segunda-feira, março 16, 2026

Autor: Redação

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Negócios da soja se aquecem no mercado spot


Divulgação Aprosoja Tocantins

As negociações envolvendo soja no mercado spot se aqueceram na última semana Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, o impulso veio do aumento da demanda para completar cargas nos portos brasileiros e das novas estimativas da Conab indicando redução no estoque de passagem frente ao projetado no relatório anterior.

Esse cenário reforçou o movimento de valorização dos prêmios de exportação no Brasil e elevou os preços internos, conforme explicam pesquisadores do Cepea.

A revisão da Conab para os embarques brasileiros da safra 2024/25 apresentaram um novo recorde de 106,97 milhões de toneladas, alta de 0,3% em relação ao relatório anterior.  Segundo dados da Secex, até 5 de dezembro, os embarques já atingiam 98,88% desse volume.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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Acordo UE-Mercosul entra na semana decisiva com França como obstáculo


Mercosul-UE, união europeia e mercosul, acordo
Foto: Camex

O acordo de livre-comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, em negociação há quase três décadas, entra esta semana em sua fase mais crítica, com a votação final prevista entre os países europeus e a assinatura marcada para 20 de dezembro, mas com resistência de países como a França aumentando a incerteza sobre o futuro do pacto.

O plano dos 27 países da UE é votar o tratado entre terça-feira (16) e sexta-feira (19), para permitir que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viaje ao Brasil e formalize a assinatura no sábado ( 20).

O acordo, se consolidado, estabelece uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com mercado potencial de 722 milhões de pessoas e US$ 22 trilhões em PIB combinados.
França pede adiamento e salvaguardas para agricultura.

Em comunicado divulgado no doming (14), o governo francês pediu oficialmente que a votação seja adiada para além dos prazos de dezembro, argumentando que as proteções exigidas pelos agricultores europeus ainda não estão completas e que os controles sobre importações de alimentos precisam ser mais robustos.

Segundo Paris, as “medidas legítimas” de defesa do setor agrícola europeu, como cláusulas de salvaguarda e mecanismos que garantam controles sanitários e ambientais equivalentes, ainda não foram implementadas de forma eficaz, impedindo a França de dar seu apoio definitivo ao acordo.

Essa posição amplia uma divisão dentro da UE entre países que defendem o tratado como uma chance de impulsionar o comércio global e diversificar mercados, e aqueles que temem impactos negativos sobre produtores domésticos, especialmente nos setores de carne bovina e aves.

Votação crucial e possível assinatura

A presidência rotativa da UE, exercida atualmente pela Dinamarca, reafirmou que a votação ocorrerá ainda esta semana, com a expectativa de que os países aprovarem o tratado e permitir que von der Leyen viaje à América do Sul para a assinatura.

*Com informações da RFI e Político

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AgroNewsPolítica & Agro

Pêssego auxilia saúde intestinal e controle glicêmico


De acordo com informações do portal “Tua Saúde”, revisadas pela nutricionista Tatiana Zanin, o pêssego tem elevado teor de fibras e água, característica que “ajuda a prolongar a saciedade e diminuir a fome ao longo do dia”, sendo apontado como uma opção adequada para dietas voltadas à perda de peso. O conteúdo nutricional do fruto inclui betacaroteno, vitamina C e ácido clorogênico, compostos antioxidantes associados à prevenção de doenças como diabetes, câncer, infarto e aterosclerose.

O material destaca que o pêssego possui baixo índice glicêmico e pouca quantidade de carboidratos, fatores que contribuem para maior controle da fome e menor ingestão calórica. Segundo a análise, o consumo favorece ainda o funcionamento do intestino por conta das fibras, como a pectina, que auxiliam na formação do bolo fecal e na prevenção da prisão de ventre. Essas fibras também servem de substrato para bactérias benéficas, fortalecendo a flora intestinal e reduzindo o risco de condições como síndrome do intestino irritável, colite ulcerativa e doença de Crohn.

O conteúdo aponta que os antioxidantes presentes no fruto ajudam a combater radicais livres e a prevenir alguns tipos de câncer, como de pele, mama, pulmão e cólon. Em relação ao controle da diabetes, o portal afirma que o pêssego contribui para o equilíbrio da glicemia devido ao baixo índice glicêmico e à presença de antioxidantes que protegem as células do pâncreas.

