



O cenário externo do milho demonstrava oscilação, mas a oferta mais curta no final do ano e a demanda forte de etanol e ração fizeram com que os preços do cereal no Brasil permanecessem sustentados ao longo da semana passada.

Enquanto isso, o plantio do milho verão já alcançou quase 66% da área prevista, ritmo acima dos últimos anos, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em Chicago, o contrato de milho para janeiro de 2026 encerrou a US$ 4,37 por bushel, com leve alta de 0,46% na semana. Na B3, o vencimento de mesmo período subiu 1,15%, fechando a R$ 74,05 por saca.

E agora, o que esperar?

Análise da plataforma Grão Direto mostra que o mercado de milho inicia a semana ainda refletindo a combinação entre volatilidade externa e ajustes domésticos ligados ao clima e ao câmbio.

  • Relatório do USDA: em Chicago, o fechamento da última semana indicou certa fragilidade dos contratos, com recuo dos principais vencimentos, muito influenciados pela expectativa em torno do próximo relatório do USDA e pelo movimento de queda observado nos grãos em geral. De acordo com a Grão Direto, esse pano de fundo sugere que, nos primeiros dias desta semana, os preços internacionais podem seguir sensíveis à formação de expectativas sobre oferta global, mantendo comportamento lateralizado ou levemente pressionado enquanto o mercado aguarda novos dados oficiais. “Ainda assim, como já ocorreu antes de divulgações de relatórios mais relevantes, não se descarta algum ajuste técnico intermediário, sem, porém, caracterizar mudança de tendência.”
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  • Clima sendo protagonista: a Grão Direto reforça que o fator climático tende a ganhar protagonismo conforme avança o calendário do milho 2ª safra. O mercado já reflete preocupações com janelas apertadas de plantio e condições irregulares em algumas regiões, o que já começa a ser incorporado nas curvas futuras brasileiras como “prêmio de risco”. “A percepção de que parte da segunda safra pode ser afetada por atrasos ou necessidade de substituição de área cria um componente estrutural de sustentação, ainda que a colheita atual e os estoques ofereçam algum alívio no curto prazo”.
  • Oferta menos confortável: o mercado começa a testar cenários em que a oferta de 2026 possa vir menos confortável, o que torna o preço mais sensível a previsões meteorológicas e movimentos de câmbio nas próximas semanas. “O milho inicia a semana com viés de estabilidade, mas com o radar ligado para o clima e os próximos dados do USDA. A combinação entre pressão externa e preocupação crescente com a safrinha 2026 sustenta as curvas futuras e limita recuos mais profundos”, destaca a Grão Direto.



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Exportações brasileiras de ovos mantêm crescimento e avançam 5,8% em novembro



As exportações brasileiras de ovos seguem em crescimento e mantiveram avanço em novembro, tanto em volume quanto em receita. Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e consideram ovos in natura e produtos processados. O desempenho mensal reforça um movimento de forte expansão ao longo de 2025, com resultados acumulados muito acima dos registrados no ano anterior.

Em novembro, os embarques alcançaram 1.893 toneladas. O volume representa alta de 5,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Na avaliação da entidade, o resultado confirma a manutenção de um ritmo elevado de exportações, mesmo após meses consecutivos de crescimento.

A receita também apresentou avanço expressivo no mês. As vendas externas do setor somaram US$ 5,247 milhões em novembro, valor 32,8% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O desempenho indica ganho de valor médio nos embarques e maior participação de mercados com melhor remuneração.

Acumulado do ano mostra expansão consistente

No acumulado de janeiro a novembro, as exportações brasileiras de ovos totalizaram 38.637 toneladas. O volume é 135,4% maior em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Em igual período de 2024, os embarques somaram 16.414 toneladas, segundo a ABPA.

Em receita, o crescimento foi ainda mais intenso. Até novembro, o setor alcançou faturamento de US$ 92,130 milhões. O valor representa aumento de 163,5% na comparação anual. Nos onze primeiros meses de 2024, a receita havia sido de US$ 34,965 milhões.

