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Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (8), a semeadura da soja da safra 2025/26 atingiu 100% dos 13,01 milhões de hectares projetados em Mato Grosso na última sexta-feira (5). O avanço semanal foi de 0,31 ponto percentual. O Imea informou que o início dos trabalhos ocorreu em ritmo acelerado, “o mais rápido dos últimos cinco anos”, favorecido pelos acumulados de chuva no começo do período.
No entanto, o instituto destacou que o fim de outubro foi marcado por estiagem e temperaturas elevadas, o que gerou preocupação sobre o desenvolvimento das lavouras. Conforme o Imea, esse cenário reduziu o ritmo das atividades e manteve o indicador abaixo da média histórica recente. As regiões Centro-Sul, Nordeste e Sudeste foram as mais impactadas pela irregularidade das precipitações, o que retardou a conclusão dos trabalhos e levou essas áreas a encerrarem a semeadura somente na última semana.
O Imea também informou que, para as próximas semanas, as projeções do NOAA indicam acumulados de 65 a 75 milímetros na maior parte do estado. Segundo a análise, esse volume pode ajudar a mitigar os efeitos iniciais da estiagem sobre as lavouras.
Os 500 novos mercados abertos para produtos do agronegócio brasileiro desde 2023, marca conquistada na última terça-feira (9) com a autorização para envio de carne bovina à Guatemala, agora podem ser consultados em um painel digital interativo.
A ferramenta, disponibilizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), reúne todas as aberturas da atual gestão, que soma uma média de 14 novas oportunidades a cada mês.
O painel apresenta um mapa-múndi dinâmico, com filtros que permitem cruzar informações por produto, país, ano, continente e categoria. Assim, o usuário pode identificar os seguintes aspectos:
Quantos mercados foram abertos em determinado período;
Quais países lideram em número de oportunidades;
Quais grupos de produtos mais se beneficiaram; e
A participação relativa de cada categoria.
“Voltado a diferentes públicos, como produtores rurais, cooperativas, empresas exportadoras, entidades setoriais, gestores públicos, pesquisadores e imprensa, o painel tem o objetivo de ampliar a transparência, aproximar os dados da realidade produtiva e contribuir para que mais empresas se preparem para exportar”, diz o Mapa, em nota.
De acordo com a pasta, cerca de 60% das aberturas foram conquistadas em postos que contam com adidos agrícolas. Nos dez países com maior número de mercados abertos, há adidos alocados junto às embaixadas brasileiras, o que evidencia o papel dessa rede na identificação de mercados, na negociação de requisitos sanitários e no apoio às empresas.
O Ministério reforça que as informações serão atualizadas à medida que novas aberturas forem concluídas, permitindo acompanhar, em tempo quase real, a evolução da inserção internacional do agronegócio brasileiro, tanto em setores consolidados quanto em segmentos emergentes.
O governo federal pretende realizar 14 leilões rodoviários no próximo ano, disse nesta quinta-feira (11) o ministro dos Transportes, Renan Filho. O número supera, segundo ele, os 13 leilões de rodovias realizados durante todo o ano de 2025.
“Vamos bater o recorde deste ano”, disse ele, ao participar do leilão da Autopista Fernão Dias, promovido pela B3, na capital paulista.
“A gente já fez 22 [leilões rodoviários deste o início do mandato do presidente Lula]. No ano que vem vamos fazer 14 [novos leilões] e, além de fazer muito mais coisas novas, também estamos resolvendo os problemas do passado que tinham deixado embaixo do tapete. Isso é muito significativo para o Brasil”, destacou o ministro em entrevista a jornalistas.
Segundo Renan Filho, estão previstos ainda leilões de ferrovias. “Também vamos realizar oito leilões ferroviários e vamos dar uma virada no investimento ferroviário no país.”
Na tarde de hoje, a Motiva (antiga CCR) venceu o leilão do contrato otimizado da Autopista Fernão Dias após oferecer 17,05% de deságio sobre a tarifa de pedágio. Com essa oferta, a companhia bateu outros dois concorrentes, a atual concessionária da autopista, a Arteris Fernão Dias, e o Grupo EPR (Consorcio Infraestrutura MG).
Esse leilão de contrato otimizado da BR-381 faz parte da estratégia do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para modernizar contratos antigos de concessão rodoviária e é o quarto do tipo já realizado pelo atual governo. No entanto, esta foi a primeira vez em que houve concorrência e o controle passou para uma outra empresa.
“Hoje, pela primeira vez na história dos contratos de concessão pública do Brasil e por meio de leilão, uma empresa que estava num contrato que não performava saiu do contrato para dar lugar a outro, a fim de aumentar a performance e fortalecer os investimentos”, ressaltou o ministro.