Outro benefício detalhado é a redução do colesterol LDL, resultado da ação das fibras que diminuem a absorção de gorduras. Os compostos antioxidantes, como antocianinas e flavonoides, também auxiliam na proteção contra a oxidação das células de gordura. O pêssego contém ainda potássio, que colabora para eliminar o excesso de sódio do organismo e ajuda no controle da pressão arterial, além de antioxidantes que favorecem a elasticidade dos vasos sanguíneos.

O portal acrescenta que os flavonoides e antocianinas presentes no fruto atuam na prevenção do envelhecimento precoce ao proteger as células da pele dos radicais livres. Para a saúde ocular, o betacaroteno contribui para evitar catarata e degeneração macular, melhorando a manutenção da visão. O pêssego também fortalece o sistema imunológico por ser rico em vitamina C, flavonoides e antocianinas, ajudando na prevenção de infecções como gripes e resfriados.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Nova ferramenta digital facilita a vida do agricultor e moderniza acesso ao…


Um novo aplicativo, chamado “Meu Imóvel Rural”, será lançado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), evento que acontece em Belém/PA, de 10 a 21 de novembro. A inovação, desenvolvida pelo Governo Federal, através do Ministério de Gestão e Inovações dos Serviços Públicos (MGI), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), está sendo implantada no Rio Grande do Sul como projeto piloto, por meio de parceira com a Emater/RS-Ascar e promete facilitar o acesso de mil famílias, em 40 municípios gaúchos atingidos pelas enchentes de 2024, na regularização fundiária e ambiental utilizando o crédito rural como ferramenta de apoio aos produtores atingidos pela catástrofe do ano passado.

Com o “Meu Imóvel Rural”, a antiga “pastinha” mantida pelos agricultores em suas propriedades — contendo documentos fundamentais para o acesso ao crédito rural, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), entre outros — será substituída pelo recurso digital. Além de garantir a segurança de ter toda a documentação sempre na palma da mão, evitando o risco de extravio, há ainda as “credenciais verificáveis”, que podem ser validadas criptograficamente e possuem os dados e documentos do agricultor e da propriedade, facilitando a atualização das informações.

O presidente em exercício da Emater/RS, Claudinei Baldissera, destaca que o Crédito Rural Assistido é uma das principais ferramentas de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) utilizadas pela Instituição. Segundo ele, a Emater/RS-Ascar, vinculada às secretarias estaduais do Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), vem aperfeiçoando continuamente os assessoramentos prestados aos agricultores gaúchos.

Baldissera observou que o avanço das ferramentas digitais representa um passo importante nessa modernização. “O acesso rápido e seguro aos documentos necessários no formato digital vai facilitar tanto a vida do agricultor quanto do extensionista e dos agentes financeiros envolvidos na contratação do crédito rural”, afirmou.

Ele ressaltou ainda a importância do lançamento do projeto durante a COP 30, que contemplará mil famílias de 40 municípios atingidos pela calamidade de maio de 2024. “Esse projeto piloto servirá como elemento de teste para aprimorar a ferramenta digital, que depois poderá ser utilizada pelos demais estados e agricultores de todo o Brasil”, explicou.

Para Baldissera, o crédito rural é um instrumento essencial para o desenvolvimento econômico, social e ambiental. “É por meio dele que os agricultores têm acesso a recursos financeiros para produzir alimentos, que abastecem o Rio Grande do Sul, o Brasil e chegam todos os dias à mesa da população”, concluiu.

APRESENTAÇÃO DO APLICATIVO

A fim de apresentar nova ferramenta que chega para facilitar a vida de quem produz, uma reunião está sendo realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Venâncio Aires nesta terça-feira (04/02). O encontro reúne agricultores familiares de Doutor Ricardo, Cruzeiro do Sul, Sinimbú, Vale do Sol, além do munícipio que sedia a atividade, extensionistas, o assistente técnico regional de Soledade, Olívio Pedro Faccin, e o gerente regional da Emater/RS-Ascar de Soledade, Rotiere José Busatto Guarienti e o gerente adjunto de Lageado, Carlos Legemann.