Para a associação, os números refletem a consolidação de novos mercados e a ampliação do espaço do produto brasileiro no comércio internacional, com impactos positivos sobre o resultado financeiro das exportações.

Destinos e perfil da demanda

Entre os principais destinos em novembro, o Japão liderou as compras, com 757 toneladas. O volume representa crescimento de 266,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em seguida, apareceram o México, com 284 toneladas, e o Chile, com 261 toneladas.

Também figuram entre os principais compradores os Emirados Árabes Unidos, com 205 toneladas, e o Uruguai, com 96 toneladas. Em alguns mercados, houve retração pontual no volume, sem comprometer o desempenho geral do mês.

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o patamar elevado dos embarques, aliado à diversificação de destinos, tem favorecido a rentabilidade do setor. Ele destaca a presença crescente em mercados de maior valor agregado, movimento que sustenta o avanço da receita mesmo com oscilações em volumes específicos.



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Ciclone atípico provoca ventos acima de 100 km/h e chuva acima de 150 mm, alerta meteorologista



Depois de um domingo marcado por calor extremo, com 39,2°C em São Luís Gonzaga (RS), segundo o Inmet, o Sul e parte do Sudeste do Brasil entram nesta semana sob alerta máximo para tempestades severas. De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a formação de um ciclone extratropical entre terça (9) e quarta-feira (10) deve provocar ventos intensos, granizo e volumes de chuva que podem ultrapassar 150 mm em algumas regiões.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Segundo Müller, imagens de satélite já mostram o sistema de baixa pressão se organizando no Sul do país, criando condições para temporais ainda nesta segunda-feira à tarde.

“Há risco de granizo, rajadas intensas e tempestades generalizadas em toda a região Sul. Entre terça e quarta-feira, os ventos associados ao ciclone podem alcançar 100 km/h”, afirmou o meteorologista.

Além dos ventos fortes, Müller destaca a possibilidade de tornados e microexplosões, fenômenos que podem ocorrer em situações de ciclogênese intensa.

Chuva forte pode causar enxurradas e danos em áreas agrícolas

O Rio Grande do Sul, que vem enfrentando semanas de altas temperaturas e irregularidade de chuvas, deve receber volumes significativos, entre 100 e 150 mm em 24 a 48 horas.

“Por um lado, a umidade é bem-vinda. Mas como o solo está muito seco, a chuva intensa em curto período aumenta o risco de enxurradas e lixiviação em áreas agrícolas, especialmente onde houve replantio de soja e milho”, explicou Müller.

A instabilidade também atinge Santa Catarina e Paraná, com temporais nesta segunda-feira e agravamento do quadro entre terça e quarta.

Moradores devem redobrar atenção

O meteorologista reforça que, embora a previsão indique risco generalizado, a definição exata de onde os estragos serão mais severos só ocorre com poucas horas de antecedência.

“É fundamental acompanhar os alertas da Defesa Civil. Como parte do evento vai ocorrer entre a noite de terça e a madrugada de quarta, muita gente estará dormindo. É importante identificar o cômodo mais seguro da casa”, orientou.

A partir de quinta-feira, tempo firma no Sul

O ciclone perde força ao longo da quinta-feira, quando o tempo volta a ficar firme na maior parte da região Sul.

Instabilidade também avança para Centro-Oeste, Sudeste e parte do Norte

Além do Sul, o sistema de baixa pressão e, posteriormente, a frente fria associada levam chuva forte para outros estados.

Centro-Oeste

  • Mato Grosso do Sul: temporais entre segunda e terça.
  • Mato Grosso: chuva em Alta Floresta de terça a quinta, com máximas próximas a 30°C.

Sudeste

A partir de quarta, a frente fria empurra chuva significativa para São Paulo e Triângulo Mineiro. Os acumulados podem chegar a 50 mm em 24h, com totais superiores a 100 mm ao longo da semana. Em Uberaba, a previsão aponta 200 mm acumulados em 30 dias.

Nordeste

O tempo segue firme na maior parte do interior, com máximas chegando a 34°C no Ceará.