A transição de controle entre a antiga concessionária (a Arteris) e a empresa vencedora do leilão deverá ocorrer de forma rápida, estimou Renan Filho. “Nós vamos combinar com a Arteris essa saída e fazê-la o mais rápido possível. Vamos exigir a integral qualidade e os compromissos da transição para que o cidadão seja respeitado à luz desse novo momento”, disse.
“Uma coisa muito legal [desse contrato] é que quem entra já tem que iniciar fazendo obra. A Motiva vai ter que fazer um conjunto de obras já no primeiro ano, o que vai garantir que as pessoas que passem pela Fernão Dias – entre Belo Horizonte e São Paulo – percebam a melhoria do contrato”, completou.
Segundo o presidente da Motiva Rodovias, Eduardo Camargo, a expectativa é que o contrato de transição seja assinado em abril ou maio do próximo ano.
“O que está previsto no contrato é uma assinatura do contrato entre abril e maio. Como nós temos uma boa relação tanto com a própria concessionária, a Arteris, quanto com a ANTT, nossa intenção é que a gente possa se aproximar, conhecer e saber como está a operação, mas a troca de controle efetivo deve ocorrer entre final de abril e começo de maio”, estimou.
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou, nesta quinta-feira (11), em Salvador, na Bahia, o Programa Cooperar para Exportar, que vai atender 450 cooperativas em 2026.
A iniciativa, desenvolvida com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), tem o objetivo de ampliar a atuação das cooperativas brasileiras no mercado internacional, especialmente as da agricultura familiar. Assim, prevê capacitação, qualificação para exportação e participação em feiras, missões e rodadas de negócios internacionais.
“Do total de 450 cooperativas incluídas, 200 estarão no Qualifica Exportação, nosso programa de habilitação para a exportação. Outras 250 vamos levar para feiras, eventos internacionais e rodadas de negócios promovidas pela Apex. É uma proposta clara, construída coletivamente”, destacou o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.
Segundo ele, a Agência levou nesta semana 30 compradores de 22 países para se reunirem com as cooperativas baianas.” Normalmente, os primeiros contratos já surgem nesses encontros, e agora é acompanhar os resultados”, disse.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, ressaltou a relevância da presença da ApexBrasil no estado e o apoio às cadeias produtivas afetadas pelo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos.
“A Apex chegou em um momento importante. Algumas cadeias sofreram com o tarifaço, como a fruticultura, a manga, o pescado, o mel e a uva, e conseguimos superar parte disso. Ainda temos desafios para 2026, mas a chegada da Apex nos deu a garantia de apoio na área de exportação, uma agenda essencial para o estado”, afirmou.
O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com tentativas de compra em patamares mais baixos, consequência da atual posição das escalas de abate.
“No momento elas aparentam maior conforto, justificando o atual comportamento dos frigoríficos. Sob o prisma da demanda, as exportações ainda apresentam ótimo desempenho no final de 2025”, destaca o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.
De acordo com ele, este ano será pautado por mais um recorde de embarques. “Isso porque o Brasil segue como melhor alternativa global para o fornecimento de carne bovina”, completa.
Preços médios do boi gordo
São Paulo: R$ 322,58 — ontem: R$ 324,50
Goiás: R$ 314,29 — R$ 315,54
Minas Gerais: R$ 310,88 — R$ 320,59
Mato Grosso do Sul: R$ 312,95 — R$ 319,09
Mato Grosso: R$ 300,62 — R$ 302,04
Mercado atacadista
O mercado atacadista se depara com estabilidade em seus preços no decorrer desta quinta-feira. Segundo Iglesias, o ambiente segue pautado por algum espaço para alta dos preços, considerando o bom momento de consumo no mercado interno.
Quarto traseiro: R$ 26,25 por quilo;
Quarto dianteiro: R$ 18,50 por quilo;
Ponta de agulha: R$ 18,50 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,11%, sendo negociado a R$ 5,4044 para venda e a R$ 5,4024 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3948 e a máxima de R$ 5,4748.
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A semeadura da soja na safra 2025/26 entra na reta final no Oeste da Bahia, com 97,9% da área estimada de 2,218 milhões de hectares já concluída. O avanço expressivo, segundo dados divulgados pela Aiba, foi favorecido pelas chuvas abundantes de novembro, que garantiram boa emergência e desenvolvimento inicial das lavouras.
Apesar do cenário positivo, o clima úmido favorece o surgimento de pragas e doenças. A Aiba alerta para o aumento da pressão de percevejos, lagartas do gênero Spodoptera e mosca-branca, especialmente em núcleos produtivos mais adensados. A ferrugem asiática, principal doença da cultura, também demanda ações preventivas com urgência.
A produtividade média projetada para a soja é de 68 sacas por hectare, mantendo o mesmo nível da safra anterior, com estimativa de produção total em 9,049 milhões de toneladas.