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China acumula US$ 1 trilhão em superávit, mas depende do agro brasileiro


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Foto: Agência Brasil

O superávit comercial chinês próximo de US$ 1 trilhão não é apenas um número impressionante. Ele é o retrato de um modelo econômico que segue produzindo e exportando em escala global, mesmo em um mundo marcado por alto endividamento de governos e empresas, juros elevados e crescimento fraco. Para muitos países, esse desequilíbrio é visto como ameaça. Para o Brasil, ele representa uma oportunidade estratégica, ainda mal aproveitada.

US$ 1 trilhão não é acaso, é poder econômico organizado

A China consolidou sua posição como a grande fábrica do mundo, dominando cadeias industriais, tecnologia e bens de consumo. Mas esse modelo tem um limite físico e social claro: o país não consegue produzir alimentos em volume suficiente para sustentar sua população urbana crescente e sua expansão industrial. E é exatamente aí que o Brasil entra.

A China domina fábricas, o Brasil sustenta o sistema

Hoje, a relação comercial entre Brasil e China é estrutural, não circunstancial. O Brasil fornece soja, milho, carnes, celulose, minério de ferro e energia indireta via alimentos e biomassa — insumos que a China não consegue substituir internamente sem elevar custos ou gerar tensões sociais. Quanto mais a China exporta, mais ela precisa importar comida, ração animal e matérias-primas básicas. O superávit chinês, portanto, só existe porque países como o Brasil sustentam a base material desse sistema.

Sem o Brasil, o superávit chinês não fecha a conta

Em um mundo altamente endividado, essa lógica ganha ainda mais peso. Governos têm pouco espaço fiscal, empresas enfrentam crédito caro e o consumo nos países ricos perde força. Nesse ambiente, a produção de alimentos deixa de ser apenas um negócio e passa a ser um ativo estratégico. Diferente de bens duráveis, comida não pode ser adiada. E poucos países têm as condições naturais, climáticas e produtivas para ampliar oferta como o Brasil.

Em um mundo quebrado, comida manda mais que dinheiro

A grande dúvida que surge é se esse superávit chinês é sustentável. Economistas discutem seus desequilíbrios internos, como consumo doméstico fraco, excesso de capacidade industrial e problemas no setor imobiliário. Mas, do ponto de vista brasileiro, essa discussão é quase secundária. Se o superávit continuar alto, a China seguirá exportando e mantendo forte demanda por alimentos. Se o superávit cair, o governo chinês tende a estimular o consumo interno, o que também significa mais demanda por proteína animal e grãos. Em ambos os cenários, o agro brasileiro continua essencial.

Com superávit alto ou baixo, a China continuará dependente do campo brasileiro
O risco real, portanto, não está na China. Está no próprio Brasil. A dependência excessiva de commodities pouco processadas, a falta de agregação de valor, a logística deficiente, o crédito caro e a instabilidade regulatória limitam a capacidade do país de capturar mais renda dessa relação privilegiada. O Brasil vende volume, mas ainda perde margem.

O erro brasileiro é vender muito e ganhar pouco

O superávit chinês de US$ 1 trilhão deveria ser lido como um alerta positivo: o mundo industrializado depende cada vez mais de quem consegue produzir comida, energia e matérias-primas em escala. Nesse cenário global, o Brasil ocupa uma posição rara e difícil de substituir. A diferença entre transformar isso em prosperidade duradoura ou permanecer refém dos ciclos de preços passa por uma escolha clara: continuar apenas como fornecedor bruto ou avançar na agregação de valor, na indústria de alimentos e na estratégia de longo prazo.

O Brasil tem a vantagem estratégica, falta estratégia para usá-la

A China tem um plano. O mundo reage. O Brasil, dono de uma das maiores vantagens estratégicas do século XXI, ainda precisa decidir se quer apenas assistir ou jogar o jogo.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Ata do Copom, IBC-Br e Payroll nos EUA estão no radar do mercado esta semana


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta segunda-feira (15), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o Fed cortou juros em 25 pontos-base, mantendo trajetória gradual de flexibilização, e que a curva americana ficou mais inclinada com queda nas taxas curtas e alta nas longas. Nos EUA, setor de tecnologia caiu e petróleo recuou.