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Cenário da soja 25/26 se mantém incerto com clima irregular; mercado aguarda USDA



O mercado de soja manteve atenção total ao desenvolvimento das lavouras no Brasil e na Argentina ao longo da semana, com a irregularidade das chuvas já comprometendo parte do potencial da safra 25/26. Segundo a plataforma Grão Direto, esse cenário contribuiu para a volatilidade em Chicago, que registrou queda nos contratos.

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Contratos futuros de soja

O contrato de soja para janeiro de 2026 encerrou a US$ 11,05 por bushel, recuo de 2,81%, enquanto março de 2026 caiu 2,53%, fechando a US$ 11,16 por bushel. No mercado doméstico, os preços registraram predominância de baixas, influenciados pelo recuo em Chicago, apesar de movimentos mistos. O dólar avançou 1,88%, cotado a R$ 5,43, oferecendo suporte à soja brasileira.

As compras da China nos Estados Unidos continuaram, ajudando a sustentar os preços internacionais, enquanto o mercado ajustou posições à espera do relatório do USDA, que será divulgado no dia 9, com atenção especial à produtividade e às exportações norte-americanas.

O que esperar do mercado?

Para esta semana, fatores externos predominam no curto prazo, mantendo pressão baixista, especialmente diante da valorização do dólar e do recuo do farelo. Ainda assim, após perdas consecutivas, cresce a possibilidade de ajustes técnicos e repiques pontuais, à medida que agentes se reposicionam antes do relatório do USDA.

O câmbio segue sendo um ponto de sustentação para a soja nacional. Mesmo com queda em Chicago, o dólar elevado melhora a competitividade do produto brasileiro e incentiva exportações. Caso o dólar permaneça acima de R$ 5,30/5,40, a demanda internacional pode absorver parte da oferta, limitando perdas no mercado doméstico.

O tempo no Brasil

Já o clima permanece como principal risco. A irregularidade das chuvas e o atraso no plantio levaram a Conab a revisar para baixo a expectativa de produção, descartando um novo recorde e aproximando a safra do resultado de 2024/25. Essa condição reduz a margem de segurança e pode gerar movimentos de recuperação caso haja piora climática adicional.

A soja brasileira

Combinando pressão externa, estímulo cambial e sensibilidade ao clima, a semana deve ser de volatilidade, com oscilações constantes entre vetores externos de curto prazo e ajustes internos de médio prazo. A soja apresenta viés neutro a levemente baixista, com possibilidade de altas pontuais dependendo do câmbio, clima e reposicionamento pré-USDA.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores retêm soja e temem perdas na safra



Mercado da soja trava com impasse entre compradores e produtores



Foto: Arquivo Agrolink

Negociações com soja e derivados seguem lentas no início de dezembro, marcadas pela resistência dos vendedores e cautela dos compradores. Segundo o Cepea, disparidade de preços e preocupações com o clima explicam a desaceleração.

As negociações envolvendo soja e seus derivados estão em ritmo reduzido neste começo de dezembro, segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O cenário é de impasse: compradores pressionam por queda nas cotações, enquanto produtores evitam vender diante das incertezas climáticas e boa condição financeira.

O levantamento aponta que grande parte dos consumidores está abastecida e prefere aguardar uma possível retração nos preços antes de fechar novos contratos. Por outro lado, os sojicultores, em sua maioria capitalizados, têm evitado ofertar novos lotes no mercado spot e direcionam seus esforços às atividades de campo.

O clima é um fator central na cautela dos produtores. Regiões com déficit hídrico acendem o alerta para perdas de produtividade, o que reforça a decisão de manter o grão armazenado. Segundo o Cepea, a apreensão com a safra 2025/26 já é perceptível entre os agentes consultados, que consideram improvável o cumprimento da estimativa de 177 milhões de toneladas feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Esse quadro de desaquecimento nas negociações reflete um momento de transição para o mercado da soja. Além das tensões sobre os preços, há um componente de incerteza climática que eleva o risco para decisões de venda, tanto no curto quanto no médio prazo.