Do ponto de vista econômico, 40% da safra 2025/26 já foi comercializada até 30 de novembro, com valor médio de R$ 127,00 por saca. O ritmo está abaixo do registrado no mesmo período da temporada anterior, que fechou com 99% de comercialização. Regionalmente, os maiores incrementos de área cultivada ocorreram nas regiões 03 e 04, com crescimentos de 9,9% e 16%, respectivamente. A única queda foi observada na região 05 (-16%).
O Canal Rural lançou no YouTube uma websérie especial chamada Upcast que reúne entrevistas e conteúdos gravados durante a COP30, destacando a pesquisa, a inovação e o trabalho sustentável desenvolvido pelo agronegócio brasileiro.
A produção foi realizada em parceria com a UPL, que montou um espaço exclusivo dentro da Agrizone, a área dedicada ao agro na conferência climática, montada pela primeira vez em uma COP.
De acordo com o CEO da UPL Brasil, Rogério Castro, a websérie foi inicialmente planejada para abordar apenas alguns temas, mas rapidamente superou as expectativas com a participação de convidados de destaque. “Tivemos muitas visitas que traziam exemplos e que eles extrapolaram o nosso roteiro”, afirma Castro.
Entre as visitas que enriqueceram o conteúdo estão nomes como Roberto Rodrigues, Gilberto Tomasoni, além do presidente da Frigol e da presidente da Embrapa. “Só personalidades de peso”, destaca Castro.
Dividida em 11 episódios, a série aborda temas como:
Soja de baixo carbono
Vinhos e cafés de baixo carbono
Pecuária sustentável
Uso da terra no Brasil
Biocombustíveis
Agricultura regenerativa
Pacto Agrosustentável (PAS)
A websérie já está disponível no YouTube do Canal Rural, trazendo informações exclusivas e exemplos práticos de sustentabilidade aplicados ao campo. “É um conteúdo feito para inspirar e mostrar que é possível produzir bem e de forma sustentável”, concluiu Castro.
Iniciativa durante a COP30
Durante a COP30, a UPL também apresentou duas iniciativas que chamaram a atenção do público. A empresa patrocinou todo o café servido tanto na Agrizone quanto na Blue Zone, garantindo que os mais de 30 mil visitantes da conferência experimentassem um café de baixo carbono produzido por um de seus clientes.
Além disso, promoveu um coquetel especial para apresentar o vinho de baixo carbono da vinícola Guatambu, de Dom Pedrito, Rio Grande do Sul, considerado um dos três únicos rótulos desse tipo identificados no mundo. As ações reforçaram a mensagem de que é possível produzir com qualidade e sustentabilidade.
O mercado brasileiro de soja segue operando sem grandes definições. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário continua marcado por baixa efetivação de negócios. “O mercado voltou a ficar travado, com o porto sem referência de grandes ofertas”, relata. No interno, a lógica é semelhante: produtores seguem segurando a soja, enquanto os preços da safra nova não despertam interesse para avançar nas vendas.
Silveira destaca que a Bolsa de Chicago operou praticamente de lado ao longo do dia, sem movimentos expressivos, enquanto o dólar recuou e os prêmios mantiveram-se positivos no porto. “No geral, o que se observa são cotações mistas, com muitas ofertas apenas nominais”, resume.
Preços no Brasil
Passo Fundo (RS): manteve em R$ 136,00
Santa Rosa (RS): manteve em R$ 137,00
Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
Rondonópolis (MT): manteve em R$ 122,00
Dourados (MS): manteve em R$ 128,00
Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
Paranaguá (PR): manteve em R$ 143,00
Rio Grande (RS): caiu de R$ 144,00 para R$ 143,50
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O anúncio de vendas de soja americana para a China e destinos não revelados, provavelmente o país asiático — ajudou a consolidar uma recuperação técnica.
Mas a alta foi mais uma vez limitada pelas dúvidas em torno do ritmo da demanda chinesa e pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras no Brasil e na Argentina.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 264.000 toneladas de soja à China, a serem entregues na temporada 2025/26. Outras 226.000 toneladas foram vendidas a destinos não revelados para a mesma temporada.
A estatal chinesa Sinograin vendeu nesta quinta-feira cerca de 397 mil toneladas de soja importada, o equivalente a 77,5% do volume total ofertado. A Sinograin havia anunciado na segunda-feira (8) o leilão de 512,500 mil toneladas, marcando sua primeira venda desse tipo em três meses, após a trégua comercial com Washington impulsionar as compras chinesas de soja dos Estados Unidos.
A produção brasileira de soja deverá totalizar 177,124 milhões de toneladas na temporada 2025/26, com aumento de 3,3% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas. A projeção faz parte do 3º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na estimativa anterior, a previsão estava em 177,602 milhões de toneladas.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 2,25 centavos de dólar, ou 0,20%, a US$ 10,93 1/2 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,02 3/4 por bushel, com elevação de 1,75 centavo de dólar ou 0,15%.
Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com alta de US$ 0,90 ou 0,29% a US$ 302,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 50,82 centavos de dólar, com perda de 0,27 centavo ou 0,52%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,11%, sendo negociado a R$ 5,4044 para venda e a R$ 5,4024 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3948 e a máxima de R$ 5,4748.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim à escala de jornada de trabalho 6×1, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado nesta quinta-feira (11), vai colocar em risco a produção de alimentos no Brasil, afirma nota do Sistema da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep).
A entidade argumenta que a mudança provocaria o aumento significativo dos custos de produção e do problema de disponibilidade de mão de obra no meio rural, com a consequente elevação dos preços das refeições à população.
“Diante da possibilidade de mudança, o Sistema Faep encaminhou ofício aos deputados federais e senadores pedindo que os setores produtivos sejam consultados”, destaca.
Mudança na jornada de trabalho
O texto da PEC limita o trabalho diário a 8 horas, com carga máxima semanal de 36 horas, distribuídas em até cinco dias por semana, sem possibilidade de redução de salário. Atualmente, o limite da jornada é de 44 horas por semana.
A nota do Sistema Faep cita estudos recentes da Fundação Getulio Vargas (FGV), que apontam que a redução da jornada semanal, sem compensação proporcional na produtividade, eleva o “custo de hora trabalhada” e reduz a eficiência agregada da economia, provocando retração da competitividade e queda na capacidade de geração de riqueza.
Segundo a entidade, o estudo mostra que setores intensivos em mão de obra, como a agropecuária, seriam os mais afetados, com impactos diretos no PIB, nos custos logísticos e no preço final dos alimentos.
“O produtor rural já convive com diversos problemas e a redução da jornada seria um golpe duro, que vai impactar diretamente a produção rural e, consequentemente, a sociedade. O impacto no meio urbano seria a alta da inflação, fazendo com que a população pague mais caro pelos alimentos”, destaca o presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Aumento dos custos de produção
A adoção de outro modelo de jornada de trabalho, segundo levantamento do Sistema Faep, faria com que os produtores rurais tivessem que contratar mais trabalhadores para desempenhar as atividades.
“Por conta disso haveria o aumento dos custos de produção, impactando diretamente na competitividade dos produtos agropecuários e elevação do preço de alimentos básicos como leite, ovos, carnes e hortifrútis”, destaca a nota.
A Federação ainda adiciona outra complicação na redução da jornada 6×1: potencializaria o problema de escassez de mão de obra no campo. “Atualmente, a agropecuária paranaense emprega diretamente mais de 115 mil pessoas. Mesmo o produtor rural paranaense pagando o maior piso salarial do Brasil, há dificuldades em encontrar mão de obra”.
Por fim, a entidade cita levantamento do Global Talent Competitiveness Index (GTCI), que mostra o Brasil ocupando a 67°posição no ranking de produtividade e o 68° lugar em capacitação de mão de obra. “Certamente, o Brasil vai perder posição caso a jornada de trabalho seja reduzida”, afirma Meneguette.
Após aprovação na Comissão do Senado, o texto que propõe o fim da jornada 6×1 agora aguarda análise no plenário, mas o calendário apertado de votações até o fim do ano prevê que o texto só avance a partir de fevereiro, quando os trabalhos no Legislativo forem retomados.
No plenário, serão cinco sessões de debate e deliberação em dois turnos. Para ser aprovada, são necessários os votos de 49 senadores, nas duas etapas. Caso seja aprovado no Senado, o texto segue para a análise dos deputados, onde também é analisada pela CCJ e depois por uma comissão especial antes de ir ao plenário, onde também precisa ser votada em dois turnos.
O governo de São Paulo vai nomear Geraldo Melo Filho, ex-presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para comandar a Secretaria de Agricultura e Abastecimento a partir de 2026.
A escolha, de acordo com informações de fontes próximas ao governo, ocorre em meio ao processo de transição provocado pela saída do atual secretário, Guilherme Piai (Republicanos), que deixará o cargo no fim deste ano para concentrar esforços em sua pré-campanha para deputado federal.
Geraldo Melo Filho presidiu o Incra entre 2019 e 2022, durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL). Atualmente, ele dirige o Instituto Pensar Agropecuária (IPA), entidade sem fins lucrativos que atua na articulação política do setor agrícola, ligada à Frente Parlamentar da Agricultura (FPA).
Piai deve permanecer à frente da pasta até 31 de dezembro. A mudança busca garantir continuidade às políticas em andamento e manter diálogo com o setor produtivo.
No dia 15 de dezembro, o Palácio dos Bandeirantes sediará um evento que marcará a despedida de Piai e apresentará um pacote de entregas da secretaria.