No Brasil, Copom manteve Selic em 15% e Ibovespa fechou a 160 mil pontos, com dólar em R$ 5,41. Na semana, destaque para ata do Copom, IBC-Br, Payroll e CPI americanos.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Frente fria avança e provoca chuva forte e risco de temporais em algumas regiões do país


chuva frente fria
Foto: Pixabay

O avanço de uma nova frente fria pelo Sul do Brasil deixa o tempo instável nesta segunda-feira (data), com previsão de pancadas de chuva em grande parte da região. A atuação de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai reforça as instabilidades e aumenta o risco de temporais, segundo a Climatempo.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A previsão é de chuva moderada a forte, com possibilidade de temporais para o Rio Grande do Sul, na metade oeste de Santa Catarina e do Paraná, além do norte paranaense. Em áreas do oeste e do interior gaúcho, os volumes de chuva podem ser elevados. Já na metade leste de Santa Catarina e do Paraná, a chuva ocorre de forma mais fraca. No sul do Rio Grande do Sul, as temperaturas entram em declínio em relação aos últimos dias, enquanto o calor ainda predomina na maior parte de Santa Catarina, no restante do território gaúcho e em boa parte do Paraná.

Sudeste

No Sudeste, o tempo segue instável desde as primeiras horas do dia. Há previsão de pancadas de chuva na metade sul e no oeste de São Paulo, no noroeste e no leste de Minas Gerais. Ao longo da manhã, as instabilidades avançam sobre o restante do estado paulista, Minas Gerais e também o Rio de Janeiro, ganhando força durante a tarde. No sul e no interior do Espírito Santo, também chove, com possibilidade de temporais em boa parte da região. No norte capixaba e no noroeste mineiro, o tempo permanece mais firme.

Centro-Oeste

Enquanto no Centro-Oeste, a área de baixa pressão sobre o Paraguai mantém o tempo instável, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde há risco de temporais. As pancadas de chuva se intensificam ao longo do dia também em Mato Grosso e em Goiás, com chuva moderada a forte no noroeste e sudeste mato-grossense, em grande parte de Goiás e em Mato Grosso do Sul. À noite, a chuva perde força em várias áreas, mas o tempo segue instável no estado sul-mato-grossense. O calor continua predominando na região.

Nordeste

Já no Nordeste, o tempo fica mais firme na maior parte dos estados. Ainda assim, há previsão de chuva moderada a forte em áreas do Maranhão, do oeste e do interior do Piauí e do oeste da Bahia. Na faixa litorânea da Bahia e no litoral norte da região, entre Maranhão, Piauí e Ceará, a chuva ocorre de forma mais fraca. O calor segue intenso, com baixos índices de umidade relativa do ar em áreas do Piauí, Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e no norte da Bahia.

Norte

E no Norte do país, as pancadas de chuva continuam atingindo o Amazonas, o oeste e o sul do Pará, o norte de Rondônia e grande parte do Amapá, com chuva de moderada a forte intensidade e risco de temporais pontuais. Em Acre, Tocantins e no sul de Roraima, a chuva ocorre de forma mais moderada, enquanto no interior, leste e nordeste do Pará as precipitações são mais fracas. As temperaturas seguem elevadas, mantendo a sensação de tempo abafado.

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AgroNewsPolítica & Agro

Capacidade industrial cresce com avanço do etanol de milho



“Estamos diante de um dos ciclos mais relevantes da bioenergia brasileira”


“Estamos diante de um dos ciclos mais relevantes da bioenergia brasileira"
“Estamos diante de um dos ciclos mais relevantes da bioenergia brasileira” – Foto: USDA

O avanço do etanol de milho no Brasil vem impulsionando investimentos industriais voltados à bioenergia, em um cenário de crescimento consistente da produção e ampliação da demanda por insumos biotecnológicos. A expansão do setor reforça a necessidade de maior capacidade produtiva para sustentar ganhos de eficiência e acompanhar a evolução do mercado nacional de biocombustíveis.

Nesse contexto, a unidade industrial de Araucária, no Paraná, passou por um processo de ampliação que resultou na duplicação da capacidade de produção de leveduras e na triplicação da oferta de enzimas destinadas à bioenergia. As biossoluções produzidas no local são aplicadas principalmente no etanol de milho e foram desenvolvidas para garantir alta performance, resistência a contaminações e estabilidade durante a fermentação. Embora representem pequena parcela dos custos operacionais, esses insumos são considerados estratégicos e podem elevar a produção de etanol em até 12%.