A desaceleração nas trocas comerciais também pode impactar outros elos da cadeia, especialmente indústrias processadoras e exportadores que dependem de um fluxo contínuo de matéria-prima. No entanto, a postura dos produtores sinaliza uma estratégia de retenção em busca de preços mais favoráveis ou, ao menos, maior clareza quanto ao desempenho da safra.

Para os próximos meses, o comportamento do clima e a movimentação da demanda internacional serão decisivos para destravar o mercado. Até lá, a tendência é de continuidade na lentidão das negociações, com pouca oferta no spot e compradores cautelosos quanto às aquisições.





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Índice de Poder de Compra indica redução de preços em novembro, diz Mosaic



O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) de novembro fechou em 1,12, representando uma queda de 3,8% em relação ao mês anterior. Segundo a Mosaic Fertilizantes, a redução indica um cenário favorável para o produtor rural.

Em nota, a Mosaic afirma que a combinação de mercado externo, câmbio e preços dos fertilizantes contribuiu para o movimento. “A variação foi influenciada pelo comportamento das commodities agrícolas, recuo do dólar e redução pontual na aplicação de fertilizantes”, disse.

O IPCF é divulgado mensalmente pela Mosaic, e consiste na relação entre indicadores de preços de fertilizantes e das principais lavouras brasileiras: soja, milho, cana-de-açúcar e algodão.

Commodities apresentam alta

Segundo comunicado, as commodities apresentaram leve alta média de 0,8%, com destaque para a soja (+2,1%), impulsionada pelo suporte internacional e pelo aumento das compras chinesas após novos acordos comerciais com os Estados Unidos.

O milho também avançou (+2,6%) em virtude da entressafra e da limitada oferta. Já algodão (-1,2%) e cana-de-açúcar (-0,4%) tiveram quedas moderadas. O câmbio contribuiu adicionalmente, com o dólar recuando 0,8% no período.

Preços dos fertilizantes

Quanto aos preços dos fertilizantes, a Mosaic afirma que recuaram cerca de 2% em novembro – antes de novas altas do enxofre, que já ultrapassou os níveis de US$ 500 por tonelada no Golfo Árabe, acumulando altas sucessivas.

“Há também a assinatura antecipada do contrato de fornecimento de cloreto padrão para a China em 2026, em níveis superiores de preço ao visto neste ano. O acordo surpreendeu o mercado por ser sido fechado historicamente como um dos mais antecipado que já se observou”, disse a empresa.

Questões geopolíticas

A Mosaic alerta, ainda, para as questões geopolíticas, que permanecem em evidência, com os recentes acordos comerciais envolvendo China, Estados Unidos e Brasil, o mercado agrícola global tende a maior estabilidade. “A China mantém compras relevantes, mas as negociações globais trazem volatilidade.”

No cenário interno, a empresa recomenda que os agricultores organizem suas compras e recebam seus fertilizantes de forma antecipada, considerando que o plantio do milho safrinha deve se concentrar logo após a colheita da soja, que deve atrasar.

A Mosaic afirma que, com o aumento significativo do uso de sulfato de amônio em relação à ureia, a movimentação nos portos tende a ser ainda maior. “Antecipar operações pode garantir disponibilidade, eficiência logística e melhores condições comerciais”.



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‘Pode ser um divisor de águas’, diz embaixadora sobre acordo entre Mercosul e União Europeia



A Delegação da União Europeia (UE) promoveu na manhã desta segunda-feira (8), em Brasília, um encontro estratégico com embaixadores para discutir os próximos passos do acordo comercial entre UE e Mercosul, que entra na fase final de negociações após 25 anos de tratativas.

Durante o evento, a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, afirmou que as próximas votações no bloco europeu serão decisivas para a assinatura do acordo ainda este mês.

‘Divisor de águas’

Schuegraf destacou que há grande interesse e expectativa em torno do avanço do acordo. Segundo ela, a etapa mais importante ocorre no Conselho da União Europeia, órgão que reúne os 27 Estados-membros do bloco.

“Esse acordo é muito importante e poderia ser um divisor de águas nas nossas relações”, afirmou. A votação no Conselho da União Europeia será decisiva para assinar o acordo no dia 20 de dezembro, se tudo correr bem.”, diz Schuegraf.