“Estamos diante de um dos ciclos mais relevantes da bioenergia brasileira, com impactos diretos sobre inovação e autonomia industrial. A expansão da nossa unidade em Araucária reflete essa evolução do mercado e garante que estejamos preparados para atender as usinas com eficiência, segurança de fornecimento e soluções desenvolvidas para as condições locais”, afirma Diego Camloffski, líder da operação industrial da Novonesis no Paraná.

A ampliação ocorre em meio a projeções positivas para o setor, que indicam volumes entre 16 bilhões e 18,7 bilhões de litros de etanol de milho nos próximos anos, ampliando sua participação na matriz nacional. Além do papel estratégico para a bioenergia, a operação em Araucária mantém relevância econômica regional, com cerca de 380 colaboradores e presença recorrente entre os maiores contribuintes de ICMS do município, reforçando seu impacto na geração de emprego e renda locais.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Nematoides ampliam riscos à produtividade do algodão



“Os nematoides são patógenos altamente persistentes”


“Os nematoides são patógenos altamente persistentes"
“Os nematoides são patógenos altamente persistentes” – Foto: Canva

O algodão brasileiro enfrenta desafios crescentes abaixo da superfície do solo, especialmente nas áreas do Cerrado. A combinação entre nematoides e doenças de solo tem ampliado perdas produtivas e reforçado a necessidade de manejo contínuo e integrado ao longo das safras. Esses agentes são altamente persistentes, sobrevivem por longos períodos no solo e causam danos silenciosos às plantas, muitas vezes percebidos apenas quando a produtividade já foi comprometida.

“Os nematoides são patógenos altamente persistentes que podem sobreviver no solo por anos, mesmo sem a presença da cultura, e causam danos silenciosos – porém severos, ao algodoeiro”, afirma Jakeline Pinheiro Silva, gerente regional de marketing da Biotrop.

Entre os principais nematoides associados à cultura estão os de galhas, reniforme e de lesões, que reduzem o vigor das plantas, comprometem o sistema radicular e favorecem infecções secundárias. Doenças como a podridão-de-carvão, o tombamento causado por Rhizoctonia e, em situações específicas, o mofo branco, também representam riscos importantes, sobretudo em condições de estresse térmico e hídrico.

Jakeline Silva alerta que o controle desses patógenos é especialmente desafiador devido à alta capacidade de sobrevivência no solo, sustentada por estruturas de resistência, à ampla gama de hospedeiros, que inclui culturas como soja, milho e feijão, dificultando a rotação, e ao caráter silencioso da infecção, que se instala no início do ciclo e só manifesta sintomas quando os danos já estão avançados.

“Nematoides e doenças de solo são desafios crescentes para a cadeia do algodão. Com diagnóstico precoce, estratégias integradas e manejo contínuo, é possível reduzir seus impactos e preservar a produtividade e a longevidade das áreas agrícolas”, assinala Jakeline Silva.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Redes regionais redefinem o poder no varejo alimentar



Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades


Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades
Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades – Foto: Pixabay

O varejo alimentar brasileiro passa por uma mudança estrutural, com avanço expressivo de redes regionais sobre o faturamento dos supermercados, segundo informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe). Hoje, quase 70% das vendas do setor já estão concentradas nesses grupos, reduzindo o peso das grandes multinacionais na definição do futuro da cesta básica, especialmente em produtos como arroz, feijão, óleo e café. Esse movimento aproxima as decisões comerciais da realidade do consumidor e do produtor local, criando um ambiente mais sensível às características regionais de consumo.

Dados do ranking do setor mostram que redes com capital e gestão locais vêm puxando essa virada, ganhando espaço em diferentes regiões do país e alcançando posições de destaque nacional. A presença forte no Norte, Nordeste, Sudeste e Sul indica um redesenho do poder de negociação no varejo, com maior valorização de fornecedores capazes de atender demandas específicas de cada mercado.

Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades. A atuação junto a redes regionais favorece a construção de marcas associadas à identidade local, com ajustes em tipo de grão, peneira, embalagem e narrativa de origem. Esses grupos tendem a ser mais receptivos a relações diretas, regularidade de oferta e produtos alinhados ao hábito alimentar de cada território. O instituto também avalia que, no comércio internacional, o acesso ao mercado comum europeu segue enfrentando barreiras, com resistência liderada pela França, o que tem impacto direto sobre as perspectivas de exportação do setor.

 





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