Antes disso, os países europeus discutem pontos técnicos, como a cláusula de salvaguarda, mecanismo interno necessário para que o cronograma siga até a assinatura do tratado.

A embaixadora lembrou que, no dia 16 de dezembro, haverá uma votação no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, considerada a “segunda etapa” do processo. Mas o ponto mais sensível acontece no dia 18, quando o Conselho Europeu deverá decidir se há consenso suficiente para validar o acordo.

“Todos os Estados-membros precisam concordar. Há um quantitativo de votos necessário para aprovar, mas ainda não é possível prever o resultado .Existe muito otimismo profissional, mas precisamos esperar o dia da votação.”, afirmou Schuegraf.

A representante europeia ressaltou que alcançar unanimidade em um bloco com múltiplos interesses não é simples.

Assinatura do acordo

Se todas as etapas forem aprovadas, a assinatura oficial do acordo entre União Europeia e Mercosul poderá ocorrer em 20 de dezembro, conforme destacou a embaixadora.

O evento em Brasília reforça o compromisso das partes em avançar na integração comercial depois de décadas de negociações e entraves políticos.



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Trump deve anunciar pacote de US$ 12 bilhões para socorrer agricultores



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve anunciar nos próximos dias um pacote de US$ 12 bilhões destinado a apoiar agricultores impactados pela guerra comercial e pelos efeitos das políticas tarifárias adotadas pelo próprio governo. O anúncio ocorrerá durante um evento na Casa Branca, que reunirá produtores de diversos segmentos para discutir os detalhes do programa.

Produtores americanos vêm enfrentando dificuldades após colheitas recordes e uma forte redução nas vendas de soja à China, tradicional principal compradora do grão norte-americano. Em meio ao impasse comercial entre Washington e Pequim, o país asiático passou a priorizar fornecedores da América do Sul, especialmente Brasil e Argentina.

As perdas acumuladas ao longo do ano somam bilhões de dólares, afetando diretamente setores que dependem do mercado chinês para escoar sua produção.

Pacote menor que o previsto após paralisação do governo

A proposta original previa um pacote ainda maior, estimado em até US$ 15 bilhões, mas o anúncio foi adiado devido ao prolongado shutdown do governo federal. Agora, a medida busca oferecer um alívio emergencial a produtores de gado e de culturas como soja, milho, algodão e batata, enquanto a administração Trump tenta reduzir os impactos econômicos da disputa comercial.



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Canal Rural lança plataforma gratuita de Cotações do mercado físico e futuro


O Canal Rural acaba de lançar mais uma ferramenta especialmente pensada em conferir praticidade e informação de qualidade ao produtor: uma nova plataforma de cotações.

Trata-se de uma nova guia do site que traz informações em tempo real do mercado físico e futuro das principais commodities agropecuárias do país.

Assim, o produtor consegue saber os preços atualizados da saca de soja, milho, café, arroz, feijão, algodão, trigo, além das cotações de etanol e açúcar, boi gordo, frango e suíno, bem como comparar esses valores ao longo dos últimos dias.

No mercado físico, com dados fornecidos pela consultoria Safras & Mercado em parceria com o Canal Rural, a plataforma traz os preços aferidos nas principais praças de comercialização brasileiras.

Exemplo disso é em relação à soja. O produtor consegue ter acesso aos preços médios praticados em Balsas, no Maranhão; em Barreiras, na Bahia; em Campos Novos, em Santa Catarina; Cascavel e Paranaguá, no Paraná; Jataí, em Goiás; Primavera do Leste e Sorriso, em Mato Grosso; além do BRPort IDX, o Índice Safras dos Portos Brasileiros.

preços futuros do milho - plataforma Cotações Canal Rural
Foto: Reprodução

Já no mercado futuro, o Canal Rural, em parceria com a TradinView, oferece as cotações do dólar, da soja em grão e do óleo de soja, do arroz, milho, trigo, suco de laranja, açúcar, café robusta, algodão, cacau, boi gordo e petróleo.

Além disso, a página de cotações congrega as últimas notícias produzidas pela equipe de jornalismo do Canal Rural sobre as commodities apresentadas. Assim, além de um detalhamento sobre os preços, o produtor fica sabendo questões de manejo, política, pesquisa, mercado e curiosidades, tudo no mesmo lugar.

Então, não perca tempo e acesse a nova página de Cotações para ter uma sólida base para a comercialização de seus produtos.



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Comercialização lenta expõe sojicultor a risco de queda nos preços, alerta analista



No último Soja Brasil, a comercialização da soja foi um dos destaques do episódio. Com o plantio praticamente no fim em todo o país, além do acompanhamento do desenvolvimento das lavouras, cresce a preocupação com a venda da safra. Para analisar esse cenário, o Soja Brasil convidou Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, que participou do debate sobre o tema.

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Silveira iniciou explicando que novembro foi marcado por alta volatilidade, principalmente na Bolsa de Chicago. “Nós tínhamos ali uma tensão do mercado sobre China e Estados Unidos, mas tivemos a China, a princípio, fechando um acordo com os EUA para buscar a soja americana, com uma expectativa de 12 milhões de toneladas até o final do ano”, afirmou.

Ele destacou que esse cenário acabou elevando bastante as oscilações dos contratos em Chicago, que saíram dos níveis de US$ 11 por bushel e chegaram a testar patamares de US$ 11,50.

Segundo o analista, esse movimento trouxe pressão sobre o mercado. Paralelamente, os prêmios no Brasil também se ajustaram bastante para baixo, corrigindo parte da alta externa. ”No mercado doméstico, até tivemos picos de preço, mas logo após já começou a corrigir, mantendo certa estabilidade sem altas muito agressivas até o momento”, explicou.

Silveira reforçou que esses movimentos estão ligados ao câmbio, ao clima e às relações entre China e Estados Unidos, especialmente às variações políticas. Outro fator que trouxe incertezas foi a falta temporária dos relatórios semanais de vendas dos EUA, em razão do shutdown no país. “Tava meio que todo mundo às cegas”, observou.

Com a retomada da divulgação e após o relatório do USDA de novembro, ajustes importantes foram incorporados às projeções de safra americana. Daqui para frente, segundo o analista, ainda devem influenciar o mercado os movimentos cambiais, o comportamento da Bolsa de Chicago, a demanda chinesa, os prêmios nos portos e as expectativas para a produção no Brasil e na Argentina, que já avança com seus trabalhos de plantio.

Replantio ocorre em regiões, mas safra deve ser boa

Questionado sobre o que se pode esperar para dezembro, Silveira comentou que o replantio observado em algumas áreas do país está diretamente ligado ao clima. “Nós tivemos algum atraso para chuvas, principalmente na região Nordeste. Demorou para normalizar o retorno das chuvas”, explicou. Ele citou também atrasos de plantio em Minas Gerais, recuperação mais recente em Goiás e problemas climáticos pontuais no Paraná.

Mesmo assim, a expectativa geral é positiva, “No geral, ainda esperamos uma safra muito boa, um clima que pelos mapas está se desenhando favorável”, pontuou.

Comercialização está muito atrasada

O analista afirmou que a comercialização da safra está muito atrasada em comparação com anos anteriores, um ponto de preocupação dentro da Safras & Mercado. Para o ano que vem, a expectativa é de uma boa safra de soja e de melhor estoque de passagem, o que tende a trazer um viés negativo para os preços no primeiro semestre.

“Se o produtor não estiver bem comercializado, sem antecipação de fluxo de caixa e previsibilidade, pode acabar sofrendo bastante nas margens, porque os preços podem recuar bastante no primeiro semestre do ano que vem”, alertou.

Orientação ao produtor: avançar nas vendas

Sobre a postura dos agricultores neste fim de ano, Silveira reforçou que muitos produtores seguem esperando preços melhores. ”É importante o produtor avançar mais na comercialização, fixar sua soja, olhar as travas em Bolsa e pensar em previsibilidade, fluxo de caixa. Não ficar com soja disponível, pouco comercializada, para lá na frente encarar um cenário que deve não ser muito favorável para preços”, concluiu.



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